terça-feira, 24 de abril de 2012

É tempo de dizer "BASTA"



O Coronel Sousa e Castro, considerado um dos Capitães de abril mais moderados, afirma que é tempo de dizer "basta"
Ontem à noite, no programa Prós e Contras da RTP, o Coronel defendeu que os sacrifícios devem ser equitativos. 
Ver vídeo aqui.

Rescisões "amigáveis"!...

Depois de 30 anos de trabalho, um funcionário público pode rescindir o seu contrato por uma indemnização máxima de 9.700€.
Um gestor, depois de 30 dias de trabalho, se for dispensado, leva o valor total dos ordenados em falta até ao termo do contrato...

Via 2711

"Hoje, 24 de Abril", para...

 "é o dia apropriado para evocar"

A História do século XX ensina-nos que o facto de um indivíduo ser eleito democraticamente não faz dele um democrata. A História do Porto nos anos de Rio - já é possível avaliá-la, agora que esses anos se aproximam do fim - é disso um bom exemplo.

25 de Abril na Figueira


Programa oficial. Ver aqui.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Portugal, 2012, em abril...


Quem consente o  que acima está escrito, não merece mais do que isto:

Dia Mundial do Livro


Desde 1996, que o Dia Mundial do Livro e do Direito do Autor é assinalado a 23 de Abril.

Cuidado com a linguagem, pois o novo acordo ortográfico é muito traiçoeiro... (3)

(Daqui)

- Já usas o acordo ortográfico?
- Não é nada fácil, mas ando a tentar. E tu?
- Também. Já escrevo ortográfico sem H.
- Mas essa palavra nunca teve H!
- Bem dizias tu que isto não era nada fácil...

Em tempo.
Por estas e por outras, é que tal como o Senhor Luís,  ainda não adoptei o acordo ortográfico.
Prefiro escrever com erros pessoais a fazê-lo com erros oficiais.

Rob Riemen. “A classe dominante nunca será capaz de resolver a crise. Ela é a crise!”


Rob Riemenpara quem  a «nobreza de espírito» é a  quinta-essência de um mundo  civilizado, pois considera que   sem nobreza de  espírito, a cultura desvanece-se,  esteve em Lisboa na semana passada a convite de Mário Soares para falar sobre o direito à resistência e para apresentar o seu último livro, “Eterno Retorno do Fascismo”.
Na oportunidade, concedeu uma entrevista ao jornal i, que pode ser lida na íntegra clicando aqui, onde fez algumas considerações interessantes sobre a sociedade em que vivemos.
Para aguçar o interesse, fica um excerto.
“A actual classe dominante nunca será capaz de resolver a crise, porque ela é a crise! E não falo apenas da classe política, mas da educacional, da que controla os media, da financeira, etc. Não vão resolver a crise porque a sua mentalidade é extremamente limitada e controlada por uma única coisa: os seus interesses. Os políticos existem para servir os seus interesses, não o país. Na educação, a mesma coisa: quem controla as universidades está ali para favorecer empresas e o Estado. Se algo não é bom para a economia, porquê investir dinheiro? No geral, os media já não são o espelho da sociedade nem informam de facto as pessoas do que se está a passar, existem sim para vender e vender e vender”.

domingo, 22 de abril de 2012

Canções de Intervenção no Casino

Sacado daqui

Uma ideia…


Acabei de entregar   a declaração do IRS. Ao fazer a simulação do reembolso,  tive uma supresa muito desagradável…
Se colocam  - e a meu ver muito bem – o aviso de que o tabaco faz mal à saúde nos  maços de cigarros, porque não colocar fotografias  de políticos corruptos  no portal das Finanças?...

A ideologia da caridadezinha sempre presente...

Imagem sacada daqui
Surgiu uma ideia, que aliás não é nova: dar as sobras de comida aos mais necessitados. 

Os mesmos que exploram as pessoas e são responsáveis por salários de miséria e redução dos rendimentos das famílias, são aqueles que ao fim-de-semana recolhem as sobras das suas fortunas e decidem distribuir umas migalhinhas pelos pobres.
Nunca distribuem o suficiente para estes deixarem de ser pobres: atenção, isso daria cabo do seu desporto de fim de semana e acabaria com a necessidade dos mais pobres aceitarem trabalhar a qualquer custo e sob quaisquer condições nas suas empresas.
A caridade é uma indústria nos dias de hoje. Não faltam incentivos ao consumo de produtos que contribuem com 1 cêntimo para uma causa qualquer, num país distante de nós. Sentimos que ao comprar estamos a fazer o bem... a contribuir para algo mais que o bolso de quem produz o que compramos.

Eu estou contra esta ideia de dar os restos aos mais necessitados. Como explicamos que na sociedade em que vivemos há anúncios de comida para cão onde é dito que "restos não são uma alimentação saudável" e ao mesmo tempo vem meio mundo defender que para os pobres já serve? 
Nem do ponto de vista da Igreja é defensável: as escrituras dizem claramente para dar o que temos, tudo o que temos e não só o que nos sobra e não nos faz falta.
Sou a favor que hajam salários dignos, condições de vida dignas e criação das condições socias para acabar com a miséria. Sou totalmente contra estas soluções nojentas de propaganda mesquinha que pretendem menorizar as pessoas e forçá-las a uma vida de joelhos, de subserviência e de sujeição.
Isto é ideologia, formatação social para a criação de um modelo que remonta à altura em que o rei vinha passear de carruagem e atirarava comida aos pobres.
O governo está a atirar milhares de pessoas para a pobreza, não é darem umas migalhas às pessoas que vai mudar isso. Não roubem o salário aos portugueses, não lhes roubem os subsídios a que têm direito e para os quais descontaram e ponham a vossa caridadezinha lá onde o sol não brilha.

As pessoas agradecem. Restos não são uma política saudável.

Naval


"Regresso ao trabalho, mês e meio liquidado"...

Bom domingo

sábado, 21 de abril de 2012

No próximo dia 25 de Abril de 2012, pelas 16 horas...


XIII Corrida de Carretas do GRV 

"O horrível está por toda a parte"...

O pesadelo da Rua da Várzea,  Figueira da Foz
A Rua da Várzea é uma antiga estrada rural que escapou ao traçado da rodovia urbana e “sobrou-lhe” das obras. Segue quase paralelamente ao troço desta que liga a rotunda do EPST à de Cristina Torres (ou vice-versa). Noutro qualquer país, civilizado, teria sido transformada num aprazível e arborizado acesso pedestre, com uma possível ciclovia, à escola. Mas não neste país. Não na Figueira da Foz. Nesta cidade a solução encontrada é um fenómeno “urbanístico” que talvez só possa ser explicado por um especialista em psicopatologias muito complexas. 
Trata-se isso sim, e como a foto documenta, de um pesadelo visual que, talvez por eu ser demasiado sensível à fealdade, me suscita outros pesadelos que desencadeiam outros, sempre mais malévolos, num curioso e incessante fenómeno sinestésico: faz-me lembrar Mexias & Catrogas, mais os seus salários e reformas, pornográficos; ou Motas & companhias de Jorges Coelhos e outros nefandos e corruptos figurões ou então vereadores locais cretinos e suas abébias, igualmente obscenas e venais. 
É algo infame, humilhante, profundamente miserável. . 
- Mas não é de admirar. Neste país o arquitecto Saraiva, que agora dirige o jornal Sol, também dirigiu, durante anos a fio esse outro sol da democracia que é o jornal Expresso - e ninguém deu por nada – nunca ninguém suspeitou que o pobre homem era um atrasado mental. Neste país um governo que acha que para baixo é sempre a subir, foi eleito democraticamente. Democraticamente. . 
Neste país, abrir simplesmente os olhos já é um pesadelo.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Logo agora, que estava tudo a correr tão bem aqui pela Figueira*...

foto sacada daqui


"Plantel da Naval 1.º de Maio recusou-se a treinar".

* - vidé o último post, aqui no Outra Margem.

A Figueira, mais uma vez, está desenrascada… A Figueira, é assim – sempre, uma caixinha de surpresas!..

foto Pedro Agostinho da Cruz
Com «a frota de traineiras mais moderna e competitiva do país», em 2011, as 35 embarcações figueirenses (das quais 13 cercadoras), que integram a organização de produtores Centro Litoral, capturaram 13.294 toneladas de peixe (quase 70% de sardinha), o que equivaleu a um volume de negócios de 12 milhões de euros, mais quase 3,5 milhões de euros que no ano anterior.
Estes dados foram apresentados ontem pelo presidente da Centro Litoral, António Miguel Lé, que falava para alunos da Universidade Sénior sobre “A actividade piscatória na Figueira da Foz”.
Depois de ter lido esta notícia, respirei de alívio.
Desta vez, estava a ver  a coisa mesmo “negra”… Cheguei a acreditar que, tal como os outros portugueses, estávamos verdadeiramente encalacrados com a crise….
Mas, o figueirense tem esta coisa única: “A sardinha, o petróleo das águas portuguesas”!...
E pronto… A Figueira, mais uma vez, está desenrascada!.. A Figueira é assim - sempre, uma caixinha de surpresas!..
Ao que julgo saber, o próprio Passos Coelho, que como a foto documenta, é conhecedor das potencialidades figueirenses,  no que à sardinha diz respeito, está a pensar contactar o presidente da câmara,  para o sondar acerca do número de  portugueses que a Figueira pode acolher,  interessados em fugir à crise que grassa em todo o resto do País...

Cavaco...


Para chegar à final, falta não perder na segunda parte...



      

quinta-feira, 19 de abril de 2012

PS...

Cuidado com a linguagem, pois o novo acordo ortográfico é muito traiçoeiro... (2)

(Daqui)

- Estou expetante.
- Tens mais sorte que eu. Há muito que não espeto nada.

Em tempo.
Por estas e por outras, é que tal como o Senhor Luís,  ainda não adoptei o acordo ortográfico.
Prefiro escrever com erros pessoais a fazê-lo com erros oficiais.

Terá sido a actualidade que inviabilizou o negócio, ou deixou de ser um negócio de oportunidade?..

para ler,
clicar na imagem

Que futuro? E de quem?

Aí está o Álvaro, de novo em grande. O ministro da Economia e do Emprego - não se riam - foi dar uma volta pela Europa e percebeu que a média do valor dos despedimentos é ainda inferior ao da última revisão do código laboral, por isso está já a pensar em baixar isto ainda um bocadinho mais.

Com efeito, a nova ordem é esta: A flexibilidade. Dizem que é uma necessidade, que as coisas mudaram, que o mundo agora é assim, que as pessoas já não podem ter empregos para a vida.
Durante muito tempo concordei com isto. Hoje, no banho, descobri que não.

Quando é que os países, as suas economias, cresceram? Quando é que o mundo se desenvolveu e as pessoas passaram a viver melhor? Foi com leis laborais flexíveis ou boas garantias para os trabalhadores? Sem dúvida, foi quando os trabalhadores estavam bem protegidos por leis amigas do trabalho e não do capital.

A experiência das economias emergentes, com leis laborais historicamente flexíveis - se é que têm leis laborais - é outra: Empresários muito ricos, muitos milionários, uma enorme riqueza, mas um povo pobre e uma classe trabalhadora completamente explorada.

Esse é o caminho que leva agora a Europa. Desvalorizar o trabalho em nome do capital e do rendimento, com a desculpa de que o futuro é isso mesmo. Que futuro? E de quem?

Via Lóbi do Chá

Louvado seja Deus!


ALELUIA, ALELUIA, ALELUIA! 
O que está por detrás deste percurso de dois anos e meio de inconsequências, de incongruências e de ... (gestão de quintinhas várias, entendem?), agora ... não importa nada! 
O que importa, AGORA, é dar os parabéns à Junta de Freguesia de S. Pedro que, ao fim de muito tempo, a destempo, mas por fim ... coloca as mãos na massa!


Via Cova d'oiro

Parabéns à Sociedade Artística Musical Carvalhense pelos 125 anos de vida

para ler, clicar
em cima da imagem

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Cuidado com a linguagem, pois o novo acordo ortográfico é muito traiçoeiro...

(Daqui)
- Fui pela primeira vez a um bar de alterne.
- E engataste alguma?
- Não. Fui só como espetador.
- E quanto é que pagaste à gaja?

Em tempo.
Por estas e por outras, é que tal como o Senhor Luís,  ainda não adoptei o acordo ortográfico.
Prefiro escrever com erros pessoais a fazê-lo com erros oficiais.

Tertúlias do Centro Social Cova e Gala


As previsões de chuva para o dia 25 de Abril, impedem o Centro Social da Cova e Gala de realizar a caminhada nas salinas e o almoço. 
Esta caminhada ficou adiada para data a marcar oportunamente.

A minha Figueira…

Rua da República. Foto de Pedro Agostinho Cruz
Pelas contingências da vida, nos últimos 2 anos, tenho andado arredado da Figueira.
Sempre gostei de viver e trabalhar na Figueira. Porventura, por receio, comodismo, mas, sobretudo por gosto genuíno em viver aqui.
Sinto, porém, nesta altura,  que a Figueira está sem chama. Os figueirenses, parecem-me desiludidos, resignados e cansados.
Sem surpresa, com a ausência as amizades foram-se deslassando, a paciência diminuiu, os poucos contactos que vou mantendo são agradáveis, mas fungíveis.
Eu, é claro, também mudei. Cansei-me de fogachos e decepções, tornei-me mais reticente e recluso.
Por outro lado, a minha Figueira, a cidade junto ao rio, desde a estação da CP ao Bairro Novo, é cada vez menos a minha cidade.
Fecharam as salas de cinema – já há alguns o Parque Cine e,  mais recentemente,  o Casino. Encerram frequentemente comércios – grandes armazéns, livrarias, cafés, sapatarias, mercearias, restaurantes. As pessoas deixaram de habitar as casas cada vez mais degradadas. Ardeu a sede da Naval… As sedes do Ginásio e do Sporting deixaram de ser na Rua dos Combatentes…
Começa a ser-me praticamente indiferente ir à Figueira ou a qualquer outra cidade.
Não tenciono, é claro, deixar de ir à Figueira sempre que tenha disponibilidade. Todavia, pela primeira vez, sinto que podia deixar de ir...
Acreditem que é triste, quando damos conta que a nossa cidade não nos faz assim tanta falta.

Porca miséria


Que artista!..

Sei bem o que assinaste...  Sei bem quem és...
Falas bem, mas não me alegras…  
“Ameaças”,  mas todos sabem que não passa de “teatro”...
Vai dar banho ao cão e lava-te na mesma água.
Que coitadinho...

A miséria está a fazer o seu caminho... (II)

Já chegámos a um ponto tal que se organizam campanhas, não para pedir comida, mas restos...

terça-feira, 17 de abril de 2012

As Tertúlias do Centro Social da Cova e Gala vão promover o “Roteiro das Salinas”

As Tertúlias do Centro Social da Cova e Gala vão promover o “Roteiro das Salinas” já no próximo dia 25 de Abril. O convite é para amantes da Natureza, que poderão apreciar e fotografar flamingos, conhecer a planta do sal “salicornea”, ver alguns dos utensílios de trabalho das salinas e respirar o ar característico da zona salineira.

 Programa:
 9,15h – Concentração dos participantes no espaço verde do Centro Social da Cova e Gala, na R. do Hospital, nº 20. 
10h – Início do Roteiro das Salinas 
12,30h – Almoço, que será servido ao ar livre – espaço verde. Durante o almoço e a tarde atuarão Fernando Sá e Margarida S. Pedro ( Rainha do Carnaval de Buarcos). 
Ementa: 
Porco assado no espeto.  Saladas mistas. Outras iguarias. Sobremesas diversas.  Fruta.  Bebidas.

As inscrições para o almoço já estão abertas, devendo os interessados inscrever-se atempadamente, através do Tel. 233 431 134, telem. 961 375 235 e por e-mail: cscg-cscg@gmail.com

A miséria está a fazer o seu caminho...



Reformas em Portugal. 
Em 2011, 85% dos reformados recebiam menos de 500€.   
Em 2010 eram 79%. 


Se a este quadro juntarmos os significativos aumentos da electricidade e do gaz, todas as alterações na Saúde e a subida do IVA, para não ir mais longe, temos a noção da miséria em que vive este milhão e meio de portugueses... 
E ainda pretendem fazer-nos crer,   que os portugueses viviam acima das suas possibilidades?..

Que raio: até na Gala já estamos a voltar ao antigamente?..


Leio no Diário de Cimbra de hoje, que “um homem de 45 anos, residente na zona da Gala, freguesia de S. Pedro, foi detido na madrugada de sábado, por «resistência e coacção sobre agentes de autoridade».
A PSP terá sido chamada ao local por vizinhos que denunciavam violência doméstica e quando os agentes chegaram, aperceberam-se de «gritos de aflição e ruído de móveis a serem arrastados», suspeitando de desavenças familiares.” 
Que raio: até na Gala já estamos a voltar ao antigamente, ao tempo em que a minha Aldeia só aparecia na primeira página dos jornais, por más notícias?...
Há quanto tempo, nem o presidente da junta  é notícia de jornal?..
Aqui por S. Pedro, a nossa realidade é muito irónica…

Da Feira Mediaval de Buarcos ao Festival Pirata?..

"Como se prova, com imaginação e vontade, mesmo em tempo de crise é possível fazer coisas. Parabéns à Junta De Freguesia Buarcos."
Miguel Almeida, citado aqui.

“É curioso mas o vereador Almeida – oh, como é triste estragar a harmonia do texto – afirmou, na ultima reunião de Câmara, que “Buarcos poderia dar alguma formação sobre como fazer eventos sem dinheiro”... Mais curioso ainda, nessa mesma reunião do Executivo foi aprovado um apoio logístico à Feira Medieval avaliado em mais de 3 mil euros... Como comentar e classificar a declaração de Almeida, um vereador com mais lata que a armadura de D. Quixote de La Mancha?! O mesmo vereador que garante que Buarcos não precisa de pilim, aprova um apoio superior a 3 mil euros para a Feira Medieval?! Reformulo a afirmação de há pouco, Miguel Almeida tem mais lata que todos os cavaleiros da Távola Redonda juntos!”
Rui Beja, no blogue Rua da Liberdade.

A política, também aqui pela a Figueira, começa a ser um enjoo... Cheira-me que a polémica não vai certamente ficar por aqui…
Em tempo.
Este ano haverá o 2º. Festival Pirata de Buarcos, um evento que teve a 1ª. edição em 22, 23 e 24 de Julho do ano passado?..