quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

X&Q807


A face escondida da lua

"O socialismo é outra coisa! Não pode ser visto com óculos de negócio"

"Os médicos cubanos são médicos porque o Estado cubano, a sociedade cubana, criou condições para que a sua formatura não fosse um "investimento pessoal" mas a preparação para o exercício de uma profissão útil aos outros, em que possam, como escrevia Marx aos 17 anos, "acima de tudo, trabalhar para a humanidade". E, por isso, o nível da saúde pública em Cuba não pode ser ignorado e permite estes "negócios", a que chamaria, do outro lado da polémica, solidariedade, por mais que se queira vilipendiar o Estado cubano tal como é, e por mais que o ataquem e dificultem o seu desenvolvimento.
Polémico será também corrigir começo da mesma notícia. Escreveria assim: «O Estado cubano paga 500 euros a cada médico cubano e, segundo o contrato feito com o governo português, esses médicos terão direito a habitação e transporte gratuitos. Dado esse acordo entre os Estados, esses médicos cubanos vêm, solidariamente, contribuir para atenuar o problema da falta de médicos em Portugal, e o Estado cubano receberá uma compensação de 2.500 euros por cada médico cubano que se disponibilize para essa tarefa, verba que utilizará como entender, por exemplo, na criação de condições para que ainda mas melhor a saúde pública, e mais médicos se formem em Cuba, para ser possível reforçar essa solidariedade.»


Por cá, tudo é difrente, a saúde é, sobretudo, um negócio


Agora, resta o diálogo?..

Imagem sacada daqui

Conforme pode ler no Diário de Coimbra, clicando aqui, “Figueira 100% e PSD chumbam companhia Vortice Dance”.
“Foi “quente” ontem a reunião de câmara e nem o frio que se fazia sentir no exterior ajudou a “arrefecer” os ânimos. Em cima da mesa estava o protocolo entre a autarquia e a companhia Vórtice Dance, para a sua instalação no CAE como companhia residente, mas PSD e Figueira 100% chumbaram o projecto, pelo menos enquanto não houver mais explicações, manifestando-se no entanto abertos ao diálogo.”.
António Tavares, vereador da Cultura, depois da proposta ter sido chumbada, “lamentou que o protocolo não fosse aprovado. «Era uma matéria estruturante para revitalização do CAE, nesta fase pré-negocial tínhamos conseguido instalar a companhia residente sem custos, achávamos que, através da sua actividade e do ensino da dança iria dinamizar diariamente» aquele espaço. O autarca disse acreditar que os votos contra foram «um sério revés no que era e constituiu grande parte do nosso programa para a cultura». «Vejo perigar todo um conjunto de projectos que estavam associados à matéria», referiu, recordando que, com o protocolo, se iria abrir «uma porta para acordo com Ministério da Cultura, o que nunca tinha acontecido», admitindo todavia que aceita reformular a proposta.”

Músicas da minha vida (VI)

Sábado há teatro



Via Marcha do Vapor

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

A Naval, ontem, perdeu com a Académica, mas, hoje, é notícia a nível nacional por outras razões...


A Liga vai denunciar a Naval por suspeitas de crime de falsificação de documentos, num processo que pode levar à exclusão do clube do principal campeonato.
O anúncio foi feito pela Comissão Executiva do organismo, em comunicado oficial, e tem por base a declaração entregue pelo clube de cumprimento salarial relativa a 2008/09, da qual dependeu a inscrição na Liga. Essa declaração garantia a inexistência de dívidas, o que foi mais tarde posto em causa e constitui, segundo o comunicado da Liga, um facto «intelectualmente falso».

Entretanto, o presidente da Naval, Aprígio Santos já reagiu: a queixa apresentada na Procuradoria Geral da República (PGR) da Comarca da Figueira da Foz «é mais um episódio de uma orquestração» contra a Naval.

Haja "tininho"!...

Perdemos a final com os Gregos e, agora, em tempo de crise, passados todos estes anos, “Braga, Aveiro, Coimbra, Leiria, Faro e Loulé têm mais um problema: a factura dos estádios construídos a pensar no Euro 2004. Só em encargos com a banca, as seis câmaras pagam, por ano, mais de 13 milhões de euros.”
Mas, há quem pense, que ainda não é suficiente. “Não obstante serem os grandes responsáveis pelo endividamento das autarquias, há quem não tenha medo de novos financiamentos. O presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Gilberto Madail, revelou, em Outubro do ano passado, que os estádios de Braga e Algarve também poderiam, para além de Luz, Dragão e Alvalade, emergir como opções para a candidatura ibérica ao Mundial 2018/22, o que envolveria, em qualquer dos casos, um aumento da lotação em mais 12 mil lugares. A autarquia minhota mostrou-se disponível, apesar de, num endividamento global de 80 milhões de euros, apenas quatro milhões não serem imputados ao Estádio AXA.”
Ainda ontem, no Estádio Cidade de Coimbra, apenas cerca de 2100 pessoas assistiram à
partida entre a Académica e a Naval!...

Músicas da minha vida (IV)

Na Figueira ainda acontecem coisas boas...

Neve

foto Pedro Cruz

domingo, 10 de janeiro de 2010

Cova-Gala empata na Carapinheira

Numa tarde fria deste agreste Janeiro de 2010, perante pouca assistência, no último jogo da primeira volta do Campeonato Distrital de Coimbra da Divisão de Honra, que se realizou no novo relvado do Campo do Carapinheirense, o Grupo Desportivo Cova-Gala conseguiu um precioso empate – 1-1, foi o resultado final.
Crónica do jogo, aqui.

Pausa

foto Pedro Cruz
2010, já tem 10 dias.
2009, começa a perder-se na bruma do tempo. Para a maioria dos portugueses, penso que não deixou saudades, foram 365 dias miseráveis.
A mim, aconteceram-me tantas coisas!.. Em jeito de balanço, fico perplexo com tanta coisa que aconteceu em 2009.
Tive de assistir ao melhor e ao pior da natureza humana.
Mas, cá estou. Consegui sobreviver.
Tentei entrar, pelo menos com um pé, a puxar para o feliz em 2010. Mas, não está a ser fácil.
Cada vez confio menos no instinto.
Uma cabeça que se julga inteligente, pode ser tão aérea e cometer tantos erros como outra qualquer!...

X&Q805


Músicas da minha vida (III)

sábado, 9 de janeiro de 2010

Já tínhamos alertado em Novembro passado: armazéns de aprestos, ainda por estrear, estão a cair aos bocados

foto Pedro Cruz

Grupo Desportivo Cova-Gala

Escolas "A": Cova-Gala / Tocha
Resultado e fotos aqui.

X&Q804

Que bela percentagem…

Músicas da minha vida (II)

Músicas da minha vida

Porque a memória já não é o que era, entendi por bem deixar registado, neste espaço, as músicas que, de alguma forma, marcaram a minha vida e me despertaram os sentidos. Cada música tem uma história pessoal, portanto, não transmissível. Na vida de todos nós, existem músicas que nos recordam sentimentos, ou momentos especiais, vividos no passado. Foi essencialmente isso - compartilhar algumas dessas letras e musicas que me feriram a sensibilidade (fazendo-me rir, chorar, reflectir, etc.) que me levaram a editar algumas das músicas da minha vida. Espero que gostem. Nestes dias e nestas noites frias a música também aquece a alma. Comecei com Gal Costa. Lá para a madrugada, há mais…

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

X&Q803




Músicas da minha vida (I)

Obrigado Rogério…



Não foi ingratidão, muito menos esquecimento.

Contudo, já começam a faltar unhas para tantos prémios!..

Quanto a cumprir regras, não contem comigo...

De qualquer maneira, obrigado Rogério.

Afinal, há crise!..

imagem sacada daqui


13 de Agosto de 2009.
Daí a duas semanas tínhamos eleições legislativas.
Recordam-se da opinião do primeiro-ministro José Sócrates, na altura?
Estávamos no “princípio do fim da crise”.

29 de Novembro de 2009.
Por essa altura Sócrates mantinha.
“Temos hoje, felizmente, sinais de que o pior já passou”.

7 de Janeiro de 2010.

Sócrates considera necessário resistir à ideia de que “o pior já passou”!..
Afinal, há crise!...



quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Parece que o frio veio para ficar...

Foto: Pedro Cruz

aF99

A pobreza...


“O cenário é indescritível. Sem água, luz ou vidros nas janelas, mas com a porta trancada a “sete chaves”, Eduardo Rosa, de 61 anos vive no Bairro Padre Américo num cenário de verdadeiro filme de terror. Todas as divisões da casa estão repletas de lixo, num ambiente irrespirável. O único local onde se consegue ainda entrar é o quarto onde este homem dorme. Frio, diz que não passa, «tenho muita roupa e já me habituei», disse ao nosso Jornal, mas não esconde que gostaria de sair dali, «para outra casa ou para um lar». E porque não vai levando o lixo daqui para fora, é a pergunta que se impõe, mas a resposta é a de que «é muito, eu não consigo».”
Este, é o início de um trabalho jornalístico, publicado hoje no Diário de Coimbra, assinado pela jornalista Bela Coutinho, que pode ler na íntegra clicando aqui, a alertar para uma realidade confrangedora e impressionante, em plena cidade da Figueira da Foz.
A pobreza impressiona. Mas, o certo é que "os portugueses continuam a empobrecer". A conclusão é da Assistência Médica Internacional, de acordo com dados recolhidos no primeiro semestre do ano passado. Os números da pobreza em Portugal são preocupantes. Cerca de 20% dos portugueses vivem, ou estão em risco de viver, em situação de pobreza (com menos de 360 euros mensais). Estas taxas de risco de pobreza, registam-se já depois das transferências sociais, como pensões ou subsídios, porque sem estes, a taxa de pobreza em Portugal cobriria 40% da população. Entre os grupos de risco - mais propícios a caírem em situação de pobreza - estão os idosos e as famílias numerosas. O desemprego, salários de miséria e pensões ainda mais miseráveis, colocam estes grupos em situações francamente difíceis.
Esse, só não vê quem não quer, é o caminho trilhado nos últimos anos pelo nosso País: à medida que os ricos vão ficando mais ricos ainda, os restantes – a maioria - vai empobrecendo cada vez mais. Um dia, a pobreza vai declarar-se em toda a sua extensão.
Esta situação, não é apenas resultado da actual crise socio-económica, que afecta todo o mundo, deve-se, também, à recessão económica em que o País "se vê mergulhado já há muito tempo" e a uma "péssima distribuição da riqueza".

Um ano depois do encerramento, ainda não começaram as obras na linha Figueira Pampilhosa

imagem sacada daqui
A via-férrea entre Figueira da Foz, Cantanhede e Pampilhosa, foi encerrada pela Refer a 4 de Janeiro do ano passado, por motivos de segurança.
Entretanto, decorrido um ano sobre o encerramento, “os utentes da linha Figueira da Foz-Pampilhosa lamentam que as obras no ramal ainda não tenham começado”.
Por sua vez, o coordenador de Coimbra do Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário, Célio Correia, teme que a linha Pampilhosa-Figueira da Foz tenha sido encerrada definitivamente, por não ser um troço lucrativo. "É uma política que tem sido desenvolvida noutros locais", lamenta, reiterando que tem pressionado a Refer para saber quando começam as obras no ramal, sem ter ainda obtido uma resposta. "Fala-se que a linha poderá ser entregue a privados para transporte de mercadorias, mas falta resolver a situação do transporte de passageiros".
"Para quando o comboio de volta?" - esssa é a pergunta que mais se ouve da boca dos utentes. Para já, a CP ainda não deu (ou não tem) qualquer resposta.
Contudo, há quem tema outra realidade: "é desta que nos vão encerrar a linha".