sábado, 19 de dezembro de 2020
Quiaios, como se degrada a democracia...
Freguesia de Quiaios vai para eleições intercalares
"Com a demissão do eleito da CDU e do PSD, a freguesia de Quiaios vai para eleições intercalares.
Ontem, na Assembleia Municipal, o presidente da Câmara justificou a ausência de qualquer representante da junta de freguesia, por não haver «em funções, membros legais»."
Citação do Diário de Coimbra
Em Quiaios, como sabemos, o funcionamento da justiça, embora lento, ineficaz, muitas vezes incompetente e discricionário, fez o seu caminho.
Foram os tribunais, no fundo o sistema de justiça, que apeou Fernanda Lorigo do poder. O PS Figueira, a meu ver, também neste caso, aparece como uma entidade mais ao serviço dos seus membros e na defesa do seu poder, enquanto partido, do que na defesa do interesse da governação da freguesia. A preponderância, já manifestada na teia obscura de negociações e interesses na tentativa de evitar o escrutínio pelo voto do Povo, dá do poder do PS Figueira e PS Quiaios, a pior das imagens.
Foram os tribunais, no fundo o sistema de justiça, que apeou Fernanda Lorigo do poder. O PS Figueira, a meu ver, também neste caso, aparece como uma entidade mais ao serviço dos seus membros e na defesa do seu poder, enquanto partido, do que na defesa do interesse da governação da freguesia. A preponderância, já manifestada na teia obscura de negociações e interesses na tentativa de evitar o escrutínio pelo voto do Povo, dá do poder do PS Figueira e PS Quiaios, a pior das imagens.
E, infelizmente, na minha opinião, a imagem não está longe da realidade.
Muita da crise da política figueirinhas, encontra-se e explica-se no modo como os partidos políticos evoluíram nos últimos anos no exercício do poder local.
Não há demagogia política que consiga branquear esta triste e lamentável situação.
O bom povo, um dia, estará mais atento. Será mais perspicaz e inteligente e saberá eleger melhor as pessoas que andam a servir-se da política...
sexta-feira, 18 de dezembro de 2020
... (o problema é o Aliança...)
«Canal entre Rio e Santana “está reaberto”, mas Lisboa não é hipótese...
Jantar num hotel da capital foi um momento de reaproximação promovida pelo PSD, mas continua a haver um problema para ser candidato a Sintra ou à Figueira da Foz: o ex-primeiro-ministro ainda tem cartão de militante do Aliança. Sem se desfiliar do partido que fundou, nada feito»
Cuidado com a velocidade: não acelerem demais, pois podem matar a "velha" (Figueira)...
Como demos conta esta manhã, citando o Diário as Beiras, o presidente da
Câmara da Figueira da Foz,
Carlos Monteiro, anda descontente com a lentidão das
obras da Baixa da cidade. Eu, se fosse, presidente da câmara andava, mais do que descontente, desmoralizado. O que se passa em Buarcos, no Cabedelo, em toda a baixa figueirense é demasiado grave, para mim, não era caso para menos.
Mas eu sou eu...
Citando o mesmo jornal, ficamos a conhecer o anúncio de mais uma catrefada de obras. A saber.
"Nova ponte custa
3,6 milhões de euros
...o concurso público
para a construção da ponte
sobre o Rio Mondego entre
Lares e o Alqueidão, inserida na via ciclável europeia
Eurovelo, deverá ser lançado
nas próximas semanas.
Neste
momento, ressalvou Carlos
Monteiro, este procedimento
está pendente da aprovação,
pela Administração Central,
da declaração do Reconhecimento de Interesse Público.
A construção da ponte será
lançada a concurso com um
orçamento de 3,6 milhões de
euros (mais IVA, de seis por
cento). A estimativa inicial
apontava para 1,5 milhões,
mas, esclareceu Carlos Monteiro, houve que elaborar o
projeto e atender a condicionantes impostas pela tutela
do Ambiente.
Na ponte também poderão
circular viaturas, com limitação de peso, numa única
faixa e com sistema de semáforos e zonas de espera junto
aos acessos.
Requalificação da Enforca
Cães e rotunda na Chã
Também a requalificação da
estrada entre o Cabo Mondego e a Murtinheira, conhecida por Enforca Cães, aguarda
aprovação da declaração do
Reconhecimento de Interesse Público.
Será adjudicada
por 650 mil euros.
As duas
obras, com cofinanciamento
europeu, serão lançadas logo
que esta etapa burocrática
estiver ultrapassada.
“Da nossa parte, está tudo pronto”,
garantiu Carlos Monteiro.
Por seu lado, a obra que
transformará o cruzamento
do Galo de Ouro, na Chã, em
rotunda já foi adjudicada,
por 341 mil euros (sem IVA
incluído), aguardando-se
que o empreiteiro a inicie.
Para a freguesia de Tavarede
estão previstas outras obras,
como a manutenção do viaduto da rodovia urbana, junto à Quinta do Paço."
Basta, vamos ao que interessa: quando se prevê que as obras da Rua dos Combatentes estarão concluídas?
Diário as Beiras, edição de hoje.
Passo a citar. "O presidente da
Câmara da Figueira da Foz,
Carlos Monteiro, está descontente com a lentidão das
obras da Baixa da cidade. Em
declarações ao jornal, o autarca frisou que
os trabalhos estão a decorrer
“demasiado devagar”. A continuarem assim, admitiu que
o prazo para a conclusão da
empreitada por si definido,
até ao final de 2021, “está
comprometido”.
(Aqui faço um parêntises para para recuar a 26 de Novembro de 2019 e avivar a memória: "A requalificação do núcleo antigo da Figueira da Foz, cujos trabalhos estiveram parados por dificuldades do anterior empreiteiro, foi retomada e deverá estar concluída no início de 2021, um ano após o prazo previsto)
Carlos Monteiro, no entanto, vai fazer mais uma tentativa para acelerar as obras.
“Neste momento, estamos a
avaliara a situação, estamos
a falar com o empreiteiro”,
adiantou. Indagado acerca
do que poderá vir a ser feito
caso a empresa não incuta
mais cadência nos trabalhos,
o presidente defendeu que,
“no futuro, a obra não pode
andar a este ritmo”.
Tem sido ao ritmo dos empreiteiros que as obras se vão
fazendo, tendo sido já, há
muito, ultrapassado o prazo
inicial. Para tentar dar um
novo impulso à regeneração
da Baixa, a autarquia convenceu o primeiro empreiteiro a ceder a conclusão da
obra a uma outra empresa.
Contudo, o resultado ficou
aquém do esperado e os trabalhos continuam a avançar
em marcha lenta."
Quem avisa amigo costuma ser. Recuemos a 26 de Maio de 2018:
Acerca da falta de consulta pública, Carlos Monteiro sustentou na altura: “Cumpriu-se a norma legal, porque os projetos foram debatidos e aprovados pela câmara e pela assembleia municipal”.
A requalificação do núcleo antigo da Figueira da Foz foi adjudicada pela Câmara Municipal da Figueira da Foz, em novembro de 2017, e o contrato da empreitada assinado em 2018.
Esta obra, exemplifica bem a forma como está a ser governado o concelho: sem planeamento, sem estratégia de desenvolvimento sustentado, sem ter em conta as aspirações e os interesses da população, sem o objectivo de melhorar o dia a dia das pessoas, sem cuidar da sobrevivência das empresas, dos empresários e colocando em causa a preservação dos postos de trabalho, sabendo-se como se sabe que o emprego tanta falta faz para a fixação da população jovem e menos jovem na Figueira da Foz.
Basta ter em atençaõ o que tem sofrido o comércio tradicional com estas obras na baixa.
A falta de pedra não pode servir de explicação...
Tempo de Natal
A imagem da frontaria da Câmara da Figueira da Foz em tempo de Natal, de que desconheço a autoria, mas que obtive via Marcha do Vapor, suponho que ilustra o espírito da coisa.
Porque é Natal, época de santidade e benevolência, não manifesto o meu pensamento... Fico a aguardar pelo Carnaval.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2020
... foi só fumaça...
Afinal, Rui Rio jantou com Santana Lopes apenas para uma "reaproximação" pessoal...
Recorde-se: o jornal SOL noticiou recentemente que o ex-presidente do Aliança e antigo líder do PSD foi sondado pela direcção social-democrata para concorrer pelas listas do partido à Câmara de Sintra ou da Figueira da Foz nas autárquicas do próximo ano.
Questionado sobre se Santana Lopes seria um bom candidato do PSD às próximas autárquicas, Rio recusou fazer considerações.
"Não vou entrar por aí, até porque não foi um jantar com intuito político, foi um jantar pessoal".
Santana Lopes, Lisboa e a Figueira em 2021... Só fumaça?..
Segundo o jornal O SOL, "o ex-presidente do Aliança e antigo líder do PSD foi sondado pela direcção social-democrata para concorrer pelas listas do partido à Câmara de Sintra ou da Figueira da Foz nas autárquicas."
Ontem à noite, Pedro Santana Lopes, jantou com Rui Rio, José Silvano e Maló de Abreu num restaurante da Avenida da Liberdade, o Seen, em Lisboa.
Ontem à noite, Pedro Santana Lopes, jantou com Rui Rio, José Silvano e Maló de Abreu num restaurante da Avenida da Liberdade, o Seen, em Lisboa.
Outubro do próximo ano ainda vem longe: entretanto, muita água vai passar debaixo da ponte da Figueira em direcção ao mar...
Santana teve sempre a incapacidade de compreender que saber sair não é uma derrota, mas antes uma virtude.
Disse um dia - passo a citar - “a minha intervenção política não se fará mais dentro do PSD. Isso acabou. É uma relação que acabou”.
Mas também disse, cito novamente - “não desisti, nem desisto, de lutar pelo meu país. Tenho de ver qual é o melhor modo de eu contribuir para lutar pelo meu país”.
Segundo o que Jornal de Notícias apurou junto de uma fonte do partido e dá hoje notícia, "o ex-primeiro-ministro ganha força entre os sociais democratas para as eleições autárquicas do próximo ano. O nome de Pedro Santana Lopes está a ser equacionado pelo PSD para ser cabeça de lista por Lisboa nas eleições municipais do próximo ano".
Ao que parece, confirmado está que o antigo primeiro ministro jantou mesmo ontem à noite com Rui Rio, líder dos sociais democratas, num restaurante da capital...
Antes do jantar de ontem com o presidente do PSD e com o secretário-geral, que é também o coordenador do processo autárquico, Santana Lopes colocou um post nas redes sociais recordando que passam precisamente 19 anos sobre a sua eleição para a Câmara de Lisboa.
Pedro Santana Lopes nunca vai conseguir perceber o óbvio: a melhor forma, neste momento, de lutar pelo país era não aparecer em cena...
quarta-feira, 16 de dezembro de 2020
Noticiário local (parte 2)...
Via Diário de Coimbra.
"A propaganda sempre conviveu com o jornalismo".
A notícia é apenas um instrumento da propaganda. E é uma prática barata.
“45 Graus” é um podcast de José Maria Pimentel, “economista de formação e curioso por natureza”, onde um convidado e o próprio falam sobre temas diversos.
Na edição número 60, JMP e Gustavo Cardoso, professor catedrático e investigador de Media e Sociedade no ISCTE, falaram do futuro do jornalismo e dos seus desafios actuais.
Vale a pena a audição: #60 Gustavo Cardoso – O futuro do jornalismo
O associativismo
"O Clube Náutico da
Figueira da Foz (CNFF) tem a
mesma direção há 25 anos,
sem alterações na estrutura.
A média de idade ronda os 60
anos. É um caso raro no associativismo, se não for único."
Fim de citação.
Na Figueira, desde a maçonaria, à opus dei, à academia da raia, aos rotários, aos lioneses, às confrarias, às associações desportivas e recreativas, partidos, sindicatos, associações e confederações de empresários, associações de bombeiros, podemos encontrar figueirenses provenientes de várias estirpes.
Tirando algumas excepções, o figueirense filia-se, associa-se e torna-se dirigente, não porque partilhe dos sistemas de valores ou de práticas que as associações perfilham, mas porque pode ser um trampolim que o ajude a subir a escadaria do reconhecimento social.
Uma das situações mais divertidas é verificar o esforço do figueirense pequeno e médio para se "integrar" e interagir com o figueirense da classe alta.
O figueirense, de todas as classes - pequena, média e alta - custe o que custar, deseja é o reconhecimento social.
Nada contra. Eu próprio, tuga figueirense me confesso: sou sócio dos bombeiros e de várias colectividades.
Tirando algumas excepções, o figueirense filia-se, associa-se e torna-se dirigente, não porque partilhe dos sistemas de valores ou de práticas que as associações perfilham, mas porque pode ser um trampolim que o ajude a subir a escadaria do reconhecimento social.
Uma das situações mais divertidas é verificar o esforço do figueirense pequeno e médio para se "integrar" e interagir com o figueirense da classe alta.
O figueirense, de todas as classes - pequena, média e alta - custe o que custar, deseja é o reconhecimento social.
Nada contra. Eu próprio, tuga figueirense me confesso: sou sócio dos bombeiros e de várias colectividades.
Já fui sócio de vários sindicatos e de uma Associação patronal.
E tenho o blogue.
Mas, esse, modéstia à parte, é outro campeonato...
Silvina Queiroz, via Diário as Beiras
«Há poucos dias foi (re)colocada, em reunião de Câmara, a questão da criação da Polícia Municipal!
Fico
surpresa já que oassunto foi aprovadoem reunião desseórgão no início de2000 e ratificado em Assembleiade Municipal a 7 de Julho de 2002,
tendo ficado por aí o processo!
No
papel. Ainda bem.
A Assembleia não
foi unânime na decisão, tendo a CDU
votado contra.
Na altura como hoje, não concordo com a criação deste corpo e é
algo surreal que tenham sido os
edis do PSD, embora despojados
da confiança política por parte do
partido, a ressuscitarem a questão.
Foi em mandatos autárquicos dessa
força que nasceu a ideia, primeiro
com Santana Lopes, depois com o
Presidente Duarte Silva. Continuo
não vendo a necessidade desta estrutura, por várias ordens de razão.
Agora, somam-se as certezas de
que problemas que constitucionalmente são atribuídos ao Estado, ao
Governo central, não devem jamais
passar para a tutela exclusiva dos
municípios.
Municipalizar a segurança?! As competências das polícias
municipais são mais reduzidas do
que as da PSP, como não poderiam
deixar de sê-lo.
Esbarram e ainda bem, nas
competências daquela força de
segurança, essa sim responsável
pela segurança dos cidadãos nos
diferentes contextos, muitas vezes
também com a GNR, fora da área
urbana.
Por que se pretende então a
polícia municipal? Para aplicar multas de estacionamento, na nossa
cidade em grande parte “a cargo”
dos funcionários da empresa de estacionamento, “passada” ao preço
da chuva a uma entidade privada.
Como é sobejamente conhecido, imagino.
Quando as coisas se
complicam, lá são chamadas as
forças de segurança com autoridade e formação capacitante para a
assumpção da tarefa. Como é óbvio
que tem de ser.
Nas grandes cidades, admito que o corpo de polícia
municipal possa dar uma mãozinha
à PSP, dada a extensão territorial.
Aqui precisamos do reforço do
destacamento da PSP e não arranjar
forma e pretexto para a tutela poder
acabar com a força que é o garante
da tranquilidade e da ordem pública.
A antiga proposta de PM previa a
afectação de 30 efectivos. E mais 30
sapadores? Sim, esses fazem falta.»
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