"A Junta de Freguesia de Vila Verde realiza hoje, pelas 21H00,
no Grupo Recreativo Vilaverdense, uma sessão
de esclarecimento sobre
a exploração de caulinos.
A ordem de trabalhos
inclui um enquadramento geral da prospecção e
análise de caulinos na
freguesia de Vila Verde
e uma “discussão sobre
os perigos associados e
o impacto na comunidade”.
Está ainda agendada
uma apresentação de
“informações funda
mentadas em pesquisas
científi cas sobre a explo
perto de habitações
período da consulta pú
blica terminou no dia 9
do corrente mês.
ração de caulinos”, além
da participação de representantes de instituições.
Desde a publicação da
consulta pública do pedido de atribuição de direitos de prospecção e pesquisa de caulino na área
designada Feteira, pela
Direção-Geral de Energia
e Geologia, que a Junta e a
Assembleia de Freguesia
de Vila Verde se opõem à
extração de minerais de
areias siliciosas e argilas
especiais na freguesia.
O pedido para as sondagens nos terrenos foi
apresentado pela empresa Aldeia, com sede
no concelho de Leiria.
Entretanto, o Movimento Cívico Popular, constituído para contestar a
possibilidade de virem
a ser extraídos caulinos
na freguesia de Vila Ver
de, foi recentemente recebido por autarcas dos
partidos com assento Assembleia Municipal da
Figueira da Foz e pelos
elementos da mesa deste
órgão autárquico. “Todas as forças políticas presentes manifestaram o seu apoio e solidariedade às populações e
condenaram a extração
de caulinos no concelho de Figueira da Foz”,
afiança nota de imprensa
enviada pelo movimento
cívico.
Esta iniciativa do Movimento Cívico Popular
surge dias depois de ter
realizado uma concentração na praça da Europa, frente ao edifício
da Câmara Municipal da
Figueira da Foz, onde representantes do coletivo
foram recebidos pelo vereador Manuel Domingues.
Os ativistas entregaram
ao autarca, de forma simbólica, um abaixo-assina
do contra a exploração de
caulinos em Vila Verde,
à data com 2600 assinaturas.
O vereador, por seu lado,
relembrou que o Município da Figueira da Foz
opõe-se à exploração de
caulinos naquela freguesia, oposição que vincou
num parecer emitido em
maio de 2023.
Segundo os números
avançados pelos promotores, a concentração reuniu cerca de uma
centena e meia de pessoas, a maioria vilaverdenses.
Este movimento cívico
está determinado em
impedir a exploração de
caulinos em Vila Verde.
Em declarações recentes aos jornalistas, o seu
porta-voz, Licínio Maia
Azedo, avançou que as
iniciativas que estão a
levar a efeito incluem a
possibilidade de vir a ser
acionada uma providência cautelar, visando a
suspensão da eficácia do
licenciamento."