quarta-feira, 1 de junho de 2022
Ricardo Silva, único eleito do PSD, é fortíssimo na oposição...
"Câmara da Figueira da Foz adia pela segunda vez adesão à Fundação de Serralves".
«Salientando que o PS viabilizaria a proposta na Câmara, dado que o executivo “tem direito a errar”, Carlos Monteiro alertou para o voto contra da Assembleia Municipal se um documento anexo e o parecer da diretora cultural não acompanhar o protocolo.
“Hoje votarmos a favor é perdermos depois a face na Assembleia Municipal”, sustentou.
Pedro Santana Lopes acabou por retirar novamente o ponto da ordem de trabalhos para efetuar os ajustes propostos, de forma a ser aprovado na próxima reunião, agendada para 15 de junho.
“Não estou preocupado com a adesão, que considero boa para a Figueira da Foz”, disse o presidente da autarquia aos jornalistas, no final da sessão de Câmara, concluindo que os outros municípios que aderiram à Fundação de Serralves “são todos perdulários”.
O autarca referiu ainda, de forma irónica, que vai efetuar o levantamento das exposições “que vieram de graça à Figueira da Foz” e atribuiu o impasse na adesão “a razões políticas que estão sempre por detrás”.
Durante a sessão, Santana Lopes anunciou que, a partir deste mês e até setembro, a cidade vai receber no Centro de Artes e Espetáculos uma exposição sobre Manuel de Oliveira e Agustina Bessa Luís, da Fundação de Serralves.»
Na reunião de câmara realizada esta manhã, "Santana Lopes mostra-se muito preocupado com a situação e denuncia incumprimento da Agência do Ambiente na Figueira da Foz"
Praia da Figueira da Foz: "viatura elétrica semelhante aos carrinhos de golfe, mas adaptada à areia, vai transportar os banhistas da marginal à água"
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| Será algo parecido com isto? Pode andar na relva, na areia e na água... |
OITO POR CENTO!..
«Inflação continua a escalar: chegou a 8% em maio, o valor mais alto desde 1993.
A variação homóloga do índice de preços no consumidor (IPC) foi de 8% em maio, segundo a primeira estimativa do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgada ontem, terça-feira.
A confirmar-se, fica acima dos 7,2% registados em abril e torna-se o valor mais alto desde fevereiro de 1993.»
terça-feira, 31 de maio de 2022
“A arte xávega está em risco”
O que estava em causa era a possibilidade de ser ou não, de uma vez por todas, remediada a lenta agonia e o progressivo desaparecimento da "Pesca de Cerco e Alar para Terra" ("Arte-Xávega"), e a possibilidade de ser ou não evitado o fim das suas elegantíssimas embarcações em forma de "meia-lua" ("o mais belo barco do mundo" segundo Alfredo Pinheiro Marques, "a embarcação mais interessante da Europa", segundo Fernando Alonso Romero, o extraordinário e fascinante "Barco-do-Mar", ou "Barco-da-Arte", usado desde há séculos nos litorais portugueses do Extremo Ocidente Peninsular e que, ainda hoje, ostenta a sua orgulhosa proa desde Espinho até à Praia da Vieira), e a possibilidade de ser ou não evitado o fim das comunidades dos homens, mulheres e famílias que fazem dessa "Arte" secular uma realidade viva e identitária de Portugal.
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| José Vieira. foto sacada daqui |
O presidente da Associação Portuguesa da Xávega, José Vieira, em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS, defendeu regras diferenciadas para aquele tipo de pesca, recusando a legislação que a enquadra com a pesca de cerco, apesar de não ter direito aos apoios que esta tem.
Não é para apelidar ninguém de "vendido", "comprado" ou "mamão"...
Ao reagir à derrota, no sábado, Jorge Moreira da Silva deixou no ar a hipótese de um dia voltar a ser candidato...
PSD: Eleição de Montenegro teve o menor número de militantes a votar em diretas com confronto de candidatos.
A ideia de que o PSD estava a encarar com alguma indiferença a batalha pela liderança entre Luís Montenegro e Jorge Moreira da Silva confirmou-se nos números. Numa eleição com mais do que um candidato nunca tão poucos votaram.
segunda-feira, 30 de maio de 2022
A chico-espertice ao seu melhor nível...
"Privados querem que exames pesem menos no acesso ao Superior".
Primeiro: inflacionaram as notas artificialmente para ganharem vantagem no acesso ao ensino superior público. Agora, querem a redução do peso do único instrumento que pode nivelar e repor alguma justiça nesse mesmo acesso.
Um pormenor delicioso, pelo ridículo, do tempo do salazarismo
Atenção ao preciosismo: não era uma licença por isqueiro, mas sim por utilizador.
Por exemplo, uma família de oito elementos que partilhasse um único isqueiro, para estar legal, precisaria de oito licenças! Para legitimar tal aberração foi publicado em Novembro de 1937, o Decreto-lei nº 28219, que estabelecia que qualquer cidadão, para poder utilizar isqueiros em público, tinha que possuir uma licença. Este documento tinha de ser passado por uma Repartição de Finanças.
Até ao 25 de Abril de 1974 era obrigatória essa licença anual de uso de isqueiros. Já nesse tempo, os governos tinham maneiras estranhas de sacar dinheiro ao pessoal. Mas o mais, digamos assim, interessante, é o que está escrito no próprio documento: o apelo à denúncia, premiando o acto com 15% do valor da multa!.. Para os que não têm memória, cá está, no seu melhor, a pureza do regime salazarista-caetanista: o incentivo à bufaria.
Será que o uso do isqueiro era subversivo?..
Claro que não: a licença para usar o isqueiro visava algo muito simples: era uma medida protecionista implementada pelo regime do Estado Novo, visando a proteção do monopólio da indústria fosforeira nacional face à importação de isqueiros e acendedores.
Como se dizia na minha juventude: "com as calças do meu pai também eu era um homem"!
Morreu Carlos Cidade, antigo sindicalista coordenador, político e vereador em Coimbra
Na altura em que, de forma acidental, tomei conhecimento da notícia, estava na cavaqueira com uma pessoa amiga numa esplanada. Fiquei, naturalmente, mais do que admirado, verdadeiramente chocado.
Depois do choque, fiz buscas na internet para tentar perceber o que tinha acontecido. Segundo o presidente da Federação Distrital de Coimbra do PS, Nuno Moita, também presidente da Câmara de Condeixa-a-Nova, «na sexta-feira, Carlos Manuel Dias Cidade foi internado numa unidade do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), tendo sido vitimado pela covid-19, com “outras complicações” de saúde associadas.»
No actual executivo municipal presidido por José Manuel Silva, eleito em 2021 pela coligação Juntos Somos Coimbra (PSD/CDS/NC/PPM/Aliança/RIR/VOLT), Carlos Cidade, antigo vice-presidente da Câmara, exercia a função de vereador sem pelouros atribuídos.
No anterior mandato autárquico (2017-2021), com o socialista Manuel Machado na presidência, ocupou o cargo de vice-presidente da Câmara Municipal.
Segundo a página do município na Internet, Carlos Cidade era membro da Comissão Nacional e da Comissão Política Distrital de Coimbra do PS, tendo ainda presidido em mandatos sucessivos à Comissão Política Concelhia.
Em dezembro, Carlos Cidade demitiu-se da liderança local do partido na sequência da escolha dos candidatos a deputados do PS por Coimbra às legislativas de janeiro, processo em que foi preterido e cuja lista seria encabeçada pela ministra da Saúde, Marta Temido, tal como nas eleições de 2019.
Carlos Cidade era licenciado em Direito pelo Instituto Superior Bissaya Barreto, de Coimbra.
Pós-graduado em Direito do Ordenamento do Território, Urbanismo e Ambiente pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, exercia a atividade profissional no Departamento Jurídico da Águas do Centro Litoral.
Entre outros cargos públicos, no plano autárquico, exerceu igualmente as funções de adjunto e de chefe de gabinete do então presidente da Câmara de Coimbra Manuel Machado, entre 1994 e 2002.
Antigo militante do PCP, do qual se afastou na década de 1990, Carlos Cidade exerceu também funções de dirigente sindical da CGTP, entre 1980 e 1993, tendo assumido a coordenação da União dos Sindicatos de Coimbra (USC) durante vários anos.
Carlos Cidade fez parte comigo de uma direcção do então Sindicato dos Empregados de Escritório de Coimbra, nos idos anos da década de 80 do século passado. Mantivemos o contacto durante vários anos. Depois, a vida afastou-nos.
A última vez em que nos cruzámos foi no Tribunal de Coimbra, já lá vão uns anos. Na altura, perguntei-lhe, em jeito de brincadeira, se faltava muito para a inauguração do Aeroporto Manuel Machado, ao que o Carlos Cidade respondeu "que já tinha faltado mais"...
E, assim, sem o saber, nos despedimos.
Para a família e amigos, aos seus companheiros e camaradas, fica o meu pesar pelo súbito falecimento do Carlos Cidade.















