O mundo que temos é este em que vivemos. Portanto: «não importa para onde tentamos fugir, as injustiças existem em todo o lado, o melhor é encarar essa realidade de frente e tentar mudar alguma coisa.» Por pouco que seja, sempre há-de contribuir para aliviar...
«Em causa está a intervenção de aprofundamento da barra, canal de acesso e bacia de manobras do Porto da Figueira da Foz, para passar a permitir o acesso de navios mercantes com maior calado e de maior dimensão face aos actuais. Os trabalhos, que incluem ainda o alargamento do cais comercial, demolição de dois antigos molhes interiores e deposição das areias dragadas nas praias a sul, foram anunciados em abril de 2019 pela então ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, para começarem nesse mesmo ano e terminarem em 2021, mas foram agora adiados com a realocação dos fundos europeus do programa Compete2020 que lhes estavam destinados. "O estudo de impacte ambiental estava atrasado e os fundos disponíveis foram realocados pelo Governo a projetos com mais maturidade. Mas há o compromisso do ministro [das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos] de em 2021 haver financiamento", disse à agência Lusa Carlos Monteiro, presidente da Câmara da Figueira da Foz. Do lado da Comunidade Portuária da Figueira da Foz - cujos operadores e empresas privadas financiam parte do projeto - o momento é de "grande preocupação" face ao adiamento da obra, que só deverá arrancar no ano em que devia estar terminada. "A Comunidade Portuária está muito preocupada com todo este atraso. Esta obra é estrutural para o porto e para toda a região Centro", afirmou Paulo Mariano, vice-presidente daquela entidade. O empresário lembrou que o projeto proposto pela ex-ministra Ana Paula Vitorino passava pela participação "inovadora" das empresas privadas que utilizam o porto localizado na foz do rio Mondego (como as papeleiras Navigator e Celbi ou os dois operadores portuários), que "foram chamadas a investir quase cinco milhões de euros e disseram `presente`", em conjunto com a Administração do Porto da Figueira da Foz (APFF) e a componente de fundos europeus. "É uma obra fundamental para os que usam o porto e para os que venham a usar. E transversal a toda a atividade portuária, seja a marinha mercante, a pesca ou a navegação de recreio, vai dar mais segurança à barra", enfatizou Paulo Mariano. Também José Couto, presidente do Conselho Empresarial do Centro (CEC), entidade que agrega 43 associações empresariais, classificou a intervenção como "importantíssima para o porto da Figueira a para a região", questionando porque é que ainda não avançou. "Em lado nenhum há empresas privadas a contribuir como aqui. Porque há um conjunto de empresas que reconhecem o valor do porto da Figueira da Foz, resolveram contribuir para esta obra e o seu contributo não está a ser valorizado", lamentou o presidente do CEC. Já a presidente da APFF, Fátima Alves, argumentou que o adiamento se fica a dever a uma "reprogramação dos fundos do Compete2020" sem, no entanto, esclarecer os motivos específicos que levaram a essa decisão. "Não estamos preocupados que a obra não se faça. Estamos a fazer um `delay` [adiamento], mas continua a haver todo o interesse, quer da administração portuária, quer do senhor ministro [das Infraestruturas] que as obras se façam", disse Fátima Alves. Questionada sobre o calendário preconizado pelo anterior Governo socialista, aquando da assinatura dos protocolos, em abril de 2019, que apontava o início dos trabalhos para o final desse ano, a presidente da administração portuária respondeu que "não são coisas assim tão claras". Aludiu, nomeadamente, ao Estudo de Impacte Ambiental (EIA), "que só em fevereiro [deste ano] foi concluído", e cuja consulta pública, prevista para terminar a 30 de março, acabou por ser estendida até 14 de maio "com a prorrogação de todos os prazos" devido à pandemia de covid-19. A agência Lusa consultou os documentos disponíveis no portal Participa em sede de consulta pública do EIA e constatou que a mesma esteve aberta até 14 de maio e, desde essa data, mantém-se "em análise", não estando ainda encerrada. Confrontada com esse dado, Fátima Alves revelou que a APFF recebeu a 23 de junho da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) uma proposta de Declaração de Impacte Ambiental, "com parecer favorável condicionado, que está a ser avaliada". "São condicionantes muito ligadas ao património arqueológico subaquático", precisou.»
"É a primeira vez que o novo administrador da Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano (ULSLA) trabalha em hospitais. Formado em Ciência Política e Relações Internacionais, o socialista Pedro Ruas tem sido nomeado para gabinetes autárquicos e ministeriais de executivos PS desde os seus 27 anos, tempos de jota. Este mês, aos 40 anos, troca a chefia de gabinete da secretária de Estado da Igualdade, Rosa Monteiro, para ser vogal executivo de um hospital e com funções na área financeira.
Não é exemplo único. Com ou sem experiência, praticamente um terço dos ex-membros das cúpulas da JS desde 2002 têm feito carreira através de nomeações socialistas, seja na administração pública ou em gabinetes ministeriais. Foi a essa conclusão que a SÁBADO chegou ao analisar as listas do secretariado nacional da jota desde 2002."
"A Praça da Europa bem podia ter sido desenhada de outro modo aquando da sua construção. Situada num local privilegiado, mesmo tendo como vizinho o Porto Comercial, que deveria ter sido instalado na outra margem, usufrui da presença do rio a seus pés e de um horizonte largo e aprazível. Assim como ficou é um deserto asfaltado, onde apenas dois jardinzinhos trazem algum verde e a harmonia da Natureza. Como trazer pessoas a visitar um sítio tão inóspito e incaracterístico? Difícil, muito difícil. As pessoas não apreciam ver-se “plantadas” no meio do nada. Daí talvez a pergunta formulada. O que fazer então? Já aí vi iniciativas de desporto sénior e em 2019, se a memória não me está pregando partidas, o assinalar do Mês de Abril, prevenção contra os maus tratos infantis, sob a égide da CPCJ do concelho. Iniciativas pontuais. Mas vi também, por anos seguidos, algo muito agregador e interessante naquele sítio único: A Feira das Freguesias, que daí se mudou para a Praça do Forte, hoje João Ataíde, sem nunca eu ter percebido a razão. O sítio é bem menos aprazível, apesar de mais baixo. A proximidade do mar traz frequentemente ventos fortes, como sucedeu na última edição. O acesso é também mais difícil. Idosos ou mães com crianças podiam com rapidez e comodidade ser deixados junto à Feira, em frente à Câmara Municipal. Lá em baixo, é bem mais difícil, principalmente para os primeiros. E o facto do espaço da Praça da Europa ser mais pequeno dá um aconchego que a nova localização não propicia. Apetecia fazer o “redondel” de todas as freguesias, espreitando as iguarias e a decoração. Na Praça do Forte não apetece nada. A primeira impressão para quem chega é que estamos no meio de nenhures, passe o possível exagero. Veria com muito agrado o regressar das freguesias àquele local aquando das festas concelhias, que hão-de regressar mesmo que demorem. No resto do ano, a proliferação de iniciativas com todas as faixas etárias: desporto, dança, música, nem que para tanto se instalem protecções contra o vento. Assim, abandonada, não está bem a Praça da Europa, não está bem!" Via Diário as Beiras
“Nós não temos conhecimento de que foi aceite. Somos parte directa, parte interessada, somos a contraparte da Federação, somos nós, em primeiro lugar, que temos de ser notificados da decisão do juiz e só essa é que vincula o que fizermos daqui para a frente”. “A partir do momento em que somos notificados, não pode ser feita [a posse administrativa]. Fica suspensa até à data em que for decidida de mérito a providência cautelar”.
Ana Carvalho explicou ainda que o procedimento de posse administrativa envolverá a presença de “várias equipas de funcionários” camarários e o recurso a uma empresa de segurança contratada pelo município. “Vamos mudar as fechaduras todas, vamos ter seguranças à porta”, declarou, acrescentando que o município irá “tomar conta” da portaria do parque de campismo, bem como do café/mercearia existente nas instalações, sendo que o processo envolve, igualmente, a inventariação de “tudo” o que se encontrar no interior. Além disso, os campistas que saírem não poderão voltar a entrar. “No fundo, ficamos responsáveis pelo espaço”, precisou Ana Carvalho. Questionada sobre a decisão de efectivar a posse administrativa a um sábado, numa das praias mais concorridas do concelho, na margem esquerda do rio Mondego, junto ao qual se situa o parque de campismo do Cabedelo, a vice-presidente frisou que o município já esperou “tempo suficiente”.
Confrontada com a providência cautelar, interposta pela Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal (FCMP), concessionária do parque, Ana Carvalho reiterou que a Câmara Municipal ainda não foi notificada da decisão, admitindo, no entanto, que caso o venha a ser, a posse administrativa será suspensa. “Nós não temos essa informação [de que o tribunal tenha aceite a providência cautelar]. Se formos citados formalmente pelo tribunal e atempadamente, não tomamos posse administrativa. Se não formos, iremos tomar”, reafirmou. “Mas sem uma notificação, a Câmara não tem maneira de se pronunciar sobre a mesma”, disse a vice-presidente.»
Proponho que a próxima sessão de esclarecimento promovida pela CMFF, destinada aos jornalistas, aborde o seguinte tema: oportunismo: a mais poderosa de todas as tentações!* Antes que seja tarde: * O contributo, sincero e desinteressado até pode ser meu, contudo a ideia já nos foi deixada por Agostinho da Silva há muitos anos.
Tem 93 anos e muitas histórias de vida, umas quantas vividas neste local onde faz campismo há dezenas de anos. Quando fizer 100 anos vai pagar um leitão aos amigos. Eu estou convidado. Tenho é de aguentar 7 anos. Se for por diante, a atitude prepotente de sua excelência, o presidente da câmara municipal da Figueira da Foz, de encerrar o Parque de Campismo Foz do Mondego, vai ser responsável e vai carregar para sempre o ónus de prejudicar definitivamente um local e pessoas com alma. O Cabedelo detém uma ambiência especial, em que nos elevamos, convivemos e comungamos com a mãe natureza. Quero e vou continuar por aqui. É por aqui que pretendo permanecer na companhia do meu Amigo Surrécio. Há lugares em que nos sentimos completos, dada a sua beleza. Há lugares onde temos a sensação de plenitude, onde nada mais precisamos para nos sentirmo-nos em paz connosco e com o que nos rodeia.
O Tribunal Administrativo de Coimbra aceitou a providência cautelar da Federação Portuguesa de Campismo e Montanhismo (FPCM) sobre o
parque de campismo do Cabedelo. Com aquela acção, o concessionário tenta travar a posse administrativa do equipamento, pela Câmara da Figueira da Foz. A autarquia vai recorrer.
Em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS, a propósito da decisão do tribunal, o presidente da FPCM, João Queiroz, afirmou:
“Achamos que o presidente [da Câmara da Figueira da Foz, Carlos Monteiro] está a ser muito intransigente, mas o nosso objetivo sempre foi negociar”. E concluiu: “Pode ser que, agora, perante esta situação, reconsidere [a decisão de avançar com a posse administrativa]”.
“Vamos avaliar o que está na providência cautelar e vamos rebatê-la, se for possível, e cumprir as diretrizes [legais]”, afirmou Carlos Monteiro.
"Da minha, parte acabou", afirmou Carlos Monteiro. E acrescentou: "Se entretanto não saírem, no dia 1 de agosto, estão as máquinas a entrar [no parque de campismo para o demolirem]". E agiu em conformidade. A obra do Cabedelo tem uma nova empreitada. Mais, 32 874,13 euros.
"Dia 1 o parque passa para a câmara." "Os campistas vão ter de sair a 1 de Agosto", disse o presidente... Quem conhece a história do Cabedelo, sabe que o Parque de Campismo Foz do Mondego, surgiu para repor a ordem e a legalidade num local onde o campismo já existia há muitos anos, mas de forma clandestina e selvagem. Tal, foi feito a pedido de um executivo liderado pelo Partido Socialista. 32 anos depois, um presidente de câmara, que não foi eleito, mas ascendeu ao cargo por sucessão, membro do mesmo Partido Socialista, pretende retirar do local a FPCM (quanto ao parque de campismo penso que algo acontecerá. Aguardemos...) Espero, como figueirense, é que, a acontecer, a expulsão não passe por uma atitude autoritária, déspota e selvagem. Do meu ponto de vista, quem foi colocado no terreno para ajudar no ordenamento territorial, dar dignidade ao Cabedelo e acabar com uma situação clandestina e selvagem vir a ser jogado borda fora não dignificaria em nada a Figueira.
"Da minha, parte acabou", afirmou Carlos Monteiro. E acrescentou: "Se entretanto não saírem, no dia 1 de agosto, estão as máquinas a entrar [no parque de campismo para o demolirem]".
Isto, podia ser uma comédia. Poder podia, mas, está a evoluir para tragédia... "...os seus proprietários vieram há 32 anos ordenar o que estava desordenado. Apesar de precisar de uma nova imagem (nunca ninguém disse o contrário) neste momento ainda é a zona do Cabedelo mais organizada. Basta, no local, olhar em redor. Ao dia de hoje faltam precisamente 3 dias para o executivo da Câmara Municipal tomar o parque de campismo como seu e pergunto: o que vão dizer ao Raúl, à Albertina, à Sónia, ao Robalo, ao Carlos, à Graça, à Celestina, ao Fabrício, ao Gonçalo, à Denise, à Telma, à Nelia, à Lena, ao José e ao Paulino? São estas as pessoas que vão perder o emprego. Não têm nada para lhes dizer? Além de quererem avançar no auge da época abalnear."
"Uma vez que, na sequência da questão proposta na semana passada, continuamos na Baixa, vale a pena considerar, telegraficamente, três ideias-chave na abordagem do binómio pessoas-cidade, neste caso da Figueira: 1. o espaço urbano deve entender-se enquanto naturalmente propício a uma constante reestruturação, a qual pode ser dirigida estrategicamente ou seguida casuisticamente pelas autoridades competentes; 2. nos últimos dez anos, assistimos ao surgimento de novas centralidades, criadas pela proliferação de superfícies comerciais, erigidas na periferia; 3. no mesmo período, a cidade perdeu população residente e visitante, em geral, sendo notória a menor fruição dos espaços na Baixa, quer na época “baixa”, quer na “alta”, que dura cada vez menos dias. Ora, levar gente à Praça da Europa está dependente do que se pretende para o concelho, para a cidade, para a Baixa, e só uma política global estratégica, a qual defina claramente o que se pretende alcançar nos próximos vinte anos, que recursos humanos e financeiros se alocarão e que ações se vão empreender, o poderá alavancar. O que está a ser feito para dotar a Figueira de acessibilidades ferroviárias compatíveis com um desenvolvimento sustentado e sustentável? Para quando a resolução do problema que é, cada vez mais, o areal urbano, de forma a aproximar a cidade do mar ou este da cidade? E a Zona Industrial do Pincho, vai continuar no papel, ou como promessa eleitoral sempre adiada? E a verdadeira solução para a Serra da Boa Viagem? E para o Cabo Mondego? E para o Cabedelo? E para as Lagoas? E quando terminarão as incontáveis fases das inexplicáveis alterações das desgraçadas obras? Trabalhar, de facto, para responder a estas questões, infelizmente recorrentes, é a solução para levar gente à Praça da Europa…, e à Baixa…, e ao Bairro Novo…, e a Buarcos… Mas parece que há quem prefira pintar uns muros e umas sarjetas, ou prometer que é tudo para breve – enfim, “tásse” bem!…" ViaDiário as Beiras
Entre o "manda quem pode" e o "obedece quem deve", "só sei que não vou por aí"...
Na Figueira, conseguem ouvir a rebentar alguma coisa?
Eu consigo: as ondas do mar.
A vida não é só feita de f (efes)...
Importantes, são todas as nossas faltas de vontade. A começar pela falta de vontade em saber quem nós somos, quem és tu e o que fazes, a falta de vontade em conhecer verdadeiramente as amizades e os amores, as ideias e os clamores.
E, sobretudo, a falta de vontade em viver a vida.
Escutai o rebentar da onda do mar.
Na Figueira, a maioria vai acreditar que a sua vida não está melhor, mas a Figueira está muito melhor.
Não acreditam? Lá para de Outubro de 2021, depois do verão, verão o resultado da votação!
Vai ser reconfortante comprovar, mais uma vez, que o concelho segue o seu caminho e que as pessoas nem por isso...
“Estávamos muito receosos se as pessoas iam entrar. Fomos surpreendidos, durante o fim de semana. Tivemos como clientes emigrantes, mas também médicos, professores, agentes das forças de segurança e outras profissões, o que nos anima”, realçou o empresário Luís Paulo Fernandes...
"Os dados, concelho a concelho, são agora apenas publicados uma vez por semana. Na área da Comunidade Intermunicipal Região de Coimbra (CIM-RC), o registo da semana passada dá conta de um crescimento residual em cinco municípios e de um aumento significativo (11 por cento) no concelho da Figueira da Foz."