terça-feira, 7 de julho de 2020
O choque com a realidade
Não é tarefa fácil lidar com a realidade.Esta coisa de se ter que lidar com o poder, o sucesso e o insucesso, pode agravar o que é penoso, doloroso e irritante. Pode contribuir para a tornar a vida numa coisa doentia e mórbida.
À medida que percorremos o caminho, a vida coloca-nos novos desafios que terão de ser enfrentados. Quando alguém ascende a cargos de responsabilidade, as coisas tendem a complicar-se. Amiúde, o poder sobe à cabeça e acontecem desastres. Muitos, conforme vão subindo, deixam de ligar a pormenores.
Alcançado "o topo", valores como o bem comum e a melhoria social deixam de ser importantes, para dar lugar ao egoísmo virado para dentro de si: os seus horizontes passam pela prossecução de objectivos pessoais e o benefício “dos seus” - familiares, amigos ou aliados de circunstância.
Este, é o panorama geral. Contudo, existe uma minoria que pensa e age de forma diferente: vê a ascensão e o poder não como um fim em si mesmo, mas como uma forma de poder contribuir para beneficiar a sociedade. Para isso, coloca o enfoque da sua acção quotidiana na vertente social. Essa minoria não vê o concelho como um exclusivo de certos interesses.
A Figueira é de todos. Contudo, quem tem governado não tem tratado todos por igual.
Mudar já é fundamental. Tal mudança implicaria governar o concelho olhando primeiro para as pessoas.
Esta inevitabilidade não pode continuar a ser colocada em segundo plano.
Isto, só lá vai através da implantação de um modelo que coloque o desenvolvimento e a economia ao serviço da população em geral.
Só assim a Figueira pode aspirar a ser uma cidade e uma democracia moderna. Se os compromissos entre o poder público são para cumprir, este é o mais importante de todos. Por uma simples razão: primeiro as pessoas.
segunda-feira, 6 de julho de 2020
Campanhas...
O que o filme promocional também mostra é o que não está lá. E passo a explicar. A Figueira deveria destacar-se, como o Rio de Janeiro, pela beleza e qualidade do calçadão, mas isso não acontece, há zonas péssimas e a intervenção junto às Muralhas de Buarcos não foi a melhor. As ciclovias e a pedonalização estão por concretizar, e já houve tanto tempo e dinheiro para o fazer. Em atalho de foice diga-se que o dinheiro a despender na “enésima reforma do Jardim Municipal” – mais de 1,3 milhões de euros, poderia ser gasto para fazer verdadeiras ciclovias e caminhos urbanos, retirando espaço aos carros. Adia-se o inadiável, protela-se o essencial.
A imagem da Figueira ganha ou perde com este filme promocional? Na minha opinião perde uma oportunidade de mostrar a sua singularidade, enfatizando as qualidades do património natural e a qualidade de vida existente no concelho. Ninguém acredita no filme promocional, nem ninguém vem à procura do Havai na Figueira, mas sim de um local agradável para ir à praia, dar umas voltas de bicicleta, subir o rio e comer um bom peixe acabado de apanhar no mar."
Via Diário as Beiras
A propósito da notícia, que dá conta da proposta de um programa - que vai sair agora - directamente dirigido aos clientes hoteleiros...
Depois de ler, fica uma questão: somos só nós que ao lermos esta notícia ficámos com reservas?
Vejamos, por partes:
A CMFF diz que está a trabalhar para haver cursos de turismo na Figueira. Quando Jorge Simões afirma “que faltam guias com formação profissional”, damos conta que a realidade é o que é: a Figueira não tem dimensão ou estruturas para promover a massificação do ensino turístico quando a “silly season” na cidade dura apenas 3 meses. Para ter sucesso, um investimento em especilizações na área do turismo teria que passar por níveis de qualificação altos, que permitissem aos formandos vir a trabalhar na cidade ou em qualquer outra parte do país e do Mundo; ou teria que passar por uma revisão na própria estratégia de planeamento turístico para abarcar novos públicos e eliminar a clivagem entre “época alta” e “época baixa”. Será tempo, finalmente, de converter o Coliseu Figueirense na “maior sala de espectáculos coberta da zona Centro”?
No essencial, falta visão, estratégia, objectivos claros?
Depois, entra-se no capítulo da cultura. Fomos só nos que nos apercebemos que a resposta da CMFF aos hoteleiros acerca da Cultura é um “nim”?
O “empréstimo de guias” pela CMFF é absolutamente delirante. A Cultura não é o Turismo: mais, não tem de trabalhar a reboque do Turismo. Contudo, quando o Turismo é um factor de criação de riqueza, a Cultura é mais um elemento essencial do bem-servir.
Mas como trata a CMFF da sua Cultura? O plano de actividades do Departamento de Cultura parece mais um programa de emprego do que a um projecto estruturado de conservação, conhecimento e promoção dos bens culturais do Concelho.
Olhamos para a Casa do Paço, para a Quinta das Olaias, para o Paço de Tavarede, para o Forte de Santa Catarina, para a Muralha de Buarcos, e vemos que, quando existem programas de visita ou animação, não são regulares, as marcações são difíceis, o pessoal está desmotivado ou simplesmente não conhece aquilo que pretende mostrar.
O planeamento em Cultura - com ou sem Turismo associado - tem a obrigação de promover a investigação e cuidado do património próprio, promover a fruição e a formação dos públicos, e ser sustentável financeiramente, gerando novos recursos. Quando não faltam recursos humanos ao Departamento de Cultura, porque não encontramos à porta dos monumentos os técnicos capacitados à boa informação e comunicação com vários tipos de visitantes?
Dos percursos de descoberta estabelecidos pelo Município, quantos contam com uma componente de interpretação e contacto com o visitante? O estudo e investimento que foi feito para a sua criação tem tradução directa no número de participantes que deles usufruem, ou eles servem só para cumprir o plano interno de trabalho dos funcionários, garantindo margem para comentar, quando a estatística é desfavorável, que se planeou mas que a “afluência foi fraca”?
Impõe-se a pergunta: a dinamização da Cultura com vista ao Turismo é prioridade para a CMFF?
Torna-se cada vez mais evidente a necessidade da entrada em funções do Conselho Municipal de Turismo, para que se possa, finalmente, começar a planear o sector. Uma campanha publicitária comparando a Figueira a outros destinos turísticos não basta e – concedo, isto é uma opinião – não faz mais do que navegar uma certa “baixa de expectativas” relativa à possibilidade dos grandes destinos internacionais. A Figueira é mais, vale mais e tem mais do que ser um destino de recurso, como quer fazer passar a campanha, tirando-lhe eficácia na promoção como destino. Concedo: isto é uma opinião. Mas opiniões e gostos devem ser discutidos.
Voltamos sempre à mesma questão local: preciso é haver quem planeie e não vãs promessas e soluções tardias e feitas, como diz o Povo, em cima do joelho.
As reuniões da câmara municipal da Figuiera da Foz e a ligeireza com se tratam os assuntos...
Hoje, de manhã, até onde me permitiram, estive a acompanhar a reunião da câmara municipal da Figueira da Foz. Começa a ser uma tarefa cada vez mais penosa, por mais compreensivo, tolerante e positivo que um cidadão tente ser, tal a ligeireza com que é tratada a coisa pública.
A democracia representativa, na Figueira, bateu no fundo.
A democracia directa é uma exigência da dignidade. A mediocridade dos eleitos no quadro obsoleto da democracia representativa estão aí e são gritantes. Os cidadãos têm de recuperar o poder de sufrágio real e a soberania política, usurpada pelos directórios partidários nacionais e locais e sujeita a fidelidades secretas.
A dignidade exige a intervenção dos cidadãos na escolha livre dos eleitos. A dignidade reclama a maioridade dos cidadãos, pois sem isso não é possível o desenvolvimento de qualquer cidade, vila ou aldeia.
Dignidade, é o valor da pessoa. Toda a pessoa tem valor, tem dignidade. A dignidade é uma condição pessoal. Sem dignidade, o homem não o é.
O caminho da valorização da dignidade humana conduz à democracia directa.
Não é um objectivo de um partido. Passará por um movimento abrangente e alargado da sociedade civil. Só assim, será possível a reforma do sistema político que promova a reconcialiação do povo com o Estado. Só assm será possível renovar a esperança. Para Portugal. Para a Figueira. Para todos nós.
A democracia representativa, na Figueira, bateu no fundo.
A democracia directa é uma exigência da dignidade. A mediocridade dos eleitos no quadro obsoleto da democracia representativa estão aí e são gritantes. Os cidadãos têm de recuperar o poder de sufrágio real e a soberania política, usurpada pelos directórios partidários nacionais e locais e sujeita a fidelidades secretas.
A dignidade exige a intervenção dos cidadãos na escolha livre dos eleitos. A dignidade reclama a maioridade dos cidadãos, pois sem isso não é possível o desenvolvimento de qualquer cidade, vila ou aldeia.
Dignidade, é o valor da pessoa. Toda a pessoa tem valor, tem dignidade. A dignidade é uma condição pessoal. Sem dignidade, o homem não o é.
O caminho da valorização da dignidade humana conduz à democracia directa.
Não é um objectivo de um partido. Passará por um movimento abrangente e alargado da sociedade civil. Só assim, será possível a reforma do sistema político que promova a reconcialiação do povo com o Estado. Só assm será possível renovar a esperança. Para Portugal. Para a Figueira. Para todos nós.
Para que servem as campanhas publicitárias?..
Para tentar criar uma ideia de paraíso, de fantasia, de irrealidade, para contrastar com a realidade que é a miséria em que vivemos.
Umas conseguem. Outras não...
Umas conseguem. Outras não...
Obras do Ténis Clube, um assunto que já vem de longe...
Via Diário as Beiras
Neste momento, ao que o DIÁRIO AS BEIRAS apurou, o dono da obra continua à espera da autorização do referido organismo público, para poder retomar os trabalhos, que já se encontravam em avançado estado de construção, no que diz respeito aos campos de padel.
Para poder suportar os custos das obras, 260 mil euros, o clube de ténis lançou um concurso público para a construção e exploração dos campos de padel e do bar, que estará aberto ao público, mas não apareceram propostas.
A alternativa foi a constituição de uma sociedade por quotas, a MPJR, cujos sócios são três elementos da direção e um da mesa da assembleia geral de sócios do clube."
Obras do Ténis Clube da Figueira da Foz continuam embargadas
"A construção de dois campos de padel e um bar, pelo Ténis Clube da Figueira da Foz (TCFF), está embargada desde o início do ano. O embargo foi acionado pela autarquia na sequência de uma denúncia à Direção Geral de Cultura, por tratar-se de uma zona contígua a um monumento classificado, o Forte de Santa Catarina, que, portanto, necessitava de uma licença específica.Neste momento, ao que o DIÁRIO AS BEIRAS apurou, o dono da obra continua à espera da autorização do referido organismo público, para poder retomar os trabalhos, que já se encontravam em avançado estado de construção, no que diz respeito aos campos de padel.
Para poder suportar os custos das obras, 260 mil euros, o clube de ténis lançou um concurso público para a construção e exploração dos campos de padel e do bar, que estará aberto ao público, mas não apareceram propostas.
A alternativa foi a constituição de uma sociedade por quotas, a MPJR, cujos sócios são três elementos da direção e um da mesa da assembleia geral de sócios do clube."
domingo, 5 de julho de 2020
O urbanismo figueirense deu-se mal com o regime democrático....
O pluralismo, ao contrário do que muita boa gente pensa, não é um jornal publicar ao longo da semana, todos os dias, uma coluna de opinião.
Uns dias, de afectos ao PS; outros, de afectos ao PSD; resta um dia para o PCP e outro para o BE.
O pluralismo não é isso. É outra coisa: consiste em retratar as fracturas de opinião realmente existentes, por exemplo, numa sociedade como a Figueira.
Duarte Pacheco só fez o que fez em Portugal, porque tal aconteceu no Portugal do Estado Novo. O que ele fez, só era possível em ditadura e com a subordinação da propriedade privada, não à cidade, mas a uma cidade monumental de inspiração nas obras públicas do fascismo italiano.
É isso que querem, hoje, para a Figueira? Se calhar, é ainda este modelo que, inconscientemente, povoa os sonhos de grandeza dos políticos que ocupam o poder na Figueira.
O Arquitecto Ribeiro Teles teve sempre críticos das suas posições sobre a cidade. Só que esses, na Figueira, não perderam tempo a contestá-lo: o que foram fazendo ao longo dos anos, foi contra tudo aquilo que foi a luta da sua vida.
Na Figueira, sempre houve bom e mau urbanismo. Basta olhar para os últimos cem anos. O Parque das Abadias, vem do tempo do Estado Novo. Deve-se à visão do eng. Coelho Jordão, um presidente de câmara escolhido pelo regime anterior ao 25 de Abril.
De 1974, para cá, recordo-me bem o que se tem passado. Os últimos 40 e tal anos de Estado Democrático deram muito de mau urbanismo à Figueira.
Basta, para perceber isto, ir dar um passeio à marginal.
Pode-se começar frente ao Mercado Municipal, olhar, com olhos de ver, para o Forte de Santa Catarina - que embora de pouco valor ou relevo para a história militar portuguesa, teve um papel fundamental na defesa da Figueira, bem como na explicação da sua formação e história - e prosseguir até às muralhas de Buarcos...
Uns dias, de afectos ao PS; outros, de afectos ao PSD; resta um dia para o PCP e outro para o BE.
O pluralismo não é isso. É outra coisa: consiste em retratar as fracturas de opinião realmente existentes, por exemplo, numa sociedade como a Figueira.
Duarte Pacheco só fez o que fez em Portugal, porque tal aconteceu no Portugal do Estado Novo. O que ele fez, só era possível em ditadura e com a subordinação da propriedade privada, não à cidade, mas a uma cidade monumental de inspiração nas obras públicas do fascismo italiano.
É isso que querem, hoje, para a Figueira? Se calhar, é ainda este modelo que, inconscientemente, povoa os sonhos de grandeza dos políticos que ocupam o poder na Figueira.
O Arquitecto Ribeiro Teles teve sempre críticos das suas posições sobre a cidade. Só que esses, na Figueira, não perderam tempo a contestá-lo: o que foram fazendo ao longo dos anos, foi contra tudo aquilo que foi a luta da sua vida.
Na Figueira, sempre houve bom e mau urbanismo. Basta olhar para os últimos cem anos. O Parque das Abadias, vem do tempo do Estado Novo. Deve-se à visão do eng. Coelho Jordão, um presidente de câmara escolhido pelo regime anterior ao 25 de Abril.
De 1974, para cá, recordo-me bem o que se tem passado. Os últimos 40 e tal anos de Estado Democrático deram muito de mau urbanismo à Figueira.
Basta, para perceber isto, ir dar um passeio à marginal.
Pode-se começar frente ao Mercado Municipal, olhar, com olhos de ver, para o Forte de Santa Catarina - que embora de pouco valor ou relevo para a história militar portuguesa, teve um papel fundamental na defesa da Figueira, bem como na explicação da sua formação e história - e prosseguir até às muralhas de Buarcos...
sábado, 4 de julho de 2020
Antigo quartel dos Bombeiros Municipais da Figueira da Foz (7)
"Nas últimas semanas os
temas que aparecem nesta rubrica do
Diários as Beiras aguçam a nossa imaginação para ideias que recuperem
e dinamizem os inúmeros espaços e
monumentos que existem na Figueira
da Foz e que estão inutilizados.
Surgem-me duas questões fundamentais ao pensar em mais um
edifício por revitalizar. A solução deve
ser enquadrada na forma como o
executivo do partido socialista tem
idealizado o concelho? Ou devo-me
fundamentar na solução que era
suposto avançar naquele local?
Se vamos por pressupostos, e respondendo à minha segunda questão,
bem podemos esperar sentados.
Um tributo às artes gráficas e visuais
naquele espaço deve ser difícil de
concretizar. Já que nos últimos anos, a
Figueira “vive” de promessas! Mas se
falarmos numa solução à imagem dos
que mandam ocorre-me a ideia de
existirem novos serviços camarários
naquele local, e passo a explicar:
Num concelho em que nos deparamos com as verdadeiras obras de
“Santa Engrácia”, onde os projetos estão sempre a sofrer alterações devido
a marcas de estacionamento que não
estão bem, passeios que estão mal
projetados, negociações em “cima do
joelho” com proprietários de negócios
que de repente estão a atrapalhar os
planos, atribuição de indemnizações
para acelerar processos, muros de
betão em zonas costeiras, achados
arqueológicos, alterações de estátuas
que estavam em determinada posição
com um propósito, enfim... poderia
estar aqui eternamente a elencar as
várias peripécias que têm transformado locais como Buarcos, a baixa da
cidade e o lado sul do concelho em
verdadeiros estaleiros.
Neste sentido porque não criar no
edifício do antigo quartel dos bombeiros um Gabinete de crise para o
desenvolvimento das obras municipais? Podia ser que se resolvesse
muitos dos problemas atuais. E já
agora, como se verifica um grande
interesse por parte do executivo
municipal no que é escrito no “mundo
virtual”, porque não criar um Gabinete
de gestão de redes sociais e Blogues
figueirenses?
E se estas soluções não agradarem,
que venha mais uma “mercearia”. Um
El Corte Inglês não ficava nada mal,
ainda por cima não temos nenhuma
deste género para a colecção. Tudo
soluções à imagem de quem manda!
Que dizem?"
Via Diário as Beiras
Via Diário as Beiras
Antigo quartel dos Bombeiros Municipais da Figueira da Foz (6)
"Em boa hora, o município construiu um novo quartel para os bombeiros sapadores. Ao contrário do antigo, este novo local apresenta agora excelentes acessibilidades, permitindo que, em poucos minutos, um carro de emergência consiga colocar-se em qualquer ponto do concelho, e é, estruturalmente, um edifício funcional, cumprindo todos os requisitos necessários para garantir a operacionalidade dos nossos bombeiros e proteção civil.
Claro que o novo não tem a história, a beleza arquitetónica e a importante envolvência do edifício original e é por isso que este último merece ser preservado e ter uma nova vida e uma nova função.
Tal como referido na semana passada, o município está a desenvolver, no núcleo antigo da Figueira da Foz, um Plano Estratégico de Reabilitação Urbana que, para além do que já está a ser levado a cabo no espaço público, tem também como desiderato a reabilitação de alguns edifícios municipais.
Destaco o antigo quartel dos bombeiros municipais, o edifício do Sítio das Artes, o antigo terminal rodoviário (já debatido neste jornal), o antigo edifício da PSP, bem como a reconversão do seu extenso quintal traseiro num parque de estacionamento de apoio aos residentes e clientes do comércio local.
O parque de estacionamento já está construído e, tanto quanto se esperava, é bastante utilizado. Quanto ao antigo edifício da PSP, que alberga a associação CASA no piso térreo, será reabilitado para acolher outras associações que sairão do edifício do Sítio das Artes. Por sua vez, este será transformado pelo IEFP num Centro de Formação Profissional.
Finalmente, a reabilitação do antigo quartel, cuja obra se encontra atualmente em curso, passa pela sua reconversão num edifício dedicado à imagem: fotografia, cinema e multimédia.
Além de ser destinado aos serviços municipais, nomeadamente ao serviço de Arquivo Fotográfico Municipal, integrará laboratórios de imagem e multimédia, salas de projeção, salas de exposição polivalentes em complementaridade com espaços para empreendedores que poderão utilizar as sinergias colaborativas criadas para que surjam novos negócios e projetos nestes domínios tão eminentes na Figueira da Foz."
Via Diário as Beiras
Claro que o novo não tem a história, a beleza arquitetónica e a importante envolvência do edifício original e é por isso que este último merece ser preservado e ter uma nova vida e uma nova função.
Tal como referido na semana passada, o município está a desenvolver, no núcleo antigo da Figueira da Foz, um Plano Estratégico de Reabilitação Urbana que, para além do que já está a ser levado a cabo no espaço público, tem também como desiderato a reabilitação de alguns edifícios municipais.
Destaco o antigo quartel dos bombeiros municipais, o edifício do Sítio das Artes, o antigo terminal rodoviário (já debatido neste jornal), o antigo edifício da PSP, bem como a reconversão do seu extenso quintal traseiro num parque de estacionamento de apoio aos residentes e clientes do comércio local.
O parque de estacionamento já está construído e, tanto quanto se esperava, é bastante utilizado. Quanto ao antigo edifício da PSP, que alberga a associação CASA no piso térreo, será reabilitado para acolher outras associações que sairão do edifício do Sítio das Artes. Por sua vez, este será transformado pelo IEFP num Centro de Formação Profissional.
Finalmente, a reabilitação do antigo quartel, cuja obra se encontra atualmente em curso, passa pela sua reconversão num edifício dedicado à imagem: fotografia, cinema e multimédia.
Além de ser destinado aos serviços municipais, nomeadamente ao serviço de Arquivo Fotográfico Municipal, integrará laboratórios de imagem e multimédia, salas de projeção, salas de exposição polivalentes em complementaridade com espaços para empreendedores que poderão utilizar as sinergias colaborativas criadas para que surjam novos negócios e projetos nestes domínios tão eminentes na Figueira da Foz."
Via Diário as Beiras
"Assassinato de paisagem em Piodão"...
Via Rita Ferro
"A Aldeia Histórica do Piódão constitui um conjunto arquitetónico de rara beleza pelo seu enquadramento natural, mas também pela sua antiguidade, unidade e estado de preservação das construções, sendo apelidada por muitos como “aldeia presépio” dada a sua configuração que se espraia pela encosta do monte com as casas em xisto e lousa e as janelas e portas pintadas de azul, em anfiteatro.
Enquadra-se na tipologia das “Aldeias Históricas”. Sabe-se que a aldeia do Piódão serviu de abrigo a muitos que se pretendiam esconder ou por questões políticas em épocas mais severas, ou por questões jurídicas. No entanto, não foram só foragidos que a procuraram. No século XIX, o Cónego Manuel Fernandes Nogueira, fundou um colégio que preparava alunos para a entrada no seminário. Muitos rapazes da Beira Interior passaram pelo colégio entre 1886 e 1906.
A história da aldeia perde-se na noite dos tempos. Poucos são os vestígios que permitem reconstruir a história, no entanto, os achados arqueológicos de Chãs d’Égua são um importante testemunho da possível antiguidade da aldeia.
A povoação de Piódão está classificada como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto n.º 95/78, DR, I Série, n.º 210, de 12-09-1978".
Via Arganil Muncípio
"A Aldeia Histórica do Piódão constitui um conjunto arquitetónico de rara beleza pelo seu enquadramento natural, mas também pela sua antiguidade, unidade e estado de preservação das construções, sendo apelidada por muitos como “aldeia presépio” dada a sua configuração que se espraia pela encosta do monte com as casas em xisto e lousa e as janelas e portas pintadas de azul, em anfiteatro.
Enquadra-se na tipologia das “Aldeias Históricas”. Sabe-se que a aldeia do Piódão serviu de abrigo a muitos que se pretendiam esconder ou por questões políticas em épocas mais severas, ou por questões jurídicas. No entanto, não foram só foragidos que a procuraram. No século XIX, o Cónego Manuel Fernandes Nogueira, fundou um colégio que preparava alunos para a entrada no seminário. Muitos rapazes da Beira Interior passaram pelo colégio entre 1886 e 1906.
A história da aldeia perde-se na noite dos tempos. Poucos são os vestígios que permitem reconstruir a história, no entanto, os achados arqueológicos de Chãs d’Égua são um importante testemunho da possível antiguidade da aldeia.
A povoação de Piódão está classificada como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto n.º 95/78, DR, I Série, n.º 210, de 12-09-1978".
Via Arganil Muncípio
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