quinta-feira, 4 de junho de 2020

Figueira Domus, empresa municipal dedicada à gestão de habitação municipal... (4)

"Sou a favor da internalização da Figueira Domus. Será um erro se a Figueira Domus seguir o caminho da Figueira Parques que foi cedida a uma empresa privada, a quem se ofereceu a componente mais interessante da Figueira Parques, tendo ficado o fardo das etapas mais trabalhosas do serviço do lado do município. Mas mais importante do que a futura solução para a Figueira Domus, e após uma fase de visível avanço no saneamento financeiro da empresa, no meu entender será fundamental que o serviço de habitação social municipal ataque o problema da guetização e do isolamento das populações que são obrigadas a recorrer a essa solução habitacional. O modelo de concentração de populações com os mesmos problemas e com os mesmos horizontes de vida no mesmo local, é um modelo esgotado e mais do que verificadamente falhado. Os guetos e o isolamento social funcionam como um amplificador de problemas sociais. Por exemplo, num bairro onde o desemprego ou o emprego precário são regra, o desemprego e a precariedade passam ser norma e passam a ser olhados como uma normalidade e os horizontes de vida passam ser nivelados por baixo. Isto passou-se claramente com os primeiros portugueses que emigraram para França e se concentraram nas bidonvilles. Durante a década seguinte, o horizonte das portuguesas era ser concierge (porteiras de imóveis) e dos homens era ser carreleur (ladrilhador) ou lavador de janelas. Está na hora de acabar com o isolamento das populações dos guetos de habitação social do concelho, dar-lhes condições dignas numa primeira fase enquanto não surgem alternativas. Posteriormente, as alternativas de habitação social têm de passar pela diluição da habitação por todo o concelho, em vez da concentração. Uma alternativa poderia passar por um compromisso com os construtores sempre que fosse construído um novo lote habitacional, alocando uma pequena percentagem dedicada à habitação social, a ser adquirida pela câmara como contrapartida a um preço vantajoso para as duas partes. Mas existirão certamente outras ideias válidas para combater a guetização."
Via Diário as Beiras

"Segundo a análise e conclusões do Flash Desemprego, um resumo estatístico datado de 21 de maio e referente aos meses de março e abril, um em cada quatro desempregados da área territorial da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra (CIMRC), que engloba 19 municípios, reside na Figueira da Foz"

Efeito do confinamento? (2)

A solidão cria aberrações e sentimentos distorcidos acerca do real...
"Máscara deve ser usada durante as relações sexuais, sugere estudo"...

Efeito do confinamento?

A solidão cria aberrações e sentimentos distorcidos acerca do real...
"Nadadores-salvadores devem "tentar salvar sem entrar na água", dizem regras"...

Dar um tiro num cão custa 1 540 euros...

O homem que atingiu a tiro um cão no centro da vila de Soure, em novembro de 2018, foi condenado esta semana por um crime de maus tratos a animais. 
O arguido, de 59 anos, foi condenado a uma pena de prisão de 220 dias que poderá ser substituída pelo pagamento de uma multa de 1.540 euros. Ficou ainda proibido de uso de armas por um período de um ano. 
Teve ainda direito a ser notícia de primeira página em dois jornais regionais.

Fica o registo

   O Iniciativa Liberal no Twitter.

1/ A Iniciativa Liberal condena inequivocamente todas as formas de discriminação, em particular o racismo. 2/ A IL não deixará que um dia se possa, a pretexto do que quer que seja, limitar a liberdade de expressão. Seremos também guardiões desse princípio fundamental.

quarta-feira, 3 de junho de 2020

Figueira Domus, empresa municipal dedicada à gestão de habitação municipal... (3)

"Quanto à pergunta formulada, se concordaria com a internalização da empresa municipal Figueira Domus, oferece-me dizer, em primeira análise, que detendo a Câmara Municipal a totalidade do capital, quase seria indiferente, pois o importante, de meu ponto de vista, é que continue assegurado o papel social da empresa em termos de alojamento de populações mais frágeis.

É intenção do Executivo camarário alterar o modo de funcionamento da F. Domus, digamos assim, sendo que, segundo informações recentes do Presidente ainda não foi decidido o “modelo”, nomeadamente se a internalização ou a integração. “O que queremos é que fique na directa dependência da Câmara”, intenção que obviamente aplaudo.

Considerou o Presidente que algumas das empresas municipais extintas, mais do que não eram do que “gorduras”, consumindo meios. Partilho deste ponto de vista pois algumas só quase cumpriram um objectivo translúcido: a satisfação de clientelas políticas, de modo mais visível ou mais obscuro.

Também na altura me senti muito gratificada com as extinções e neste caso em análise, vejo uma vantagem na internalização ou integração: o alívio do peso burocrático do aparelho que gere a empresa. Espero que alguns erros que foram cometidos, possam de alguma forma ser corrigidos: a criação de guetos em alguns alojamentos, e que tem levado a um mau ambiente entre os residentes, intolerância e o despoletar de recuados sentimentos xenófobos e racistas, que em nada contribuem para a assumpção plena de uma cidadania saudável.

Voltando ao assunto, cabe aqui chamar a atenção para a contradição presente nas decisões camarárias, a postura completamente diversa que tomou em relação à empresa Figueira Parques, que não dando prejuízo, antes por contrário, não foi integrada mas privatizada e em condições absolutamente régias por parte do comprador: um negócio de oiro, que os munícipes não compreenderam e continuam a repudiar. Se tivesse sido internalizada/integrada seria uma mais valia para o Município e uma alavanca nos seus mecanismos financeiros."
Via Diário as Beiras

"A deterioração da situação económica e financeira da Figueira da Foz é notória e o futuro indicia que vai piorar..."

Via PSD Figueira
"A deterioração da situação económica e financeira da Figueira da Foz é notória e o futuro indicia que vai piorar, quanto mais não seja por baixarem as receitas próprias com a crise. Tudo isto por o PS e seu executivo serem manifestamente incompetentes, perdulários e arrogantes, cuja única preocupação é a sua manutenção no poder a todo o custo!"

E quanto a instalações sanitárias?..

«...a praia da Figueira da Foz, o maior areal urbano da Europa – que se estende por cerca de dois quilómetros de comprimento, entre o molhe norte do rio Mondego e a vila piscatória de Buarcos – terá uma lotação ligeiramente superior a 25 mil pessoas.
“Será a praia com maior capacidade do país”, frisou fonte da autarquia."

A gestão de uma multidão destas exige medidas claras no que às condições sanitárias diz respeito. Nomeadamente, vários blocos sanitários ao longo do extenso areal, com manutenção e limpeza regular, sem esquecer as pessoas com mobilidade reduzida.


Jornalismo de cordel, uma forma de literatura...

Via Diário as Beiras
A literatura de cordel teve a sua época. Este tipo de arte popular abordava histórias e situações características e caricatas de uma determinada região ou local. 
O cordel servia para aumentar o imaginário da aldeia ou da cidade. 
Não se deve, a meu ver, depreciar a literatura ou o jornalismo de cordel. 
Houve má literatura ou mau jornalismo de cordel, como há má literatura culta. 
Há várias espécies de banda desenhada ou de literatura cor-de-rosa que podemos considerar herdeiras da tradição do folheto, mas hoje há outras válvulas de escape, como a telenovela... 
Houve muita gente que viveu do cordel: os cegos que os vendiam à cintura, os escritores profissionais e as editoras. Em Portugal, essa economia desapareceu há anos. 
A notíca acima, publicada no jornal Diário as Beiras, fez-me recordar esse tempo. Lembram-se do jornal O PALHINHAS?..

Fiquei, porém, com uma curiosidade: o que terá acontecido na realidade?

Da série telenovelas figueirenses: Lagoa da Vela

O perigo

Vivemos em democracia. Vivemos com regras e escrutínio político, o que implica haver apuramento de responsabilidades. 
A Figueira não é a casa de ninguém em especial. Embora às vezes pareça....

Nos democratas figueirenses deve haver algum incómodo. 
Nem todos, presumo, admitem ser tratados como incapazes...

Vivemos numa cidade onde - quero acreditar - existem jornalistas e órgãos de informação isentos, livres e plurais.
Portanto, é natural que se espere que o sistema tenha um mínimo de decência.

Os oportunistas têm dois caminhos: ou consideram que o essencial a preservar é a credibilidade do sistema democrático; ou consideram que podem continuar a comportar-se com a impunidade habitual...

Alguém - presumo que  os dirigentes partidários sérios -, tem a responsabilidade ética, moral e política de colocar os oportunistas no seu devido lugar.

Os partidos deveriam dar um sinal. Mas não tenhamos demasiadas ilusões e, muito menos, esperanças... O clientelismo e a mistura entre interesse público e interesses privados, fragiliza o sistema democrático. 

Este sim é que é o perigo para a democracia. 
Não é a abstenção dos eleitores. Essa - acreditem -, é apenas uma reacção...

Cabedelo vai ter alterações na circulaçõ rodoviária...

 Esta praceta está ameaçada pelas obras em curso. A requalificação urbanística do Cabedelo, não devia servir para esmagar e apagar a memória. A nova realidade em que se vai transformar o Cabedelo, não deveria deixar de continuar a honrar a memória anteriormente honrada, do busto do pintor Mário Silva, uma das figuras que representam a alma do local.
Foto António Agostinho
Com o  descofinamento e com os dias de verão que se verificaram em Maio, principalmente ao fim de semana, o trânsto no Cabedelo foi um caos. As obras de requalificação do Cabedelo, (e não é só por estarem ainda em curso), retiraram capacidade de estacionamento. 
Houve dificuldades no estacionamento dos veículos e constrangimentos na circulação rodoviária. Na passada reunião de câmara, o  presidente informou que será aplicada uma solução que passa por criar uma entrada e uma saída, gerando capacidade de estacionamento. De acordo com o que foi dito por Carlos Monteiro, o circuito terá entrada pela estrada de acesso ao Cabedelo antiga e saída pela nova, desembocando na  rotunda entretanto criada nas proximidades do campo de futebol do Cova-Gala (um pouco a nascente). Carlos Monteiro garantiu que, assim, liberta-se espaço para “centenas de lugares de estacionamento”. Por outro lado, proporciona-se uma “melhor circulação”.

terça-feira, 2 de junho de 2020

Figueira Domus, empresa municipal dedicada à gestão de habitação municipal... (2)

"Criada em 2000 pela Câmara Municipal da Figueira com o objetivo principal de operacionalizar a política de habitação social no concelho (numa época em que determinadas oportunidades de financiamento, nomeadamente no âmbito de Programas co-financiados ao nível europeu só eram possíveis na esfera empresarial dos Municípios), à Figueira Domus foram delegadas sobretudo as competências de fazer obras de conservação nos fogos municipais, manter os espaços exteriores dos bairros e cuidar de todos os assuntos relativos aos empreendimentos então em curso ou em fase de projeto.
20 anos depois, com 12 Bairros, 560 fogos onde vivem quase 1350 pessoas a carecer de uma clarificação quanto ao rumo a seguir tendo por base uma nova geração de políticas de habitação (anunciada mas não iniciada de facto na Figueira), e com uma dívida de cerca de 9 milhões de euros, concordo com a internalização da Figueira Domus na Câmara Municipal, uma vez que só assim aquela ganhará as sinergias necessárias para cumprir o papel para a qual foi criada, agora recentrado e reorientado para o acesso universal a uma habitação adequada, e por esta via objetivamente promovendo a inclusão social, bem como para uma aposta sobretudo na reabilitação e no arrendamento.
É necessário, no entanto, que primeiro se desenhe e apresente, finalmente, a Estratégia Local de Habitação para o nosso concelho, passo orientador fundamental e outrossim obrigatório para a candidatura aos apoios a conceder, por exemplo ao abrigo do Programa governamental “1.º Direito – Programa de Apoio ao Acesso à Habitação”, o qual visa a promoção de soluções habitacionais para pessoas que vivem em condições habitacionais indignas e que não dispõem de capacidade financeira para suportar o custo do acesso a uma habitação adequada, ou mesmo para pessoas em situação de precariedade (sem-abrigo, vítimas de violência doméstica), de insalubridade e insegurança, de sobrelotação ou de inadequação (por incompatibilidade devido a incapacidade ou deficiência)."

Via Diário as Beiras

Carlos Monteiro live on tv

...  aqui e aqui.

Da série telenovelas figueirenses: Complexo Piscina Mar...

A sardinha “fresquinha e vivinha” regressou. E a polémica também...

A época da sardinha teve ontem início. O ministro do Mar, Ricardo Serrão Santos, veio à Figueira. 
Via Diário as Beiras, o dirigente de produtores de peixe e armador figueirense António Miguel Lé, deu conta que as coisas começaram bem: "os barcos regressaram ao porto de pesca com a quantidade máxima permitida e a qualidade de sempre..."
“Foi uma alegria, o regresso ao trabalho. A sardinha abunda, com uma dimensão enorme de cardumes”O preço da  primeira sardinha da safra,  na lota da Figueira oscilou entre 1,10 e 1,20 euros o quilo. 
Na Figueira da Foz, a pesca da sardinha envolve uma dezena de embarcações e cerca de duas centenas de pescadores.
Mas, a polémica já está presente: o armador António Miguel Lé considera que a pesca da sardinha “de sazonalidade, não tem nada”. Para este armador  “a sazonalidade foi aquilo que quiserem impingir. Os dados da ciência não são os dados dos pescadores. É uma actividade que pode ter duração no tempo, porque temos stocks acima do (que é considerado) sustentável”.

Contas da câmara referentes ao exercício de 2019 aprovadas pela maioria

Nuno Gonçalves, vereador com o pelouro das Finanças
A maioria socialista aprovou na reunião de ontem as contas da câmara referentes ao exercício de 2019. Os vereadores eleitos pelo PSD votaram contra. 
Em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS, o vereador do PSD Ricardo Silva disse que votou contra porque, entre outros motivos avançados, “o despesismo está de volta”, acusando ainda o actual executivo camarário de não dar continuidade ao modelo de gestão do anterior presidente, João Ataíde, falecido no início deste ano.
Miguel Babo, falando, também por Carlos Tenreiro (ambos eleitos pelo PSD e há mais de um ano sem confiança política do partido), justificou que ambos votaram sempre contra, por se tratar de “um documento extenso e complexo” e com implicações legais que comprometem quem vota a favor ou se abstém. Fez ainda referência à ausência de meios para os dois autarcas da oposição poderem fazer uma análise rigorosa do relatório.
Para  o vereador da maioria, Nuno Gonçalves, “este documento evidencia a conciliação de um elevado nível de investimento com a redução da dívida, o aumento da confiança dos agentes económicos e a coesão territorial. É um relatório que prova um enorme investimento a favor dos cidadãos”.