quinta-feira, 9 de abril de 2020

Após chuva de críticas de artistas, TV Fest foi cancelado...

O Ministério da Cultura mantém o silêncio desde esta manhã sobre o TV Fest, festival de música que deveria começar esta quinta-feira e prolongar-se durante pelo menos um mês, com transmissão na RTP Play. Várias vezes contactado, o ministério não deu resposta a nenhuma das solicitações, mas fonte da RTP afirma ao Expresso que o festival de música a ser transmitido a partir desta quinta-feira pela RTP Play foi cancelado...

Da série, "25 de Abril, Sempre!"

Recordar é viver. Recorde-se, então "as viúvas de um pinga-amor".

Valdemar Cruz,
Jornalista.
Via Expresso
"O PS tem uma queda fatal para dar ares de pinga-amor. Esbanja apaixonadas declarações de total entrega e absoluta fidelidade à coisa pública em geral, ou em particular à educação, ao Serviço Nacional de Saúde, à proteção dos trabalhadores através da legislação laboral, para depois, com relativa frequência rasgar as vestes e passar a ideia de que tudo não terá passado, afinal, de amores de Verão.
Aí está António Costa para o demonstrar uma vez mais. Está já a preparar o programa eleitoral para as legislativas de outubro e, sobretudo, não pretende deixar o partido adormecer à sombra dos resultados europeias. Costa aponta quatro prioridades para serem discutidas nas quatro convenções destinadas a preparar o programa eleitoral: alterações climáticas; desafio demográfico; transição para a sociedade digital; e combate às desigualdades.
Após a reunião da comissão política nacional, e numa intervenção aberta à comunicação social, o primeiro-ministro apontou a necessidade de um esforço redobrado para a aprovação de diplomas-chave, como a Lei de Bases da Saúde, a nova lei laboral ou o Programa Nacional de Infraestruturas.

Nada de particularmente difícil, dir-se-ia, dados os acordos de incidência parlamentar existentes com a esquerda do PS. PCP e BE assumem ideias e posições muito claras sobre a Lei de Bases da Saúde ou a legislação laboral.

Como qualquer vulgar pinga-amor, o PS faz lembrar a tragicomédia “Frágua do Amor”, representada em Évora em 1524 na festa do casamento do rei D. João III com a rainha D. Catarina. Com Cupido a assumir um lugar central, mestre Gil Vicente aborda o problema das identidades desejadas, mas não conseguidas por falta de empenho ou de autenticidade. Em palavras mais simples, Sérgio Godinho pergunta se pode alguém ser quem não é.

Ora, o PS tem andado a pedir namoro à esquerda e à direita para aprovar a nova Lei de Bases da Saúde, e depois de ter dado o dito por não dito, chegou a acordo com a direita na legislação laboral.
Rui Rio, homem muito frontal, já veio avisar que não vai na conversa. Não é pessoa para dois amores. Assim, esclareceu que “o PSD está totalmente disponível para acatar sugestões do PS”... na aprovação da lei do PSD.
Como se escreve no Expresso, “os socialistas vão deitar a toalha ao chão”. Já não acreditam ser possível salvar a nova Lei de Bases da Saúde. O chumbo anunciado do PSD e o que o PS classifica como “a ‘enorme intransigência’ do Bloco de Esquerda”, deitam por terra as hipóteses de aprovação de uma nova lei. O PCP, assegurava ontem à noite António Filipe na SIC Notícias, manterá uma posição de abertura negocial até o último momento.
O dilema é o de sempre. O PS gosta de usufruir dos benefícios resultantes da sua inclusão no clube da esquerda, mas não gosta de assumir as consequências da opção coerente e consistente das decisões à esquerda. Por isso acaba por ter tendência a entender-se com a direita em questões tão estruturantes para a definição de uma política de esquerda, como são a Lei de Bases da Saúde ou a legislação laboral. Ficam cobertas com o véu de viúvas do PS."

COVID19: Figueira 12 casos confirmados

Portugal regista hoje 409 mortos associados à covid-19, mais 29 do que na quarta-feira, e 13.956 infectados (mais 815), segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde.

Só me dá vontade de sorrir, apesar da pandemia. Na Figueira, continua a ser sempre carnaval... Haja alegria

Imagem via Diário de Coimbra

Há quem governe por acção e não por reacção...

Em Vila Nova de Gaia é assim:

É sempre o mesmo: o apoio do estado nunca chega aos que mais precisam...

Via Rodrigo Serrão
E, citando o Pedro Rodrigues: "... olhando para o cartaz deste festival, os bolsos dos artistas em questão são, também eles, secundários - hoje, e noutros dias. Muitos destes fazem parte de uma elite que vive abastada dos espólios das suas lutas: merecem-no; criaram, lutaram, venceram. Enchem salas, recebem apoios de marcas, são figuras em publicidades disto e daquilo. Pergunto-me, então, serão eles os que mais necessitam deste milhão? Não ponho em causa a ajuda às pessoas dos bastidores, aos que fazem parte da máquina, mas mesmo esses, que os acompanham certamente para todo o lado, não estarão melhor que tantos outros? Não sei. O que sei é que há um tempo para tudo, e hoje o tempo devia ser usado para reflectirmos, e nos tornarmos melhores. O mundo não será igual. Mas quero acreditar que será melhor. Tenho de acreditar. No entanto, ao ver acções como esta, torna-se difícil. Muito difícil."
Portanto: Pelo cancelamento imediato do festival TV Fest, assine clicando aqui.

Desabafo de hoje de...

Da série, há municípios e municípios...


"São três voos em poucos dias fretados pela Câmara Municipal de Cascais com 100 toneladas de equipamentos e materiais de proteção e combate ao COVID-19 destinado ao concelho de Cascais e municípios da Área Metropolitana de Lisboa, no último destes voos, são esperados 30 mil testes destinados aos centros de rastreio de Cascais.

É já quinta-feira, dia 9, pela 7h00 da manhã que aterra no aeroporto de Lisboa mais um avião fretado pela Câmara Municipal de Cascais com cerca de 30 toneladas de material médico e de proteção individual contra o novo Coronavírus.

Apesar do voo ter sido fretado pela Câmara de Cascais, parte deste material destina-se também a outras autarquias da Área Metropolitana de Lisboa."

Da série, há municípios e municípios...

Da série, há municípios e municípios...

Via Câmara Municipal de Mafra

Para ler melhor, clicar na imagem
Nota, via José Augusto Marques:
"Por cá também é assim. Quem tem zero utentes receberá 600,00€ e quem tem 170 receberá 600,00€ (não é engano)".

Uma opinião: a minha

Percursos profissionais, credibilidade, cores políticas, gostos pessoais, legitimidades democráticas e as escolhas do povo figueirense. A crise que vivemos na Figueira com a pandemia do COVID19 que, espero, não venha a atingir as proporções já vividas noutros concelhos, pois se acontecer alguém que nos acuda... 
a minha opinião, que é minha e só a mim responsabiliza, sobre a vereadora do pelouro da Acção Social, Diana Carina Pereira Rodrigues, de quem só conheço o que é público: as suas competências académicas, a sua actividade profissional (na Câmara Municipal da Figueira, entre 2016 e 2018, antes de ser vereadora) e a sua actuação enquanto política: membro da Assembleia de Freguesia de Tavarede e Vereadora da câmara Municipal da Figueira da Foz. O resto já sei do que a casa gasta: quem se mete com o PS, leva. Na minha opinião, a vereadora da Acção Social não tem arcaboiço e nem conhece a "sensível" realidade com que está a lidar nas funções políticas que está a desempenhar. E é só isso, para mim, que está em causa. Não conheço a pessoa, mas conheço a sua actividade política como vereadora, melhor do que 90% da minoria dos figueirenses que votaram na  lista que venceu as últimas eleições autárquicas na Figueira da Foz. É verdade que a abstenção não coloca em causa a legitimidade dos eleitos. Contudo, torna-os vulneráveis,  enfraquece a consistência social e política da sua representatividade e menoriza a democracia representativa. "Em concreto, o valor da abstenção tem vindo a crescer significativamente na Figueira da Foz: 40,63% em 2001, 42,55% em 2005, 42,78% em 2009 e 52,29% (!) em 2013." Em 2017 os resultados foram estes: 

Num universo de 56 841 inscritos com capacidade para votar, 14 199 votantes deram a maioria absolutíssima à lista vencedora. Mas, isso, interessa pouco aos políticos no poleiro. O importante, para eles, é garantir o "tacho", nem que para isso se tenham de prestar a todas as "panelinhas".
Mas vamos ao essencial.
Membros das Assembleias de Freguesia de Tavarede




quarta-feira, 8 de abril de 2020

Finalmente, uma boa notícia...

Já foi testada a primeira cobaia humana com a vacina para a Covid-19
Ian Haydon mostrou entusiasmo por ser a primeira cobaia de uma vacina que poderia "salvar a humanidade".

Senhora vereadora: já que não serve para nada, a não ser para aparecer nos jornais, demita-se (não é nada de pessoal, pois não a conheço de lado nenhum, só sei da actuação do pelouro que está sob a sua responsabilidade)


O problema é sério, mas cá pela santa terrinha deve estar tudo bem: ninguém se queixa...

"Freguesias alertam Presidente da República para dificuldades financeiras das IPSS com creche e jardim-de-infância".

"O presidente da Anafre, Jorge Veloso, e o vice-presidente, Jorge Amador, estiveram esta tarde reunidos com Marcelo Rebelo de Sousa, no Palácio de Belém, em Lisboa, para abordar o trabalho que tem sido desenvolvido pelas juntas de freguesia no combate ao surto da covid-19.
No final da audiência, em declarações aos jornalistas, os responsáveis da associação referiram que uma das grandes preocupações que transmitiram a Marcelo Rebelo de Sousa foi a quebra de receitas das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) com valência de jardim-de-infância e creche.
“A redução de receitas pode colocar em causa o funcionamento destas instituições no futuro. Podemos mesmo dizer que se não houver um apoio extraordinário às IPSS, nós podemos, em muitas freguesias, ficar sem as mesmas. Deixamos essa nota ao senhor Presidente”, referiu o vice-presidente da ANAFRE, Jorge Amador.
Por outro lado, o presidente da ANAFRE, Jorge Veloso, destacou aquele que tem sido o papel das juntas de freguesias nas medidas de mitigação do surto da covid-19.
“Falamos também de todo o esforço financeiro que elas [freguesias] estão a fazer no sentido de podermos responder a todas aquelas questões de saúde pública, que temos procurado mitigar e minimizar, não só com os cidadãos, mas também com as IPSS”, sublinhou.

COLECTIVIDADES... (3)

"O número de colectividades daqui é bem impressionante mas nunca excessivo. Cada associação nasceu da vontade de um grupo que agregou outros, mobilizou, fez crescer o entusiasmo nos vizinhos, familiares, amigos. Sim, porque o associativismo vive em primeiro lugar da amizade e dos laços que tece, sempre com muitas dificuldades mas animados os dinamizadores de uma vontade assombrosa, digna de sempre ser sustentada. Há anos ouvi um dirigente de uma associação financeiramente saudável dizer que estes organismos teriam de deixar de ser “subsídio-dependentes”! Não sei a quem se referia, se a caso isolado a quem servisse o remoque, mas dito assim considerei ofensivo e muitíssimo injusto. Se alguma colectividade tiver que ser extinta que tal não se deva a abandono, nomeadamente por parte dos poderes, mas por vontade dos sócios, expressa em Assembleia Geral, segundo a lei. O papel das colectividades é insubstituível. De pé no terreno, atentas ao momento e aos problemas, sempre na disposição de dar o seu melhor. Basta um olhar rápido aos “sítios” da Federação Portuguesa ou da Associação de Colectividades local para tal verificarmos. O que a AC declara como princípios e objectivos passados e presentes, retira qualquer dúvida em relação ao esforço destes denodados amigos abnegadamente dispondo do seu tempo: “O associativismo vive da comunhão e da partilha para que a experiência humana possa ser mais leve e feliz. Lutamos, diariamente, contra o individualismo e o comodismo que cerceiam este desiderato. Hoje, por muito que nos custe escrever isto, a exigência nacional assim o obriga: #fiqueemcasa”. Mesmo confinados, tenho a certeza de que continuarão labutando, para que quando este terrível momento passar, as vidas possam ser mais leves e mais felizes, tendo estes dirigentes contribuído uma vez mais para o propósito. Tanto há a dizer de medidas urgentes ao apoio do movimento associativo popular: um viável estatuto do dirigente, redução do IVA em equipamentos vários, desportivos, musicais, adereços… Eles e elas merecem! Agradeçamos."
Via Diário as Beiras

As bandeiras vão ser colocadas a meia-haste em homenagem àqueles que perderam a a vida durante a pandemia

É assim que as coisas se fazem

Via Município de Cantanhede

O Município de Cantanhede promoveu no âmbito da Comissão Municipal de Protecção Civil, no passado dia 6 de abril, uma reunião por videoconferência a partir do salão nobre dos Paços do Concelho para abordar questões de maior relevo e interesse para as IPSS do concelho. Na plataforma digital estiveram presentes, nesta iniciativa, os representantes de cerca de duas dezenas de IPSS do concelho de Cantanhede, Rosa Monteiro, Delegada de Saúde Pública e, em representação do Centro Distrital de Coimbra do Instituto de Segurança Social estiveram Manuela Veloso, recém-empossada directora e José Maria, director da Unidade de Desenvolvimento Social e Programas.
A reunião foi liderada por Helena Teodósio, presidente da Câmara Municipal,  que contou ainda com a presença de Pedro Cardoso, vice-presidente da autarquia e Célia Simões, vereadora com o pelouro da Acção Social e Saúde, e o Coordenador da Proteção Civil, Hugo Oliveira.
Helena Teodósio realçou “a importância de reuniões como esta para agilizar procedimentos e melhorar a eficiência das respostas” apelidando a iniciativa de “muito positiva, permitindo sentar à mesma mesa, através das novas tecnologias, entidades como IPSS, Segurança Social e Saúde, vendo desta forma esclarecidas as dúvidas das instituições de solidariedade social pelas entidades competentes. Acções como esta permitem ainda apresentando as necessidades das IPSS, prestando os devidos esclarecimentos pelas entidades competentes na área da Segurança Social e Saúde”. A edil camarária agradeceu “a presença das entidades” e agradeceu “a presença das entidades e reconhecendo o trabalho meritório e heroico dos que continuam a trabalhar para que nenhuma pessoa fique sem acesso a respostas essenciais”. Por fim, a presidente da Câmara Municipal reiterou a “disponibilidade de manter o apoio necessário às IPSS, em conjunto com as Juntas de Freguesia e com a Proteção Civil, de todo o Executivo Camarário e da equipa da Ação Social e da INOVA, EM que se encontram no terreno para dar respostas com profissionalismo em conjunto com os dirigentes das IPSS”.