"De Alexandre Dumas, um dos maiores cronistas da história de França, dizem que o êxito dos seus livros se devia ao facto de serem publicados, capítulo a capítulo, num jornal. Conseguia assim o escritor tratar cada tema em capítulos com princípio meio e fi m, deixando o leitor à espera de novo capítulo. Nunca conseguiria tal feito, mas confesso que pela terceira vez a tentar concluir o que venho escrevendo desde há 3 semanas sobre a Figueira, me fez lembrar esta particularidade de tão ilustre escritor.
É que com 1400 carateres a tarefa torna-se árdua quando há tanto por dizer… mas tentando concluir estas crónicas, falei da cidade de comércio, da cidade de indústria, da cidade portuária e faltam então algumas notas da cidade de vocação turística, da cidade estival, da cidade hospitaleira que recebe bem quem a visita, quem permanece e até quem nela se estabelece. É sobre essa última que vos deixo uma pista e convido a fazer uma refl exão: ao abrir o Anuário do Turismo Português de 1965/66, existia uma Comissão Municipal de Turismo dirigida pelo Vereador Severo Biscaia, e sobre o número de hotéis da época verifi quei, excluindo Lisboa, que tínhamos 9 hotéis em funcionamento na Figueira, 8 no Porto e no Funchal, 6 em Coimbra, 2 em Leiria e 1 em Aveiro. E hoje quantos existem nessas cidades? E por cá? O que nos sucedeu? Recordando Joaquim Gil, a cegueira dos políticos locais continua, por isso autorizem mais supermercados … e são 5 horas na torre do relógio!"
"O Sonho - crónicas da cidade (conclusão)", por Isabel Maranha Cardoso, economista, via jornal AS BEIRAS.
terça-feira, 3 de abril de 2018
Diz o roto ao nu...
PSD acusa governo de “fracasso da política cultural“.
Que saudades dos velhos tempos do passismo, quando a cultura prosperava.
Via Aventar
Que saudades dos velhos tempos do passismo, quando a cultura prosperava.
Via Aventar
segunda-feira, 2 de abril de 2018
Poetas...
E outras, menos amorosas: "O uísque é o melhor amigo do homem, ele é o cachorro engarrafado” ou “As muito feias que me perdoem, mas beleza é fundamental”...
Vinícius de Moares um personagem excessivo, vibrante, em permanente estado de exaltação. Segundo Carlos Drummond de Andrade, «Vinícius é o único poeta brasileiro que ousou viver sob o signo da paixão. Quer dizer, da poesia em estado natural».
Quem é que gosta de pressões, correrias, tarefas a cumprir?
"Ai que prazer, Não cumprir um dever, Ter um livro para ler E não o fazer"...
O Poeta sabia do que falava. Como o compreendo-o bem.
Na Figueira, cá vamos andando... (aparentemente em democracia, mas comprovadamente sem qualidade...)...
Teotónio Cavaco, hoje na sua crónica publicada no jornal AS Beiras:
"Parece-me, pois, lícito perguntar: o que foi feito, nos últimos 10 anos na Figueira, para atrair população (jovem)? E para aqui fixar residentes? E para garantir um envelhecimento ativo? Números…"
O actual desenvolvimento da Figueira está intrinsecamente ligado à qualidade dos governantes que teve e da respectiva governação.
Foi a falta de qualidade dos seus políticos que determinou, em grande medida, a falta de qualidade da democracia e o consequente definhamento político, social e económico.
A actividade política é, mais do que importante, fundamental, e tem consequências na vida de todos os figueirenses.
Por isso, dos políticos espera-se níveis de rigor e exigência comportamental com critérios e amplitudes mais rígidas das exigíveis aos outros cidadãos.
De igual modo, por razões óbvias, se espera dos juízes, em áreas muito especificas do quotidiano, normas de conduta e exigência comportamental elevadas.
Dos políticos, espera-se visão, conhecimento e capacidade de trabalho em prol da pólis.
Deveria partir dos políticos, a audácia com competência, o sonho, a confiança, o exemplo de trabalho e dedicação, entrega e rigor.
Que servissem e não se servissem, que estivessem nos cargos de forma ética e fossem frugais as suas posições relativamente a interesses e benefícios para eles próprios, familiares ou para amigos.
Aos políticos, a todos eles, exige-se que sejam incorruptíveis, consequentemente imunes a influências ou benefícios materiais ou de estatuto.
A qualidade da gestão democrática na Figueira, passa pela independência dos políticos relativamente a domínios que não sejam o estrito cumprimento da defesa dos interesses do povo e do concelho.
Consequentemente do desenvolvimento e coesão económica e social.
Não há outro princípio de liderança que funcione que não assente na liderança pelo exemplo.
Na Figueira, nos últimos tempos o sistema está cheio de favores, amiguismos e interdependências.
A meu ver, é aos políticos a quem mais se tem de exigir.
E por uma razão simples: por serem isso mesmos - políticos.
São eles que, em periodos eleitorais, fazem promessas ao povo. São eles que, em periodos eleitorais, imploram o voto ao povo. São eles, por conseguinte, que deveriam defender os interesses do povo.
Uma democracia de qualidade passa, acima de tudo, por novos modelos de comportamento, ética e transparência no modo como os políticos actuam.
Há muito para melhorar e evoluir na democracia figueirense.
"Parece-me, pois, lícito perguntar: o que foi feito, nos últimos 10 anos na Figueira, para atrair população (jovem)? E para aqui fixar residentes? E para garantir um envelhecimento ativo? Números…"
O actual desenvolvimento da Figueira está intrinsecamente ligado à qualidade dos governantes que teve e da respectiva governação.
Foi a falta de qualidade dos seus políticos que determinou, em grande medida, a falta de qualidade da democracia e o consequente definhamento político, social e económico.
A actividade política é, mais do que importante, fundamental, e tem consequências na vida de todos os figueirenses.
Por isso, dos políticos espera-se níveis de rigor e exigência comportamental com critérios e amplitudes mais rígidas das exigíveis aos outros cidadãos.
De igual modo, por razões óbvias, se espera dos juízes, em áreas muito especificas do quotidiano, normas de conduta e exigência comportamental elevadas.
Dos políticos, espera-se visão, conhecimento e capacidade de trabalho em prol da pólis.
Deveria partir dos políticos, a audácia com competência, o sonho, a confiança, o exemplo de trabalho e dedicação, entrega e rigor.
Que servissem e não se servissem, que estivessem nos cargos de forma ética e fossem frugais as suas posições relativamente a interesses e benefícios para eles próprios, familiares ou para amigos.
Aos políticos, a todos eles, exige-se que sejam incorruptíveis, consequentemente imunes a influências ou benefícios materiais ou de estatuto.
A qualidade da gestão democrática na Figueira, passa pela independência dos políticos relativamente a domínios que não sejam o estrito cumprimento da defesa dos interesses do povo e do concelho.
Consequentemente do desenvolvimento e coesão económica e social.
Não há outro princípio de liderança que funcione que não assente na liderança pelo exemplo.
Na Figueira, nos últimos tempos o sistema está cheio de favores, amiguismos e interdependências.
A meu ver, é aos políticos a quem mais se tem de exigir.
E por uma razão simples: por serem isso mesmos - políticos.
São eles que, em periodos eleitorais, fazem promessas ao povo. São eles que, em periodos eleitorais, imploram o voto ao povo. São eles, por conseguinte, que deveriam defender os interesses do povo.
Uma democracia de qualidade passa, acima de tudo, por novos modelos de comportamento, ética e transparência no modo como os políticos actuam.
Há muito para melhorar e evoluir na democracia figueirense.
Martin Luther King
«Nós não somos o que gostaríamos de ser.
Nós não somos o que ainda iremos ser.
Mas, graças a Deus,
Não somos mais quem nós éramos».
1º. de abril
As mentiras do 1º. de abril, são como as crianças: apesar de ingénuas, ainda bem que o futuro não depende delas...
domingo, 1 de abril de 2018
O teleférico não vai ficar na gaveta...
Está encontrada a solução para o transporte da areia que está a mais na Figueira e a menos na outra margem...
Ao longo dos anos, foram disparates em cima de disparates que se cometeram na orla marítima figueirense. Recordo este post de março de 2009.
Tudo começou a 15 de Maio de 1959, com o concurso público para arrematação da empreitada das obras exteriores do porto da Figueira da Foz.
“Entre o progresso e a decapitação da beleza natural”, decidiu-se pelo progresso.
Ao longo dos anos, foram disparates em cima de disparates que se cometeram na orla marítima figueirense. Recordo este post de março de 2009.
Tudo começou a 15 de Maio de 1959, com o concurso público para arrematação da empreitada das obras exteriores do porto da Figueira da Foz.
“Entre o progresso e a decapitação da beleza natural”, decidiu-se pelo progresso.
O porto fluvial foi a aposta. Com a “construção dos molhes de protecção da barra”, veio a “melhoria da segurança no acesso às zonas portuárias" e o “aumento, embora gradual, na movimentação de mercadorias”.Mas em “contrapartida, a outrora praia vê-se transformada, ao longo dos anos Setenta, num depósito gigante de areia.”Surgiu o dilema: “Turismo ou desenvolvimento comercial”.E o vencedor foi “o elo mais forte”. Morreu “o que havia feito sobreviver a cidade após o declínio comercial de finais do século XIX. De Rainha das praias transformaram-na em Praia da Claridade. De Praia da Claridade, num amontoado inestético de areia."
Finalmente, temos luz ao fundo do túnel... O teleférico.
sábado, 31 de março de 2018
Mensagem de Páscoa aos inimigos
Nuno Artur Silva: "Tenho os inimigos certos. Que mais posso desejar?"
Sendo a boa pessoa, que os que me conhecem bem sabem que eu sou, não sendo, portanto, como o galego que não tinha inimigos, porque lhes havia feito a folha a todos, como é óbvio, tenho os meus «inimigos de estimação».
Confesso que me apraz tê-los. São tudo aquilo que eu tento evitar ser: matreiro, politicamente desonesto, pobre de carácter e de convicções, um convencido e estúpido que pensa ser mais esperto que todos os outros, um malandro que acha que trabalha imenso, um caluniador anónimo e vendilhão de tudo e de porra nenhuma, oportunista e aproveitador.
Gosto deles, dos meus inimigos, porque todos os dias me lembram o que tento evitar ser.
Que feliz que eu sou em ter inimigos!..
Ter inimigos, acontece a quem se esforça por ser íntegro e honesto.
No fundo, a inveja e o ódio de que sou alvo, é o preço que pago, com todo o gosto (como diz uma amiga minha, prazer é outra coisa...), porque eles sabem que somos melhores pessoas, do que alguma vez eles serão.
Gosto muito de ter inimigos.
Sobretudo, gosto muito dos meus inimigos.
Uma boa e Santa Páscoa para vocês também.
sexta-feira, 30 de março de 2018
Realmente importante, é saber que ainda há serviços onde os melhores são os escolhidos...
![]() |
| Via jornal AS BEIRAS. Para ver melhor, clicar na imagem. |
Deixa-me rir...
Ainda para mais, numa cidade como a Figueira!...
Contudo, uma mistura de juventude de espírito, irreverência, tempo livre e o gosto pela escrita, deixa-me com a presunção de que tenho algo para escrever.
Não ando por aqui para enganar ninguém.
Raramente escrevo sobre temas importantes e entusiasmantes, como, por exemplo, o futebol.
Tenho o mau hábito de escrever sobre temas suscitados pela actualidade, mas enfadonhos, como, por exemplo, o que se passa com a gestão de uma cidade, como a Figueira, e um País, como Portugal.
Ainda por cima, sem com isso acrescentar algo de relevante ao que é dito por outros comentadores - mais sábios e mais espertos...
A meu ver, porém, o DNA deste OUTRA MARGEM tem a ver com a sua falta de objectivos e interesses.
Este blogue existe, porque é um gajo como eu que o publica.
E porquê? Simplesmente, porque posso e quero. Quando deixar de poder, penso que não terei problema...
Este espaço não representa nada, nem sequer algo que tenha a ver com o exercício da minha liberdade, de algum direito especial, ou para ter o reconhecimento de alguém. É, apenas, o assumir da manifestação de uma vontade: a minha.
Que, apesar deste espaço estar quase a perfazer quase 12 anos de publicação diária, nem sequer, por vezes, é uma vontade por aí além...
Páscoa Feliz para todos.
quinta-feira, 29 de março de 2018
No país do faz de conta...
Podemos brincar de várias maneiras...
O que não podemos, e muito menos devemos, é viver no faz de conta...
Será um engano, meramente temporário.
Pagá-lo-emos com língua de palmo...
"Tribunal substituiu multa aplicada à Celtejo por repreensão escrita"...
O que não podemos, e muito menos devemos, é viver no faz de conta...
Será um engano, meramente temporário.
Pagá-lo-emos com língua de palmo...
"Tribunal substituiu multa aplicada à Celtejo por repreensão escrita"...
Que ber(i)a!..
Uma passagem de Beria, uma crónica de José Fernando Correia, publicada no jornal AS BEIRAS.
"Uma nota final que empresta certa «actualidade» à acção de Beria.
Ele terá sido, também, responsável pela organização de um laboratório especializado na produção de venenos, especialmente elaborados para a eliminação de «indesejáveis»…"
Em tempo.
Fumar era ber(i)a.
Deixei de fumar...
Beber era ber(i)a.
Continuei a beber...
Sexo era ber(i)a...
Deixei de ler.
"Uma nota final que empresta certa «actualidade» à acção de Beria.
Ele terá sido, também, responsável pela organização de um laboratório especializado na produção de venenos, especialmente elaborados para a eliminação de «indesejáveis»…"
Em tempo.
Fumar era ber(i)a.
Deixei de fumar...
Beber era ber(i)a.
Continuei a beber...
Sexo era ber(i)a...
Deixei de ler.
Prós e Contras, o humor de Joana Marques e as vacinas...
Pelo menos, todos temos de levar vacinas...
Fátima Campos Ferreira, esteve ao seu nível: "sempre muito interventiva"... E "forte nos ditados populares e nos comentários espirituosos".
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