"Na sequência do surpreendente comunicado tornado público pelo Senhor Presidente da Junta de Freguesia de São Julião, e no cumprimento do dever de esclarecimento e transparência perante a população, o Município da Figueira da Foz vem prestar os seguintes esclarecimentos relativos ao funcionamento da Unidade de Saúde Familiar de São Julião e ao estado do respetivo edifício.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2026
Município da Figueira da Foz esclarece situação do Centro de Saúde de S. Julião
sexta-feira, 4 de julho de 2025
Santana Lopes: “Isto era uma faca espetada no coração da Figueira”
Segundo publicação do Município figueirense, a inauguração da reabilitação do Edifício O Trabalho, agora Edifício Bellevue, realizou-se ontem e deixou satisfeito Pedro Santana Lopes, presidente da Câmara da Figueira da Foz, que participou na cerimónia.
“Isto era uma faca espetada no coração da Figueira, aqui no centro, e ao mesmo tempo é um exemplo para alguns, não investidores, mas especuladores, nem que seja às vezes com o destino das comunidades” frisou o presidente da autarquia, para quem o dia é foi de “festa para a Figueira da Foz”, festa realizada de “modo discreto”, e a ser ver “bem”, pois advogou “que na vida é bonito assim, deixar os factos falarem por si, sem se fazer muito alarido.”
quinta-feira, 3 de julho de 2025
Foi durante mais de 20 anos factor de preocupaão para moradores e comerciantes
(para ver melhor clicar na imagem)
Em declarações prestadas ao DIÁRIO AS BEIRAS em dezembro de 2017, o engº. Daniel Santos afirmou que o edifício “nunca devia ter sido construído. Não se trata apenas de um problemas estético, que retirou harmonia, trata-se de uma questão funcional, porque criou problemas de insolação, por causa do ensombramento que ele projecta nos outros edifício”.
O engº. Daniel Santos, por outro lado, apontou também problemas de funcionalidade, como o aumento do tráfego automóvel e a falta de estacionamento na zona, que “não tem capacidade para suportar a carga decorrente da ocupação do edifício”.
Na altura, o engº. Daniel Santos defendeu que “a construção daquele imóvel contribuiu para retirar entidade ao Bairro Novo".
Para memória futura, fica este CONTRIBUTO (SEM CANDURA) PARA A COMPRENSÃO DO EDIFÍCIO “O TRABALHO” de Nelson Fernades:
David Monteiro, num recente escrito dizia do edifício como centro comercial. “A ideia era interessante: um edifício no centro da Figueira, construído para albergar comércio, escritórios, estacionamento coberto e habitação. Para mais, estávamos no tempo da explosão das superfícies comerciais e a Figueira, evidentemente, não passou ao lado deste fenómeno”. Isto é, um dia alguém passou por ali olhou para aquele espaço e pensou. Aqui ficava bem um centro comercial. E vai daí construiu-se o edifício.
A análise de David Monteiro, e outras que tenho lido são de uma angelical candura. Porque há uma realidade subjacente que não é tão inócua quanto se pode pensar. Analisar o edifício “o Trabalho” isoladamente, sem o enquadrar no plano mais vasto da urbanização da Figueira da Foz do tempo é confundir a árvore com a floresta.
Dois pressupostos prévios. Não havia Plano Diretor Municipal, nem a Lei do Financiamento das Autarquias Locais estava em vigor. O autofinanciamento estava em voga, sobretudo através da venda de património. Para urbanização vendiam-se terrenos municipais, e autarquia que não tivesse terrenos vendia ar, através das construções em altura. Por outro lado o turismo de massas tinha os seus exemplos na Quarteira ou em Troia, pelo que a Figueira haveria que entrar na moda.
Sem falar das urbanizações dos subúrbios, (Tavarede, Vila Verde) ou na Encosta Sul da Serra da Boa Viagem, a malha urbana mais afetada foi a Marginal Oceânica, e, no seu seguimento a parte norte da Esplanada Silva Guimarães, e ainda o quarteirão do Hotel Portugal. A transformação da Marginal Oceânica iniciou-se com a construção do Hotel Atlântico, do lado sul, e depois de algumas vicissitudes, o edifício do J. Pimenta a Norte. Estes dois edifícios funcionaram como baliza para as cérceas. Assim estas, passaram então de seis andares para doze, e mais tarde completou-se a urbanização do gaveto na rotunda da Ponte do Galante, entre a rua de Buarcos e a Avenida 25 de Abril para sul. Com a urbanização do quarteirão do Hotel Portugal, e ainda com a “modernização” do edifício do Casino, ficou pronta a primeira fase da transformação que á época se desenhou para a Figueira da Foz.
Mas havia uma segunda fase que seria a Marginal Ribeirinha. Esta marginal envolvia a parte sul da Esplanada Silva Guimarães, o Mercado Municipal e os edifícios adjacentes, onde funcionava um colégio de freiras, casas de habitação e comércio. O edifício “o Trabalho”, e um outro prédio (o edifício Foz) situado no gaveto entre a rua da Liberdade e a rua Académico Zagalo, são a parte visível, deste projeto para a zona ribeirinha. Tal como para a Marginal Oceânica foram traçadas balizas a norte e a Sul, estes dois edifícios eram as balizas da urbanização virada á foz do rio.
Houve na realidade um contrato entre a Câmara e o promotor imobiliário, contrato esse que ainda hoje anda pelos tribunais, que envolvia a alienação do Mercado Municipal, cedendo a Câmara terrenos para a construção de novo mercado nos terrenos a norte do Parque das Abadias. Este, no seguimento da aquisição dos terrenos do mercado, adquiriu, por permuta, o colégio das freiras, (construindo o edifício da Casa de Nossa Senhora do Rosário na Rua José da Silva Ribeiro), e outros edifícios com limites no Passeio Infante D. Henrique e na Rua Francisco António Dinis.
Tal projeto foi inviabilizado porque os figueirenses se opuseram num movimento que abrangeu parte importante da sociedade da época, e obrigou a Câmara a abortar tal plano. Com efeito o Bairro Novo ficou praticamente sem residentes, o Casino alterou a sua oferta, o espaço para atividades terciárias foi exagerado, e o modo de estar dos “banhistas” alterou-se por completo. E do ponto de vista estético, estes prédios, incluindo o Casino obviamente, e também o posterior edifício da Ponte do Galante, noutra era, são daqueles que nenhum arquiteto reivindica a paternidade.
Em resumo, o edifício “O Trabalho” é o remanescente de uma urbanização abortada que compreendia mais cinco edifícios no espaço do Mercado Municipal e outro, ou outros, na parte do Passeio Infante D. Henrique.
Se deve ir abaixo ou não, confesso que não sei. Mas que não deve haver injeção de dinheiros públicos, não! Que o Hotel Atlântico é um caso de remodelação de sucesso, é! Que o proprietário deve ser o responsável pela solução, deve! Que enquanto não encontrar a solução deve ser bem sobrecarregado com IMI, e com a fiscalização severa do estado de conservação do prédio, deve!"
terça-feira, 15 de abril de 2025
Sindicato anuncia queixa à ACT contra Câmara da Figueira da Foz, por “enorme abuso de poder”
Via OBSERVADOR
«Segundo o STAL, cerca de 15 trabalhadores estão a ser maltratados pelo município da Figueira da Foz, que muda os locais de trabalho "a seu bel-prazer", configurando um "enorme abuso de poder".»
«O Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL) anunciou que vai apresentar queixa à Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) contra a Câmara da Figueira da Foz por violação das leis de trabalho.
A decisão foi transmitida à agência Lusa pela coordenadora regional de Coimbra, Luísa Silva, após um plenário dos trabalhadores do setor da limpeza e higiene realizado na manhã de ontem à porta dos Paços do Concelho daquele município do distrito de Coimbra.
“Vamos apresentar queixa à ACT pelo desrespeito com que a autarquia elabora as escalas e as faixas para os trabalhadores da higiene da Câmara, não respeitando os prazos”, explicou a dirigente sindical, salientando que os trabalhadores são informados na véspera dos locais onde vão prestar trabalho, “quando a lei geral diz que são sete dias”.
Confrontando pela agência Lusa com esta situação, o vereador Manuel Domingues, responsável pelos recursos humanos da autarquia, rejeitou as críticas e disse que as escalas eram feitas com a devida antecedência.
“Às vezes, podem acontecer algumas alterações por causa de algum evento, mas, por norma, as escalas são feitas com antecedência”, referiu o autarca, salientando que as rotações dos funcionários por vários locais acontecem essencialmente dentro da cidade.
Segundo a coordenadora do STAL de Coimbra, cerca de 15 trabalhadores estão a ser maltratados pelo município da Figueira da Foz, que muda os locais de trabalho “a seu bel-prazer”, configurando um “enorme abuso de poder”.
“A alocação dos funcionários aos espaços é feita de forma aleatória, conforme vontades e simpatias, sendo muitas vezes alterados os locais de trabalho de um dia para o outro, não se respeitando prazos nem a conciliação do trabalho com a vida familiar”, acusou a estrutura sindical.
Estes trabalhadores, além de manterem a limpeza no edifício da Câmara Municipal, prestam também serviço no Centro de Artes e Espetáculos (CAE), no Museu, nas Piscinas, nos vários balneários públicos das praias e jardins, e ainda nos campos desportivos.
A coordenadora do STAL, Luísa Silva, lamentou que tenha sido pedida uma reunião à Câmara Municipal há mais de uma semana e não tenha obtido resposta.
“A autarquia nem respondeu nem esclareceu, continuando tudo na mesma e a situação tem de ser resolvida”, frisou.
Segundo o vereador Manuel Domingues, o município da Figueira da Foz dá todas as condições de trabalho aos seus funcionários e que a reunião com o STAL deverá ainda realizar-se esta semana.»
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025
E o Paço de Maiorca aqui tão perto e esquecido Senhor Secretário de Estado do Turismo, Dr. Pedro Machado....
"Governo compromete-se com recuperação total do Hotel Turismo da Guarda e garante Solução final até março de 2025".
"Recentemente, o Hotel Turismo da Guarda foi o principal assunto de uma reunião de trabalho, seguida de visita àquela antiga unidade hoteleira da Guarda, com o presidente da Câmara Municipal da Guarda, Sérgio Costa, o Secretário de Estado do Turismo, Pedro Machado, o Presidente do Turismo de Portugal, Carlos Abade, o novo Presidente da ENATUR, Paulo Pereira Coelho e o Vereador do Turismo Rui Melo.Desta sessão de trabalho foi assumido o compromisso do secretário de Estado do Turismo na recuperação total do edifício do antigo Hotel Turismo, e não apenas parcial, como inicialmente ponderado no contrato de 2023. Os dirigentes asseguraram ao presidente da Câmara da Guarda que «o processo está em curso e que a solução final será apresentada até ao final do primeiro trimestre deste ano».
O atraso no desenvolvimento do projeto deveu-se, em grande parte, à formalização tardia do contrato de arrendamento promovido pela ENATUR, que só foi celebrado em outubro de 2023, apesar do Memorando de Entendimento ter sido assinado em janeiro do mesmo ano.
Recordamos que, há um ano, foi enviado um email pela ENATUR com uma pequena memória descritiva, apresentando apenas um conjunto de intenções para a recuperação do Hotel Turismo.
O anúncio representa um avanço real após um longo período de impasse de 15 anos, graças à determinação da Câmara Municipal da Guarda, que nunca deixou esquecer a importância deste projeto para o concelho e para a região.
Ao longo dos últimos anos, o Executivo Municipal liderou uma estratégia política de persistência e diálogo, mantendo o Hotel Turismo como uma prioridade no panorama local e nacional, e apelando repetidamente aos diferentes Governos para quebrar o ciclo de inércia.
Foi transmitido ao Governo e à ENATUR que se não apresentarem soluções concretas até ao prazo estipulado, a Câmara Municipal poderá exigir a devolução do edifício à posse do Município, onde já existem vários potenciais investidores prontos para avançar com projetos viáveis que devolvam o Hotel Turismo à sua função estratégica e ao serviço da comunidade."
O "Paço de Maiorca: um «charmoso» «crime financeiro» e «negócio ruinoso», que vem de longe e sem fim à vista...", está esquecido?...
quarta-feira, 4 de dezembro de 2024
PS/Figueira dividido na votação que aprovou Orçamento de 139 milhões de euros
Habitação, educação e saúde são apostas do município liderado por Pedro Santana Lopes
"A Câmara da Figueira da Foz, aprovou ontem o Orçamento para 2025 no montante de 139 milhões de euros, o maior de sempre, que prevê investimentos superiores a 59 milhões de euros.
O documento foi aprovado por maioria, com os votos contra de três de quatro vereadores do PS (o outro votou a favor), na continuação da sessão de Câmara iniciada na quinta-feira e que foi suspensa devido a dúvidas levantadas pelo próprio presidente da Câmara, Pedro Santana Lopes.
Os vários projetos com financiamento, sobretudo do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), fizeram crescer o orçamento para o próximo ano em mais de 44,9 milhões de euros relativamente a 2024, o que representa uma subida de 47,75%.
“O aumento de quase 50% é fruto do trabalho da equipa que luta pelos contratos que temos nas áreas da habitação, educação e saúde”, frisou hoje a vice-presidente Anabela Tabaçó, responsável pelo pelouro das finanças.
O documento inscreve 26,5 milhões de euros para a construção e reabilitação de habitação para arrendamento acessível, 19 milhões para reabilitação de estabelecimentos de ensino e seis milhões de euros para reabilitação e construção de equipamentos de saúde, que são os três principais eixos.
A rubrica dos transportes e comunicações prevê também um investimento significativo, com 13,5 milhões de euros, no qual se insere a construção da ponte Eurovelo sobre o rio Mondego.
O Orçamento prevê uma despesa corrente de 58,9 milhões de euros e despesas de capital na ordem dos 80,2 milhões de euros, que representam um aumento de 40,9 milhões euros (109%) face a 2024.
Na apresentação do documento, na quinta-feira, o presidente da Câmara destacou a “preocupação firme com o equilíbrio das contas no próximo exercício orçamental, apesar das crescentes solicitações e encargos com o pessoal”.
Apesar do orçamento ser o maior de sempre, Santana Lopes salientou que isso “não significa que seja despesista”.
Na reunião de ontem, o autarca disse aos jornalistas que tem sido feito um esforço para “procurar criar no Orçamento, nas receitas próprias, as disponibilidades para os projetos” que a Câmara pretende levar por diante.
O autarca justificou o grande volume de obra em 2025, ano de eleições autárquicas, com as evoluções do poder central nos programas de financiamento, “num tempo muito marcado pela espera das decisões do poder central”.
Uma das grandes obras do Orçamento para 2025 anunciadas por Santana Lopes é a construção de um edifício multiúsos, cuja localização está a ser estudada pelo executivo, mas que tanto poderá ser na margem norte do rio Mondego, como na margem sul.
Numa declaração de voto, a socialista Diana Rodrigues justificou o voto contra de três dos quatro vereadores daquela bancada com a “falta de orientação [do executivo] e a notória falta de vontade de dar à oposição as condições para o seu bom exercício”.
“Temos consecutivamente obras comprometidas não executadas, criando um comboio de supostos aumentos de financiamento e temos projetos que eram dados como vitais que aparecem e desaparecem de orçamento para orçamento”, criticou.
A vereadora do PS lamentou que “o maior orçamento de sempre não seja capaz de acomodar um benefício fiscal para os residentes [com a redução da variável do IRS], que não ultrapassaria os 200 mil euros”.
Em declarações à agência Lusa, a vereadora Glória Pinto, eleita pelo PS, disse que o seu voto favorável significa a “aposta num orçamento que revela investimento para a cidade que não pode ser ignorado”.
“Estamos a aproveitar verbas do PRR e de outros fundos comunitários que não podem ser desperdiçados e, além disso, foi acolhida uma proposta minha para a integração dos bombeiros sapadores”, sustentou.
O executivo liderado pelo movimento Figueira a Primeira, com o apoio do PSD, vai submeter o documento à aprovação da Assembleia Municipal, no qual o PS detém a maioria, numa reunião agendada para dia 20 deste mês."
domingo, 20 de agosto de 2023
"É uma ambição antiga dos figueirenses ligar a cidade à encosta da Serra da Boa Viagem através do corredor verde das Abadias" (II)
Aprovada em sede de reunião, foi publicada no Diário da República em 18 do corrente mês de Agosto.
A partir desta data, o Munícipio figueirense tem 5 dias úteis para colocar o documento em discussão durante um período de 20 dias úteis.
"Que todos juntos consigamos salvar o último pulmão da cidade!"
O presente político na Figueira, protagonizado por esta maioria absoluta presidida por João Albino Ataíde, vai ter um fim inesquecível.
A vantagem das profissões de fé, é esta: pode ignorar-se o óbvio, pelo menos, enquanto o peso da evidência não nos esmaga a ignorância.
Foi com estes pensamentos que, hoje à tarde, abandonei os paços do concelho da Figueira da Foz, depois de ter presenciado uma acesa, mas civilizada, discussão política, entre um cidadão informado chamado Luís Pena, que anda há décadas a exercer o seu legítimo direito de cidadania em defesa da nossa cidade e do nosso concelho, e o executivo de maioria socialista, presidido por um cidadão chamado João Ataíde que, em 2009, caiu de pára-quedas na Figueira.
Amanhã, haverá certamente mais pormenores do debate desta tarde.
Para já, por um lado, quero relevar a intervenção da vereadora da oposição Teresa Machado, de que destaco esta frase: «se se vender o Horto, vai-se cometer um erro tremendo, como aconteceu com o edifício "O Trabalho"».
Recorde-se que o único vereador que, na altura, votou contra a implantação daquele edifício que constitui um "pesadelo" para esta câmara e para os figueirenses, foi o eng. Abel Machado.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2023
Obras nas instalações da PSP... Será desta?
quarta-feira, 11 de janeiro de 2023
Paço de Maiorca deverá vir a ser vendido
Via Diário as Beiras
«O município da Figueira da Foz deverá avançar com a venda do Paço de Maiorca, depois de o relatório final da auditoria externa apontar uma estimativa de 3,5 milhões de euros para a sua requalificação.
O presidente da autarquia, Pedro Santana Lopes, divulgou hoje de manhã, em sessão de Câmara, o relatório da auditoria externa e anunciou uma proposta de venda do imóvel para ser votada na próxima reunião, que deverá passar pela alienação em hasta pública.
“Mesmo que tivesse 100% de financiamento, entendo que o município não deve fazer isso [avançar para a requalificação], pois é um peso muito grande”, disse o autarca aos jornalistas.
Segundo Santana Lopes, além da estimativa “por baixo” de 3,5 milhões de euros para a recuperação do edifício, o Paço de Maiorca representa ainda para o município um encargo de cinco milhões de euros, devido a uma parceria público-privada mal sucedida.
Em 2008, o município aprovou uma parceria público-privada para ali edificar uma unidade hoteleira, a obra acabou abandonada e o processo judicial que se seguiu terminou com o município da Figueira da Foz a ter de pagar cerca de cinco milhões de euros à massa insolvente da sociedade.
Além disso, está ainda em tribunal um recurso da Autoridade Tributária sobre um milhão de euros de Imposto sobre Valor Acrescentado (IVA), que a autarquia ganhou em primeira instância.
“O que é uma dor de alma é aquilo continuar a degradar-se, portanto, quanto mais depressa se vender, melhor”, sublinhou Santana Lopes, que rejeitou para o município a repetição de parcerias público-privadas, nem sociedades com privados.
O Paço de Maiorca, edifício do século XVIII, foi adquirido para o município precisamente por Santana Lopes há mais de 20 anos, na sua primeira passagem pela presidência da Câmara da Figueira da Foz.
Na reunião de hoje, Santana Lopes anunciou também a realização de uma auditoria à evolução da dívida da Câmara entre 1998 e a atualidade, cuja proposta será votada na próxima sessão.
“É o trabalho de que não prescindo, de conhecimento, que até pode ser contra mim”, salientou o autarca eleito pelo movimento Figueira a Primeira, que já exerceu o cargo de presidente entre 1997-2001.
A auditoria deverá durar entre quatro e cinco semanas, disse Santana Lopes.
“Por mais que eu peça aos serviços, não consigo ter uma resposta esclarecedora da evolução da dívida, nem há ninguém que me a consiga explicar”, justificou o presidente da Câmara.»
terça-feira, 4 de janeiro de 2022
A pesada herança do edifício "O Trabalho”: «...começaram as obras de reabilitação. A empreitada começou no interior....»
Via Diário as Beiras
Em tempo.- o vereador Carlos Monteiro… advogou «todos temos de ser proactivos».
quarta-feira, 25 de novembro de 2015
- a vereadora Ana Carvalho, deu conta que a seguradora Açoreana não tenciona reabilitar o Edifício O Trabalho.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2016
- "o prazo da licença para obras no Edifício O Trabalho caducou. Aliás, já caducaram todos os prazos a que o proprietário do imóvel, a seguradora Açoreana, recorreu."
sexta-feira, 29 de dezembro de 2017
- Autarquia pretende demolir o Edifício O Trabalho para cortar o mal pela raiz
quinta-feira, 8 de novembro de 2018
- "Novos donos querem reabilitar Edifício "O Trabalho"...
sexta-feira, 19 de abril de 2019
sexta-feira, 15 de maio de 2020
- O Edifício "O Trabalho" paga IMI?
- Novos proprietários do prédio manifestaram vontade em iniciar as obras brevemente
- Donos anteriores também apresentaram projetos mas não realizaram as obras.
quarta-feira, 17 de novembro de 2021
Um dia bem passado: uma visita ao Museu do Neo-Realismo em Vila Franca de Xira
O Museu do Neo-Realismo em Vila Franca de Xira, nas actuais instalações, foi inaugurado no dia 20 de outubro de 2007.
A iniciativa de criação de um Museu dedicado ao neorrealismo nasceu em Vila Franca de Xira na década de oitenta do século XX, da vontade de um grupo de intelectuais ligados ao movimento neorrealista, concretizado através da criação da Comissão Instaladora do Museu do Neo-Realismo e da Associação Promotora do Museu do Neo-Realismo (APMNR).
Em 1993 foi dado mais um passo com a abertura ao público do Centro de Documentação do Museu. O projeto do Museu foi evoluindo em torno da área arquivística e bibliográfica, porém, cedo enriqueceu e diversificou o seu património, desenvolvendo um vasto conjunto de coleções museológicas, com destaque para espólios literários e editoriais, arquivos documentais (impressos e audiovisuais), acervos iconográficos, obras de arte, bibliotecas particulares e uma biblioteca especializada na temática neorrealista.
Neste momento, estão patentes ao público as seguintes exposições:
“Jorge Vieira: Monumento ao Prisioneiro Político Desconhecido”.
Com curadoria de Leonor Oliveira e Paula Loura Batista, a Exposição tem como ponto de partida a emblemática obra de Jorge Vieira “Monumento ao Prisioneiro Político Desconhecido”, abrindo portas a uma reflexão mais alargada relacionada com a defesa dos valores da Liberdade e da Democracia, com a visão política do artista e com a forma como esta teve expressão no espaço público em Portugal.
"A Família Humana", que dá a conhecer a nova colecção internacional de fotografia do Museu do Neo-Realismo, centrada no período 1930-60.
Esta coleção foi formada com o contributo de Jorge Calado, conhecido curador e colecionador, e conta com cerca de 375 fotografias de mais de 175 artistas de 25 nacionalidades, que fotografaram em 60 países dos 5 continentes.
Vai estar patente ao púbico até 29 de maio de 2022.
Representações do Povo, que pretende reflectir como artistas próximos ou distintos do neorrealismo representam o povo, na relação com os seus diferentes contextos geográficos e históricos.
São seis os artistas e seis os conjuntos de obras, de Domingos António Sequeira a Graça Morais, passando por Rafael Bordalo Pinheiro, Augusto Gomes, Tereza Arriaga e Jorge Pinheiro. Através deles, o Povo irrompe: refugiados da Terceira Invasão Francesa, a figura derrotada ou ameaçadora do Zé Povinho, os pescadores de Matosinhos, os vidreiros da Marinha Grande, as «Marias» da aldeia transmontana do Vieiro, os camponeses da reforma agrária alentejana, na comovente alegoria a dois dos seus mortos.
A Exposição, que ocupa o piso 2 do Museu, é o resultado de um trabalho conjunto de seis comissários, Carlos Silveira, Pedro Bebiano Braga, João B. Serra, Laura Castro, Joana Baião e Raquel Henriques da Silva, a qual assumiu coordenação geral da mesma.
Patente até 10 de abril de 2022.
Pormenor importante: a entrada é gratuita.
sábado, 18 de setembro de 2021
Autárquicas 2021: inauguração de um edifício sede de uma Junta de Freguesia a oito dias das eleições!
Todos sabemos a forma como chegou a presidente de câmara.
Com a frontalidade que, presumo, embora não gostando de mim nem um bocadinho, me reconhece, digo-lhe que nunca fui seu admirador, enquanto político. Já agora, para ser completamente sincero, ainda menos o apreciei enquanto vereador e vice-presidente. E, ainda menos, desde Abril, de 2019, como presidente.
Esclarecido isto, o facto é que V.a Exa. é o presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz.
Na política, o Senhor e eu sabemos, que das palavras com promessas aos actos, vai uma enorme distância.
Na política, o Senhor e eu sabemos como é importante o parecer. Infinitamente mais que o ser.
Na política, o Senhor e eu sabemos como é importante a gestão da imagem e da agenda de que todos falam, mas poucos conseguem gerir e dominar.
Ambos sabemos que o concelho da Figueira, nestas autárquicas de 2021, vive uma campanha marcada por uma circunstância extraordinária - a candidatura de Santana Lopes -, não pelo facto de ser um ex-Primeiro-Ministro, mas por ter sido o político que, em 1997, tirou o PS da cadeira do poder autárquico, depois de cerca de 2 décadas de liderança.
A Figueira - e o concelho -, tem questões acumuladas por solucionar, por anos e anos de problemas empurrados com a barriga ou olimpicamente ignorados.
O Senhor está há 12 anos seguidos no Poder, 8 dos quais em maioria absoluta.
Sou franco: não confio na sua competência política, nem na competência da sua equipa de vereadores.
Desconfio também da competência da sua equipa. Desconfio ainda de muitas das medidas que anunciou, nomeadamente os objectivos da autarquia para 2020, em declarações aos jornalistas, na passagem de ano de 2019 para 2020.
No sector da saúde, onde é que está a solução para Maiorca?
Que eficácia tem a penalização do IMI para imóveis devolutos? Por exemplo, quanto é que pagam de IMI os proprietários do Edifício o Trabalho?
A limpeza de espaços públicos tem sido alvo de críticas. Que eficácia teve “a grande novidade de 2020", que foi o anúncio da Câmara "investir muito na limpeza do concelho, no sentido de que a Figueira da Foz seja uma referência de qualidade de vida, tendo a sustentabilidade sempre presente"?
Ao menos o concelho tem mais e melhor internet?
V.a Exa. sabe que não pode, nem tem condições para protagonizar a mudança que a Figueira precisa. Não é com uns remendos aqui, outros ali, uma gestão criteriosa de inaugurações, que se pode aspirar a uma reeleição.
Pode acontecer. Mas, se acontecer os figueirenses estarão a contribuir para adiar o desenvolvimento do concelho. Estarão a contribuir, ainda mais, para adiar o que é inadiável.
A situação do concelho é preocupante. Não basta, presumo eu, a oito dias da realização das eleições, inaugurar um edifício´sede de uma Junta de freguesia, para ganhar eleições.
Uma simples pergunta final: ao menos as obras estão terminadas no edifício sede da Junta de Freguesia de Vila Verde no dia da inauguração?
sexta-feira, 23 de julho de 2021
Telenovelas figueirenses: Edifício O Trabalho (episódio nº. 369)
SINOPSE DO EPISÓDIO DE HOJE, VIA DIÁRIO AS BEIRAS:
segunda-feira, 17 de março de 2014
- o vereador Carlos Monteiro… advogou «todos temos de ser proactivos».
quarta-feira, 25 de novembro de 2015
- a vereadora Ana Carvalho, deu conta que a seguradora Açoreana não tenciona reabilitar o Edifício O Trabalho.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2016
- "o prazo da licença para obras no Edifício O Trabalho caducou. Aliás, já caducaram todos os prazos a que o proprietário do imóvel, a seguradora Açoreana, recorreu."
sexta-feira, 29 de dezembro de 2017
- Autarquia pretende demolir o Edifício O Trabalho para cortar o mal pela raiz
quinta-feira, 8 de novembro de 2018
- "Novos donos querem reabilitar Edifício "O Trabalho"...
sexta-feira, 19 de abril de 2019
sexta-feira, 15 de maio de 2020
- O Edifício "O Trabalho" paga IMI?
- Novos proprietários do prédio manifestaram vontade em iniciar as obras brevemente
- Donos anteriores também apresentaram projetos mas não realizaram as obras
domingo, 11 de julho de 2021
Cabedelo: gastaram milhões de euros e não se lembraram sequer das casas de banho?..
![]() |
| Para ver o vídeo clica aqui. |
O que restou? Do que é que as pessoas se vão lembrar?
Não sei se é por ter me ter criado e crescido por ali, "à solta", mas do que me vou lembrar é de uma fatia que vai fazer parte do saque feito ao litoral, desde o Minho até ao Algarve.
A coberto das denominadas requalificações, sítios onde antes, e a pretexto da defesa da natureza, do meio ambiente e da protecção do ecosistema, nem sequer uma tenda de campismo selvagem se podia erguer, estão agora ocupados por urbanizações e resorts, mais as suas piscinas, campos de ténis e campos de golfe.
É disto que me vou lembrar quando pensar no Cabedelo de há 60 anos: da destruição do património natural comum para benefício de uns quantos.
quarta-feira, 26 de maio de 2021
Desorganização urbana
Foto retirada do facebook, via Isabel Maria Coimbra.
Tudo o que se queira. Do melhor da civilização urbana.
A Figueira está entregue aos bichos há muitos anos... E a periferia que se cuide: atenção aos terrenos da antiga Alberto Gaspar & Cª. Ldª...
Olhar para a Figueira, em 2021, chega a ser doloroso! A sucessão de crimes, desde Buarcos ao Cabedelo, passando pela Rua dos Combatentes, é qualquer coisa de chocante e revoltante.
Sinceramente, perdi a esperança de algum dia ver melhoras. Isto é a barbárie. Aquela visita de ontem ao reino do "breve" em estilo motard, acabou com o resto...
Em verdade vos peço. Em 2021, tentem evitar carreteiras que levem às urnas. Senão estiveram atentos, será a a própria barbárie que vão caucionar.
domingo, 2 de maio de 2021
Alguém sabe quanto é que custou o edifício sede da Junta de Freguesia de S. Pedro construído de raiz no mandato autárquico de 1986/1989?
6 264 contos!..
quinta-feira, 15 de abril de 2021
A pesada herança do edifício "O Trabalho”: "esta é a primeira vez que se passará dos projetos à acção"...
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021
Em dias assim, como o de hoje, é tão bom viver na Figueira. Quem sabe usufruir, goza tanto!..
Nesse dia, a 25 de Abril de 2006, já na Figueira havia carnaval todos os dias.
Eu não inventei nada.
Desde aí, se não todos os dias, quase todos os dias (com a gestão dos presidentes Duarte Silva e João Ataíde, ambos de boa memória, até aos dias de hoje, com o "tolerante" Carlos Monteiro...) a coisa funcionou na perfeição, pois a Figueira é uma animação constante.
É uma felicidade viver na Figueira: creio que seria impossível viver noutro concelho mais divertido do que este.
O OUTRA MARGEM, trouxe-me a possibilidade de ser muito acarinhado, muito bem tratado, muito incentivado e, sobretudo, muito tolerado.
A Figueira é um poço sem fundo no que à vida democrática diz respeito.
Dito isto, fica uma declaração de interesses: o autor deste blogue, considera que a saúde, a educação e os serviços básicos, constituem são direitos de todos os seres humanos e deveriam em Portugal ser assegurados pelo Estado. Mais: considera que a privatização da água e da electricidade foram uma boa merda que nos aconteceu, e foi uma maneira de fazerem pagar, à esmagadora maioria, muito mais por algo que é esssencial para as suas vidas, para gáudio e usufruto de uma minoria, muito minoritária.
Se me quiserem chamar comuna por causa disso, estão - não à vontade - mas à vontadinha.
No Diário as Beiras, temos mais um episódio da telenovelas figueirense: Edifício O Trabalho. Mais, uma vez nada de novo. "O gabinete de arquitetura que fez o projeto para a recuperação do imóvel informou, recentemente, a autarquia de que os proprietários, um fundo de investimento, já escolheu o empreiteiro e vai iniciar as obras." Portanto, é natural que "a carta enviada pelo gabinete de arquitetos à autarquia também não deverá entusiasmar os figueirenses, tantas foram já as vezes que tomaram conhecimento da mesma intenção".
No mais, três boas notícias e uma péssima. Vamos às boas:
1. "Há muito que não eram reportados tão poucos novos casos de covid-19 num só dia no concelho, mesmo tendo em conta que o número de resultados reportados pelos laboratórios ao fim semana é baixo."
2. O sol e o calor, qual primavera antecipada depois de semanas com chuva e frio, foram, no fim de semana, o pretexto para passeios higiénicos e corridas na marginal de Buarcos e da Figueira da Foz.
3. Revelando espírito empreendedor, "dois estabelecimentos da Baixa da cidade, durante o fim de semana, descobriram uma alternativa à proibição de servir bebidas ao postigo durante o confinamento, instalando máquinas “selfservice” de café, semelhantes às domésticas, no passeio."
Vamos à má: "A forte agitação marítima dos últimos dias destruiu o Poço do Guarda, na Praia da Cova, um ex-libris da Freguesia de São Pedro, no concelho da Figueira da Foz."
Nada que não fosse fácil de prever. Tal como a evidência há muito prevista da "erosão costeria estar a aproximar (perigosamente) o mar da zona residencial da Praia da Cova".
Portanto, de manhã não se esqueçam de ir à página do facebook da câmara (para ficarem a par da propaganda oficial do regime figueirense), passar os olhos pelos jornais que falam da Figueira. Já agora, se assim o entenderem, vão continuando a passar pelo OUTRA MARGEM...

















