Foto: António Cotrim/Lusa
"Vou tentar escrever isto no idioma comum da extrema-direita portuguesa: de há uns tempos para cá, não há um dia que não surja um novo tacho com a chancela do partido de André Ventura.
Na semana passada escrevi aqui sobre a nomeação da irmã de Rui Cristina, autarca eleito pelo CH para a CM de Albufeira, para um cargo na autarquia dirigida pelo irmão.
Dias depois foi a vez de Hugo Aires, militante do CH eleito para a Assembleia Municipal de Albufeira, ser nomeado diretor do Departamento de Projetos e Edifícios Municipais da autarquia.
E no final da passada semana, ficamos a saber que Rui Cristina, autarca que André Ventura foi recrutar ao “sistema”, nomeou mais uma militante do CH, Andreia Cópio, para o cargo de Chefe da Divisão de Águas e Saneamento.
Mas a distribuição de tachos a militantes e familiares de militantes do CH não se esgota em Albufeira.
Em Lisboa, onde o partido foi calorosamente acolhido como parceiro preferencial do PSD e de Carlos Moedas, porque, como sabemos, “não é não”, a indústria de utensílios de cozinha do CH soma e segue...
Acontece que Ventura, que faz do combate aos tachos uma (falsa) bandeira, não quis prestar declarações. Remeteu esclarecimentos para depois das presidenciais.
Sim, o mesmo André Ventura que anda por aí aos berros, a exigir que António José Seguro se pronuncie, imediatamente, sobre tudo e um par de botas, acobardou-se.
Sabes porquê?
Porque a luta de André Ventura contra o sistema tem a credibilidade da inocência de José Sócrates."
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