Recusar a partilha de informação sobre o financiamento dos partidos é uma delas. Não é um tema mobilizador à superfície, porém, diria eu, toca no nervo central da confiança política.
Para os partidos, as vantagens são evidentes.
Menos escrutínio significa maior margem de manobra, já que permite gerir apoios, donativos e relações com financiadores com menor exposição pública, reduzindo o risco de desgaste mediático e de leituras simplistas ou instrumentalizadas. A política exige responsabilidade acrescida, porque lida com o interesse público e, por isso, os códigos de conduta devem ser claros, os mecanismos de fiscalização eficazes e deverá existir comunicação frontal sobre financiamento. Nada disto é acessório, são condições mínimas de legitimidade. Digo eu e não creio que esteja sozinha."
1 comentário:
Sabes quem não quer? O paladino anti-corrupção em Portugal. Quando um líder de um partido propõe que o público e os jornalistas não tenham acesso a essa informação, é cristalino até para os mais burros, qual a intenção.
Mas sabe-se quem são, e esse é o melhor indicador da qualidade democrática deste partido.
Porreiro, pá!
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