"Transportai um punhado de terra todos os dias e fareis uma montanha." - Confúcio

quinta-feira, 29 de março de 2012

Eu não escreveria melhor

Hoje é dia de greve geral em Espanha. Contra a reforma laboral. Há oito dias, foi dia de greve geral em Portugal. Contra a reforma laboral. Ainda ontem, houve uma manifestação junto da Assembleia da República. Contra a reforma laboral.
Os controladores aéreos portugueses, que não aderiram à greve geral, convocaram cinco dias de greve para Abril. Porque continua o movimento sindical agarrado a velhas capelinhas? Porque não foi possível organizar uma grande jornada de luta ibérica? Quando compreenderão os sindicatos que só a globalização da força do trabalho poderá opor-se à globalização capitalista e que é urgente uma estratégia global?
Eu sei que é complicado. Afinal, ainda esta semana, João Proença (esse grandessíssimo humorista...), o novo porta-voz do governo para as questões laborais, fez questão de afirmar que a adesão à última greve «dita» geral foi a mais reduzida de todas as greves gerais organizadas pela CGTP.


Via abrasivo

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