"Transportai um punhado de terra todos os dias e fareis uma montanha." - Confúcio

terça-feira, 8 de agosto de 2006

A Associação Bodyboard Foz do Mondego


O Bodyboarding é um desporto radical, onde o praticante desce a onda deitado, de joelhos ou, em pé, numa prancha que tem medidas médias de 39 polegadas a 42 polegadas. Para auxílio da prática da modalidade o praticante, conhecido como bodyboarder, usa pés de pato - nadadeiras - que servem para auxiliar na entrada da onda e na execução das manobras.
A Associação Bodyboard Foz do Mondego, nasceu no ano de 1994 na cidade da Figueira da Foz. Viria a ser a primeira Associação/Clube exclusivamente dedicada ao Bodyboard.
Na época, já existia na Figueira um clube de Surf. Contudo, o Bodyboard não era visto com bons olhos. Face a isto, os primeiros e mais antigos bodyboarders, a primeira geração como é hoje conhecida, puseram mãos à obra e decidiram fundar a ABFM. Esses bodyboarders foram: Alfredo Coelho (Gudu), Paulo Pereira (Bola), Benjamim Cardoso (Benga), Nuno Trovão (Trovên), Rui Bronze, Miguel Oliveira (D`Boss), Pedro Grilo (Grigri), Gonçalo Alves (Gonças), Miguel Gravato (Graven), Paulo Gomes (Aviador), Paulo Jorge (Paulito) e João Paulo (Johnny).
Depois da legalização oficial, iniciou-se a angariação dos primeiros sócios.
No primeiro ano de vida, o objectivo da ABFM foi organizar um circuito intersócios de 3 categorias. As 4 etapas foram realizadas ao longo do ano nas praias da Figueira da Foz. Este circuito, de características orientadas para o Bodyboard, iria incentivar mais bodyboarders para a competição e divulgar a modalidade na área da Figueira. Ao mesmo tempo, ajudou a cativar mais jovens para a sua prática
No ano que se seguiu, surgiram alguns problemas para arranjar elementos para os corpos sociais, pois quase todos verificaram que tinham dificuldades em conciliar os estudos ou o trabalho com as actividades da associação.
Apesar das dificuldades, neste segundo ano de actividade estabeleceu-se como objectivo primordial, aumentar o número de atletas federados, o que viria a proporcionar à ABFM, uma maior participação colectiva e individual nos campeonatos nacionais.
Em 1996 alguns colaboradores da associação, por necessidades profissionais, tiveram que se afastar das actividades da ABFM.
Começava-se a sentir a necessidade urgente de renovar o grupo que trabalhava desde 94.
O ano de 1997 viu o renascer da ABFM pela mão do carismático Nuno Trovão, que praticamente pegou sozinho na organização do circuito intersócios e o pôs de pé. Este bodyboarder, tanto a nível nacional como europeu, começava a alcançar resultados de destaque, tal como outros atletas figueirenses, que apareciam a obter bons resultados em vários circuitos.
Os atletas começaram novamente a aderir à competição e o interesse dos patrocinadores aumentou. No início da época de 98, as coisas melhoraram: obteve-se o primeiro subsídio camarário, o circuito intersócios cresceu em qualidade, verificou-se maior adesão e conseguiram-se patrocínios. A ABFM teve o seu primeiro Campeão Nacional: Luis Pereira sagrou-se Campeão Nacional de Sub-18 num Circuito Nacional de Esperanças disputadíssimo, onde só na última etapa foram conhecidos os campeões. Mas não ficaram por aí. Tiveram atletas colocados nos Top-16 de Sub-18, Open e Europeu. O bodyboard figueirense começou a ter o seu espaço nos jornais e rádios regionais. O ambiente na comunidade de bodyboarders era festivo e sentia-se que se podia ir mais longe. O ano terminou com um grande jantar de confraternização, onde estiveram presentes todos as gerações de bodyboarders e os patrocinadores. Com os resultados obtidos no ano anterior, 1999 prometia. Foi equacionada, no início da época, a possibilidade de candidatura a algumas provas dos circuitos nacionais, o que constituiu uma novidade nas actividades da ABFM
1999, foi um ano decisivo.
Foi realizado o melhor circuito de sempre. Já com componente regional bem presente, com patrocínios de marcas nacionais, prémios por etapa, apoio da câmara e de juntas de freguesia, o Circuito Regional ABFM 1999 foi um sucesso. Em Outubro de 1999, o que no início do ano era mera possibilidade, tornou-se um facto e um marco na história da ABFM. Realizaram-se na Figueira da Foz os primeiros circuitos nacionais (Open e Esperanças) organizados pela ABFM em cooperação com a FPS. Só faltou o bom tempo para ser um grande sucesso, já que foram considerados pela Federação e pelos atletas os melhores campeonatos nacionais do ano. Foi mais um desafio ganho.
.Entretanto, a ABFM continua a sua profícua actividade.
O que está feito no passado e o que há para concretizar no futuro, são apenas peças de um sonho que é cada vez mais uma consoladora realidade.
Adoram o BB, que consideram ser muito mais do que uma modalidade desportiva: é uma forma de viver, uma filosofia de vida. São bodyboarders de alma e coração.

Um trabalho de PEDRO CRUZ
....................................................... Jaime Jesus, um campeão covagalense em acção

13 comentários:

Anónimo disse...

Um bom trabalho, uma excelente reportagem... Parabéns.
Mas, ó Pedro, já é tempo de mudares para o Sporting. É fácil, é só seguires o exemplo do teu tio...

Anónimo disse...

Bom trabalho Pedro.
Então e este não aparece no jornal fala barato?

Anónimo disse...

Bom trabalho Pedro.
Então e este não aparece no jornal fala barato?

Anónimo disse...

Muito bom trabalho
Excelente divulgação do que de bom temos na nossa terra.

Anónimo disse...

o jornal "Fala Barato" está aberto a todos os que queiram publicar os seus artigos.
Basta para isso enviarem os mesmos para o e-mail.

ofalabarato@gmail.com

ou entregar a qualquer um dos membros do Jornal.
Abraço

Anónimo disse...

Faço minhas as palavras do "linguarão de canudo".
Parabéns. Assim vale a pena ler o "blog". Muito bem.

Anónimo disse...

Aqui está um trabalho de um covagalense de gema,parabêns.
É de continuar, não te preocupes com as ondas, temos cá muitas neste magnífico Mar. Como diz o amigo barbas, "deixem jogar o Mantorras".

António Agostinho disse...

Caro e jovem Pedro:

Hoje, este Blog deu passo importante. Publicou o teu primeiro trabalho de grande fôlego.
Nestes 3 meses e picos tens sido de uma colaboração inexcedível.
Já passaste maus bocados. Por exemplo, só porque querias fazer uma inocente fotografia na praia da Cova, foste abalroado intempestivamente ... Valeu a tua educação. Parabéns.
Falar alto não é nenhuma qualidade e dá cabo dos nervos e das cordas vocais.
Enfim, estás a ganhar calo.
Por muito que custe a algumas figuras que prestam serviço em instituições públicas, a melhor maneira de "compreender" e defender o que gostamos , mas defendê-lo genuinamente, não é esconder as deficiências, as falhas, os males; pelo contrário, é expô-los. Objectiva e rigorosamente, mas expô-los. Para que se saiba - e para que se melhore.
Para defender o que gostamos, quem escreve só tem que respeitar as normas legais e, mais do que isso, seguir exemplarmente as regras éticas e deontológicas.
O fundamento destas - que podemos sintetizar na trilogia da defesa da liberdade, do apego à verdade, e do respeito pela dignidade da pessoa humana - é também o fundamento de uma sã convivência em democracia, num Estado de Direito.
Portanto, quem escreve não tem que ser "objectivo e rigoroso" porque, de outro modo, prejudica a imagem da sua Terra; tem que ser "objectivo e rigoroso" porque, de outro modo, não está a ser um bom escriba...
E, não o sendo, é neste âmbito que deve ser avaliado, criticado, contraditado; não noutro âmbito.
O Vasco Pulido Valente costuma dizer que o mundo está perigoso.
Eu diria que não está - o mundo é perigoso.
Um abraço e obrigado pelo teu entusiasmo, pelo teu incentivo, pela tua amizade e pela tua qualidade.
O Amigo António Agostinho

Anónimo disse...

~ "sonho-simplex" ~
"Estou a andar sobre o Mar
como vim aqui parar?
Ando sobre o Mar e não me afundo.
Ando pela água como se vidro fosse como vim aqui parar?
Se ando para a direita
começo a afundar
Se ando para esquerda começo a afundar
tenho que seguir em frente, não posso desviar
Se paro afundo, tenho que continuar
Como vim aqui parar?
Na práia gentes a brincar
que não me veem
grito e não me ouvem
como vim aqui parar?
Vejo um barco ao longe
vem na minha direcção
enfim estou salvo
é um barco laranja é o salvavidas
mas espera eles não me veem
é como as gentes da praia
e agora tenho que saltar
tenho que ensaiar
e salto, salto e vou bem alto
é isso, quando chegarem ao pé de mim, bem calculado, salto e passam,
espera vem gentes no barco,veem gentes sentadas em cadeiras corridas este barco não é o salvavidas, mas tem a mesma cor.
Estão já bem perto de mim tenho que saltar,tenho bem que calcular
é agora ,é agora..............."

ACORDA e vai trabalhar são quase nove horas,
está bem mas fica descansada aquele barco não vou apanhar, vi quem lá ía.
acordas-te virado ó Norte, tem cuidado com a estrada.

Anónimo disse...

Parabens!!!! "Mantorras"!!!!! Excelente Trabalho!!! Continua!!!

Anónimo disse...

Para o Rochedo (por onde é que tens andaddo?

Laranja laranja,
Verde limão.
Vagas há.
Borzeguim, um meião para não cortar a canela
Nas latas, no vidro...
Cotas reservadas, o cento todo
Per urbana limpeza
Laranja laranja,
Verde limão.

Podridão há.
Seletiva ou não, coleta de pá, de mão...
Requisitos então: mínima pretensão salarial,
Afro-ascendência;
Releva-se a antecedência criminal
Laranja laranja,
Verde limão.

Benefícios há!
Fila para a inscrição,
Carona no caminhão,
Uniforme fosforescente com o “luxo” dentro.
Lixo, forma reciclável de inclusão.
Laranja laranja,
Verde limão.

Anónimo disse...

Assim cresce uma ideia...A magia da palavra, da imagem e das ideias derrota a maldicência, a critíca apenas soez e sem nexo. Numa Terra onde nem se pode pedir um pouco de relva, a diferença resulta pela insistência, pela frontalidade, pela luta constante contra a indiferença de muitos, e pela falta de formação/educação e a "malparideza" de alguns que se acham donos do mundo.

Anónimo disse...

Caminho com as botas descarnadas no convés do meu brulote, pensando se tudo não será uma questão de semântica?.