domingo, 25 de setembro de 2016

Família (não estou a menorizar a família. Estou antes a valorizar sentimentos de solidariedade e de transparência, que nos são diariamente exibidos por eles...)

Também na Figueira, a realidade é aquilo de que nos apercebemos...

Marin Karmitz:

A propósito de um texto de António Durão...

“Depois de ver atentamente as entrevistas dadas pelos representantes de alguns partidos locais tendo como temática as próximas eleições, já tenho algumas certezas, que espero que sejam as mesmas que muitos eleitores como eu:
- Vou votar no projecto que me parecer mais real, pragmático, atingível (sem balelas e "cenas maradas" eleitoralistas), credível e com uma estratégia pura de desenvolvimento do meu concelho;
- Vou votar no projecto que tiver a equipa que eu veja que tem mais competências transversais para levar a estratégia planeada à execução;
- Vou votar no projecto que me der garantias de continuidade técnica onde não mudem cadeiras ao sabor das ideologias.
Como disse Marcelo Rebelo de Sousa precisamos mais de realidades do que ideologias.
Como em tudo, que ganhe o melhor (técnica e competentemente falando). Que ganhe a Figueira. O seu futuro começa a traçar-se já e poucos ainda se aperceberam disso. 1 ano passa num "tirinho"...”

Nota de rodapé.
João Ataíde, presidente de uma cidade que parou no tempo e apresenta o pior e mais descuidado visual de que há memória... Mas, tenhamos confiança na pureza dos ares da Figueira. São esses ares que nos confortam e predispõem  para o que aí vem... Contudo, temos de fazer por isso. Isto, sem esquecer que a força pode temporariamente vencer, mas nada consegue a longo prazo contra a razão. A História apresenta-nos imensos exemplos dessa prevalência. Nem sempre a razão vence no tempo útil da vida de quem a afirma, mas acaba por chegar sempre.

Não fui eu, que de política nada percebo, foi um ponta-de-lança, também no campo da política (onde também tem demonstrado uma invulgar versatilidade: consegue jogar ao ataque, recua à defesa e distribui jogo no meio-campo) do gabarito de António João Paredes, que disse que “ao fim de sete anos, o fato de autarca não assenta muito bem no dr. João Ataíde.”

Este executivo camarário, com a complacência da maioria dos restantes figueirenses, incluindo as oposições na câmara e na assembleia municipal, prossegue o seu caminho e objectivo.
Estou receoso, mas espero, que nos permitam que consigamos ter futuro e sobreviver, acima dos projectos deles para este concelho.
Entretanto, o desmantelamento prossegue. 

Continuamos na mesma... 
Que farei amanhã? Sempre a obsessão do calendário! Sempre a obsessão de projectos! E porque não viver e lutar contra esta fatalidade no dia de hoje?
Esse é que é o futuro. O momento é o futuro, que nos é permitido viver. 

A vida é breve, muito breve mesmo!
Portanto, ontem, hoje e amanhã são dias de viver uma vida.
A nossa meta, o nosso objectivo, não pode ser apenas o amanhã.
Claro que fazer projectos, idealizar situações, sonhar com modificações, é positivo. Mas, é tudo a ser concretizado amanhã!
Não nos podemos esquecer do hoje. É esse o nosso dia a dia...
Não é apenas um ano que passa num "tirinho"... É também a vida, a nossa própria vida...  

Quando na Figueira se podia ir ver os aviões!..

O Campo de Aviação Humberto da Cruz,  foi inaugurado a 18 de setembro de 1932,  num local mesmo em frente, para sul, da actual creche e jardim de infância do Centro Social da Cova e Gala, na ilha da Morraceira, Figueira da Foz. 
Na imagem, sacada daqui, vê-se um avião militar a aterrar no antigo aeródromo Humberto da Cruz.
A foto é de 1935 e foi publicada no jornal "Diário da Praia", suplemento de "O Figueirense", na sua edição n.º 15, de 23 de Agosto daquele ano.
Recordamos, o que escreveram Maurício Pinto e Raimundo Esteves, em 1943.
"Pode visitar-se a Figueira da Foz (…) pelo ar, o Campo de Aviação Humberto da Cruz que, logo que ampliado, constituirá a gare aérea do futuro".
Os grandes figueirenses também se enganam,  como provou o futuro...
O que prova também, na Figueira, que o futuro não existe.
O passado conhecêmo-lo, o presente vivêmo-lo e o futuro costituirá sempre, e ainda mais na Figueira do presente, uma abstracção.

Valha-nos a ironia...

"Aeroporto para a Figueira, já!", é o título de uma crónica de João Vaz, ontem publicada no jornal AS BEIRAS, que pode ser lida clicando aqui.
A crónica, a começar pelo título, está repleta de ironia... 
A ironia atinge apenas a inteligência. 
Inútil, portanto, desperdiçá-la com os que estão longe do seu alcance. 
Contra estes, ainda não se conseguiu inventar nenhuma arma. 
A prova, é que a burrice, na Figueira, tem sido invencível.
"Lembram-se do projecto de aeródromo para a Figueira? Uma ideia cujo «terraplano custou 300 mil euros”», tendo a câmara contratado o batalhão de engenharia de Espinho para o efeito. Anedótico. E hoje há ainda quem pense que o futuro da Figueira passa por aviões..."

Da série actualmente em exibição na Figueira, uma "cunha" para Miguel Almeida (continuação)...

Digno de uma cidade do terceiro mundo... Este cabo eléctrico estava assim há uns 2 anos! 
Depois de termos alertado em 24 do passado mês de Agosto, o cabo foi retirado, mas por pouco tempo. 
Realizadas que foram as habituais cerimónias de homenagem a Manuel Fernandes Thomaz, como a foto acima demonstra, voltámos ao cabo!..