quinta-feira, 22 de setembro de 2016

O plural de partido do centrão, é quadrilha...

Que "a democracia tem um custo" vai ser o argumento a atirar à cara de quem está contra o fim das restrições ao financiamento público dos partidos, no país onde desde 2009 o sector privado tem os salários congelados ou sofre aumentos simbólicos entre os zero virgula alguns e o um por cento. Logo seguido do inevitável "populista!"...
E que tal (ao menos...) um pouco de pudor e alguma prudência?..

Só consigo ser respeitoso quando não entendo nada... (II)


Portugal foi o país da OCDE onde a carga fiscal mais aumentou entre os baixos salários. 
Escândalo? 
Vergonha? 
Nada disso: foi no Governo de Pedro Passos Coelho. 
Alguma razão terá tido.  

A oposição figueirense a fazer-se à vida, tentando evitar a morte quase certa!..



Via Figueira.TV

"Evolução" na continuidade...

Nota de rodapé.
Mais do mesmo. 
O enorme potencial da Figueira, ano após ano, executivo camarário, após executivo camarário, continua a não ser devidamente aproveitado por quem tinha a obrigação de o fazer! 
É uma pena, mas é assim há dezenas de anos...
Enquanto quem vai passando pelo poder na Figueira não olhar globalmente para o concelho e exercer a governação da cidade e do concelho em função dos interesses - lojas, capelinhas, mercearias, seitas, amigos e outras minorias privilegiadas... - instalados, não passamos do tal ramerrame de que fala hoje no jornal AS BEIRAS o Rui Curado da Silva
A Figueira continua a "evoluir" na continuidade...
Seria tão bom que os figueirenses tivessem memória
Seria a partir dela que tudo poderia ser reconstruído. 
Ela - a memória - é a nossa base de sustentação.
Recordá-la no presente não é sinónimo de saudosismo, mas uma atitude de sobrevivência.
Até as más memórias nos são úteis...
Neste caso, ou se seriam!...

A um ano das autárquicas de 2017

Até este momento, o único candidato conhecido e assumido às autárquicas de 2017 à Câmara Municipal da Figueira da Foz, é o dr. João Ataíde.
Não foi proposto por ninguém, foi ele próprio que se apresentou.

Porém, depois de praticamente 7 anos no poder, continua a não se lhe conhecer uma ideia estruturante sobre e para a Figueira e o concelho
Que a cidade e o concelho têm potencial, já sabíamos, obrigadinho. 
Que a cidade e o concelho têm praias com vento, já sabíamos, obrigadinho. 
Que a cidade e o concelho têm o rio Mondego, já sabíamos, obrigadinho
Que o concelho tem lagoas, já sabíamos, obrigadinho.
Que a cidade e o concelho têm um porto comercial, já sabíamos, obrigadinho.
Que a cidade e o concelho têm um porto de pesca, já sabíamos, obrigadinho.
Que a cidade e o concelho têm um hospital, já sabíamos, obrigadinho.
Que a cidade e o concelho têm a serra da Boa Viagem, já sabíamos, obrigadinho.
Que a cidade e o concelho têm o CAE, já sabíamos, obrigadinho.
Que a cidade tem um casino, já sabíamos, obrigadinho.
Que a cidade tem um jardim municipal (sem coreto...), já sabíamos, obrigadinho.
Que a cidade e o concelho têm no Cabedelo um potencial enorme nos desportos de ondas, já sabíamos, obrigadinho.
Que o  concelho tem a mais alta taxa de desemprego do distrito, já sabíamos, obrigadinho. 

Mas sabemos mais: nada disto, a não ser a falta do coreto no jardim municipal, pode ser imputado aos 7 anos de mandato já cumpridos pelo dr. João Ataíde.  
O que vai valer em 2017 - e é nisso que pode confiar o dr. João Ataíde - é a memória curta dos eleitores do concelho da Figueira da Foz!

Na Figueira, o poder sempre lidou mal com a opinião livre...

Na Figueira quase toda a gente tem medo de assumir a sua opinião.
Contudo, numa cidade democrática, ter e dar opinião deveria ser a coisa mais banal. 
Quem não assume dar opinião, desconhece que uma opinião é  isso mesmo: uma opinião.

Numa cidade democrática, a  convivência saudável permitiria, exactamente, que se exprimissem livremente diferentes gostos, opiniões e pontos de vista.
Numa cidade democrática, isso seria naturalmente aceite como fazendo parte das liberdades e direitos de cada um de nós. 
Contudo, na Figueira, desde que me lembro, o poder sempre lidou mal com a opinião livre...

Na Figueira, sempre me preocupou a falta de opinião informada. 
As pessoas desconhecem e, mais que isso, não querem saber de factos que acontecem na política local e são fundamentais para as suas vidas. 
Este desconhecimento irrita-me... 

Numa cidade que ser quer moderna, a divergência de opinião entre pessoas nunca deveria ser motivo de preocupação. 
A diversidade é fecunda e criadora. 
Preocupante, é o menor respeito que o poder sempre demonstrou pela opinião discordante.
O pensamento único, sempre limitou e estreitou as soluções para os problemas que a Figueira precisa de resolver...
Mas, isso, interessa a alguns...