quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Constitucional chumba por unanimidade...

"Os 13 juízes consideraram que um corte de 10% nas pensões de aposentação, reforma e invalidez de valor ilíquido mensal superior a 600 euros viola o princípio da protecção de confiança."
Restam duas hipóteses:
1. Mudem a Constituição.
2. Ponham-se a milhas...

Este meu amigo Fernando é do "caracoles"... Gosto dele por ser assim

Carvalho da Silva, "O comunista morto"
Mário Soares - o gaveta-funda, lembram-se? - é um político bem-abrigado, que tem ultimamente apostado na muito ecuménica ideia de federar as esquerdas. Apesar de achar que um comunista bom é um comunista morto, Soares não se importa nada de até elogiar os comunistas (já elogiou, por exemplo, Álvaro Cunhal) mas - e é aqui que reside a sua intransigente coerência - só o faz desde que estejam mesmo mortos.
Talvez tenha sido por isso que um belo dia dirigiu rasgados encómios a Carvalho da Silva, quando este ainda era sindicalista.
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Mas agora Carvalho da Silva é professor universitário e investigador. E, para Soares, um príncipe encantado. Ou melhor, uma espécie de novo condottiere, mas desquerda. Mas não daquela esquerda que quer a sociedade sem classes e justiça, saúde e educação e oportunidades iguais para todos, não. Nem da que pretende uma maioria, um governo e um presidente, que é a única via de tornar tudo isso (ou parte) possível. Não - trata-se de uma esquerda diferente. Mais maneirinha. Mais fluidazinha. Enfim, mais pífia. Esta é uma esquerda que não pretende mudar nada. Muito menos perturbar os mercados.
O seu único desígnio confesso é “influenciar um futuro governo”. Exactamente. O sonho molhado de Soares.

Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz, parabéns pelos 131 anos de vida ao serviço de outra vidas...


O mar da minha Aldeia, esta manhã...

foto António Agostinho
Adoro o mar, em especial o da minha Aldeia...
Vivo perto dele e adoro-o. Adoro senti-lo, adoro o seu odor, adoro o se cheiro intenso e único -  adoro o mar!
Adoro passear pela beira mar e ver sempre à frente dos olhos aquele grandioso e imenso azul, intenso e brilhante, listado de branca e clara espuma.
Adoro o ar do mar, o ambiente marítimo.
Fascina-me e engrandece-me.
Por isso, esta manhã, apesar do rico dia de inverno que hoje temos, fui espairecer, levar na face com o vento forte, sentir o cheiro deste imenso mar azul, hoje,  listado de espuma branca.
É este ambiente que me ajuda a viver e a usufruir a vida.
Gostos simples os meus, como este fantástico ambiente marítimo, uma das poucas coisas  que tenho a sorte de ainda poder curtir de borla.
Melhor que isto, só talvez as Berlengas, pois  acho que não me daria lá muito bem com o  ambiente marítimo que se vive na Madeira.
Hoje.

O Natal é só para quem o Passos quiser!

Governo está a gastar mais com os assessores

Gostei de ler a crónica “Natal mais ou menos cristão”, de Rui Curado da Silva

“Uma mãe com uma filha menor, desempregada, sob a iminência de ser despejada de casa em pleno inverno, conseguiu manter o domicílio e a sua pequena célula familiar graças à intervenção e ao esforço de várias instituições de solidariedade social do nosso concelho.
No entanto, esta célula familiar era beneficiária do chamado “rendimento mínimo”: 90 euros por mês.
Uma fartura! Quando tomei  conhecimento deste valor, veio-me à memória uma rapsódia de discursos contra o “rendimento mínimo”. Um conhecido intelectual escreveu que os beneficiários do rendimento mínimo que tinham piscinas despoletavam a cólera dos pobres.
Uma jovem licenciada jurou-me que crianças ciganas do rendimento mínimo se exibiam frequentemente com notas de 500 euros.
Uma empregada de uma bomba de gasolina berrava no posto que se fosse primeira-ministra a primeira coisa que fazia era “acabar com o rendimento mínimo a esses malandros”.
Num país supostamente católico, esse discurso populista que atiça pobres contra pobres encontra paradoxalmente terreno fértil. O nosso vice-primeiro-ministro é um dos peritos desse desporto digno das arenas do Império Romano. Já aqui escrevi que não sou crente, mas ainda me recordo do que aprendi na catequese. Não foi nada disto. Já seria um grande progresso se nesta época natalícia os católicos (e não só) combatessem esse cínico discurso populista.
Poderá ser tão útil quanto oferecer um reconfortante pacote de arroz ao Banco Alimentar Contra a Fome.”

Em tempo.
Depois de ler este texto no jornal AS Beiras, até porque estamos numa semana um bocadinho mais crente, lembrei-me daquela espantosa tese hindu: o mundo nasceu como uma ilusão, mas Deus, compadecido das criaturas iludidas, fez com que o mundo se tornasse real.