quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Carlos Tenreiro, um cidadão pouco assertivo no que ao ruído diz respeito...

Mais ruído sobre o manifesto contra o ruído em redor do ruído

"Não há maneira de Carlos Tenreiro, cidadão por quem nutro apreciável estima, acertar com a resolução da difícil equação do ruído figueirense. Se em relação aos bares no centro da cidade considera que os decibéis em excesso fazem parte da própria vivência da cidade, são sinal de vivacidade e podem ser atenuados com a instalação de vidros duplos, vem agora o vereador do PSD mostrar o seu descontentamento com o excessivo ruído provocado pelas manifestações anti-touradas, que se desenrolam em simultâneo – espante-se! – , com as corridas de touros. Propõe Carlos Tenreiro que a autarquia intervenha nesta chatice, porque o som amplificado proveniente das manifestações “perturba o normal desenrolar da tourada”.
Ora, se não me falha o raciocínio, e salvo raras excepções, as manifestações têm precisamente essa particularidade de mostrar descontentamento através de uma assinalável adição de som e voz. Ou não vá dar-se o caso de passar despercebida.
Mantendo o raciocínio intacto, e não sendo um especialista na matéria, arrisco dizer que não haverá município legalmente habilitado a travar ou a fazer deslocar no tempo esta ou aquela manifestação. De qualquer forma, seria interessante concretizar a sugestão de Carlos Tenreiro (A CMFF não pode consentir nem autorizar a realização simultânea de dois eventos que se perturbam mutuamente)  e impedir a realização de ambos os eventos.

Mais acrescento a todo este barulho que a própria organização das touradas tem contribuído para – perdoem-me o pleonasmo – o avolumar de volume, ao tentar abafar a manifestação com… mais barulho amplificado, ao ponto da vereadora Ana Carvalho salientar que “perturba o bem-estar… animal”, ao que o presidente acrescentou “… e pessoal”.
E para compor toda esta tourada, há um Carlos Monteiro “solidário” com a questão do som amplificado, pois tem instalado à sua porta um megafone com um homem agarrado (ou será ao contrário?) a moer-lhe o juízo quase diariamente, pedindo por favor que se demita.

Contas feitas na equação, Carlos Tenreiro está nitidamente a pedir que lhe enviemos um orçamento para a instalação de vidros duplos no Coliseu Figueirense. Mas penso não ser muito sensato acrescentar mais ruído a toda esta inóspita barulheira. Há com certeza 1001 coisas mais pertinentes a apoquentar os figueirenses."

Ou Vai Ou Racha...

Mensagem de José Elísio Ferreira de Oliveira quanto às celebrações da freguesia de Lavos e dos 500 anos do foral.

"CONSTATAÇÕES
Nunca fui homem, nem jamais serei, de atirar a pedra e esconder a mão. Sempre aceitei a crítica quando séria e frontal, e nunca a deixei de fazer sempre que me parece ser meu dever fazê-la. Às claras!
Assinando sempre por baixo.
Tivemos recentemente em Lavos um acontecimento que se reputava de grande momento cívico, cultural e histórico – o assinalar da passagem dos 500 anos de Foral Novo concedido, em Évora, por El-rei D.
Manuel I.
Era o momento ideal, um momento único, para que a nossa Autarquia fizesse um esforço supremo para unir os Lavoenses e os diversos lugares da Freguesia. Infelizmente a Autarquia enveredou por outros caminhos. Manteve-se na senda do divisionismo, do confronto partidário e da afronta menor e desnecessária
e, o resultado desta forma de actuar foi que aquilo que poderia ter sido um êxito foi um fiasco, na minha opinião. Ora então vejamos.
A Junta de Freguesia e a Comissão Organizadora, ao não escolherem o Largo dos Armazéns ou o Largo da Igreja para a realização da celebração dos 500 anos de Foral, logo admitiram temer o fracasso enfiando o evento naquele espaço exíguo e ainda parcialmente ocupado pelas barracas e cenários. Aí pouco mais de uma centena de pessoas já lhe emprestava um ar digno. Foi o primeiro fiasco!...
O Desfile Quinhentista, que era sem dúvida um dos momentos altos do Programa, teve umas duas dezenas de figurantes a desfilar por algumas ruas de Santa Luzia que, aliás, estavam praticamente desertas à sua passagem. E nas janelas apenas uma mão cheia de colchas…. Foi um fiasco!...
A Ceia Manuelina, que deveria ser outro momento alto, não registou a presença de pessoas com inscrições e a mesa acabou ocupada pelos elementos do grupo que foi contratado e pago para animar o acto.
Outro fiasco!…
Na Missa Campal, que deveria ter sido outro momento alto, estiveram tantos ou menos fieis do que habitualmente na missa dominical que se celebra na Igreja Matriz. Mais um fiasco!...
A única coisa que esteve razoável, pelo menos do ponto de vista de campanha eleitoral, foram os jantares nas tasquinhas; um número razoável de pessoas ali foi, comeu e foi embora. É claro que as colectividades (apenas 4 das 9 que há na Freguesia) é que “safaram” a situação e, destas quatro, algumas até lá estiveram por serem masoquistas, pois quanto mais “porrada” levam da Junta de Freguesia, mais disponíveis estão para “alinhar”. Aqui tenho que tirar o chapéu à Senhora Presidenta da Junta. Segue a política que, um dia, um Senhor Presidente da Câmara da Figueira da Foz me recomendou. Dizia-me ele: - “Você não pode dar tudo o que lhe pedem. O povo quer um pão numa mão e um chicote na outra.” Nunca alinhei nesta
filosofia mas, se calhar, o homem até tinha razão.
Até à próxima!.."

José Elísio Ferreira de Oliveira

Ainda o tarifário da água no concelho da Figueira da Foz...

Um documento datado de 21 de Novembro de 2018 que é importante ler com atenção...

Trata-se de um assunto sério: os cuidados de saúde prestados aos moradores do sul do concelho


Posto Médico do Paião está em obras ...
As pessoas são encaminhadas para a Marinha das Ondas.

Posto Médico da Marinha das Ondas não tem pessoal administrativo...
As pessoas são encaminhadas para Lavos.

Centro Saúde de Lavos, perante esta procura, tem dificuldades em dar resposta... 

Resultado: os utentes do Serviço Nacional de Saúde do Paião, Marinha das Ondas e Lavos, têm de ter paciência e aguentar.

Enigma: onde está e o que está a fazer, o pessoal administrativo do Paião, se o Posto Médico está encerrado e a Marinha das Ondas não tem pessoal administrativo e, por isso, não pode funcionar?

Esperança: vou continuar a acreditar, que o bom povo um dia será mais inteligente e elegerá pessoas capazes.

"O pai desempenhava as funções há 16"!.. Isto é algum padrão? O que regula o funcionamento das autarquias não é a lei? É isso que está em causa...

Presidente da Junta afirma que contratação do pai “não prejudicava ninguém”

"A presidente da Junta de Freguesia de Quiaios afirmou ontem, em tribunal, que não lhe «pareceu mal» contratar o pai para realizar os trabalhos de manutenção da Piscina de Quiaios. «Não estava a beneficiar ninguém, nem a prejudicar. Não tirei de lá ninguém para pôr o meu pai», salientou Maria Fernanda Lorigo, no início do julgamento em que é arguida, juntamente com Carlos Alberto Patrão (secretário) e Ana Raquel Guerreiro (tesoureira, à época dos factos).

Acusada em co-autoria com os outros dois arguidos de um crime de prevaricação de titular de cargo público, um crime de participação económica em negócio e um crime de abuso de poder, a autarca eleita pelo PS recordou que o pai desempenhava as funções de manutenção da piscina «há 16 anos». «É uma referência em Quiaios» nesta matéria, reforçou."

A felicidade é uma obra muito grande...

"Eu não gosto de falar de felicidade, mas sim de harmonia: viver em harmonia com a nossa própria consciência, com o nosso meio envolvente, com a pessoa de quem se gosta, com os amigos. A harmonia é compatível com a indignação e a luta; a felicidade não, a felicidade é egoísta."
José Saramago

João Pedro Mésseder, Ana Biscaia e Joana Monteiro distinguidos em Moscovo

Via AbrilAbril

"O livro Clube Med de João Pedro Mésseder, Ana Biscaia e Joana Monteiro foi galardoado no concurso internacional de ilustração e design de livros, na Feira Internacional do Livro de Moscovo.
Créditos/ Edições Xerefé

João Pedro Mésseder escreveu, Ana Biscaia ilustrou, Joana Monteiro desenhou o livro que «queima». Um comunicado das edições Xerefé enviado ao AbrilAbril refere que a obra «fala sobre o tempo presente, sobre o mundo trágico que habitamos. O Mar Mediterrâneo cemitério de pessoas refugiadas. E a Europa a devorar-se a si mesma»
Co-editado pela Editora dos Tipos, Club Med foi galardoado com um diploma na 12.ª edição do Concurso Internacional de Ilustração e Design de Livros Image of the book, na categoria livro de autor. 
Participaram com os seus trabalhos mais de 600 artistas oriundos de Moscovo, São Petersburgo, Arkhangelsk, Volgogrado, Yekaterimburgo, Irkutsk, Krasnoyarsk, Yakutsk, e de outras cidades da Rússia, e também da Bielorrússia, Ucrânia, Bulgária, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Itália, Portugal e Grã-Bretanha.
A concurso estiveram ainda livros ilustrados provenientes de países como a Lituânia, Polónia, República Checa, Suíça, Austrália, Irão, Líbano, Canadá, EUA, Brasil, Colômbia, Argentina e África do Sul."

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Viatura do Bombeiros Voluntários capotou na rotunda da Gala, quando ia combater um fogo na Marinha das Ondas...

Saúde na Marinha das Ondas...

Consequências do turismo chunga


Querem enganar quem?
Em que cidade, que tenha oferta turística de qualidade, as reservas são feitas no mês de Agosto?
A verdade é que o turismo na Figueira é de qualidade muito inferior ao que já foi. No concelho, em particular, na cidade, temos um turismo rasca, senão mesmo chunga.

No turismo, como em qualquer negócio custa muito criar uma marca. E a Figueira da Foz, que já foi uma marca no turismo nacional – e muito importante –, hoje é um destino banal. Sem essa imagem de marca de qualidade, não é capaz de atrair alguns segmentos de clientes mais exigentes e com maiores recursos financeiros.
A verdade, é que é nos consumos dos que nos visitam, que vemos o poder de compra dos turistas que escolhem a Figueira da Foz. A verdade salta facilmente à vista: basta uma visita a um qualquer supermercado do concelho para se perceber o padrão de educação e de consumo.

É natural que alguns empresários do fast-food de ocasião estejam radiantes com esta evolução...

Dar com uma e receber com a outra...

A caridadezinha, a generosidade em geral, são recompensadores.
O que é uma contradição. 
Do verdadeiro altruísmo nenhuma recompensa se deveria esperar.
Porém, são esses mesmos, os chamados altruístas, se não forem reconhecidos e retribuídos, que se apressam a falar de ingratidão.

Nação valente e imortal

"(...) E vocês a queixarem-se sem vergonha, e vocês cartazes, cortejos, berros. Proíbam-se os lamentos injustos. Não se vendem livros? Mentira. O senhor Rodrigo dos Santos vende e, enquanto vender, o nível da nossa cultura ultrapassa, sem dificuldade, a Academia Francesa. Que queremos? Temos peitos, lábios, literatura e os ministros e os ex-ministros a tomarem conta disto. Sinceramente, sejamos justos, a que mais se pode aspirar? O resto são coisas insignificantes: desemprego, preços a dispararem, não haver como que pagar ao médico e à farmácia, ninharias. Como é que ainda sobram criaturas com a desfaçatez de protestarem? Da mesma forma que os processos importantes em tribunal a indignação há-de, fatalmente, de prescrever. E, magrinhos, magrinhos mas com peitos de litro e beijando-nos uns aos outros com os bifes das bocas seremos, como é nossa obrigação, felizes."

António Lobo Antunes

terça-feira, 10 de setembro de 2019

Ainda se lembram da passagem de Santana Lopes pela Figueira?

No tempo em que a imprudência podia facilmente confundir-se com coragem: "Santana Lopes gastou sempre o dinheiro que não tinha"...


Figueira da Foz – Tribunal decide sobre o pagamento da ponte do Rio Pranto


"Os presidentes das câmara da Figueira da Foz e Soure decidiram recorrer ao tribunal para resolverem a dívida de 260 mil euros reclamada pelos figueirenses, relativa à construção da ponte sobre o Rio Pranto que liga os dois concelhos através da Borda do Campo e Vinha da Rainha. Os custos foram partilhados, por partes iguais, pelas duas autarquias.

A decisão de recorrer à justiça foi tomada de comum acordo, como fazem questão de frisar ao DIÁRIO AS BEIRAS os presidentes da Figueira da Foz, Carlos Monteiro, e Soure, Mário Jorge Nunes, já que a autarquia sourense não tem documentos que sustentem o pagamento do montante reclamado. A ponte foi inaugurada, em 2003, pelos antecessores Duarte Silva (a empreitada fora lançada por Pedro Santana Lopes) e João Gouveia.

Carlos Monteiro e Mário Jorge Nunes necessitaram, portanto, da ajuda arbitrária judicial para resolverem o assunto. Soure nunca se recusou a pagar, mas não pode fazê-lo enquanto não tiver suporte legal, uma vez que a Figueira da Foz não lhe enviou a documentação que possa justificar o pagamento."

O dogma do pluralismo na comunicação social

Reflectindo sobre a liberdade da comunicação social nos dias de hoje, será demasiado falar actualmente numa censura à liberdade de imprensa. 
No entanto, os jornalistas, hoje, também não são completamente livres para informar, sobretudo de forma isenta. Pode estar aqui, eventualmente, um dos motivos que explica a actual crise no sector e que leva cada vez mais pessoas a abandonar precocemente a profissão.

A democracia portuguesa, nestes 45 anos, construiu alguns dogmas.
Um deles, é o mito  da pluralidade dos órgãos de comunicação social.
Tal, não passa de uma farsa que apenas serve para enganar os cidadãos. 
Compreendo que existam jornais que apoiem autarcas. Compreendo que haja jornais que tenham tendência política e que defendam aqueles que apoiam por uma questão de afinidades políticas, familiares ou económicas.
Contudo, não tenho ilusões. Esta farsa  do pluralismo na comunicação social tem servido apenas para iludir a realidade e para que os jornais possam fazer o seu jogo de manipulação da opinião pública, algo que é mais fácil de conseguir sob o disfarce do pluralismo. Não admira que alguns jornais, quando sentem que estão a perder audiência e credibilidade tenham repentinas crises de pluralismo. Que, porém, costumam durar pouco... Não mais de uns mesitos!

Sublinhe-se que nada na lei obriga os patrões da comunicação social a serem exemplos de convicções democráticas. Aliás, não é um ingénuo  qualquer que tem categoria para dirigir um jornal. 
Infelizmente, no Portugal de Abril, nem toda a gente está à altura ou tem a classe do dono da Impresa e de alguns patrões da comunicação social que Portugal teve durante a ditadura. Sim, estou a referir-me, por exemplo, a Balsemão e a António Ruella Ramos, empresários que fizeram da imprensa o seu modo de vida e a sua paixão. 

Apesar do poder da comunicação social, nada na lei portuguesa impede que os patrões da comunicação social sejam donos de empresas que vivem de negócios com o Estado ou com autarquias.  É neste quadro de conflitos de interesses que devemos escrutinar a orientação redactorial de muitos órgãos de comunicação social.
Quem assistiu ontem à reunião de câmara e passa hoje os olhos pela imprensa, verifica que a oposição tem dificuldade em passar as suas posições para além das paredes do município. Porém, a oposição hoje tem algo que poderia aproveitar e, pelo menos na Figueira, aproveita pouco: as redes sociais.
Hoje, a oposição, se quisesse ser activa nesse campo, escusava de andar a queixar-se e a pedinchar junto da comunicação social.

A melhor resposta a dar à comunicação social do regime é o boicote: não ler, não assinar e não comprar a quem lhes paga publicidade. 
Para o poder, uma boa e amiga comunicação social é a que está falida, ou em grandes dificuldades económicas. 
Se acabasse, não provocaria, por isso, mais prejuízos ao concelho e à democracia.

EN 109: e até agora nada....

Via Diário as Beiras


Nota OUTRA MARGEM.
1. quinta-feira, 31 de março de 2016: "Início das obras de requalificação da EN 109 agendado para 2017".
2. sexta-feira, 22 de junho de 2018: 109 vai ter obras de beneficiação...

3. terça-feira, 24 de julho de 2018: 109 vai ter obras de beneficiação... (II) 

4

Não acham isto estranho?

Via Público

"António Costa, primeiro-ministro e secretário-geral do PS, aproveitou um comício em Vila Real, no passado sábado, para defender a criação de um Erasmus interno, para atrair jovens estudantes para territórios do interior. Um dia depois, o líder do PSD, Rui Rio, veio sugerir que a ideia foi copiada de uma proposta social-democrata apresentada “há meses largos” e agora vertida no programa eleitoral. Essa proposta foi mesmo apresentada na Assembleia da Republica e chumbada por PS, BE, PCP e PEV, com a abstenção do PAN.

O projecto de lei do PSD que propunha um Erasmus Interior fazia parte de um pacote legislativo apresentado na Assembleia da República, em Março deste ano, pelos sociais-democratas para o Ensino Superior. A iniciativa foi chumbada pelos socialistas (só PSD e CDS votaram a favor) com o argumento de que a proposta “não acrescentava nada à estratégia” colocada em marcha pelo Governo de incentivar jovens a estudarem em instituições do interior."

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Haja decência...

A promiscuidade entre poderes políticos e religiosos só poderia existir em Estados teocráticos. 
Portanto, para encurtar texto, para mim é completamente inaceitável esta promiscuidade num Estado laico, como é Portugal.
Hoje, Casimiro Terêncio, publicou o seguinte post:


Há limites para o populismo.
O São Pedro da minha Aldeia sabe muito, porque é velho.
Já viu de tudo ou quase tudo. 
Desde ser seguido por um «enfant terrible» do PSD, em 1997, Santana Lopes de seu nome, que, aliás, teve uma carreira política sempre marcada pela polémica...

Senhores políticos locais.
Entendam isso como uma moda.
Utilizar uma pura manifestação popular e de profunda convicção religiosa para fins de campanha política, é ultrapassar os limites da ética e da decência.

É verdade que o sol quando nasce é para todos... Só que não à mesma hora...

Imagem via Diário as Beiras

A ética, sendo a distância que medeia entre o bem e o mal, não é universal.
Pode ser um conceito próprio a cada um, definível de acordo com o que caiba no tamanho das suas consciências.
A culpa não é objecto mas só sujeito. Não pode ser recebida mas só assumida. Não acontece pela consciência dos outros mas apenas pela nossa.
Só é culpado quem se sente culpado. Mas, na vida pública existem leis...

Acesso ao Cabedelo: durante o mês de Agosto a via de acesso esteve inundada de areia... Hoje, começou a limpeza. Vais mais tarde que nunca!

Na política, o habitual é fazer homenagens tendo em conta, além do mérito, o sentido de oportunidade?..

Amadora, 1974

Portugal é campeão europeu de futebol de praia pela sexta vez ao bater Rússia

A formação das “quinas” já tinha conquistado a competição em 2002, 2007, 2008, 2010 e 2015.


domingo, 8 de setembro de 2019

Merecimento...


A felicidade nada tem a ver com merecimento. 
A vida nada tem a ver com merecimento. 
O mal nada tem a ver com merecimento.
O amor nada tem a ver com merecimento.  
Coisas más acontecem a pessoas boas e isso não tem a ver com merecimento. 
Coisas boas acontecem a pessoas más e isso nada tem a ver com o merecimento.
A dor também nada tem a ver com o merecimento: suporta-se.
Quantas vezes for preciso.

"ALGUÉM QUE PONHA MÃO NISTO, SE NÃO FOR PEDIR MUITO!"

"O texto é extenso mas não perdem nada em lê-lo todo." 

Via José Luís de Sousa.

Não existem paixões maduras. Todas as paixões são adolescentes. Nascem adolescentes e morrem adolescentes...

«Pastel de Tentúgal não é uma das “7 Maravilhas Doces de Portugal”»!..

"A gala final do concurso nacional, transmitida em directo pela RTP1, foi “trazida” até Montemor-o-Velho pela autarquia que admitiu ter negociado esta cerimónia “até ao último cêntimo” – todo o evento teve o custo de 100 000 euros (metade paga com apoios).
Apesar desta “derrota”, Montemor está em festa até 15 de Setembro, com a edição de 2019 da Feira do Ano | Festas Concelhias."

Desgraçados de nós, vítimas do sistema, coitadinhos sem solução...

Um País não é um Governo: é um Povo.

Portugal tem o País que merece.

Ouvido ontem, dito por alguém que me surpreendeu...

"Nunca fui comunista. Nunca serei comunista. O comunismo sempre me pareceu contra-natura e creio que já tivemos respostas empíricas em número suficiente para não insistirmos na mesma asneira. Dito isto, é provável que vote no PCP nas próximas eleições legislativas se até lá conseguir evitar declarações de dirigentes do partido sobre política internacional."

Bom domingo

sábado, 7 de setembro de 2019

Em algumas culturas o valor atribuído à palavra dada é especialmente importante...

Presidente da Cooperativa de Produtores de Peixe Centro Litoral foi condenado...

Maravilhas doces de Portugal...

Implacável. Livre. João César Monteiro nasceu a 2 de Fevereiro de 1939, morreu a 3 de Fevereiro de 2003...

Isto é preocupante, para quem acredita no diálogo e no funcionamento democrático das instituições...

Via Na Ponta da Língua
Nota OUTRA MARGEM
A Figueira, a meu ver, por culpa dos figueirenses, tem uma apetência especial para o abismo. Em 45 anos de vida democrática, escolheu quase sempre os menos capazes, os mais incompetentes, os menos cultores do diálogo democrático, os mais esbanjadores dos recursos públicos. Enfim, os figueirenses fizeram escolhas no mínimo infelizes.
Algo, portanto,  não corre bem há muito tempo. 
Os que ganham com maioria absoluta são os que o povo deseja e escolhe. Contudo, isso é  questionável. Vivemos num concelho onde foi imposto o silêncio a quem discorde. 
Estar ao lado dos poderosos traz vantagens. Estar do lado da razão, temos pena, mas só traz prejuízo.
Se a democracia estivesse a funcionar na Figueira, o lógico seria provarem que têm razão.
Em vez disso e porque já não sabem (ou nunca souberam) viver em democracia, recorre-se a manobras de diversão
Como classificar, se não como um pérfido sentido de humor, depois de ter sido alertada há anos e não ter respondido,  que  "a câmara tenha proposto ao movimento ambientalista Parque Verde que indicasse uma solução para o problema do freixo, do largo de Santo António, a árvore mais antiga do concelho, cujos custos serão suportados pelo município"?
Os que exprimem opiniões e colocam questões são incómodos. O  verniz democrático estalou. Quem está atento, já deu pela escalada de agressividade que se vive na vida pública figueirense. As sessões do executivo camarário, de Maio para cá, são disso um bom exemplo.
Porém, isto tem um lado positivo: coloca a nu o desespero de quem tem medo do debate democrático...
O que se lamenta. A grande virtude da democracia é o debate livre de ideias. Seria desse debate que nasceriam as melhores decisões para a cidade e o concelho. Seria graças a esse debate que  os cidadãos poderiam dar um contributo importante para a escolha  dos projecto que seriam melhores e mais capazes para promover o desenvolvimento colectivo. Na Figueira, em 2019, é um assunto da ordem do dia questionar o poder sobre a saúde da democracia.

A Figueira é uma cidade muito acolhedora: até eu me sinto parte desta cidade... E nem preciso de avença.

De harmonia com o que pode ser lido no DIÁRIO AS BEIRAS, edição de 6 de dezembro de 2018, "o jogador de futebol de praia deverá ceder os direitos de imagem à autarquia para o programa Figueira Beach Sports City (FBSC), por cerca de 10 mil euros, durante 12 meses." 
Na prática o que é que isto significa para o fomento desportivo figueirense?


Não é fácil  encontrar informação acerca de pavilhões ou complexos desportivos, vocacionados para a prática desportiva dos figueirenses. 
Na Figueira, o conceito desportivo está definido: a aposta é em eventos elitistas, nos quais o cidadão é um mero espectador. Estas declarações  de Madjer  ao DIÁRIO AS BEIRAS, numa visita que fez ao areal de Buarcos, são disso a melhor prova.
"A Figueira da Foz é uma cidade com uma tradição enorme no futebol de praia. É gratificante ver que poderão vir a existir soluções para, novamente, voltarmos a pôr aqui o futebol de praia e a Figueira da Foz no patamar que merecem".
Quanto a mim, tem razão a oposição quando critica esta contratação de Majder.
Numa reunião de Câmara, o vereador Ricardo Silva (presidente da Concelhia do PSD/Figueira) questionou a maioria socialista acerca do contrato. 
O edil da oposição é claro na contestação:  “todos sabemos dos custos avultados do Figueira Beach Sports City (FBSC). Por isso, não se compreende que num concelho que tem vários clubes desportivos com dificuldades em pagar a utilização de pavilhões a autarquia gaste 10 mil euros na imagem de um atleta para promover os desportos de praia”.

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

LEGISLATIVAS 2019: Marcelo não autoriza uso da sua fotografia em campanha do PS

A imagem do Presidente da República surge ao lado do candidato socialista Pedro Coimbra. O gabinete da Presidência já reagiu.

A imagem de Marcelo Rebelo de Sousa junto ao candidato socialista do círculo de Coimbra num flyer de propaganda para estas eleições legislativas não agradou ao Presidente da República. “O Presidente da República não autoriza nem autorizará a utilização da sua imagem por qualquer candidato ou candidatura às próximas eleições”, lê-se numa nota publicada esta sexta-feira no site da Presidência.
Em causa está a utilização da imagem de Marcelo Rebelo de Sousa junto ao candidato Pedro Coimbra, candidato do PS, pelo círculo eleitoral de Coimbra, embora a nota não se refira a nenhuma situação em concreto.
A figura do Presidente da República surge ao lado de um texto do candidato, que faz um balanço da última legislatura. “Percorremos a região lés-a-lés, vezes sem conta, trazendo membros do Governo, dialogando com as mulheres e os homens que são a verdadeira razão das nossas políticas, sempre com grande disponibilidade e proximidade”, lê-se no texto da candidatura socialista de Coimbra, que é ilustrado com uma fotografia de Marcelo Rebelo de Sousa ao lado de Pedro Coimbra.
PS/Coimbra já mandou retirar e pediu desculpas.