terça-feira, 6 de agosto de 2019

Casco velho ao abandono,apesar de estar a decorrer uma requalificação!..

Mais do que a incompetência, a falta de recursos, a desorganização ou a falta de preocupação doentia com a imagem, o que mais impressiona no casco velho da cidade, onde está a decorrer uma requalificação, é o desmazelo. 
Apostou-se na obra de fachada, gastaram-se os recursos com obras feitas a pensar nas inaugurações ou nas clientelas eleitorais, e despreza-se tudo o resto.
As fotos ontem tiradas pela Isabel Maria Coimbra dão disso conta de forma explícita.
Os sinais de desmazelo  total são visíveis. Só não vê quem não quer. Abandono, tristeza e sujidade generalizada, mostram um "casco velho"  emporcalhado, numa zona onde está a decorrer uma requalificação.

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

PDM feito à medida: mais uma. Continua a saga figueirense de destruição ambiental concelhia para proveito das elites figueirinhas

A "mercearia" figueirense podia crescer de forma sustentável...

Mulheres e política...


Nenhum homem pode dizer:
esta mulher foi minha.
São sempre da cabeça delas.
Mesmo achando que sim,
nunca precisaram de mim.
Isso, é o que sempre gostei nelas...
Se não sabiam, ficaram a saber.

MP pede perda de mandato da presidente da Junta de Quiaios

Fernanda Lorigo, presidente da junta de Quiaios.
FOTO JOT’ALVES

Via Diário de Coimbra

"A presidente da Junta de Freguesia de Quiaios, Maria Fernanda Lorigo (eleita pelo PS), e o seu secretário, Carlos Alberto Patrão, podem vir a perder mandato e a ser condenados por alegadamente terem favorecido o pai da autarca, Manuel Lorigo, em serviços de manutenção das Piscinas da Praia de Quiaios. Neste processo, referente ao anterior mandato na Junta, está ainda como arguida a então tesoureira, Ana Raquel Correia, acusada dos mesmos crimes, que entretanto já não integra o executivo da Junta."


Nota OUTRA MARGEM:

O folhetim da manutenção das piscinas de Quaios já dura há vários anos.

Fogo de artifício em agosto licenciado na encosta sudoeste da serra da Boa Viagem!...

PSP resgata seis pessoas em praia em Buarcos enquanto bombeiros combatiam fogo...

Segundo o Correio da Manhã, "seis pessoas foram ontem domingo resgatadas na praia do Cabo Mondego, Figueira da Foz, por elementos do Corpo de Intervenção (CI) da Unidade Especial de Polícia (UEP) da PSP, enquanto os bombeiros combatiam um incêndio florestal a poucos metros. 
A situação de emergência aconteceu às 18h10, quando seis pessoas, todas adultas, ficaram presas num areal entre rochas, sem poderem sair face à subida da maré, ao mesmo tempo que do outro lado da via de acesso à antiga fábrica do Cabo Mondego, bombeiros e outros operacionais combatiam um incêndio florestal na encosta sudoeste da serra da Boa Viagem. 
Uma equipa de nove elementos do CI da UEP, destacada para o local para auxiliar as operações de segurança na avenida marginal, face à proximidade do incêndio, acabou por resgatar seis pessoas, incluindo uma mulher com mobilidade reduzida, retiradas da praia por uma encosta com cerca de 10 metros de altura com recurso a escadas dos bombeiros. 
"Estávamos aqui a auxiliar o incêndio, foi-nos comunicado que estavam pessoas na praia e como a maré subiu não tinham acesso cá acima [à estrada]. Fomos pedir escadas aos bombeiros e tirámos as pessoas. Estavam seis, uma delas com escoriações [uma mulher, ferida ligeira do incidente]", disse à Lusa no local Nuno Santorum, chefe da equipa do Corpo de Intervenção da PSP. 
O incêndio, cujo alerta foi dado para os bombeiros por outros dois elementos do CI da Unidade Especial de Polícia que, na altura, passavam no local numa viatura e assinalaram "muito fumo" na zona florestal, terá sido provocado por um dispositivo de lançamento de fogo-de-artifício, que estaria licenciado, instalado naquele mesmo terreno e relacionado com festividades populares que decorriam nas imediações."

domingo, 4 de agosto de 2019

QUANDO É QUE SE COMEÇA A PENSAR O MODELO DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTADO DO CONCELHO?

Recordo o que disse Joaquim Barros de Sousa, precisamente há um ano - no início de Agosto de 2018 - no lançamento do seu livro «Figueira da Foz. Memória de um mandato e os anos perdidos»: “fazer reabilitação urbana nesta altura do ano é óptimo, é a melhor altura”. E deixa uma dúvida: “quais são os estudos de trânsito que deram origem a esta reabilitação urbana traçada na prancheta?”. Na sua opinião, “tudo isto é um rematado disparate só porque há fundos comunitários, quando há muito mais a fazer”.
Defendeu que “as autarquias hoje são agências de espectáculos para divertir, é tudo um circo e o tecido urbano está na mesma. Esta situação pode ser corrigida, acredito nisso, mas só a médio/longo prazos. Um dos problemas é que a Figueira não tem «quadros», estão todos fora por falta de emprego, mas vai aparecer uma geração que diga «basta».

Caos: esta é a imagem do trânsito, depois da requalificação de Buarcos

Nada mais actual passado um ano...
Na altura, em Agosto de 2018, já perto do final da sua intervenção, Joaquim Barros de Sousa deixou uma reflexão: “acredito que vamos ainda ter um presidente de Câmara que motive a cidade e as forças vivas”.
Coincidência, ou talvez não, desde que existe poder autárquico democrático que o concelho da Figueira da Foz tem vindo a definhar. Virados para a obtenção do voto fácil, a tendência de alguns autarcas foi gerar dívida para mostrar obra. Depois de 2009, foi necessário arrepiar caminho. Todavia, continuou a política de gastar os recursos na satisfação de necessidades imediatas, em prejuízo de projectos que tivessem em vista o futuro sustentado do concelho. Este modelo assenta em receitas fáceis, sobretudo em impostos sobre o imobiliário.
Nos últimos dois anos, com uma gestão autárquica totalmente centrada na obtenção de votos, sem olhar a meios, este modelo económico tornou-se miserável. Promove-se a miséria para depois se ganharem votos comprando quem precisa de um emprego, de uma casa ou simplesmente de comer. Nos últimos anos o concelho foi embebedado com projectos grandiosos, Buarcos, Baixa da cidade e o Cabedelo. Agora, vem aí o Jardim. Pouco mais aconteceu: tirando os supermercados que estão a substituir corredores verdes por “retail parks”, o que é que mais se fez?
Criou-se um exército minoritário de pobres de espírito e subsídio-dependentes que, na hora das eleições, são arregimentados para jantares de campanha, arruadas e, por fim, ir votar. 


É preciso quebrar com este ciclo miserável que foi sendo instalado a partir de Aguiar de Carvalho, continuado por Santana Lopes, Duarte Silva, João Ataíde e, já deu para perceber, vai de vento em popa com Carlos Monteiro.

O que há a fazer é voltar a pensar nas pessoas e na economia do concelho, reflectir sobre como pode um médio concelho voltar a apanhar o comboio do progresso, acabando com um ciclo de pobreza e subdesenvolvimento, que tem promovido investimentos e empreendedorismo duvidosos.
As próximas gerações de jovens em vez de terem de ir procurar oportunidades fora do concelho - a alternativa é andarem em programas ocupacionais, ou estarem ligados ao poder e conseguirem um “tachito” - têm de ter a oportunidade de mostrar capacidade de gerar mais riqueza e, assim, contribuir para o desenvolvimento sustentável. Para isso, têm de lhes ser criadas oportunidades na cidade e no concelho.
Como disse Fernando Cardoso, há um ano, no lançamento da obra «Figueira da Foz. Memória de um mandato e os anos perdidos»: "se este livro não der polémica é porque a cidade morreu". Já passou um ano, mudámos de presidente de câmara inesperadamente e ainda nada de novo aconteceu: o repto de Fernando Cardoso continua ignorado.
Será que a Figueira já morreu e, sem dar por ela, os músicos do poder autárquico concelhio continuam a tocar, tal como aconteceu com o Titanic?



Publicado inicialmente aqui.

Música que é a menos comprada porque é a que menos "se vende"... (II)

Rodrigo Serrão: um músico que conheci recentemente lá no escritório, no Cabedelo...




Erosão costeira: Costa de Lavos em agosto...

Excesso de tolerância, tem sido o cancro da Figueira?

Isabel Maria Coimbra, via facebook:

"Há que travar a estupidez da alteração ao trânsito que estão a fazer nesta rua. 
Rua 5 de Outubro da Figueira transformada em parque de estacionamento, sem se entenderem os acessos. 
Os comerciantes têm que ser ouvidos, sob pena de perderem ainda mais clientes.
É o que dá uma maioria no poder. 
Ouçam as pessoas da terra. 
São elas que pagam aqui os impostos."


Ouvido por aí, numa rua da cidade... 

(Desculpem a linguagem, mas é uma citação...)
"A mansidão dos figueirenses, às merdas que os políticos fizeram no decorrer de dezenas de anos, é que fodeu a Figueira"...
E o que é eu posso dizer mais?
Oferecer dinheiro, para que gritem comigo, é coisa de rico.  E, eu, sou um teso do caraças...

sábado, 3 de agosto de 2019

Música que é a menos comprada porque é a que menos "se vende"...

Rodrigo Serrão: um músico que conheci recentemente lá no escritório, no Cabedelo...



Músico, compositor e produtor, Rodrigo Serrão participou em concertos por todo o mundo e gravou em mais de uma centena de discos.Trabalhando com os mais influentes artistas portugueses do Jazz ao Fado e da Pop à World Music, é um músico numa constante busca de desafios onde possa expressar por inteiro a sua criatividade.
Recentemente esteve na Figueira para acompanhar Adelaide Sofia no espectáculo que esta artista deu no Mercado Municipal.

O mágico figueirense...

"A rotunda desapareceu e os plátanos mantêm-se." 

Nada que OUTRA MARGEM não tenha previsto: Carlos Monteiro: presidente de câmara ou o Luís de Matos figueirense?
De um momento para o outro, assim como sem dar por ela, que o mesmo é escrever, por artes mágicas, a Câmara da Figueira da Foz desistiu de construir uma rotunda na zona do jardim municipal. E, ao mesmo tempo,  evitar o abate de dois plátanos. No entanto, as obras implicarão o corte de cinco árvores saudáveis e outras que estão “mortas”
Carlos Monteiro, qual ilusionista e mágico de top, ainda vai mostrar o que vale como Figueirense nestes dois anos que lhe restam de mandato. Continuando a acreditar: querem ver que a magia vai ser de tal gabarito que ainda vai conseguir convencer mesmo os mais cépticos!
Pela amostra que presenciei ontem, ao vivo e a cores, "vai poder fazer tudo, menos cortar árvores." 

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Zeca, Sempre: nasceu em Aveiro, faz hoje 90 anos...

Presidente de junta ou promotor imobiliário?..

Dispensa título esta postagem

Bode expiatório, eu?.. Escolhe outro, pá...


Para mais tarde recordar...

Imagem sacada daqui

E, na Figueira, ter boa imprensa é tão importante como ter quantos vereadores?..

Obras de Buarcos: só para o arquitecto - 75 mil dele... E, agora, a câmara quer que "os contribuintes paguem mais 10 mil euros, ao mesmo arquitecto, para tentar corrigir os erros e consequentes alterações ao projecto inicial!..

"A Câmara Socialista personificada no Presidente Carlos Monteiro, de forma arrogante e eleitoral, esbanjando dinheiros públicos adjudicou ao #arquitetoVieira de Melo por mais de 75 mil euros o projecto de requalificação da frente mar em #Buarcos.
Não satisfeito faz com que os contribuintes paguem mais 10 mil euros, ao mesmo arquiteto, para tentar corrigir os erros e consequentes alterações ao projeto inicial...
Mas as alterações não vão ficar por aqui, demonstrando o que o PSD Figueira da Foz tem vindo a dizer que tal obra para além de desnecessária está mal planeada.
Estamos pois perante irresponsabilidade na gestão dos recursos públicos.
Figueira da Foz e os #Figueirenses merecem mais."



Carlos Monteiro: presidente de câmara ou o Luís de Matos figueirense?

A câmara da Figueira da Foz vai fazer um corredor verde, em mais um retail park em fase de construção?.. As obras, ao que dizem, "visam fazer a ligação entre a frente ribeirinha e o parque das Abadias"!..

Imagem via Diário as Beiras

A câmara da Figueira, mesmo sem dar por ela, especializou-se em corte de árvores. Mas será que vai destruir as casas?

Ou isto é, apenas, mais uma demonstração de ilusionismo político? 
Já agora: será que o corredor verde é para quem está no rio poder ver o ALDI, esse monumento à preservação das árvores e do verde, a última novidade em termos de mercearia?..

Governo aumenta quota de pesca da sardinha em 1.800 toneladas

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Em 1996, falava antes na necessidade de acabar com a “situação de suspeição, que deve ser, de todo em todo, eliminada da vida política portuguesa, sobre a isenção de um titular de cargo político relativamente à possibilidade de intervir em processos em que sejam interessadas empresas em que ele ou os seus próximos tenham participação relevante ou em que sejam titulares de órgãos sociais”....

O PS é uma família perigosa

Muito bem José Augusto Marques...

A remodelação do Jardim municipal.

"Para que não fiquem dúvidas sobre o meu posicionamento, especialmente no seio do movimento associativo concelhio, aqui fica o registo:
Com tanta carência no concelho, e não é demagogia, elas existem mesmo, é difícil perceber o que leva o município a fazer a segunda intervenção de fundo no mesmo espaço num período de dez anos. É verdade que a intervenção feita em 2005, embora com alguns aspectos positivos, não deu a resposta necessária, apesar de ter sido aprovada por unanimidade em reunião de câmara. Fazer intervenções pontuais e corrigir alguns aspectos menos conseguidos na intervenção anterior, não me parecendo uma prioridade, podia servir de justificação para cumprir algumas promessas eleitorais. Só que, não se trata de pôr ali um ou outro dos prometidos equipamentos. Trata-se de gastar mais uns milhares de euros para deixar tudo na mesma, ou pior.
Não sou, só porque me apetece, contra nada. Nem contra o abate de árvores quando tal se afigurar necessário. Repito, para que não fiquem dúvidas: quando tal se afigurar necessário. Ora, no caso vertente, abater várias árvores daquele porte para instalar um coreto(?) e mais duas, para supostamente resolver um problema de trânsito, que é ínfimo se comparado com tantas dezenas de problemas idênticos ou maiores que existem na cidade, para além de absurdo, se tivermos em conta os episódios recentes de abate de árvores no concelho, parece-me uma provocação ignóbil que os bons e ordeiros figueirenses não merecem. Fica a sensação que estamos perante uma demonstração de “poder” que, dando normalmente maus resultados, pode pôr a nu a impreparação e as fragilidades de quem o exerce. Não estamos a falar de construir algo que se possa corrigir no futuro ou de retirar uma estrutura que, uma vez verificado o erro, voltamos a pôr no mesmo lugar. Estamos a falar do abate de árvores de forma gratuita, que não podemos recolocar no mesmo sitio um ou dois anos depois.
Sobre o tão badalado coreto, cujo projecto é datado de março de 2014 e alguns afirmavam publicamente, em janeiro de 2017, que não existia, fiz chegar à Câmara, nessa altura(2017), um apontamento com 16 páginas onde deixei clara a minha opinião. (não critico nem comento em perfis falsos. Assumo as minhas opiniões com os custos daí decorrentes) Por ser longo, o tal apontamento, não o vou expor aqui. Não tenho no entanto qualquer problema em o exibir a quem e quando necessário. Fica expressa a minha opinião de forma sucinta: o equipamento (coreto) que agora ali querem instalar, não corresponde às actuais exigências culturais, especialmente das filarmónicas, porque não tem forma, orientação, localização e dimensão(?) adequadas. 
Daqui a uns tempos, perante o óbvio, utilizem palavras modernaças e digam que a culpa foi da “mudança de paradigma”

Sempre gostei do inesperado: é necessário haver desconhecido para haver conhecido...

Via Diário as Beiras
Sempre tive respeito pelo jornalismo feito por profissionais íntegros. Só entendo a  imprensa como um espaço de liberdade e descomprometida com o poder.
Continuo a ter  gosto em ler um jornal bem escrito e  bem feito, de preferência em formato papel.
Oxalá que o esforço em curso para a melhoria do  projecto e a nova dinâmica a implementar no espaço dedicado à Figueira da Foz, surta o efeito desejado pelo Director do Diário as Beiras. Por isso, desejo as maiores felicidades. A Figueira, precisa de um jornal sério e credível. Nós cá estaremos para ler.
Bom trabalho. 

Adelaide Sofia encheu o Mercado Municipal de talento artístico e profissionalismo

Ontem à noite, a artista figueirense de dimensão nacional Adelaide Sofia, excelentemente acompanhada pelos músicos Bruno Mira - Guitarra Portuguesa, Pedro Pinhal - Viola de Fado e Rodrigo Serrão - Viola Baixo, realizou um espectáculo memorável que levou ao velhinho Mercado Municipal da Figueira da Foz muitas centenas de pessoas.
Adelaide Sofia  é uma intérprete excelente e emocionante. Conhecendo-a pessoalmente há anos, posso afirmar que o ser humano que dá corpo à artista, também o é.
Há cantoras que quando deixam a zona de conforto do estilo de música que costumam cantar ficam perdidas. O que não aconteceu ontem à noite. Adelaide Sofia mostrou aquilo que é e o que vale: "um animal de palco" e uma flor agradável à vista que, com a sua voz e o seu talento, pode brilhar em  qualquer lugar, em qualquer palco e em qualquer estilo musical.
Adelaide Sofia, sente-se à vontade em palco, tem presença e é uma verdadeira artista possuidora de uma voz extraordinária. Ao escutar ontem Adelaide Sofia, extraordinariamente bem acompanhada por três músicos de excepção, sentimos estar em presença de artistas que fazem da música um combate ao fatalismo e ao saudosismo retrógrado, que costuma ser associado ao fado... 
A partir daqui, qualquer coisa que escrevesse seria inútil, para além de um estorvo para quem quer começar já a ouvir.
Por exemplo aqui, aqui, aqui...

Apresentação do Projecto de Remodelação e Beneficiação do Jardim Municipal e Áreas Envolventes: dia 2 de agosto, sexta-feira, pelas 18 horas

quarta-feira, 31 de julho de 2019

A harmonia da Figueira da Foz de outros tempos

Imagem via Luís Pena
"Eu não gosto de falar de felicidade, mas sim de harmonia: viver em harmonia com a nossa própria consciência, com o nosso meio envolvente, com a pessoa de quem se gosta, com os amigos. A harmonia é compatível com a indignação e a luta; a felicidade não, a felicidade é egoísta."

Saramago

Na Figueira há muito mais para escrever do que sobre o tomate-cereja-anão...


"Algures pelo mundo haverá um provérbio que diz assim “se não te lembras daquele provérbio chinês que gostavas de colocar no início do teu blog, inventa um”. 
Pois bem, há um provérbio chinês que diz assim “Acontecimentos inesperados trazem oportunidades. E oportunidades trazem acontecimentos inesperados. E acontecimentos inesperados trazem oportunidades. E…”. 
E assim sucessivamente. Trata-se, como se pode verificar, de um provérbio chinês infinito, em que acontecimentos geram oportunidades que geram acontecimentos que geram oportunidades e etecetera, e que se entrarmos nele ficamos ocupados até à morte, dentro de um buraco negro, a apanhar as oportunidades que os acontecimentos nos entregam.
O jornal regional onde escrevia uma vez por semana sobre a Figueira da Foz deixou de ter espaço para 1400 caracteres e este acontecimento inesperado gerou a oportunidade de transformar este site, que estava guardado há um par de meses para arquivo de escritos passados, num blog/site/uótdafuck que funcionará como armazém para escritos presentes. 
A oportunidade é de uma grandeza de tal ordem, que ao invés de me aturarem uma vez por semana, passam a fazê-lo todos os dias, pois foi este o desafio que me propus. Pelo menos até final deste mês. Depois logo se vê. Depois logo se vê que género de acontecimento inesperado gerará esta nova oportunidade."

PS... (continuação)

Cabo Mondego: da agitação e propaganda para as autárquicas de 2017 à realidade de 2019

Julho de 2017, altura de propaganda eleitoral para as autarquicas de outubro/2017.
Imagem via Diário as Beiras

"O cientista Paulo Trincão coordenava a equipa que estava a elaborar a candidatura que a câmara ia apresentar à Unesco para a classificação do geoparque jurássico do Cabo Mondego como património mundial. Em declarações a Diário as Beiras, adiantou que aquele organismo das Nações Unidas já elogiou, em público, o processo da Figueira da Foz. 
Paulo Trincão pediu seis especialistas em regime de avença, mas a Câmara da Figueira da Foz só disponibilizou verbas para dois. Os restantes 12 elementos da equipa são quadros da autarquia. Um dos avençados é o arquitecto João Sebastião Ataíde Goulão, autor de uma tese de mestrado sobre o edificado do Cabo Mondego, que concluiu com 19 valores. Ao que se sabe, aquele é o único estudo sobre o tema, que o autor entretanto ofereceu ao município figueirense. Aquele avençado é sobrinho do presidente da câmara, João Ataíde, e filho da chefe de divisão do Departamento de Urbanismo da autarquia, Maria Manuel Ataíde. O contrato tem duração de um ano, auferindo 900 euros por mês. “O Sebastião Goulão foi-me sugerido pela minha colega Helena Henriques e só pus uma condição: ver a tese e conhecê-lo. Gostei muito da tese e do seu autor. Sem a sua contratação, o processo sofreria um atraso de, pelo menos, seis meses”, declarou Paulo Trincão, garantindo que os laços familiares do contratado não influenciaram a decisão.
Quem assinou o despacho foi o vice-presidente da câmara, António Tavares, porque o avençado é familiar do presidente. A proposta partiu da vereadora Ana Carvalho. “As pessoas não podem estar impedidas por terem laços familiares. Não ficam diminuídas por causa disso, mas devia evitar-se, porque, geralmente, estas situações trazem adversidades por parte da opinião pública”, declarou António Tavares. Contactado pelo Diário As Beiras, o gabinete de João Ataíde respondeu que o presidente, “quando lhe foi colocada a questão, demonstrou o máximo de reservas”. No entanto, acrescentou: “Desde que a equipa entendesse que a sua contratação era imprescindível e indispensável, não seriam as reservas do Sr. presidente que iriam por em causa o mérito do contratado, pelo que, nesses termos, nada teria a opor”

Em julho de 2019, a realidade é esta.

Via Diário as Beiras. Para ver melhor clicar na imagem.

HOJE, pelas 22 horas no Mercado Municipal

Músicos:
Bruno Mira - Guitarra Portuguesa; Pedro Pinhal - Viola de Fado; Rodrigo Serrão - Viola Baixo

Confuso?.. Também eu....

Para ver melhor clicar na imagem. Sacado daqui

LEGISLATIVAS 2019 - Lista PSD Coimbra

Nota:
Todos os candidatos PSD, aqui. Pormenores em directo, aqui.

Via jumento

ACABEM DE VEZ COM OS "PADEIROS DE AROUCA"!


"Eu não seleciono empresas, nem sei de quem são as empresas, não faço ideia de nenhuma. As empresas foram seleccionadas, foram convidadas, o processo foi desenvolvido pela Autoridade Nacional, as conclusões virão do inquérito" [Padeiro de Arouca]

É incrível como um governo faz um excelente trabalho, consegue até projetar o nome do seu ministro das Finanças ao ponto deste ser presidente do Eurogrupo e um possível diretor-geral do FMI e no fim aparecem meia dúzia de pilha-galinha fazerem negócios de tostões. É incrível como um país enfrenta uma grave crise no meio rural com os fogos, tendo de enterrar muitas dezenas de cidadãos e sabe-se que alguns dos que deviam estar dando o máximo para evitar que a situação se repita andam, afinal, a escolher empresas do pessoal de Arouca para aproveitar a situação para uns pequenos negócios.

Há ministros e secretários de Estado a dar o melhor, há milhares de agentes do Estado, desde polícias a médicos, dando tudo pelos cidadãos, há gente que se dedica à causa públcia por motivações políticas ou por opção profissional e que dedicam a vida ao Estado, muitas vezes mal remunerados e sem reconhecimento público. Depois há uns inúteis que se metem nos aparelhos dos partidos do poder, tecendo teias mafiosas para que na hora do poder tirem o maior proveito pessoal possível.

No topo destas hierarquia manhosas estão alguns barões dos partidos que têm uma preferência muito especial por algumas pastas. De entre elas a mais desejada é a da Administração Interna, porque tem a tutela de importantes serviços do Estado como a DG da Administração Local ou a Inspeção-Geral da Administração Local.

Desde a primeira hora que se percebeu a atrapalhação de um ministro que tentou intimidar os jornalistas com declarações pacóvias. O ministro deve ter pensado que tinha assustado toda a gente e só depois percebeu que tinha que ordenar um dos inquéritos usuais. Antes disso o país ainda teve de rir à gargalhada, um desses idiotas de Arouca lembrou de dar a explicação mais ridículas ao tentar justificar o dobro de um preço com o argumento de que estando em causa uma grande quantidade duplicavam os custos, enfim, o poliester é uma matéria-prima tão cara que o aumento da procura duplicou o preço no mercado de Xangai!

Como era lógico tinha de se arranjar um culpado de serviço e o país ficou a saber que um dos especialistas em proteção civil era um padeiro. Talvez o homem trabalhe com fornos de lenha e saiba muito de incêndios, mas pelos vistos é graças a ele que o seu secretário de Estado pode dizer que não sabe nadinha de nada. Promoveu-se o padeiro a "membro do governo" e mandaram-no assar nos fornos da padaria.

Desde quando o assessores deixaram de ser criados dos governantes para serem "membros do governo"? É óbvio que o secretário de Estado sabe tudo o que se passa em Arouca e ainda antes do ministro investigar o material de que são feitos os microfones dos jornalistas já devia ter sido devolvido a Arouca, talvez haja lugar para ele na padaria, pode não saber nada de empresas mas depressa aprende a fazer papo-secos.

E o ministro Cabrita escolheu a seita de Arouca para um dois dossiers mais sensíveis, tendo padeiros a servir de assessores? Imagine-se se o Mário Centeno tivesse arranjado calceteiros para negociar a dívida soberana. 

É tempo de o PSD e do PS fazerem uma limpeza profunda dos seus aparelhos partidários, pondo fim a esta mania de encher os corredores governamentais com "padeiros de Arouca"!

terça-feira, 30 de julho de 2019

PS...

... o tal partido em que "o combate à corrupção está no seu ADN"!..
Artur Neves com António Costa, em 2016 OCTÁVIO PASSOS/LUSA

Filho do secretário de Estado da Protecção Civil fez contratos com o Estado

Empresa de filho de José Artur Neves fez contratos quando o pai já era governante, avança Observador. Secretário de Estado desconhecia — os contratos e a incompatibilidade. A lei prevê a demissão.
“Desconheço a existência de qualquer incompatibilidade neste domínio, como desconheço também a celebração de tais contratos”, respondeu ao Observador o secretário de Estado da Protecção Civil...