Frequentíssimas...
Já começou o trabalho de contenção de danos ideológicos que a excelente reportagem da TVI sobre a instituição Raríssimas...
A contenção de danos do que não é tantas vezes mais do que parasitagem institucionalizada passa agora por valorizar os “empreendedores sociais”, a “inovação social” e o respectivo financiamento, adivinhem, social, também à boleia de fundos de uma UE apostada em expandir este programa ideológico de esvaziamento dos Estados agora com novas roupagens. Mais uma vez a esquerda dita moderna, o PS, anda nisto, tal como andou, a par das direitas, a insuflar as IPSS pelo menos desde os anos noventa. O resultado estará à vista em breve.
quarta-feira, 13 de dezembro de 2017
Para o presidente Ataíde, "o chefe de gabinete é uma questão muito pessoal"...
Diria antes, pelo passado recente, que mais parece um jogo do gato e do rato.
Se é "uma questão pessoal..."
Não gosto de ratos.
Normalmente, o rato consegue escapar-se...
Contudo, mais dia menos dia acaba por ser comido...
Já começou a contagem decrescente?
Se é "uma questão pessoal..."
Não gosto de ratos.
Normalmente, o rato consegue escapar-se...
Contudo, mais dia menos dia acaba por ser comido...
Já começou a contagem decrescente?
Foi ontem inaugurado o Continente Buarcos...
O Continente inaugurou ontem uma nova loja em Buarcos, com 1460m2.
Foram investidos 6 milhões de euros e criaram-se de 40 postos de trabalho.
Nota de rodapé.
1. Desta vez o executivo não se fez representar na inauguração de mais uma "mercearia"?..
2. Só 40 postos?
3. Muito aquém dos 2000 empregos!..
4. E as lojas âncoras, onde ficaram?
5. Os figueirenses nem uma Worten podem ter?
6. Será porque iria fazer concorrência ao ramo dos electrodomésticos?
Foram investidos 6 milhões de euros e criaram-se de 40 postos de trabalho.
Nota de rodapé.
1. Desta vez o executivo não se fez representar na inauguração de mais uma "mercearia"?..
2. Só 40 postos?
3. Muito aquém dos 2000 empregos!..
4. E as lojas âncoras, onde ficaram?
5. Os figueirenses nem uma Worten podem ter?
6. Será porque iria fazer concorrência ao ramo dos electrodomésticos?
terça-feira, 12 de dezembro de 2017
Já ontem era (mais que...) tarde...
Paula Brito e Cunha, presidente da associação Rarísimas,
confirma que decidiu sair da instituição, na sequência da polémica criada pela
reportagem da TVI.
Ao Expresso, Paula Brito e Cunha explicou que tinha tentado,
junto do ministro do Trabalho, Vieira da Silva, um afastamento temporário.
"Pedi-lhe (ao ministro) a suspensão temporária de funções enquanto
estivessem a decorrer as investigações, porque temos 300 meninos por dia na
Raríssimas de quem é preciso cuidar. Esta opção foi estudada pelo gabinete, mas
não existe a figura da suspensão temporária no quadro das IPSS e, portanto,
saio", explicou ao semanário.
O hotel de charme...
A pastelaria Pérola, por sua vez, desapareceu há um ano
porque idem aspas, no local iria ser construído um hotel de charme;
Uma das árvores de razoável porte que se situava neste largo
sensivelmente em frente à Pérola caiu, desapareceu ontem à noite… atenção, não
foi devido à construção de um hotel de charme, foi devido aos ventos da
tempestade Ana…
Mas também o que desapareceu foram as alusões que se ia
construir no local um hotel de charme!
No meio desta confusão do quiosque, da pastelaria, do hotel,
da palavra charme que por aqui ecoa, da árvore que caiu, do
‘rais-que-os-parta’, pergunto: Será que sempre se vai ali construir algo
charmoso, ou será mais um prédio a juntar-se às dezenas de mamarrachos
existentes na cidade!?”
Irene N. Santos, via O Palhetas
Nota de rodapé.
O hotel de charme deve estar a aguardar algum pormenor: por exemplo, o estacionamento
coberto ... Quando a câmara municipal fizer a obra no estacionamento da
antiga polícia e no edifício da segurança social (antiga cooperativa do pessoal
da CP).
“Orçamento da câmara da Figueira com 21 milhões para investimentos”…
…“é um orçamento plenamente sustentável, ambicioso”.
A despesa com o pessoal, tendo em conta os aumentos e a
progressão das carreiras, representa mais de 600 mil euros do que no ano
passado - João AtaídeO chantre do avental
Todos os ciclos políticos têm os seus defensores rebarbativos, o seu “intelectual orgânico”, o seu porta-voz oficioso - alguém que, de entre a “maioria”, na esgrima dos argumentos, se destaca pela qualidade do “desempenho”, pela prolixa ferocidade na defesa da ordem estabelecida e pela contundência na investida sobre adversários.
Na Figueira da Foz não podia ser de outra maneira.
O ataídismo também tem o seu. O chefe do coro dos convencidos e dos convertidos da lojinha de aventais do Presidente Ataíde é José Fernando Correia.
A Correia talvez não lhe ocorra que tudo tem fim, até os ciclos políticos.
O aguiarismo teve o seu, bem triste, e um legado embaraçoso que Ataíde, talvez não estranhamente, logo assumiu (a iniciativa do monumento a Aguiar de Carvalho, à porta da câmara municipal, logo do início do seu primeiro mandato, foi a assunção disso mesmo, uma verdadeira declaração de princípios e um indício do que se seguiria).
O Ataidismo também terá o seu fim, até com data marcada, pelo limite de mandatos fixado por lei.
O legado de Ataíde parece-me tão triste e embaraçoso como o de Aguiar; e contudo algo mais ainda os une, o imobiliário - se um entregou a cidade à volúpia cúpida dos pratos-bravos da construção civil, o outro está fazendo o mesmo, ainda mais alegremente e a mata-cavalos, aos patos-bravos da distribuição.
Todavia, conhecendo o eleitorado figueirense e a sua tendência mórbida para o esquecimento, penso que se já ninguém gosta de se recordar do legado de Aguiar, daqui a uns tempos também já ninguém se vai querer lembrar do de Ataíde; muito menos do nome do seu chantre.
Por isso lhe fiz o retrato - mais um cromo para o meu Álbum Figueirense.
Talvez isso lhe dê a posteridade.
Fernando Campos, via o sítio dos desenhos
O ataídismo também tem o seu. O chefe do coro dos convencidos e dos convertidos da lojinha de aventais do Presidente Ataíde é José Fernando Correia.
A Correia talvez não lhe ocorra que tudo tem fim, até os ciclos políticos.
O aguiarismo teve o seu, bem triste, e um legado embaraçoso que Ataíde, talvez não estranhamente, logo assumiu (a iniciativa do monumento a Aguiar de Carvalho, à porta da câmara municipal, logo do início do seu primeiro mandato, foi a assunção disso mesmo, uma verdadeira declaração de princípios e um indício do que se seguiria).
O Ataidismo também terá o seu fim, até com data marcada, pelo limite de mandatos fixado por lei.
O legado de Ataíde parece-me tão triste e embaraçoso como o de Aguiar; e contudo algo mais ainda os une, o imobiliário - se um entregou a cidade à volúpia cúpida dos pratos-bravos da construção civil, o outro está fazendo o mesmo, ainda mais alegremente e a mata-cavalos, aos patos-bravos da distribuição.
Todavia, conhecendo o eleitorado figueirense e a sua tendência mórbida para o esquecimento, penso que se já ninguém gosta de se recordar do legado de Aguiar, daqui a uns tempos também já ninguém se vai querer lembrar do de Ataíde; muito menos do nome do seu chantre.
Por isso lhe fiz o retrato - mais um cromo para o meu Álbum Figueirense.
Talvez isso lhe dê a posteridade.
Fernando Campos, via o sítio dos desenhos
segunda-feira, 11 de dezembro de 2017
Ao reclamar da vida, lembre-se do sofrimento de certas pessoas...
(est post é dedicado aos que nos últimos dias me têm enviado "mensagens de amor" anónimas, para a caixa de comentários do OUTRA MARGEM, que por razões óbvias não foram publicadas: as necessidades fisiológicas fazem-se no quarto de banho da casa de cada um...)
A dor de corno é lixada...
A um presidente de Câmara, exige-se que tenha os olhos abertos e mostre solidariedade com os mais fracos: ser solidário, mais do que um dever, é uma obrigação...
![]() |
| Para ler melhor, clicar na imagem |
A ordem de trabalhos pode ser conferida, clicando aqui.
Espero que quem dirige a Figueira, no decorrer da reunião, hoje seja
mais cuidadoso na forma como se exprime, e não caia na tentação, porventura por pensar que é dono disto
tudo, de mostrar com a crueza e clareza, que a reportagem feita pelo semanário A VOZ DA
FIGUEIRA, na sua edição de 22 de Novembro p. p. mostra, a sua preferência por
uma sociedade figueirense elitista, injusta e medíocre em que teimam em nos fazer permanecer...
Para um político, que é aquilo que um presidente de câmara é, tratar todos os cidadão por igual e mostrar sensibilidade é uma obrigação e ser solidário, com todos, um
dever.
Um presidente de câmara não pode ser alguém que se julga acima dessas formas de sentir e remete tudo
para a competitividade salutar, como se a igualdade à partida não fosse uma
falácia, quando não uma caricatura dramática!
EROSÃO COSTEIRA NO CONCELHO DA FIGUEIRA DA FOZ (sim, ela existe SENHOR PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DA FIGUEIRA DA FOZ)...
A PROTECÇÃO da Orla Costeira da freguesia de S. Pedro, muito concreta e objectivamente da duna logo a seguir ao chamado “Quinto Molhe”, a sul da Praia da Cova, é a necessidade mais premente a sul do estuário do Mondego, de há anos a esta parte, que deveria TER SIDO ASSUMIDA COMO A PRIORIDADE DAS PRIORIDADES, por parte de quem de direito, nomeadamente do SENHOR DOUTOR JOÃO ATAÍDE, HÁ MAIS DE 8 ANOS PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DA FIGUEIRA DA FOZ.
Mas as prioridades têm sido outras...
Por vezes, SENHOR PRESIDENTE ATAÍDE, ao centrar-se a atenção sobre o acessório, perde-se a oportunidade de resolver o essencial...
Mas as prioridades têm sido outras...
Por vezes, SENHOR PRESIDENTE ATAÍDE, ao centrar-se a atenção sobre o acessório, perde-se a oportunidade de resolver o essencial...
Quem olha para esta outra margem, não pode limitar-se a olhar para a sua praia preferida. Tem de saber reparar para o conjunto...
Esta outra margem a sul do estuário do Mondego é muito mais do que praia (ainda que sejam as melhores do concelho da Figueira, apesar de desprezadas por quem de direito)...
Tem de reparar, por exemplo, na marginal beira rio sul, entre a barra e a a zona da antiga ponte da
Figueira...
Tem de reparar, também, para a zona a sul do quinto molhe...
Tem de reparar, ainda, na ida para o Cabedelo, para a zona entre o campo de futebol e a praceta Mário
Silva, onde estão placas há anos a dizer que as dunas estão em recuperação
(ver vídeo)...
Tem de conhecer a importância do
campismo, desde há décadas, para o desenvolvimento do Cabedelo e da Cova e Gala?
Tem de saber que perder o campismo no Cabedelo, é perder algo de essencial da "alma" daquela "área nobre" da freguesia de S. Pedro. Não só aquilo que
se vê, mas aquilo que é invisível para quem se limita a olhar...
Já agora: alguém sabe mesmo, incluindo o Senhor Presidente da Câmara da Figueira da Foz, o que vai ser realmente feito?...
Se assim acontecer, agradecia que fosse esclarecido...
Olhar, ver e
reparar são conceitos diferentes. Podemos olhar sem estar a ver, chegamos a ver
sem estarmos a olhar, mas reparar necessita de uma atitude completamente
diferente. Há um ecletismo intelectual no reparar que ultrapassa em muito a
visão propriamente dita...
O Cabedelo, para quem o vive há mais de 50 anos, não
é só a "boa" praia! É muito mais do que isso.
Por exemplo: não prescinde de o visitar, mesmo num dia como o de hoje.
Raríssimo?.. Nem por isso...
A "reforma estrutural" que a Geringonça vai deixar por fazer vai ser esta: moralizar e disciplinar o Estado paralelo ao Estado e subsidiado pelo Estado, a indústria da engorda à custa da desgraça alheia sob a capa do mui nobre argumento de que o Estado não chega melhor ao terreno do que quem já lá está.
Essa indústria da exploração mercantilista da desgraça alheia tem nome, porque tudo está a mudar ma sociedade portuguesa: dá pelo nome de IPSS.
A TVI revela uma investigação em que centenas de documentos põem em causa a gestão da presidente da associação Raríssimas, Paula Brito e Costa. Esta instituição de solidariedade social vive de subsídios do Estado e donativos.
Infelizmente, a Raríssimas não é caso único, nem raro neste ramo da exploração mercantilista da desgraça alheia...
Essa indústria da exploração mercantilista da desgraça alheia tem nome, porque tudo está a mudar ma sociedade portuguesa: dá pelo nome de IPSS.
A TVI revela uma investigação em que centenas de documentos põem em causa a gestão da presidente da associação Raríssimas, Paula Brito e Costa. Esta instituição de solidariedade social vive de subsídios do Estado e donativos.
Infelizmente, a Raríssimas não é caso único, nem raro neste ramo da exploração mercantilista da desgraça alheia...
domingo, 10 de dezembro de 2017
sábado, 9 de dezembro de 2017
Mais vale prevenir que remediar...
José Mendonça, o histórico assessor de imprensa do PSD que acompanhou todos os líderes, vai mudar-se para Belém.
Marcelo chamou-o à sua assessoria de imprensa...
Marcelo chamou-o à sua assessoria de imprensa...
Presidente afectuoso prevenido, vale por dois!
A época natalícia é linda!..
Carlos Tenreiro, candidato PSD/Figueira, bi-derrotado, apoia Pedro Santana Lopes.
Viva Portugal. Marcelo foi ao Intendente fazer a barba. E alertou para excessos de turismo...
O Presidente
da República matou esta-sexta-feira saudades dos avós minhotos, fez a barba no único estabelecimento sobrevivente à renovação do largo do Intendente e alertou
para os perigos do turismo e da consequente pressão imobiliária em Lisboa.
Marcelo
Rebelo de Sousa, sempre abordado por transeuntes - desde habitantes locais de
sempre aos mais recentes e até membros das comunidades do Bangladeche e do
Nepal - começou por voltar ao Grupo Excursionista e Recreativo "Casa dos
Amigos do Minho", soprando as velas do bolo do 67.º aniversário, manchado
pela "triste notícia" de abandono das instalações dentro de dois
domingos.
"Agora
é a moda [o largo do Intendente]. Imediatamente, as vítimas são os inquilinos,
nomeadamente as antigas colectividades, mas está a acontecer por todo o centro
de Lisboa...", lamentou o chefe de Estado.
“Temos de evitar que as pessoas, de repente, venham a Lisboa para ver estrangeiros. Não veem lisboetas e vão aos lugares típicos para ver franceses, brasileiros, asiáticos, africanos. Não é que não seja interessante, mas convinha haver pessoas e coletividades com a maneira de ser de quem vive em Lisboa"...
“Temos de evitar que as pessoas, de repente, venham a Lisboa para ver estrangeiros. Não veem lisboetas e vão aos lugares típicos para ver franceses, brasileiros, asiáticos, africanos. Não é que não seja interessante, mas convinha haver pessoas e coletividades com a maneira de ser de quem vive em Lisboa"...
Da tua rua à minha praia, a Figueira continua assim: uma cidade onde o ordenamento urbanístico não tem rumo e cresce desordenado...
"Na minha rua estão a construir um novo prédio. O espaço onde nasce o edifício era ocupado por uma casa antiga, construída nos anos 30 ou 40. A casa em si tinha traça e representava um determinado estilo de arquitetura, estava em relativo bom estado de conservação, apesar de devoluta. Mas, como acontece tantas vezes, os donos quiseram valorizar o terreno do ponto de vista imobiliário. Diga-se ainda que esta zona, a poente da Quinta do Viso, era uma bonita mancha de pinhal, um bosquete, até aos anos 80, altura em que os crimes urbanísticos foram regra. As urbanizações surgiram sem que houvesse uma tentativa de harmonia com o ambiente envolvente, cortou-se o coberto vegetal, de tal forma que hoje não temos um único pinheiro em espaço público. A casa foi demolida, em três dias, e logo apareceu um AVISO da Câmara Municipal a informar que ali iria nascer um prédio de quatro pisos. Ora, estranha-se que o novo prédio seja maior que o alinhamento dos prédios já existentes, que têm dois andares e dois volumes, virados cada um para uma rua diferente. Adicionalmente o prédio, aprovado em 2013, irá estar ao lado de uma moradia (desalinhada, apesar de recente, mais um caso de incompetência urbanística ou…. de outra coisa qualquer) com um único piso. O contraste é enorme, os “volumes” agridem a paisagem e ainda o prédio não está finalizado. A rua perde, a cidade também, com esta anarquia urbanística. Crescem prédios sem que haja um critério visível de harmonização de volumes e “sombras”, agora que a construção deveria centrar-se na reabilitação dos milhares de fogos que precisam de obras."
Via jornal AS BEIRAS.
Nota de rodapé.
Com as práticas permitidas por quem governa a Figueira, da tua rua à minha praia, o urbanismo continua a criar colmeias humanas.
A casa de sonho, a praia de sonho, dos sem sonho!
É isto que querem para as vossas ruas e para a minha praia?
À medida que os anos passam fica menos capacidade de sorrir.
E porquê?
Porque a vida se encarregou de nos retirar essa capacidade.
As dificuldades e os preconceitos enfrentados foram tantos, que foi necessária uma imensa capacidade de superação das contrariedades.
Todos estes anos decorridos, porém, ainda por cá andamos e prontos para a luta...
Via jornal AS BEIRAS.
Nota de rodapé.
Com as práticas permitidas por quem governa a Figueira, da tua rua à minha praia, o urbanismo continua a criar colmeias humanas.
A casa de sonho, a praia de sonho, dos sem sonho!
É isto que querem para as vossas ruas e para a minha praia?
À medida que os anos passam fica menos capacidade de sorrir.
E porquê?
Porque a vida se encarregou de nos retirar essa capacidade.
As dificuldades e os preconceitos enfrentados foram tantos, que foi necessária uma imensa capacidade de superação das contrariedades.
Todos estes anos decorridos, porém, ainda por cá andamos e prontos para a luta...
sexta-feira, 8 de dezembro de 2017
Sai o campismo dos pobres para entrar o betão, o capitalismo: é esse futuro para o Cabedelo?
“MESTRE MÁRIO SILVA, OS PATOS BRAVOS DO BETÃO JÁ CHEGARAM À
TUA PRAIA!!”
Oito anos e picos depois, uma câmara que não é socialista nem uma pessoa de bem, quer
transformar um reduto especial, como ainda é o Cabedelo, em mais um mártir
ambiental no nosso concelho, não recuando perante nada, nem mesmo a evidência
das coisas, cometendo mais um atentando paisagístico e ambiental.
Recordo a quem de direito, que uma cidade é sempre, pelo
menos, dual.
Tem uma zona cosmopolita e tem, por assim dizer, outras mais
características, a que se costuma designar como típicas.
O tipicismo é a profunda genuinidade...
É onde reside a alma de uma cidade como a Figueira, a sua
verdade que se tem que manter, sob pena dela se descaracterizar.
É isto que o Cabedelo é: genuíno, assim como está, com o
Parque de Campismo, que foi, já lá vão quase 30 anos, que deu vida e alma ao
Cabedelo, como todas as suas valências, incluindo a onda de surf.
Será que vamos consentir que, aqui, também passe a vigorar a lei do mais forte?..
Como os figueirenses não estão geneticamente preparados para fazer grandes esforços mentais, nem pensar no abstracto e têm uma elevada taxa de iliteracia numérica, fica esta chamada de atenção para a leitura atenta da crónica de José Fernando Correia...
"Em dezembro correrá o debate político sobre o orçamento municipal. Esse contraditório dar-se-á apenas este mês na medida em que 2017 foi ano de eleições e, nesses anos, as decisões orçamentais seguem prazos especiais, mais tardios. A discussão do orçamento municipal não concita grande interesse por parte da generalidade dos cidadãos. É assim na Figueira da Foz e não será diferente no resto do país.
É pena que assim seja. Na verdade, o orçamento é o instrumento central da governação local e, mesmo que seja um documento um tanto complexo (fica a sugestão ao executivo para divulgar, por via electrónica que seja, uma versão simplificada do orçamento, como foi feito com as contas anuais), é credor de mais alguma atenção.
É assim por duas razões centrais: em primeiro lugar, porque o orçamento fixa um limite máximo para as despesas a realizar durante o ano a que se reporta e porque, tendo associado um plano de atividades, oferece uma antevisão daquilo que será o desempenho do município. Na ótica dos munícipes, isso significa que, estando fixado aquele limite, não devem, em princípio, contar com outros gastos públicos que não sejam os que estão orçamentalmente inscritos mas também que podem exigir os que constam do documento. Isto, claro está, se o orçamento for uma previsão credível.
Felizmente, aqui na Figueira da Foz, desde há uns anos, a prudência da governação local, associada a uns “apertões” legislativos, tem permitido que a montanha orçamental não ande a parir ratos de execução. Que em 2018 se prossiga esse rumo."
Orçamento Municipal I, uma crónica de José Fernando Correia, publicada no jornal AS BEIRAS.
CONTRIBUTO OUTRA MARGEM PARA UM MELHOR ORÇAMENTO CAMARÁRIO PARA O ANO DE
2018:
Em termos de receitas extraordinárias, vender o edifício
do CAE (por razões mais que óbvias, algumas a ser esclarecidas pelo resultado do inquérito que está a decorrer...) e alugar antes um espacinho, para poder ser devidamente controlado, à Assembleia
Figueirense, a preços módicos, para uma
ou outra iniciativa musical no inverno.
No verão, para os espectáculos pagos com o dinheiro dos
contribuintes, espaços não faltam: temos
o coreto do Jardim Municipal, a zona do Forte de Santa Catarina, o extenso
areal da Praia da Figueira, a Avenida Brasil, o largo Caras Direitas, o Largo
Eng. Aguiar de Carvalho, em S. Pedro, etc., etc., etc....
Já no que diz respeito à diminuição da despesa corrente,
acabar com os vereadores a tempo inteiro (o presidente chega e sobra...),
diminuir o número de deputados municipais, extinguir o GAP, prescindir dos assessores e outros inúmeros
afins que pululam pelo edifício dos Paços do Município.
Não é muito, mas era um começo...
E acabar com os desperdícios é sempre um bom começo...
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