terça-feira, 6 de setembro de 2016

A ausência do direito e dever do exercício da cidadania, é o maior problema da Figueira da Foz... (II)

De um órgão de informação espera-se que seja isento e objectivo. 
Isto, é básico no jornalismo informativo. 

Mas, o que se passa na Figueira? 
Como todos sabemos, os media estão condicionados. Divulgam aquilo que os poderes – politico e económico - pretendem, ou lhes interessa, e ocultam as vozes incómodas ao sistema.
Toda a gente sabe isto, mas é uma verdade "ignorada"... 

Faz falta numa Figueira, que se quer democrática e progressista, um projecto independente de informação humanista, que fale do concelho que realmente somos. Que fale dos problemas das empresas e dos trabalhadores, das associações patronais e dos sindicatos, da saúde, da educação, da segurança social pública, dos pequenos comerciantes que vivem cada vez com mais dificuldades, mas que continuam a sonhar e a lutar, das colectividades. Enfim, da vida real. 

Todos sabemos o mundo em que gravitam e funcionam os políticos figueirenses do chamado arco do poder.
Passam o tempo a divertir-se em jogos que apenas parecem visar um objectivo: “lixar-se” uns aos outros. 

Exemplo disso foi o caso das reuniões de câmara à porta fechada, que do meu ponto de vista, apenas teve como objectivo “lixar” o Miguel Almeida ao tirar-lhe protagonismo mediático... 
Quase que imagino o comentário, do presidente da câmara e da sua entourage, - vereadores da maioria e assessores - depois da concretização da jogada. Devem, entre o contentinho e o divertido, ter dito algo parecido com isto: “já lixámos o Miguel”

Falta, na Figueira, um projecto informativo que fosse a voz dos que, todos os dias,  lutam e constroem a nossa terra. Falta, na Figueira, uma voz que ultrapasse as fronteiras da Avenida Saraiva de Carvalho, do Casino, do Cae, do pequeno mundo da caridadezinha dos rotários e dos lions...
Falta, na nossa cidade, um projecto que dê protagonismo a um concelho que se chama Figueira da Foz e que tem vozes novas, irreverentes e incómodas.
Falta, na Figueira da Foz, como quase sempre faltou, um órgão de informação independente de todos os poderes.

Registo as três excepções de que tenho conhecimento: A Voz da Justiça, barca nova e A Linha do Oeste.

Jorge Tocha Coelho, um cidadão atento... (XI)

Para ler melhor, clicar na imagem

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Competição à direita...

É assim que funciona a política em Portugal!...
Desta vez tenho de ser eu a lixá-lo...
"Assunção Cristas não gostou de ver o seu «tempo de antena» interrompido ontem por um discurso de Passos Coelho à mesma hora.
A líder do CDS quer marcar terreno na oposição e, consciente de que falar ao mesmo tempo que Passos não é a melhor estratégia, marcou um comício para o próximo sábado. 
Alinhados em quase tudo, Passos Coelho e Assunção Cristas não deixam de competir entre si
Ontem, os líderes disseram quase a mesma coisa e falaram quase ao mesmo tempo, atropelando a combinação prévia que tinha havido entre os dois partidos e deixando os centristas com a sensação de que a direita queimou cartuchos
«Devíamos ter feito isto em fins de semana diferentes», lamentava ao i uma fonte do CDS. 
Mas Cristas não desiste de marcar a agenda da oposição e já tem um plano para o conseguir: um segundo acto desta reentré centrista agendado para o próximo sábado. 
«Vai ser um comício popular em Oliveira do Bairro, com direito a porco no espeto e tudo»..."

Terminou a 3.ª edição do Figueira Film Art

Figueira Film Art 2016:
Dimitri Athanitis, realizador grego, foi consagrado com o prémio de “melhor longa-metragem ficção”
O filme português “Gelo” recebeu prémios para a melhor actriz (Ivana Baquero) e melhor fotografia (João Ribeiro).

Turismo

Portugal volta a estar em destaque nos “Óscares do Turismo”.

Nota de rodapé.
Na Figueira, o turismo não pára de aumentar...
Figueirenses já estão à procura de um  novo concelho para morar...

Imagem sacada daqui.

Figueira da Foz do Mondego... ou Figueira da Foz... da celulose?

Como sei, há muito e por experiência própria, que na sociedade figueirense não se pode discutir tudo, vou contar uma pequena história, com mais de 30 anos.

Aí por finais de 1981, dada a posição da Assembleia Municipal de Salvaterra de Magos, que se opôs à instalação da fábrica de celulose, em Marinhais, por considerar que não estava garantida a salvaguarda das actividades económicas fundamentais da região - ligadas, sobretudo, à agricultura - e o meio ambiente, os administradores da Soporcel, optaram pela Leirosa,  Figueira da Foz.

O assunto, naturalmente, foi à Assembleia Municipal do nosso concelho. 
Em Março de 1981, o processo, no mínimo controverso, da instalação da nova unidade de celulose, empurrada de Salvaterra de Magos, obteve acolhimento favorável dos órgãos autárquicos figueirenses: unanimidade na Câmara e maioria, com duas abstenções da então APU, na Assembleia Municipal.
As abstenções tinham a ver, no fundamental, com questões ambientais e qualidade de vida das populações. A água, na altura, era outro problema que preocupava a força política que se absteve. 
A APU, com as suas reticências, quis chamar a atenção para estes aspectos.
Na altura, recordo, um grupo de populares da Leirosa entregou mesmo na Câmara Municipal da Figueira da Foz uma petição com 383 assinaturas, na qual se afirmava que "o povo da Leirosa concorda com a instalação na zona, mas reclama para os habitantes da Leirosa  e freguesia da Marinha das Ondas prioridade no preenchimento dos postos de trabalho criados pelo empreendimento..."

Por essa época, era correspondente na Figueira da Foz do jornal O Diário
Por encomenda da direcção do jornal, fiz um trabalho sobre o processo de instalação da nova unidade de celulose no nosso concelho, que então se estava a iniciar.
Lembro-me que, pela APU, ouvi o meu saudoso Amigo Gilberto Branco Vasco, então membro da Assembleia Municipal da Figueira, eleito por esta força política.
Depois, em outubro de 1981, numa sessão de charme, os responsáveis pela nova unidade então em fase construção - o início da laboração estava previsto para o 2º semestre de 1983... - promoveram uma conferência de imprensa onde o barca nova ventilou o problema do abastecimento de madeiras para a nova unidade fabril.
Concretamente, foi questionado se havia estudos capazes de, à partida, garantirem um abastecimento sem problemas, sobretudo no domínio do eucalipto.
E os representantes da Soporcel foram obrigados a admitir o que se desconfiava: não havia...
Haveria, talvez, esboços, vontade de proceder a exames cuidadosos da situação, mas dados certos e seguros , sem margem para dúvidas - não.
E o jornal, de que eu era redactor, como era sua obrigação, deu conta disso na edição de 6 de novembro de 1981.
Esse era, na altura, como se veio a provar depois, um problema nacional de indesmentível importância: o chamado problema do eucalipto.

Não sei se foi coincidência, mas aconteceu-me o seguinte.
No período em que estiveram abertas as candidaturas para trabalhar na nova unidade fabril, como tantos outros candidatos, enviei o meu curriculum vitæ para me candidatar a um posto de trabalho.
Até hoje, nunca soube porquê, continuo à espera de ser chamado para prestar provas...
Foi uma lição de vida para mim.
Residiu aí, porventura, o conhecimento e assumpção do estoicismo que me tem acompanhado.
A resistência estóica, mais do que uma questão de vontade ou de necessidade, passou a ser, para mim, um assunto de cidadania e de sobrevivência.
Por isso, quando me tentam lixar, o meu alimento é a resistência. 
Passei a não dar excessiva importância àquilo que o não merece. 
Quem actua assim é rasteirinho, baixo e como tal deve ser tratado: com silêncio e desprezo.
Por mim, o assunto está ultrapassado há muito. Só espero e desejo que, estas e outras boas consciências que passaram pela minha vida, durmam descansadas.
Sans rancune.

domingo, 4 de setembro de 2016

Os famosos sofás do Cabedelo...

foto António Agostinho
Hoje, não me apetece escrever muito! Fico-me pela imaginação. 
Foi uma ideia repentina que me surgiu ao ver a foto. 
Pensando bem, vou pegar na bicicleta, pedalo até ao Cabedelo, fico-me pelo sofá, a olhar o mar e a ouvir música... 
E a descansar!

Tal como os políticos menores, também toda a pequena cidade tem o seu tabu...

"Cheira mal.
Fechamos as janelas do carro e seguimos viagem.
Após 3 minutos e 3 quilómetros, já passou.
Ufa!
Olhamos para a roupa que seca ao ar livre. Imaginamos o que será viver a sul das celuloses. Ou melhor, não conseguimos imaginar. Será possível alguém habituar-se a este cheiro pestilento?
E se os "chefes" das celuloses fossem obrigados a viver aqui, a sul?

Ninguém duvida da importância das celuloses para a criação de emprego.
Sabemos também que são unidades industriais preocupadas com a saúde dos seus trabalhadores. Além de certificadas por diversas organizações, nacionais e internacionais.
Contudo, uma análise critica mostra uma falta de interesse da sociedade pela poluição directamente atribuível a esta indústria.
Um jornalista do Diário de Notícias, em 2002, revelou isso mesmo quando visitou a Leirosa: foi difícil falar sobre o assunto, nem os visados pela poluição deram a cara. É assunto tabu.

Na semana passada, uma ONG de defesa do ambiente publicou um top ten das unidades que mais poluem no país, com base em dados oficiais.
As celuloses da Figueira figuravam na lista.
Esperava-se uma "defesa", troca de argumentos e dados sobre a poluição, relativizando-a.
Nada disso.
Silêncio. Uma "não posição" inteligente, esvaziando um debate necessário.

Será que as celuloses podem fazer mais para reduzir a poluição?
Qual o verdadeiro impacto na qualidade do ar, na paisagem (eucaliptos), nas águas e no ambiente marinho?
Porque tememos a discussão."

Nota de rodapé.
Poluição, celuloses e tabus, é mais uma interessante crónica de João Vaz publicada no jornal AS BEIRAS
Esta, publicada ontem, a meu ver, por motivos mais do que óbvios: de uma vez por todas, temos de tomar consciência, que a poluição está a dar cabo da nossa qualidade de vida e que, a prosseguir por este caminho, continuaremos a destruir o legado que recebemos.
A dissimulação é uma característica necessária à sobrevivência de alguns animais.
Contudo, quando se trata do homem toma conotações lá não muito recomendáveis, já que a associamos a uma certa dose de demagogia e falsidade... 

Mas, pensando melhor: lá me estava a esquecer que, na sociedade figueirense, não se pode discutir tudo!..
Ainda vou acabar mal, por continuar a entender, que viver é enfrentar a vida e os seus perigos diariamente. 
Ainda me vou lixar a valer, por continuar a entender, que a vida é luta permanente de sobrevivência - e não apenas a nível físico. 
Calma pá. Isto, é um dia de cada vez: sobreviver mais um dia é uma pequena grande vitória, mas não deixa de ser o adiamento do inevitável. 
Presumo que pouca gente deverá pensar nisto, pois é uma grande chatice...

Uma iniciativa interessante, pois os figueirenses são seres intrinsecamente curiosos...

A Sociedade Filarmónica Dez de Agosto reedita no próximo dia 10 de setembro, a partir das 9h30, a organização do peddy-paper subordinado ao tema "Os segredos da baixa figueirense".
Nesta aventura, que terá início na sede da colectividade, as equipas de duas pessoas terão a oportunidade de conhecer melhor as praças, ruas e becos da baixa da cidade, (re)descobrindo as pessoas, os lugares e a história da cidade.
Os interessados podem inscrever-se na sede da colectividade no dia da prova ou antecipadamente através do número de telefone 233 045 913 ou e-mail sfdezdeagosto@gmail.com.

Via Figueira na Hora

Morreu Maria Isabel Barreno, uma das "Três Marias"



....vale a pena conhecer «a sua biografia breve».
Maria Isabel Barreno nasceu em Lisboa, em 1939. Vive quase 35 anos na ditadura, numa sociedade repressora que condicionava a mulher, negando-lhe direitos básicos de realização e de afirmação enquanto ser humano. Militante da causa feminina, envolve-se em movimentos de “libertação” da mulher. Em 1972, com Maria Teresa Horta e Maria Velho da Costa, inicia a aventura de  “Novas Cartas Portuguesas”, obra proibida pelo regime, que vai ser o epicentro de um escândalo nacional e internacional  conhecido como “o caso das três Marias”.

sábado, 3 de setembro de 2016

Desta vez, foi ao quilómetro 29 da A14...

A última bebé a nascer no bloco de partos do HDFF (Hospital Distrital da Figueira) veio ao mundo poucas horas depois de se conhecer a data de encerramento daquele espaço. 
Recorde-se: uma menina com 3.230 gramas, com mãe de nacionalidade russa, nasceu às 00h30 do dia 1 de Novembro de 2006, veio fechar um ciclo que durava há 59 anos e que foi criado para responder a uma necessidade de um concelho que se acreditava estar em desenvolvimento.
Entretanto, o que nos vale á a nossa capacidade "pró habitual desenrascanço"...
Nasceu mais uma criança numa ambulância dos Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz, a caminho de Coimbra. Esta, viu a luz do dia pela primeira vez na madrugada de hoje, desta vez, ao quilómetro 29,27 da A14.
Estão de Parabéns os nossos Bombeiros (desta vez, foram Fábio Fernandes e Hugo Neves), pelo profissionalismo que, mais uma vez, demonstraram...

Nota de rodapé.
Recordar o processo que levou ao encerramento da Maternidade da Figueira da Foz, no momento em que o nosso Posto Médico continua ameaçado, mais do que actual, é importante...
Estes assuntos são sérios, como diz um amigo meu em tom de brincadeira... 
Esta gente é de desconfiar. Nunca dizem a verdade toda. Não diziam que iam fechar a maternidade: era só o bloco de partos. Agora, se fecharem o bloco operatório, dizem que mantém aberta a cirurgia.
Recordem, o que (por enquanto) aconteceu ao Posto Médico da Gala.
Ora, isto é um princípio perigoso. Caricaturando um pouco: pelo andar da carruagem - e continuando a citar o meu amigo - ainda nos cortam o fornecimento domiciliário de água, mas dizem que não nos encerraram as torneiras dentro das nossas casas!..

Não diz nada de jeito, mas ...

...  não podemos esquecer que um aldrabão com tempo de antena pode ser perigoso...

Ainda alguém se lembra?

Faz amanhã um ano, editei um post que começava assim.
Por entre a tragédia em curso, uma imagem vem chocar-nos ainda mais: a da criança síria morta na praia. De repente, a realidade parece mudar. A crise dos refugiados é a mesma, os nossos problemas são os mesmos, o debate na Europa continua, mas esta simples imagem leva-nos para outra dimensão. O seu poder é imenso. Abandonamos por um momento todos os cálculos e vemos, em grande plano, o incomensurável custo humano da história a acontecer sob os nossos olhos. Não é a primeira vez.
Hoje, li aqui esta postagem.
"Foi no dia 2 de Setembro de 2015, fez ontem precisamente um ano e até tem página na Wikipidéia num porradão de línguas e tudo. Ainda alguém se lembra? Ainda alguém se lembra de Omran e ainda nem 15 dias são passados? E qual é a indignação do dia no intervalo do protesto contra as touradas, o mercado de transferências do pontapé-na-bola caseiro, e a salvação do pitbull que matou um desgraçado que teve o azar de passar ao portão, nessa súcia de acéfalos que dá pelo nome de “redes sociais” e que é o Facebook de todos amplificado pelo Facebook de alguns que andaram numa universidade para ter um canudo de jornalista? "Um dia todos terão direito a 15 minutos de fama" e a uma indignação por minuto."

Praia do Cabedelo vai acolher a Taça de Portugal de Surfing 2016

O evento, com mais de 15 anos de existência, tem a particularidade de reunir numa só competição as modalidades de Bodyboard, Surf, Longboard e, este ano, estreia o Stand Up Paddle, em todas faixas etárias.
Mais de 200 atletas vão estar presentes na Praia do Cabedelo a defender os seus clubes. Aliás, este local vai receber as duas próximas edições deste evento desportivo, a maior prova nacional de clubes.
A organização cabe à Associação de Bodyboard Foz do Mondego que, nesta competição, traçou como principal objectivo a conquista do troféu.

O alerta de António Filipe Pimentel sobre as condições do MNAA foi feito na Escola de Quadros do CDS-PP, que decorre até domingo em Peniche...

Segundo o que se pode ler no jornal Público “um destes dias há uma calamidade” no Museu Nacional de Arte Antiga...
A nova galeria de pintura e escultura portuguesa, aberta a meio de Julho, "só não fechou no dia seguinte à inauguração solene pela razão simples de que foi inaugurada pelo senhor Presidente da República e o impacto político do encerramento era dramático".

"O que impede o saber não são nem o tempo nem a inteligência, mas somente a falta de curiosidade."

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

"Alberto Afonso, mestre artesão miniaturista e artista covagalense" *

"O trabalho, a vida, o saber e a alma em réplicas de bacalhoeiros". Estes navios são os mesmos a que diz respeito o novo livro, publicado na semana passada, pelo Senhor Manuel Luís Pata.
Para ver melhor, clicar na imagem
"Os navios bacalhoeiros que saem das mãos de Manuel Alberto Afonso não são apenas miniaturas (com mais de um metro) da antiga frota pesqueira da Figueira da Foz. São história, trabalho, aventura, vida e alma de quem neles andou e, em um ou outro, naufragou. O “artesão” covagalense, que nunca foi ao mar, reuniu fotografias, livros, documentos e, acima de tudo, um conjunto de depoimentos de antigos “lobos do mar”, que lhe permitem recriar o ambiente daqueles navios. «O “João Costa”, (naufragou em 1952 com 73 homens a bordo, todos salvos), foi «feito para mostrar a escala a bordo de um navio a motor», explica o autor do trabalho. No “José Alberto”, parte da primeira viagem, em 1935, foi a «forrar o convés, para criarem o mínimo de condições. Este e outros, foram pintados de branco por causa da guerra», sublinha. No “Gazela”, Manuel Alberto tem o cuidado de mostrar a chegada. «Queria um que viesse do bacalhau, porque ao chegar era totalmente diferente de quan­do partiu. Vem tudo o que é mau, no aspecto, degradação, velas sujas, podridão, roupa que não é lavada há 6 meses, e é altura de a ensacar», adianta, mostrando todos os mais ínfimos pormenores, conseguin­do-se (re)ver essa azáfama. Depois, há o “Maria Preciosa” – naufragado na Gronelândia em 1944, «depois de bater num banco de gelo». Esse, simboliza o naufrágio. Já o “Trombetas”, em «escala do lugre, com menos gente», mostra as «técnicas das velas, içadas e recolhidas, com cabos de arame e sisal (pois ainda não havia nylon)» e como é um navio fundeado."

Texto da jornalista Bela Coutinho, Diário de Coimbra

Nota de rodapé.
* - João Pita

Em breve nas bancas, o livro de um profeta ao contrário...

Vai correr tudo mal!

Sinopse:
Catástrofe, bancarrota, fuga de capitais, declínio do ensino privado subsídio-dependente, novo resgate, aumento do desemprego, subida dos juros da dívida e do endividamento. 
Em breve nas bancas, a obra há muito esperada desse vulto maior da profecia da desgraça, com prefácio de Ângelo Correio e textos de Sofia Aureliano, Felícia Cabrita, João César das Neves e Camilo Lourenço.
Na compra desta obra, receba grátis um pin com uma bandeira de Portugal made in China, um manual de instruções sobre como fugir ao pagamento de contribuições da Segurança Social e ainda se habilita a uma formação, num aeródromo perto de si, patrocinada pelo Tecnoforma. 
Não perca mais tempo, compre já!

Via  Portugal Não Pode Mais

..."se este fim de semana for a Tavarede, não fique confuso se, de repente, regressar ao passado..."

..."Tavarede está a celebrar 500 anos de foral".

A ausência do direito e dever do exercício da cidadania, é o maior problema da Figueira da Foz...

Manuel Luís Pata, tem 92 anos... Jorge Tocha Coelho, está com 87...
E, eu próprio, já não me ando a sentir nada bem!

Nota de rodapé.
Os exemplos de cidadania figueirense que registei, nas pessoas de Manuel Luís Pata e Jorge Tocha Coelho, não são poucos ambiciosos. 
Não se circunscrevem à efectiva possibilidade de participação política activa, mas  à cidadania que se reflecte numa procura de justiça social e no sentimento de que é possível responsabilizar politicamente os eleitos. 
A realidade, no entanto, demonstra-nos que a responsabilidade política não funciona e que a justiça social não existe. 
A cidadania que desejo é aquela que, para além dos direitos inerentes a um sistema democrático, assegure aos cidadãos que o seu voto conta - na responsabilização dos políticos que erraram por acções, inacções ou ausências.
Para ser cidadão não basta querer, é preciso que as leis o permitam. 
Porém, as leis, como sabemos, são feitas pelos eleitos. 
Se os eleitos não o permitem (exemplo disso, são as reuniões camarárias à porta fechada impostas pela maioria absoluta do presidente Ataide...), estamos perante um totalitarismo democrático, isto é, olhamos para os políticos como uma corporação que não serve a Figueira, nem os seus cidadãos, mas apenas os interesses da sua entourage
A história já nos mostrou onde é que isto acaba... 

Chama-se a isto, recorrer ao prego...

A AUTARQUIA E OS PREGOS, uma crónica de Carlos Tenreiro.

..."em clara atmosfera propagandista, com a realização da cerimonia de atribuição do Prego de Ouro, o dito, foi cravado na presença de altas individualidades da comunidade científica internacional e nacional, sendo encontrado, mais tarde, caído, junto ao local, por alegadamente ter sido objecto duma tentativa de furto, gorada, em face do mesmo ser tão somente dourado e não de ouro (!?) , segundo reza a nota de imprensa da CMFF.

Atento à inabilidade que venho constatando por parte da autarquia em lidar com iniciativas que envolvam pregos, atrevo-me a discordar da referida notícia, inclinando-me mais para a tese do prego ter caído porque, simplesmente, foi mal pregado.

Já não é a primeira vez, nestes últimos tempos, que se assiste a pregos mal pregados por parte da autarquia, como é o flagrante exemplo dos novos passadiços colocados na praia da Figueira. Não que estes pregos tenham caído como o do Cabo Mondego, mas antes, porque não podiam ser ali pregados por razões de ordem legal, devido a normas actuais de segurança e saúde pública, precisamente, por não serem de ouro, nem dourados, mas sim de cobre e, enferrujarem pela acção do tempo(potenciais transmissores do tétano), assim como, encontrando-se sujeitos a grandes amplitudes de ordem térmica, tendem a despregar-se, fazendo com que as ripas dos passadiços se soltem, ao ponto de já terem causado, durante o corrente Verão, graves acidentes nos transeuntes com menor poder de locomoção – crianças e idosos –.

O caderno de encargos daquela obra impõe (e bem) a fixação dos passadiços com parafusos em inox, não só pelas referidas razões de segurança e defesa de saúde publica mas também como forma de assegurar a sua manutenção periódica, por reaperto.

Contudo, em manifesto desrespeito pela Lei em vigor e do supra indicado requisito concursal, cada uma das múltiplas ripas que se estendem pelos novos passadiços da praia, encontram-se, todas elas, pregadas com vulgos pregos...

Depois de ter perdido todo o seu esplendor por não ver limpo o areal, a Rainha das Praias arrisca-se agora a ficar conhecida pela praia dos pregos ferrugentos, pagos a peso de ouro!"

Numa cidade turística, o pormenor faz a diferença: "em agosto fechado!.. Em setembro aberto!.."

A foto da esquerda foi tirada no dia 18 de agosto, pelas 8 horas e 47 minutos.
A da direita, ontem, dia 1 de setembro, sensivelmente à mesma hora...  
Entretanto, houve um um post no facebook de Teo Cavaco, muitos "like", alguns comentários.
Alguém ouviu e decidiu reparar o erro. 
Quando nos esquecemos de coisas... Do mal o menos... 
O pior é quando nos esquecemos das pessoas... 
Será, certamente, uma das piores crueldades que podemos fazer a alguém.

Pescódromo de Lavos, uma mais valia turística para a Figueira e toda a região centro


foto António Agostinho
Fica no salgado do Mondego, em Armazéns de Lavos, concelho da Figueira da Foz, entre o esteiro de Lavos e o braço sul do Rio Mondego, a poucos minutos da cidade e das suas praias, com a A14 e a A17 a escassos minuitos.
Situa-se a cerca de 500 metros do Museu do Sal.

Tal como tive oportunidade de constatar ontem de manhã, numa visita guiada pelo meu Amigo Jorge Camarneiro, o Pescódromo de Lavos é um espaço de animação, inovador e de grande potencial, que pretende "acrescentar valor à oferta turística figueirense envolvente e ofertará uma nova valência à economia local, isto é, à Economia do Mar”.

Gostei muito da visita ao primeiro grande pescódromo de água salgada do país. Sobretudo, da animada conversa que tive com o Jorge Camarneiro...
Bom, mas falemos do pescódromo.
Está dotado de 30 plataformas para pescadores (dois por cada uma) e uma cozinha para auto-confecção do produto pescado, sendo um local ideal para passar bons momentos de lazer com a famílias e grupos de amigos.
“O Pescódromo de Lavos é, com toda a certeza, não só na área do Turismo do Centro como a nível nacional, o empreendimento mais moderno e original de pesca turística”.
Para ficarem a saber mais  sobre mais este moderno e original empreendimento de Jorge Camarneiro, fica o link para uma reportagem recentemente realizada pela RTP. Basta, para o efeito, clicar aqui

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

A importância do (bom) nome...

"Os nomes são mais importantes do que parecem. Algumas pessoas, por exemplo, assumem o apelido de família como lema de vida, procurando honrar quem as precedeu e criando a esperança de que os vindouros possam também encontrar nesse apelido algum motivo de orgulho."

Citação de uma crónica de José Augusto Cardoso Bernardes

Nota de rodapé.
Agostinho: o trabalho  ignorado e realizado, a gosto, por gente sem nome, mas com alma!.. 
Imposto, é outra coisa. 
Tem esse nome, porque de outro modo ninguém queria... 
Volto a citar José Augusto Cardoso Bernardes
"Como é sabido, uma das consequências do programa de ajustamento a que Portugal esteve sujeito entre 2011 e 2014 foi a reestruturação administrativa do território. Entre muitas outras condições, o Memorando assinado com a chamada “Troika” referia a necessidade de proceder à diminuição do número de autarquias. Tendo ficado em aberto a possibilidade de extinguir ou agregar indistintamente câmaras ou freguesias, o governo acabou por se fixar apenas nas unidades administrativas mais pequenas, dando cumprimento expedito a uma imposição que, se tivesse abrangido as câmaras municipais, poderia ter sido politicamente bem mais delicada. Importava que o processo fosse rápido e foi isso que aconteceu. Quase não houve debate (a não ser entre uma minoria de protagonistas políticos) e as populações não tiveram tempo suficiente para se aperceber do que estava em causa. Foi assim também no concelho da Figueira da Foz. Depois de algumas hesitações e de não poucas reviravoltas, o balanço viria a traduzir-se no apagamento puro e simples de quatro das dezoito freguesias então existentes. Recorro a este termo e não a outro de conteúdo mais suave porque, na prática, foi isso que aconteceu: apagaram-se nomes e, num dos casos (Brenha), chegou ao ponto de se ter fragmentado, em poucos dias, um território que permanecia unido há vários séculos. No final, quatro freguesias foram sacrificadas: Brenha, Borda do Campo, Santana e São Julião. Todas perderam a sua autonomia administrativa. Mas, como se isso não bastasse, viram-se desapossadas do seu nome, uma vez que as novas unidades autárquicas passaram a designar-se apenas pelo nome da entidade agregadora. É certo que a proposta não obteve aprovação unânime na Assembleia Municipal mas, na altura, os protestos pareceram bastante débeis e inconsequentes. Só mais tarde o descontentamento começou a tomar forma entre as populações. Avançou São Julião, a maior de todas as freguesias “agregadas”. Graças à iniciativa de alguns cidadãos e à esperada concordância de todos os órgãos autárquicos e da própria Assembleia da República, a freguesia urbana conseguiu, para já, ver o seu nome reposto na designação da nova autarquia, em paridade com o nome de “Buarcos”. Trata-se de uma solução razoável e justa, que deveria ser imediatamente alargada às restantes freguesias, cujo nome foi apagado. Nenhum partido, nenhum agente político confessou entusiasmo pela maneira como o processo foi conduzido há três anos. Mesmo os responsáveis diretos pelo processo afiançaram então (e têm-no vindo a repetir) que a sua iniciativa visou apenas evitar males maiores. Pois bem: é o momento de todos serem consequentes, corrigindo agora, até onde for possível, uma atitude na qual felizmente ninguém se revê. Tal como sucedeu já com São Julião, também Brenha, Borda do Campo e Santana merecem um gesto uniforme de reparação, que consistiria, para já, em repor o seu nome na designação das freguesias agregadas. Estas passariam a chamar-se, respetivamente, “União das freguesias de Alhadas e Brenha”, “União das freguesias de Ferreira-a-Nova e Santana” e “União das freguesias de Paião e Borda do Campo”."

"un certain regard"

Duas anedotas. Sem moral e sem sentido (trata-se de humor cruel).

"A primeira anedota mostra como um homem decente e digno pode ser enxovalhado em público aos noventa anos por cretinos que o desprezam e lhe ignoram a obra.

A segunda não tem sentido nenhum, mas também é humor negro. Ou seja, também faz o riso amarelo."

Em todo o caso ambas ilustram uma certa visão da cultura na Figueira da Foz.

Via o sítio dos desenhos

Contributo para a compreensão da degradação ética do poder no nosso concelho...

Para ler melhor clicar na imagem
UMA PRIMEIRA PÁGINA, DE FEVEREIRO DE 1981, SOBRE UM EPISÓDIO CHUNGA, QUE AJUDA A PERCEBER A POLITIQUICE FIGUEIRENSE NOS ÚLTIMOS 40 ANOS...

Nota de rodapé.
 “O País perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes estão dissolvidos e os caracteres corrompidos. A prática da vida tem por única direcção a conveniência. Não há princípio que não seja desmentido, nem instituição que não seja escarnecida. Já não se crê na honestidade dos homens públicos. O povo está na miséria. O desprezo pelas ideias aumenta em cada dia. Vivemos todos ao acaso. O tédio invadiu as almas. A ruína económica cresce. O comércio definha. A indústria enfraquece. O salário diminui. O Estado tem que ser considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo”.

Citei Eça de Queiroz, um escritor que se notabilizou pela originalidade e riqueza do seu estilo e linguagem, nomeadamente pelo realismo descritivo e pela crítica social constantes nos seus romances.
Como o crítico literário, Jacinto Prado Coelho disse: "foi mais analista social do que psicólogo; ironizou Portugal porque muito o amava e o queria melhor." 

Um jornal onde as piadas acontecem em editorial!

"Sem jornalismo, ninguém conseguirá destrinçar as notícias dos boatos."
Octávio Ribeiro, Director do Correio da Manhã!

Que será preciso acrescentar? Está tudo na crónica do António Augusto Menano...

Uma homenagem mais que merecida...(II)

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quarta-feira, 31 de agosto de 2016

A blogosfera é uma chatice para os políticos na Figueira?

Comigo é assim: bloguista escreve o que realmente ouve e não aquilo que os políticos gostariam que se pensasse que houve...

Nota de rodapé.
Há alguns anos atrás as pessoas sabiam o que significava o lápis azul... 
Era o sinistro e odiado, pelos verdadeiros jornalistas, lápis utilizado pela censura para cortar e truncar os textos editados pelos jornais
Antes de saírem para o público, todos eles tinham que enviar a essa comissão um exemplar e, só depois de devidamente visados pela censura, poderiam sair para as ruas!.. 
Outros tempos e ainda não muito afastados!..

De burrada, em burrada até à borrada...

Conforme tornámos público, algo aconteceu, para que a sinalização no novo pavimento da Estrada de Coimbra, nas traseiras da Estação do Caminho de Ferro -  uma das entradas da cidade -  ter ficado no estado que as fotos mostram clicando aqui.
Hoje, conforme confirma a imagem abaixo, ficámos a saber que "a borrada" ia ser corrigida.
Entretanto, já está.
De burrada, em burrada, chegámos até à borrada final. A foto abaixo dispensa mais palavras.

"E a ausência de antigos autarcas (tal como, no futuro, os actuais faltarão)." - eles não vão lá por dever de cidadania, vão lá para a fotografia...

"Manuel Fernandes Thomaz, vereador da câmara, deputado às Cortes da Nação, arauto da liberdade e dos valores da democracia, redactor do texto constitucional de 1882, exemplo de comportamento cívico exemplar, anualmente homenageado em cerimónia pública por iniciativa do município, foi o inspirador dos discursos das entidades presentes.
A exaltação dos valores e dos princípios praticados pelo ilustre figueirense percorreu a generalidade das intervenções. Mas, pergunta-se, terá a mensagem chegado à população menos conhecedora do seu pensamento, da sua acção e dos seus objectivos? Que deve alcançar e inspirar. Quando olhamos à volta, encontramos todos os anos os mesmos rostos. E a ausência de antigos autarcas (tal como, no futuro, os actuais faltarão).
Se queremos que se alterem comportamentos condenáveis na “política”, é fundamental criar as condições para fazer chegar à mensagem a todos. Saúdam-se as intervenções, mesmo as frases repetidas anualmente (como não poderia deixar de acontecer), mas também a abordagem didáctica sobre a Constituição de 1882 e a proposta da Associação 24 de agosto para que se centrem na Figueira as comemorações do duplo centenário da revolução de 1820."

Texto extraído da crónica "24 de agosto", hoje públicada por Daniel Santos, no jornal AS BEIRAS

Passos e o PàF de saudosa memória..


Marques Mendes, limita-se a registar, numa dose q.b,  a incompetência de Passos e restante equipa do saudoso Pàf,  em matéria de sistema financeiro. 
Marques Mendes, porém, não esquece que até são amigos e que ainda jogam na mesma equipa. 
Contudo, não deixa de ser um momento para mais tarde recordar, assinado por Marques Mendes, esse "guru do comentário político e da consultoria privada".

É bom conhecer o passado, ter boa memória e não esquecer este covagalense e grande Senhor: se há figueirense que merece a atribuição de uma Medalha de Mérito Cultural, esse cidadão chama-se Manuel Luís Pata.

Não foi por acaso que, na semana passada, coloquei esta imagem como foto de capa no meu facebook.
Contudo, sejamos, desde já, claros.
A nostalgia não é boa companheira,  se não for acompanhada de lucidez. 
Sem lucidez a nostalgia é perigosa. 
A lucidez é que permite que a memória esteja no sítio que deve ocupar. 
A memória nostálgica é perigosa. Significa imobilismo, significa amargura, significa sempre dor. 
A lucidez permite-nos assumir a memória voltando a dar-lhe vida como período do nosso passado que é útil e bom recordar.

Vamos então tentar olhar para este quadro, pintado pelo recentemente falecido pintor Cunha Rocha para a família Gaia Braz, com lucidez.
A imagem que desenterrei da minha memória ao olhar para este quadro, já desapareceu há anos. 
Foi levada, nos anos 80 do século passado, por culpa e responsabilidade da Junta Autónoma das Estradas, com a conivência do poder autárquico figueirense.
O presidente da câmara da Figueira da Foz, nessa altura, era Joaquim Manuel Barros de Sousa.
Na altura, ainda não existia a freguesia de S. Pedro e a única e perseverante voz que se levantou, lutou e protestou contra esta mal feitoria que foi feita à nossa Terra foi Manuel Luís Pata.
Foi (mais...) uma luta perdida. Mas, agora, passados todos estes anos, como todos temos oportunidade de constatar, Manuel Luís Pata tinha razão.
A variante levou este postal magnifico da nossa Terra. 
Ainda bem que o artista, em boa hora, pintou esta obra que ficou para a posteridade...
Era tão bonita a antiga borda do rio da minha Aldeia.

Ficámos sem poder reconstruir aquilo que seria hoje o ex-libris da Aldeia.
A reconstrução nem sempre é possível... 
Contudo, por vezes, a única forma de começar de novo é precisamente esta - crescer do nada, já que absolutamente nada se tem a perder
Numa situação destas ou surge o maior dos desânimos ou a maior das forças.
E Manuel Luís Pata nunca desanimou.
O maior exemplo que Manuel Luís Pata nos deu e continua a dar, apesar dos seus mais de noventa anos e de todas as mazelas e incompreensões que o seu corpo e a sua alma tiveram de suportar ao longo da vida, e que as pessoas pensam que é a teimosia - que é força de vontade dos pobres - para mim, é outra coisa: é sim, do meu ponto de vista, um dos raros exemplos de verdadeira perseverança que conheço... 
Foto Bela Coutinho, obtida via Cemar

Os figueirenses sempre tiveram medo de assumir as suas posições. 
Antes do 25 de Abril, por razões óbvias.  E, agora, no tempo que nos dizem ser da democracia, continuo a conhecer muito pouca gente que arrisque tornar-se cidadã de corpo inteiro. 
E todos sabemos porquê.
Continuam a existir represálias, mais ou menos encapotadas.
Por isso é que, numa sociedade como a figueirense, são tão importantes e decisivos cidadãos como Manuel Luís Pata.
Todos nascemos completos. Contudo, só poucos conseguem viver assim.

A coluna vertebral permite que caminhemos de forma erecta. 
Utilizar a coluna para andarmos levantados, fazendo frente a quem não quer que a usemos para esse fim, é um dever de cidadania. 
Manuel Luís Pata é um desses raros cidadãos: continua erecto e  consequente...

Festival Gliding Barnacles começa hoje

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