quarta-feira, 22 de junho de 2016

As preocupações culturais dos autarcas figueirenses...

"PSD quer reflexão sobre marchas populares", li ontem no jornal AS BEIRAS.
Porém, hoje não é dia de reflexão para mim... 
Portanto, não vou reflectir sobre marchas!
Aliás, para mim, sobre este assunto, não há nada mais para reflectir: está mais do que provado que este modelo de animação da noite de S. João, na Figueira, faliu há muitos anos.

Contudo, mesmo assim, não se perde nada por estarmos atentos a esta pequena reflexão sobre tão cadente tema da vida figueirense neste mês de junho, encetada pelos políticos locais, no local próprio.... 

Até porque já começou a silly season...
E as certezas são só para os que não pensam!..
É sempre um refrigério ver os políticos figueirenses a reflectir, com o brilho do costume, sobre a cultura local contemporânea...

"Gratificar os trabalhadores camarários", disse Ataíde. Ora, aí está um bom exemplo de coerência que define um político...

Segundo a Figueira TV"os vereadores da oposição estão contra descontos em piscina para funcionários camarários".
De acordo com uma proposta  aprovada com os votos contra da oposição, os trabalhadores camarários da Figueira da Foz e seus familiares directos vão ter desconto nos bilhetes de acesso à Piscina Mar, propriedade municipal.
Intervindo aquando da votação da proposta, o presidente da autarquia, João Ataíde (PS), disse que esta pretende “gratificar e dar oportunidade aos trabalhadores de beneficiar de 50 por cento de desconto” nas entradas daquela infraestrutura de lazer, cuja gestão passou, este verão, a ser assumida pela autarquia.
Já Miguel Almeida, do movimento Somos Figueira [PSD/CDS-PP/MPT/PPM), oposição no executivo, questionou a justificação do Presidente da Câmara, contrapondo que “nos tempos que correm, não faz sentido” que os trabalhadores camarários tenham descontos que os munícipes não têm.
“Qual é a explicação? Porque é que o senhor do supermercado ao lado da piscina paga por inteiro e o funcionário da Câmara paga metade? Faz algum sentido”, inquiriu Miguel Almeida, apelidando a proposta camarária de “política para dar ‘likes’ [gostos]”.

Nota de rodapé.
Distribuir, a pouco mais de um ano das eleições legislativas, o "kit económico de frequentador da piscina do mar", é mais um exemplo de uma campanha que é o culminar de quatro anos de propaganda que passa despercebida na comunicação social local, sempre atenta a outros pormenores e festas patrocinadas e pagas pelos impostos dos figueirenses.
“As pessoas só não se queixam, porque não sabem que é assim”, disse Miguel Almeida na reunião camarária onde foi aprovada a proposta de fixação de “preços a aplicar na piscina mar aos trabalhadores do município da Figueira da Foz e familiares”, com cinco votos a favor, do PS, e quatro contra, do movimento Somos Figueira..
O desconto de 50 por cento nos bilhetes da Piscina-Mar (equipamento com uma lotação de 300 lugares, que reabriu ao público a 10 de junho, sob gestão municipal e deverá funcionar até 15 de setembro) irá abranger cerca de 480 funcionários camarários, respectivos cônjuges e filhos...
Aprendam - é assim que se garantem muitos votos no momento próprio... 
O presidente João Ataíde lembrou que os funcionários também têm desconto na piscina do Parque de Campismo, onde pagam metade (2 euros) da entrada normal diária e sustentou que as piscinas “são exploradas directamente pela câmara”.
Tudo com o dinheiro dos contribuintes figueirenses, que não consta que "nadem em dinheiro".

terça-feira, 21 de junho de 2016

UMA INOVAÇÃO: PESCÓDROMO DE LAVOS!

Está a quase a ser inaugurado o primeiro grande PESCÓDROMO de água salgada no nosso país.
Com recepção e despensa de material de pesca, 30 plataformas para pescadores (2 por cada uma) e uma cozinha para auto-confecção do produto pescado, este projecto é o local ideal para passar bons momentos de lazer com a famílias e grupos de amigos.
Uma palavra final para dizer que a empresa promotora deste investimento, no Concelho da Figueira da Foz, é a NASHARYBA, Produção e Comercialização de Peixe, Lda., com sede em Montemor-o-Velho, igualmente proprietária das Pisciculturas do Vale da Vinha e do Torrão, na freguesia de Lavos.

Via Jorge Camarneiro

Estação de socorros a náufragos da nossa cidade vai ter mais pessoal

Em declarações prestadas ontem na Figueira da Foz, no decorrer da sessão de apresentação do sistema "Costa Segura", o vice-almirante Silva Ribeiro admitiu que a lotação das estações do ISN apresentava "profundas deficiências" e que a AMN tem autorização para o reforço de pessoal com 26 tripulantes este ano, 22 em 2017 e 20 em 2018.
"O concurso está aberto e vamos seleccionar o pessoal para que início do próximo ano existe a possibilidade de reforçar as estações. E a Figueira é uma delas", disse Silva Ribeiro.
Por outro lado, o director-geral da Autoridade Marítima disse que o novo estatuto do pessoal das estações salva-vidas vai ser publicado "muito em breve" em Diário da República e "vem dar outras condições", que não especificou, aos tripulantes.
Questionado pela agência Lusa sobre se o novo estatuto incide sobre os horários de serviço dos tripulantes - já que as estações salva-vidas possuem horário de funcionamento e tem existido alguma polémica sobre a alegada falta de disponibilidade fora do horário normal de serviço - Silva Ribeiro considerou essa questão "uma falácia", alegando que os funcionários possuem efectivamente um horário, "mas depois têm disponibilidade permanente, o que se mantém".
"Têm normalmente (disponibilidade) inferior a meia hora, isso já estava, mas está claro, no estatuto que vai ser publicado, que rapidamente comparecem. Não vai existir pessoal 24 horas por dia à espera de uma emergência, vai existir um regime de prontidão de 20 minutos para saírem", explicou Silva Ribeiro.
De acordo com o mesmo responsável, todas as barras do país testaram, recentemente, planos de salvamento marítimo, tendo ficado definido pela AMN que, numa situação de barra condicionada, os meios da Autoridade Marítima "estejam à entrada" das infraestruturas portuárias e não ancoradas nos cais.

Outdoor´s 2009 - 7...

Basta de realidade. Venham mais sonhos!
E pronto, durante sete dias, sete, recordámos, sete cartazes de propaganda política, sete, de um político que, na campanha de 2009, usou sonhos caros, sem saber realmente quanto custavam...
Foi apenas mais do mesmo.

Como puderam constatar, é fácil perceber os resultados eleitorais que se verificaram nas eleições autárquicas na Figueira nos últimos 40 anos.
Os eleitores figueirenses são mais facilmente seduzidos por sonhos do que por mensagens baseadas em promessas exequíveis ou em obra feita.
É claro que há políticas com mérito, que são mal explicadas, ou cuja “explicação”, ou a falta dela, acaba por ser o seu principal óbice. Contudo, não são tantas como isso, são mais a excepção do que a regra. 
O seu reverso é igualmente verdadeiro, há políticas erradas que uma boa comunicação torna “boas”.
Mas, isso não é sustentável durante muito tempo

Não se esqueçam, portanto, de olhar para os 7 anos, sete, de gestão autárquica do presidente Ataíde e da sua equipa...
O saldo espectacular, que apurariam se se dessem a esse trabalho,  assenta numa fórmula mágica. 
Já testada por outros políticos, é uma fórmula com riscos mínimos. Funciona quase sempre  e pode ser aprendida em pouco tempo de poder...
A separação de águas, que se verifica - e é visível - no seio do poder político, na Figueira, entre o PS local, e quem manda na câmara, foi feita à custa da exclusão do partido.
É típica de políticos da "escola" tipo Cavaco Silva.

Ao PS figueirense ficou entregue a  agenda menor, ligada à partilha do pequeno poder pessoal e à dádiva de um ou outro tacho partidário  - a entrada, neste segundo executivo liderado por Ataíde, do jotinha Portugal à frente de António Tavares, explica-se por ter tido tudo a ver com isso...
Daí, a  gestão da câmara ter perdido dimensão e condução política,  neste segundo mandato de João Ataíde.
Eu, se fosse a V. Exas., nem perdia mais tempo a ler este blogue cuja memória só serve para recordar coisas da treta...
Basta de realidade. Venham é mais sonhos!

Nota de rodapé.
Continuação daqui, daqui, daqui, daqui daqui e daqui.

Amanhã, deve continuar a ser um dia de optimismo e de esperança para resolver a primeira final...

Ao DN, Manuel José, que salienta ter uma "relação muito boa com Fernando Santos", disse que o discurso inicial do seleccionador pode ter sido prejudicial aos futebolistas.
"É uma faca de dois gumes. Dizer que vamos lutar pelo título, ser campeões revela coragem mas foi de um optimismo exagerado que colocou uma responsabilidade muito grande em cima dos jogadores, agravada pela qualidade das equipas do grupo e que são da II divisão europeia. Gosto muito do Fernando, mas foi de um optimismo exagerado"... 
Não posso discordar mais de Manuel José.
Também para Fernando Santos, a vida é, por vezes, tão difícil e pesada, que uma lufada de ar fresco transmite um pouco de optimismo e funciona como ouro sobre azul!..
Acreditar, é uma forma de manter o optimismo, mesmo que tudo à nossa volta nos diga que é uma tarefa votada ao fracasso!
Por mim, que há muito não acredito neste futebol, Fernando Santos esteve bem. 
É que não há outro modo de se viver a vida senão com optimismo. 
Por pior que a realidade venha a ser, a alternativa, se bem que inevitável, como ponto de partida, é impensável.
Até chegarmos à realidade, há que manter a esperança e sorrir... 
Sobretudo, sorrir! Sorrir muito...

Jorge Tocha Coelho, um cidadão atento... (VII)

Para ler melhor clicar em cima da imagem.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Virginia Raggi - presidente de Câmara 5 estrelas

Na Figueira, temos o que merecemos...  E para quem é, "bacalhau basta"...

Miguel: estou contigo... Viva o espírito de Abril...

"Participar é preciso",
 uma crónica de Miguel Almeida...
"Os mandatos autárquicos não devem depender apenas daquilo que os eleitos fazem no exercício dos seus cargos, nem do trabalho dos funcionários das autarquias. Todos os cidadãos em geral desempenham um papel fundamental no quotidiano da gestão concelhia, nomeadamente através da denúncia de situações que carecem de intervenção das Juntas de Freguesia ou da Câmara Municipal. Os cidadãos têm o direito e a possibilidade de exporem as suas preocupações e reclamações, mas também os seus elogios, aos órgãos autárquicos, tanto através da participação nas reuniões públicas dos respectivos órgãos, como por escrito, junto dos serviços. Não basta a crítica fácil em conversa de café e depois esperar que outros façam o papel que cabe a cada um de nós. A Figueira, que é um exemplo a nível nacional pela participação de tantas mulheres e homens na vida associativa, carece de uma maior cooperação entre eleitos e eleitores. Falta capacidade reivindicativa aos figueirenses e, vontade de ouvir a quem gere os destinos do concelho. A participação cívica, que aqui reclamo, nada tem haver com actividade política e por isso deverá estar despida de qualquer preconceito Ideológico, apenas de uma genuína vontade de poder ajudar a traçar os destinos do concelho. As sociedades modernas constroem-se na partilha de opiniões e agregando vontades em que ninguém se deve sentir a mais ou com receio que a sua participação seja mal interpretada pelo poder vigente."

Nota de rodapé.
Infelizmente, vivemos numa cidade onde, quando os cidadãos, utilizando um direito do País de Abril, pretendem participar de viva voz, quem de direito, certamente por uma mera e infeliz coincidência - está ausente.

Sei do que falo.
Um cidadão para usar da palavra numa sessão de câmara ou de assembleia municipal tem de inscrever-se previamente.
Portanto, como explicar a ausência, tanto do presidente da câmara, dr. João Ataíde, como do vereador do pelouro da saúde na CMFF, e vice-presidente dr. António Tavares, no passado 29 de Abril na sessão da Assembleia Municipal realizada nesse dia?

A cidadania precisa de cidadãos livres e responsáveis políticos credíveis.
O tempo das negociatas e do amiguismo "porreiro" já deveria ter terminado, há muito, na Figueira.
Os Aguiares, os Santanas,  os "galantes" perdão, os Duarte Silvas, não deveriam ter lugar na construção de um futuro que se quer de esperança para a Figueira.
Se quisermos, podemos construí-lo a partir deste presente esperançoso.
Bastava que quiséssemos...

A Figueira vista da outra margem...

Na foto da caminhada de hoje de manhã, obtida com recurso ao meu telemóvel baratucho, dá para ver que, do lado de cá, nesta outra margem, em primeiro plano, temos um parque de estacionamento, em terra batida e todo esburacado. Logo a seguir, um monte de terra, que permanece imóvel e a estragar a vista sobre o novo lugar de culto da cidade: a envolvente ao Forte de Santa Catarina, local onde em 2013 foram investidos cerca de 3.902.757,68 euros.
No melhor pano cai a nódoa. 
Quem andar pelo novo local de culto da cidade e olhar para esta outra margem, vê um desastre ambiental e paisagístico, que é toda a zona ribeirinha da margem esquerda do Mondego, que vai desde o local onde era a antiga ponte até à foz do rio. 
Não discuto as opções políticas de gestão municipal, deste e de anteriores executivos, em relação à gestão do espaço concelhio e a sua utilidade. 
Limito-me a questionar o óbvio: a localização deste caos urbanístico, é um perfeito desastre ambiental, e desfeia  aquele que poderia ser um dos locais mais bonitos da minha Aldeia e do concelho figueirense!

Delitos de opinião

Obras de Verão em Buarcos
"As obras atrasaram. Apesar das promessas da Câmara Municipal da Figueira da Foz as acessibilidades às praias, Buarcos e Figueira da Foz, não estão operacionais.
Há ainda muitas dúvidas quanto à qualidade e funcionalidade dos arranjos. 
Elementos fixos ao nível da areia sujeitos a serem elementos submersos pela areia? Tábuas de madeira nos passadiços ? 
Sobressai ainda a falta de organização na obra, estando espalhados materiais e lixo um pouco por todo o lado. Sinalização das obras ? Não é visível. Tábuas com pregos não faltam." 
João Vaz, Consultor - Ambiente e Sustentabilidade, via blogue O Ambiente na Figueira da Foz

Nota de rodapé.
Lidar mal com a crítica é um dos traços que demonstram o subdesenvolvimento cultural do concelho em que vivemos.
É banal, para quem ousa emitir opinião independente, isenta e objectiva, ser acusado, pelos que gravitam em redor do poder político,  de não fazer crítica construtiva. 
Isto é, aquela crítica que se dissolve em paleio que não incomoda o Poder, nem os poderosos - a chamada crítica de água-chirla, que é de todo inútil
E, no entanto, se há concelho que tem tradição em fazer "balas de papel", como dizia Aquilino, é o nosso.
Não é preciso recuar aos tempos de José Silva Ribeiro, no jornal a "A VOZ DA JUSTIÇA", para encontrar quem sabia  esgrimir com as palavras a zurzir com acerto e com justiça  no poder.
Mais recentemente, recordo José Martins, no "BARCA NOVA" e António Tavares no "LINHA DO OESTE".
O desconhecimento desse jornalismo, de primeira água, que já existiu na Figueira é uma falha grave, sobretudo num país que banalizou o recurso aos tribunais para o desagravo da polémica. 
Na Figueira, também os poderes sempre amaram, acima de todas as coisas, meter na ordem os perigosos delitos de opinião

Outdoor´s 2009 - 6...

Basta de realidade. Venham mais sonhos! 

Nota de rodapé.
Continuação daqui, daqui, daqui, daqui e daqui. Continua...

Um presidente gourmet, é um cidadão comilão erudito...

foto sacada daqui

domingo, 19 de junho de 2016

A luz coada do mar da Cova...

Depois de passar pelo Largo Aguiar de Carvalho,
estendo o olhar até à encosta sul da Serra da Boa Viagem...
Todas as manhãs, logo pela fresquinha, gosto de caminhar, para perder peso e ganhar energias para o dia. 
Em relação ao primeiro objectivo, está a ser difícil averbar vitória.
Quanto ao segundo, a vitória foi automática...

Normalmente, vou pela Rua das Indústrias, olho para as antigas instalações do Alberto Gaspar, passo o Mercado e subo até ao Largo Aguiar de Carvalho, onde estendo o olhar até à encosta sul da Serra da Boa Viagem e sigo pelo passadiço que liga a Praia da Cova à Praia do Hospital. 
Depois, tenho de descer ao lado do relvado sintético - os passadiço entre o Hospital e o Cabedelo estão impraticáveis...  -  e sigo até ao Cabedelo pela estrada que ficou entalada entre a duna, cada vez a minguar mais, e  as instalações do porto de pesca, passo ao lado da antiga Foznave e inicio o regresso. Antes, porém, percorro o paredão até à ponta do molhe sul
Quando inverto a marcha, reparo que
 a Gala está a receber os primeiros raios de sol..


Quando inverto a marcha, reparo que a Gala está a receber os primeiros raios de sol.
Dá para imaginar alguém que se terá esquecido de fechar as persianas a acordar irritada com a primeira luz a bater-lhe na cara. 
Resmunga com o marido e diz-lhe para ir fechar as persianas
E ele vai, porque gosta dela.
Pudera: ela é bonita e irresistível.

E assim começa o dia: com o mar e a luz coada do mar da minha Aldeia.
Os primeiros raios da luz do sol aquecem-me a face e fazem despontar mais um dia perante os meus olhos, agradados por mais esta dádiva. 
No ar, a presentear-me fica o odor da areia e da maresia, o vento suave na cara e o rumor da onda.
A natureza na minha Aldeia é uma coisa bela.
E nós tão pequeninos em relação a ela!..

Uma explicação necessária.
Todos somos vulneráveis e precisamos de nos resguardar. 
Entendam esta crónica, como um momento de felicidade de alguém que, após mais de ano sem poder fazer aquilo de que gosta de poder fazer muito - caminhadas matinais -, constatou que a arreliadora lesão no "calcante" esquerdo foi debelada.
...aí está o voo de uma gaivota culta,  que é aquela
que faz o que alguns figueirenses  gostariam de fazer,
mas não fazem:  por falta de coragem e  outras coisas...
Duas semanas depois de retomar o ritmo normal, sinto o  conforto de caminhar sem dor.

Eu sei que não há vida sem dor, como ensinam os livros!.. 
Para o saber, bastou  olhar para a minha vida, que não é muito diferente da dos demais mortais...
Terão, pois, razão os livros, mais uma vez... 
Mas que era chato caminhar com dor no "calcante" esquerdo, lá isso era!..
Sabe-me tão bem caminhar agora com todo este conforto, que resolvi partilhar convosco este momento de felicidade!..

Desculpem lá a franqueza, mas, neste momento, depois da caminhada que antecedeu a feitura do texto acima, sinto-me tão feliz como uma gaivota culta depois de cagar na cabeça de muita boa gente que, por vezes, se lembra de vir ao Cabedelo...

Outdoor´s 2009 - 5...

sábado, 18 de junho de 2016

80 mil em defesa da escola pública

É hoje, pelas 14,30...

Concentração em Defesa da Escola Pública Gratuita e Qualidade
Vamos Exigir:
1. Que não haja duplicação no financiamento e que, no respeito pela Constituição se garanta o financiamento adequado à Escola Pública;
2. Que o apoio financeiro a colégios privados, através de contratos de associação, tenha lugar apenas quando a resposta pública é insuficiente, sendo nesse caso apoiados os alunos das áreas geográficas previstas nos contratos celebrados;
3. Que aos docentes dos estabelecimentos particulares e cooperativos, cujos horários de trabalho são ainda mais sobrecarregados, sejam aplicadas as mesmas normas que se aplicam no ensino público.

Outdoor´s 2009 - 4...

Basta de realidade. Venham mais sonhos! 

Mais de sete anos, 7, decorridos, está provado que não se recolocam coretos só com promessas eleitorais...
Uma coisa, é o que os políticos dizem que querem fazer nas campanhas eleitorais. 
Outra coisa, é o que os políticos realmente querem fazer depois de ganharem as eleições.
Se duvidas ainda existissem, João Ataíde, desde 2099, aí está para o provar.
Mas, esta "estória" do coreto, politicamente, tem contornos mais profundos...

Muitos de nós recordam-se certamente da música a emanar do coreto do jardim municipal rodeado de gente ávida de a ouvir. 
Era assim, de forma simples e acessível, que a música e a cultura chegava aos figueirenses. 

E hoje, como é? 
Hoje, há concertos no CAE para elites que os podem pagar. Há iniciativas elitistas na Biblioteca Municipal, para os políticos se mostrarem em "traje de luces" para o social... 
Pobre gente e pobre social!
Entretanto, a falta do coreto faz imenso jeito aos que se vão demitindo de mais uma das suas funções: tornar acessível de forma simples a cultura ao Povo...
Ter um povo descontraído e alarve dá muito jeito.

Longe vai o tempo em que a devolução do coreto constava das promessas eleitorais do actual presidente, João Ataíde. Longe vai o tempo, da promessa de concretização, assegurada pelo então vereador do pelouro do Ambiente, António Tavares, da requalificação, na altura ainda “em esboço”, que iria desembocar num projecto que “incluiria o coreto e um coberto vegetal que garantiria alguma intimidade, mas sem perturbar a segurança de quem procura o jardim”.

Nota de rodapé.
Continuação daqui, daqui e daqui. Continua...

A vida é real, mas poucas vezes nos faz sorrir...

"o Euro é uma espécie de Festival da Canção"...
"Antes de a coisa acontecer somos sempre favoritos, parece que este ano é que é, pois se até os do Liechenstein confidenciaram nos bastidores que sim senhores, este ano tínhamos ali bom material, pois se o artista levantou o polegar e sorriu, tudo bons indicadores..."
(e depois acontece a chamada vida real: até uma equipa de pontapé para a frente empatou connosco)...

Nota de rodapé.
Se eu tivesse mais idade e menos juízo, estaria mais logo em Paris, pois parece-me que a rapaziada precisa de mim para ganhar o jogo com a Áustria...
(e depois acontece a vida real... Se não acreditam, cliquem aqui.
"Eu não falo em ambição porque fica bem, porque me apetece ou para dar nas vistas. Eu tenho ambição porque temos razões para isso. Temos a equipa que muitos gostariam de ter, temos o talento que poucos têm, temos os melhores do mundo dentro e fora do campo, temos os que estão cá e os que estão lá, temos história, temos vontade de fazer história, temos competência, temos experiência, temos cabeça, temos pés, temos coração, temos tudo para ter Ambição." - Fernando Santos)

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Relembro as sábias e tão actuais palavras de Torga: "Que povo este! Fazem-lhe tudo, tiram-lhe tudo, negam-lhe tudo, e continua a ajoelhar-se quando passa a procissão.”...


Basta estarmos atentos... Há tanta merda que nos chateia!..


A fotografia de cima não é minha. A de baixo é.
Contudo, considero ambas "minhas": ambas me sensibilizam e me dizem muito. 
Nesse sentido são muito minhas
Sobre a atitude daquele maduro que resolveu ir brincar para cima de uma duna que nos custou os olhos  da cara, hoje não estou com pachorra para comentar esta estúpida exuberância de pacóvio...
Hoje, fico-me pela discrição e pelo recato...
Deixo os comentários à vossa imaginação...

Outdoor´s 2009 - 3...

Basta de realidade. Venham mais sonhos! 

Nota der rodapé.
Continuação daqui e daqui. Continua...

O habitual...

Li no Marcha do Vapor, como vem acontecendo anualmente, que a autarquia figueirense vai, no no próximo dia 24, condecorar mais uns quantos... 
E se há nomes que não levantam grandes discussões, a ocasião também vai servir, como vem sendo habitual, para condecorar mais alguns amigos...

Tornar visível...

Foto António Agostinho. Mais fotos aqui.
Olhar, ver e reparar são coisas diferentes. 
Podemos olhar sem estar a ver. Podemos ver sem estarmos a olhar.
Mas, para reparar é preciso ter, antes, olhado e visto com olhos de ver.
Sempre me chamaram a atenção os pormenores.
São os pormenores que fazem a diferença, quando olhamos o conjunto. 
Continuo a ter prazer em reparar... 
Em especial, quando ajudo outros a olhar e ver aquilo que estava passar despercebido!.. 
A natureza tem horror ao vácuo.
Quando o homem se desleixa, a natureza vai paulatinamente retomando o seu lugar, apagando as construções humanas que entraram em conflito com ela...
Temos de alertar, quem de direito, para cuidar e fazer com que continuemos a gostar daquilo de que gostámos toda a vida. 
Esse, é que é, a meu ver, o verdadeiro equilíbrio e não o ser mais um bem comportadinho, que é apenas uma pretensão que outros têm sobre aquilo que gostavam que fossemos...
Por brincadeira, diz-se pela Figueira que já tivemos a carraça das Abadias e a pulga da praia (outrora da Claridade, agora da Calamidade)... 
Pelo que se pode ver na foto, parece que estão, finalmente, a tentar parar o processo de evolução do caruncho do Cabedelo.

Nota de rodapé.
Finalmente, depois de alertas vários, parece que estão a tratar do caruncho do Cabedelo.
Tanto mais,  que o gabinete de agitação e propaganda da nossa autarquia, reconhece há muito que “do rico património natural existente é de realçar os 12 km de praias de “finas areias”, onde pode apreciar a inconstância do rebentar das ondas espumosas e salgadas do Atlântico. Na sua maioria, com águas de “qualidade ouro”, reconhecidas pela chancela europeia da “Bandeira Azul”, estas praias fazem do concelho um destino de praia por excelência e são um convite ao lazer, a longas caminhadas à beira de água, mas também ao repouso ao sol.”
Figueira da Foz  - um concelho e uma cidade - tem um poço de petróleo  – as suas praias.
Não o pode deixar arder por incompetência...

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Carlos Alberto Silva Santos, Agente da Polícia Marítima recebeu prémio de 1.º classificado “Heróis com Farda” do jornal Correio da Manhã

O Agente de 1.ª Classe da PM Carlos Alberto Silva Santos, a prestar serviço no Comando-local da Polícia Marítima da Figueira da Foz, recebeu, no passado dia 7 de junho, o prémio de 1.º Classificado relativo à iniciativa do jornal "Correio da Manhã", “Heróis CM 2016”, na categoria de “Heróis com farda”. Os leitores desse jornal premiaram, assim, o herói que, no dia 6 de outubro de 2015, recorrendo a uma moto de água, salvou dois pescadores da embarcação de pesca "OLIVIA RIBAU", naufragada à entrada da barra do porto da Figueira da Foz.
A medalha de 1.º classificado do evento e um prémio monetário de 1000€, foram entregues ao Agente, no Molhe Sul do Porto da Figueira da Foz, pelo Director-adjunto do Correio da Manhã, Armando Esteves Pereira, acompanhado por uma equipa de reportagem da CMTV.
Durante a entrevista efectuada no mesmo local, o Agente PM Carlos Santos declarou que o prémio monetário será entregue às famílias das vítimas que, nesse dia trágico, perderam os seus entes queridos.
Relembra-se, ainda, que no dia 9 de novembro de 2015, como reconhecimento da sua acção corajosa, o Agente PM Silva Santos foi louvado e condecorado pelo Almirante Autoridade Marítima Nacional, com a medalha de Coragem, Abnegação e Humanidade, grau ouro, pelo importante serviço prestado na salvação de náufragos.

Via Autoridade Marítima Nacional

No País campeão do desperdício...

Um País que meteu na prisão os seus banqueiros, quando estes roubaram, mesmo que tivesse levado uma abada da nossa selecção, no futebol, continuaria a vencer-nos por muitos...

Nota de rodapé.
Segundo A BOLA, "Heimir Hallgrímsson, selecionador adjunto da Islândia, foi parco em palavras sobre a alegada recusa de Cristiano Ronaldo em cumprimentar os jogadores adversários no final do encontro, preferindo, antes, enaltecer a exibição e o ponto conquistado frente a Portugal.
Sobre Cristiano Ronaldo, ficou a observação:
«Ele é livre de fazer o que quiser no final dos jogos.»"

Outdoor´s 2009 - 1...

Basta de realidade. Venham mais sonhos! 
Durante sete dias, sete, vamos publicar, sete cartazes de propaganda política, sete, de um político que usou sonhos caros, sem saber realmente quanto custavam...

Na democracia figueirense, ao longo dos últimos 40 anos, tem valido tudo - até compromissos - para os políticos alcançarem o poder.
Depois de lá estarem, renegam as promessas feitas...
E não é que continuam a merecer o apoio dos eleitores?..

Anos atrás, houve um presidente de câmara local, que deixou uma frase que ficou célebre e que retratava a forma como os figueirenses sempre gostaram de ser tratados. 
"Um pão numa mão. Um pau na outra. Dar a cheirar o pão na mão e, com a outra, dar porrada com o pau..."
Este presidente deu-se bem com a teoria: fez 3 mandatos, três...
"Os figueirenses nem de porrada são fartos..."
Só se perderam as que caíram no chão!..

Ao contrário do que muitos julgam, é fácil perceber os resultados eleitorais que se verificaram nas eleições autárquicas na Figueira nos últimos 40 anos.
Os eleitores figueirenses são mais facilmente seduzidos por sonhos do que por mensagens baseadas em promessas exequíveis ou em obra feita.

terça-feira, 14 de junho de 2016

Futebol soporífero do melhor que há.....

As selecções de futebol de Portugal e da Islândia acabam de se defrontar no Estádio Geoffroy-Guichard, em Saint-Étienne, com o resultado final a ser o de empate a um golo
Ao intervalo, Portugal ganhava 1-0. 
Nani marcou o primeiro golo do jogo aos 31 minutos, colocando Portugal em vantagem. 
Porém, aos 51 minutos, a Islândia igualou o marcador, com um golo de Birkir Bjarnason.
O triste fado lusitano repetiu-se e a vitória não chegou.
Nas estreias em fases finais de Campeonatos da Europa, Portugal só ganhara duas vezes.
Nas outras 4 anteriores participações tinham-se registado dois empates e duas derrotas.

É só para registar esta vocação para bombeiro, numa cidade de aselhas na condução...

ACIFF pede tolerância aos comerciantes!..
"Neste momento, decorrem obras no areal urbano, na entrada da cidade (EN111) e na Serra da Boa Viagem. Todas elas são aplaudidas pelos figueirenses. Todavia, os comerciantes começam a manifestar ansiedade, receando que a época balnear seja afectada.
Depois de um longo e chuvoso inverno, que também marcou o ritmo das empreitadas, os dias de calor já levam pessoas à praia, mas os concessionários da zona em obras queixam-se da falta de banhistas. Para eles, enquanto os trabalhos decorrerem, a solução que a Câmara da Figueira da Foz encontrou para tentar “aproximar” a cidade do mar está a revelar-se um problema.

Televisão: a maior maravilha da ciência ao serviço da imbecibilidade humana...

... e as pessoas gostam de imitar a televisão.
Hoje, por exemplo, é dia de "horas e horas de reportagens em directo e relambórios patrioteiros."
Caberia aos media, em especial aos pagos com o dinheiro de todos nós, colocar o futebol no seu lugar - um jogo, um hobby, um negócio, uma rede de interesses secretos que deve ser fiscalizada e não um projecto nacional, nem uma actividade estratégica para um Povo ou um País.
Caberia aos media, em especial aos pagos com o dinheiro de todos nós, ajudar a devolver, ao desporto o que é do desporto, à cultura o que é da cultura e, muito especialmente, à cidadania o que é cidadania.

Nota de rodapé.
Que pena que eu tenho de não ter sido futebolista.
O futebolista, é o único profissional que só  começa a trabalhar depois de reformado.

As causas da direita a que temos direito...

Que coisa tão estranha, os amarelinhos desapareceram!
"Para a história ficou um bom exemplo de como se faz política em Portugal, de como as grandes causas podem não valer nada se não renderem votos, de como a coerência e os valores dão facilmente lugar ao puro oportunismo político. Se a sondagem da Aximage tivesse dado um apoio à causa por parte de 50% dos eleitores a Cristas não teria calado, o Passos tudo faria para chamar a si a liderança desta gloriosa luta e o cardeal já teria dedicado a homilia da cerimónia do casamento das noivas de Santo António ao tema, ainda que na sua diocese a questão nem se coloque.
Mas como a causa não rende nem almas nem votos os colégios ficaram a falar sozinhos..."

Nota de rodapé.
A direita neoliberal deveria saber, melhor do que eu, que os mercados - há vários - funcionam com base na iniciativa privada.
É  a lei da oferta e da procura que estabelece a ligação entre produtores e consumidores. 
A iniciativa privada tem como objectivo principal o lucro.
Porém,  pode não o conseguir (concorrência, qualidade do produto ou serviço, preço, escassez de procura, etc.).
Esse,  é um dos riscos inerentes ao funcionamento dos mercados.
Isto, sabe qualquer aluno do Ensino Secundário. 
Como compreender, então, a instrumentalização e o barulho feito pelos donos dos colégios particulares? 
Apenas porque queriam continuar a  ser subsidiados, todos os anos e para sempre, pelo Estado.
Ao contrário daquilo que reclamam que continuasse - a subsidio-dependência - como liberais que dizem ser, deveriam perceber o óbvio: se o Estado tem necessidade de completar a sua rede de ensino, é ao Estado que compete fazer parcerias com privados e modificá-las quando entender.
O Estado, neste caso, é o cliente. 
Que eu saiba, é o cliente que decide se precisa do produto e tem necessidade de comprá-lo ou não.
Se os donos dos colégios privados conseguissem, como disseram, organizar manifestações de protesto com 30 ou 40 mil pessoas, isso só teria uma explicação: viveríamos num País do terceiro mundo, com um enorme atraso cultural.

Se a ferradura desse sorte, os burros não continuavam a puxar a carroça...

CGD: Seremos TODOS burros?
"A CGD – Caixa Geral de Depósitos, foi vítima de saques organizados desde o início deste século:
1) Financiamento de operações com critério político em vez de critério empresarial;
2) Financiamento de investidores sem qualquer critério que não fosse a sua proximidade ao poder instituído em cada instante;
3) Financiamento de empresários sem qualquer critério que não fosse o dos “benefícios correlativos para os decisores” (a receber pelos próprios ou pelas “famílias”, de sangue, de política, de ordem ou de loja);
4) Gastos sumptuosos de funcionamento, de aparência, de imagem, SEM qualquer critério Institucional que não fosse o bem-estar das Administrações (e dos seus companheiros de viagem).
O resultado de tudo isto:
a) Um buraco INICIAL de mais de 3 mil milhões de euros (que já “emprestámos” à CGD durante o Governo PSD/CDS);
b) Um buraco ADICIONAL de quase 4 mil milhões de euros (que vamos “DAR” – estes são MESMO dados – à CGD no Governo PS/BE/CDU)."

Para continuar a ler este texto do "louro" Carlos Paz, clicar aqui.