terça-feira, 29 de dezembro de 2015

O mar volta a atacar orla costeira na Cova (2)

foto  António Agostinho

Ontem, como alertámos aqui, o mar esteve mais revolto por estas bandas. 
Em consequência disso, as dunas de S. Pedro levaram uma valente "sova"
As fotos, que podem ser visionadas clicando aqui,  falam por si, pelo que me escuso a mais palavras a "quem de direito"...

Para ser sincero, gostei: "salve-se quem puder, deve ser o mote de 2016 e dos próximos anos."

O militante e vereador PS, AntónioTavares, hoje nas BEIRAS, escreveu esta pérola. Passo a citar:
"É pouco provável que o mundo mude muito no próximo ano. Qualquer vidente pode fazer sua esta afirmação que não errará. Continuaremos a ter desigualdades e dificuldades acrescidas. O petróleo desce agora, mas subirá entretanto, idem para as taxas de juro, o défice, as exportações, o consumo público e privado, a inflação. A economia “aquece” e “arrefece”. É dos ciclos e, dentro dos ciclos, ciclos há. No final deste ano, o sistema financeiro voltou a demonstrar as suas debilidades, mas, vá lá saber-se porquê, tudo nos soa agora a desconfianças de outra ordem: éticas, de honestidade e rectidão. Parece-me que nunca tantos desconfiaram de outros tantos. O laço de confiança que John Locke achava necessário ao progresso das sociedades está hoje desfeito. O que é bom para a sociedade é bom para os indivíduos, pensava o filósofo. Ora, o individualismo invadiu de tal forma o espaço coletivo que o suplantou. Esquecemos o bem coletivo e o interesse público. Ficamos ardilosamente agarrados ao que é bom para cada um, ou para os seus interesses corporativos ou institucionais. Mesmo o interesse de classe desapareceu. O contrato social rasgou-se. Depois do poder político, agora nem o poder judicial nem o chamado quarto poder, a comunicação social, são merecedores de confiança. Salve-se quem puder, deve ser o mote de 2016 e dos próximos anos."
Em tempo.
A teoria da Relatividade diz que nada é instantâneo. 
Não sei se será bem assim, pois o Nescafé, aí está para a contrariar. 
Conheci, em tempos, o actual militante e vereador socialista.
Verifiquei que, a partir de 2009, desde que passou a vereador executivo inovou. 
Verifiquei, quatro anos depois, em 2013, que desde que passou a militante do PS, inovou ainda mais... 
Esta crónica, fica-lhe a matar. Aliás, neste momento,  quase tudo lhe fica a matar.
Não esperava é que conseguisse ser assim, como dizer...  tão fashion whore.

O mar volta a atacar orla costeira na Cova

Foto Pedro Agostinho Cruz

Hoje, às 17 horas, hora da preia-mar, era este o cenário em S.Pedro.
Segundas as previsões esta semana a situação poderá agravar-se.

Ponto final?

Será magia!.. 
Pensava que Portas seria imortal na presidência do CDS!..
Apercebo-me agora: em menos de um mês, estou a assistir  à irreversível partida de um colosso da política nacional. 
Agora, sim, passei a  acreditar que, mesmo politicamente, toda a gente morre. 

Em tempo.
"O líder do CDS-PP na última década e meia terá já comunicado aos companheiros de partido que não irá recandidatar-se à presidência dos democratas-cristãos. Paulo Portas deverá ainda abandonar a vida no parlamento".
Será que não o espera um grande tacho na Europa?..

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Marcelo Rebelo de Sousa

PS lembra que PSD de Marcelo votou contra Lei de Bases do Serviço Nacional de Saúde...

Depois do candidato presidencial Marcelo Rebelo de Sousa ter dito que sempre apoiou o Estado Social e votou a favor da Constituição de 1976 que o defende, o PS veio lembrar que o partido que já foi presidido por aquele político, o PSD, votou contra a Lei de Bases do Serviço Nacional de Saúde em 1979.

Quim Barreiros, já foste...


Alteração a Código Penal em agosto passou despercebida. 
Piropos já são crime e dão pena de prisão até três anos...
Lá conseguiram acabar com a música pimba!..

Portanto (e concluindo rapidamente porque começo a ficar enojado, quando esta gente vier falar dos preguiçosos que vivem de subsídios vários, do esforço e do valor pessoal como motor para conseguir emprego e etc. e tal, pensem e digam como eu...): vão dar banho ao cão...

foto sacada daqui
Conheci um tipo que se julgava tão artista, tão artista, tão artista, mas tão artista, que teve de deixar de andar de bicicleta. 
Não foi fácil, mas teve mesmo de ser, pois cada vez que, ao andar de bicicleta, fazia uma fractura, esta, era exposta...

Imperdível, porque é necessário conhecer a anatomia da fraude...

para ver melhor clicar na imagem

Como os bancos destruíram 40 mil milhões, debaixo do nosso nariz!.. 
A ler...

A única cena que realmente me vai lixar, quando morrer, é não poder voltar à Figueira pelo Natal...

Em tempo: "O lacinho", de Rui Beja.
"Um nó e duas pontas encarnadas; cada um dos Plátanos, Choupos, Olaias, Palmeiras e Eucaliptos do Jardim Municipal da Figueira da Foz tem direito a um laço natalício; durante a época festiva, temos o Jardim Natal...
Casinhas de docinhos, travessuras, abraços, insufláveis, selfies, carrocel, Pai Natal, artes, ténis, origami, farturas, castanhas, pipocas, face paiting, simulador de kart, Presépio, animais reais como o burro Batatinha e a cabra Riscada, etc, etc; o jardim transformou-se num paraíso para a criançada e para as suas plantas, flores, arbustos e árvores, em júbilo com os lacinhos e os cogumelos artificiais que decoram os seus troncos e ramos.
Os figueirenses têm acorrido em massa a este Eldorado de felicidade, mas, curiosamente, a mim só me ocorre uma quadra do poema de Miguel Torga, Só eu Sinto Bater-lhe o Coração: Dorme a vida a meu lado, mas eu velo. (Alguém há-de guardar este tesoiro!) E, como dorme, afago-lhe o cabelo, Que mesmo adormecido é fino e loiro.
Há pelo menos duzentos anos que esta tristeza endémica dos portugueses é atribuida à irrealidade do seu carácter, ao choque entre a miséria nativa e o convencimento de que somos um povo superior, ao saudosismo da glória passada, à esperança vã de que regressará o encoberto e o quinto império...
Mais: Unamuno, no seu Portugal Povo de Suicidas, sentencia: Portugal é um povo triste, até mesmo quando sorri. A sua literatura, inclusive a sua literatura cómica e jocosa, é uma literatura triste. Portugal é um povo de suicidas, talvez um povo suicida. A vida para ele não tem um sentido transcendente. Querem viver, sim, talvez; mas para quê? Mais vale não viver.
Os figueirenses parecem querer alterar o rumo da história procurando a felicidade na casinha das travessuras, no burro Batatinha ou nos workshops de origami; tudo isto é uma irrealidade... Bem melhor que o poema de Torga: Dorme a vida a meu lado, mas eu velo. (Alguém há-de guardar este tesoiro!)."

domingo, 27 de dezembro de 2015

É mais difícil apreciar as coisas simples da vida, do que conquistar as mais complicadas...

foto António Agostinho

Temos janeiro de 2016 à porta...

POLÍTICA (previsão...)
Um dos símbolos da Presidência, o Bolo-Rei, será substituído pela Tosta Mista em Pão de Forma Aparado...  

“Na roça com os tachos”, uma série em exibição na Figueira há 40 anos...

Ontem, publiquei este post.
Para quem não entendeu, basicamente, resume-se nisto.

Na Figueira, a seguir a Abril de 1974, primeiro foram os jotinhas da direita (leia-se, do PSD...) que tiveram de fazer-se à vida por outras paragens. Depois, em 1997, veio o Santana e, durante 12 anos, foi a vez de os jotinhas da esquerda (leia-se, PS...) se fazerem à vida por outras paragens (Condeixa, Poiares, Lisboa....)
De 2009 para cá, com a vitória de Ataíde, os jotinhas de direita viram a vida a andar para trás – isto é, recuaram ao depois do 25 de Abril de 1974...
Ironia do destino: ao que parece, cá pela Figueira, são os jotinhas da direita (leia-se do PSD...) que têm de fazer-se à vida e sair da zona de conforto...

A Figueira não para de nos surpreender.
Tendo em conta a política dos últimos 40 anos em Portugal, pensava eu, na minha santa e feliz ignorância, que os jotinhas ideologicamente mais próximos eram os PS e os do PSD, mas é óbvio, verificando o caso figueirense, que é muita burrice minha pensar nisso assim.

Por aqui, a ideologia não deixa de ser muito linda, seja à esquerda (leia-se PS...), seja à direita (leia-se PSD...). Porém, quando começa mais uma sessão do programa, velho de 40 anos, “na roça com os tachos”, aí é que o caldo entorna mesmo.
Fico à espera dos próximos capítulos...  

sábado, 26 de dezembro de 2015

Aquilo que fazemos conta. E aquilo que deixamos por fazer também...

Em outubro passado, devido à desgraça que abalou a sociedade figueirense com o naufrágio à entrada da barra do Olivia Ribau, ficámos a saber que a estação salva-vidas da Figueira da Foz "fecha às 18 horas", dado que os seus funcionários "têm o regime normal da função pública como qualquer funcionário de secretaria".
Alguém sabe se esta situação, entretanto, sofreu alteração?..

Nos últimos dias ficámos a saber que, desde 2013, não havia equipa de neurorradiologia e que, a partir de 2014 também de cirurgia neurovascular a operar aos fins-de-semana nos Hospitais de São José e de Santa Maria. Ficámos ainda a saber que o Ministério da Saúde foi indagado sobre este facto também desde 2013, pelo BE, e que o DN falou no assunto no início deste ano.

Tanto no caso ocorrido na Figueira, como no caso de Lisboa, morreram pessoas. 
Tudo isto é demasiado mau, demasiado grave, demasiado triste, demasiado assustador. E tudo isto tem a ver com os portugueses e a sua responsabilidade colectiva.  

E o tempo a voltar para trás...

Uma notícia lida na edição de hoje do diário AS BEIRAS.
Título:Contratada autarca socialista  através de convite único
Texto: "A Câmara da Figueira da Foz contratou os serviços de uma psicóloga para apoiar a estrutura solidária Empresários Pela Inclusão Social, de que a autarquia é parceira, através de convite único. O vereador do PSD Miguel Almeida questionou, na reunião de câmara, o executivo camarário (PS) sobre esta contratação que excluiu outros potenciais candidatos, tendo obtido como resposta que a escolha recaiu na autarca socialista devido ao seu currículo. Trata-se de um elemento da Assembleia de Freguesia de Tavarede".

Em tempo.
Retornámos a um ponto já vivido na Figueira.
Pouco depois do 25 de Abril de 1974, até 1997, na Figueira, quem teve  dúvidas acerca do PS passou mal...
Depois, nos 12 anos que se seguiram a 1997, quem teve dúvidas acerca do PSD de Santana Lopes, passou mal...
A seguir a 2009 e até aos dias de hoje, quem teve dúvidas acerca do PS, voltou a passar mal...
É fácil de presumir, portanto, que do ponto de vista moral, certamente que a autarca socialista, pelo seu currículo, não vai ter dúvidas em aceitar o convite para trabalhar na Câmara da Figueira, como psicóloga. 

A função do verdadeiro jornalista é, precisamente, divulgar o que corre mal, já que aquilo que corre bem é, em termos noticiosos, um não-acontecimento. 
Os políticos locais, tal como eu, sabem  que os figueirenses são, por educação e temperamento, servilmente apáticos e muito respeitadores.
Um dia, talvez a Figueira venha a servir como case-study para quem quiser investigar como se destruiu uma cidade e uma paisagem única.
Se ainda fossem vivos, Aguiar de Carvalho e Duarte Silva poderiam proporcionar dos mais esclarecedores e probantes depoimentos sobre a matéria. Mas, desse tempo, ainda existe muita gente que foi protagonista activo no processo em condições de explicar muita coisa.
Mas, nem isso já deve interessar. É tarde. Para a Figueira e para os figueirenses.


Quem alguma vez se tenha debruçado sobre a etologia do intelectual béu-béu figueirense, vulgo guarda-portão, sabe que lema inspira a intervenção pública deste tipo de animal: forte com os fracos e fraco com os fortes
Esta fauna, sempre necessária à oligarquia do momento, é tão velha como o mundo e define-se pela aplicação sofistica e mercenária que dá à sua mioleira. As suas cabecinhas pensadoras, registam e estão sempre prontas a apontar os crimes dos pequenos e a silenciar ou desculpar os dos grandes.
Embora formado num niilismo moral muito prático e rentável, o béu-béu não gosta que lhe lembrem o seu cinismo.  É  fácil vender a “alma”;  difícil é admitir que se a vendeu. 
Daí que o intelectual béu-béu  deteste  quem  lhe lembre a humanidade e o direito dos fracos.  
Daí, que as mais encarniçadas acusações a Robin Hood tivessem vindo de antigos “companheiros de luta”, de trânsfugas ao ideal de justiça que na juventude os levara à floresta de Nottingham. 
Só esse mecanismo de auto-defesa (que de intelectual, em rigor, pouco tem) explica a inaudita sanha que os béu-béus costumam reservar para quem aponte o dedo ao seu dono.
Entendem eles - e bem - que a crítica ao dono é extensível ao jeco.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Feliz Natal...

...de preferência, sem BANIF´s no sapatinho...

É isto o Natal (II)

Ter isenção e desportivismo para saber reconhecer que, para além do meu Sporting, existem outros clubes grandes que nos proporcionam grandes momentos.
Isto, também pode ser Natal.
Convém que fique devidamente registado e seja celebrado, pois os resistentes ao desporto encarado como um negócio, estão cada vez mais em minoria e encurralados pela ditadura do futebol espectáculo, que tudo devora e consome...
Isto, vai para além da clubite. 
Vejam o vídeo até ao fim e não se vão arrepender.
É assim a realidade desportiva, neste caso o futebol, neste final de 2015 - em pleno século XXI - em Cabo Verde, África.

É isto o Natal

Foi fixe ter sido criança no final dos anos 50 do século passado.
Não havia dinheiro para comprar os brinquedos, pelos que tínhamos de os inventar nós próprios, os putos desse tempo.
Lembro-me do arquinho, do carrinho com rodas de cortiça, do peão, dos campeonatos na areia com a "crica" da cerveja e das laranjadas, dos carrinhos de rolamentos e das trotinetes e da trapeira.
Recordar a vivência num mundo infantil, num período histórico de Portugal, em pleno Estado Novo e, ainda, a mais de 20 anos da Revolução de 25 de abril de 1974, significa reviver memórias e vivências da época dos avós, memórias e vivências  relacionadas com a escola, os brinquedos, os jogos, as leituras, mas sobretudo a brincadeira.
Tanto quanto consigo retornar ao meu olhar de criança, no seu contexto e espaço temporal, é recordar a história de uma Cova e Gala dessa época - uma Aldeia com muita areia, sem esgotos, sem água canalizada e sem luz em casa
Tentar entender o meu universo infantil é retratar uma criança rodeada de amor: pelos meus pais e pelas avós. 
Infelizmente, os meus avôs morreram cedo, um - o materno, o meu avô Domingos Marçalo - não cheguei a conhecê-lo; o outro, - o meu avô Manuel Agostinho da Barbeira - casado com a minha avó Carmina, lembro-me sobretudo da noite da sua morte, teria eu na altura 5 ou 6 anos. 
Através do tempo, o crescimento de uma criança como eu, ficou marcado pelo que bebi no seio da minha família, onde eram naturais valores como a seriedade, a honra e o compromisso, testemunho aliás natural da cultura de uma Aldeia e de uma época.
Esta crónica do Rui Curado Silva, acabadinha  de ler no jornal AS BEIRAS, permitiu-me, por breves momentos, revisitar o meu mundo infantil e recuperar memórias antigas, nesta véspera de Natal de 2015, um Natal diferente dos 61 que já vivi... 

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

A coerência da muleta laranja...

Há, apenas, um mês "Passos avisou Costa que devia demitir-se quando fosse preciso o apoio do PSD e CDS".
Como se viu hoje, as notícias sobre a morte do arco da governação eram manifestamente exageradas.
Foram, igualmente, manifestamente exageradas as notícias que davam como extintos os partidos de protesto...
Aliás, esse "arco do contra" viu-se substancialmente reforçado, com a aderência do CDS, o partido de Paulo Portas, o maior e o mais bem sucedido contorcionista do circo político em Portugal, nos últimos 20 anos.
Pelo que consigo perceber, neste momento, não é propriamente Costa o mais aflito...
Vou citar um que se fosse deputado PSD tinha vontade contra...
Escreveu ele: "ainda bem tenho o PCP para defender os meus interesses."

Não sei se estão a ver o risco do ridículo que os portugueses estavam a correr?..


Ainda bem que o tempo parece estar a mudar para o frio, quando falta um dia para a véspera de Natal. 
Com o calor que, por esta hora, ontem, ainda levava pessoas à praia do Cabedelo, para que iriam servir as mantas polares, os cachecóis, as luvas e as pantufas que, meio mundo, costuma oferecer na noite de Natal?..
Boas Festas.

Iluminação de Natal na Figueira é aquilo que acontece uma vez por ano para lembrar aos figueirenses que a vida podia ser bem pior: ficámos com a diferença entre ter isto e não ter nada...

“Contratualizámos uma coisa e apareceu outra.
 Foi a diferença entre ter isto e não ter nada”
Na reunião camarária realizada na passada segunda-feira, (até) o presidente da Câmara da Figueira da Foz se mostrou insatisfeito com as iluminações de Natal na cidade, contratualizadas pela autarquia. 
Consequente,  espera uma redução do preço acordado com a empresa responsável. 
“Não estamos satisfeitos com o trabalho que foi prestado, começou um pouco tarde. Não foi um trabalho meritório, longe disso e muito longe do que tinha sido acordado, penitenciamo-nos que não tenha corrido conforme pretendíamos”, disse o autarca. 
João Ataíde apontou que houve “violação do contrato” no prazo e na qualidade dos artefactos. E frisou que, caso a autarquia optasse pela denúncia do acordo, a cidade ficaria sem iluminações de Natal. “Contratualizámos uma coisa e apareceu outra. Foi a diferença entre ter isto e não ter nada”.
"Quem acorda para as iluminações de Natal em fim de outubro 
não pode estar a espera que as empresas tenham material disponível”
A questão das iluminações de Natal dominou grande parte do período antes da ordem do dia da reunião municipal e mereceu diversas críticas por parte da oposição  Somos Figueira. “Isto correu mal e a culpa é desta empresa que não cumpriu? A culpa é dos senhores. Quem acorda para as iluminações de Natal em fim de outubro não pode estar a espera que as empresas tenham material disponível”, acusou o vereador do PSD Miguel Almeida. 
“É a mesma coisa que comprar um bilhete para a Liga dos Campeões na antevéspera do jogo. Ou não vai ou então custa um balúrdio”, afirmou ainda o vereador da oposição, apontando outras falhas, entre elas “iluminações desligadas à noite”.

É isto um país civilizado?..

Há mais de dois anos que o problema da falta de assistência em neurocirurgia aos fins de de semana nos hospitais de Lisboa se arrasta. Falhas que levaram agora à morte de um homem de 29 anos, depois de três dias à espera de uma operação a um aneurisma cerebral no hospital de São José. Ontem, o presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo e os administradores hospitalares de S. José e Santa Maria apresentaram a demissão em bloco, queixando-se dos cortes orçamentais e por não terem conseguido responder ao caso de David Duarte. O Ministério da Saúde e a Inspecção Geral das Actividades em Saúde já abriram investigações.

Em tempo.
1. A namorada de David Duarte, Elodie Almeida, de 25 anos, estava com ele quando surgiram os primeiros sinais. Colocou em palavras escritas aquilo que não conseguiu contar ao Expresso de viva voz. É um testemunho raro. Ler aqui 
2. "O Hospital de São José poupou para o BANIF, para o BES, para o défice, para agradar a Bruxelas e aos mercados. E falhou naquilo que é a razão da sua existência. Morreu um rapaz. Há gente a morrer porque o dinheiro dos nossos impostos é desviado daquilo que seria suposto que esses impostos pagassem. Não me venham com a lengalenga que tem que ser, que se não for assim será ainda pior. Não há pior do que isto. As nossas prioridades enquanto comunidade que vamos deixando de ser estão completamente invertidas. Esta palhaçada tem que acabar e já." - Filipe Tourais

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Um frase que, na boca de Passos, basicamente serve para tudo...

"Não foi possível porque a realidade é o que é" -  
Pedro Passos Coelho sobre BANIF em 22 de Dezembro de 2015... 

Estou farto de gente sem VERGONHA na cara!

Hoje, quase todos os Jornais tentam adivinhar quanto nos vai CUSTAR, a TODOS nós, a solução do problema BANIF.

Confesso que já não me interessa conhecer o número em euros. É-me indiferente. Perdemos MUITO mais do que isso. Acima de tudo, perdemos a DIGNIDADE de um Povo que deixa IMPUNES os responsáveis!

Tudo o que, esta manhã se sabe, sobre o tema:
1) O problema ocorreu por, mais uma, INCOMPETÊNCIA do Banco de Portugal;

2) O problema estava perfeitamente IDENTIFICADO em Março de 2014 e a solução desenhada há UM ano atrás;

3) A anterior Ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, em conivência com o anterior Primeiro Ministro, Pedro Passos Coelho, decidiu ESCONDER o problema para DEPOIS das Eleições;

4) O Governador do Banco de Portugal foi RECONDUZIDO no cargo, não para continuar o processo de venda do BES (como foi anunciado), que não aconteceu, mas sim para ser CONIVENTE no ENCOBRIMENTO de mais este CRIME;

5) A Administração do Banco (TODOS os seus elementos) foi mantida em funções, NOVE meses de Ordenados e Benefícios ABSURDOS, em troca da ajuda ao ENCOBRIMENTO do CRIME.
Agora, foi preciso, em DOIS dias, inventar uma solução apressada, quando se houvesse um mínimo de coragem, honra e dignidade em algum, qualquer um, dos membros do anterior Governo, da Administração do Banco de Portugal ou da Administração do BANIF, teria havido 12 (DOZE) meses para resolver o problema.

O tema de debate de toda a semana vai ser: “quanto custa o BANIF aos contribuintes?" (nós TODOS). Repito: É-me indiferente! Perdemos MUITO mais do que isso.
Acima de tudo, perdemos a DIGNIDADE de um Povo que deixa IMPUNES os responsáveis!
E, pelo menos a dois deles (Carlos Costa e Maria Luis Albuquerque) vamos continuar a PAGAR os Ordenados e Benefícios para o resto da vida.
Quando ACABARÁ este pesadelo?

Carlos Paz, professor de economia 

Já que estamos numa de vídeos, vejam este sobre os que andam a mamar da gamela...



Em tempo.
Recordar 2013. 
Carlos Costa garantiu que Banif daria 10% de lucro ao Estado
Recordar setembro de 2015, é recordar Passos a ver  lado bom no cancelamento da venda do Novo Banco.
 "Era dinheiro que estava a render"...

Uma pepineira do calendário político, que seria imperdoável deixar sem divulgação

Via Figueira tv, ficam os votos de um santo e feliz natal, aos caros figueirenses, de Sua Excelência o Presidente da Câmara. 
Da minha parte, fica a retribuição e o agradecimento Senhor Presidente.

Obras de requalificação do areal da Figueira previstas para começarem em fevereiro próximo... Depois não digam que não foram avisados.

Ficou a saber-se na reunião de câmara realizada ontem, à porta aberta ao público e à comunicação social, que a requalificação do areal urbano, entre a cidade da Figueira da Foz e a vila de Buarcos deverá começar em fevereiro.
A empreitada, recorde-se, contempla ciclovia, via pedonal, pista de atletismo, reparação dos espaços desportivos e dos passadiços (e construção de outros) e intervenção nas valas. 
Como foi tornado publico em abril deste ano, esta é uma versão minimalista do projecto submetido à aprovação prévia da Agência Portuguesa do Ambiente. Este organismo do Estado, recorde-se, “chumbou” o Anel das Artes (anfiteatro redondo) e uma piscina de água salgada. O custo da obra também foi substancialmente reduzido, ficando em 1,9 milhões de euros. 
Ana Carvalho  previa que as obras de valorização do areal urbano deverão arrancar até ao final do corrente ano.
Entretanto, a vegetação foi crescendo na antepraia, não obstante a contestação de muitos figueirenses. Aliás, até estava previsto ser reforçada, com a “plantação de algumas árvores”.
Para a vereadora, “a vegetação vai permitir que não haja areia nos campos de jogos e na ciclovia”!

Em tempo.
A propósito da praia da Figueira e dos idiotas de Concursos Públicos de Concepção (ideias)/Requalificação e Reordenamento da Praia e Frente de Mar da Figueira da Foz e Buarcos...
"Infelizmente, todos sabemos que a saudosa «Praia da Claridade», após a construção dos molhes da Barra, passou a ser «Praia da Calamidade».
Muito se tem escrito sobre o areal. Há anos que se vem falando e escrevendo de projectos e mais projectos de obras a implantar nesse extenso areal. Pensamos, até, que já foi gasto bastante dinheiro nalguns desses projectos. Entendemos que, quem assim pensa, não tem ideia do que é o mar e do que ele é capaz.
Ao mesmo tempo pergunto-me se alguma empresa privada arriscaria o seu capital nessas obras; porém, já não temos a mesma opinião sobre as mentalidades administrativas do Estado, porque os dinheiros a gastar são do erário público e ninguém exige responsabilidades pelas enormes asneiras que se têm cometido no nosso degradado país, sendo a Figueira uma das grandes vítimas, porque há asneiras que vão servindo de suporte às novas asneiras."

MANUEL LUÍS PATA, ("um modesto marítimo figueirense que sempre amou a sua Terra e sempre sofreu com as consecutivas asneiras que LHE foram feitas ao longo da sua longa vida") em artigo publicado no jornal A VOZ DA FIGUEIRA em 5 de Março de 1998.
17 anos passados e com o agravamento do problema como entender isto?..
Depois não digam que não foram avisados.

Depois de enganados, espoliados, lesados, agora fomos o quê: banifados?...

Sabemos que para sermos mais honestos que ele teríamos que nascer duas vezes.
Porém, sempre que nos deparamos com estes actos de terrorismo financeiro, que pelas contas do Diário de Notícias já custou aos contribuintes cerca de 13 mil milhões de euros desde 2007 – 7,3% do PIB, quase um ano de colecta de IVA – surge o denominador comum: Cavaco Silva

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

BE defende a melhor solução para a orla costeira

Via fecebook Rui Curado Silva

A pouca vergonha que continuamos a pagar


Luís Amado
A barba dá-lhe um ar mais velho, mas fica-lhe bem.

"Não escrevo ainda sobre os detalhes da situação do BANIF, da incapacidade preventiva do Banco de Portugal, BCE, CMVM, auditores, raters e revisores, nem das manobras políticas para esconder a podridão. Vou aguardar por mais detalhes para além do que se sabe pelo comunicado semítico do Banco de Portugal e pela declaração selectiva do Primeiro-ministro. Estranhamente tudo num banco que, há 4 anos, tem tido o Estado como detentor da maioria do capital, até com administradores nomeados pelo governo.
Tudo vai à conta dos portugueses. Sempre se invoca o risco sistémico para nacionalizar erros, danos, prejuízos e desfalques privados, assim se gerando outro risco sistémico: o benefício do infractor. Sempre beneficiando do privilégio bancário da intervenção pública pela circunstância de os bancos terem como credores os depositantes. Mas, claro está, alguém já ganhou ou vai ganhar.
Muitos dos responsáveis desta calamidade passam entre os pingos da chuva. Alguns são reciclados para outras prebendas e pavoneiam-se na praça dos interesses. Continuam a achar-se grandes gestores pagos a preço de ouro. Outros vieram encartados pela política para servirem, promiscuamente, interesses estranhos à actividade. Todos se especializaram em capitalistas de passivos. Triste e degradante miséria, num país em que 20% da população é pobre ou em risco de severa pobreza, e o desemprego atinge transversalmente a esperança de muitas vidas."

NATAL SEM JESUS NO TOPO

Deus assim o quis... 
E contra a vontade do Senhor, já se sabe, nem Jesus pode fazer nada...

Herança de Passos, mas decisão de Costa...

Voltamos a confirmá-lo ainda mais uma vez. Não há dinheiro para baixar impostos, não há dinheiro para repor salários e pensões, não há dinheiro para prestações sociais que garantam dignidade à vida de todos e não há dinheiro para serviços públicos universais de qualidade mas para – ou será porque? – pagar a delinquência banqueira há sempre, muito e do dia para a noite. Já pagámos bancos suficientes para cimentar a certeza de que o problema do sector financeiro não se resolve nem injectando-lhe os milhões que socializam as suas perdas nem com uma regulação que comprovadamente não regula porcaria nenhuma. A nacionalização da banca, que apenas existe na parte relativa aos prejuízos, tem que ser rapidamente alargada também à parte relativa aos lucros e à sua gestão e as actividades especulativas têm que ser proibidas de uma vez por todas. Porém, a opção foi novamente outra. 
E venha o próximo banco...

A operacionalidade do acesso ao hospital da Figueira, um tema que diz respeito a todos nós e que ainda vai dar muito que noticiar...

A operacionalidade do aceso ao hospital da Figueira, é um tema que diz respeito a todos nós e que a todos deveria preocupar...
Recorde-se: o sistema pago entrou em vigor no início de Novembro de 2013 e colocou, na prática, o hospital dentro de um  parque de estacionamento.
A angústia do PS figueirense, na sua condição de anjinho culpado e pecador, no envolvimento da Câmara, via Figueira Parques, no processo do estacionamento pago no Parque de Estacionamento do Hospital Distrital da Figueira da Foz, sito na Gala, faz lembrar a limpeza das casas. 
Por mais merda que a gente limpe, mais merda aparece...

A 30 de Abril de 2014, na Assembleia Municipal, a coligação Somos Figueira (PSD/CDS-PP/PPM/MPT) apresentou um voto de protesto e revogação da decisão – chumbado pela maioria socialista – apoiando-se num parecer pedido ao serviço municipal de protecção civil que considerou não estarem reunidas “as mínimas condições de segurança” no acesso a viaturas de emergência.
Na oportunidade, Pereira da Costa, também do movimento Somos Figueira, já depois de João Ataíde ter assumido que a empresa municipal está “a perder dinheiro” com a intervenção, considerou que o Presidente da Câmara “já deve estar 50 vezes arrependido” de ter assinado a parceria com o HDFF.
“Foi um mau negócio, perdeu dinheiro, mas deu a entender que estava de acordo. O que a Câmara devia ter dito era que não queria, a posição da Câmara foi absolutamente desastrosa”, afirmou o presidente da bancada PSD na AM.

Na altura, a bancada do PS também avançou com uma moção – esta aprovada – onde, apesar de se manifestar “contra qualquer agravamento de taxas ou custas” associadas ao Serviço Nacional de Saúde, lembra que o parque de estacionamento hospitalar “carecia absolutamente de uma requalificação profunda” e ordenamento.
Luís Ribeiro, deputado municipal do PS, alegou que o Governo não avançou com a obra “por completa falta de capacidade financeira ou de vontade para tal” e que a empresa municipal, ao fazê-lo, defendeu “o bem e o interesse público”.

Em janeiro deste ano, perante as críticas, o presidente da Câmara já tinha defendido a aplicação de um tarifário “quase simbólico” no HDFF, que não onerasse as idas dos utentes à unidade de saúde, mas que deve ter agravado os prejuízos para a empresa municipal Figueira Parques.
Na mesma altura o tarifário foi alvo de alterações – embora mantendo o valor hora, superior ao praticado nos parques e vias públicas da cidade – passando a primeira hora a ser gratuita, assim como a maior parte do período nocturno.

Neste momento, partindo do pressuposto que o presidente da AM já deu cumprimento ao deliberado na última reunião daquele órgão autárquico, por iniciativa da deputada municipal Ana Oliveira, a operacionalidade no acesso ao parque de estacionamento do Hospital, já deverá estar a  ser avaliada pela Autoridade Nacional de Protecção Civil.

BANIF

Tanta pressa que o governo de Passos Coelho tinha em vender o NOVO BANCO e é o BANIF que vai primeiro. 
O problema vinha de 2013. Falta saber porque é que foi empurrado com a barriga. 

Quanto aos danos causados pela TVI, quem é que ganhou com o pânico intencional? Qual foi a fonte da “notícia”

(Via aventar)

Lídio Lopes, presidente dos Voluntários desde 1997

Como figueirense e como sócio dos Voluntários figueirenses, desde 1976, com as quotas pagas, mais uma vez, não podia ficar indiferente ao importante e competente trabalho de  Lídio Lopes, presidente desde 1997
Desde aí,  já lá vão 18 anos, Lídio Lopes entregou-se com entusiasmo e competência à causa, tendo vindo a encontrar  soluções "para a tranquilidade na gestão de todos os seus recursos e para o necessário investimento atempado nas necessidades operacionais do corpo de bombeiros, seja em fardamento ou em equipamento e em viaturas”.
Recorde-se, por ser verdade, que em 1997, os Voluntários figueirenses atravessavam "um momento particularmente difícil, quer a nível financeiro, quer de autoestima e de património".