sábado, 12 de setembro de 2015

Soma e segue...

Depois de Portas, foi a vez de Passos levar na "tarraqueta" de Catarina Martins...
Duvidam?..
Cliquem aqui...

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Isto de "experiência-piloto de orçamento participativo", tem muito que se lhe diga... (IV)

Pela primeira vez, a Câmara da Figueira da Foz vai permitir a participação dos munícipes na elaboração do orçamento do município do próximo ano. A proposta partiu da bancada da oposição - a coligação Somos Figueira. O executivo, de maioria absoluta socialista aprovou-a e apresentou o regulamento. Recorde-se, no entanto, «que o orçamento participativo é um processo já antigo que “consiste na reserva de um montante cujas finalidades são submetidas a um processo de escolha pública, sendo integradas no orçamento municipal…”. Na Figueira, o processo constituiu uma verdadeira novela que terá tido o seu início quando, em outubro de 2008, a oposição de então propôs ao executivo a inclusão no seu orçamento de uma verba para um “orçamento participativo”. A proposta não só foi recusada como foi recebida com desprezo e, entre outras coisas, foi apelidada de “caldeirada”. Em final de 2009, o partido proponente assume o executivo e, como lhe competia, apresenta em março a sua intenção de preparar aquele projecto. Em novembro de 2010, revela protelar o processo para o ano seguinte e em 2013 volta a manifestar intenção de o desenvolver. Passado todo este tempo, de orçamento participativo, nada! Até que a oposição antecipa-se, ultrapassa o executivo e, ao arrepio da opinião manifestada em 2008, propõe… o quê? Pois, nem mais: um orçamento participativo! Em resumo, um partido mudou claramente de opinião. O outro foi tão lento que se deixou ultrapassar.» (eng. Daniel Santos, no jornal AS BEIRAS)

Segundo li no jornal AS BEIRAS, "até ontem, ainda não havia dado entrada nenhuma proposta." O prazo para os munícipes apresentarem as suas propostas termina no dia 30 deste mês. Recorde-se que a câmara destinou 100 mil euros ao Orçamento Participativo (OP). Na apresentação de propostas, podem participar todos os munícipes recenseados no concelho. As candidaturas podem ser apresentadas através da internet, Balcão Único de Atendimento da câmara e respectivas juntas de freguesias. 
Saliente-se que a votação das propostas finalistas se relaliza via internet, até ao final do corrente ano. 
Depois de 2016, contudo, a autarquia deverá criar mesas de voto físicas. Os projectos submetidos pelos cidadãos serão analisados por uma comissão técnica, nomeada pelo presidente da câmara. A este grupo criado por João Ataíde compete avaliar as propostas, sob a perspectiva técnica, jurídica e financeira.

Como cidadão, como covagalense e como figueirense, há muito que ando por aqui a alertar para o abandono a que está votada uma pérola turística concelhia de excelência, como é o Cabedelo
Nada que não seja já conhecido, no essencial, mas sou daqueles que considera que nunca se perde tempo quando se exercem os deveres de cidadania.
Difícil, utópico? 
Para começar já me satisfazia com um compromisso público de não participação, directa ou indirecta, dos políticos, dos familiares e dos amigos, em estudos, projectos e empreendimentos, lucrativos, que venham a ter lugar no Cabedelo.

Manoel de Oliveira vai ser hoje homenageado na Figueira

O realizador Manoel de Oliveira é hoje homenageado, a título póstumo, na Figueira. 
Pelas 18H00, a Câmara atribui-lhe a medalha da cidade, que entrega ao neto e actor Ricardo Trêpa.
Pelas 22H00, o Figueira Film Art homenageia o cineasta no Casino Figueira. A cerimónia do festival internacional de cinema, que também conta com a participação do familiar do homenageado, inclui a actuação do Coro dos Antigos Orfeonistas da Universidade de Coimbra. 
No CAE está patente uma exposição sobre Manoel de Oliveira.

Figueira Balnear Desaparecida


quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Um jota chamado Pedro Passos Coelho...

Ontem, por culpa e deficiências próprias deixou Costa dar-lhe um sova em público. 
Não foi ingenuidade. 
Ingenuidade é uma palermice, um crer excessivo no que posteriormente nos engana, no fundo uma fraqueza - e Passos Coelho não é ingénuo.
A coça que Passos Coelho levou ("primeiro, de si próprio, porque medíocre. Segundo, de si próprio, porque sonso - inventando um adversário que não o que tinha à frente. E, terceiro, de si próprio, porque manifestamente inferior a António Costa."), justifica em parte o penoso caminho que os portugueses percorreram nos últimos 4 anos.

A vida, porém, pode sempre alterar-se para onde nós queremos, como queremos e sempre que queremos.
Estamos onde estamos porque os portugueses há muito que fizeram essa opção. E não foi por ingenuidade. 
Ingénuo sou eu, que continuo a acreditar, a sonhar. Por isso, tentar alterar rotas, rumos e escolhas, nunca deixou de ser uma opção na minha vida.
Todavia, essa opção só pode funcionar no que depende de mim, portanto, é circunscrita, nunca totalmente livre. 
Por isso percebo os passos curtos do Passos - e de tantos jotas como ele - disso depende a vida que conseguiu, que lhe tem sugado o corpo e a alma.
A vida dos jotas é assim:  suga menos os apagados, os preguiçosos, os irresponsáveis, para se alimentar dos oportunistas, dos espertos, dos gulosos, dos ávidos de poder, que respondem e se responsabilizam pela categoria que tão bem representam.

A realidade, ontem,  ficou à vista de todos: Passos Coelho não sabe mais. 
Por isso, evitou o debate a quatro. Por isso, fugiu de Ricardo Araújo Pereira. Por isso, levou uma sova no debate com Costa. 
Sem assessores, sem propaganda e Marias Luz, Pedro Passos Coelho é apenas mais um jota. E, por sinal e ainda por cima, nem é dos melhores...

Figueira Film Art

“Pára-me de repente o pensamento”, o novo filme de Jorge Pelicano  é exibido hoje, às 18H30, no Centro de Artes e Espetáculos (CAE). 

A mentira, sempre a mentira...

4 anos de Governo PSD/ CDS, resumidos em 20 segundos do debate entre Pedro Passos Coelho e António Costa...
«Até 2013 perdemos cerca de 400 mil empregos e conseguimos criar nos últimos 2 anos cerca 200 mil na economia e isso é que dá um saldo que é de 200 mil emprego»...

Em tempo.
COITADO DO MENTIROSO, MENTE UMA VEZ, MENTE SEMPRE, AINDA QUE FALE VERDADE, TODOS LHE DIZEM QUE MENTE... - António Aleixo

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Cumpriu-se o debate


O debate Passos/Costa terminou neste momento.
Houve muita parra e pouca uva.
No entanto, a meu ver, Passos perdeu em toda a linha.
Agora o espectáculo vai continuar.
Segue-se, os comentários, nas mesmas televisões, de uns senhores e senhoras devidamente comprometidos, que “analisarão” o debate como os “representantes” dos clubes nos programas de “debate futebolístico” analisam os jogos. 
Mais triste e desolador que isto é difícil...

O debate de logo à noite

Eleições, debates e protagonistas. 
Para quem tem memória, recorda muitos. Soares, Cunhal, Freitas, Sá Carneiro, Pintassilgo, Mota Pinto, Eanes, Sampaio, Cavaco, Constâncio, Ferro, Durão. Santana, Sócrates. 
Este - Coelho, Costa - vai ser mais um. Vai ficar à vista de toda a gente que um só debate não vai ser suficiente. Seriam necessários dois ou três. 
A Coelho não interessavam? 
Assim, Coelho não vai  ser confrontado com as “trapalhadas” que tem feito nestes últimos 4 anos. Logo aí vai sair beneficiado. 

Além do mais - e mais importante - não se vão poder abordar diversas questões centrais da política nacional. 
O assunto é sério. Numa hora e meia não vai ser possível discutir e clarificar as políticas para o emprego, a segurança social, a educação, a saúde, a justiça, a emigração e a imigração, a demografia, a defesa, a segurança, a Europa, as relações externas…
A complexidade dos problemas e a forma  da governação para os resolver não vão ser revelados no debate de logo à noite. 

Portanto, resta estar atento, em especial, às diferenças dos programas e das personalidades dos dois contendores. Espero que, ao menos, o debate mostre - e isso já seria  positivo -  que Coelho e Coelho são diferentes. 
Não sei quem ganhará mais votos com o debate de logo à noite.
Mas não deviam ser as televisões a condicionar as escolhas políticas dos portugueses. 
No debate de logo à noite está em jogo mais do que se possa pensar: vai ser testado o poder da  ditadura mediática, cavalo em que apostam os líderes populistas

O debate de ontem entre Catarina e Portas...

Gostei, sobretudo, de ver o maior malabarista da política que conheço - o Portas -  remetido à versão pobre do traquinas que ser eterno.
Portas foi ao tapete. Se estão com dúvidas, cliquem aqui e vejam o debate.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Já que a malta não gosta de política...

A nudez é  comercial. 
Joana Amaral Dias e Cristina Ferreira sabem-no bem.
No entanto, o conjunto de reacções de que tive conhecimento sobre esta fotografia da Joana Amaral Dias estiveram longe de ser positivas. 
Houve controvérsia nas redes sociais
Por mim, nem acho bem, nem acho mal.
Joana Amaral Dias é  uma mulher inteligente e bonita. A psicóloga, cabeça de lista do "Agir"  às legislativas no círculo de Lisboa, sempre gostou de pensar pela sua cabeça e fazer opções por vezes em desacordo com a linha do partido ou tendência – e ela já andou por vários – a que se tinha vinculado. Foi o que sucedeu, uma vez mais.
Do que é que nos lembramos, porém, nestes dias em que devíamos estar preocupados com as nossas vidas? 
Do corpo de uma mulher. Bonita. Grávida. Ex-deputada. Líder do movimento cidadão "Agir". Que saiu da campanha por ter uma gravidez de risco. Nua. Numa capa de revista.
Talvez seja campanha eleitoral. Talvez não. 
Uma imagem, é aquilo que vemos nela. Cada olhar vê uma imagem que é única. 
Importante, a meu ver, foi o Portugalex ter regressado ontem à Antena1, despido de preconceitos...

O pó dos livros faz parte dos cheiros que nos marcam para sempre...

"Lembro-me de no ensino secundário ter tido um professor de história que numa das suas fascinantes e muito debatidas aulas nos disse, em tom profético, que viria a altura em que os pobres e despojados deste mundo bateriam à porta da Europa. E que não haveria maneira de os parar; viriam em barcaças improvisadas, invadiriam os caminhos, atravessariam cidades. 
Passaram quase quarenta anos e assisto agora à descrição exacta que o meu professor fazia em forma de aviso: “Milhares hão-de morrer e a sua morte vai pesar sobre as nossas consciências, dizia, mas nada os deterá”. No seu livro Pátria Apátrida, Sebald, o escritor alemão falecido no início do século, escrevia em 1990 que “a pátria é um conceito que surgiu quando esta deixou de ser o sítio onde se está e indivíduos e grupos sociais foram obrigados a virar-lhe as costas e a emigrar”
Isto é assim, não só para os países que são demandados e que exaltam o conceito, como para os que, fugindo à fome e à guerra, passam a ver a sua pátria como o lugar onde querem estar. Para os sírios que caminham agora nas estradas da Hungria, a sua pátria é a Alemanha. O que me perturba é concluir que os grandes estadistas dos últimos quarenta anos ou não tiveram bons professores ou não leram o que deviam. Pior, é verificar que ignoram as lições da história. Se assim for, este êxodo ainda vai dar muito que falar."

Em tempo.
Esta crónica do vereador António Tavares, hoje publicada no jornal AS BEIRAS, alerta para a verdadeira face da sociedade. 
Ao longo da vida, o homem contraditório vai mostrando diversas máscaras - do homem revolucionário, ao homem reaccionário, amado e criticado, polémico e sentimental, obcecado pelo amor e pela morte.
Também a mim o que me perturba - e muito - "é concluir que os grandes estadistas dos últimos quarenta anos ou não tiveram bons professores ou não leram o que deviam. Pior, é verificar que ignoram as lições da história."
O que me leva a concluir que só no rosto hirto e solene da morte, fica o verdadeiro rosto do homem. 
A maior dignidade da morte é física. Nunca o homem é tão belo e verdadeiro como quando está morto. Porque tem então assegurada a eternidade, é na morte que o homem tem o seu rosto verdadeiro. Na vida, usa máscaras sucessivas e contraditórias. 
No fundo, só a morte acaba por revelar a verdadeira face do homem.

A sorte não é sempre tirana...

«Se mantivermos esta dinâmica, esta equipa não é fácil de parar» - disse Fernando Santos no fim do jogo de ontem.

Em tempo.
Não sei se essa é a concepção que Fernando Santos tem do futebol, mas o meu resumo do jogo de ontem, de harmonia com o que vi em directo na televisão, é isto: 11 jovens (uns mais, outros menos...) dentro de um campo de futebol, a fazer tudo menos jogar à bola,  durante 93 minutos, à espera de uma paio, que acabou por acontecer aos 90+2 minutos... 
Mas, o que acaba por contar, foi o golo de Miguel Veloso no período de compensação que deu vitória a Portugal no terreno da Albânia e deixou a selecção nacional a um ponto da qualificação para o Campeonato da Europa de 2016.

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Festa do Avante 2015 e a comunicação social

Marcelo Rebelo de Sousa e a Festa do Avante 2014... 
«Festa única na vida política portuguesa, com pouco eco na comunicação social este ano»...
Se em 2014 e em anos anteriores foi assim - e assim foi - este ano a Festa na comunicação social quase que passou à clandestinidade.
Este ano, tudo foi ainda muito mais visível...

"Na terra dos cornudos agradecidos"...

No dia 9 de Julho de 2015, o ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia, Jorge Moreira da Silva, através do Louvor 340/2015, reconhecia a qualidade do desempenho do adjunto do seu gabinete, enfatizando o seu papel na reestruturação do sector da água e dos resíduos.

Em tempo. 
Aquilo que era uma vergonha - e continuará a ser - com os antecessores, repete-se à beira das eleições com os laranjinhas
E já não há sequer a preocupação de lhes arranjar um lugar noutra área que não tivesse estado na sua dependência ou numa relação directa com o ministro de onde se saiu.

O Cabedelo e o PEDU

foto António Agostinho
Não sei se o poder autárquico da Figueira, nos últimos 6 anos, sabia onde fica o Cabedelo, que por infelicidade dos que aqui gostam de passar algum tempo, pertence à Freguesia de S. Pedro e ao nosso Concelho.
Todos os que por aqui passam - e em julho e agosto, na chamada época alta, foram milhares por dia - viram como a zona está degrada e votada ao abandono por quem de direito.
Nunca acreditei em perfeições. 
O meu pensamento costuma ser trivial e prático. Pensar, para mim, a quem muitos agradeciam sinceramente que não emitisse opiniões, só faz sentido se for para apresentar pensamentos simples e úteis. 
O que eu penso, torna-se inútil a partir do momento em que não constitui uma ajuda para  resolver um problema prático. 
Por exemplo, o que pensei e escrevi sobre o Cabedelo, foi inútil porque não ajudou, até agora, a resolver o problema prático que é o abandono da melhor praia que neste momento existe no concelho da Figueira.
Mas, como o mandato deste presidente de câmara e da sua equipa de vereadores ainda está a decorrer, pode ser que não tenha sido totalmente inútil pensar nisso.
De qualquer modo, é irrelevante qualquer conclusão que eu tire sobre isso, porque os mandatos deste presidente de câmara não serão perfeitos ou imperfeitos por eu o pensar ou concluir. Os mandatos do dr. Ataíde são o que são - e pronto.
Aliás, a questão da eficácia não se coloca para os detentores do poder. 
Eu, porém, tenho o péssimo hábito de valorizá-la. Tal, no entanto, acontece, apenas, por uma questão prática.

Não tenho essa sorte, mas anda por aí muita gente bem paga para escrever e não dizer nada.
O seu trabalho mais importante, não é decidir sobre o que vai escrever, mas decidir sobre o que não vai escrever. 
Nada dizer e nada escrever, pode ter muito valor, dependendo das situações. 
Se disser, ou escrever algo, pode ser recompensado, mas se não disser nada sobre determinado assunto que possa causar mossa ou prejuízo - falar ou escrever sem dizer nada sobre assuntos importantes - pode ser ainda mais valioso para ele.
É preciso muito trabalho para que as coisas não mudem. Para elas mudarem pode ser mais fácil - basta não fazer nada
Espero que a elaboração do PEDU vise assegurar um desenvolvimento harmonioso das áreas atingidas, abrangendo e defendendo três objectivos estratégicos: melhorar a qualidade de vida urbana, melhorar a qualidade de vida ambiental e salvaguardar a memória colectiva -  mantendo a identidade e melhorando o bem-estar.
Espero que a denominada reabilitação integrada do Cabedelo seja apenas isso...

Como li hoje no jornal AS BEIRAS, numa crónica publicada por Miguel Almeida, "há demasiados anos que se reage em vez de agir. Há demasiados anos que se “corre atrás do prejuízo” sem um projecto. Há tempo demais que nem sequer há brio na limpeza e manutenção das infraestruturas existentes. Há tempo demais que o “autismo político” do executivo camarário é confrangedor..."

domingo, 6 de setembro de 2015

X&Q1253


Sempre chega o dia da surpresa

Todos vivem com um medo tremendo de que não gostem deles. 
Todos. 
Incluindo os que escrevem. 
Sobretudo, todos os que escrevem.
Apesar do que estudaram e leram para escrever. 
Apesar do que valem por terem lido e estudado. 
Apesar do que conseguem por terem adquirido conhecimento. 
Apesar do que valem e realizam, a auto-estima, nos momentos cruciais, por vezes, vacila.
O valor do que escrevem por terem lido e estudado, tem um tempo muito curto. 
Mas, por vezes, acontece o dia da surpresa...
Para ficar a saber do que se trata é necessário clicar na imagem.

Em tempo.
Fica o agradecimento devido ao Capitão João Pereira Mano e ao dr. Jorge Mendes.

A segunda edição do Figueira Film Art arranca amanhã

Depois de em 2014 se ter realizado a primeira edição, o festival Figueira Film Art, na Figueira da Foz está de regresso a partir de amanhã, segunda-feira, dia 7, até domingo, 13 de setembro.
Vai receber 110 filmes provenientes de 11 países, divididos em cinco secções de competição.

O festival, que este ano tem a sua 2.ª edição, conta com 110 filmes de 11 países diferentes, entre os quais Portugal, Índia, Alemanha, Brasil, Inglaterra e São Tomé e Príncipe, que integram cinco secções de competição, de harmonia com a informação dada pelo director do Figueira Film Art, Luís Albuquerque.

O evento, focado de momento no cinema independente e de realizadores que estão a iniciar a sua carreira, conta também com cineastas “que têm alguns pergaminhos”, como é o caso de Luís Filipe Rocha, informou também o mesmo responsável, acrescentando que este ano compete novamente o realizador que venceu o prémio de melhor longa-metragem do ano passado, André Valentim de Almeida.

O festival arranca na segunda-feira com “Regresso a Casa”, do multipremiado realizador chinês Zhang Yimou, que foi director das comemorações de abertura e encerramento dos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, e um dos nomeados a pessoa do ano da revista Time, também nesse ano.

Bom domingo

sábado, 5 de setembro de 2015

Momento de excepcional bom humor...

A comunicação social em peso faz a cobertura da tentativa entrega de uma pizza a Sócatres!..
São 6 minutos e 9 segundos completamente surrealistas.
Não percam, vejam aqui.

Cada vez mais são necessárias duas condições para continuar a viver em Portugal: ser maluco e ter um imenso sentido de humor...

Em tempo.

Ontem, como sabemos, abriu as portas a edição de 2015 da Festa do Avante, que é a 39 º.

Nem uma linha saiu na primeira página nos jornais nacionais sobre a tradicional reentré do Partido Comunista Português, que leva à Amora, no Seixal, centenas de milhares de pessoas para um fim de semana de música, cinema, teatro, desporto e artes plásticas.

Todo este espectáculo em torno de Sócrates não chega para explicar este silenciamento sobre uma festa que abriga todos os movimentos progressistas e onde se trocam experiências e onde se discute sobre os principais problemas da actualidade. 

Fosse um dos mais importantes festivais de Verão patrocinados pelas cervejeiras e esta lacuna certamente  não teria acontecido e haveria lugar para a sua divulgação nas primeiras páginas dos jornais portugueses -  desde os apelidados "pasquins" até aos ditos de "referência".

Para ver melhor as imagens das primeiras páginas dos jornais, basta clicar em cima das mesmas.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Um presidente, uma maioria, um governo...

Segundo o jornal Público, a Presidência considerou "conveniente" marcar abertura do ano judicial para depois de eleições...

Em tempo.
Mais um episódio do cenário da sacanice disfarçada em que vivemos. 
Mais vale prevenir, que remediar... 
Não fosse o diabo tecê-las e  dar-se o caso de alguém falar, durante a abertura do ano judicial, sobre a incompetência  com que a Justiça foi gerida pela ministra laranja...

Bombeiros Municipais da Figueira inauguram novo quartel dentro de duas semanas

foto sacada daqui
O novo quartel  vai ser inaugurado no próximo dia 20, pelas 11H30. 
Situa-se na Estrada Nacional 109, conhecida como Estrada de Mira, junto à Escola Secundária Cristina Torres. Fica num local amplo, praticamente plano e estrategicamente localizado no contexto da cidade, com bons acessos e numa artéria larga e com pouco trânsito, facilitando assim a saída de viaturas em marcha de emergência.
O equipamento está orçado em 946.210,72 euros e teve uma comparticipação financeira do fundo de coesão de 70 por cento.
A actual quartel, com mais de 100 anos, situa-se num local problemático (centro da cidade) e é assumido por Nuno Osório, comandante dos BMFF, como inconveniente, pela dificuldade na saída de viaturas, que atrasa o despacho de meios, para além de gerar, numa zona nobre, ruído.

O poder da fraqueza

Por entre a tragédia em curso, uma imagem vem chocar-nos ainda mais: a da criança síria morta na praia. De repente, a realidade parece mudar. A crise dos refugiados é a mesma, os nossos problemas são os mesmos, o debate na Europa continua, mas esta simples imagem leva-nos para outra dimensão. O seu poder é imenso. Abandonamos por um momento todos os cálculos e vemos, em grande plano, o incomensurável custo humano da história a acontecer sob os nossos olhos. Não é a primeira vez. 


O que é que lembramos da Grande Depressão?
E da revolta do ghetto de Varsóvia?
E da guerra do Vietname?
Porquê? 
Talvez porque as crianças representam a inocência e a fraqueza sem reservas. Só elas estão isentas de qualquer culpa na desgraça própria e alheia. Não fazem a guerra, não desfazem a paz, não escolhem fugir, não decidem ficar. Indefesas, estão totalmente à mercê de um destino imposto. Ou talvez seja porque todos temos filhos e, nos filhos dos outros, vemos os nossos. Vemos um pouco de nós. Vemo-nos a nós. 
Talvez.
(daqui)

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Vale a pena ver...

...pela primeira vez, Alfredo Cunha, um enorme fotojornalista deste País, está de acordo com uma intervenção nas suas fotografias! 
 "...estejam à vontade, a imaginação ao poder!!", disse ele...

A pesca da sardinha

Uma entrevista que deve ser escutada com atenção, pois o assunto interessa a todos: armadores, pescadores e consumidores.
Para ver e ouvir clicar aqui.

Há quem afirme que trocadilhos não são humor. Foi o que eu sempre pensei... Mas, porque só me apetece rir?..


A um mês das eleições, o director de informação da agência de notícias LUSA foi substituído, o que preocupa os jornalistas.
Teresa Marques, presidente do Conselho de Administração, disse que "é um momento difícil mas não político", porque momento político seria se a mudança fosse a seguir às eleições!..

Pensem...

A primeira página do jornal PÚBLICO de hoje

Quando, na segunda metade dos anos 70 do século passado, estava a dar os primeiros passos no jornalismo, calhou-me a reportagem de um incêndio de uma barraca onde duas crianças de tenra idade morreram carbonizadas.
Logo para início de carreira no jornalismo,  foi um trabalho duríssimo que me marcou para sempre.
Esta capa de hoje do jornal Público penso que não deixa ninguém insensível e deve ter sido uma opção muito difícil de tomar por quem teve essa responsabilidade e a explica hoje em Editorial.


"Não é fácil olhar para esta fotografia e não foi fácil tomar a decisão de a publicar. É uma imagem que impressiona. O primeiro instinto que temos é desviar o olhar. A seguir olhamos de novo, mas a querer fechar os olhos. No esforço entre olhar e não olhar, acabamos por levar uma estalada duas vezes.
Tínhamos algumas opções: não publicar, publicar uma imagem mais ambígua, ou publicar no espaço mais nobre do jornal.
Há bons argumentos para não a mostrar. É uma imagem violenta, logo evitável; há formas mais subis de mostrar a realidade sem cair no sensacionalismo, “sem mostrar o horror”, como diz um colega fotógrafo; temos de respeitar a dignidade daquela criança.
Mas há melhores argumentos para a mostrar. Às vezes, é nosso dever publicar imagens impressionantes. Sem pixéis, sem sombras, sem filtros. Vamos de forma paternalista proteger o leitor de quê? De ver uma criança morta à borda da água, numa praia europeia, com a cara na areia? Não é igualmente doloroso ler sobre estas tragédias? Na escrita, não escondemos a realidade. Queremos, pelo contrário, recolher o máximo de factos. Por que é que na imagem usamos critérios diferentes? Porquê ter pudor na imagem, mas não na palavra?
Teríamos tido uma quarta-feira mais simpática se não tivéssemos olhado para esta imagem. Como teríamos tido, há dois anos, um melhor Agosto se não tivéssemos visto os bebés sírios mortos em Damasco com armas químicas.
Teria sentido só vermos essas imagens daqui a 50 anos? Esta imagem é uma notícia. É a primeira vez que vemos uma imagem assim. Desde 2013 que lemos sobre mortes diárias no mar Mediterrâneo, de famílias, pais e filhos, que tentam chegar à Europa fugidos da guerra e da pobreza. Em Lampedusa, o Papa Francisco fez um apelo ao “despertar das consciências” para combater a “globalização da indiferença”. O mundo comoveu-se e seguiu em frente. À sua volta, estavam jovens negros de cabelo crespo. Não nos impressionou. Olhámos para eles como aventureiros de países perdidos. Agora os náufragos no nosso mar são brancos de classe média. Tudo neste bebé é familiar. O corpo, a pele, a roupa, os sapatos. Não sabemos se esta fotografia vai mudar mentalidades e ajudar a encontrar soluções. Mas hoje, no momento de decidir, acreditamos que sim." 

É um  valente murro no estômago. Estou desde esta manhã sem conseguir pensar noutra coisa. Há pessoas que têm mesmo muito pouca sorte na vida.  Que grande merda. Que angústia.

Perigoso...

O governo, por iniciativa do Secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, está a promover um mecanismo de censura de sites (onde se incluem os blogues), completamente fora do poder judicial.
"É um processo extremamente perigoso. Não há um juiz, não há uma acusação, nem um processo em tribunal. O que significa que se o leitor tem um site ou um blogue onde escreve regularmente e as SGC e a IGAC não gostarem da sua opinião, nada os impede de enviar o link do blogue do leitor para os ISPs bloquearem no prazo máximo de 15 dias." 
Paula Simões, no seu blogue explica tudo.
Entretanto, no próximo "dia 4 de Outubro lembrem-se que este memorando [de bloqueio de sites] foi promovido pelo Governo de PSD/CDS." 
Até agora, apenas o Bloco de Esquerda questionou o Secretário de Estado da Cultura sobre este memorando. As questões podem ser consultadas aqui.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Atenção, muita atenção: aos seus lugares...

"BANCO DE FOMENTO LANÇA LINHA DE CRÉDITO DE MIL MILHÕES PARA APOIAR EMPRESAS".
Em tempo.
Pires de Lima: "se fosse por vontade dos parceiros europeus, esta instituição não existia".

Costa, deixa-te de lamúrias e faz-te à vida...

"Afirmou ontem António Costa que nunca viu um Governo de direita ser derrubado pelos votos dos partidos à esquerda do PS, mas que já viu os partidos da esquerda aliar-se à direita para derrubar governos do PS. Pois bem: esta afirmação é factualmente errada e politicamente falsa. Senão, vamos aos factos.
Em Abril de 1987, o 1.º Governo de Cavaco Silva foi derrubado com os votos PS/PCP/PRD/PEV.
E se verificarmos os últimos 25 anos, ou seja, a partir dos Governos de Guterres, vemos que:
Em 4/11/99 as moções de rejeição apresentadas pelo PSD e pelo CDS foram inviabilizadas pelos partidos da esquerda (abstenções PCP/PEV e votos contra do BE).
As moções de censura do CDS (em 5/7/2000) e do PSD (em 20/9/2000) foram inviabilizadas pelas abstenções do PCP, do BE e do PEV.
Em 30/5/2001 foram o PSD e o CDS que inviabilizaram uma moção de censura do BE.
Guterres demitiu-se sem qualquer votação parlamentar que o tenha derrubado.
O Governo de Durão Barroso (de maioria absoluta) enfrentou 4 moções de censura que tiveram os votos convergentes PS/PCP/BE/PEV.
O 1.º Governo de Sócrates (de maioria absoluta) enfrentou moções de censura do BE (em 16/1/2008) e do PCP (em 8/5/2008) em que o PSD e o CDS se abstiveram. Mais tarde, enfrentou moções de censura do CDS (em 5/6/2008 e em 17/6/2009) em que o PCP, o BE e o PEV se abstiveram.
O 2.º Governo de Sócrates (minoritário) teve moções de censura do PCP (em 21/5/2010) e do BE (em 3/10/2011) que foram inviabilizadas pelas abstenções do PSD e do CDS.
A demissão de Sócrates não se deveu a qualquer votação parlamentar que o determinasse, mas à rejeição do PEC4, depois dos 3 anteriores terem sido viabilizados pelo PSD e pelo CDS e não sem que, para despedida, tivesse sido assinado o pacto com a troika, negociado e aceite precisamente pelo PSD e pelo CDS.
Na presente legislatura, o Governo PSD/CDS enfrentou 6 moções de censura (3 do PCP, uma do BE, uma do PEV e uma do PS). O PCP, o BE e o PEV votaram a favor de todas. Já o PS absteve-se em 3: na moção do PCP em 25/6/2012 e nas moções do PCP e do BE em 4/5/2012 (ou seja, no tempo em que o PS pautava a sua oposição ao Governo pelas abstenções violentas).
O moral desta história é que o PS só tem razões de se queixar de si próprio e que já era tempo de acabar com o fadinho da vítima que de tão repetido de campanha em campanha já se torna enjoativo."

António Filipe, deputado do PCP, no facebook.

PEDU foi aprovado por maioria, na primeira reunião camarária do corrente mês, aberta, a título excepcional, à comunicação social...

Desde 4 de novembro de 2013, que a primeira reunião de cada mês da Câmara da Figueira da Foz se realiza à porta fechada - que o mesmo é dizer, vedada ao público e à comunicação social
Tal, recorde-se, ficou a dever-se à maioria absoluta de João Ataíde, obtida nas autárquicas do dia 29 de setembro desse mesmo ano de 2013. 
Ontem, aconteceu a primeira excepção: a primeira reunião de setembro teve a presença da comunicação social
Fica o registo e a esperança de que a infeliz medida de interdição, denunciada, condenada e combatida neste espaço e por largos sectores figueirenses, desde o primeiro minuto, seja repensada e rectificada.
Fica à consideração de quem de direito. 

Escrito isto, fica o essencial do que tive oportunidade de ler na edição de hoje do jornal AS BEIRAS
"A proposta do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU) foi aprovada ontem, na reunião da Câmara da Figueira da Foz, com cinco votos da maioria socialista e quatro abstenções da coligação de oposição Somos Figueira.
O presidente da autarquia começou por dizer que o PEDU será desenvolvido no âmbito do quadro de comunitário de apoio para as políticas urbanas.
O prazo para apresentação é até ao dia 10 de setembro e o que se pretende é valorizar toda a zona da Baixa, área das praças, ruas (Combatentes da Grande Guerra, Santos Rocha e dos Bombeiros Voluntários), as áreas delimitadas pelas áreas de reabilitação urbana da Figueira e de Buarcos e requalificar integralmente todo o Cabedelo”, disse João Ataíde. 
O PEDU foi elaborado pelos serviços da autarquia, em coordenação com o engenheiro Jorge Carvalho, que fez a sua apresentação. Em concreto, pressupõe quatro objectivos: alterar o padrão de mobilidade, qualificação de espaços públicos, reabilitação e uso efectivo dos edifícios e reabilitação integrada do Cabedelo. 
É um plano que articula os desígnios da própria lei e implica a integração de um plano de mobilidade sustentada, aposta na bicicleta e na valorização da função pedonal”, disse Jorge Carvalho, não escondendo que foi feito com “alguma pressa” devido ao timing. A questão do tempo foi, aliás, levantada pelos vereadores da oposição João Armando Gonçalves e Miguel Almeida. “Lamento que documentos desta natureza nos tenham chegado quando chegaram - sábado passado”, disse João Armando Gonçalves. 
Acho que há projectos que precisam de envolver as pessoas. Podiam-nos ter envolvido”, disse, por sua vez, Miguel Almeida, elogiando a forma clara como Jorge Carvalho fez a apresentação. “É um projecto que, obviamente, requer um tempo de maturação”, afirmou o autarca.
João Ataíde respondeu: “Trabalhamos com o tempo disponível”. 
O que me parece é que a Figueira da Foz merece ser planeada um pouco mais além do que fazer o que é possível”, retorquiu o vereador da oposição João Armando Gonçalves.


A esta hora,  possivelmente, muitos leitores estarão a interrogar-se: mas, o que é afinal o PEDU?
O PEDU é o instrumento de programação que suportará a contratualização com as Autoridades Urbanas”, pode ler-se no Aviso do Portugal 2020, de contextualização das candidaturas. 
Antes de investir, planear. Esta é a lógica subjacente às novas regras de financiamento comunitário nas áreas de mobilidade sustentável, inclusão social e regeneração urbana. Os municípios dos centros urbanos de nível superior, integrados nas regiões Norte, Centro, Alentejo e Lisboa, que queiram mobilizar investimentos prioritários nestas áreas via Portugal 2020 têm até 10 de Setembro para apresentar propostas de Planos Estratégicos de Desenvolvimento Urbano (PEDU).
O Plano é um novo e importante instrumento previsto no quadro orçamental 2014-2020 da União Europeia, constando no Acordo de Parceria entre Portugal e Bruxelas, e estando previsto nos respectivos Planos Operacionais das regiões. 
Dentro de cada uma destas estratégias municipais deverá constar um plano de mobilidade sustentável, um plano de acção de regeneração urbana e um plano de acção integrado para as comunidades desfavorecidas. A inclusão das três vertentes, porém, não é obrigatória. Contudo, a ausência de uma das áreas resulta em consequências ao nível do financiamento. Por exemplo, um centro urbano pode optar por não apresentar no seu PEDU um plano de mobilidade, por exemplo, mas isso ditará que será impedido de mobilizar a mobilidade sustentável como prioridade de investimento na captação de fundos comunitários.
Cada município apenas pode apresentar uma única proposta de PEDU.

O que poderá estar incluído em cada PEDU? 
O Aviso do Portugal 2020 dá algumas indicações para cada área. 
No que concerne à mobilidade urbana sustentável, privilegiam-se intervenções ancoradas em estratégias de baixo carbono, aumentando a quota dos transportes públicos e dos modos suaves (bicicleta e pedonal).
 Na regeneração urbana, as acções incidem nos centros históricos, zonas ribeirinhas ou zonas industriais abandonadas, dentro de uma área de reabilitação urbana (ARU). As regras do Portugal 2020 ditam que o PEDU possa ser apresentado sem a ARU ter sido aprovada – a área poderá estar, simplesmente, em fase de delimitação.
Finalmente, o plano de integração de comunidades desfavorecidas visa promover a regeneração e inclusão social, combatendo a pobreza e a discriminação. Estão, por isso, previstas acções de combate ao abandono escolar, formação profissional de jovens, ocupação de tempos livres ou integração de imigrantes e comunidades ciganas, entre outras iniciativas.
A Figueira, é um dos municípios que conseguiram apresentar propostas de PEDU, no quadro do Portugal 2020.

Morreu de quê?