domingo, 1 de março de 2015
Irrelevâncias...
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E, no entanto, impõe-se continuar a manter a
esperança cá pela Aldeia.
Temos de conseguir manter acesa essa esperança,
não um optimismo cego, do género de esperança que ignora a
gravidade do que temos pela frente, ou dos obstáculos no nosso
caminho...
A esperança, é esse sentimento
obstinado dentro de nós, que persiste em acreditar, apesar de todas
as provas em contrário, que algo de bom nos aguarda enquanto
mantivermos a coragem de seguir em frente, trabalhando, lutando, resistindo...
É o futuro que temos pela frente...
O melhor, para a Aldeia e para nós,
ultrapassada a irrelevância do dia que passa, está ainda por
chegar.
sábado, 28 de fevereiro de 2015
Pedro Cruz e a paisagem sem figuras
A estória é curta e resume-se assim: o jovem Pedro Cruz (que já retratei aqui e sobre quem já me debrucei aqui), foi convidado pelo presidente da Junta de freguesia De S. Pedro para fazer uma exposição de fotografia.
O jovem foto-jornalista, certamente enaltecido, aceitou o convite que encarou como um repto. Em lugar de postais bucólicos e turísticos o jovem Pedro, cidadão atento e interventivo, decidiu partilhar com os seus conterrâneos o que o preocupa, mostrando algumas das suas imagens que documentam a erosão do litoral costeiro e da sua praia e dando à mostra o nome de ALERTA COSTEIRO 14/15.
Leal, como só os grandes o sabem ser, o jovem fotógrafo deu uns dias antes uma entrevista a um jornal regional na qual anunciava que para além da paisagem devastada iria também expôr as figuras daqueles que acha responsáveis.
Em vésperas de dia de inauguração, Pedro dirigiu-se ao local marcado e começou a montar a selecção de imagens que, segundo o seu critério, melhor davam a ver a devastação da sua praia: paisagens, mas também figuras. Foi uma das fotos que mostrava figuras que o presidente da junta exigiu que fosse retirada. O jovem Pedro recusou fazê-lo e a exposição foi cancelada. Segundo o artista, no seu Face-Book, “O Alerta está dado”.
(podeis acompanhar mais prolongamentos desta notícia no blogue "outra margem").
.
Esta estória exemplar demonstra, quarenta anos depois do vintecincodAbril, como este país continua afinal igual a si próprio e ao que sempre foi: um pobre e bisonho paraíso paroquial para pequenos chefes labregos que - no seu boçal entendimento, certamente inebriado plo esplendor do mando - pensam que podem apagar figuras de uma paisagem.
Mas também demonstra que há algo - para além do talento, claro - que um artista consciente, ainda que pobre, nunca admite que lhe seja escamoteado: o orgulho (o amor-próprio, meus lindos).
.
Por isso, caro Pedro, nunca agradeças a quem te enaltece o talento e a independência (ninguém deve o que é seu por mérito). Seria falsa modéstia.
O comunicado emitido pelo presidente da Junta de S. Pedro, António Salgueiro a propósito do cancelamento da exposição fotográfica ALERTA COSTEIRO 14/15
O comunicado de sua excelência, o
presidente da junta de freguesia de S. Pedro fala por si, pelo que,
qualquer comentário é absolutamente excedentário, tal a gravidade da sua tomada de posição: "pediu" para retirar
uma foto...ao que se seguiria um muito claro "se não retirasse essa não havia exposição"... que foi o que acabou por
acontecer.
Enfim...
Lamento ter de o escrever.
O senhor
presidente não percebe o óbvio: continua a ser completamente burro todos os dias, até aos sábados...
Temos pena...
A exposição era do artista: na
totalidade - no talento e nos custos.
A Liberdade é isto, senhor presidente.
“Seu” era o espaço do Mercado da
Gala.
O senhor entendeu interditar o acesso
ao espaço.
Problema seu, caro presidente da junta.
Neste momento, a exposição do Pedro
já foi mais longe do que o senhor pensa – e sabe, porquê?
Porque o senhor, além de acagaçado, é
burro todos os dias (até aos sábados)...
Na Cova e Gala, freguesia e vila de S. Pedro, 41 anos depois, continuamos entre a liberdade e a democracia
formal, entre o sentimento e o falhanço, entre a governação e o
autoritarismo, entre a Liberdade e a ostentação, entre a justiça e a
injustiça, entre a Liberdade e a fraude, entre a Liberdade e a
intimidação. Je suis covagalense e tenho nojo do presidente da junta de freguesia da minha Terra.
A EXPOSIÇÃO CENSURADA PELO PRESIDENTE DA JUNTA DE FREGUESIA DE S. PEDRO
Este é o trabalho que o fotojornalista Pedro Agostinho Cruz tinha preparado para inaugurar hoje, às 10.30, no Mercado de S. Pedro, na Gala. No entanto, por não ceder ao pedido do presidente da Junta de Freguesia de S. Pedro, António Salgueiro, para retirar uma fotografia da sua narrativa fotográfica ALERTA COSTEIRO 14/15, a exposição foi cancelada.
A exposição não se vai realizar, mas o problema esse vai continuar.
O alerta foi dado!
JE SUIS COVAGALENSE: "a exposição foi cancelada, o problema mantém-se, o alerta está dado"...
Foi há quase 89 anos que foi instituída a
censura prévia à imprensa em Portugal, pela ditadura militar saída
do golpe de 28 de Maio de 1926. Como é sabido, iria durar 48 anos.
Vivemos agora com liberdade de
expressão e dispomos de uma diversidade de meios de acesso à
informação com que nem sequer podíamos sonhar nos tempos que se
seguiram ao 25 de Abril. E, no entanto...
Alerta:
Fotografia "incómoda" leva ao cancelamento de exposição
fotográfica sobre erosão costeira em S. Pedro
“O fotojornalista figueirense Pedro
Cruz, que fotografou os avanços do mar sobre as praias da margem sul
durante os últimos dois anos, já tinha dado o alerta. Em entrevista
ao programa da Foz do Mondego Rádio, "Tem a Palavra",
afirmou que o presidente da Junta de Freguesia de S. Pedro, António Salgueiro, lhe tinha dito que, quando o convidara para expor no
renovado Mercado da freguesia, não era "aquilo" que tinha em mente.
Pedro Cruz, porém, queria mostrar, mais do que os habituais postais
das zonas piscatórias, "um problema grave, que ameaça casas
com gente dentro". A exposição foi programada, mas ontem, ao
final do dia, acabou por ser cancelada, depois de o fotógrafo se ter
recusado a retirar uma das imagens. Para além de fotografias que
permitem constatar as alterações provocadas pela erosão costeira
só nos últimos dois anos, depois do prolongamento do molho norte, a
exposição incluía imagens de visitas de responsáveis políticos
aos locais mais afectados. "A exposição foi cancelada, o
problema mantém-se, o alerta está dado", sintetiza Pedro
Cruz.”
Um alerta final.
A pressa e a leveza com que quase tudo é abordado nos dias que passam, acaba por influenciar muitíssimo a opinião pública, aquela que está para além das elites, sempre minoritárias, que são capazes de filtrar o que lêem, o que vêem e o que ouvem. É assim que estamos.
"A exposição foi cancelada, o problema mantém-se, o alerta está dado".
É útil não esquecer.
Eu é que sou o presidente da junta...
“Chego a concordar que a Censura é
uma instituição defeituosa, injusta, por vezes, sujeita ao livre
arbítrio dos censores, às variantes do seu temperamento, às
consequências do seu mau humor (...). Eu próprio já fui em tempos
vítima da Censura e confesso-lhe que me magoei, que me irritei, que
cheguei a ter pensamentos revolucionários”
António de Oliveira Salazar em
entrevista a António Ferro (1933)
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| A foto que o presidente da junta não autorizava na exposição é esta. O que é que, na realidade, acagaçou o o presidente António Salgueiro? |
Quase 41 anos depois daquela manhã de
Abril, um covagalense foi vítima de censura por um presidente de
junta.
Gostava de ver alguns dos indignados
com a falta da liberdade de expressão, apavorados com o regresso da
Censura e defensores da Liberdade comentarem a decisão do
presidente da junta de S. Pedro.
Confesso que fiquei surpreendido, pois
o que estava em causa não envolvia sequer matéria política.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015
"Pedro Agostinho Cruz, o fotógrafo inconveniente" *
A verdadeira fotografia é aquela que
nos ajuda a compreender e a interpretar a realidade.
A fotografia pode ser mais directa do
que a escrita, pois pode transmitir “a pura verdade”, a tal
verdade por vezes inquietante e incómoda, que um artista
inquieto acabará por descobrir e transmitir e que pode
ser compreendida por todos - mesmo pelos analfabetos.
Isto tornou-se ainda mais verdadeiro
com a “democratização” do próprio acto de fotografar.
Há muitas formas de pensar a
fotografia, mas é preciso fazê-lo criticamente. Se não o fizermos
há o perigo de a reduzir ao seu lado estético.
As fotos que o fotojornalista Pedro Agostinho Cruz vai mostrar na exposição que vai ficar patente ao
público no Mercado da Gala, a partir de amanhã, têm essa vertente,
mas têm, ao mesmo tempo, algo que nos inquieta e que nos agride, pois
mostra a violência de uma força da natureza brutal e poderosa –
o mar em todo o seu esplendor e crueldade.
É claro que também há beleza nas paisagens fotografadas, mas é uma beleza estranha - é uma beleza que nos causa desconforto.
É claro que também há beleza nas paisagens fotografadas, mas é uma beleza estranha - é uma beleza que nos causa desconforto.
* Título roubado à entrevista que a jornalista Andreia Gouveia fez ao Pedro Agostinho Cruz, hoje publicada no Diário de Coimbra.
João Proença
O ex-”sindicalista” - espero que os verdadeiros sindicalistas me desculpem, relevem a ousadia e me perdoem … - João Proença vai fazer uma intervenção nas Jornadas Parlamentares do PSD,uma iniciativa exclusivamente "laranja", sem a presença do CDS, "ao contrário do que aconteceu em outubro, após a apresentação do Orçamento do Estado."
Há pessoas capazes tudo para tentar conseguir apanhar por um "tachinho" na Concertação Social...
Há pessoas capazes tudo para tentar conseguir apanhar por um "tachinho" na Concertação Social...
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
O preço do "cherne" anda pela hora da morte...
"Durão Barroso passou a cobrar 75 000 euros por cada conferência, chamando a atenção de Jorge Mendes que, apurou o IP, passou a agenciá-lo. Durão Barroso terá assim que agir em consonância com o seu novo papel de estrela milionária, passando a usar um penteado absurdo, tatuando no braço o rosto da Angela Merkel e passando a namorar com alguma modelo russa ou com o José Milhazes. Jorge Mendes está tão entusiasmado que vai agora tentar agenciar Pacheco Pereira, “o Fábio Coentrão do PSD”."
Alfredo Barroso, um dos fundadores do Partido Socialista...(II)
Era outro tempo.
José Sócrates era primeiro-ministro.
Cavaco já era presidente.
Parece que foi ontem...
Mas foi há 4 anos.
Entretanto, havia jornalistas e
comentadores desiludidos com António Costa, ou porque não falava
sobre as coisas, ou porque falava pouco, ou porque não falava nada.
Mas, entretanto, falou...
Cum caneco!..
Alfredo Barroso, “um dos fundadores
do PS (em 1973) e, hoje, o militante número 15 do partido (com as
quotas em dia)", passou-se.... "Já chega! Nunca me passou pela cabeça que um secretário-geral do PS se atrevesse a prestar vassalagem à ditadura comunista e neoliberal da República Popular da China, e se atrevesse a declarar, sem o menor respeito por centenas de milhares de desempregados e cerca de dois milhões de portugueses no limiar da pobreza, que Portugal está hoje melhor do que há quatro anos. A declaração de António Costa é uma vergonha! Ainda esta semana, enviarei à direcção do PS (hoje tenho vergonha de escrever por extenso Partido Socialista) uma carta muito simples, sem considerandos ou justificações, solicitando, pura e simplesmente, a minha desfiliação do partido”...
Alfredo Barroso, um dos fundadores do Partido Socialista...
"Depois da ignóbil chinesice de Costa, abandono o PS, e é já" !..
Em tempo.
Finalmente, Costa fazer resolveu fazer oposição!
Agora, é só uma questão de alguém lhe explicar que deve fazer oposição ao governo e não a si próprio...
Em tempo.
Finalmente, Costa fazer resolveu fazer oposição!
Agora, é só uma questão de alguém lhe explicar que deve fazer oposição ao governo e não a si próprio...
O tal “arco do poder local”...
Segundo o jornal AS BEIRAS, “a
administradora executiva da Figueira Domus vai sair da empresa municipal.”
Ainda de harmonia com o referido matutino, “Anabela Gaspar já comunicou a sua saída aos restantes
membros da administração e aos funcionários, devendo apresentar a
demissão nos próximos dias, invocando razões pessoais, mas este
não deverá ser o único motivo da sua saída.”
Ao que o jornal que temos vindo a citar
apurou, “o ambiente entre Anabela Gaspar e o presidente do conselho
de administração, Hugo Rocha – que não quis
pronunciar-se sobre o assunto –, tem-se vindo a degradar, com
conhecimento do executivo camarário.”
Entretanto, o gabinete da presidência da Câmara
da Figueira da Foz informou que “este assunto será tratado em sede
própria”. Ou seja, na assembleia geral da empresa.
A “batata quente”, vai estar nas mãos do
presidente da autarquia, João Ataíde, que terá que decidir se vai
substituir apenas o elemento demissionário ou toda a administração,
que se completa com Matos Rodrigues.
Anabela Gaspar foi convidada para a
Figueira Domus em finais de 2011. Entrou como administradora não
executiva, passando a exercer funções executivas em novembro de
2013.
Anabela Gaspar, a exemplo de outras ilustres personalidades figueirenses, como por exemplo, Joaquim de Sousa, José Elísio
Oliveira e João Russo, faz parte do núcleo dos tais que nos últimos 40 anos têm sido militantes dos chamados partidos do
arco geral de interesses locais - leia-se, PS e PSD -, que têm
controlado facilmente o poder político figueirense - e os tais negócios, alguns
deles manhosos, e as tais clientelas, e a tal gestão controlada da "afundação local"– porque a larga maioria dos figueirenses, em 40 anos
de democracia, nunca tiveram coragem, nem engenho e muito menos arte, para darem um safanão nos seus
destinos, que os tivesse livrado desta gente ilustre, que nos intervalos apregoa aos sete ventos, que
"os políticos são todos iguais", para que as eleições, também na Figueira, não sirvam para nada.
Anabela Gaspar, foi
vereadora do PSD, quando Duarte Silva, entretanto falecido, presidia
à Câmara da Figueira da Foz. Em 2009, alinhou pelas listas do PS,
partido que desde então governa o município, tendo sido eleita
deputada municipal...
ALERTA COSTEIRO 14/15, uma exposição fotográfica de Pedro Agostinho Cruz, vai ser inaugurada no próximo sábado, 28, pelas 10H30M no Mercado da Gala
No sábado, o Pedro (o fotojornalista
Pedro Agostinho Cruz) vai mostrar mais uma série de fotografias.
É mais uma exposição, a primeira na sua Terra e sobre a sua Terra.
Nesta mostra, o Pedro (o fotojornalista
Pedro Agostinho Cruz) põe-se à prova.
Vai mostrar o que aprendeu em quase 10
anos de fotografia e provar que a sua fotografia tem a ver com a
maneira como vê as coisas, as mesmas coisas, aliás, que estão à
disposição de toda a gente para serem vistas, fotografadas e
analisadas.
Ao Pedro (o fotojornalista Pedro
Agostinho Cruz) não interessa apenas a estética - as suas
fotografias comportam mensagens e pretendem contar «estórias».
Como escreveu um dia - já lá vão
mais de 5 anos - o Fernando Campos, o Pedro (o fotojornalista Pedro
Agostinho Cruz) é “um jovem “pas tout a fait comme les autres”;
ao contrário do que é típico na sua idade (neste momento, tem apenas 27 anos) não
é daqueles que descobriram a pólvora seca das verdades
insofismáveis; gosta mais de ouvir (e observar) do que de falar. O
Pedro (o fotojornalista Pedro Agostinho Cruz) é um andarilho (tem o
projecto de uma viagem a África...) e, sobretudo, um observador
incansável.
No seu olhar silencioso e perscrutador há algo que o distingue de um mero fotógrafo competente, algo intangível e difícil de descrever: uma sensibilidade poética; ou seja, aquilo que o torna capaz de, com enquadramentos ousados e um sentido da composição notável, transformar o mais banal retrato do quotidiano numa imagem carregada de sentido(s).”
No seu olhar silencioso e perscrutador há algo que o distingue de um mero fotógrafo competente, algo intangível e difícil de descrever: uma sensibilidade poética; ou seja, aquilo que o torna capaz de, com enquadramentos ousados e um sentido da composição notável, transformar o mais banal retrato do quotidiano numa imagem carregada de sentido(s).”
É este Pedro (o fotojornalista Pedro
Agostinho Cruz), que depois de ter exposto noutros lados para onde foi
convidado, vai mostrar o seu trabalho, pela primeira vez, na sua
Terra e sobre a sua Terra.
Dia 28, sábado, no Mercado da Gala, (a
inauguração acontecerá pelas 10H30M)
vai estar patente ao publico o seu mais recente trabalho - ALERTA
COSTEIRO 14/15.
- ALERTA COSTEIRO 14/15 é um retrato
informativo, crítico e cru de uma realidade da costa portuguesa,
nomeadamente na Cova-Gala - erosão costeira.
- É um olhar preocupado e inconformado que vive na esperança e ânsia de uma solução.
- ALERTA COSTEIRO 14/15 é a exposição que o Pedro (o fotojornalista Pedro Agostinho Cruz) não queria fazer, mas que infelizmente sente que é importante a sua realização.
- ALERTA COSTEIRO 14/15 é mais uma sensibilização a quem de direito.
- É um olhar preocupado e inconformado que vive na esperança e ânsia de uma solução.
- ALERTA COSTEIRO 14/15 é a exposição que o Pedro (o fotojornalista Pedro Agostinho Cruz) não queria fazer, mas que infelizmente sente que é importante a sua realização.
- ALERTA COSTEIRO 14/15 é mais uma sensibilização a quem de direito.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
Santana Lopes...
"Portugueses defendem o Syriza porque protegem «os coitadinhos»" - Santana Lopes, ontem à noite na SIC Notícias...
Diz quem o conhece, que Pedro Santana Lopes quando tem um objectivo perde a noção da racionalidade. Quem o conhece dos bastidores das campanhas, na luta político-partidária, sabe isso bem...
A meta, agora, ao que parece, é Belém. Tem tido avanços e recuos, próprios de quem anda perdido: gosta, mas está a observar quem também avança...
Contudo, o que, Santana Lopes, um antigo primeiro-ministro, ontem à noite desabafou na SIC-Notícias, era perfeitamente evitável.
Além do mais, Santana tem protegido, nos últimos anos, tantos «coitadinhos» lá pela Misericórdia...
Diz quem o conhece, que Pedro Santana Lopes quando tem um objectivo perde a noção da racionalidade. Quem o conhece dos bastidores das campanhas, na luta político-partidária, sabe isso bem...
A meta, agora, ao que parece, é Belém. Tem tido avanços e recuos, próprios de quem anda perdido: gosta, mas está a observar quem também avança...
Contudo, o que, Santana Lopes, um antigo primeiro-ministro, ontem à noite desabafou na SIC-Notícias, era perfeitamente evitável.
Além do mais, Santana tem protegido, nos últimos anos, tantos «coitadinhos» lá pela Misericórdia...
Na Aldeia da subserviência...
Dizia Einstein que existiam duas coisas
infinitas: o Universo e a estupidez humana.
Ainda não estamos seguros sobre se o
Cosmos é ou não infinito mas, seguramente, a estupidez humana não
conhece barreiras ou limites.
Quando a subserviência a interesses de terceiros, prejudica o interesse de quem o elegeu, a isso chama-se traição.
Quando a subserviência a interesses de terceiros, prejudica o interesse de quem o elegeu, a isso chama-se traição.
Vivemos numa Aldeia domesticada...
Domesticados já estamos há muito...
Até fomos elogiados por sermos bem comportados.
Não há movimentação social.
Nas próximas eleições ganharão os mesmos ou os «outros», os tais do arco...
É isto uma Aldeia democrática?..
Não há movimentação social.
Nas próximas eleições ganharão os mesmos ou os «outros», os tais do arco...
É isto uma Aldeia democrática?..
Parece-me mais uma ditadura moderna
onde em vez de partido único há, no máximo dos máximos, o bipartidarismo «do arco».
Mas, sobretudo, vivemos numa Aldeia
onde o que não há é política, que o mesmo é dizer, não há
ideias.
Neste momento, na Aldeia, o cargo de
político começa a parecer desnecessário...
Domesticados, há muito, já fomos...
E isso nota-se...
Domesticados, há muito, já fomos...
O mar continua a “engolir” sistema dunar em S. Pedro
| foto de António Agostinho |
Estávamos em 11 de abril de 2008, uma sexta-feira.
O prolongamento em 400 metros do molhe norte do porto da Figueira da Foz foi adjudicado nesse dia, um ano depois do lançamento do concurso público que sofreu reclamações dos concorrentes e atrasos na análise das propostas.
A obra, considerada fundamental pela tutela e comunidade portuária, visava permitir a melhoria das condições de acessibilidade ao porto da Figueira da Foz.
Cerca de 7 anos depois de concluída a obra, a barra, para os barcos de pesca que a demandam está pior que nunca e a erosão, a sul, está descontrolada.
Neste momento, pode dizer-se, sem ponta de demagogia, que é alarmante: o “mar continua a “engolir” sistema dunar em S. Pedro”.
Neste momento, pode dizer-se, sem ponta de demagogia, que é alarmante: o “mar continua a “engolir” sistema dunar em S. Pedro”.
Repito a pergunta que fiz neste Outra Margem, nesse dia 11 de abril de 2008, pois ainda não obtive resposta:
Será que alguém sabe, porque estudou, as REPERCUSSÕES QUE MAIS 400 METROS NO MOLHE NORTE terão na zona costeira na margem a sul do Mondego?
terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
Daqui a pouco na Foz do Mondego Rádio "Tem a palavra" Pedro Cruz
Hoje, das 21 às 22h00, o fotojornalista Pedro Cruz é o convidado do programa da Foz do Mondego Rádio "Tem a Palavra", para uma conversa sobre o seu percurso, as suas referências, os seus objectivos e, em especial, a exposição que inaugura, este sábado, no Mercado da Gala, "Alerta Costeiro 14/15", em que denuncia, através de dois anos de fotografias, a degradação da orla costeira na margem sul.
Um programa a não perder, em 99.1 e em myradiostream.com/fozdomondego.
Uma Aldeia em agonia...
Vejam o que o mar comeu em 13 meses!..
Encontrei a foto acima no facebook do João Pita.
Foi publicada em 23 de Janeiro de 2014.
Encontrei a foto acima no facebook do Pedro Agostinho Cruz.
Foi publicada em 21 do presente mês Fevereiro.
Entre uma e outra fotos, decorreram apenas cerca de 13 meses.
Isto, que temos vindo a denunciar desde 11 de dezembro de 2006, é uma vergonha. Mais do que
uma vergonha, é uma imoralidade.
Para além das pessoas, sem dúvida o
mais importante, também está em risco, todo um património
conquistado ao longo de vidas trabalho, por vezes, sabe-se lá com
que sacrifícios...
Leituras
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| para ler a crónica, clicar na imagem |
Mas, isso, são outras contas.
Na Figueira não pode ser sempre carnaval. Todos sabemos que a maior razão da manutenção do Carnaval de Buarcos ao longo dos anos, pago com fundos públicos por executivos camarários PS e PSD, se deve ao facto de só assim ser possível manter as escolas de samba que, como sabemos, representam muitos votos.
As virgens ofendidas que têm permitido com a sua cobardia política a modalidade que praticam as escolas de samba, financiadas ao longo dos anos por dinheiros públicos,
provendo deste modo - com o dinheiro dos outros – as suas
actividades lúdicas, fariam um favor à sociedade se começassem a
custear do seu bolso essas práticas.
Seguramente que o seu orgulho, seria mais seu, e o seu esforço, mais
admirável.
No fundo, resume-se ao princípio tão
em moda, do utilizador-pagador.
Poderiam orgulhar-se, pessoal e individualmente, dos seus feitos ou, do apoio dado à escola do seu coração. As escolas de samba, enquanto auto-suficientes e propriedade dos seus indefectíveis, financiadas por eles próprios, merecem-me o respeito que qualquer pessoa colectiva ou particular é credora. As outras, as que se alimentam dos impostos e estratagemas diversos, merecem-me apenas, distanciamento.
É aceitável o argumento de que é preferível manter os jovens ocupados mesmo que seja a sambar do que deixá-los à deriva.
Creio, porém, que é para isso que os
contribuintes figueirenses já pagam, por exemplo, o desporto
escolar, o Museu e Biblioteca e o CAE.
No usufruto do direito de opinião e
livre expressão constitucionalmente garantidos, contesto a prática
de distribuição sistemática de subsídios para o carnaval -
entenda-se em minha opinião, gasto injustificável de dinheiro
público.
Na crise em que o nosso concelho
continua mergulhado, é inaceitável que as autarquias continuem a
exigir mais e mais impostos aos cidadãos para os delapidarem em
propaganda eleitoral. É óbvio que a este executivo, como disso já deu muitas provas - falta também a
lucidez e a coragem para acabar com este e outros carnavais.
Já quanto ao combate à anterior “tesura” - que até deu para ficar a dever ao quiosque - referida na crónica do vereador Tavares, é pena que se não verifique o mesmo empenho quando se trata de defender o património que mexe com a qualidade de vida de todos – como é o caso do lastimável estado das estradas do concelho.
Veja-se, por exemplo, o que se passa na saída do
Hospital Distrital da Figueira da Foz: no parque de estacionamento
pago a Câmara “investiu” mais de 80 mil euros num piso que está
um brinquinho. Logo que que se passa a cancela que controla a
“bilheteira” é o caos que clicando aqui pode constatar...
Pois é senhor vereador: no que é importante, assobia para o lado...
A política e a culinária devem
respeitar o mesmo princípio: precisam de ingredientes certos, mas é
na sua correcta aplicação que está a arte.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
Harald Schumann, jornalista alemão que está a realizar um documentário sobre a troika, explica ao PÚBLICO por que acusou o Governo português de "censura"...
Em tempo.
O que mais o surpreendeu na situação portuguesa?
O facto de terem tido - em proporção - a maior manifestação de todos os países em crise, mas que não teve qualquer impacto… Se, na Alemanha, 10% da população saísse à rua para protestar, o que significaria uma manifestação de 8 milhões de pessoas, nenhum Governo sobreviveria a isso intacto.
O que mais o surpreendeu na situação portuguesa?
O facto de terem tido - em proporção - a maior manifestação de todos os países em crise, mas que não teve qualquer impacto… Se, na Alemanha, 10% da população saísse à rua para protestar, o que significaria uma manifestação de 8 milhões de pessoas, nenhum Governo sobreviveria a isso intacto.
Ontem, foi noite de óscares...
Prémio para o melhor actor secundário:
Pedro Passos Coelho em “O bom alemão a quem o medo consome a alma"...
Pedro Passos Coelho em “O bom alemão a quem o medo consome a alma"...
A “barrinha do sul”... (II)
Tributo a José Afonso - 23/02/1987 - 23/02/2015
Onde quer que estejas...nós estaremos
contigo!
Obrigado pelas tuas canções!
Obrigado pelas tuas canções!
Aproxima-se Abril e a generosidade que
tantas vezes salta fronteiras e se aproxima dos que combatem pela
liberdade ou, apenas, por um futuro digno, começa a ser mais
assiduamente evocada.
Pode haver gente ignorante ou miserável
que despreza a história ou os outros - mas, a esses devemos ter a
sabedoria de desprezar...
Estamos quase em Abril, o mês do
generoso laço da Fraternidade e da Liberdade que nunca deveremos
calar no nosso peito.
A vida de um País é naturalmente
cheia de períodos bons e de outros para esquecer. O período que
estamos a atravessar é destes últimos: para esquecer.
Abril, para mim, todos os anos é um
bom mês para renascer.
José Manuel Cerqueira Afonso dos
Santos, que nasceu em Aveiro, a 2 de Agosto de 1929,
morreu em Setúbal, no dia 23 de Fevereiro de 1987.
Foi um cantor e compositor português,
também conhecido pelo diminutivo familiar de Zeca Afonso, que para muitos
continua a ser sinal de esperança no futuro.
Portanto, neste dia
que fica aqui superiormente assinalado com o texto inédito do meu Amigo Luís Pena, fica a esperança que a esperança renasça, que a vontade de
lutar renasça, que a força renasça - até porque, nossos, são possíveis todos
os caminhos.
O texto de Luís Pena:
"Hoje, tal como defendia o Zeca, já em 1963, é preciso enfrentar os Vampiros que “comem tudo e não deixam nada”, opormo-nos a um modelo de sociedade que nos oprime e que “é imposta aos jovens de hoje, teleguiada de longe por qualquer FMI, por qualquer deus banqueiro” por uma Troika sem qualquer legitimidade democrática, cuja politica cega de austeridade empobreceu o país e que foi, pasme-se, recentemente criticada pelo presidente da Comissão Europeia, o senhor Junkers.
"Hoje, tal como defendia o Zeca, já em 1963, é preciso enfrentar os Vampiros que “comem tudo e não deixam nada”, opormo-nos a um modelo de sociedade que nos oprime e que “é imposta aos jovens de hoje, teleguiada de longe por qualquer FMI, por qualquer deus banqueiro” por uma Troika sem qualquer legitimidade democrática, cuja politica cega de austeridade empobreceu o país e que foi, pasme-se, recentemente criticada pelo presidente da Comissão Europeia, o senhor Junkers.
José Afonso defendeu dois ideais
fundamentais: a liberdade e a justiça social.
O primeiro ele pôde realizá-lo ao
cantar sem ter a Pide à espreita…
O segundo, infelizmente, está por
alcançar e daí as suas canções continuarem actuais.
- Que canção cantaria Ele hoje, se
fosse vivo, sobre a corrupção e as gritantes desigualdades sociais
que assolam este país?
- Que canção cantaria Ele hoje, se
fosse vivo, sobre o patobravismo e chico-espertismo que destruiu a
paisagem do litoral português?
-Que canção cantaria Ele hoje, se
fosse vivo, sobre a emigração dos jovens?
-Que canção cantaria Ele, se fosse
vivo, sobre a Troika e a servil submissão de Portugal à Alemanha?
- Tantos temas e canções que tinhas
para nos cantar…
O Zeca está entre nós, com os seus
sonhos e denúncias, com a sua imensa autenticidade e generosidade.
Obrigado, Zeca, pelas tuas
canções, pelas tuas mensagens e, sobretudo, pela tua
Dignidade!
Um abraço,
Luís Pena"
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