segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Não estamos preparados para a chuva

Basta que chova bem uns minutos, para logo as ruas se encheram de água. As sarjetas não escoam, os passeios estão esburacados ou mal feitos, as ruas desniveladas com os veículos a lançarem nuvens de sujidade contra os transeuntes. 
Esse, porém, não é só um problema de Lisboa -  com bem sabem os figueirenses. 
Alguém das edilidades deveria estudar a fundo este quase "fenómeno" e tomar as devidas precauções. 
Para bem de todos os lisboetas - e não só, como bem sabem os figueirenses!..

Política e agências

"Tornaram-se incontornáveis para os partidos de poder e seus ‘sacos azuis’. Se a Justiça investigasse algumas delas, o regime abanava. E o jornalismo ficava ainda mais de rastos. É que tais empresas não fazem outra coisa que não seja verdadeiro tráfico de influências."

No seio do PSD este acontecimento deve ter apanhado tudo e todos de surpresa pelo que ainda não há reacções oficiais. Nos bastidores as movimentações devem ser vastas...

"PSD focado na recuperação do emprego e na natalidade"...

"Indefinição estratégica"

Miguel Almeida, vereador Somos Figueira, no jornal As Beiras

De escritor-promessa da geração de 1990 a persona non grata do meio literário português, eis Paulo José Miranda...

Paulo José Miranda foi o primeiro prémio Saramago. Depois desapareceu. Ao contrário dos tordos, dos peixotos, dos hugos-mães e de outros “accionistas da própria propaganda” - ícones de uma certa literatura de massas, “laite”, ou de supermercado- Paulo nunca teve promoção com turnê organizada, nem convite para escrever em jornais e revistas de referência (ele acha que sabe porquê – “tem a ver com a compreensão, muito correcta, do que é a minha escrita”). Foi-se embora. Mas, ao contrário de Camões, não voltou nem vive da tença. Está agora no Brasil, onde foi descoberto por João Paulo Cotrim, da editora Abysmo, que lhe está a editar a obra.
Graças ao Fernando Campos, a quem agradeço desde já, descobri este escritor no supermercado... 
Fiquei a saber que de dois em dois anos, no outono, quando Pilar del Río anuncia o Prémio Saramago, há sempre alguém que pergunta «o que é feito de Paulo José Miranda?», e há sempre alguém que responde: «Foi para a Turquia, gastou todo o dinheiro em vinhos caros e ficou por lá.» 
Como não há mais pormenores, a conversa morre aqui e a lenda compõe-se com os detalhes que a imaginação de cada um permite. Porém, a realidade é outra, e se Paulo José Miranda está mais perto do que se supunha, a sua história é mais fascinante do que qualquer ficção que sobre ele se tenha inventado.

"Bairrismos"!..

Li a preocupação da vereadora dona Ana Carvalho e surpreendeu-me...
Todos sabíamos na Figueira que era isto que ia acontecer ao nosso porto comercial, menos quem mandava em Dezembro de 2006, depois de termos sido "apresados" por Aveiro: "Não há lugar para bairrismos”, disse o presidente da câmara municipal da Figueira da Foz de então, o falecido eng. Duarte Silva. Recordam-se?..
Senhora vereadora: como certamente não desconhece, o mundo, muito menos Portugal,  não está propenso a grandes esperanças, quanto mais a nobres atitudes. O mundo, e igualmente Portugal, está cada vez mais entregue a profissionais da sobrevivência profissional e política no jogo dos favores e na dança dos tachos.
São eles a nova elite, boçal e corrupta, que tudo contagia. É capaz de tudo, quando está em causa a candidatura a lugares proeminentes. 
É assim que se garante a   paz no mundo, em Portugal, na Figueira e em Aveiro -  por desalento.
Por aqui, a democracia está viva e recomenda-se - mas pela indiferença. O poder manda - mas por apatia. 
É redutor?..
É que temos...
Em 2006, lembra-se senhora vereadora, o governo era PS... Portanto.

sábado, 20 de setembro de 2014

Já que é assim tão difícil de confirmar!..

Segundo o Económico, "Passos não se lembra se recebeu dinheiro"!..
"Não tenho presente todas as responsabilidades que desempenhei há 15 anos, 17 e 18. É-me difícil estar a detalhar circunstâncias que não me estão, nesta altura, claras, nem mesmo nas supostas denuncias que terão sido feitas", sublinha ainda o referido jornal.
Óh senhor primeiro-ministro, por quem sois: já que deve ser assim tão difícil, não gaste a memória, 
o bom povo português que tricota telenovela e apaparica futebol nem vai dar conta do possível descuidoperdido que anda com as tropelias do Mourinho e as andanças de um Jesus...

Figueira da Foz - 132 anos de cidade

Hoje, sábado, dia 20 de setembro de 2014, comemora-se o 132.º aniversário da elevação da Figueira da Foz à categoria de cidade.
O programa iniciou-se com o hastear da bandeira do município, no edifício dos Paços do Concelho, pelas 09h30, seguindo-se a colocação de uma coroa de flores na estátua do Centenário, junto às Abadias, pelas 10h00.
Na Biblioteca Municipal, pelas 15h00, decorrerá o workshop “História(s) da Figueira”, orientado pela técnica Maria Emília Calisto e com inscrição prévia, sobre património arquitetónico da cidade e as memórias construídas por quem aqui nasceu e viveu. Pelas 17h00 será lançamento o livro de poesia “Descobre-me entre as linhas”, da jovem Sara Carvalho, natural de S. Pedro.
No Museu Municipal, até final do mês, estará patente a exposição do cunho e da medalha do centenário, da autoria de Dorita de Castel Branco, bem como da medalha do Dia do Figueirense, da autoria de Francisco Simões, que tem, numa das faces, a alusão ao dia do centenário e, na outra, ao Dia do Figueirense.
Durante todo o mês estará em exposição o busto em gesso que representa Carlos Luís Albarino Maia, uma das personalidades do secretariado executivo das comemorações do centenário da elevação da Figueira da Foz a cidade, que ocorreram em 1982.

Algumas perguntas, que podem servir apenas para passar tempo no intervalo dos momentos de ócio...

Ontem, publiquei um texto sobre a «moda», que pode ser lido na íntegra aqui.
Recordo este naco.
“Em troca de uma mão cheia de nada a nossa imprensa (repito: isto não acontece apenas na Figueira) demite-se da sua função, ficando cada vez mais refém dos timings e agendas de protagonistas, quando não do próprio ridículo.
A “nossa” imprensa (sublinho mais uma vez, local e nacional) não é melhor nem pior que aqueles que a rodeiam e manipulam, pelo que se calhar, essa cobardia confortável, serve a todos.
No fundo, no fundo, isto é o espelho do país – uma Aldeia de acomodados.
O importante, o que interessa relevar é o espectáculo, o circo, o Big Brother...
O António Tavares, que me conhece há dezenas de anos, sabe que isto nada tem a ver com a qualidade literária deste seu livro “As palavras que me deverão guiar um dia”, pois sempre pensei assim.”
Hoje, li no jornal o que vem a seguir. 
Depois de ler o texto do jornalista, interroguei-me:
Quem foram - pois a notícia nada diz de concreto sobre isso -  «os mais conceituados críticos da literatura portuguesa que não pouparam elogios ao livro»?
Que raio de desenvolvimento se seguirá? 
Baseado em quê? 
Nas perguntas corretas que os media estão a fazer, certamente que não!..
Para já, pelo que vi, limitam-se a ser meros veículos das agências de comunicação e limitam-se a  expressar o "pensamento único"
O que nos aconteceu? 
Que é feito dos jornalistas da minha Aldeia?
Como escreve o jornalista, António Tavares é vice-presidente da Câmara da Figueira da Foz e (penso eu, que tenho mau feitio...) as "secas" que tem vindo a apanhar com as 5ªs. de Leitura, estão a servir para alguma coisa...

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Ainda existe quem saiba fazer grandes títulos nos jornais portugueses...


Afinal, continuamos mais ou menos piegas Pedro!..

Lembram-se do  primeiro-ministro querer que os portugueses fossem "mais exigentes", "menos complacentes" e "menos piegas, para o país conseguir superar a crise?..

Referendo na Escócia

Valeu tudo. Até um golpe baixo como este!..

A moda

Objectividade, na informação da Figueira, tal como no resto do país, salvo as excepções do costume, é coisa que não está muito presente. Aliás, nem convém que esteja. Ninguém é criticado, promovido ou louvado, por ser competente ou incompetente, mas, simplesmente, por ser “próximo”, ou “amigo”.
Um exemplo. 
Quantas críticas fundamentas já foram publicadas e tiveram oportunidade de ler sobre o livro "As palavras que me deverão guiar um dia" do vereador e escritor dr. António Tavares? 
Eu, confesso, ainda não consegui ler nenhuma. 
Portanto, como é natural, não tenho opinião sobre a obra, porque também ainda não a li, o que farei, talvez, um dia destes
Que fique claro, para que não haja equívocos, o óbvio: o que está em causa, neste texto, não é a qualidade literária do autor e da obra. 
Este exemplo, serve apenas para realçar como as coisas funcionam na Figueira e no País, entre a imprensa e a sociedade que nos rodeia - o mundo económico, do futebol, da política, da cultura. 
Fulano ou sicrano tem boa imprensa, na exacta medida em que tem uma relação “próxima” com esta, e vice-versa.
Se fulano ou sicrano  são ou não competentes no que fazem, se estão há demasiado tempo na berra sem mostrar resultados palpáveis, isso, para a “nossa” imprensa é irrelevante, desde que, no dia a dia tenham “dicas” sobre que escrever. 
É assim a Figueira jornalística, como é assim o resto do País jornalístico. A objectividade da análise dos factos que se desejaria, é substituída, pela mera citação do Soundbite da confidência dos protagonistas.
Em troca de uma mão cheia de nada a nossa imprensa (repito: isto não acontece apenas na Figueira) demite-se da sua função, ficando cada vez mais refém dos timings e agendas de protagonistas, quando não do próprio ridículo.
A “nossa” imprensa (sublinho mais uma vez, local e nacional) não é melhor nem pior que aqueles que a rodeiam e manipulam, pelo que se calhar, essa cobardia confortável, serve a todos. 
No fundo, no fundo, isto é o espelho do país – uma Aldeia de acomodados. 
O importante, o que interessa relevar é o espectáculo, o circo, o Big Brother...
O António Tavares, que me conhece há dezenas de anos, sabe que isto nada tem a ver com a qualidade literária deste seu livro “As palavras que me deverão guiar um dia”, pois sempre pensei assim. 
Houve, em tempos, na Figueira, um mestre do "fait-divers", que felizmente passou fugazmente por cá, mas deixou escola. 
Santana Lopes,  nunca escondeu o que desejava: um poleiro. Aliás, ainda não desistiu... 
Entretanto, tem tido de calcorrear vários pelouros - alguns do pior. O mais penoso, porém, deve ter sido o de Primeiro-Ministro - aquele que, entre todos, exigiu mais trabalho, seriedade, contenção, responsabilidade, conhecimento, concentração e firmeza no propósito.
Não se saiu bem, mas sobreviveu. Continuou a andar por aí e, como habitualmente, este talentoso candidato a tudo, já tem nova candidatura à vista. 
Apesar de não parecer, António Tavares aprendeu muito com Santana Lopes.
E a prova aí está: o homem sabe o que está a fazer. 
Tal como Santana, poderá também não saber governar, mas, para estas coisas, tem igualmente muito jeito.

Mau cheiro a sul da zona industrial


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quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Na Aldeia... (XIX)

foto António Agostinho
Não sei o que se passa a sul na Aldeia, mas, hoje, na minha habitual caminhada matinal pela orla costeira, dei conta de fumo (ou serão gases libertados por alguma fábrica?..), mesmo no limite sul da zona industrial. 
A actual falta de perspectivas na Aldeia, ultimamente, tem-me roubado alguma energia, o combustível que me alimenta e que me empurra para a frente quando quase me sinto extenuado. 
A Aldeia já me proporcionou desgostos e dores várias, algumas delas profundas, que me deixaram cicatrizes. 
Contudo, a mentira em que se vive neste momento na Aldeia, ultrapassa tudo. 
Há dores, que com o passar do tempo, ainda doem mais.  
Quem sabe da dor, sabe da vida. 
À medida que o tempo passa, tenho cada vez mais a sensação de estar a ver a Aldeia, que conheci, partir lentamente à minha frente. 
Resta-me a memória - a minha -, a que me empurra para o presente, a tal que me ajuda a reviver episódios e acontecimentos passados na Aldeia. 
A mesma memória – a minha – que me permite recordar a reminiscência do que a Aldeia foi.
Sobretudo, a memória do rio da minha Aldeia, visto da janela da casa que foi dos meus avós, agora é da minha mãe, onde nasci e vivi a maior parte da minha existência, parece estar imóvel, inerte e sem respirar.
O rio é o mesmo, mas a paisagem está diferente: a margem foi substituída pela variante à 109...
Eram raros, mas aconteciam, esses dias do “rio-chão"... 
Felizmente, pois gosto muito mais do rio da minha Aldeia quando tem ondulação e vida –, para mim, sempre o preferido “rio-cão”.

"Meio milhão... pelo ar"


Ontem, decidi tomar café à noite. 
Apanhei, por isso, a segunda parte do Sporting-Maribor. 
Não tenho tempo, nem interesse e, muito menos, pachorra, para dissertar pormenorizadamente sobre o assunto. 
Para mim, o que vi em cerca 45 minutos resume-se nisto.
O Sporting tem que mudar urgentemente de centrais se quer evitar a falência...

Figueira, terra de fotógrafos e autarcas artistas e jornalistas talentosos...

Não sei se somos uma terra de autarcas competentes, mas sei que somos, de certeza, uma terra de fotógrafos artistas...
Comprada a boa máquina digital, é só disparar sobre tudo o que mexe ou está parado...
Depois, os autarcas artistas, com a ajuda de jornalistas talentosos, fazem o resto do espectáculo...
A registar devidamente, mais uma vez, a qualidade e profundidade do pensamento político da vereadora Dona Ana Carvalho, que, aliás, não desmerece no discurso, sempre que aparece na ribalta política concelhia − simples, escorreito e directo ao cerne das questões verdadeiramente importantes...

Os portugueses só atrapalham...

Número de portugueses com fome aumenta...
"Em 2010, 27% dos portugueses passavam um dia sem comer. Em 2013 são 40%. Os que têm dinheiro até final do mês são 23%, contra 50% em 2010..." 
Logo isto tinha de acontecer em Portugal, país onde tantos se lembram de cá vir passar férias...
Num país assim, tão bonito e atraente,  logo esta avalanche de portugueses se havia de lembrar de cá passar fome!..

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

As borboletas não param de dançar...

Administradores que transitaram do BES para o Novo Banco demitem-se.

Obras de protecção da orla costeira previstas desde 2000 começaram hoje

foto de António Agostinho
O Ministro do Ambiente visitou esta zona fortemente fustigada pelo mau tempo em 8 de janeiro passado.
Fez uma promessa sem promessa: "esperava que até ao verão estivessem concluídas as obras nas zonas costeiras de Ovar, Ílhavo e Figueira da Foz."
O que não aconteceu...
Também na altura, segundo o jornal Público, disse que as obras  já eram prioritárias há anos. 
“É evidente que ninguém lança obra porque no fim-de-semana aconteceu uma intempérie. Esta obra estava estudada, desenhada, o caderno de encargos estava feito, alguns concursos já tinham sido feitos e estavam em condições de serem adjudicados”, garantiu Moreira da Silva. 
“Trata-se de uma intervenção rápida e urgente”, disse igualmente em janeiro passado o ministro Moreira da Silva.
Apesar de rápidas e urgentes, tais obras têm estado previstas em sucessivos planos e programas para o litoral, de sucessivos governos, sem nunca saírem do papel. 
As intervenções nesta zona estão definidas pelo menos desde a aprovação do Plano de Ordenamento da Orla Costeira de Ovar-Marinha Grande, publicado em 2000, durante o segundo governo de António Guterres. As mesmas acções foram previstas no Programa Finisterra, lançado em 2003 pelo Governo de Durão Barroso (2002-2004) e recicladas no Plano de Acção para o Litoral 2007-2013, aprovado em 2007 durante o primeiro mandato de José Sócrates como primeiro-ministro. E agora figuram num novo Plano de Acção de Protecção e Valorização do Litoral 2012-2015, já do actual Governo, lançado em Junho de 2012. 
No terreno, a obra começou hoje e visa a recuperação de 1300 metros das dunas de Cova-Gala, Costa de Lavos e Leirosa, a sul do Mondego.
Fica o registo.

Para manter o prestígio... (IV)

Porque este blogue não pode continuar a ser só larachas políticas, patos mortos - quando se saberá o resultado da autópsia? -, futebol e fotos de mulheres nuas, fica uma notícia cultural – mais uma.
António Tavares apresenta «As palavras que me deverão guiar um dia» na Assembleia Figueirense, amanhã, quinta-feira, 18 de Setembro, pelas 18h30. A apresentação do evento estará a cargo de José Augusto Cardoso Bernardes”.

Em tempo.
Não vou ao acontecimento cultural do dia de amanhã na Figueira. 
Já conheço pessoalmente o autor há muitos anos. 
(Sim, eu sei... Ele mudou muito nos últimos 5...) 
Também já conversei de viva voz com ele muitas vezes. 
A seguir já não tenho pachorra para uma cerimónia umbiguista - como, naturalmente, é o lançamento de qualquer livro. 
Depois, também, já não tenho paciência para mastigar alguns dos chavões habituais. 
Finalmente, para que conste e por ser verdade, também não fui convidado.
Nem sequer, como era hábito noutros tempos, por sms – pelo que, deduzo, faria lá tanta falta como, na minha Cova-Gala, «faz uma viola num enterro»
Resta-me desejar as maiores felicidades ao já prestigiado e reconhecido autor e a este seu novo projecto literário.

Quando o retalhista se põe a pensar...

Quem menospreza quem tão bem soube vender iogurtes de pedaços, lâminas para a barba, bacalhau demolhado da Noruega, gel de banho, champôs anticaspa, couves, fruta, esfregonas, detergentes, carnes, conservas, etc., etc. etc., anda completamente enganado. 
Um retalhista também pode ser detentor de habilitações culturais e políticas fora do comum. 
Tomem nota deste pensamento sublime: "Cada companhia deve pagar de acordo com o que pode", disse o empresário em Carcavelos, Cascais, na apresentação da nova School of Business and Economics, que vai contar com o apoio da Jerónimo Martins. 
O melhor e mais rico retalhista que alguma vez teve Portugal,  tem muitíssima razão. 
Somos um povo MISERÁVEL.Temos um governo MISERÁVEL. Temos uma media salarial MISERÁVEL. Temos uma classe política MISERÁVEL. Temos uma classe empresarial MISERÁVEL. 
Resumindo e concluindo: somos todos uns MISERÁVEIS, pois aguentamos tudo impávidos e serenos... Como dizia o outro: o MISERÁVEL povo aguenta, ai aguenta, aguenta... 
Até os insultos de um retalhista, podre de rico, à custa de muitos benefícios que só um país como Portugal lhe proporcionaria - nomeadamente, à custa da destruição do comércio tradicional e do emprego que gerava, a desertificação dos centros das cidades, benefícios fiscais, exploração de mão de obra barata...  
Recorde-se que já há vários anos a família Soares dos Santos, principal accionista (56,14%) da rede de supermercados Pingo Doce e Recheio, transferiu o seu capital para a Holanda. Dito de outro modo: deixou de pagar impostos em Portugal. 
No 1.º semestre de 2011, o lucro da rede de supermercados foi de 144 milhões de euros.
Alexandre Soares dos Santos, patriarca da família, o homem que nos últimos anos não fez outra coisa senão dar lições de moral aos portugueses, em sucessivas entrevistas e programas de televisão, mandou às urtigas o interesse nacional. O povo que suporte o agravamento fiscal. Ele foi pastar para outra freguesia. 
Não sei o que seria Portugal sem pensadores e grandes e retalhistas como este senhor!..

João Costa conquista prata no Mundial EM PISTOLA STANDARD A 25 METROS

O português João Costa conquistou, na passada terça-feira, dia 14, a medalha de prata na prova de pistola standard a 25 metros, nos Mundiais que decorrem em Granada. 
O antigo atleta da Naval, agora no Sporting, que conta com 4 participações nos Jogos Olímpicos, somou, 577 pontos, menos quatro do que o turco Yusuf Dikec, que se sagrou campeão mundial.
João Costa já tinha participado em duas provas no Mundial que este ano se está a realizar em Granada, Espanha: terminou no 14.º lugar em Pistola a 50 metros (a três pontos do oitavo posto, o último que dava acesso à final olímpica) e na 19.ª posição em Pistola de Ar Comprimido a 10 metros, também a três pontos dos lugares que davam acesso à final.

Portugal: últimos 39 anos...

"É de enaltecer que Mário Soares tenda cada vez mais para uma sinceridade que chega a ser comovente. Que viva muitos anos e mais episódios sejam contados, completando a História do empreendedorismo à portuguesa, sempre alapado aos governantes e ao estado. O oportuno vídeo é do 31 da Armada, que se enganou no título: são 39 e não 40 anos. Vindo de quem comemora com tanto afinco o 25 de Novembro foi um deslize indesculpável."
daqui

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Acidente na Ponte dos Arcos...

Um veículo pesado despistou-se ao princípio da tarde. Ver aqui.

Frases como esta são força e estímulo para a construção de uma existência emancipada...

A liberdade de pensar significa que a razão não se submete a nenhuma outra lei senão aquela que se dá a si mesma.” - Kant

Estou a perder o controle... (2)

para ver melhor clicar na imagem
Já um dia destes tinha dado pelo facto!..
Este blogue está a tomar proporções alarmantes! Estou a referir-me à enorme plateia que Outra Margem já consegue alcançar... Se, a princípio, já lá vão quase oito anos, comecei por o divulgar junto dos meus amigos, actualmente é motivo de conversa em muito palco... Será que ando a dizer assim tantos disparates?..
Ainda há pouco, precisamente às 8 horas e 1 minuto, tinha 29 leitores em linha!..

PDM: tem de ser revisto obrigatoriamente no prazo de 2 anos

O Plano Estratégico de Desenvolvimento da Figueira da Foz foi aprovado ontem, em reunião de câmara, sob o genérico “Figueira 2030, território sustentável do Atlântico”
Este instrumento de trabalho define as estratégias para sectores como o ordenamento do território, ambiente, desenvolvimento, sociedade e cultura.
foto sacada daqui
Agora, "o PDM deverá ser revisto em 2 anos", conforme foi dito ontem na reunião extraordinária da câmara da Figueira da Foz...
Quem o disse, porém, sabia do que estava a falar, só que não o expressou, ou pelo menos, isso não passou na comunicação social que estava a cobrir a reunião camarária. Eu próprio, confesso, que assisti em directo via internet não dei conta que tal tivesse sido realçado. É que em vez de "deverá", o termo correcto é "terá".
Recorde-se que o Ministro do Ambiente, quase há um ano, afirmou que “os municípios têm três anos após a publicação da nova lei dos solos para integrar nos Planos Directores Municipais (PDM) programas que actualmente estão dispersos, sob pena de serem penalizados no acesso a financiamento”.
Ora, quem de 3 tira 1, restam 2, precisamente o "timing" apontado para esta revisão do PDM!..
Em outubro de 2013, na apresentação das linhas gerais da “Propostade Lei de Bases da Política de Solos, de Ordenamento do territórioe de Urbanismo”, em Lisboa, Jorge Moreira da Silva destacou que, após a publicação da lei, “é dado um prazo de três anos para que os PDM absorvam todas as regras que estão previstas noutros programas."
Portanto, um PDM que, em rigor, já anda para ser revisto desde 1989, ainda era presidente da Câmara figueirense Aguiar de Carvalho, passou pelos mandatos de Santana Lopes e Duarte Silva e nada aconteceu, passou pelo primeiro mandato de João Ataíde e nada aconteceu, agora, vai ter obrigatoriamente de ser revisto em dois anos – se a a nova lei, entretanto, não for alterada!.. 
Recorde-se, o que disse, há mais ou menos um ano, o Ministro: "os municípios que no prazo de três anos não façam esta integração não só terão uma suspensão das actividades de classificação do solo como haverá uma penalização que limita o acesso a subsídios e a financiamento comunitário”.
Em abono da verdade, devo dizer que não sei se o próximo PDM vai ser bonito e se a a revisão vai ser boa e bem feita. 
Sei, porém, que houve tempo para um amplo e longo debate público. O que, nestes anos todos – desde 1989 – não aconteceu. E isso não foi só responsabilidade deste executivo. 
Imagino, contudo, que muitas sugestões poderiam ter sido dadas e consideradas... 
Todos sabemos que não é uma tarefa fácil, mas, na Figueira, em 26 anos, vários executivos presididos por 4 autarcas - dois do PS e dois do PSD - não conseguiram realizar a revisão do PDM. 
Agora, vai ter de ser feita, obrigatoriamente, em dois. 
Contudo, para isso, alguém teve de decidir. 
E esse alguém não foi a Câmara Municipal da Figueira da Foz: foi o Governo.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Revisão do PDM, um filme em exibição na Figueira desde 1998!..

...  «há material suficiente para pedir a reabertura do processo» - disse João Ataíde, na sessão extraordinária da Câmara Municipal da Figueira da Foz,  que terminou neste momento...
Depois de quase 26 anos de desilusão,  angústia e frustração, eis que, finalmente, o grande vencedor vai ser mesmo... a Figueira?
Sujeito a votação, foi aprovado por unanimidade, à excepção do ponto que define os objectivos estratégicos. 
O PDM deverá ser revisto em 2 anos, disse alguém na ocasião...
Vamos ser optimistas!..

Para se perceber realmente o verdadeiro estado de indigência e disfuncionalidade a que desceu a Figueira, basta passar pela Rua da República num dia em que caiam meia dúzia de pingos de chuva, como aconteceu há momentos...

foto Foz do Mondego Rádio

Victor Sacramento: "fiz a 3ª. classe e com 9 anos já ia com os velhos pescar para o rio. Aos 15 fui para as traineiras..."

Como deixei escrito em 30 de junho de 2012 aqui, conheço-o desde que tenho memória.
É primo direito do meu Pai, meu segundo primo, portanto.
Desde miúdo que me cumprimenta  da mesma maneira – “então primaço Tó…”  
E, ultimamente, logo a seguir: “como vai a tua Mãe?..”
Ainda hoje,  o "Querido avô" do Pedro Rodrigues continua uma figura, como, aliás,  a foto do Pedro Agostinho  Cruz,  fielmente retrata:  “alto; cabelo branco, literalmente, como a neve; forte como um touro - um homem do mar à moda antiga. Daqueles que já não se fazem”!.. 
Hoje,  as rugas do rosto e o preto que  veste (desde que lhe morreu a companheira de sempre,  não admite mais nenhuma cor no seu corpo),  são as chagas de uma  vida…
Hoje, 15-09-2014 o diário AS BEIRAS, na página 11, considera-o o protagonista”.
Vítor Pimentel 
"O antigo pescador de bacalhau andou 41 no mar. Hoje, com 83 anos, “é uma lenda viva… uma vida além mar!”. Assim é descrito na 4.ª revista “Con Textos” do Agrupamento de Escolas da Zona Urbana da Figueira da Foz, elaborada pela Escola Básica da Gala."
Como disse a determinada altura da entrevista que de deu à CON TEXTOS: "foi sempre uma vida difícil, com perigos. Era preciso uma boa condição física para conseguir puxar os bacalhaus mais graúdos, ás vezes ficava-se mal das costas e dos pulmões. O que valia muitas vezes era que os peixes comunistas que andavam por baixo por baixo e ajudavam o anzol a subir."