quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Gala, Aldeia, na altura estrada 109, sem número...

foto António Agostinho
Não nasci noutro local.
Nasci nesta rua, no sítio da actual casa nº. 103, a primeira da esquerda para a direita, a casa do poço do Tzé Maia.
A casa, à época, era uma habitação térrea e pobre de madeira, cheia de aberturas nas paredes, por onde no inverno o ar gélido passava como cão por vinha vindimada ...
Nasci por causa e graças a eles. O meu pai pescador - do bacalhau, do arrasto, da traineira, do rio. A minha mãe varina - de todo o peixe.
Ambos, descendentes de ílhavos  lutadores que vieram, a seguir às invasões francesas,  para sul do Mondego em busca de ver vida melhor.
Nasci, estava a despontar o ano de 1954.
Na altura,  a gente da Aldeia sonhava com peixe, sem pensar na exploração, antes em trabalho certo, que lhes permitisse dar de comer às famintas bocas que estavam em casa.
É possível que estas miudezas, pessoais e históricas, para alguns, interessem pouco.
A Cova e Gala da minha infância foi sempre a das casas térreas e pobres de madeira, cheias de aberturas nas paredes, por onde no inverno o ar gélido passava como cão por vinha vindimada .
Quando, mais tarde, as circunstâncias me permitiram viver noutros ambientes, continuei a guardar a memória da Cova e Gala dos meus primeiros anos, a Cova e Gala da gente de pouco ter e de muito sentir”, a Terra pequena e modesta nos costumes e nos horizontes da compreensão do resto do País e do mundo.

X&Q1212


Lamentável e triste 

foto Foz do Mondego Rádio
Mais do que lamentável, diria mesmo que é profundamente lamentável, o triste, diria mesmo, profundamente triste espectáculo com que Buarcos e a marginal figueirense – na zona do espelho de água, junto ao Forte de Santa Catarina – acordaram ontem.
O vandalismo fez das suas.
Citando a Foz do Mondego Rádio, “nem o peso dos bancos de betão armado que se encontram na Avenida do Brasil dissuadiu os vândalos que, a coberto da noite, os viraram. "É uma pena que certas pessoas não entendam que só estão a prejudicar a comunidade, é vandalismo gratuito, que vai obrigar a gastos desnecessários", disse, à Foz do Mondego Rádio, José Esteves, presidente da Junta de Freguesia de Buarcos. 
O autarca já solicitou à Câmara Municipal da Figueira da Foz, através do vereador Carlos Monteiro, a máquina que permitirá devolver os bancos à sua posição original. "Esperemos que isto não se repita", apela. 
Registe-se que, além dos bancos, também uma das estátuas de Laranjeira Santos, a mais próxima da conhecida «Preguiça», foi alvo de vandalismo, tendo sido atirada do seu suporte para o espelho de água junto ao Forte de Santa Catarina.”  

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

EM PAZ

foto Foz do Mondego Rádio
Hoje é dia de ser bom.
É dia de passar a mão pelo rosto das crianças,
de falar e de ouvir com mavioso tom,
de abraçar toda a gente e de oferecer lembranças.

É dia de pensar nos outros— coitadinhos— nos que padecem,
de lhes darmos coragem para poderem continuar a aceitar a sua miséria,
de perdoar aos nossos inimigos, mesmo aos que não merecem,
de meditar sobre a nossa existência, tão efémera e tão séria.

Comove tanta fraternidade universal.
É só abrir o rádio e logo um coro de anjos,
como se de anjos fosse,
numa toada doce,
de violas e banjos,
Entoa gravemente um hino ao Criador.
E mal se extinguem os clamores plangentes,
a voz do locutor
anuncia o melhor dos detergentes.

De novo a melopeia inunda a Terra e o Céu
e as vozes crescem num fervor patético.
(Vossa Excelência verificou a hora exacta em que o Menino Jesus nasceu?
Não seja estúpido! Compre imediatamente um relógio de pulso antimagnético.)

Torna-se difícil caminhar nas preciosas ruas.
Toda a gente se acotovela, se multiplica em gestos, esfuziante.
Todos participam nas alegrias dos outros como se fossem suas
e fazem adeuses enluvados aos bons amigos que passam mais distante.

Nas lojas, na luxúria das montras e dos escaparates,
com subtis requintes de bom gosto e de engenhosa dinâmica,
cintilam, sob o intenso fluxo de milhares de quilovates,
as belas coisas inúteis de plástico, de metal, de vidro e de cerâmica.

Os olhos acorrem, num alvoroço liquefeito,
ao chamamento voluptuoso dos brilhos e das cores.
É como se tudo aquilo nos dissesse directamente respeito,
como se o Céu olhasse para nós e nos cobrisse de bênçãos e favores.

A Oratória de Bach embruxa a atmosfera do arruamento.
Adivinha-se uma roupagem diáfana a desembrulhar-se no ar.
E a gente, mesmo sem querer, entra no estabelecimento
e compra— louvado seja o Senhor!— o que nunca tinha pensado comprado.

Mas a maior felicidade é a da gente pequena.
Naquela véspera santa
a sua comoção é tanta, tanta, tanta,
que nem dorme serena.

Cada menino
abre um olhinho
na noite incerta
para ver se a aurora
já está desperta.
De manhãzinha,
salta da cama,
corre à cozinha
mesmo em pijama.

Ah!!!!!!!!!!

Na branda macieza
da matutina luz
aguarda-o a surpresa
do Menino Jesus.

Jesus
o doce Jesus,
o mesmo que nasceu na manjedoura,
veio pôr no sapatinho
do Pedrinho
uma metralhadora.

Que alegria
reinou naquela casa em todo o santo dia!
O Pedrinho, estrategicamente escondido atrás das portas,
fuzilava tudo com devastadoras rajadas
e obrigava as criadas
a caírem no chão como se fossem mortas:
Tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá.

Já está!
E fazia-as erguer para de novo matá-las.
E até mesmo a mamã e o sisudo papá
fingiam
que caíam
crivados de balas.

Dia de Confraternização Universal,
Dia de Amor, de Paz, de Felicidade,
de Sonhos e Venturas.
É dia de Natal.
Paz na Terra aos Homens de Boa Vontade.
Glória a Deus nas Alturas.

António Gedeão, Poema de Natal

A uma gestão simplificada, simplória às vezes, nada melhor do que uma imagem a condizer...

No passado sábado, dia 23 de Agosto, a Figueira da Foz encheu-se de alegria, convívio e espuma no "Fun Bubble Run". Centenas de pessoas participaram no evento que cobriu de branco a baixa da cidade.
A foto sacada da página do facebook do Município da Figueira da Foz, basta como comentário ao evento...

Leitura para uma quarta-feira de verão que até pode ser chuvosa

Jaime Marta Soares, geriu a câmara de Vila Nova de Poiares durante os últimos 40 anos - de 1975 a 2013 - e a autarquia fala numa dívida 400% superior à receita. 
Hoje, em entrevista ao jornal i afirma que "não tem nenhuma responsabilidade na actual situação".
Para ler a entrevista, clicar aqui.

Estávamos a 8 de janeio de 2014, já lá vão cerca de oito meses... Alguém sabe o que se passa?..

foto Pedro Agostinho Cruz
O ministro do Ambiente, Moreira da Silva, disse na altura à agência LUSA, que a recuperação de 1.300 metros de cordão dunar, a sul da Figueira da Foz, iria avançar nas semanas seguintes, num investimento de 3,7 milhões de euros.
A obra, que tinha um prazo de execução de oito meses, incide sobre as dunas da Cova-Gala, Costa de Lavos e Leirosa, a sul do Mondego, que voltaram a ser fustigadas pela agitação marítima dos últimos dias.
"O concurso está feito, o investimento cabimentado, é uma questão de passar à acção. O que aconteceu este fim de semana, com o recuo de 10 a 15 metros da duna, prova que é absolutamente essencial lançar esta intervenção nas próximas semanas", afirmou Moreira da Silva aos jornalistas, durante uma visita à praia da Leirosa.
O titular da pasta do Ambiente frisou que o presidente da Câmara da Figueira da Foz, João Ataíde, "colocou algumas dúvidas" quanto à tipologia de intervenção prevista - que contempla o reenchimento da duna com areia - mas avisou que as intervenções que já estavam programadas "têm de ser executadas". "A população não pode esperar mais tempo", sustentou.
Em março passado uma portaria governamental  publicada em Diário da República (DR) autorizava a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) a gastar cerca de 2,4 milhões de euros para proteger praias a sul da Figueira da Foz.
Há quem considere, no entanto, que “são cerca de 2,6 milhões de euros para manter o statusquo: ou seja, vai ficar tudo na mesma, as empresas de construção civil agradecem e os contribuintes pagam a factura do mau planeamento e de decisões erradas.”
Entretanto, nada aconteceu e o inverno aproxima-se. 
Alguém sabe o que se passa?..

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Este Passos Coelho lembra uma anedota já contada, a do compadre que foi dar uma volta num avião de acrobacias, quando acabou o passeio contou a sua experiência ao piloto: “quando subiu já sabia que me ia mijar, quando desceu borrei-me todo, do que eu não esperava era que depois desse uma volta e me caísse tudo em cima”

"2014, o ano da borra".

O perigo da erosão na orla costeira a sul do nosso concelho no próximo inverno


Fotos  de António Agostinho. Pode ver fotos de Pedro Agostinho Cruz sobre este assunto, clicando aqui
Como certamente nos recordamos, o inverno passado foi severo.
Causou estragos – e que estragos – na orla marítima a sul do estuário do Mondego.
As passadeiras e as escadas de acesso às praias sofreram estragos que não foram reparados por quem de direito.
A sul do parque de estacionamento da praia da Cova a situação é grave. Aliás, agravou-se no decorrer da época balnear como as fotos que publico mostram.
Daqui a pouco estamos outras vez no inverno. 
Oxalá,  que o próximo seja menos severo.

O poder da Arte...

Foto Sena Cardoso. Sacada daqui.

Pensemos futuro...

A crer no que se ouve na rádio, vê nas televisões e lê nos jornais e não podemos ignorar, os indicadores estão muita bons, a economia floresce, a educação está em alta, o emprego desce (ou será o desemprego?.. ou será que estou confundido?..) ... 
Tudo do melhor, portanto!.. 
Não fosse eu, por exemplo, ter ido ontem à farmácia e ter visto gente a escolher os medicamentos que ia tomar - o dinheiro não chega para tudo -, até, se calhar, era mais um dos que acreditava.
Estamos num país em que anda metade a chorar pelos cantos e a outra metade a levantar a cabeça para marchar daqui para fora o mais rápido que pode... 
Contudo, como ouvimos, vemos e lemos, na rádio, na televisão e nos jornais e não podemos ignorar, o estado do país está muita bom, as pessoas é que estão cada vez pior. 
Mas, isso é, apenas, um pormenor. 
Portugal em 2040 é um país diferente daquele que era em 2015
A miséria, a escassez e o desemprego tornaram-se, nos últimos 25 anos, problemas menores.

Dia 30 no CAE



Grande Auditório
Duração: 2h15
M 6 anos
Entrada: 5,00 euros

A Sociedade de Instrução Tavaredense leva a cena “Um Violinista no Telhado”, no CAE, obra encenada e adaptada por João Miguel Amorim do Musical “Fiddler on the Roof” do compositor americano Jerry Bock, com letra de Sheldon Harnick e libreto de Joseph Stein.



segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Benfiiiiiica!...

É o maior! Duvidam? Cliquem aqui...

Então!..

Agora, com esta confusão toda de eleições na Aldeia, do fim de férias, do tempo que continua a ameaçar chuva, que tal um video para descontrair?..
Cliquem aqui...

Na Aldeia... (XVI)

E pronto. 
Isto aqui pela Aldeia está definido... 
Esta trapalhada que estamos a viver na Aldeia, pôs a descoberto a  política da vida partidária com toda a sorte de males que Pandora libertou ao abrir a caixa. 
Como escrevi aqui, "todos os dramas são, antes de mais, humanos."
Casos semelhantes ao que esteve na origem da actual situação da Aldeia, terão ocorrido e continuarão a acontecer um pouco por todo o lado, porque este manancial de incompetências, interesses, enriquecimento rápido, luvas e subornos, troca de favores, negócios especulativos, emprego de familiares de militantes e de militantes, tornou-se a essência da política nacional e local. 
Um sublinhado - honrem-se as excepções
A situação de falência moral da Aldeia, é a falência do sistema em que temos vivido nos últimos 20 anos, dos seus protagonistas – no fundo, de todos nós
Espero que, agora, ao menos, perante a realidade, possam compreender o porquê das coisas. Porém, nem nisso já acredito... 
Estou a encarar as eleições intercalares para a Junta de Freguesia de São Pedro de 19 de outubro p.f. sem ponta de entusiasmo nem expectativas... 
Desconfio que acabarei por votar num candidato(a) que, provavelmente, nem conseguirá chegar a membro da Assembleia de Freguesia. 
Entretanto,  a Cova-Gala vai continuar a passar com a saia cor do mar...
E pronto. 
Pelo menos, para já, está tudo dito e resolvido. Os candidatos já são conhecidos. Esperemos pelos programas e pelas ideias.
Portanto, para fim de conversa, para já, sobre a Aldeia, apenas solicito aos meus conterrâneos, a clareza de espírito e a inteligência suficiente para conseguirem distinguir entre pessoas que se dispõem a consagrar parte da sua vida à cousa pública, e partidos políticos que no caso em concreto, apenas têm encarado São Pedro, como o cano de esgoto do Concelho.

sábado, 23 de agosto de 2014

A Figueira...

Cruz Santos

As "nojices" do costume... (6)


As "nojices" do costume... (5)

"As eleições do PS estão a destapar, de novo, os esquemas das máfias políticas instaladas nos partidos de poder.

Álvaro Beleza chama-lhe, a propósito, o “sistema de jagunços”, mas erra no diagnóstico: eles não estão para chegar, já cá estão há muito tempo. Há quase 20 anos, nas eleições da distrital de Lisboa do PSD, havia quem gastasse dezenas de milhares de contos para regularizar e inscrever militantes. No PS, ainda se arrastam pelos tribunais alguns processos das eleições federativas no tempo de Sócrates.

Seguro e Costa têm a obrigação moral de se distanciar desta gente. Se não o fizerem agora, ficarão agarrados para sempre nas redes espúrias dessa gente que deve anos à cadeia."

As máfias políticas

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

E tudo isto para estarmos num país de bananas? Ou de laranjas, no caso, com algumas rosas de permeio!.. Porca miséria...


Na Aldeia... (XV)

Quando se vai a votos, como vai acontecer no próximo dia 19 de outubro na Aldeia, espera-se que os votantes escolham entre propostas diferentes, entre programas e ideias concretas, entre estratégias políticas e sociais diversas...
Concordam?..
Quando há umas eleições, seja numa associação cultural, desportiva, social, numa autarquia, num partido ou no país, o lógico é que os eleitores possam decidir com base no que os candidatos opinaram sobre as principais questões que, no cargo a que se candidatam, lhes serão colocadas...
Concordam?...
Então votem assim na Aldeia no próximo dia 19 de outubro.

Cinema na Casa dos Pesacadores da Costa de Lavos

Hoje, dia 22 de Agosto, pelas 21:45,  a Casa dos Pescadores tem o prazer de vos apresentar o filme figueirense Geme... la vie!! 
Produzido por 12Estudios em colaboração com To Think About Productions. Realização, argumento e montagem de Luís Albuquerque. 
Compra já o teu bilhete no bar da Casa dos Pescadores. 
Vamos contar com a presença de alguns actores!!! 
Esperamos por vós...

"Picareta falante" (um, já temos)...

António Guterres já desfez as dúvidas. Pretende ser candidato a Presidente da República nas próximas eleições e anunciou-o a figuras de topo do PS, apurou o SOL

As "nojices" do costume... (4)

"Olívia Oliveira Vieira morreu no dia 24 de dezembro de 2013 mas, em julho desde ano, alguém lhe pagou as quotas para que continuasse a ser militante do PS na secção de Famalicão."

Belles toujours...

Título sacado daquiFoto sacada daqui.

aF231


Uma boa notícia...

Este verão tem sido pródigo em adventos extraordinários...
Todos conhecemos os casos da Martinha de São Martinho do Porto, da separação de Tony e Fernanda, do sistema de jagunços no PS e do apoio do BES a Cavaco Silva?

Em tempo.
Sobre a Martinha de São Martinho do Porto, a separação do Tony e Fernanda, o sistema de jangunços no PS e o apoio do BES a Cavaco Silva, nada de novo tenho a informar...
Contudo, é com satisfação que sobre a nossa querida Rosa Amélia posso tranquilizar todos (figueirenses e não só), dando esta boa notícia: “Queridos amigos quero agradecer muito toda a preocupação que tiveram comigo, foi uma queda, com pulso partido mas prá frente é o caminho e como sempre já me levantei. Obrigada” - Rosa Amélia.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Nada de novo...

"Família BES grande financiadora de campanha de Cavaco em 2006"...
Em tempo:
"Segundo o Diário de Notícias, os donativos entregues por Ricardo Salgado e por vários administradores do BES ultrapassaram os 152 mil euros."

Marcelo escapa a contas congeladas.
Em tempo:
"Marcelo namora com ex-administradora do BES, mas não viu contas congeladas."

“COVA-GALA CORRE O RISCO DE FICAR TRANSFORMADA NUMA ILHA”


Neste espaço, ando alertar há anos para o perigo que corre a Aldeia
Se quiserem confirmar, basta escrever as palavras "erosão costeira", no quadradinho em branco, no canto superior esquerdo deste blogue e clicar. No Correio da Manhã de hoje (21.08.2014) podem ler a notícia que publico acima.
Para ler melhor basta clicar na imagem.

As "nojices" do costume... (3)

Álvaro Beleza fala em "sistema de jagunços" no PS...

Na muche: "timing"?.. Puro timing, escrevo eu...

A Comissão Política do PSD, os vereadores eleitos pela coligação Somos Figueira e os Membros da Assembleia de Freguesia de Buarcos eleitos pela mesma coligação, a propósito das recém-iniciadas obras na zona ribeirinha da cidade, segundo se lê num comunicado, entendem que:
“As referidas obras, que visam melhorar o escoamento das águas pluviais e reduzir o risco de inundações, são fundamentais e congratulam-se com elas.
O timing escolhido pelo executivo da Câmara Municipal da Figueira da Foz para dar início à intervenção, no entanto, é desastroso. Tais obras, ainda que necessárias, condicionam o trânsito na baixa da cidade durante a segunda quinzena do mês de Agosto, prejudicando o comércio local e parte da mobilidade rodoviária da entrada da cidade no mês em que a Figueira recebe mais gente.
Se a Figueira da Foz se assume como um destino turístico balnear e os figueirenses, sobretudo comerciantes, dependem muito do sucesso do Verão, há uma regra de ouro: não podem ser feitas obras no período em que a cidade tem mais movimento, a não ser obviamente as de emergência.
Tendo em conta a duração prevista dos trabalhos, 60 dias, não se entende a razão de não se esperar doze dias para arrancar com as intervenções previstas, no primeiro dia de Setembro. Compreende-se a necessidade de fazer esta obra fora da época de chuvas, mas iniciar as obras doze dias depois seria sensato e não prejudicaria o intuito final das mesmas.
Infelizmente, tem-se assistido a uma permanente despreocupação com a imagem da cidade e do concelho e este lamentável episódio é apenas mais um que comprova isso mesmo”.