segunda-feira, 24 de março de 2014

O programa de empobrecimento está a ser um êxito!..

Com uma invejável determinação e coragem o Governo tem conseguido transformar milhões de portugueses em pobres,  os chamados  novos pobres, pelo que o nosso índice de felicidade tem vindo a subir sustentada e estruturalmente.
É verdade que existe uma pequena minoria que tem sido  discriminada, mas...

“Autarquia assume gestão do complexo desportivo do Estádio Municipal José Bento Pessoa”, uma questão que interessa a todos os Clubes do nosso Concelho que vai ser discutida e votada amanhã em reunião de Câmara

Texto hoje publicado no jornal AS BEIRAS:
A Câmara da Figueira da Foz chamou a si a gestão do Estádio Municipal José Bento Pessoa, que era gerido há várias décadas pela Naval 1.º de Maio, no âmbito de um protocolo assinado com o clube. A denúncia do acordo acontece na sequência da expiração da validade do documento, no dia 14 de fevereiro último. Deste modo, a autarquia evita pagar indemnizações ao coletivo navalista.
Todavia, o novo regulamento da utilização do complexo desportivo não agrada a ninguém, incluído a Naval.
Por sua vez, o Ginásio Clube Figueirense, que recuperou a secção de futebol ao abrigo de um protocolo com a empresa privada Academia 94, manifestou o seu descontentamento através de carta enviada ao executivo camarário, a que o DIÁRIO AS BEIRAS teve acesso.
Na extensa missiva, o Ginásio alude a “anos e anos de sistemáticos incumprimentos e violações flagrantes do protocolo de concessão das instalações desportivas do estádio municipal”. Mais à frente acrescenta que o novo regulamento viola alguns princípios que regem a gestão pública, advogando a sua “clara nulidade”.
A direção ginasista invoca a “violação dos princípios da igualdade e da livre concorrência” e critica a “atribuição de uma condição preferencial a uma entidade [Naval]”.
Por outro lado, adverte que, “caso a salvaguarda dos referidos princípios não seja assegurada pelo regulamento”, recorrerá aos meios legais a seu dispor.

O peso da história
A proposta de regulamento do executivo municipal que vai amanhã a votos na reunião de câmara dá preferência à Naval na utilização dos campos sintéticos. A autarquia baseia-se no histórico dos clubes e associações que utilizam ou pretendam utilizar o equipamento desportivo, o que coloca os navalistas no topo da lista de utilizadores.
Recorde-se que o protocolo celebrado entre a autarquia e a Naval que vigorava desde 2009 foi alterado em 2011.
Entre outras cláusulas, previa um apoio mensal de 10 mil euros para a secção de formação do clube e em caso de denúncia unilateral do documento pela autarquia esta teria de pagar as obras realizada pela Naval no estádio municipal desde 1989.
Este segundo artigo caiu com a revisão do documento e o apoio desceu para 7.500 euros.
O pagamento da água, eletricidade e gás pela câmara também foi anulado, passando a despesa para a Naval.
Porém, como a autarquia nunca pagou os 7.500 euros e os contadores mantiveram-se em seu nome, o clube remetia a fatura dos três serviços para a autarquia. De resto, neste encontro de contas, a Naval é credora.

Impedido  de utilizar os sintéticos
A Naval exige ao Grupo Desportivo da Chã  uma verba mensal pelo consumo de água, eletricidade e gás. Como ainda não houve acordo, este clube amador de Tavarede que utiliza os campos de treinos do estádio municipal há mais de 30 anos está impedido de utilizar os relvados sintéticos, desde há duas semanas. Fátima Trigo, presidente do GDC, afiança que, sem o apoio da câmara, as verbas agora exigidas pela Naval (300 euros por mês) “são incomportáveis”. Por outro lado, exige igualdade de condições na utilização dos equipamentos municipais.
A União Desportiva da Gândara tem o seu próprio campo com relva artificial, o primeiro dos dois de que o concelho dispõe. O clube não necessita, portanto, do estádio municipal. Contudo, o presidente, Antonino Oliveira, mostra-se “solidário com os clubes que contestam o direito de preferência” que a autarquia concede à Naval. O dirigente gandarês aproveita para exortar a câmara a municipalizar o campo de Bom Sucesso, “para poder servir os clubes do norte do concelho”.

O executivo municipal recusou-se a falar sobre o assunto antes da reunião de câmara de amanhã. E, apesar das tentativas, não foi possível recolher declarações da Naval 1.º de Maio.”

“louvor e simplificação de José Penicheiro”

Zé Penicheiro faleceu no passado dia 15.
Na altura Fernando Campos escreveu o seguinte:
E como o prometido é devido cá está o "depoimento que foi um pouco para além da ditirâmbica palermice circunstancial" do Fernando Campos (pode ser lido na íntegra, clicando aqui).
Termina assim.
“Quando o conheci, em 1981, trabalhei com ele em publicidade. Aprendi imenso (a relevância do seu contributo para a linguagem desta arte de comunicação dava para escrever um tratado, um capítulo à parte na sua vasta obra criativa (só semelhante ao de outro figueirense, Cândido Costa Pinto. Este até com obra teórica publicada sobre o assunto, embora nunca tenha exercido actividade na região). Mas em 84 (ou 85), quando trabalhei para ele - na impressão serigráfica dos seus trabalhos – já ele se dedicava finalmente, em exclusivo, à sua paixão de toda a vida, a pintura. Tinha mais de sessenta anos.

Numa idade em que a maior parte dos homens calça as pantufas e se senta ao borralho a olhar para ontem, Penicheiro preparava-se para começar outra vida. Criativa. E para consumar a sua obra – uma obra que teria, contudo, um carácter sempre reminiscente, também a olhar para ontem, numa espécie de interminável “Amarcord”.
Todavia, ao contrário de Fellini, não existe em Penicheiro o conflito, o pormenor, o improviso, a blasfémia, o humor (ou o sarcasmo), a revolta, a gargalhada, a obscenidade, a subversão, o grito.
Não há rostos, nem olhares, nem expressões na sua obra. Nem se vêem das mãos as linhas da vida, ou as unhas negras e as calosidades. Apenas vultos. Os homens, de chapéu; as mulheres, de lenço na cabeça, sempre curvada. Tudo sob um manto intrincado de manchas opacas, numa densa bruma esquartejada de harmoniosas decomposições tonais atenuadas. E uma indelével impressão de nostálgica e solene mansidão resignada.
Penicheiro não pinta o que vê, pinta o que viu. Ou melhor, a impressão com que ficou.

Foi esta visão sentimental, silenciosa e velada pela distância do tempo que talvez tenha tranquilizado os novos (e até os velhos) burgueses. A-do-ra-ram. Penicheiro tornou-se mesmo o artista mais premiado e homenageado  pelos “clubes de serviço”.  Arrematavam tudo, em alegres e selectas jantaradas. À peça ou à molhada.
A consagração popular veio depois, naturalmente. O povo, como é sabido, aplaude sempre os vencedores.


Porém, a coroa de glória de Zé Penicheiro, a verdadeira consagração, surgiu já quase no fim da sua vida (e carreira, que os artistas trabalham sempre até ao fim), em 2004: a encomenda de um mural monumental pela Universidade de Aveiro, para comemoração dos seus trinta anos.
Nada mal. Para um homem que se tinha feito a si próprio, que se gabava de nunca ter ido à escola e de toda-a-vida ter nutrido um sincero desprezo pelo conhecimento académico.”

domingo, 23 de março de 2014

Pedro Agostinho Cruz, um fotógrafo na Gala Figueira Tv (II)

III Gala Figueira Tv/ Fotógrafo Freelancer 2013, PEDRO AGOSTINHO CRUZ: “estou satisfeito por reunir quase 75 % dos votos na categoria para a qual fui nomeado. Obrigado a vocês!
Sei o que quero! Quero estar entre os melhores, e isto (ainda) não é aquilo que quero.
Obrigado pelo reconhecimento público do meu trabalho.”

Meu caro Pedro:
Quase 75%, já é alguma coisa... 
Parabéns "puto". Ficaste a saber como vai ser a tua vida: para conseguires estar entre os melhores, vais ter de de ser mesmo muito melhor.
Isso, vai dar-te muito trabalho...
Talvez melhor do que ninguém conheço a dimensão do teu sonho e, sobretudo, graças aos teus Pais, o que tens lutado por ele.
És um grande profissional, um grande trabalhador, um talento já reconhecido. 
Com a tua idade e na Figueira, "sem Pais ricos" (mas uns ricos Pais...) acredita, isso é quase um milagre ter acontecido...
Todavia, nunca te esqueças que estás em Portugal e na Figueira.
Em Portugal e na Figueira, quando havia dinheiro e trabalho, não havia tempo para ter filhos (a natalidade desceu com a melhoria das condições de vida - mas os teus pais fabricaram dois...); agora, quando não há dinheiro nem trabalho, não há condições para ter filhos (e temos cada vez mais cortes em tudo – até nos abonos).
Resumindo e concluindo: os filhos dos portugueses e dos figueirenses foram, portanto, um luxo dispensável.
Onde quer o palerma do teu tio chegar com isto, estás porventura a pensar com os teus botões?..
É simples: continua a trabalhar com o profissionalismo, a dedicação, a humildade e o talento que tens.
Porém, nunca te esqueças, que estás em Portugal e na Figueira, onde até os filhos foram um luxo dispensável...

“Puto”, a terminar, um grande abraço.
Ah, desta vez não te safas,  tens de pagar qualquer coisa...  
Um cafezinho serve. Vale?..

O que é que eu iria fazer com 45% de votos?..

Não ganhei nem perdi... Fiquei na mesma!
Hoje,  já é outro dia.
Logo mais, levantar e almoço...
Ao contrário do que muita gente pensa, sou um gajo fácil de contentar e um democrata de mão cheia...

Bom domingo

sábado, 22 de março de 2014

A verdade incomoda...

E um blogue que fale a verdade deixa de ser blogue político...
Porque poucos  votam nele.

Cada um (os que ao longo de quase 40 anos têm votado nos partidos do “arco do poder”), tem o Gaspar que merece...

Óscar Gaspar,
 o Gaspar do PS

“Começa a ser evidente que o país tem um problema com os Gaspar, depois de nos termos livrado mais ou menos do Gaspar do Passos Coelho, eis que agora temos de aturar o Gaspar do Seguro, o primeiro cortou a torto e a direito nos funcionários públicos, o segundo diz que gostaria de repor o que ganhavam mas não será possível. Isto é, o Gaspar do Seguro acabou por dar razão ao Gaspar do Passos Coelho.”

Vitupério, prosápia, alarde ou presunção?..

“O poder, todos os poderes são natural e inelutavelmente o alvo da crítica, pelo que fazem (mal) pelo que não fazem (bem) e pelo que deixam de fazer.
Arriscaria dizer que a crítica seria afinal um factor também de construção, estímulo e desafio ao (bom) desempenho do poder. Só a critica com este sentido me importa, ressalve-se.
Mas o que por regra se constata é que o poder, todos os poderes, até o poderzito local (cujos titulares se acham grandes, enormes até) convivem mal com a crítica.
E quando a máquina da propaganda oficial não chega há que explorar outras vias aptas a abafar a crítica.
Não me surpreendeu por isso que os “escribas oficiais do reino” se desdobrassem por aí, digo, por aqui em escritos de louvor ao exercício autárquico. Surpresa nenhuma pois tratando-se de assessorias remuneradas – essa praga que alastra, sem controlo, do poder central ao local – elas assim assessoram.
O que já me surpreendeu foi ler por aí, digo, por aqui textos de “ministros do reino” de louvor a obra própria, de inventariação de eventos que embora destinados ao público parecem ser do desconhecimento público (e da ausência de público!) e por isso carecem de publicitação mesmo que à posteriori.
E lá vem o auto elogio, nós fizemos isto, aquilo e aqueloutro e a conclusão isto é que é cultura, isto é que é poesia… isto é que é o nosso fado, acrescento eu. Pois é, elogio em boca própria é vitupério!”
Joaquim Gil, advogado, hoje no jornal AS BEIRAS.

Em tempo.
Esta elite intelectual que ascendeu ao poder na urbe nos últimos 5 anos, já deu para perceber,  é um magnifico exercício de análise de prosápia aplicada.
Moralmente, considera-se uma elite.
Superior, está bom de ver, pois os valores que se atribui a si própria, são os da cultura, da  probidade, da tolerância, da competência, da honestidade e da solidariedade.
Em síntese: a cultura do bem corre-lhe nas veias.
Mas, como diz o nosso povo, presunção e água benta, cada um toma a que quer.
Contudo, como água benta, porém, não rima com carnaval, ficamos recentemente melhor esclarecidos.
Parafraseando Idalécio Cação:
“Tanto que fazer / e nós aqui sentados.”

Publicidade...

Nice...

Jornal Público: "Chinês com visto gold detido em Portugal".

sexta-feira, 21 de março de 2014

Os "palhaços" também têm prazo de validade!..


A SIC decidiu não renovar o contrato com Mário Crespo, informou a estação de Carnaxide em comunicado.

Dia da Árvore

Numa actividade conjunta com a Junta de Freguesia de São Pedro e a Figueira Domus, os alunos, professores e auxiliares da EB1 de Gala foram plantar, no Bairro Social da Cova Gala, um conjunto de árvores para comemorar desta forma do Dia da Árvore, que hoje se celebra.

daqui

Em dia dessa cena marada, chamada de poesia...


Neste país em pousio,
onde reina “o salve-se quem puder”,
em dia dessa cena marada
chamada  de  poesia,
deparo com cada barretada!..
Tem mais força o pentelho de uma mulher,
por exemplo, da ministra da economia,
do que um cabo para amarra de um navio...

Zé Penicheiro

“Hoje, 17 de Março, foi a enterrar na Figueira da Foz, com 92 anos, o Zé Penicheiro. A sua obra, o modo como se desenvolve traduz um diálogo com a matéria. O artista vai às suas raízes, à vida vivida ao corpo e ao espaço do olhar, para os interpretar. Assim nasceram os seus trabalhos, sínteses de um tempo. Daí uma primeira fase, “caricatura em volume” rapidamente ultrapassada pelo realismo, pela memória “neo-realista”. Depois, ergueu os seus “cenários”, novas construções dotadas de uma dimensão funcional cubista, revivendo o real. Foi um memorialista, um moralista comprometido. Recorda, faz-nos recordar arquétipos, actividades esquecidas, lugares perdidos no tempo.
Numa pureza estética patente, marca da sua obra. Compromete-se. Está do lado dos mais fracos, do povo. Retrata-os, mostra-os, como se de uma “missão” se tratasse. Obrigação de retorno às origens, uma forma talvez de pintar a saudade.
A arte do Zé não esquece os lugares: a infância, as praias, as planícies, os estaleiros, a serra, o mar, as cidades da sua vida. É um diálogo constante na sua obra, “O Pátio das galinhas”, “Buarcos, a boneca na praia”, “Margens do Mondego”, “Feira numa manhã fria”,“Bouquinistes de Paris”,”A Casa dos Bicos”, e tantos outros, trabalhos identificadores da essência do seu mundo. Um grande abraço de até sempre, velho amigo.”


Crónica de António Augusto Menano, escritor, no jornal AS BEIRAS.

“PS admite que não será possível repor salários e pensões de 2011”

Eu não vi, nem ouvi, mas sei, porque li, que o presidente Cavaco falou recentemente aos portugueses a propósito das eleições para o Parlamento Europeu. Disse-lhes para se portarem bem. Nada de “troca de acusações e ataques“. Nada de “crispação“. Porque essas porcarias podem estragar os “entendimentos” futuros...

quinta-feira, 20 de março de 2014

E esta?..



Para já 74 portugueses + 74 estrangeiros = 148!.. E agora?

"São 74 economistas estrangeiros que agora se vêm juntar às 74 personalidades portuguesas que, na semana passada, publicaram um manifesto a defender a reestruturação da dívida pública nacional. São economistas, muitos com cargos de relevo em instituições internacionais como o FMI, editores de revistas científicas de economia e autores de livros e ensaios de referência na área. 
Estes economistas assinam um documento – com um conteúdo muito semelhante ao manifesto promovido por João Cravinho – intitulado “Reestruturar a dívida insustentável e promover o crescimento, recusando a austeridade”, no qual manifestam total concordância com o documento subscrito por vários políticos portugueses (de Manuela Ferreira Leite a Francisco Louçã), empresários, sindicalistas, académicos e constitucionalistas", segundo o Público

Em tempo.
Texto e signatários aqui.

Hoje, 20 março, pelas 21h30, na Biblioteca Municipal Pedro Fernandes Tomás, realiza-se a apresentação pública da «Antologia de Poetas Figueirenses 1875-2013»


Há dias assim, felizes...

"Vamos chamar-lhe poema, só para facilitar"!.. (II)

“A lua não é do luar”,  é o título da crónica de opinião no jornal AS Beiras de Rui Curado da Silva, investigador, de que transcrevemos um excerto:
Este ano, Portugal contribui generosamente para engrossar o pelotão das foleiradas, com uma canção interpretada por uma natural da Figueira e composta por esse grande e subtil poeta nacional: o Emanuel do Pimba.
Quem tem estado atento a festividades locais e aos carnavais, não pode deixar de constatar o apurado gosto pela foleirada dos nossos autarcas na escolha dos artistas convidados. Por exemplo, no carnaval da Bahia desfilam artistas que representam o melhor da música brasileira, como Gilberto Gil.
Convidar um Sérgio Godinho para uma festa popular é algo que não passa pelos neurónios de boa parte dos nossos autarcas. 
Aos autarcas de esquerda, diria que a promoção da foleirada não cumpre aquele tal D de Desenvolver que nos foi legado em abril de 74. Por isso, seja a intérprete da Figueira ou da Cochinchina, aquela canção é uma foleirada que não me representa.

Em tempo.
Tenho vergonha que uma canção destas vá representar Portugal.
Desta vez, a coisa correu um bocado pior que o habitual!
Para além disso, custa suportar aquela insustentável amoralidade e leveza -  a de que os fins, e os resultados, justificam todos e quaisquer meios...
Não é isso definitivamente que eu quero para  a minha cidade e o meu País...
Por isso, considero, tal como o Rui Curado da Silva, seja a intérprete da Figueira ou da Cochinchina, aquela canção é uma foleirada que,  também,  não me representa.

Eu só te quero fazer rir...

As mulheres costumam dizer que gostam de homens com sentido de humor, homens que as façam rir.
Ter sentido de humor, porém, não é o mesmo que fazer rir.
Para fazer rir, fazem-se cócegas.
Mas,  são raras as mulheres que gostam ou aceitam que um homem lhes faça cócegas.
Digo-o por experiência própria. De vez em quando, por aqui,  acontecem equívocos e reacções algo intempestivas.
Eu só te quero fazer rir!..
Não gostas que te façam rir?..

Foi assinado ontem um Protocolo de colaboração entre a CEMAR e a USFF

Ontem, dia  19.03.2014, na Aula do ABCD-Arquivo Biblioteca e Centro de Documentação foi assinado um protocolo de colaboração entre o Centro de Estudos do Mar-CEMAR e a Universidade Sénior da Figueira da Foz - Associação Viver em Alegria (representados, respectivamente, por Alfredo Pinheiro Marques e Luís Ferreira, presidentes das direcções respectivas).
Antes,  Alfredo Pinheiro Marques fez uma intervenção sobre o tema do Património Marítimo da Foz do Mondego (desde a Idade Média e o tempo do Infante Dom Pedro até à Época Contemporânea e ao tempo do Com. A.A. Baldaque da Silva, o autor do malogrado projecto do porto oceânico de águas profundas do Cabo Mondego [1913], o porto que, infelizmente, nunca veio a ser construído e que, se o tivesse sido, poderia ter mudado toda a feição da economia e da sociedade portuguesa em geral, e da Beira Litoral em particular).
A Associação Viver em Alegria é uma Instituição Particular de Solidariedade Social dedicada a actividades sócio–culturais, recreativas e outras, com grupos sócio–etários da infância, juventude e terceira idade, de forma a beneficiar os mais desfavorecidos, minimizando as dificuldades sentidas ao nível de integração na vida activa, saúde pública e nos aspectos culturais, artísticos, técnicos, profissionais, de entretenimento e recreativo. A Universidade Sénior é uma das suas pricipais vertentes de acção local.
O Centro de Estudos do Mar e das Navegações Luís de Albuquerque - CEMAR é uma associação científica privada, sem fins lucrativos, dotada de estatuto de utilidade pública, que foi criada na Figueira da Foz há dezanove anos atrás [1995] e que se define como um centro de documentação e de acção cultural, apontado quer para a investigação científica quer para a divulgação cultural qualificada, e dedicado a "o Mar e o que, através dele, fizeram e fazem os Portugueses".
Nos termos deste protocolo as duas entidades comprometem-se a colaborar na organização de acções formativas futuras e de índole cultural.
Na ocasião,  foi feito o oferecimento de colecções de livros editados pelo CEMAR ao longo das últimas duas décadas, para a biblioteca da Universidade Sénior da Figueira da Foz.

quarta-feira, 19 de março de 2014

GINÁSIO CLUBE FIGUEIRENSE CONTRA NOVO REGULAMENTO DO COMPLEXO DESPORTIVO MUNICIPAL

O Ginásio Clube Figueirense alega (entre outros pontos) que a proposta de regulamento - cuja discussão e votação esteve agendada para segunda-feira, na reunião do executivo entretanto adiada para dia 25 - "concede um privilégio a uma única entidade partindo de um pressuposto totalmente falso: o de que a formação desportiva jovem em matéria de futebol é uma função apenas desempenhada pela Associação Naval 1.º de Maio", contrapondo que quatro clubes do concelho possuem idênticas atribuições.

Via Foz Do Mondego Rádio

Um estória figueirense

Avenida 12 de Julho, Gala. Foto de António Agostinho
“Os proprietários de edifícios degradados têm vindo a ser notificados para a sua recuperação.
Na actual conjuntura só os proprietários abastados conseguem fazê-lo. Grande parte dos edifícios encontrasse desocupada, sendo difícil o seu arrendamento ou venda.
Fazer as obras constitui encargo de fraca contrapartida, com reduzido benefício decorrente do estatuto dos benefícios fiscais, correspondendo ao IMI de dois anos, actualmente sujeito à chamada cláusula de salvaguarda.
Constitui obrigação legal dos proprietários a manutenção do edificado e, portanto, a Câmara mais não faz do que fazer cumprir a lei.
Porém, muitos deles não terão a possibilidade de fazer o investimento que lhe é imposto. Legalmente, poderá a Câmara exercer a figura da posse administrativa, ficando ela própria obrigada a proceder à respectiva recuperação após expropriação por valores calculados nos termos da lei, de acordo com o valor tributário, o qual se encontra, por definição, ajustado ao mercado.
Acrescem duas questões que deverão ser devidamente ponderadas:
- Reabilitar sem revitalizar, mantendo os interiores degradados e disfuncionais mais não é do que aplicar uma simples maquilhagem. Mais importante do que reabilitar será revitalizar os edifícios e a própria cidade. Isso só se faz com pessoas e estas só surgirão se o estado da economia o permitir, isto é, se houver emprego.
- Além disso, compete à Câmara dar o exemplo e reabilitar os seus próprios edifícios, sem o que não poderá alardear autoridade junto dos munícipes.”

Em tempo.
A propósito do tema reabilitação, focado nesta crónica por Daniel Santos, engenheiro civil, hoje no jornal AS BEIRAS,  recordemos uma câmara  demagógica...

Dia do PAI

Esta fotografia, é do meu PAI. 
CRIADOR, juntamente com a minha MÃE, de um ser LIVRE.
Criar é educar.
Educar, é alimentar uma criança – “física, mental, social, cultural, espiritual e religiosamente.”
Criar, é ajudar a despontar, à luz da consciência, a mais bela obra da natureza - um ser humano único e irrepetível.
O meu PAI nasceu a 17 de Abril de 1927 e faleceu em 6 de Junho de 1974.
Porém, apesar de ter morrido cedo, enquanto viveu, cumpriu o seu dever: “investiu na sua obra mais importante - os filhos.”
Ainda hoje é o meu melhor e maior AMIGO, com quem continuo a partilhar o que é verdadeiramente importante para mim.
Obrigado PAI, pela herança que me deixaste: “o valor da disciplina, da autoridade, da consciência dos limites... Da coragem para os sacrifícios!...”
Obrigado PAI. Hoje, é só mais um DIA, o dia de S. José, o pai de Jesus.
Na minha memória, José, MEU PAI , o TEU DIA acontece todos os dias.
Eu sei que não precisava de ter escrito este texto para que soubesses que continuo a gostar muito de ti e que continuas a fazer-me muita falta.
Deixo-te com uma boa notícia:  PAI, o nosso SPORTING ganhou no passado fim de semana, outra vez,  ao Porto!...
Também ficaste surpreendido?..

"Vamos chamar-lhe poema, só para facilitar"!..


“Estamos particularmente satisfeitos com a vitória da Suzy”, disse João Ataíde depois da vitória no Festival RTP da canção do Rei e da Rainha do Carnaval Figueira/Buarcos de 2014. 
"O triunfo é a prova de reconhecimento do empenho e trabalho da dupla Suzy/Emanuel”, acrescentou o autarca, afirmando que este é o momento da Figueira da Foz “correr o mundo”.

João Ataíde tem toda a razão para o optimismo, pois,  isto, pelos vistos, ainda vai melhorar mais...
Emanuel, o compositor e produtor do tema "Quero Ser Tua",  vai tentar que a  canção sofra algumas alterações de forma a torná-la mais apelativa ao voto europeu e não apenas aos emigrantes portugueses que é habitual votarem. Caso a RTP permita Emanuel diz que poderá colocar algumas frases em inglês ou em espanhol.
Desta vez é que vai ser.
 Ô ô ô ô   Aurora!

Morreu ontem aos 72 anos

José Medeiros Ferreira (1942-2014)

Não se enervem...

"Impacto pleno das políticas de austeridade apenas se sente anos mais tarde, alerta OCDE"...
Portanto, como país temos futuro...
Será assim a nossa sociedade: filho único; os pais ganham mal; trabalham os dois até tarde; o puto está sempre sozinho = vai ser psicopata

Um abraço

Sábado passado uma mulher tentou suicidar-se na Ponte 25 de Abril. Parou o carro, pôs os 4 piscas, deixou um papel a despedir-se dentro do carro e saiu para ir saltar da ponte abaixo. Depois de muitos, de muitos carros não pararem, alguém parou, e quase depois disso também um segundo carro, com um GNR lá dentro, que conseguiu impedir o salto enquanto uma pessoa do primeiro carro que parou pedia à mulher suicida que lhe desse um abraço.
Mas nas notícias nem pevas, nem desta história nem de todas as outras que têm vindo a acontecer diariamente – gente a perder o amor à vida, naquela que ficará para a memória recente da sociedade portuguesa como um dos períodos mais absurdamente difíceis de sempre. Mas nas notícias nada, jornalismo nenhum que mostre o que está verdadeiramente a acontecer, que diga que há corpos de pessoas que todos os dias dão à costa nas margens do Tejo, que diga que há muitas pessoas que se matam porque não conseguem viver sem trabalho, com dívidas, e sem esperança alguma de que algo mude no tempo útil das suas vidas breves – enquanto Pedro Passos Coelho e Paulo Portas constroem (pela destruição das vidas da maioria esmagadora dos vivos, incluída uma classe média patrimonial tão recente em Portugal) um país para pessoas que ainda não nasceram.

terça-feira, 18 de março de 2014

Quando a cabeça não tem juízo...


Em tempo:
"Se estamos no desemprego, temos de sair da zona de conforto e ir para além das nossas fronteiras"...

Pedro Agostinho Cruz, um fotógrafo na Gala Figueira Tv

“Pedro Agostinho Cruz é um jovem “pas tout a fait comme les autres”; ao contrário do que é típico na sua idade,  não é daqueles que descobriram a pólvora seca das verdades insofismáveis; gosta mais de ouvir (e observar) do que de falar. O Pedro é um andarilho e, sobretudo, um observador incansável.
No seu olhar silencioso e perscrutador há algo que o distingue de um mero fotógrafo competente, algo intangível e difícil de descrever: uma sensibilidade poética; ou seja, aquilo que o torna capaz de, com enquadramentos ousados e um sentido da composição notável, transformar o mais banal retrato do quotidiano numa imagem carregada de sentido(s).”
Quem escreveu estas palavras, em agosto de 2009, foi o Fernando Campos (que também é o autor da caricatura do Pedro).
Entretanto, decorreram quase 5 anos, foi crescendo, licenciou-se em Ciências da Comunicação, na  Covilhã, fez outros estudos no campo da fotografia, em Lisboa, estagiou em jornais, aprendeu e melhorou os conhecimentos, apurou o estilo e a sensibilidade e, hoje, é o fotógrafo e Artista que milhares  conhecem.
Além do mais continua um "puto" humilde e com grande vontade de aprender.
Espero que se mantenha assim pela vida fora.
Se quiserem votar no “puto” cliquem aqui. Não por ser meu sobrinho, mas por  aquilo que faz todos os dias como fotógrafo competente.  

Para quem não sabe, eu “conto como foi”...

À parte uns novos-ricos, monomaníacos e alienados (que não contentes em pagar as quotas do clube e o bilhete de época para ir ao estádio, pagam ainda mais uns extraordinários vinte e tal euros por mês ao Sr. Joaquim Oliveira acrescidos de mais cerca de dez ao Benfica para terem futebol em casa), o resto do país regressou há dois anos a uma das mais extraordinárias instituições do Portugal do tempo da "outra senhora": o “relato da bola”, via rádio.
O  futebol, curiosamente, ou talvez não, acompanhou este governo no regresso ao passado e desapareceu da TV em sinal aberto, como acontecia nos velhos tempos...
Quem o quer ver, agora, tem uma de quatro hipóteses:
1: vai ao estádio, paga ao Oliveira e ao Benfica;
2: bebe umas minis, uns finos ou uns tintos nos cafés;
3: fica especado em frente das montras das casas de electrodomésticos;
4: ou, então,  vê as “imagens sonoras”, como os poetas da rádio chamam à sua própria algaraviada.
É o tempo a voltar para trás... No futebol e na política! Ou vice-versa...
Ou seja, a crescente insatisfação com o estado da democracia em Portugal está directamente relacionada com a degradação das condições sociais e económicas dos últimos anos de crise acompanhada da falta de possibilidades de ver futebol em canal aberto. 
As conclusões do barómetro são apresentadas esta terça-feira no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa.

A propósito do Dia Mundial da Poesia

imagem sacada daqui
O Dia Mundial da Poesia, que celebra a diversidade do diálogo, a livre criação de ideias através das palavras, criatividade e inovação, aproxima-se: será no próximo dia 21 do corrente mês de março
A crónica de hoje de António Tavares, poeta e  escritor e, também, vereador PS, certamente por via disso, aborda o tema.
“A poesia move mundos, encanta e mobiliza os homens; é raiz de revoluções e cântico de utopia e sonho. Com a verborreia disparatada que para aí vai, faz bem ouvir os nossos poetas, percebendo nos seus versos o resgate a alguma estupidez humana”, escreve ele.
Deixo-vos com um texto, não do Rui Feteira (esse podem lê-lo na crónica de hoje do vereador PS no jornal AS BEIRAS), mas do Agostinho da Silva, pois na minha modesta opinião, a descoberta da sua obra (e da sua vida, por  parte em especial da juventude) seria um bom augúrio para os exaltantes tempos de mudança que estamos a viver.
“A única salvação do que é diferente é ser diferente até o fim, com todo o valor, todo o vigor e toda a rija impassibilidade; tomar as atitudes que ninguém toma e usar os meios de que ninguém usa; não ceder a pressões, nem aos afagos, nem às ternuras, nem aos rancores; ser ele; não quebrar as leis eternas, as não-escritas, ante a lei passageira ou os caprichos do momento; no fim de todas as batalhas — batalhas para os outros, não para ele, que as percebe — há-de provocar o respeito e dominar as lembranças; teve a coragem de ser cão entre as ovelhas; nunca baliu; e elas um dia hão-de reconhecer que foi ele o mais forte e as soube em qualquer tempo defender dos ataques dos lobos.”

Merkel, deve ter ficado vermelha (de raiva)... E Obama branco (como a cal das paredes do Alentejo)!..

Referendo na Crimeia «corrigiu erro histórico», disse Gorbachov...