sexta-feira, 15 de maio de 2026

Município aprovou regulamento do Programa Municipal Habitar Figueira

Via Diário as Beiras
"De acordo com o regulamento, apresentado pela vice-presidente da Câmara da Figueira da Foz, Olga Brás, têm acesso ao Programa Municipal Habitar Figueira cidadãos figueirenses, estudantes do Campus da Universidade de Coimbra e trabalhadores de outras regiões que residam no concelho. O vereador do PS Rui Carvalheiro propôs que estudantes de fora do concelho que frequentem outras instituições de ensino na Figueira da Foz também possam candidatar-se ao programa de rendas acessíveis
A proposta do autarca socialista foi bem recebida pelo executivo camarário. “Parece pertinente”, sustentou Olga Brás. Já em relação aos aditamentos propostos pelo Chega, anotou que são inconstitucionais. Segundo a autarca da coligação FAP, o regulamento “assenta num quadro normativo sólido, respeitando o ordenamento jurídico português e a Constituição”.

"Figueira da Foz aprova proposta do Chega para dar prioridade a centros de dados"

Poupem-nos à "modéstia exagerada"
Isto é muito mais do que isso: é "alta política" e, para quem sabe "ler", mostra "coisas".
Por exemplo, que o Chega (tal como noutros tempos o PP de Paulo Portas) frio, calculista, pragmático e populista, sabe como lidar com o PSD e não brinca em serviço.
E que a Figueira, com o aliado perfeito ao leme, pode servir de laboratório nacional.
Santana é mestre na forma como se enquadra politicamente e sabe enquadrar terceiros.
O PSD mainstream figueirense (e nacional) vai ter de engolir e "encaixar" -  e bico calado... 

E vai mais uma: Vereadora do Chega renuncia a mandato em São Vicente após “exposição pública vil e baixa”

VIA JM
"Helena Freitas renunciou ao mandato de vereadora e vice-presidente da Câmara Municipal de São Vicente, alegando falta de “transparência, verdade e legalidade” na atual gestão autárquica. 
A decisão, comunicada por escrito ao presidente da Assembleia Municipal, Rui Silva, produz efeitos imediatos e é classificada pela própria como “irrevogável”. 
Eleita pelo Chega nas eleições autárquicas de outubro de 2025, Helena Freitas afirma que a forma como o município está a ser administrado “vai contra os princípios” pelos quais se rege, sublinhando que o partido pelo qual foi eleita tem como base “o combate à corrupção, ao compadrio, à ilegalidade” e a defesa da transparência. Na declaração enviada, a agora ex-autarca.
Na declaração enviada, a agora ex-autarca sustenta que “quem assumiu essa posição de liderança não pugna por cumprir com essas bases”, referindo ainda ter vivido “tempos árduos e difíceis” ao longo do mandato. Helena Freitas acusa igualmente o executivo municipal de a ter sujeitado “a exposição pública da forma mais vil e baixa que o ser humano pode chegar”, garantindo, no entanto, que nunca deixou de defender “os interesses da população, do município e do partido”.  
Na carta de renúncia, a ex-vice-presidente assegura que continuará a pugnar “pela transparência e pela verdade” e deixa críticas à governação autárquica, afirmando que os motivos que conduziram à sua saída “foram adversos ao interesse do município e da população”. A antiga autarca apela ainda à população de São Vicente para que seja “os olhos fiscalizadores de toda a ação governativa” e pede que não cedam “ao medo e à chantagem”. No documento, Helena Freitas solicita que sejam desencadeadas as diligências legais necessárias para a sua substituição, através da chamada do respetivo suplente, nos termos da legislação em vigor.ca sustenta que “quem assumiu essa posição de liderança não pugna por cumprir com essas bases”, referindo ainda ter vivido “tempos árduos e difíceis” ao longo do mandato."

quinta-feira, 14 de maio de 2026

Figueira, "um destino de grandes concertos internacionais"...

Apresentação RFM SOMNII

 

Ainda bem que a Figueira tem recursos ambientais e energéticos para dar, emprestar ou vender...

 

Figueira da Foz aprova proposta do Chega para dar prioridade a centros de dados

Figueira da Foz prepara requalificação da envolvente ao Mosteiro de Seiça

"O presidente da Câmara da Figueira da Foz revelou hoje que a autarquia está a trabalhar na requalificação da zona envolvente ao Mosteiro de Seiça, que reabriu em janeiro de 2024, após um complexo processo de restauro.
O mosteiro, que estava praticamente em ruínas, está localizado num vale da freguesia do Paião, no sul do concelho da Figueira da Foz, junto à linha ferroviária do Oeste e ribeira de Seiça, e teve origem na fundação da nacionalidade, embora o edificado atual seja dos séculos XVI e XVII.
“Estamos a trabalhar no Centro de Restauro, na cafetaria, cujo projeto está concluído, que é muito importante para os visitantes, e as aquisições de [imóveis] na zona envolvente”, disse o autarca Pedro Santana Lopes.

Porto da Figueira

 Bioadvance

Ir à missa. Ir a Fátima. Católicos...

Imagem: Sábado

Ventura foi à missa e as coisas  correram-lhe bem. Os jornalistas estiveram lá.
Luís Montenegro foi a Fátima e os jornalistas dão com ele no meio de 250 mil almas. Há há dias assim - de sorte. 
Ser religioso, afinal, dá jeito - pelo menos ajuda.
O primeiro-ministro e o primeiro-ministro do governo sombra sabem disso. 
A direita extrema e a extrema-direita por ela "dada à luza", até há bem pouco tempo praticamente eram "unha com carne"
Um dizia que o seu passado se chamava Passos. O outro diz que o Passos é o melhor de Portugal.
O Passos andava de crucifixo no bolso, para grande surpresa do padrinho Ângelo com tamanha conversão. 
Vão "lavar a alma" à "Casa do Senhor" e  ganham ânimo para mais 365 dias para brincar e insultar a inteligência dos portugueses. 
A religião, para "quem entregou a alma ao diabo", continuar a ser muito importante180 anos depois de Marx ter escrito a Crítica da Filosofia do Direito de Hegel.
Isso, diz muito mais sobre nós, povo, que sobre os políticos oportunistas, embusteiros e populistas, que odeiam Marx mas que lhe conhecem a máxima.

Serra da Boa Viagem precisa de ter um novo modelo de gestão?

De harmonia com o Diário as Beiras (edição de  5 de dezembro de 2023,«o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) está disponível para aplicar um novo modelo de gestão ao parque florestal da Serra da Boa Viagem em acordo com o município da Figueira da Foz.
Esta possibilidade, avançada à agência Lusa por Nuno Banza, presidente do ICNF, agradou ao presidente da autarquia, Pedro Santana Lopes, que assumiu que a Figueira da Foz “quer, em condições a acordar, como é evidente”, passar a ter a gestão do parque florestal Manuel Alberto Rei.
“Acho que não seria digno das funções que exerço se não aproveitar essa oportunidade, se ela se confirmar”, declarou Pedro Santana Lopes.
“Seria muito importante, porque, obviamente, é muito difícil os organismos da administração central assegurarem a gestão de todo o território, nomeadamente de um parque/serra com estas características. É quase um prolongamento da malha urbana, faz a interface entre duas áreas do concelho. Tem todas as razões para a autarquia ter responsabilidades, não tenho dúvida nenhuma disso”  
Hoje, via o Diário as Beiras, ficámos a saber que a Serra da Boa Viagem poderá vir a ter gestão partilhada.

Contudo, ao longo doas anos, há quem quem considere, como o eng.  João Vaz, que  "a Serra da Boa Viagem faz parte de um contínuo ecológico e deve ser gerida como parte de um todo." 
Portanto, "Municipalizar a Serra não faz muito sentido, porque iria levar a uma gestão fragmentada e provavelmente sem a necessária visão de conjunto. 
Nesta crónica, publicada em 13 de outubro de 2020, "notava-se ainda na atitude de diversos vereadores da Câmara a tentação de instrumentalizar a Serra em seu benefício político, desrespeitando o seu carácter ecológico."
Mais: "inclusivamente na parte da Serra onde houve uma gestão territorial da Câmara, zona urbanizada e acessos, observa-se um certo caos e falta de qualidade da infraestrutura. Arruamentos sem passeios, casas e anexos de génese ilegal, cérceas desencontradas, iluminação de caminhos onde não passa ninguém, deposição de lixo, etc., um rol de erros urbanísticos que desvalorizaram a Serra e a cidade."
Para o eng. João Vaz, "o objetivo da gestão da Serra da Boa Viagem deve ser a criação de uma área de fomento da biodiversidade e da beleza paisagística. E sempre que possível também um lugar de encontro entre as pessoas e a natureza, num compromisso delicado. Neste âmbito os especialistas defendem uma pedonalização maior da Serra, retirando até alguns troços de estrada e descolonizando a paisagem, tornando-a mais próxima do “original”. No mesmo sentido é necessário retirar espécies infestantes (acácias) e propensas a incêndios (eucaliptos, pinheiros), agindo de forma proactiva num quadro de alterações climáticas."

Edifícios da CP: "responsáveis da empresa do Estado assumiram apresentar uma proposta na próxima semana.

 O desmazelo constitui uma carga de trabalhos para as autarquias

Imagem: Diário as Beiras. Para ver melhor, clicar na imagem

Urbe que exiba zonas desmazeladas não fica bem na fotografia.  
Ali para os lados da estação da CP, uma das mais utilizadas entradas da cidade, há um desmazelo tremendo.
Foi promessa de Presidente. Em 23 de Setembro de 2023, o presidente da Câmara da Figueira da Foz pretendia ainda no anterior mandato iniciar a requalificação da entrada da cidade, de forma a melhorar a imagem urbana e a circulação rodoviária. “Vamos apontar para final do próximo ano, princípio do outro, com base num consenso alargado”, disse Pedro Santana Lopes aos jornalistas, na final da sessão de Câmara do dia anterior (22.09.20223), na qual foram apresentadas as propostas do concurso de ideias lançado pelo município.
Santana Lopes colocou-o como prioridade: uma espécie de obra de regime camarário. 

O desassossego dura há vários anos. E tem-se manifestado de várias maneiras. 
Santana Lopes, presidente do Município da Figueira da Foz alertou para a degradação  de edifício da CP - Comboios de Portugal publicando um anúncio a dar conta do estado degradante do edifício no Diário de Coimbra, edição do passado 19 do passado mês de Março.
Pelos vistos, a iniciativa teve algum efeito. Como se pode ler na edição de hoje do Diário as Beiras, «responsáveis da CP reuniram-se esta semana, na Câmara da Figueira da Foz, com os vereadores Manuel Domingues, Ricardo Silva e João Martins, tendo na ordem de trabalhos a reabilitação dos edifícios das antigas oficinas da Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário, na principal entrada da cidade.
Em declarações ao mesmo jornal, o vereador João Martins avançou que o executivo camarário vincou a posição que mantém desde o anterior mandato autárquico. “Demos-lhes conta de que necessitamos, com a máxima urgência, que façam uma intervenção, e aquilo que ficou acordado foi que, durante a próxima semana, nos fariam chegar uma proposta de intervenção, dando prioridade ao telhado”.
Se a CP não realizar as obras necessárias dentro de um prazo considerado aceitável, o Município da Figueira da Foz assumirá o processo e enviará a fatura à empresa do Estado. João Martins ressalvou que o executivo municipal, que tem sido implacável com os proprietários privados de imóveis devolutos e degradados, não exercerá discriminação positiva em relação ao património do Estado.
Esta foi, segundo o vereador João Martins, a derradeira reunião. “Vamos aguardar até à próxima semana para vermos que plano nos vão apresentar. Para nós, já devia ter sido ontem, não é hoje nem amanhã”. A reunião dos vereadores Manuel Domingues, Ricardo Silva e João Martins com responsáveis da CP foi mais uma etapa de uma longa viagem iniciada no anterior mandato autárquico que poderá chegar ao destino em breve, com uma reunião que juntará o presidente da Câmara da Figueira da Foz, Santana Lopes, e o responsável máximo da empresa estatal.»

O café do Montenegro na Gala


Um dia destes, o Primeiro-Ministro Luís Montenegro, "o homem que dirige os destinos do nosso país", passou por um afamado restaurante sito na freguesia de S. Pedro.
Foi apenas para um um café, com um grupo de peregrinos de Espinho que almoçava no Lota Nova, na margem sul da Figueira da Foz, do qual fazia parte a sua mulher, Carla Montenegro, antes de retomar a peregrinação a Fátima. “Foi muito afável e simpático”, afirmou o gerente do restaurante, Carlos Sousa, em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS.
Ficou o ar de quem está bem em todo o lado. 
Espera-se que ainda não venha por aí a reportagem fotográfica para uma publicação de fim-de-semana de cromos.
O perfume social vale o que vale. Quase nada, a meu ver. 
Mas eu não sou primeiro-ministro. 
E há quem consuma apenas este tipo de "jornalismo". Só este mesmo mesmo. 
Estou mais preocupado com o desempenho político. 
Contudo, cabemos cá todos. Cada um lá sabe as linhas com que se cose. 

Reunião de Câmara pelas 10h15m

A Câmara da Figueira da Foz reúne-se hoje, pelas 10H15, em sessão ordinária, com transmissão na página do município na internet. O posicionamento do concelho como destino para investimentos em centros de dados e a extensão da ciclovia à Escola Infante D. Pedro são dois dos pontos da agenda (para ficar a conhecer a Ordem de Trabalhos desta sessão, clicar aqui).

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Inauguração do Monumento de Homenagem aos Bombeiros da Figueira da Foz

A cerimónia de inauguração do Monumento de Homenagem aos Bombeiros da Figueira da Foz terá lugar no próximo dia 21 de maio, pelas 15h300, na Rotunda dos Bombeiros da Figueira da Foz, com a participação do anfitrião e presidente da Câmara da Figueira da Foz, Santana Lopes, e do ministro da Administração Interna, Luís Neves.

O grande desafio de Santana Lopes

Passaram quase 2 anos: o antigo primeiro-ministro e ex-líder do PSD, Pedro Santana Lopes, participou num debate nas jornadas parlamentares do Chega, em Coimbra, dedicadas ao tema da corrupção.
O Público deu a notícia. 
O sempre desejado, no PPD/PSD, Santana Lopes foi dar alento a André Ventura. 
Na altura, chegou a pensar-se que o Chega tinha dois candidatos que lhe eram simpáticos: Santana Lopes e Gouveia e Melo.
A extrema-direita estava servida. Aliás, bem servida.
Contudo, não foi bem assim.
Santana nem foi a jogo. Gouveia e Melo saiu do trilho e Ventura foi a votos.
A esquerda acabou por se entender e ganhou Seguro. 
Santana Lopes continua na Figueira.
Santana, na Figueira, tem um percurso (e ao mesmo tempo um desafio enorme) a cumprir: evitar o pato-bravismo e a tradicional estupidez da Direita. E, uma responsabilidade acrescida: provar que não representa a mais estúpida Direita figueirense e que não é populista e fútil

Padre Guilherme Dj, é um dos cabeças de cartaz do festival de música eletrónica que se realiza em julho na Praia do Relógio

Uma autarquia é como uma família: obtém dinheiro (receitas) e com esse dinheiro compra coisas e presta serviços (despesas). 
Nos próximos meses deste ano de 2026, mais uma vez, vamos ter dias felizes aqui pela Figueira!
Porém, alguém se interessa por saber quanto é que vai custar?
Na Figueira,  tem sido sempre carnaval: por exemplo, em outubro de 2016, "o PSD (então na oposição) preocupava-se em ver as contas do carnaval de 2016", que se tinham realizado 8 meses antes, no início de fevereiro!.. 
Em 17 de outubro de 2016, João Portugal, então na situação (vereador PS já não me lembro de quê),  disse na reunião de câmara: "as contas estavam para ser apresentadas com o novo protocolo a assinar com a Associação, mas ainda não chegaram a acordo sobre o valor do próximo ano. Pretendem um financiamento e programa mais arrojado, para melhorar os carros alegóricos..."
Moral da história: na Figueira é sempre carnaval, mas ainda é mais carnaval em ano de eleições!..
Sou pouco de elogiar. Mas, de vez em quando lá vai: ainda bem que temos mais um executivo camarário que gosta de desafios verdadeiramente desafiantes e não é um mero apontador de problemas. Ainda bem que, com os meios escassíssimos que tem, labuta quotidianamente para fazer o seu melhor no campo da promoção da agitação e propaganda. Com mais alguns políticos, assim, e há muitos, em vários cantos do território figueirense, dá para resgatar um pouco de ânimo e de fé neste concelho.
Perfeitos, nós?.. 
Claro que não... 
Mas, já fomos mais imperfeitos...
Vejamos. 
Que clima temos na Figueira! Que bem que se come! Que bom e barato é o vinho! Que bem escrevem os nossos prémios Leya! A quantidade de queijos franceses que já se podem comprar nos supermercados figueirenses!..
Estou a falar a sério!
E as belezas da nossa terra! As praias!.. Então o Cabedelo está maravilhosa!..
Que simpáticas são as pessoas! 
Desculpem, mas começa a ser inegável: é que não se está nada mal na Figueira.
Até o autor deste blog, já esteve mais insatisfeito...
Na Figueira a vida só é dura para os fracos e moles. 
Festa é festa. Siga a Festa.
Via Diário as Beiras, conheçam as mais fresquinhas novidades sobre o assunto...
"O RFM SOMNII Intermarché realiza-se de 10 a 12 de julho, no local de sempre, ou seja, na Praia do Relógio, na Figueira da Foz. No fim de semana seguinte, no dia 17, no mesmo recinto e tendo também em comum a promotora MOT, sobe ao palco Sting, já com lotação esgotada. Um dia depois, é a vez do concerto de Lewis Capaldi. O diretor executivo da MOT destacou o desenvolvimento da parceria com a Câmara da Figueira da Foz, que permitiu consolidar o festival de música eletrónica e avançar com a realização de concertos internacionais na cidade. Por outro lado, frisou que a MOT decidiu apostar na Região Centro do país, em detrimento de Lisboa e do Porto, para a realizar de grandes eventos.

O dj Padre Guilherme é um dos cabeças de cartaz da 12.ª edição do festival de música eletrónica RFM SOMNII Intermarché, ao lado do australiano Timmy Trumpet e do neerlandês Hardwell. “Vamos criar algo de especial. Acredito que vai ser tudo à volta de criar uma viagem que envolve a pista de dança”, antecipou ontem o dj Padre Guilherme, na apresentação do festival aos jornalistas. Nos espetáculos do dj Padre Guilherme misturam-se música eletrónica com a voz do Papa Francisco, textos bíblicos e “mensagens de fé e esperança”. Acerca da música eletrónica, o padre da Póvoa de Varzim que também é dj sustentou que é um género musical inclusivo, recorrendo a uma frase do Papa Francisco a propósito de uma Igreja para “todos, todos, todos”. “Na música eletrónica também há lugar para todos, todos, todos”, afirmou. 

Para a atuação do dj Padre Guilherme, “o céu é o limite”, destacou o diretor executivo da promotora do RFM SOMNII Intermarché, Tiago Castelo Branco. “É motivo de orgulho para os portugueses termos um artista com esta dimensão [internacional]”, vincou o responsável da MOT, referindo-se ao dj Padre Guilherme. Tiago Castelo Branco considerou a atuação do dj Padre Guilherme “o momento alto” da 12.ª edição do festival de música eletrónica.

A vereadora da Câmara da Figueira da Foz Cláudia Rocha afirmou ontem que a cidade é também um destino de grandes concertos internacionais. “Apostamos nesta nova dinâmica de [fazer] da Figueira da Foz um destino, além de turístico, de concertos internacionais”, defendeu a autarca, que falava na apresentação da 12.ª edição do festival de música eletrónica RFM SOMNII Intermarché, de 10 a 12 de julho, na Praia do Relógio, da mesma promotora dos concertos de Sting e Lewis Capaldi, no fim de semana seguinte. Nos próximos anos, outros artistas internacionais atuarão no areal urbano daquela cidade.

Na edição deste ano do RFM SOMNII Intermarché há dois djs internacionais de topo que regressam ao palco do festival, o australiano Timmy Trumpet e o neerlandês Hardwell, o segundo 10 anos depois. “Vamos ter três dias de muita animação”, garantiu João Pedro Sousa, da rádio RFM, parceira da promotora MOT no festival de música eletrónica que se realiza em julho na Praia do Relógio. Os djs Padre Guilherme, Vini Vici, Dual Damage, Diego Miranda, Will Sparks, Kaaze, Sound Rush, Nifra e Tiago Cruz são outros dos nomes confirmados no cartaz da 12.ª edição do evento."

terça-feira, 12 de maio de 2026

"O presidente da AD Buarcos 2017 sublinha que “em qualquer país do mundo basta o passaporte” para inscrever atletas estrangeiros. O visto de tipo D já estava na lista de documentos obrigatórios desde 2018 mas nunca foi exigido"

 Via Diário as Beiras (par ler melhor clicar na imagem)

João António Martelo de Oliveira (um dos deputados figueirenses da Assembleia Constituinte): de operário fabril a sindicalista a deputado pelo PPD

O "perfil típico do deputado constituinte" é revelado na nova obra "Constituição da República Portuguesa (1976-2026): 50 anos de Democracia", coordenada por Nuno Estêvão Ferreira.
O deputado constituinte, era, em síntese, "um homem nascido em Lisboa e com 30-39 anos, formado em Direito, na capital, e trabalhava no setor privado (47,27%)."
A Assembleia Constituinte que iria redigir a Constituição em menos de 10 meses entrou em funções em 02 de junho de 1975. Apesar de ser composta por 250 deputados, dadas as substituições, ao todo passariam por São Bento 311 deputados e deputadas. Era composta por 116 deputados do PS, 81 do PPD, 30 do PCP, 16 do CDS, cinco do MDP/CDE, um da UDP e um da Associação para a Defesa dos Interesses de Macau (ADIM).
Relativamente às idades dos deputados, o PPD teve o grupo parlamentar com mais jovens, nascidos na década de 1950, seguido do PS e do PCP. As gerações mais representadas foram as nascidas em 1930 e 1940, embora existissem deputados nascidos na década de 1920, como Mário Soares (PS), Jaime Serra (PCP) ou Octávio Pato (PCP). 
 Antigos oposicionistas ao Estado Novo contavam-se entre os deputados, como António Dias Lourenço (PCP), Sophia de Mello Breyner Andresen (PPD), Emídio Guerreiro (PPD), Henrique de Barros (PS) ou Manuel Tito de Morais (PS).
"Acompanhando os resultados eleitorais, notava-se uma maior presença de deputados do PPD oriundos do norte do país e, em contraste, do PCP a sul", conclui António Araújo, um dos autores do livro. 
O Direito foi a área de formação mais destacada (45%), seguindo-se as Humanidades (13,96%), as Engenharias (11,05%) e a Economia e Gestão (9,88%). A obra integra testemunhos de constituintes e protagonistas deste período, com textos de Afonso Dias, Alberto Arons de Carvalho, Helena Roseta, Jerónimo de Sousa e Levy Baptista, bem como um excerto das memórias de Diogo Freitas do Amaral, após autorização da família. Diferente do perfil síntese, 
João Martelo Oliveira, deputado pelo PPD, é a prova do ecletismo então predominante na AR: quando, no dia 25 de abril de 1974, aconteceu a Revolução dos Cravos, era operário numa fábrica malhas, na Figueira da Foz.
Imagem via Diário as Beiras (para ler clicar na imagem)

 

Montenegro de rojo...

Montenegro disse que país precisa de “sindicalistas com arrojo”, criticando "sindicatos do século XX". Estruturas ultrapassadas, sugere. 

Montenegro, primeiro-ministro, coitado, "não deve saber que foram os sindicatos do século XX que lutaram para que os trabalhadores o fossem com direitos e deveres mais compatíveis com as funções desempenhadas. Montenegro e os seus amigos neoliberais e até os descarados fascistas querem regressar ao século XIX, onde o valor do trabalho estava ao nível da sobrevivência apenas." 
Esta gente tem de andar para a frente - modernizar-se. Não há nada de novo no pacote laboral. É tudo velho e serôdio. Charles Dickens, que nasceu em 1820, e que viveu observando a Revolução Industrial, escreveu os livros que esta gente não leu, e que descrevem tão bem o tempo a que Montenegro, Mariana Leitão, Ventura, Rui Rocha e afins, querem que o mundo do trabalho e dos trabalhadores regresse.

A Greve Geral que aí vem tem de ser uma demonstração de força como o foram as grandes greves do século XX, que exigiram melhores salários, redução da jornada de trabalho, participação na política (todas as greves são políticas, estúpidos), e resistência ao autoritarismo patronal e governamental. E aconteceram para que hoje as pessoas que trabalham tenham direitos considerados normalíssimos: férias pagas, segurança no trabalho e negociação coletiva. 

Carneiro já avisou que “é o a Governo que deve ter arrojo a responder às necessidades do país”  e não os sindicatos.

Montenegro (e o seu governo) a arrastar-se, além de caro, não está a ser um espectáculo particularmente bonito...