segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

Jorge Simões, vice-presidente da Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz para o sector do turismo: "prevemos fechar o ano com chave de ouro"...

Via Diário as Beiras (para ler melhor clicar na imagem)

Mais mestres no Palácio

 Via Diário as Beiras

A primeira volta é que é

Miguel Esteves Cardoso

"Para impedir Ventura de chegar à segunda volta - que é, recorde-se aos gritos, o objectivo da grande maioria do povo português - seria preciso que houvesse apenas dois grandes candidatos partidários: um à direita, correspondendo à ADeà IL, e outro à esquerda, apanhando o PS, o PCP, o BE, o Livre e toda a esquerda em geral. O PSDe o PS teriam de entender-se. Apenas teriam de escolher os dois candidatos que passariam à segunda volta: um da direita, outro da esquerda. Porque é que a AD (ou o PS) não apoia o almirante? Ou, melhor ainda, porque é que о almirante, que é tão patriota, não desiste? Porque é que o PS e a esquerda toda não apoiam o honradíssimo António Filipe? Se assim fizessem, os dois candidatos que passariam à segunda volta seriam convenientes: um de direita, outro de esquerda.E Ventura ficaria pelo caminho."

"Passaram apenas 6 anos mas já há saturação de um discurso que é sempre uma cópia de um sucesso estrangeiro qualquer"...

"Os jornalistas já não parecem ter a mesma paixão, ou paciência, para o espectáculo que o André tem para oferecer. Os comentadores de serviço, até os da direita mais clássica, deitam conversa de imigrantes e corrupção pelos olhos. Até já lhe dizem que, agora, é dele a cassete que marca a espuma dos dias."

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sábado, 29 de novembro de 2025

Instituto Superior Miguel Torga vai assinar novos protocolos com coletividades e deverá incluir mais cursos com descontos

Via Diário as Beiras

Pedro Pimpão é o escolhido para liderar à Associação Nacional de Municípios

O autarca de Pombal, Pedro Pimpão, é o nome escolhido para liderar a candidatura do PSD à presidência da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), confirmou o DN junto de fonte social-democrata.

A eleição de Pedro Pimpão, atual presidente dos Autarcas Sociais Democratas, acontecerá no congresso da ANMP, marcado para 13 e 14 de dezembro, em Viana do Castelo. Caso seja eleito como se perspetiva, uma vez que o PSD tem o maior número de presidências de câmara, sucederá no cargo à socialista Luísa Salgueiro, autarca de Matosinhos.

25 de Novembro: o inventado e o verdadeiro

 

"... o que aconteceu em Portugal a 25 de novembro de 1975.

Lembro-me muito bem daquele dia. Apenas três semanas antes chegara de Angola, onde participara como militar, desde janeiro, na agitada transição para a independência. O meu «Verão Quente de 75» foi, pois, fisicamente vivido em Luanda. Todavia, porque me mantinha informado e então militava ativamente numa organização política da esquerda, acompanhei sempre o que ia acontecendo, tanto lá como cá. Posso por isso dizer que, já de volta a Portugal, vivi os acontecimentos desse dia – agora tão deturpados – com um sentimento de tristeza e de «fim de festa», pois tinha a consciência de que representavam uma viragem na nossa democracia, e o fim de um projeto tão incompleto e contraditório, quanto belo e solidário, no qual plenamente acreditara. Permanecendo atento aos episódios que o integraram e lhe sucederam, logo percebi que quem saíra vencedor daquela conturbada terça-feira não fora a direita – a extrema-direita, essa praticamente nem se via -, mas sobretudo o Partido Socialista e o Grupo dos Nove, ala moderada do MFA composta por pessoas democratas que, à escala atual, seriam provavelmente vistas como de «extrema-esquerda». De facto, o que resultou do 25 de Novembro foi a confirmação da democracia representativa como modelo para Portugal, o que viria, aliás, a ser consagrado com a entrada em vigor, em 26 de abril de 1976 da nova e progressista Constituição da República. Prova de que a direita nada teve de vitoriosa foi, aliás, a rejeição imediata da ilegalização do PCP, que aquela na altura desejava, e a continuação da atividade do Conselho da Revolução. No essencial, o 25 de Novembro foi isto. Avançar agora a direita com o relato de feitos e glórias que não cumpriu, e de um sentido político que jamais existiu, é demagogia e oportunismo, além de uma deformação da história. Quem, dado o seu tempo de vida, tem o dever de deter alguma memória daquele tempo, e ainda assim o afirma, mostra confusão ou visível má-fé, sendo cúmplice de uma lenda destinada, nesta fase que atravessamos, a diminuir publicamente a esquerda e o impacto da Revolução de Abril. Quanto a quem não pode lembrar o que não viveu, a sugestão é que não acredite em invenções e estude um pouco. Consultando jornais da época, escutando os seus atores, e sobretudo lendo o que sobre o tema tem sido escrito por historiadores. Porque a história, podendo sem dúvida deter diferentes leituras, não pode ser inventada."

quarta-feira, 26 de novembro de 2025

Carnaval de Buarcos

Via Diário as Beiras: «... o presidente da Associação de Carnaval de Buarcos/Figueira da Foz, José Gouveia, considerou que a forma como a decisão foi comunicada “é uma traição para a associação”



Passou agora a ser “uma obra inevitável”: «consenso parlamentar para construção de bypass»

Há novidades: segundo o Diário de Coimbra "o Livre conseguiu validar no Orçamento do Estado para 2026 a proposta para lançar o concurso público para a conceção e construção da obra do sistema fixo de transposição sedimentar (bypass) da Barra da Figueira da Foz, cuja verba mínima disponível é de 18,1 milhões de euros, a qual deve ser financiada através da alocação de fundos do Programa Portugal 2030". Para Miguel Figueira, do SOS Cabedelo, a decisão tomada na segunda-feira na Assembleia da República, por unanimidade, reflete o “consenso político e académico” sobre a solução a adotar para evitar a erosão na costa sul da Figueira da Foz. O activista sublinhou à agência Lusa que “este consenso reflete a consciência social que ajudámos a construir e, finalmente, está definido o caminho a adotar pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), que tem de colocar em prática a solução que se impõe”“Sempre defendemos a solução de ‘bypass’, baseados na comunidade científica e como aplicação do melhor que se faz noutras partes do mundo, porque é impossível manter a areia na praia, se esta não estiver sempre a ser alimentada”, frisou.

Recordemos algumas questões:
1ª. 
"Entre 1958 e 2020,  Portugal continental perdeu 1313 hectares de costa, o equivalente a 1313 campos de futebol, com recuos da linha de costa entre 0,5 e 9 metros por ano", segundo informações da Agência Portuguesa do Ambiente.
Na década de 2010/2020, "o agravamento das taxas de erosão foi de um terço entre a Costa Nova (Ílhavo) e Mira, duas vezes entre Castelo do Neiva e Esposende, Ofir (Esposende) e Estela (Póvoa de Varzim), Cortegaça e Furadouro e a sul do Torrão do Lameiro (Ovar) e, pior, três vezes entre Cova-Gala e Lavos (Figueira da Foz)."
3ª.
A Figueira da Foz tem um problema de sedimentos: acumulam-se em frente à cidade, a Norte da foz do rio Mondego, e estão em falta nas praias a sul. A solução para resolver o problema existe: a solução passa por instalar um sistema fixo que transponha as areias do Norte para Sul, concluiu em 2021 um estudo encomendado pela Agência Portuguesa do Ambiente.
“by-pass” para transferir areias da praia, que devido a um acidente ambiental provocado pelo homem, tem o maior areal da Europa, é a solução para a costa sul do concelho.
Em 2023, a maioria absoluta do PS, inviabilizou esta pretensão da comunidade figueirense na discussão do Orçamento Geral do Estado para 2024.
desequilíbrio brutal na costa do nosso concelho, foi-se agravar anos após ano. 
O concurso público para a concepção e construção do BYPASS voltou a ser votado na Assembleia da República, nas alterações ao Orçamento de Estado 2025. Chumbou. A proposta do Livre, era igual à do ano anterior.