Miguel Sousa Tavares critica a postura da Europa face à guerra da Ucrânia e diz que esse é o motivo para estar fora das negociações de paz. Para ouvir, clicar aqui.
sexta-feira, 28 de março de 2025
Ficou quase ao lado de Gouveia e Melo no mais concorrido dos almoços organizados pelo International Club of Portugal
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| "Gouveia e Melo garantiu que desconhecia em absoluto de quem se tratava" |
"César do Paço, um empresário português a viver nos Estados Unidos e que financiou o Chega nos primeiros tempos, marcou presença num almoço de apoio a Gouveia e Melo. Uma investigação da SIC, emitida em 2020, descobriu que César do Paço tinha sido contumaz em dois processos. Ou seja, tinha sido julgado à revelia depois de ter sido acusado por furto qualificado.
Nos primeiros tempos do Chega, César do Paço e a mulher financiaram o partido de André Ventura com o máximo que a lei permite.
Nessa fase, o imigrante português nos Estados Unidos começou a dar nas vistas.
Patrocinou a equipa de boxe do Futebol Clube do Porto, comprou um clube de futebol dos escalões secundários, ficou amigo do líder dos Super Dragões, Fernando Madureira.
Uma investigação da SIC descobriu que César do Paço, que chegou a ser cônsul honorário de Portugal na Florida, escapou a dois processos judiciais portugueses por se encontrar em parte incerta."
quinta-feira, 27 de março de 2025
Aquilo que nos distingue uns dos outros, são as atitudes que temos perante as armadilhas, encarando-as e combatendo-as com procedimentos e linguagem elevados
Perante isto, nem é necessário comentar nada. Apenas recordar que a entrevista era para ser sobre as propostas que o PCP tem para apresentar aos portugueses nas eleições de 18 de Maio próximo, coisa que o entrevistado não conseguiu fazer, pois foi impedido por quem tinha a obrigação de o fazer - o entrevistador.
Santos Manuel foi um actor de excepção
Conheci pessoalmente Santos Manuel em Janeiro de 1983, no decorrer da homenagem prestada a Joaquim Namorado. No dia 14 de Outubro de 2023, dia em que completaria 90 anos, foi lembrado no CAE. Hoje, o Município da Figueira da Foz vai homenageá-lo: 𝗽𝗲𝗹𝗮𝘀 𝟭𝟴𝗵𝟬𝟬, 𝗷𝘂𝗻𝘁𝗼 à 𝗲𝗻𝘁𝗿𝗮𝗱𝗮 𝗱𝗼 𝗖𝗲𝗻𝘁𝗿𝗼 𝗱𝗲 𝗔𝗿𝘁𝗲𝘀 𝗲 𝗘𝘀𝗽𝗲𝘁ác𝘂𝗹𝗼𝘀, realiza-se 𝗮 𝗰𝗲𝗿𝗶𝗺ó𝗻𝗶𝗮 𝗱𝗲 𝗶𝗻𝗮𝘂𝗴𝘂𝗿𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗼 𝗧𝗼𝗽ó𝗻𝗶𝗺𝗼 "𝗣𝗿𝗮𝗰𝗲𝘁𝗮 𝗔𝗰𝘁𝗼𝗿 𝗦𝗮𝗻𝘁𝗼𝘀 𝗠𝗮𝗻𝘂𝗲𝗹".
Tinha 79 nos de idade.
Foi um actor importante no panorama teatral português. Juntamente com Zita Duarte, Manuel Cavaco, Maria do Céu Guerra, António Rama, Ricardo Fragoso, Carmen Gonzalez, Carlos Paredes, Luís Pinto Coelho, Carlos Avilez e João Vasco, foi um dos fundadores do TEC em 1965
O seu enorme talento deu origem a grandes interpretações não só no Teatro Experimental de Cascais, encenado por Carlos Avilez, assim como na Barraca dirigido por Hélder Costa, no Teatro Aberto dirigido por João Lourenço, e também no Teatro Nacional D. Maria II.
Deixou a sua marca de grande intérprete no cinema, em especial no filme "Cerro Maior", baseado no texto de Manuel da Fonseca realizado por Luís Filipe Rocha.
O teatro televisivo foi também marcado pelo seu talento.
No TEC a sua interpretação em Dom Quixote de Yves Jamiaque, obteve em Espanha o Prémio do Melhor Actor no Ciclo de Teatro Latino. Na companhia de Ruy de Matos, no inesquecível Sancho Pança, constituíram cenas incríveis de dimensão humana.
Uma boa notícia para os pescadores da Cova e Gala
Ao longo do tempo o assoreamento e a falta de manutenção têm dificultado a actividade das várias dezenas de pescadores de pesca artesanal que têm a sua base logística no Potinho da Gala.
Desde 2018, que o gabinete jurídico da Câmara da Figueira da Foz está a tentar fazer um novo regulamento para o Portinho da Gala, contando com o contributo da Junta de Freguesia de São Pedro e da Capitania da Figueira da Foz.
Lista PSD por Coimbra
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| Na foto sacada daqui, Pedro Machado candidato derrotado nas eleições autárquicas de 2021 |
quarta-feira, 26 de março de 2025
terça-feira, 25 de março de 2025
Da cobertura do Coliseu Figueirense, passando pelo Anel das Artes até ao Multiusus de "localização privilegiadíssima"...
A administração da Companhia do Coliseu Figueirense lembra o projecto de reconversão – cobertura móvel «Lanik» e ventilação da praça de touros.
O projecto prevê ainda “a modernização ou construção de uma base de uma série de espaços de apoio, como sanitários, camarins, locais de venda e promoção dos espectáculos, zonas de convívio e de lazer destinadas ao público”...
Como é evidente, para que esta conversão possa sair do papel e passar à realidade (“a Companhia do Coliseu Figueirense não pode comportar com todo o referido esforço financeiro, pois não possui a necessária capacidade para dar resposta a um projecto desta natureza”), Miguel Amaral, sempre considerou que a Companhia do Coliseu Figueirense “não poderá deixar de ter como parceiro privilegiado a autarquia de forma a permitir a formalização de uma candidatura a fundos comunitários que permitam a angariação de verbas suficientes para colocar em prática a obra em causa”.
Que a Figueira tem necessidade de um espaço multiusus isso é uma evidência. Anteriores executivos camarários andaram à deriva entre a cobertura do Coliseu e o Anel das Artes. De concreto, porém, nada ficou, a não ser promessas eleitorais.
Na edição de hoje do jornal Diário as Beiras, além de considerar que "o anúncio feito pelo presidente da Câmara da Figueira da Foz, Santana Lopes, de que o município vai construir um pavilhão multiusos e de exposições de actividades económicas junto ao miradouro da Salmanha, na freguesia de Vila Verde, poderá não ter sido uma boa notícia para a administração do Coliseu Figueirense", Miguel Amaral admite que "o desiderato de instalar uma cobertura amovível e reabilitar o imóvel para o transformar num espaço multiusos coberto ficou mais difícil de alcançar, porque, sem apoio financeiro público – ao abrigo de um protocolo com o município – , a obra não avançará."
segunda-feira, 24 de março de 2025
Tanques em vez de carros
"A maior empresa de armamento da Alemanha, a Rheinmetall, anunciou um plano de reconversão industrial no sentido de redirecionar para o sector do armamento a produção que actualmente destina ao sector automóvel. A isso acrescentou ainda a intenção de comprar fábricas de automóveis para lhes dar o mesmo destino.
Da proposta não constam preocupações com os trabalhadores nem garantias dos seus direitos, designadamente quanto à manutenção de postos de trabalho, salários, carreiras ou condições de trabalho.
Este caso é um exemplo flagrante das orientações políticas da União Europeia e das consequências práticas que se pretende que elas tenham de imediato.
Transforma-se a guerra em motor da economia e faz-se do militarismo e da corrida aos armamentos a referência para a orientação dos recursos produtivos. Recusa-se e apaga-se o papel dos Estados na definição da política económica, incluindo da política industrial, deixando essas decisões nas mãos dos grupos económicos e financeiros. Ao mesmo tempo disponibilizam-se avultados recursos públicos para aqueles objectivos de forma a que o negócio se faça sem risco e com garantias de rentabilidade.
A satisfação das necessidades sociais nos mais variados domínios é postergada para segundo plano, a começar pelos trabalhadores e pela consideração dos seus direitos. Aqueles que ontem exploravam o trabalho alheio na produção de automóveis, explorá-lo-ão amanhã na produção de tanques e carros de combate com a benção do mesmo poder político, que a partir dos governos nacionais ou das instituições da União Europeia, estiver de turno ao seu serviço.
E a partir de Bruxelas a mensagem é clara. Para as multinacionais haverá apoios e planos bilionários de 800 mil milhões de euros como o «ReArmar a UE». Para os trabalhadores ficam reservados os planos de despedimentos, formação e requalificação profissional, subsídios e apoios sociais temporários.
Às classes exploradoras servem-se privilégios em bandejas de prata, à classe trabalhadora servem-se balas e paliativos.
As prioridades e opções políticas têm de ser outras e também os trabalhadores do sector automóvel em Portugal precisam de outra resposta.
Garantir os postos de trabalho e defender e aprofundar os direitos dos trabalhadores. Reforçar e desenvolver a capacidade de produção industrial. Orientar a política económica e a produção industrial em função da satisfação de necessidades sociais e do desenvolvimento nacional em vez dos lucros das multinacionais. Combinar a produção industrial, a política de mobilidade e transportes e a protecção ambiental, por exemplo promovendo a melhoria das redes de transportes públicos colectivos e o reforço da sua cobertura e capacidade de resposta.
Estas são algumas das referências que assume a política alternativa pela qual continuamos a bater-nos. Alternativa que recusa a orientação «tanques em vez de carros» e lhe contrapõe a de «paz e progresso em vez de guerra e exploração»."















