"Mas alguém ainda tinha dúvidas sobre o que estes tipos querem para o país?
Preocupado com os jovens que têm salários miseráveis e que fogem do país?
Que tal perguntar ao gestor João Cotrim Figueiredo quanto é que pagava aos operários fabris da Compal quando fazia de patrão?
Podem exigir que explique quanto recebiam os jornalistas (em especial, os jovens) e os outros trabalhadores da TVI quando este era gestor da Media Capital?
Não falo no Goucha, nem na Cristina Ferreira, claro. Nem na Manuela Moura Guedes.
Defensor da iniciativa privada e do mérito e crítico do sistema de tachos? Então, explique lá porque é que foi o seu antigo patrão na Compal, Pires de Lima que o levou para Presidente do Instituto de Turismo de Portugal, enquanto o governo da Troika esmifrava quem vivia do seu trabalho?
Ir enganar idosas/os aos lares enquanto dança com elas, a ver se leva mais uns votos? E que tal explicar-lhes o que é aconteceria às suas pensões se o seu modelo de governo vingasse e pegassem no dinheiro da Segurança Social para jogar no casino dos fundos de investimento e para lhes entregar, de bandeja, as contribuições dos que mais ganham e mais descontam?
Preocupado com a baixa natalidade e a dificuldade dos jovens se emanciparem, terem filhos e uma casa? Que tal explicar porque quer uma legislação laboral que lhes tira direitos e os condena à precariedade eterna e subserviência ao patrão?
Ou, então, reconhecer que foi a liberalização do mercado de arrendamento, a desregulação do turismo local e da especulação imobiliária que fez o preço das casas crescer mais 4 vezes do que os salários.
Tenham dó.
Hipocrisia, não. Estes privilegiados das elites que transitam entre conselhos de administração de empresas que vivem de mão estendida para o Estado construíram a economia que temos. Viveram de dependência estatal. Promoveram a endogamia. Exploraram os que vivem do seu esforço. Pagaram salários de miséria.
E, agora, têm a distinta lata de enganar as pessoas, dizendo que só não pagaram melhores salários porque os impostos eram muito altos.
Só se deixa enganar quem anda mesmo a viver no mundo da Lua.
Vá lá ter com os seus "manos".
Menos. Muito menos."

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