Imagem via Diário as Beiras
Ordem de Trabalhos para a reunião de hoje: aqui.
O GANHO MÉDIO ANUAL EM PORTUGAL ESTÁ MUITO ABAIXO DO GANHO MÉDIO NA U.E. E NA ZONA EURO E DE MUITOS PAÍSES EUROPEUS. COM O PASSAR DOS ANOS A SITUAÇÃO NO LUGAR DE CONVERGIR TEM DIVERGIDO AINDA MAIS.
"Portugal é um país onde as desigualdades estão a crescer de uma forma muito rápida causando um aumento enorme da pobreza, o empobrecimento da classe média, e o enriquecimento crescente de uma minoria. Estas desigualdades são ainda agravadas pela degradação crescente do SNS e da Escola Pública que são dois instrumentos fundamentais no combate às desigualdades. Apesar dos enormes(auto) elogios à politica das “contas certas”, o governo do PS/Costa deixa um país com uma economia frágil a caminho da recessão (-0,2% no 3ºT.2023), com uma taxa de investimento, nomeadamente publico, muito baixa e inferior à média da U.E., com uma Administração Pública degradada e sem meios, e incapaz de responder aos desafios que o país enfrenta; um país de baixos salários e de baixos custos de mão de obra muito inferiores à média dos países da U.E., Portugal um país baseado em atividades de baixa produtividade."
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| Foto Paulo Novais |
Como habitualmente, o presidente da Câmara da Figueira da Foz, Santana Lopes, foi o anfitrião e moderador. "O leque de palestrantes - Diana Soller; Luís Tomé e Paulo Sande - foi composto por oradores cuja formação/ experiência profissional se reflete em torno da vertente política internacional."
Na edição de hoje do Diário as Beiras, pode ler-se que «Luís Tomé frisou que “Israel é imparável”. Nem os Estados Unidos conseguem convencer o Governo israelita a parar a guerra enquanto não destruir a capacidade militar e política do Hamas.»
Por sua vez, a investigadora do Instituto Português de Relações Internacionais, Diana Soller, proferiu esta afirmação: “Israel está disponível para perder alguns reféns”.
Acerca da duração do conflito, Paulo Sande, o outro participante na sessão, sustentou que “pode acabar com uma vitória rápida de Israel”.
Como sabemos, a violência gera violência.
Citando o escritor Eduardo Galeano (1940-2015), num artigo dedicado aos seus amigos judeus, assassinados pelas ditaduras militares latino-americanas que Israel assessorou: "Quem deu a Israel o direito de negar todos os direitos?"
"Para se justificar, o terrorismo de Estado Israel fabrica terroristas: semeia ódio e colhe álibis. Tudo indica que essa carnificina de Gaza, que, segundo os seus autores, pretende acabar com os terroristas, logrará multiplicá-los. Desde 1948, os palestinos vivem condenados à humilhação perpétua. Não podem nem respirar sem permissão. Perderam sua pátria, as suas terras, a sua água, a sua liberdade, o seu tudo. Nem sequer têm direito de eleger seus governantes. Quando votam em quem não se deve votar, são castigados. Gaza está sendo castigada. Converteu-se em uma ratoeira sem saída desde que o Hamas ganhou limpamente as eleições de 2006. Algo parecido ocorreu em 1932, quando o Partido Comunista triunfou nas eleições em El Salvador. Banhados em sangue, os salvadorenhos expiaram sua má conduta e, desde então, viveram submetidos a ditaduras militares. A democracia é um luxo que nem todos merecem. São filhos da impotência os foguetes caseiros que os militantes do Hamas, encurralados em Gaza, disparam com nenhuma pontaria sobre as terras que haviam sido palestinas e que a ocupação israelense usurpou. E, ao desespero, ao ponto mesmo da loucura suicida, é a mãe de todas as bravatas a que nega o direito à existência de Israel, gritos sem nenhuma eficácia, enquanto as muito eficazes guerras de extermínio estão negando, há anos, o direito de existência da Palestina. Já resta pouca Palestina. Israel a está apagando do mapa.
Os colonos invadem e, atrás deles, os soldados vão corrigindo a fronteira. As balas sacralizam o despojo, em legítima defesa. Não há guerra agressiva que não diga ser uma guerra defensiva. Hitler invadiu a Polónia para evitar que a Polónia invadisse a Alemanha. Bush invadiu o Iraque para evitar que o Iraque invadisse o mundo. Em cada uma de suas guerras defensivas, Israel traga outro pedaço da Palestina e os almoços seguem. O devoramento justifica-se pelos títulos de propriedade que a Bíblia outorgou, pelos dois mil anos de perseguição que o povo judeu sofreu e pelo pânico que geram os palestinos que observam.
Israel é um país que jamais cumpre as recomendações e as resoluções das Nações Unidas, que nunca acata as sentenças dos tribunais internacionais, que zomba das leis internacionais. É também o único país que legalizou a tortura de prisioneiros. Quem lhes deu o direito de negar todos os direitos? De onde vem a impunidade com a qual Israel está executando a matança de Gaza?
O exército israelense, o mais moderno e sofisticado do mundo, sabe quem mata. Não mata por erro. Mata para causar horror. Às vítimas civis, chamam de danos colaterais, segundo o dicionário de outras guerras imperiais. Em Gaza, de cada dez danos colaterais, três são crianças. E somam-se aos milhares os multilados, vítimas da tecnologia de despedaçamento humano que a indústria militar está ensaiando exitosamente nesta operação de limpeza étnica.
A chamada comunidade internacional existe? É algo mais que um clube de mercadores, banqueiros e belicistas? É algo mais que o nome artístico que os Estados Unidos se atribuem quando fazem teatro? Ante a tragédia de Gaza, a hipocrisia mundial vem à luz uma vez mais. Como sempre, a indiferença, os discursos vazios, as declarações ocas, as declamações altissonantes, as posturas ambíguas, rendem tributo à sagrada impunidade.
Ante a tragédia de Gaza, os países árabes lavam as mãos. Como sempre. E, como sempre, os países europeus esfregam as mãos.
A velha Europa, tão capaz de beleza como de perversidade, derrama uma ou outra lágrima enquanto secretamente celebra esta jogada de mestre. Porque a caça aos judeus sempre foi um costume europeu, mas há meio século essa dívida histórica está sendo cobrada dos palestinos, que também são semitas e que nunca foram, nem são, antissemitas. Eles estão pagando, com sangue, uma conta alheia. Merecem."
Via Sos Cabedelo
"O Big Shot de areia está no Orçamento de Estado 2024 e o Bypass está na Proposta de Lei nº109/XV/2º.
Ambos serão discutidos e votados até ao fim de Novembro.
Será que o atual Ministro do Ambiente vai inscrever o Bypass no Orçamento de Estado 2024 ou no pacote das promessas eleitorais?
Na Proposta de Lei nº109/XV/2º pode ler-se: "O projeto Alimentação artificial de praia no troço costeiro a sul da Figueira da Foz (Cova Gala - Costa de Lavos), através da deposição de areias a dragar da zona frontal à praia da Figueira da Foz [...] concorre para o mesmo objectivo da transposição sedimentar da barra da Figueira da Foz e confere a oportunidade para a implementação do sistema fixo - Bypass. O aprofundamento e recuo na praia da Figueira da Foz previstos no projeto de alimentação artificial, fundamentais à segurança da navegabilidade na Barra, só perdurarão com a implementação de um sistema de transferências permanente que o sistema fixo assegura. A construção do sistema fixo terá que ser feita de forma articulada com o projeto Alimentação artificial de praia no troço costeiro a sul da Figueira da Foz (Cova Gala - Costa de Lavos) atendendo às dragagens e recuo da praia previstos na zona de influência da “área de reserva para implementação de Bypass”, inscrita no Plano de Intervenção na Praia de Buarcos/Figueira da Foz (PP 25) [...] A construção do pontão para o sistema fixo deverá ser feita, tanto quanto possível, sobre o areal, antes do aprofundamento das dragagens e recuo da praia previstos no projeto da alimentação artificial, evitando as dificuldades inerentes à construção sobre o mar."
"Veio a terça-feira, depois a quarta, e por aí fora. Há uma semana que o Partido Socialista é massacrado diariamente nas televisões, sendo apresentado como um partido dirigido por gente desonesta. Desta vez a ação do Ministério Público derrubou um Governo, acabou com uma maioria absoluta e dissolveu a Assembleia da República. Em apenas quatro horas a vontade popular livremente expressa nas urnas foi substituída pela decisão de realizar novas eleições. E, no entanto, o conselho dos estrategas do partido é que a luta é contra a direita, não contra o sistema judiciário. A caminho do cadafalso, os lábios dos socialistas entoam cânticos de confiança na Justiça. Esplêndido."
"Quando o caso do regime é a demissão de um ministro sem que ele seja acusado com provas credíveis, e não a discussão do papel do Ministério Público num ato inaudito de efetivo golpe de Estado e de consequências desconhecidas – mas certamente desastrosas -, estamos num momento de naufrágio.
E não há salvador. Não há um recuperador como os heróis dos helicópteros da Força Aérea que resgatam náufragos nas tempestades.
O Presidente da República é parte do mundo de golpes baixos e ajustes de contas nas sombras das vielas, construído segundo as prioridades da comunicação social, que tem o expoente em Marques Mendes. Marcelo Rebelo de Sousa era uma vedeta – a principal vedeta na construção de cenários e de criação de falsos casos. Continua a ser."
Nota de rodapé.
"Alguma vez iremos saber o que aconteceu no palácio de Belém no dia 7 de Novembro de 2023", no decorrer de três horas que abalaram Portugal, "entre as dez e meia da manhã, hora da saída de António Costa, e o meio-dia e vinte, hora da saída de Lucília Gago, 50 minutos depois de ter entrado para falar com Marcelo?"
Esteve preso 6 dias e sai em liberdade sem ser indiciado de nenhum crime.