terça-feira, 12 de janeiro de 2021
Falemos de eleições e da importância do voto
Ao longo da vida (já sou jovem há muitos anos) vi muita coisa.
Empresários que antes do 25 de Abril votavam contra a ditadura. E trabalhadores que votavam no regime herdado do salazarismo.
Depois do 25 de Abril, conheci empresários que votaram no PCP e no BE e trabalhadores que votaram no PSD e CDS.
Tudo isto aconteceu, porque o eleitorado é constituído por uma mistura de gerações, de vivências, de sonhos e frustrações.
Desde o 25 de Abril de 1974 sempre votei. Nestas eleições presidenciais também vou votar.
A realidade que vivemos, torna este voto mais complexo.
Nunca votei por modas, por grupos ou por tendências. Sempre votei, tendo em conta o que considero o melhor para mim, para a minha Aldeia, para o meu concelho e para o meu País.
Desta vez, também assim acontecerá.
À medida que a democracia saída do 25 de Abril de 1974 se degradou, desiludiu, matou expectativas, o chamado voto de protesto foi obtendo maior peso eleitoral.
Neste momento, estamos perante um risco que seria um perigo real para a Democracia: que o voto motivado pela segregação, pelo racismo, pelo ódio e pela revolta se venha a sobrepor ao voto motivado pelo sonho e pela utopia.
Isso, para mim, neste momemto, é o fundamental e o que está verdadeiramente em causa nesta eleição presidencial.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2021
A diferença...
2 palheiros da Praia da Tocha classificados como Imóveis de Interesse Municipal
Contando já com o parecer favorável da Direção-Geral do Património Cultural, a iniciativa visa promover o reconhecimento do valor identitário das referidas construções palafíticas intrinsecamente ligadas à Arte-Xávega local, assinalando e preservando a sua singularidade face a todas as outras ao longo da costa norte portuguesa, de modo a acentuar a sua expressividade sociocultural e reforçar o seu potencial turístico.
Ambos datados do século XIX, os palheiros foram adquiridos pela Câmara Municipal de Cantanhede e posteriormente transferidos do areal para a entrada da zona urbana, onde foram sujeitos a obras de reabilitação e adaptação para os fins a que se destinavam, bem como para ajudar a manter e estimular a conservação da identidade da Praia da Tocha, que de resto é percetível em outras construções e na atmosfera urbanística que a caracteriza.
Contando já com o parecer favorável da Direção-Geral do Património Cultural, a iniciativa visa promover o reconhecimento do valor identitário das referidas construções palafíticas intrinsecamente ligadas à Arte-Xávega local, assinalando e preservando a sua singularidade face a todas as outras ao longo da costa norte portuguesa, de modo a acentuar a sua expressividade sociocultural e reforçar o seu potencial turístico.
Ambos datados do século XIX, os palheiros foram adquiridos pela Câmara Municipal de Cantanhede e posteriormente transferidos do areal para a entrada da zona urbana, onde foram sujeitos a obras de reabilitação e adaptação para os fins a que se destinavam, bem como para ajudar a manter e estimular a conservação da identidade da Praia da Tocha, que de resto é percetível em outras construções e na atmosfera urbanística que a caracteriza.
Sobre este assunto, a identidade, recordo uma postagem com mais de 13 anos.
A questão da Identidade Cultural das terras e dos povos, é um dos temas centrais destes primeiros anos do século XXI.
Todos os povos conheceram uma fase de expansão cultural, de difusão dos seus modos de vida e valores, e todos os povos devem pretender, em todo o momento, manter as suas particularidades, as suas formas, o seu conteúdo vital e cultural como garantia de sobrevivência na História.
A identidade é, por definição, a qualidade do idêntico, mas num mundo em constante evolução, onde a realidade tende para uma constante diversificação, o “idêntico” pode resultar num conceito equívoco e ter-se-ia que falar de afinidades e não de igualdades.
S. Pedro é uma mera entidade administrativa. Não tem alma.
Cova e Gala é a nossa Identidade, a nossa História, a nossa Alma.
Todos os povos conheceram uma fase de expansão cultural, de difusão dos seus modos de vida e valores, e todos os povos devem pretender, em todo o momento, manter as suas particularidades, as suas formas, o seu conteúdo vital e cultural como garantia de sobrevivência na História.
A identidade é, por definição, a qualidade do idêntico, mas num mundo em constante evolução, onde a realidade tende para uma constante diversificação, o “idêntico” pode resultar num conceito equívoco e ter-se-ia que falar de afinidades e não de igualdades.
S. Pedro é uma mera entidade administrativa. Não tem alma.
Cova e Gala é a nossa Identidade, a nossa História, a nossa Alma.
domingo, 10 de janeiro de 2021
Perderam a voz?
«Trump teve e tem os seus seguidores em Portugal. Há um caso peculiar de um nosso Stephen Miller, João Lemos Esteves, que escreveu um livro panegírico de Trump, e é colaborador regular do i e do Sol. Quando ele começou nos blogues, ainda pensei que se fazia, mas não só não fez, como se tornou um objecto de ridículo, num culto de extrema-direita e de sionistas, que faz tudo para que lhe dêem alguma benesse. (...) Agora estão caladinhos. Em blogues de extrema-direita como o Blasfémias, ou da ala da direita radical nostálgica do PàF, ou em particular no Observador, não faltam artigos em defesa de Trump, das suas políticas, muitas vezes aparecendo apenas como comentários contra os democratas, e o Black Lives Matter.
Trump é demasiado histriónico e pouco educado para os nossos direitistas, que se classificam como conservadores e que não gostavam da propensão do homem para o insulto soez. Mas gostavam das suas políticas, projectavam-nas para os projectos políticos nacionais, a começar pelo Chega, mas indo mais significativamente para os think tanks que têm vido a proliferar na direita radical portuguesa, influenciando o CDS e o PSD, mas acima de tudo os mecanismos comunicacionais. Aí, numa linguagem mais educada, o elogio a Trump foi evidente, manifestado nas opções de voto em Novembro de 2020, nas análises geoestratégicas, no elogio à redução dos impostos, na cobertura pró-sionista e pró-Arábia Saudita no Médio Oriente e na sistemática desculpa dos excessos de Trump.»José Pacheco Pereira, Os ratos a fugir do navio: trumps, trumpinhos e trumpões nacionais
Alguém fica surpreendido como o previsível?
Imagem via Diário de Coimbra
O "aprovetamento" era facilmente previsível. Aliás, mais do que previsível, era inevitável...
Uma das caracteristicas marcantes do exectutivo camarário é a previsibilidade.
Tudo o que tem feito ao Cabedelo - e a forma como o tem feito - «estava escrito nas estrelas».
O espantoso, é vermos como está ser cumprida essa previsibilidade.
É esse o paradoxo: sendo tudo tão previsível, não deixa de ser surpreendente que aconteça.
sábado, 9 de janeiro de 2021
Tenham um pouco de paciência
Quem me conhece sabe que sou uma pessoa perfeitamente suportável e agradável.
Quem não me conhece, acusa-me de ser uma pessoa insuportável e desagradável.
Garanto, contudo, que não o sou.
Quem me conhece pode atestar isso.
Do mesmo, modo, porém, que posso ser insuportável, para quem não me conhece, sei também como cativar aqueles de quem gosto.
Ser insuportável, é só uma forma de exacerbar comportamentos perante quem não nos conhece.
Para quem não me conhece, seria fácil transformar-me numa pessoa suportável: bastaria ficar em silêncio.
Isso um dia vai acontecer. Só vos peço um pouco de paciência.
Ditadores, pessoas de bem, e a "lei da rolha" que "não limita a liberdade"... (2)
André Ventura, no decorrer do debate com Marcelo Rebelo de Sousa:
“A única ditadura que quero é aquela onde os portugueses de bem são reconhecidos”.
E que ditadura quer André Ventura?
“Aquela onde os portugueses de bem são reconhecidos”.
Isso, depreende-se, deverá querer dizer que há ditaduras que não reconhecem os portugueses de bem.
Mas: o que é um “português de bem”?
Isso, como é óbvio, deixo ao critério de André Ventura.
Ditadura que é ditadura não liga à opinião de pessoas como eu.
Em ditadura que é ditadura, o ditador é que decide sem necessidade de debate.
André Ventura foi escolhido por Deus, o que lhe deu o dom de ser infalível.
O mesmo André Ventura que quer uma ditadura, defende que Trump é um democrata.
O Trump que foi o responsável moral por um ataque ao Capitólio.
Portanto: Trump, no entender do infalível André Ventura, só pode ser uma pessoa de bem.
André Ventura, o tal que afirma que foi Deus que lhe atribuiu a missão de mudar Portugal, tal como outras pessoas de bem, anda a vender a ideia de que só está desempregado quem quer, ou só é pobre quem não tem argúcia, esperteza ou mérito para ganhar dinheiro.
Essa mesma direita – que inclui o PS do Manuel Pinho que, lembram-se, aconselhava a investir em Portugal, porque temos salários baixos... – está sempre a gritar que é preciso criar uma legislação laboral mais flexível, sobretudo, para poder despedir mais facilmente...
André Ventura só pode ser uma das tais pessoas de bem.
Para ele a "lei da rolha" imposta no seu partido "não limita a liberdade".
Será que a receita que utilizou para o Chega, seria a ideal para o País?..
Mais 19 mihões para obras no porto?.. Temos de continuar a acreditar: é o que nos ajuda a viver...
Em 29 de Julho de 2020, li o seguinte no Notícias de Coimbra:
"Uma obra de intervenção estrutural no porto da Figueira da Foz, orçada em mais de 17 milhões de euros e prevista para ter começado em 2019, foi adiada para 2021, disseram fontes portuárias e autárquicas."
Na altura, uma postagem OUTRA MARGEM apelava à esperança:
Cliquem aqui para ouvir.
Na edição de hoje do Diário as Beiras, com chamada de primeira página, vem o seguinte:
"A Declaração de
Impacte Ambiental para
o aprofundamento da
barra e do canal de navegação do Porto Comercial
da Figueira da Foz obteve parecer favorável da
Agência Portuguesa do
Ambiente (APA). Nota enviada pela administração
portuária considera que
“o final de 2020 trouxe
uma notícia auspiciosa”.
Segundo aquela fonte,
a emissão [do parecer]
ocorreu após o período
de audiência de interessados e de diligências complementares, processo
que se cumpriu nos últimos meses do ano findo,
ressalva a nota. “Como
é habitual, em estudos
desta natureza, segue-se
a elaboração de revisão
do projeto de melhoria
das acessibilidades, que
integrará as medidas de
minimização dos impactes e os programas de
monitorização indicados
pela comissão de avaliação”, esclarece.
A Administração do
Porto da Figueira da Foz
(APFF), frisa ainda a nota,
“reafirma a importância
estratégica deste projeto para o crescimento e
desenvolvimento futuro
do porto, o mesmo valendo para a Comunidade
Portuária e todo o tecido industrial da Região
Centro”.
Para a empresa
pública que gere a infraestrutura portuária, “este
projeto é absolutamente
necessário para o salto
qualitativo do porto, permitindo capacitá-lo para
a entrada de navios até
140 mentos de comprimento e oito de calado”.
Com a “luz verde” da
APA, o concurso público para a realização das
obras, que deverão começar este ano, fica mais
perto.
A melhoria das acessibilidades será suportada por fundos europeus
(nove milhões de euros),
pelo setor privado, através da Comunidade Portuária (4,4 milhões de
euros), e pela APFF (4,4
milhões de euros)."
sexta-feira, 8 de janeiro de 2021
Pedro Machado, Presidente da Entidade Regional de Turismo do Centro, explica se vai ou não ser candidato à Figueira da Foz...
Para ouvir, via Rádio Regional do Centro, clicar aqui.
Não passamos de um grão de areia...
Somos o que somos.
A maneira como fomos educados tem muita responsabilidade nisso.
Muitos homens e mulheres, pensam que são livres, só porque se sentem com o ego inflacionado.
Isso começa por notar-se quando tentam impor aos outros a sua vontade.
Esquecem que liberdade e arrogância podem entrar em conflito.
Comecei a sentir-me livre quando deixei de ter ilusões sobre mim mesmo.
Descobri-me em liberdade quando percebi que, tal como todos os homens e mulheres, não passamos de grãos de areia perdidos numa duna artificial que, a qualquer o momento, pode ser desfeita pelo mar.
Ditadores, pessoas de bem, e a "lei da rolha" que "não limita a liberdade"...
André Ventura, no decorrer do debate com Marcelo Rebelo de Sousa:
“A única ditadura que quero é aquela onde os portugueses de bem são reconhecidos”.
E que ditadura quer André Ventura?
“Aquela onde os portugueses de bem são reconhecidos”.
Isso, depreende-se, deverá querer dizer que há ditaduras que não reconhecem os portugueses de bem.
Mas: o que é um “português de bem”?
Isso, como é óbvio, deixo ao critério de André Ventura.
Ditadura que é ditadura não liga à opinião de pessoas como eu.
Em ditadura que é ditadura, o ditador é que decide sem necessidade de debate.
André Ventura foi escolhido por Deus, o que lhe deu o dom de ser infalível.
O mesmo André Ventura que quer uma ditadura, defende que Trump é um democrata.
O Trump que foi o responsável moral por um ataque ao Capitólio.
Portanto: Trump, no entender do infalível André Ventura, só pode ser uma pessoa de bem.
André Ventura, o tal que afirma que foi Deus que lhe atribuiu a missão de mudar Portugal, tal como outras pessoas de bem, anda a vender a ideia de que só está desempregado quem quer, ou só é pobre quem não tem argúcia, esperteza ou mérito para ganhar dinheiro.
Essa mesma direita – que inclui o PS do Manuel Pinho que, lembram-se, aconselhava a investir em Portugal, porque temos salários baixos... – está sempre a gritar que é preciso criar uma legislação laboral mais flexível, sobretudo, para poder despedir mais facilmente...
André Ventura só pode ser uma das tais pessoas de bem.
Para ele a "lei da rolha" imposta no seu partido "não limita a liberdade".
Será que a receita que utilizou para o Chega, seria a ideal para o País?..
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