"Os dados, concelho a concelho, são agora apenas publicados uma vez por semana. Na área da Comunidade Intermunicipal Região de Coimbra (CIM-RC), o registo da semana passada dá conta de um crescimento residual em cinco municípios e de um aumento significativo (11 por cento) no concelho da Figueira da Foz."
terça-feira, 28 de julho de 2020
"Momentos Monteiro"
Na Figueira, há quem trabalhe muito. Nomeadamente, quem exerce funções na área da propaganda. Trabalha-se muitas horas por dia. Escolher os temas da propaganda, fazer contrapropaganda e desinformação bastante profissionalizada, dá trabalho. Muito trabalho mesmo...
Já governar, é uma tarefa residual. Estudar os assuntos, identificar e resolver os problemas prioritários, implementar um planeamento, fazer qualquer coisinha por um território que está numa crise profunda, seria outra conversa. Daria trabalho, muito trabalho.
A "pandemia", que é tratada como uma desculpa útil, vai continuar a ter as costas largas.
Já toda a gente percebeu, que o poder na Figueira incorpora todos os dias na sua agenda um pretexto, que tem como objectivo ou a propaganda directa de si próprio, ou uma resposta às críticas. Todos os dias, insisto, todos os dias, a narrativa da propaganda desenrola-se aos nossos olhos como se fosse uma notícia, quando é apenas um puro tempo de antena. Se estivéssemos num concelho em que a comunicação social se regesse por critérios jornalísticos, como não há qualquer conteúdo informativo, o presidente limitava-se a falar para os peixes. Ou, então, as suas declarações seriam tratadas no âmbito do puro conflito político e seguidas de uma resposta nos mesmos termos noticiosos da oposição.
Mas cá pela santa terrinha, os "momentos Monteiro" são tratados como matéria informativa e noticiosa e passados com reverência.
Para o actual executivo, já se percebeu há muito, esta é a verdadeira "saída para a crise": aparecer, mesmo que a anunciar coisa nenhuma, a fazer coisa nenhuma, a não ser propaganda. Propaganda, que todos pagamos, via os nossos impostos.
Se, um dia, por curiosidade alguém fizer a reposição e análise destes "momentos Monteiro", vai dar-se conta que isto é apenas montagem. A cuidada preparação do local onde são permitidas as câmaras, o controlo absoluto do plano do cenário a filmar para que não haja ângulos incómodos ou perguntas impertinentes que estraguem o objectivo: a acção de propaganda.
Ninguém questiona. Jornalistas formados numa escola de espectáculo e marketing, acham normal passar propaganda em vez de darem notícias.
Não vemos a realidade: as obras, o estádio municipal, a piscina praia, planos apertados da praia da Figueira, do Bairo Novo, das casas da Esplanada Silva Guimarães, do "mamarracho" que está a ser construído nas muralhas do Forte de Santa Catarina, do barco do sal a navegar, do Edifício O Trabalho. Não vemos quase nada, porque na Figueira quase nada há para ver.
Os anúncios de boca de iniciativas e obra sucedem-se uns aos outros. Os prazos para a sua execução são sempre para «breve».
O barco para o Cabedelo continua em terra. Mas, isto, não é de agora: o aeródromo na zona industrial, tinha desenhos com avionetas e nunca nenhuma levantou de lá voo. A linha do oeste continua parada no tempo. À da Beira Alta aconteceu pior: arrancaram-lhe os carris.
Mas, voltando aos últimos quase 11 anos: espreme-se e sai quase nada...
Quando uma coisa não corre bem, é rapidamente relegada para o esquecimento para que apenas a memória das boas imagens perdure.
Poucas coisas revelam melhor esta ausência de governação do que estes "momentos Monteiro".
Daqui a um mês temos as férias aviadas. Os figueirenses que saíram de casa retornam tão cansados quanto partiram. Esta é a natureza das férias modernas, mas ainda vai demorar algum tempo até que as pessoas se apercebam que é assim.
Deixo-vos, via Município da Figueira da Foz, com um filme propaganda. Bem conseguido, tendo em conta o objectivo...
Já governar, é uma tarefa residual. Estudar os assuntos, identificar e resolver os problemas prioritários, implementar um planeamento, fazer qualquer coisinha por um território que está numa crise profunda, seria outra conversa. Daria trabalho, muito trabalho.
A "pandemia", que é tratada como uma desculpa útil, vai continuar a ter as costas largas.
Já toda a gente percebeu, que o poder na Figueira incorpora todos os dias na sua agenda um pretexto, que tem como objectivo ou a propaganda directa de si próprio, ou uma resposta às críticas. Todos os dias, insisto, todos os dias, a narrativa da propaganda desenrola-se aos nossos olhos como se fosse uma notícia, quando é apenas um puro tempo de antena. Se estivéssemos num concelho em que a comunicação social se regesse por critérios jornalísticos, como não há qualquer conteúdo informativo, o presidente limitava-se a falar para os peixes. Ou, então, as suas declarações seriam tratadas no âmbito do puro conflito político e seguidas de uma resposta nos mesmos termos noticiosos da oposição.
Mas cá pela santa terrinha, os "momentos Monteiro" são tratados como matéria informativa e noticiosa e passados com reverência.
Para o actual executivo, já se percebeu há muito, esta é a verdadeira "saída para a crise": aparecer, mesmo que a anunciar coisa nenhuma, a fazer coisa nenhuma, a não ser propaganda. Propaganda, que todos pagamos, via os nossos impostos.
Se, um dia, por curiosidade alguém fizer a reposição e análise destes "momentos Monteiro", vai dar-se conta que isto é apenas montagem. A cuidada preparação do local onde são permitidas as câmaras, o controlo absoluto do plano do cenário a filmar para que não haja ângulos incómodos ou perguntas impertinentes que estraguem o objectivo: a acção de propaganda.
Ninguém questiona. Jornalistas formados numa escola de espectáculo e marketing, acham normal passar propaganda em vez de darem notícias.
Não vemos a realidade: as obras, o estádio municipal, a piscina praia, planos apertados da praia da Figueira, do Bairo Novo, das casas da Esplanada Silva Guimarães, do "mamarracho" que está a ser construído nas muralhas do Forte de Santa Catarina, do barco do sal a navegar, do Edifício O Trabalho. Não vemos quase nada, porque na Figueira quase nada há para ver.
Os anúncios de boca de iniciativas e obra sucedem-se uns aos outros. Os prazos para a sua execução são sempre para «breve».
O barco para o Cabedelo continua em terra. Mas, isto, não é de agora: o aeródromo na zona industrial, tinha desenhos com avionetas e nunca nenhuma levantou de lá voo. A linha do oeste continua parada no tempo. À da Beira Alta aconteceu pior: arrancaram-lhe os carris.
Mas, voltando aos últimos quase 11 anos: espreme-se e sai quase nada...
Quando uma coisa não corre bem, é rapidamente relegada para o esquecimento para que apenas a memória das boas imagens perdure.
Poucas coisas revelam melhor esta ausência de governação do que estes "momentos Monteiro".
Daqui a um mês temos as férias aviadas. Os figueirenses que saíram de casa retornam tão cansados quanto partiram. Esta é a natureza das férias modernas, mas ainda vai demorar algum tempo até que as pessoas se apercebam que é assim.
Deixo-vos, via Município da Figueira da Foz, com um filme propaganda. Bem conseguido, tendo em conta o objectivo...
segunda-feira, 27 de julho de 2020
Adeus velha Europa!..
"O que fazer da Praça da Europa? A minha sugestão é não fazer nada, para já. Há tantas coisas para resolver, desde acessos dignos às praias até à renovação das casas da habitação social, pintura de passadeiras, passando pela plantação de árvores e melhoria dos espaços verdes, ordenamento do caravanismo, construção de ciclovias urbanas e ligação às freguesias,…etc.
A Praça da Europa pode esperar.
Duas palavras ainda sobre a Praça da Europa nesta singela crónica. O local é demasiado nobre para estar tão mal tratado, é um dos poucos nichos na cidade com ampla vista para o rio. E aqui reside o desafio que deveríamos abraçar, como ligar a urbe ao rio, como permitir que haja proximidade entre as pessoas e a água salobra do rio. Está tudo por fazer na ligação da cidade ao rio, simplesmente é pobre e distante.
Outra ideia forte para a Praça centra-se na sua utilização como palco para exibição artística. Um local onde fossemos ver o que há de novo. Poderia mesmo ser um sítio de “informação e protestos”, colocando-se tarjas efémeras relativas à vida social e política, bem enquadradas sem tapar a vista para o rio.
Algo terá que ocupar a Praça nos próximos anos, afinal é um espaço central concebido numa outra época e que manifestamente perdeu folgo."
Via Diário as Beiras
A Praça da Europa pode esperar.
Duas palavras ainda sobre a Praça da Europa nesta singela crónica. O local é demasiado nobre para estar tão mal tratado, é um dos poucos nichos na cidade com ampla vista para o rio. E aqui reside o desafio que deveríamos abraçar, como ligar a urbe ao rio, como permitir que haja proximidade entre as pessoas e a água salobra do rio. Está tudo por fazer na ligação da cidade ao rio, simplesmente é pobre e distante.
Outra ideia forte para a Praça centra-se na sua utilização como palco para exibição artística. Um local onde fossemos ver o que há de novo. Poderia mesmo ser um sítio de “informação e protestos”, colocando-se tarjas efémeras relativas à vida social e política, bem enquadradas sem tapar a vista para o rio.
Algo terá que ocupar a Praça nos próximos anos, afinal é um espaço central concebido numa outra época e que manifestamente perdeu folgo."
Via Diário as Beiras
Cabo Mondego, na Figueira da Foz...
«Cabo Mondego: um monumento natural “poluído” por uma indústria ao abandono...
"Algo não está bem" na paisagem. Quem o diz é Janine Barreto, o fotógrafo que dedicou três anos a registar o local. Se, por um lado, a beleza natural do Cabo Mondego é de "cortar a respiração" – sendo mesmo considerado um monumento natural –, por outro, a paisagem está repleta de edifícios industriais inúteis, inestéticos e abandonados. Até quando?»
"Algo não está bem" na paisagem. Quem o diz é Janine Barreto, o fotógrafo que dedicou três anos a registar o local. Se, por um lado, a beleza natural do Cabo Mondego é de "cortar a respiração" – sendo mesmo considerado um monumento natural –, por outro, a paisagem está repleta de edifícios industriais inúteis, inestéticos e abandonados. Até quando?»
"Parque das Gaivotas", Figueira da Foz...
Os problemas que temos na Figueira, na sua esmagadora maioria, têm origem, não no facto de o poder ser demasiado forte, mas de o poder ser demasiado fraco.
É pena o poder utilizar a escassa capacidade de execução, não para transformar a miserável realidade, mas para transformar a Figueira num mero parque de diversões.
Quanto ao mais interessante, a foto do Pedro Agostinho Cruz: está ao nível a que já estamos habituados neste jovem, mas talentoso e reconhecido fotógrafo.
A mim, fez-me parar para poder olhar com atenção, respirar fundo e tomar balanço para o resto do dia. Obrigado Pedro por este momento de rara beleza.
Quanto ao resto, a sensibilidade que conduz sempre ao bem, à justiça, à fraternidadesó pode vir da beleza das artes - neste caso a fotografia.
É pena o poder utilizar a escassa capacidade de execução, não para transformar a miserável realidade, mas para transformar a Figueira num mero parque de diversões.
Quanto ao mais interessante, a foto do Pedro Agostinho Cruz: está ao nível a que já estamos habituados neste jovem, mas talentoso e reconhecido fotógrafo.
A mim, fez-me parar para poder olhar com atenção, respirar fundo e tomar balanço para o resto do dia. Obrigado Pedro por este momento de rara beleza.
Quanto ao resto, a sensibilidade que conduz sempre ao bem, à justiça, à fraternidadesó pode vir da beleza das artes - neste caso a fotografia.
E nós sofremos com tudo: comos incêndios, com a pandemia e com a falta de prevenção dos incêndios...
"Prevenção dos incêndios sofreu com a pandemia"...
Nota:
Cliquem aqui. Ler, é uma coisa, ouvir ao vivo é um «must».
Nota:
Cliquem aqui. Ler, é uma coisa, ouvir ao vivo é um «must».
domingo, 26 de julho de 2020
sábado, 25 de julho de 2020
Equipamentos de diversão...
OBRAS NA FIGUEIRA (viver aqui, litoral próspero de outros tempos, significa não ter tradição do exercício da cidadania, de lutas, muito menos manifestações. Aqui, registo um desfile de Abril. Quanto ao 1º de Maio: são sempre os mesmos, a reboque dos sindicalistas resistentes) 7
"Com a pergunta desta semana surge-me automaticamente outra questão para contrapor: ainda estamos a falar da revitalização da baixa da cidade?
Porque é que a baixa está transformada num caos? E a Rua dos Combatentes da Grande Guerra? E a Rua da República? Infelizmente são o espelho da desordem e da falta de brio que a cidade apresenta. E porquê?
Afastar os carros do centro. Tudo bem, até nem discordo deste pensamento. Menos CO2, visivelmente mais atrativo sem carros à vista, preocupação ambiental. Mas como irão fazer para atrair pessoas? Vão a pé? E estacionamento, como vai ser? E os transportes públicos vão continuar com os horários e paragens que existem há mais de 20 anos? Ou é propositado para incentivar a andar nas “figas”?
Revitalizar a baixa da cidade ou outro local do concelho, a meu ver, devia enquadrar-se numa estratégia global do que se pretende para a Figueira da Foz. Mas ainda não percebi qual é a estratégia! Ou se, porventura, há, efetivamente, uma estratégia!
Assisto a ideias avulso, ainda por cima mal executadas ou ideias de milhões de euros, mas que não criam um único posto de trabalho, ou mais grave, diminuem o emprego que existe.
Para a revitalização proponho comunicação: estratégia coletiva, valorizar a opinião e o conhecimento de quem está no local, comerciantes e habitantes. Não insistam em realizar obras como se ninguém tivesse nada a dizer. A vida que ainda existe na baixa é da responsabilidade de quem por lá está.
Em segundo lugar proponho uma estratégia económica de valorização dos recursos que existem.
Em terceiro lugar, apostar no empreendedorismo e atração de novos investidores.
Em quarto lugar incentivar à renovação dos edifícios existentes.
Em quinto lugar parem de insistir no betão e na destruição de árvores. A envolvência dos locais com o verde faz muito mais sentido. Mais árvores, menos carbono, certo?
No fim de contas, o que proponho é que se defina uma estratégia para o nosso concelho e que, acima de tudo, se envolva os figueirenses ou quem tornou a Figueira como sua casa. Porque a revitalização de uma zona ou torná-la mais apelativa e viva tem que, acima de tudo, se incentivar à participação das pessoas. Só assim existe dinâmica, desenvolvimento e sucesso."
Porque é que a baixa está transformada num caos? E a Rua dos Combatentes da Grande Guerra? E a Rua da República? Infelizmente são o espelho da desordem e da falta de brio que a cidade apresenta. E porquê?
Afastar os carros do centro. Tudo bem, até nem discordo deste pensamento. Menos CO2, visivelmente mais atrativo sem carros à vista, preocupação ambiental. Mas como irão fazer para atrair pessoas? Vão a pé? E estacionamento, como vai ser? E os transportes públicos vão continuar com os horários e paragens que existem há mais de 20 anos? Ou é propositado para incentivar a andar nas “figas”?
Revitalizar a baixa da cidade ou outro local do concelho, a meu ver, devia enquadrar-se numa estratégia global do que se pretende para a Figueira da Foz. Mas ainda não percebi qual é a estratégia! Ou se, porventura, há, efetivamente, uma estratégia!
Assisto a ideias avulso, ainda por cima mal executadas ou ideias de milhões de euros, mas que não criam um único posto de trabalho, ou mais grave, diminuem o emprego que existe.
Para a revitalização proponho comunicação: estratégia coletiva, valorizar a opinião e o conhecimento de quem está no local, comerciantes e habitantes. Não insistam em realizar obras como se ninguém tivesse nada a dizer. A vida que ainda existe na baixa é da responsabilidade de quem por lá está.
Em segundo lugar proponho uma estratégia económica de valorização dos recursos que existem.
Em terceiro lugar, apostar no empreendedorismo e atração de novos investidores.
Em quarto lugar incentivar à renovação dos edifícios existentes.
Em quinto lugar parem de insistir no betão e na destruição de árvores. A envolvência dos locais com o verde faz muito mais sentido. Mais árvores, menos carbono, certo?
No fim de contas, o que proponho é que se defina uma estratégia para o nosso concelho e que, acima de tudo, se envolva os figueirenses ou quem tornou a Figueira como sua casa. Porque a revitalização de uma zona ou torná-la mais apelativa e viva tem que, acima de tudo, se incentivar à participação das pessoas. Só assim existe dinâmica, desenvolvimento e sucesso."
Via Diário as Beiras
OBRAS NA FIGUEIRA (viver aqui, litoral próspero de outros tempos, significa não ter tradição do exercício da cidadania, de lutas, muito menos manifestações. Aqui, registo um desfile de Abril. Quanto ao 1º de Maio: são sempre os mesmos, a reboque dos sindicalistas resistentes) 6
"A zona baixa da Figueira assenta na relação direta com o Rio Mondego, consubstanciada através da construção de uma frente fluvial urbana no séc. XVIII. Destacam-se as duas praças conquistadas ao rio, que funcionaram como centros vitais de desenvolvimento do comércio e serviços até ao séc. XIX.
A Estação Ferroviária, inaugurada em 1882, data coincidente com a elevação da Figueira a cidade, suscitou uma expansão urbanística planeada que a ligou às praças, uma nova frente de rio de desenvolvimento planeado, com traçado ortogonal, segundo três eixos principais, as Ruas da República, Fernandes Tomás e Av. Saraiva de Carvalho. Juntamente com as praças, estas ruas constituem o que os figueirenses denominam de baixa da cidade.
Ao longo dos anos, com o crescimento da cidade para outras zonas mais periféricas, ou mais próximas da praia, esta baixa foi perdendo a sua dimensão comercial, a população residente ficou mais envelhecida, mantendo, contudo, a maioria dos serviços. Ciente da importância de inverter esta tendência, o município definiu um Programa Estratégico de Reabilitação Urbana para esta zona, ou seja, uma intervenção integrada de reabilitação urbana, visando precisamente a sua revitalização.
Desde então, motivados pelos incentivos municipais, foram já reabilitados mais de 400 edifícios privados, havendo em curso mais processos alavancados pelas novas políticas municipais de habitação. Queremos os edifícios devolutos reabitados.
Incentivam-se projetos de comércio e hotelaria, estando alguns já em obras ou em projeto. Promovem-se as “Lojas com História”, quase todas situadas nestas zonas antigas da cidade, havendo já mais de 15 candidaturas.
Entretanto, o município resolveu o problema das recorrentes cheias existentes na Rua da República, e na Rua 10 de Agosto, reabilitando todo o sistema de águas pluviais. Melhorou-se o terminal rodoviário e a estação da CP. Disciplinou-se e reformulou-se a circulação automóvel e rotunda e respetivas acessibilidades pedonais de ligação às ruas. Implementaram-se as bicicletas partilhadas que podem circular nas ciclovias adjacentes.
Tudo tendo sempre como objetivo geral a animação vivencial e a revitalização da baixa em particular."
Via Diário as Beiras
A Estação Ferroviária, inaugurada em 1882, data coincidente com a elevação da Figueira a cidade, suscitou uma expansão urbanística planeada que a ligou às praças, uma nova frente de rio de desenvolvimento planeado, com traçado ortogonal, segundo três eixos principais, as Ruas da República, Fernandes Tomás e Av. Saraiva de Carvalho. Juntamente com as praças, estas ruas constituem o que os figueirenses denominam de baixa da cidade.
Ao longo dos anos, com o crescimento da cidade para outras zonas mais periféricas, ou mais próximas da praia, esta baixa foi perdendo a sua dimensão comercial, a população residente ficou mais envelhecida, mantendo, contudo, a maioria dos serviços. Ciente da importância de inverter esta tendência, o município definiu um Programa Estratégico de Reabilitação Urbana para esta zona, ou seja, uma intervenção integrada de reabilitação urbana, visando precisamente a sua revitalização.
Desde então, motivados pelos incentivos municipais, foram já reabilitados mais de 400 edifícios privados, havendo em curso mais processos alavancados pelas novas políticas municipais de habitação. Queremos os edifícios devolutos reabitados.
Incentivam-se projetos de comércio e hotelaria, estando alguns já em obras ou em projeto. Promovem-se as “Lojas com História”, quase todas situadas nestas zonas antigas da cidade, havendo já mais de 15 candidaturas.
Entretanto, o município resolveu o problema das recorrentes cheias existentes na Rua da República, e na Rua 10 de Agosto, reabilitando todo o sistema de águas pluviais. Melhorou-se o terminal rodoviário e a estação da CP. Disciplinou-se e reformulou-se a circulação automóvel e rotunda e respetivas acessibilidades pedonais de ligação às ruas. Implementaram-se as bicicletas partilhadas que podem circular nas ciclovias adjacentes.
Tudo tendo sempre como objetivo geral a animação vivencial e a revitalização da baixa em particular."
Via Diário as Beiras
A sociedade das "cunhas", "conhecimentos, "favores" e dos "jeitinhos"...
Foto: Isabel Maria Coimbra
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O mérito, a excepção à excepção que é a mediocridade, nunca foi valorizado. Muito menos a seridade, a postura e o trabalho. Pelo contrário: esses, são valores amesquinhados, desvalorizados e perseguidos pelos cartilheiros de serviço.
Basta olhar para o espectro político local, no geral. Haverá um ou outra excepção, o que só serve para legitimar a regra.
Veja-se o que está a acontecer com a preservação do património: alguém sabe quem é o político que tem a responsabilidade da preservação da cultura e do parimónio figueirense?
É mais fácil mudar os políticos do que mudar a realidade política e social.
Só se consegue manter uma sociedade baseada nas "cunhas" e nos "conhecimentos", quando essa mesma sociedade tem sobressaltos meramente hipócritas.
A onda de indignação não pode fazer parte do esquema. Não pode fazer parte do mesmo atraso e ter a raíz e alimentar-se, na mesma massa das "cunhas", dos "favores" e dos "patrocínios".
Não há maneira de dar a volta a isto! Desde que me lembro, os políticos mal se apanham com algum poder, fazem o mesmo de sempre - abusam.
É só "cunhas" e favores aos amigos.
Esta merda está enraizada na sociedade figueirense... Pronto: "é assim, e não pode ser de outra maneira".
CÓDIGO
Artigo primeiro e único:
é proibido ser burro.
Parágrafo primeiro e único:
está revogada toda a legislação em contrário.
Joaquim Namorado
é proibido ser burro.
Parágrafo primeiro e único:
está revogada toda a legislação em contrário.
Joaquim Namorado
Bom sábado para todos...
«(...) em política não há adversários: há colaboradores com outra opinião».
Agostinho da Silva
«Alguém perguntou ao Sr. K., se existia um deus.
O Sr. K. disse: "Aconselho-te reflectir se o teu comportamento se alterava, devido à resposta a essa pergunta. Se não se alterava, podemos deixar cair a pergunta. Se ele se alterava, posso ajudar-te ainda até este ponto, em que posso dizer-te, que já te decidiste: Tu precisas dum deus."»
(Bertolt Brecht)
Porque hoje é sábado e tenho a certeza que se escrever sobre a Figueira vai ser merda, merda concerteza, deixo-vos música...
Fatalidade é isto...
Agostinho da Silva
«Alguém perguntou ao Sr. K., se existia um deus.
O Sr. K. disse: "Aconselho-te reflectir se o teu comportamento se alterava, devido à resposta a essa pergunta. Se não se alterava, podemos deixar cair a pergunta. Se ele se alterava, posso ajudar-te ainda até este ponto, em que posso dizer-te, que já te decidiste: Tu precisas dum deus."»
(Bertolt Brecht)
Porque hoje é sábado e tenho a certeza que se escrever sobre a Figueira vai ser merda, merda concerteza, deixo-vos música...
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