quinta-feira, 16 de maio de 2019

Quem fez Joe Berardo?

Mariana Mortágua, via Jornal de Notícias
José Berardo integrou um exclusivo grupo de banqueiros e gestores que cresceram à sombra do privilégio da finança nos anos da farra bolsista, que construíram fortunas com créditos bancários e rendas do Estado, que beneficiaram do beneplácito geral e da estreita cumplicidade dos meios políticos do bloco central (em que se inclui o CDS).
Zeinal Bava, Hélder Bataglia e José Berardo, todos condecorados pelos seus méritos empresariais. Berardo, no pico da crise acionista do BCP, chegou mesmo a ser considerado pelo comentador Marcelo Rebelo de Sousa a figura empresarial do ano. Uma lista de personalidades que poucos contestaram, e os que se atreveram foram acusados de "preconceito ideológico" contra banqueiros e seus derivados. Uma lista que não pára de aumentar, e à qual podemos acrescentar outros nomes, como o de Ricardo Salgado ou de Nuno Vasconcellos, da Ongoing. Uma lista que saiu muito cara ao país.
O processo de ascensão social e económica de Berardo está ligado ao Estado. Por um lado, a Caixa emprestou mais de 300 milhões para a compra de ações do BCP. Por outro, o Estado aceitou financiar a coleção de quadros de Berardo, pagar as despesas da sua manutenção, e expô-la numa das mais prestigiadas montras culturais do país, valorizando-a. Durante anos o Bloco criticou esse protocolo e questionou o seu preço para as contas públicas, sem sucesso.
Em 2016, já depois de ser pública a penhora de 75% dos títulos da ação Coleção Berardo por três bancos, o Ministério da Cultura renovou o protocolo com a Coleção, afirmando publicamente que não tinha conhecimento de qualquer penhora sobre as obras. Pela mesma altura, José Berardo e o seu advogado punham em prática um golpe jurídico para chamar novos acionistas (por si controlados, suponho) à Associação Coleção Berardo, diluindo a posição dos bancos credores. E como se tudo isto não fosse mau demais, o Estado ainda aceitou perder a opção que tinha de comprar a Coleção a um preço fixo determinado em 2006, tendo agora que se sujeitar à chantagem de Berardo e ao preço de mercado de obras que valorizam graças ao CCB e ao investimento do Estado.
Pelo meio, cumpre dizer que a Fundação José Berardo não pagou impostos pelos lucros que fez em Bolsa porque é, imagine-se, uma IPSS.
As burlas têm de ser julgadas, as dívidas têm de ser cobradas, e os ex-administradores punidos em caso de irregularidades ou gestão danosa. Mas tudo parece pouco para aplacar o sabor amargo da injustiça, num país que insiste em desconfiar mais de pobres que de banqueiros charlatões.

Peço-vos:

nunca confundam pessoas desinteressadas com pessoas desinteressantes...

quarta-feira, 15 de maio de 2019

Santana Lopes "encarcerado dentro do carro" após acidente na A1...

"O presidente do partido Aliança, Pedro Santana Lopes, e o cabeça de lista às eleições europeias, Paulo Sande, ficaram esta quarta-feira feridos num acidente de viação.
De acordo com a mesma fonte, o acidente aconteceu na autoestrada 1 (A1), na zona de Leiria, quando seguiam de Coimbra para Lisboa.
O despiste da viatura onde seguia o ex-primeiro-ministro e agora líder do Aliança deu-se ao quilómetro 136, entre Soure e Pombal.
Ao JN, testemunhas do acidente referiram que a viatura rodopiou naquele troço da auto-estrada e que Santana Lopes ficou encarcerado na viatura, desconhecendo-se o tipo de ferimentos que possa ter sofrido. Já Paulo Sande conseguiu sair pelo próprio pé da viatura.
Pelas 17:30, indicou a fonte, Pedro Santana Lopes estava "encarcerado dentro do carro".

Estrada do "enforca cães" foi encerrada ...

Foto sacada daqui
Segundo o Gabinete da Presidência da Câmara Municipal da Figueira da Foz, no âmbito do Plano de Intervenção nas Pedreiras em Situação Crítica, aprovado na reunião de Conselho de Ministros de 7 de Fevereiro de 2019 e que surgiu no seguimento da derrocada parcial da Estrada Municipal 255, em Borba, “a pedreira Cabo Mondego Norte, com a situação de actividade suspensa e responsabilidade da Cimpor, foi identificada como uma pedreira que comporta situações críticas para pessoas e bens”.
Concretamente, perigos de quedas ou acidentes decorrentes da existência de frentes com inclinação superior ao declive natural, desníveis de cota acentuados, ausência de vedação total e a necessidade de realizar intervenções de carácter estrutural.
Adianta o Gabinete que “foi efectuada uma vistoria ao caminho que passa pela pedreira, vulgo «enforca cães», tendo-se verificado quatro situações de risco elevado: queda de pedras; curvas em cotovelo sem protecção; um talude erodido pelo mar e risco de escorregamento”.
Desta forma, “até que as situações de risco verificadas sejam corrigidas e o seu risco minimizado, a estrada deverá estar encerrada à circulação pública”.
Salienta ainda a mesma fonte que “o município da Figueira da Foz, está a ultimar o pedido de estudo ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) para, não só resolver as questões levantadas nesta última vistoria, como analisar as condições e intervenções necessárias, para tornar possível a ligação entre Buarcos e Murtinheira”, considerando que “este território é de uma importância extrema para o nosso município, pois tem um interesse geológico reconhecido mundialmente, um interesse de arqueologia industrial único no nosso país, onde existiram as primeiras minas de carvão nacionais, para além de todo o potencial turístico, paisagístico e ambiental”.

Por mero acaso, passei lá no passado domingo, de manhã, (o que já não fazia há vários meses) e a situação pareceu-me igual ao ano passado, há dois, há três anos, etc.
Resta a pergunta: o que está por detrás disto?

Retomando o tema BHAG (Big Hairy Audacious Goal) da semana anterior...

“Caro senhor Silva
Li atentamente o seu pedaço de prosa, que devo dizer… me causou algum arrepio na espinha. Não que me tenha tocado por aí além, mas cruzou-se comigo uma corrente de ar que se transformou em gripe, atirando-me para a cama, de onde escrevo esta missiva. Se bem entendi as suas palavras, o senhor Silva propõe um toque adicional de audácia na definição de objectivos para o desenvolvimento do concelho. Permita-me, senhor Silva, que considere a sua proposta um passo à frente. E por favor não veja esta observação como um elogio. É uma crítica! O senhor Silva pretende que se unam esforços por determinadas metas. Mas o senhor Silva sabe por acaso onde se encontra a meta? É que eu não sei, senhor Silva! Eu que sou uma pessoa atenta, ainda não ouvi da boca de nenhum dos nossos governantes a indicação da localização da meta. Se o senhor nem ninguém sabe onde está a meta, como se atreve a propor caminhos que podem levar a metas sem sentido? Melhor pôr de sol de sempre? Para quê, senhor Silva?... Cumprimentos”. 
Só sabem criticar. Bolas.
Via Diário as Beiras.

A história do nascimento do MEL (Museu Etnográfico de Lavos)...

Foto Mário Silva
"...esta vitória só foi possível graças à amizade que me unia e une a dois grandes amigos, o Zé Luís de Sousa e o Eurico da Escola de Surf do Cabedelo, que no último minuto de votação nos deram 10 votos que nos permitiram ganhar ao seu projecto de iluminação da praia do Cabedelo, já que eu tinha assumido o compromisso de explicar a situação ao Dr. Ataíde, Presidente da Câmara da Figueira da Foz, e que apesar disso, a Câmara efectuou o projecto de iluminação da praia do Cabedelo, que era de 15.000,00€, e que o Sr. Presidente aceitou, e está a cumprir."

PATRIMÓNIO AUTÁRQUICO...

Via Diário as Beiras

Com que então, é com “profunda preocupação” que a concelhia do PSD constata que o estado de “conservação e requalificação do património do concelho deixa muito a desejar”!..
Com que então, ponto por ponto, o executivo camarário refutou as críticas do PSD, sustentando-se em obras realizadas, em curso ou previstas!.. 
Uma das razões porque vou recomendar à concelhia do PSD e ao executivo camarário que vão dar banho ao cão, é que fico fulo quando deparo com gente que contribui para me retirar a crença em utopias. 
É precisa muita energia para as utopias... Nesta altura, não ficava tão bem mais um prédio junto ao Fortim dos Palheiros?
Isto, por exemplo...

Via "telemóveis"...

... "Osíris foi de Conan"
Téxto e foto via Notícias  de Coimbra

Municípios rejeitam concessão de água para consumo público

“A água de consumo público é um bem público e como tal tem de ser gerido pelas entidades públicas. A prática que tem acontecido no nosso país tem de ficar claramente afastada de qualquer potencial privatização no sector da água” – disse Manuel Machado, presidente da ANMP.

A ANMP considera que a água “é um direito humano, um bem essencial para todos os municípios e população, pelo que só pode reiterar a sua posição de discordância relativamente ao modelo de tarifário assumido, mais uma vez, nesta proposta de decreto-lei”.


“O que se tem verificado é que, em geral, ao nível dos sistemas que se tem agregado, o tarifário imposto pela Águas de Portugal é excessivo e demasiado beneficiador da entidade exploradora, enquanto os municípios que fazem gestão directa conseguem conter os custos e vender água para consumo humano de boa qualidade por preços mais baixos e adequados”, salientou Manuel Machado.

"Quem quer saber das europeias?"

terça-feira, 14 de maio de 2019

Hoje na Assembleia da República...




Para ver a audiência clicar aqui.

A memória dos tempos figueirenses...

Pintura sem título I. Via Diário as Beiras.

"A Figueira contemporânea mostra-nos vários destes marcadores que associam “obra” ao líder. A evolução da cidade contemporânea está ligada aos mandatos autárquicos e ao seu líder. Concretizo com alguns exemplos: as Abadias e a Avenida do Brasil, construída na época de Coelho Jordão, que ligou a Figueira e Buarcos numa linha contígua e de modernidade; depois a sua continuação por baixo do Forte e a ligação até ao Cabo Mondego em duas faixas, a avenida atlântica da época de Aguiar de Carvalho. A construção da ponte Edgar Cardoso, do tempo de Joaquim de Sousa. O Centro de Artes e Espectáculos, época de Santana Lopes. O “Titanic” e a nova Ponte dos Arcos, período de Duarte Silva, e outros poderia dar... São as marcas de mandatos autárquicos que perduram na cidade pelas obras realizadas. 
E quais as que ficarão a seguir?"
Isabel Maranha Cardoso, "continuará para a semana a discorrer “pintando” a cidade com as suas marcas…"

A utopia só o é enquanto não tornamos isso possível...



É fácil fingir que se gosta dos "fora da caixa", os chamados malucos. 
Difícil, é  arregaçar as mangas e tentar ousar...
É  fácil manter-se na zona do politicamente correcto. 

Difícil, é protagonizar a necessidade louca da mudança...
Lembrando Jack Kerouac “… as pessoas que são loucas o bastante para pensarem que podem mudar o mundo, são as únicas que realmente podem fazê-lo”.

Pedro Marques Lopes em campanha para 2034

Ver aqui!..

Facebook

Não consigo deixar de esboçar um sorriso de condescendência quando oiço uma pessoa adulta a falar em “pedir amizade” ou “aceitar amizade”
Penso sempre nos papelinhos que se trocavam na primária, queres namorar comigo, sim, não ou, para os mais cautelosos, talvez. 
De repente, somos todos crianças à procura de amigos.

segunda-feira, 13 de maio de 2019

O desplante

“País está chocado com o desplante com que Joe Berardo respondeu no Parlamento” sobre dívidas à CGD, disse António Costa...

 

"Aos indignados com a prestação do comendador Joe Berardo na A.R., relembro que a dívida contraída serviu para ajudar o governo de José Sócrates a travar uma OPA da Sonaecom à PT e fortalecer na disputa de poder pelo controlo do BCP a facção que permitiu a Santos Ferreira e Armando Vara liderarem o Banco. Tudo feito de acordo com os interesses dos donos disto tudo, em conivência com o PS. Vários ministros de então continuam hoje no governo…"

SESSÃO PÚBLICA “TERTÚLIAS FIGUEIRENSES”

Serão oradores desta Tertúlia: Dr. Joaquim de Sousa, Drª. Isabel João Brites e  António Agostinho.
A sessão será moderada por Pedro Vieira, da Rádio Beira Litoral.
Haverá debate público.

Fui convidado e aceitei. Gosto deste e de todos os debates livres, de preferência com vozes dissonantes. É a falar que a gente se entende. Aceitei porque  sou do tempo em que os debates eram proibidos na Figueira. Haja debates e,  já agora, que deles saiam algumas ideias.

Morreu lenda do cinema Doris Day, a "namorada ideal" da América dos anos 50 e 60...