"O governo PSD/CDS-PP fez opções políticas que tiveram impacto significativo sobre as pensões dos portugueses que, na maioria dos casos, descontaram uma vida inteira para verem ser-lhes retirado o que era seu por direito. O PS, em campanha, prometeu mais do que agora está a dar, é certo, mas entre um aumento de meia-dúzia de tostões e o corte de 600 milhões de euros que o anterior governo se preparava para aplicar, quer-me parecer que a maioria dos portugueses preferirá a primeira opção. E não deixa de ser curioso que aqueles que ontem procuravam aumentar ainda mais os cortes sobre as pensões venham agora falar em justiça social e hipocrisia.
Que grande lata!"
Em tempo.
Porque a memória costuma ser curta, recorde-se que o PPD/PSD até já foi do tempo em que a "SOCIAL-DEMOCRACIA QUE DEFENDIA VISAVA A CONSTRUÇÃO IRREVERSÍVEL DO SOCIALISMO"!
Hoje é difícil perceber o que realmente será.
Nuns dias é liberal, noutros vive pendurado na manjedoura estatal, por vezes e conservador e quando a coisa corre mal abre uma gaveta na São Caetano, sacode o pó e tira de lá a social-democracia.
Tem dias em que é mais troikista do que a Troika mas se as eleições estiverem à porta corre a distribuir aumentos e nomeações na função pública.
Em campanha compromete-se a não aumentar impostos, chegado ao poder impõe um brutal aumento da carga fiscal e, regressado à oposição, indigna-se com todo e qualquer aumento de impostos.
As contradições, tal como as orientações ideológicas, multiplicam-se e a indefinição é absoluta.
Alguém me explica que PSD é este?









