Presumo que por causa
deste post, recebi uma mensagem sem ser assinada, via telemóvel, proveniente do número
351925653687, que eu desconheço a quem pertença. Diz o seguinte:
“És bom a dar música mas eu, como bem sabes, não sei cantar. Não sei se te apercebes mas as tuas obsessivas observações sobre mim começam a fazer crer que há qualquer coisa de pessoal; e não sou só eu que noto mas até gente que nos conhece a ambos. Enfim, não me faz mossa…”
Remetente (sem nome)
Assim de repente o anónimo quer fazer-me crer que é o vereador António Tavares.
Mas eu não acredito.
O António Tavares que eu conheci, nunca se olharia como um estropiado da guerra fria e muito menos vítima das
“minhas obsessivas observações”!..
Eu sei que o António Tavares que eu conheci, gosta de ser político e preparou-se para o efeito…
Portanto, o António Tavares que eu conheci, estava apto para qualquer eventual manifestação mais calorosa da minha parte!..
O António Tavares que eu conheci, estava mais do que apto para lidar com o calor da minha normal sinceridade, sem que isso o incomodasse,
“ou fizesse mossa”…
O António Tavares que eu conheci, sabia que eu sou mesmo assim:
um cronista marginal…
E não pretendo mudar…
O António Tavares que eu conheci, sabia que eu nestas coisas da discussão da vida pública, vulgo política, nunca tenho
“qualquer coisa de pessoal”.
Por conseguinte: anónimos, vão dar banho ao cão e lavem-se na mesma água…
E querem saber porquê?..
Vá lá, hoje que estou bem disposto, explico: a escrita contra o silêncio instalado pode ser uma coisa útil e eterna.
Na Figueira, por exemplo, dos que têm o costume de ler, quem não se recorda dos jornais
Barca Nova e
Linha do Oeste?