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terça-feira, 21 de julho de 2026

Da série, Figueira cidade do espectáculo... (2)

Assembleia Municipal em sessão extraordinária. A política industrial e ambiental do concelho é um dos dois pontos da ordem de trabalhos...
"Depois de uma reunião de câmara extraordinária, na semana passada, realiza-se esta tarde, pelas 15H00, uma Assembleia Municipal da Figueira da Foz,igualmente extraordinária. 
Na agenda, a política industrial e ambiental do concelho e o Regulamento do Programa Municipal Habitar Figueira, temas coincidentes com a ordem de trabalho da referida sessão de câmara. 
Ambas as sessões surgem na sequência da aprovação, na Assembleia Municipal ordinária de 26 de junho, da moção da coligação Evoluir Figueira (BE, Livre e PAN) que recomenda o desmantelamento da unidade industrial Bioadvance, instalada na zona portuária. 
No início do corrente mês, o presidente da Câmara da Figueira da Foz adiantava que iria solicitar uma sessão extraordinária da Assembleia Municipal. Em declarações aos jornalistas, à margem da reunião de câmara de 2 de julho, Santana Lopes avançou que pretende que os deputados municipais digam se “entendem que deve ser aplicada a todas as unidades industriais que tenham efeitos poluidores a mesma medida que querem aplicar para a Bioadvance”
Na reunião extraordinária de câmara, realizada no dia 14 de julho, na qual a Bioadvance voltou à colação, o autarca frisou que o objetivo do executivo camarário a que preside pretende promover “uma discussão serena” e “unir, tanto quanto possível, o concelho [e discutir] a verdade e não a ficção” em torno de questões relacionadas com a indústria e o ambiente."

quinta-feira, 16 de julho de 2026

Desta é para voar....

Via Diário as Beiras
"O primeiro-ministro, Luís Montenegro, deverá presidir ao lançamento da primeira pedra da unidade industrial alemã Hennig na Zona Industrial do Pincho, junto ao nó de Quiaios da A17 e ao futuro aeródromo municipal. 
O DIÁRIO AS BEIRAS apurou que a cerimónia simbólica se realiza no próximo dia 23. 
A firma germânica irá fabricar peças metalomecânicas para centros de dados. Para o efeito, adquiriu todos os lotes do parque industrial. 
No total, serão investidos cerca de 50 milhões de euros e criados até 600 postos de trabalho. 
Entretanto, a empresa instalou um centro de formação em Santana, freguesia igualmente situada na zona norte. 
O presidente da Câmara da Figueira da Foz, Santana Lopes, adiantou esta semana que o investimento de cerca de 800 milhões de euros da Elyse Energy numa unidade de produção de combustível sustentável para aviões na Marinha das Ondas, na margem sul, foi contemplado com o estatuto PIN - Potencial Interesse Nacional."

sexta-feira, 10 de julho de 2026

Iniciativa envolve comunidades de dois concelhos

 Via Diário as Beiras

Parceiros

 "O espetáculo “Estamos aqui – Alqueidão e Samuel – Da Idade do Ferro à presença muçulmana”, além dos promotores, as juntas das freguesias de Alqueidão e Samuel, a primeira da Figueira da Foz e a segunda de Soure, conta ainda com o Centro Cultural Desportivo e Recreativo de Moinho de Almoxarife como parceiro da organização. A peça tem criação e coordenação artística de Emanuel Rodrigues. O ator, encenador e produtor de teatro, natural do Alqueidão, tem estado envolvido em eventos promovidos pela autarquia alqueidanense com recriações históricas e etnográficas relacionadas com a freguesia."

Iniciativas paralelas

"A peça de teatro “Estamos aqui – Alqueidão e Samuel – Da Idade do Ferro à presença muçulmana”, programada para 9 de outubro deste ano, promovida pelas juntas das freguesias de Alqueidão e Samuel, terá um programa paralelo. A programação está a ser elaborada, sendo certo que incluirá, entre outras atividades, uma caminhada histórica e gastronomia. A esteia do espetáculo, frisa nota dos promotores, resultará de “vários meses de trabalho desenvolvido com a comunidade” e representará um “momento de celebração” da identidade, do património e da história de Alqueidão e Samuel."

terça-feira, 30 de junho de 2026

CENTRO DE RESPOSTAS INTEGRADAS (CRI)

As preocupações dos vereadores do PS

"Os vereadores do Partido Socialista foram contatados por Munícipes, preocupados com o possível fecho, a partir do dia 3 de agosto de 2026, do polo da Figueira da Foz do Centro de Respostas Integradas (CRI) de Coimbra, integrado no Instituto para os Comportamentos Aditivos e as Dependências (ICAD).

Assim, considerando que o fecho deste Centro seria muito negativo para o concelho da Figueira da Foz e demais concelhos vizinhos servidos pelo referido Centro, face ao importante trabalho que faz junto de uma população vulnerável, questionaram o Executivo Municipal sobre o assunto, na reunião de Câmara Municipal do dia 23 de junho.
A Senhora Vice-Presidente da Câmara Municipal, informou que o Executivo Municipal, tinha arranjado uma solução pare este Centro, no edifício das antigas instalações do Centro de Diagnóstico Pneumológico (BCG). Esta solução é obviamente bem-vinda, mas comporta preocupações ao nível da instalação do CRI – Figueira da Foz nesse edifício, pois o mesmo necessita de obras de reabilitação e adequação de vulto."
Foto Diário de Coimbra

Nota de rodapé
Segundo fontes contactadas pelo Diário de Coimbra "ligadas ao processo, que acompanham de perto a realidade clínica e as necessidades logísticas da unidade avançam,  o novo espaço é tecnicamente «inviável» para o serviço do CRI, que garante apoio clínico, psicológico e social a cerca de 600 utentes da região. «As novas instalações constituem um claro retrocesso na qualidade da assistência», lamentam. Além disso, dizem não entender esta escolha, já que várias instituições estiveram lá instaladas e acabaram por sair daquele edifício.

As mesmas fontes, que pediram anonimato com receio de sofrer represálias, apontam graves limitações no novo espaço, que se revela manifestamente insuficiente para assegurar a dignidade no atendimento aos utentes e a segurança no exercício das funções da equipa técnica. Segundo foi possível apurar, a infraestrutura em causa peca pela falta de espaço adequado para consultas confidenciais e apresenta uma degradação estrutural que coloca em causa o bem-estar diário de profissionais e pacientes do CRI.

«Estamos a falar de uma população vulnerável que necessita de um ambiente protegido e de privacidade. O espaço atual falha em toda a linha, criando também um ambiente de enorme desgaste para os profissionais que ali vão operar todos os dias», indicam estas fontes ao mesmo jornal, garantindo que esta mudança viola as diretrizes básicas de segurança no trabalho e humanização dos cuidados de saúde. Nesse sentido, apelam às entidades competentes para que seja feita uma auditoria urgente ao novo espaço antes que qualquer utente seja transferido.

Refira-se que o CRI da Figueira da Foz desempenha um papel fulcral no tratamento, redução de danos e reinserção de cidadãos com dependências na região. O processo de mudança tem gerado debate na comunidade local, dividida agora entre a necessidade de garantir assistência médica especializada e as preocupações com o impacto social da estrutura no tecido urbano."

domingo, 28 de junho de 2026

EMPREENDEDORISMO PARA INGÉNUOS...

Estudar para ser Ronaldo e ter de trabalhar nos limites até aos 40 e tal anos, dá muito trabalho....
Ainda havemos de chegar ao tempo  em que os putos aprendem empreendedorismo logo no ensino básico. E cursos de formação para astronautas no pré-escolar. E um curso para presidentes e vereadores de câmara em horário pós-laboral. 
Via Município da Figueira da Foz
"Sempre sonhou em ter o seu próprio negócio? Esta pode ser a oportunidade que esperava.

O Município da Figueira da Foz tem a decorrer o concurso público para a atribuição do direito de utilização de dois espaços destinados a cafetarias, na Praça da Europa.

Se tem uma ideia, vontade de empreender e pretende dar vida a um projeto num dos espaços mais emblemáticos da cidade, este desafio pode ser o ponto de partida.

Prazo para apresentação de propostas: até 7 de julho, às 17h00."

BioAdvance: Figueira da Foz anuncia investimento de 12 milhões de euros numa unidade de combustíveis

 7 de Junho de 2022, Jornal ECO

"Figueira da Foz vai receber uma nova unidade industrial de combustíveis avançados da empresa portuguesa BioAdvance, junto ao porto marítimo, num investimento inicial de 12 milhões de euros, anunciou hoje a autarquia.

A nova unidade industrial será das mais desenvolvidas no mundo na produção de combustíveis avançados, com poupanças estimadas entre 92 e 98% das emissões de CO2 (dióxido de carbono) comparativamente aos combustíveis fósseis usados no setor rodoviário, adiantou o município em comunicado.

O presidente da Câmara da Figueira da Foz considerou que a instalação desta unidade é uma grande prova de fé dos investidores, que acreditam que a situação no porto, na barra e também no rio, vai melhorar significativamente, porque eles precisam disso naturalmente para escoar os seus produtos”.

“Este investimento representa confiança na cidade e nos seus processos de decisão e funcionamento, com a expectativa dos investidores de que a situação no porto da Figueira da Foz melhore”, disse Pedro Santana Lopes, frisando que a nova unidade “poderá acarretar a vinda também das grandes empresas de combustíveis.

O autarca sustentou, no entanto, que é necessário o Governo, através da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e dos ministérios do Ambiente e das Infraestruturas, avançar com as obras de desassoreamento da barra do porto, de forma a abrir “um novo ciclo.

“As pessoas têm de perceber que se a Figueira andar para a frente e contribuir mais para a economia e mobilizar investimentos, é bom para a economia portuguesa”, sublinhou.

Pedro Santana Lopes destacou que a nova unidade vai contribuir para o crescimento do produto da Figueira da Foz, da sua capacidade produtiva, do seu rendimento per capita, além de criar “mais emprego e emprego qualificado, nomeadamente na área da investigação”.

“Esta unidade terá uma grande componente de investigação na transição energética, que será muito importante. É uma notícia muito importante para a Figueira, pelo que motiva e mobiliza também outros investimentos”, sublinhou.

A empresa dedica-se ao biocombustível e terá capacidade para produzir 20 mil toneladas por ano, com possibilidade de expansão para 60 mil toneladas por ano, permitindo a Portugal “o cumprimento da Diretiva RED II no que respeita a combustíveis avançados”.

Segundo o município, a nova unidade estava inicialmente projetada para o concelho de Pombal.

“A Figueira da Foz ganha um dos maiores projetos a nível nacional para descarbonização de economia no setor rodoviário, realçou o município em comunicado.

Dentro de dois anos, o investimento projetado será de 47 milhões de euros, tornando-se num dos grandes operadores europeus na produção de combustíveis avançados.

Numa primeira fase serão criados 36 postos de trabalho, dos quais 18 altamente qualificados e, no final, prevê-se que a empresa crie mais de 100 postos de trabalho.

A fase relevante do projeto terá a ver com o desassoreamento do Porto da Figueira da Foz, que permitirá trazer ao Terminal de Graneis Líquidos “uma nova vida”.»

quarta-feira, 24 de junho de 2026

Centro de Respostas Integradas na Figueira da Foz vai continuar em novas instalações

 Via Diário as Beiras

"O Centro de Respostas Integradas (CRI) do Instituto para os Comportamentos Aditivos e as Dependências (ICAD) vai continuar a funcionar na Figueira da Foz, mas em novas instalações, garantiu à agência Lusa aquele organismo.
Em resposta escrita enviada à agência Lusa, o ICAD adiantou que, com a Câmara da Figueira da Foz, no litoral do distrito de Coimbra, foi possível encontrar uma alternativa ao atual espaço, que foi vendido.
A partir de 03 de agosto, os serviços vão passar a ficar situados na Rua Vasco da Gama, n.º 124 A, na Figueira da Foz, no edifício do Centro de Diagnóstico Pneumológico, popularmente conhecido por BCG.
“O acordo entre ICAD e o município da Figueira da Foz foi alcançado na tarde desta última terça-feira, depois de terem sido realizadas reuniões e visitas de trabalho a espaços que se encontravam atualmente disponíveis na cidade”, refere a nota.
O ICAD sublinha que após o entendimento institucional “está garantida a continuidade de respostas a uma população vulnerável que necessita de apoio especializado em comportamentos aditivos, com ou sem substâncias”.
“Ao mesmo tempo, estão asseguradas, também, as condições e os postos de trabalhos dos membros da equipa de saúde”, acrescenta aquele organismo.
Além da Figueira da Foz, o polo do CRI abrange Cantanhede, Mira, Arazede, Montemor-o-Velho, Pereira do Campo, Soure e Tocha, no distrito de Coimbra, acompanhando cerca de meio milhar de utentes.
Os CRI têm capacidade de resposta de apoio clínico médico, de enfermagem, psicológico e social, com o objetivo da reinserção social e redução de riscos para os utentes e sociedade.
Na terça-feira, o PCP tinha alertado que a indefinição que pairava sobre o polo do CRI da Figueira da Foz podia colocar em risco a sua intervenção.
Segundo um comunicado dos comunistas, naquela data não era conhecida nenhuma alternativa ao funcionamento daquele centro, cujas instalações terão sido vendidas e obrigam a equipa de intervenção a sair até agosto."


segunda-feira, 22 de junho de 2026

A MIRAGEM DOS NOVOS CENTROS SAUDE NA FIGUEIRA DA FOZ! (2)

A propósito do comunicado do Partido Socialista sobre os Centros de Saúde a resposta de Olga Brás

"Há comunicados que são exercícios de oposição. E há comunicados que são exercícios de amnésia política. O comunicado do Partido Socialista sobre os Centros de Saúde do concelho da Figueira da Foz pertence claramente à segunda categoria.
Importa recordar aos figueirenses alguns factos que o PS convenientemente omite.
A transferência de competências na área da Saúde para os municípios ocorreu em abril de 2022. Até essa data, os edifícios e equipamentos em causa eram da responsabilidade da ARS Centro, entidade tutelada pelos governos socialistas. Durante anos, não foi preparado um único projeto, não foi submetida uma única candidatura ao PRR e não foi criada qualquer condição para a concretização dos investimentos que hoje estão em curso.
Foi este Executivo Municipal que recebeu as competências, assumiu as responsabilidades, preparou as candidaturas, articulou o processo com a ACSS e garantiu a obtenção dos financiamentos necessários para avançar com um dos mais significativos programas de investimento na área da Saúde alguma vez realizados no concelho.
O PS fala agora de atrasos e dificuldades, esquecendo-se de referir que os contratos de financiamento apenas foram assinados em julho de 2024, oito meses após a abertura do aviso de candidatura, já com um novo Governo em funções. Esquece-se igualmente de referir as exigências legais, os procedimentos do Código dos Contratos Públicos, os vistos do Tribunal de Contas e uma realidade que foi transversal a todo o país: concursos públicos desertos devido à escassez de empresas e ao aumento dos custos de construção.
Apesar de todas essas dificuldades, os resultados estão à vista.
O Centro de Saúde de Vila Verde encontra-se reabilitado. O de São Pedro apresenta uma execução muito avançada. A Unidade de Saúde de Buarcos está em obra. O novo Centro de Saúde de Tavarede iniciou recentemente os trabalhos. E as intervenções no Bom Sucesso e no Paião cumprem os procedimentos legais finais para o respetivo arranque.
Esta é a realidade. Factos. Obra. Investimento.
Aquilo que o PS hoje critica é precisamente o trabalho que este Executivo teve de desenvolver para recuperar o tempo perdido por quem, durante anos, teve responsabilidades governativas e nada deixou preparado.
Por isso, a questão que se coloca é simples: de que acusa afinal o PS o Município da Figueira da Foz? De estar a executar cerca de 54 milhões de euros de investimento financiado pelo PRR? De ter assumido responsabilidades que outros não assumiram? De estar a concretizar obras que durante anos ficaram apenas no domínio das intenções?
Os figueirenses sabem distinguir entre quem faz comunicados e quem faz obra. E sabem também reconhecer quem procura resolver problemas e quem apenas procura encontrar pretextos para esconder a sua própria inércia.
A realidade é teimosa: os Centros de Saúde estão a avançar. O resto é apenas retórica de campanha."

sábado, 13 de junho de 2026

Pobres, estrangeiros e bodes expiatórios

Via jornal Público
"Temos neste momento 159 milhões de pagamentos indevidos de prestações sociais, alguns decorrentes de fraude"
e o Rendimento Social de Inserção (RSI) tem um "tempo médio de cinco anos e três meses". "Com os dados que temos hoje, sabemos que cerca de 40% dos estrangeiros que recorrem ao Serviço Nacional de Saúde (SNS) não têm nem protocolos de cooperação, nem seguros." As duas frases foram proferidas no Parlamento por duas ministras do actual Governo. A primeira ontem durante o debate da Prestação Social Única (PSU) e a segunda em Fevereiro do ano passado, na Comissão Parlamentar de Saúde. 
As duas declarações têm em comum a vontade de alimentar divisões e distrair do problema de fundo. No primeiro caso, a divisão entre beneficiários e não beneficiários do SI. No segundo, entre utentes nacionais do SNS e estrangeiros. Os problemas de fundo? A mudança no tipo de pobreza que existe em Portugal e as dificuldades de prestação de cuidados de saúde por parte do SNS.
Contaminado pelo efeito do Chega, o Governo iniciou funções a demonizar grupos de pessoas - como se fossem os culpados dos problemas maiores do sector - e continua alegremente a fazer esse caminho. 
A ministra do Trabalho não ignora com certeza que o número de beneficiários do RSI tem vindo a diminuir nos últimos anos. 
Actualmente, há 160.279 beneficiários, que recebem, em média, 159,96 euros por mês. Por outro lado, a proporção da população empregada em situação de pobreza continua perto dos 9%, sendo uma percentagem muito significativa e que devia merecer especial atenção numa altura em que a perda de poder de compra dos portugueses se agudiza. 
A distorção do debate é de tal ordem que se esquece que na génese da PSU esteve uma sugestão da OCDE que apontava para a unificação das prestações não contributivas como o melhor caminho para o combate à pobreza. Sugeria a acumulação, durante um período de tempo, do apoio recebido com o salário, por considerar que essa situação é a que verdadeiramente ajuda as pessoas a transitar de uma situação de beneficiários para a vida activa. Algo muito longe da ideia do actual Governo de trabalho social. 
Todo o debate sobre estas questões de apoios sociais é mais complexo e tem mais variáveis do que aquelas que uma declaração como a da ministra Maria do Rosário Palma Ramalho encerra. Não é a dizer que as pessoas passam o dia no café e não querem trabalhar que se debate a sério seja o que for. Pode resultar nas reuniões entre o Governoе о Chega. Não resulta para medidas sérias para o país.

quinta-feira, 11 de junho de 2026

A PSU e a perseguição ideológica aos pobres

Via Público

"Incentivar o regresso destes beneficiários ao mercado de trabalho não se consegue com castigo ou com medidas repressivas. Não tenham dúvida: os números da pobreza e da exclusão social vão disparar."

Para ler melhor clicar na imagem

sexta-feira, 5 de junho de 2026

Troiadelos...

Em 2017, em toda a costa figueirense, apenas uma pequena parte se mantinha razoavelmente incólume à pressão e especulação urbanísticas induzidas pelo turismo. 
Refiro-me, à faixa litoral a sul do Mondego, entre o Cabedelo e o Campo de futebol.
Era ainda possível aí fazer férias em comunhão com a Natureza e frequentar boas praias, sem os inconvenientes das urbanizações selvagens. 
Por conhecermos o triste destino da restante costa figueirense, devemos manter-nos atentos e vigilantes. 
Recordo que o Cabedelo nunca tinha tido Bandeira Azul. E bem. Era o único pedaço de Paraíso imaculado  da costa figueirense  que ainda nos restava.
Entretanto, algo mudou. Ficámos a meio caminho. Mas, o objetivo estava lá: quem não tinha categoria para usufruir dum espaço nobre foi para o olho da rua.
Agora temos aquela coisa deserta na maior parte do ano.
O trabalho que havia a fazer foi feito por um executivo de maioria absoluta do Partido Socialista.
E assim se foi abrindo o caminho ao Portugal/2026.
O texto acima não serve para nada. Foi apenas para chamar a atenção para texto "a praia dos ricos" de José Eduardo Martins, Advogado, ex-secretário de Estado do Ambiente, publicado no jornal Expresso.

"Parece que começamos finalmente a perceber quão intolerável é, no século XXI, que estes abusos continuem a verificar-se sobre um bem que pertence a todos os portugueses.
Há vinte anos, o litoral alentejano entre Tróia e Melides (sim, com a Comporta e o Carvalhal a ocuparem o meio) foi palco de uma operação cuidadosamente planeada para condicionar a fruição destes 40 quilómetros de costa. Sob a bandeira dos PIN (Potencial Interesse Nacional), grandes grupos imobiliários obtiveram de Pinho e de Sócrates a luz verde para urbanizações de enorme dimensão, erguidas numa das mais sensíveis áreas protegidas do país.
O argumento invocado foi sempre o mesmo, o do turismo de qualidade, do investimento estrangeiro e da criação de emprego. A alternativa óbvia: recuperar as áreas já degradadas ao longo da costa não permitia a entrada nos paraísos pristinos da zona.
Em vez disso, entrou-se de bulldozer pela área protegida adentro, a fim de cavar infraestruturas que viriam a ficar mais de uma década abandonadas. O que ninguém se deu ao trabalho de explicar foi aquilo que verdadeiramente se congeminava e agora se executa: uma fronteira invisível a separar os que podiam e os que não podiam ir à praia.
Falo disto com conhecimento de causa, pois tenho casa em Grândola há muitos anos e sou testemunha direta do que se foi passando. Como tantos outros, fui aos poucos perdendo a paciência para frequentar estas praias, não por falta de vontade, mas por acumulação de obstáculos, sendo o escândalo dos preços a face mais visível de uma atmosfera crescente de exclusão que metade da sinalética pelo caminho nem sequer se dá ao trabalho de disfarçar.
Essa fronteira tornou-se, nos últimos dois anos, escandalosamente visível.
Foi o Expresso quem primeiro o revelou, no ano passado, ao dar conta de que 80% dos acessos ao areal, nos 45 quilómetros entre Tróia e Melides, se encontravam condicionados ou bloqueados por empreendimentos privados.
As dunas, integradas no domínio público desde que D. Luís assim o determinou em 1864, encontravam-se fisicamente cercadas por propriedade privada, entre cancelas, muros e a estratégica ausência de caminhos públicos. A resposta do Estado revelou-se algo tímida, resumindo-se a sinalização obrigatória e a promessas de novos acessos.
Vieram depois os preços, com cafés a cinco euros, espreguiçadeiras a valores de resort na Côte d'Azur e produtos a quantias que excluem as famílias portuguesas de classe média, tudo isto numa praia pública, num bem do Estado. O Governo reagiu com uma portaria de preços máximos, medida necessária, mas insuficiente face à escala do problema.
Já agora, quando vos vierem dizer que sobre o concessionário recaem muitas obrigações (lembro que fiscalizar o cumprimento do acesso de todos os banhistas às suas casas de banho seria, garanto-vos, uma boa ideia), imaginem só que eram donos do único café da vossa terra…
Chegámos agora aos chapéus de sol, a propósito dos quais a APA se viu obrigada a emitir uma norma técnica para esclarecer que os banhistas podem colocar o seu próprio chapéu à frente das concessões. Uma norma a esclarecer o que a lei nunca tinha proibido, mas tristemente necessária porque a prática, tolerada, tinha criado a aparência de uma apropriação que a concessão obviamente não permite, mas que na areia funciona tão bem como uma cancela alta.
Sabemos, no fundo, o que verdadeiramente sucede, pois aqueles que pagam a espreguiçadeira a peso de ouro querem sentir-se nas Maldivas, já que são as Maldivas que pagam, e anseiam por afastar da vista os chapéus foleiros e as sungas do povo. Já aqueles que as vendem precisam de enxotar os pobres, e é mesmo disso que se trata, sob pena de se esvair a sensação de Hamptons e de se perderem as vendas dignas do Mónaco.
Desta vez, porém, a reação foi diferente, mais rápida, mais firme e mais definitiva do que nas polémicas anteriores, e nisso não deixa de haver significado. Parece que começamos finalmente a perceber quão intolerável é, no século XXI, que estes abusos continuem a verificar-se sobre um bem que pertence a todos os portugueses.
Três polémicas a obedecerem a uma única lógica, a da privatização silenciosa e gradual do maior areal português, levada a cabo não por decreto, mas por urbanizações aprovadas onde jamais deveriam ter existido, por concessões atribuídas sem acautelar o interesse público, por sinalética equivocamente conveniente e por décadas de não-fiscalização. A lei nunca cedeu porque o domínio público hídrico é inalienável e imprescritível. Quem cedeu foi a vontade política de a fazer cumprir.
O problema de fundo é o de que aquela faixa de litoral foi, de facto, entregue a um turismo de luxo que exclui os portugueses, e a sua superação exige a revisão das concessões, a abertura efetiva dos acessos e a coragem política de dizer com clareza o que aconteceu.
A praia é pública, sempre o foi, e está na hora de o Estado se mostrar mais forte do que as pífias elites que sempre encontram maneira de o convencer de que aquilo que é nosso lhes pertence."

A luta (tal como a incerteza que tem nome: Chega) continua

Dois dias depois da Greve Geral, nada está decidido e a luta continua.
Como disse Montenegro, “esta greve não trouxe nenhuma novidade e nem uma solução"
Não trouxe nenhuma novidade, porque a mobilização de largas faixas do sector público continua a perturbar a vida do país e a transformar a greve num facto político incontornável. 
A incerteza continua a ter nome: Chega. 
Muitos terão feito greve por acreditarem que, mostrando a impopularidade desta medida, largamente comprovada por sondagens, é a melhor forma de manter o Chega arredado de um acordo. 
Para o executivo, que decidiu regressar a algumas das suas propostas iniciais, haverá sempre a hipótese de André Ventura seguir o que é a sua matriz ideológica e vir a aprovar a reforma em troca de alguns recuos.

Ventura falou para dizer que a luta pode continuar. 
Como habitualmente, numa curta declaração, disse uma coisa e o seu contrário. Que a rua nada vale e que o que interessa é a discussão no Parlamento, onde a legislação “será derrotada”. Que este "pacote laboral é mau", mas, "se houver alterações, se houver outra lei laboral, o Parlamento, mais uma vez, cá estará para a discutir”

Numa greve, os trabalhadores não recebem salário pelo dia em que faltaram.
A ausência é considerada justificada, mas não remunerada. 
Num país onde a maioria dos trabalhadores ganha mal, faltar um dia para fazer greve, deveria fazer pensar os governantes.
Será que esta greve geral fez pensar este Governo?

Esta greve geral reforçou a sensação de que este Governo é incapaz de encarar os problemas e resolvê-los nos limites das possibilidades e da sensatez.
É evidente que a greve perturbou o quotidiano, paralisou serviços e empresas, anulou a normalidade do país, causou danos na economia e agravou a sensação de que o país caminha sem rumo para destinos perigosos. Sendo tudo isto normal em democracia, importa saber se a nova legislação laboral do Governo justifica os prejuízos causados. Os tangíveis e, em especial, os danos à relação entre os cidadãos e o poder político. 

Tudo isto poderia ter sido evitado ou mitigado se a ministra do Trabalho e o primeiro-ministro fossem capazes de perceber que, no quadro de um Governo sem maioria, não há nada que se possa fazer sem cedências nem negociação. Como não há nada que seja, de facto, eficaz quando se confrontam os cidadãos com escolhas que eles não podem nem devem aceitar: ser despedido sem justa causa e não ter ao reingresso incondicional; e, fundamentalmente, poder ser despedido sabendo que as funções que desempenhava serão facilmente assumidas por trabalhadores em regime de outsourcing. 

Não admira que a maioria dos cidadãos, mesmo os que não fazem greve, esteja ao lado dos sindicatos neste conflito. 
E o Chega sabe isto.

segunda-feira, 18 de maio de 2026

O país está melhor senhor primeiro-ministro?

Estou a ser sincero e realista. A minha vida foi vivida com altos e baixos. Não sei como foi a vossa, mas a minha foi assim. Não me queixo.

Jonathan Swift: "são poucos os que vivem o presente; a maioria aguarda para viver mais tarde."
O presente, este presente, está a ser vil, baixo e mau, o que me perturba.
Nunca vivi acima das minhas possibilidades.
Aliás, acusarem-nos desse abuso num país onde os ordenados médios estão ao nível dos mínimos praticados por toda a Europa, seria um insulto à inteligência do mais burro.
Todavia, quem nos governou e os comentadores do "regime", sempre disseram o que dá mais jeito a quem paga os "tachos".
Somos uns gastadores compulsivos, andámos a viver e a gastar à «tripa-forra».
Por isso, em 2026 temos de aceitar o óbvio: viver no limiar da mendicidade.
Os portugueses (a maioria) estão cada vez pior. Contudo, Portugal (eles os escolhidos e eleitos e suportados pelo povo) está melhor.
"Portugal é o país da OCDE onde as pessoas têm recuperado mais o rendimento", disse esta manhã Luís Montenegro, que falava em Caminha, à margem da inauguração das obras de estabilização do paredão de Moledo
O país está melhor senhor primeiro-ministro?
«Olhe que não«.... A maioria discorda de Montenegro e acredita que a situação vai piorar.
Contudo, esta treta convence muitos. Ao ponto de continuar a levar milhões de totós a continuar a votar neles. Vivemos tempos miseráveis e de razia moral, social, cultural e política.
Tempos difíceis, de facto.
A ideia desta gente é pôr-nos a pedir trabalho dia a dia, mês a mês e por favor, aos donos do bocado - e a receber o menos possível.
Para continuar a ler, clicar aqui.

terça-feira, 12 de maio de 2026

Montenegro de rojo...

Montenegro disse que país precisa de “sindicalistas com arrojo”, criticando "sindicatos do século XX". Estruturas ultrapassadas, sugere. 

Montenegro, primeiro-ministro, coitado, "não deve saber que foram os sindicatos do século XX que lutaram para que os trabalhadores o fossem com direitos e deveres mais compatíveis com as funções desempenhadas. Montenegro e os seus amigos neoliberais e até os descarados fascistas querem regressar ao século XIX, onde o valor do trabalho estava ao nível da sobrevivência apenas." 
Esta gente tem de andar para a frente - modernizar-se. Não há nada de novo no pacote laboral. É tudo velho e serôdio. Charles Dickens, que nasceu em 1820, e que viveu observando a Revolução Industrial, escreveu os livros que esta gente não leu, e que descrevem tão bem o tempo a que Montenegro, Mariana Leitão, Ventura, Rui Rocha e afins, querem que o mundo do trabalho e dos trabalhadores regresse.

A Greve Geral que aí vem tem de ser uma demonstração de força como o foram as grandes greves do século XX, que exigiram melhores salários, redução da jornada de trabalho, participação na política (todas as greves são políticas, estúpidos), e resistência ao autoritarismo patronal e governamental. E aconteceram para que hoje as pessoas que trabalham tenham direitos considerados normalíssimos: férias pagas, segurança no trabalho e negociação coletiva. 

Carneiro já avisou que “é o a Governo que deve ter arrojo a responder às necessidades do país”  e não os sindicatos.

Montenegro (e o seu governo) a arrastar-se, além de caro, não está a ser um espectáculo particularmente bonito...

domingo, 10 de maio de 2026

Da série, é preciso ter lata e "perfeição"...

"A saúde deve ser avaliada e discutida de uma forma séria. Defendendo sempre a aproximação dos cuidados a quem mais precisa de uma forma digna e equitativa."

«Até Fevereiro, com mais médicos, mais enfermeiros e mais trabalho extraordinário, SNS reduziu a resposta assistencial. “É decepcionante”, lamenta o presidente dos administradores hospitalares.»

"Esta mulher atingiu a perfeição… mas das duas, uma:
1. A forma perfeita de se desligar da realidade.
2. A forma (mais que) perfeita de mentir sem qualquer filtro ou sentido de vergonha."

sexta-feira, 8 de maio de 2026

"Reforma laboral" vai ser aprovada em breve pelo Governo...

Via Expresso

"Há semanas que o acordo era dado como perdido pelo Governo, mas o guião foi seguido à risca até ao fim. E no fim a culpa tinha de ser da UGT. “Intransigente”, acusou a ministra do Trabalho no final da última reunião plenária da concertação social, em que anunciou que não havia acordo sobre o pacote laboral, depois de — há 15 dias — ter deixado um ultimato à central sindical: tinha de apresentar propostas concretas ou o Governo faria seguir o diploma para o Parlamento. Acabou por ser a Confederação Empresarial de Portugal (CIP), na véspera da reunião, a acenar com cedências que pareciam deixar a UGT sem argumentos para rejeitar a proposta do Executivo."

É o que temos. 
E o que temos inclui um PR (in)Seguro, "que não veta nem sai de cima".
Promulgou essa anormalidade inconstitucional que dá pelo nome de Lei da Nacionalidade, sem pedido de fiscalização dirigido ao Tribunal Constitucional e com uns recadinhos ao jeito da celebérrima “abstenção violenta”.
A esta hora, dado o falhanço na concertação social, a "reforma "laboral" vai para o Parlamento para ser vontade.
Com um bocado de sorte, pode ser que não seja aprovado...
Aliás, esta "reforma laboral", que só surgiu para melhorar a vida do grande patronato, complicou a vida a muitos: desde logo, para além dos trabalhadores, ao (in)Seguro PR e ao Governo de Montenegro...

quarta-feira, 6 de maio de 2026

Tropeção no SNS: ano arranca com menos cirurgias e consultas e mais tempo de espera para os doentes

"A saúde deve ser avaliada e discutida de uma forma séria. Defendendo sempre a aproximação dos cuidados a quem mais precisa de uma forma digna e equitativa."

Via Jornal Público: «Até Fevereiro, com mais médicos, mais enfermeiros e mais trabalho extraordinário, SNS reduziu a resposta assistencial. “É decepcionante”, lamenta o presidente dos administradores hospitalares.»

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segunda-feira, 4 de maio de 2026

Chama-se a isto "governo de proximidade"...

"Ministro da Agricultura e Pescas esteve mais de 8 horas no mar na primeira safra da sardinha".

«O ministro da Agricultura e Pescas disse ter excelentes perspectivas para a safra da sardinha deste ano, que arrancou hoje oficialmente na Figueira da Foz, no litoral do distrito de Coimbra.
“Temos 33.400 toneladas, o que, se compararmos com 2025, é ligeiramente inferior, mas se olharmos para 2023 são mais 8.400 toneladas”, salientou hoje José Manuel Fernandes à agência Lusa.
O governante, que esteve mais de oito horas no mar numa embarcação que participou no arranque da safra, frisou que a quota ibérica de Portugal e Espanha são 50 mil toneladas para os dois países.
José Manuel Fernandes referiu que, “às vezes, não se tem a percepção de que Portugal e Espanha gerem a quota ibérica da sardinha, na qual Portugal tem 66,5%, muito mais do que Espanha”.
“Portugal tem 33.440 toneladas da quota ibérica”, sublinhou.
Além disso, o ministro a Agricultura e Pescas destacou a certificação da sustentabilidade da sardinha, “que acrescenta valor, não só para a venda do pescador, mas para as próprias indústrias conserveiras”.
“É um selo de garantia, de qualidade, que dá confiança e alarga o mercado. Portanto, temos todas as condições para triunfar, embora vá haver dias, como este primeiro, em que o pescador tem um grau de incerteza, em que traz menos ou não traz nada”, disse.
O governante mostrou-se convicto de que 2026 será “um bom ano para os pescadores, para os portugueses que têm na sardinha um superalimento", e para a indústria conserveira nacional.
Sobre os eventuais impactos no setor da atual conjuntura internacional, que fez disparar os preços dos combustíveis, José Manuel Fernandes disse que os pescadores “não podem perder dinheiro”.
“Além disso, o pescador tem uma incerteza, pois quando vai ao mar nem sempre traz o retorno que lhe permite inclusivamente pagar as despesas de saída”, referiu.
Para o ministro da Agricultura e Pescas, “será sempre um preço justo e acessível”, já que não se pode esquecer o aumento de custos que os pescadores têm tido e o “rendimento digno e justo que precisam face ao trabalho duro que têm“.
O ministro da Agricultura e Pescas participou hoje no almoço de abertura da safra da sardinha na Figueira da Foz, organizado pela Marine Stewardship Council (MSC), organização internacional sem fins lucrativos, cuja missão é pôr fim à sobrepesca e garantir a preservação dos recursos aquáticos.
Durante o almoço foi apresentado, pela primeira vez, o documentário sobre o processo de certificação MSC da sardinha ibérica, iniciado em julho de 2025, depois da pesca da sardinha ter estado à beira do desaparecimento há cerca de uma década."

Durante a manhã, o ministro visitou, acompanhado pelo presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, Pedro Santana Lopes, os estaleiros navais Atlânticeagle, onde decorreu o “bota-abaixo” da embarcação Fernando Lé.