"Portugal vai fazer parte "como
observador" do Conselho da Paz
de Trump? Que vergonha! E vai ao beija-mão de Trump em
Washington? Parece que não vai ao
primeiro, mas vai aos outros. Será
que Portugal vai pagar a senha de entrada que
Trump exigiu de 800 milhões de euros? Já
nada me admira.
O nosso “observador" não viu anteontem Trump adormecer, trocar os nomes todos, е fazer vários comentários sobre o aspecto do Presidente do Paraguai, que considerou "bonito"? Depois especificou que não gosta de homens mas de mulheres, para não ser mal interpretado... E foi assim.
Na Europa, os países que ainda tem uma réstia de dignidade como a Espanha, a França e a Suécia, pelo menos, disseram que não, a Hungria disse obviamente que sim, e Itália, Roménia, Bulgária, Grécia, Eslováquia e Chipre aceitaram estar como observadores. Olhem para os países que são membros-fundadores e percebe-se logo de que lado Portugal está: Albânia, Argentina, Arménia, Azerbaijão, Bahrein, Bielorrússia, Bulgária, Camboja, Egipto, El Salvador, Hungria, Indonésia, Israel, Jordânia, Cazaquistão, Kuwait, Kosovo, Marrocos, Mongólia, Paquistão, Paraguai, Catar, Arábia Saudita, Turquia, Emirados Árabes Unidos, Uzbequistão, Vietname...
Ou seja, quem é que Portugal vai "observar" na sala onde vai estar? Milei, de motosserra; Lukashenko, o peão de Putin (Putin foi convidado e está a pensar...); Bukele, o ditador das prisões de El Salvador; M.B.S., o príncipe assassino da Arábia Saudita; o criminoso de guerra Netanyahu e uma plêiade de interessantes e "democráticos" dirigentes ditadores dos ex-países da URSS e os príncipes do Golfo, tudo gente sem sangue nas mãos e paladinos da liberdade. O que os une? Serem amigos de Trump, muitos deles para sobreviverem, e serem de países com uma boa dose, per capita, de corruptos.
O Conselho da Paz constituído por Trump com estes ditadores tem um único motivo: combater as Nações Unidas e favorecer o absurdo e demente narcisismo patológico de Trump, o tal que acabou com a "guerra entre o Azerbaijão e o Camboja", ou similar. Não me dou sequer ao trabalho de verificar a lista de guerras com que ele diz ter acabado, com guerras que já tinham acabado, com guerras que não acabaram e com guerras que nunca existiram.
O nosso “observador" não viu anteontem Trump adormecer, trocar os nomes todos, е fazer vários comentários sobre o aspecto do Presidente do Paraguai, que considerou "bonito"? Depois especificou que não gosta de homens mas de mulheres, para não ser mal interpretado... E foi assim.
Na Europa, os países que ainda tem uma réstia de dignidade como a Espanha, a França e a Suécia, pelo menos, disseram que não, a Hungria disse obviamente que sim, e Itália, Roménia, Bulgária, Grécia, Eslováquia e Chipre aceitaram estar como observadores. Olhem para os países que são membros-fundadores e percebe-se logo de que lado Portugal está: Albânia, Argentina, Arménia, Azerbaijão, Bahrein, Bielorrússia, Bulgária, Camboja, Egipto, El Salvador, Hungria, Indonésia, Israel, Jordânia, Cazaquistão, Kuwait, Kosovo, Marrocos, Mongólia, Paquistão, Paraguai, Catar, Arábia Saudita, Turquia, Emirados Árabes Unidos, Uzbequistão, Vietname...
Ou seja, quem é que Portugal vai "observar" na sala onde vai estar? Milei, de motosserra; Lukashenko, o peão de Putin (Putin foi convidado e está a pensar...); Bukele, o ditador das prisões de El Salvador; M.B.S., o príncipe assassino da Arábia Saudita; o criminoso de guerra Netanyahu e uma plêiade de interessantes e "democráticos" dirigentes ditadores dos ex-países da URSS e os príncipes do Golfo, tudo gente sem sangue nas mãos e paladinos da liberdade. O que os une? Serem amigos de Trump, muitos deles para sobreviverem, e serem de países com uma boa dose, per capita, de corruptos.
O Conselho da Paz constituído por Trump com estes ditadores tem um único motivo: combater as Nações Unidas e favorecer o absurdo e demente narcisismo patológico de Trump, o tal que acabou com a "guerra entre o Azerbaijão e o Camboja", ou similar. Não me dou sequer ao trabalho de verificar a lista de guerras com que ele diz ter acabado, com guerras que já tinham acabado, com guerras que não acabaram e com guerras que nunca existiram.
É isto que queremos da nossa
diplomacia? Dar caução às "Nações Unidas de
Trump", o homem que disse que, depois de
não ter recebido o prémio Nobel da Paz, se
"desinteressou" pela paz? O homem que
cauciona a ditadura de Putin na sua invasão
da Ucrânia, que quer que este país se renda
para acrescentar outra "paz" ao seu
palmarés? O homem que publica imagens
com o mapa da Grande América por trás, com
a Gronelândia e o Canadá pintados com as
cores da bandeira americana? O homem que
está a trair, é a palavra certa, as democracias
ocidentais da Europa e os seus interesses de
segurança? O homem que começa todas as
guerras necessárias para ir buscar petróleo,
terras raras, atacar alguns maus para agradar
a outros maus da sua corte, em nome de
grandes princípios que ele abastarda todos os
dias, como defender os cristãos na Nigéria, ou
os manifestantes contra a teocracia iraniana,
ou colocar Rubio como Presidente de Cuba?Este homem, perigoso e demente, devia ser
posto a milhas por qualquer pessoa normal,
quanto mais pela diplomacia de um país
democrático europeu.
O pretexto de Gaza não colhe de todo: o
chefe da "diplomacia portuguesa admite que
o organismo é 'perfeitamente enquadrável'
desde que se cinja ao conflito
israelo-palestiniano".
Tretas! Isto é querer
enganar-nos, o Conselho da Paz de Trump vai
muito mais longe do que Gaza, onde aliás
continuam ataques israelitas, matando
palestinianos sem que o dito conselho mexa
uma palha, nem se preocupe como o
"cessar-fogo". Se há alguma preocupação é
pela Riviera de Gaza com o prédio do meio
com uma torre Trump, e israelitas (não
palestinianos) a comer sorvete pelas ruas.
Será que Portugal, um país com uma
democracia que nasceu de uma revolução
libertadora, aceita estar subjugado a Trump
"Presidente vitalício"? Aceita. Ninguém
elegeu Trump e, até morrer, mesmo depois
de ser Presidente, vai mandar no Conselho da
Paz? Vai, em teoria.
A Europa que Trump insulta, trata como uma nulidade, resolve dar-lhe razão, sendo mesmo uma nulidade, e Portugal vai pelo mesmo caminho. E se nós pararmos, respirarmos fundo e usarmos a cabeça, pensamos como é que está o mundo que aceita este ditador de maus costumes. Ao menos um país decente resolveu prender um homem indecente, irmão nos costumes de Trump. A este nada acontece até um dia. Nesse dia, ele cai de alto e a vergonha cairá sobre os seus serventuários americanos, europeus e portugueses.
A Europa que Trump insulta, trata como uma nulidade, resolve dar-lhe razão, sendo mesmo uma nulidade, e Portugal vai pelo mesmo caminho. E se nós pararmos, respirarmos fundo e usarmos a cabeça, pensamos como é que está o mundo que aceita este ditador de maus costumes. Ao menos um país decente resolveu prender um homem indecente, irmão nos costumes de Trump. A este nada acontece até um dia. Nesse dia, ele cai de alto e a vergonha cairá sobre os seus serventuários americanos, europeus e portugueses.
Se o Governo quer agradar a Trump, pode
fazê-lo de muitas maneiras. Por exemplo, cria
um Prémio Nobel da Paz das capoeiras, com
um galo de Barcelos de ouro, cheio de
coraçõezinhos, e vai lá entregá-lo, com
pompa e circunstância, ao imperador do
mundo, dizendo-lhe que ele é "rei" das
capoeiras. Ele ficará excitado como tratamento de "rei" e... agradecerá a Espanha."


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