segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Só estou a falar por mim que devo ter um azar do caraças!...

Foto sacada daqui
O secretário-geral do PS, José Sócrates, do alto da sua imensa sabedoria politica, afirmou, alto e bom som, que “a esquerda do passado, imobilista e conservadora, nada tem para oferecer ao país”.
Se eu fosse político e demagogo, mas sem a imensa sabedoria politica do engº. José Socrates, poderia proclamar o que “a esquerda do presente” me está a oferecer: baixo salário e a perspectiva de uma reforma reduzida, jornada de trabalho de 11 ou 12 horas, trabalho precário, desemprego, transporte e alimentação pela hora da morte; a destruição do “obsoleto serviço nacional de saúde”, pois a modernidade determina que quem quer saúde a deve pagar. E, ainda, outras coisas com repercussão no meu dia a dia: crise económica, dívida externa crescente, aumento do abismo que separa ricos de pobres, perda da independência nacional, pobreza, miséria. Insegurança.
Só estou a falar por mim, que devo ser um gajo com um azar do caraças neste paraíso que é o Portugal rosa, pois “o Governo de Sócrates deu aos trabalhadores portugueses o que nenhum outro governante tinha conseguido: o maior crescimento anual do salário mínimo nacional, uma segurança social financeiramente sustentável, aumentos de pensões de reforma libertos dos ciclos eleitorais e baseados na vida real”!...

4 comentários:

Anónimo disse...

A interpretação que prepassa no post parece-me distorcida. Se é um facto que a governação sócrates pode deixar muito a desejar, é também verdade que as propostas alternativas da dita esquerda monolítica, não são propostas, mas sim facilidades para agradar ao anónimo e desatento cidadão. Elas cavalgam o desconforto de quem tem problemas sociais e económicos, lançam cortinas de fumo de falsas expectativas e apenas se refugiam na contestação fácil. Assim, parece-me, só reforçam o campo moderado do eleitorado que, maioritariamente, apoia Sócrates, por falta de comparência séria dos opositores.

António Agostinho disse...

Meu caro castelo de areia:

Permita que lhe diga, pois estou no meu direito, que o conteúdo do post È A MINHA OPINIÃO. Só. E tenho direito a tê-la. Não estou aqui para enganar ninguém, muito menos o anónimo e desatento cidadão.
Quanto à questão política subjacente:
Os votos do povo, no próximo ano, vão escolher muita coisa, entre elas, quanto a mim a mais importante, a questão da maioria absoluta.
É pouco é muito?
Realisticamente, penso que não vai haver lugar para mais dúvidas.... Os socialistas vão ganhar...
Portanto, meu Amigo, ainda a este tempo do acto eleitoral que vai escolher o próximo governo, quanto a mim, a grande dúvida resume-se a saber se o PS alcança ou não a maioria absoluta.
Com outra maioria absoluta, o PS ficará, inevitavelmente, ainda mais prisioneiro dos interesses dos mais poderosos.
Sem maioria absoluta?
Depende, terá, pelo menos, a opção de não ficar...
Sem maioria absoluta, o PS será forçado a fazer escolhas, a clarificar o sentido da política.
E, a diferença, meu caro castelo de areia, do meu ponto de vista, é imensa.

Anónimo disse...

Eu não disse que o post queria enganar alguém, até porque conheço a honestidade de quem o escreveu. Também acho determinante a questão da maioria absoluta. A diferença é que eu acho que ela será possível graças ao crescimento abstenção (veja-se como ganhou o Costa em Lisboa). Mas, se assim não acontecer, quem ganha é o Cavaco que imporá o bloco central sob a sua égide! A hipotética coligação com PCP ou BE é impossível e, na minha opinião, indesejável, porque insustentável.

António Agostinho disse...

Na opinião do castelo de areia “a hipotética coligação com PCP ou BE é impossível e, na sua opinião, indesejável, porque insustentável”.
Sendo assim, resta ao PS agradar ao PR e escolher o PSD ou o CDS. Tudo bem. O PS optará na altura própria. Ficará assim clarificado, para quem ainda tiver dúvidas, como eu neste momento ainda tenho, o sentido da sua política.
Por isso é que acho importante a única questão que irá estar em causa no acto eleitoral legislativo do próximo ano: a maioria simples ou absoluta para o PS.
Como eleitor não tenho que facilitar a vida ao PS e é isso que espero de grande parte do povo português.
É só isso e apenas isso.