terça-feira, 30 de setembro de 2008

PALHEIRO DA COVA

Via ÁLBUM FIGUEIRENSE chegámos a esta foto de um Palheiro da Cova. Se ampliar a imagem, o que pode fazer clicando em cima, pode ver com mais pormenor, em plano intermédio a capela da Gala.
"Os palheiros da Cova, disseminados por vezes em arruamentos, foram sempre de forma rectangular e chegaram a totalizar as cinco centenas de habitações."

3 comentários:

João Manuel Fidalgo Pimentel disse...

Simplesmente fabulosa esta fotografia!
Para qualquer indígina da nossa terra,que se preze de o ser e que tenha estima pelo passado,já distante dos nossos ascendentes.
Confesso que fiquei bastante emocionado...
Obrigado.

Anónimo disse...

Tal como o catavento, também me comovi – e muito.
Não é verdade o que dizem a respeito do passado - que podemos enterrá-lo.
Ninguém o consegue fazer. Quando muito, podemos arrumá-lo numa gaveta e fechá-la – mas, ficamos com a chave.
De uma maneira ou de outra, quando menos esperamos, aí está ele a surpreender-nos!..
Há gente que não gosta de olhar para o passado. É lá com eles...
Não merecem, mas tenho pena deles.
O passado é ternura...e um aceno doce de melancolia a fazer-nos sinais por sobre tudo.
Tanta hora tenho gasto na simples evocação.
Todo o presente espera pelo passado para nos comover.

Anónimo disse...

Tanto ou mais que as pessoas, os lugares vivem e morrem. A Cova e Gala não morreram, foram assassinadas.
Mas, entre as pessoas e os lugares há, pelo menos, uma diferença: mesmo se já mortos, os lugares retêm a vida que os animou.
No silêncio, sentimo-lhes os ouvidos vigilantes ou o rumor infatigável dos ecos ensurdecidos.