José Couto, via Diário as Beiras: "Esta questão
não é sim ou não"
"Considero que a resposta a esta questão não é apenas um sim ou não.
Antes de tudo convém dizer que, se não há o dinheiro suficiente e uma “obra” desta envergadura implicar endividamento com risco de condicionar outro tipo de necessidades do Concelho, temos que admitir que é uma solução apropriada e revela boa gestão, é avisado não a realizar.
Haverá, por certo, em alternativa, outras obras com um custo de oportunidade mais adequado. Assim, não pôr todos os ovos no mesmo cesto, porque inviabiliza outras infraestruturas, parece o mais sensato.
Quanto ao resto, o que foi chamado de “desmultiplicação do multiusos”, já me parece que deve ser avaliado em termos de ganhos efetivos por afirmação de infraestruturas que não existem – uma piscina olímpica ou um espaço para a feira de atividades económicas (que pode albergar outras valências) – e que aportam externalidades vantajosas para a oferta da cidade, importa pois avaliar a pertinência de outras infraestruturas, como é um centro de congressos, que poderá ter custos altos de gestão e manutenção e conflituar com outra instalação de grande qualidade (CAE), que existe na cidade e que se apresenta como multifacetada, podendo quiçá aportar valor para a atividade de eventos e congressos.
Se a decisão encontrada, como parece, tem a preocupação da utilização de recursos financeiros com eficácia e eficiência, juntando-lhe a capacidade de gerar valor económico e de qualidade de vida, há que lhe reconhecer assertividade.
Contudo tenho dúvidas no que respeita à solução apresentada para os terrenos da Salmanha – porventura por falta de informação."
"Considero que a resposta a esta questão não é apenas um sim ou não.
Antes de tudo convém dizer que, se não há o dinheiro suficiente e uma “obra” desta envergadura implicar endividamento com risco de condicionar outro tipo de necessidades do Concelho, temos que admitir que é uma solução apropriada e revela boa gestão, é avisado não a realizar.
Haverá, por certo, em alternativa, outras obras com um custo de oportunidade mais adequado. Assim, não pôr todos os ovos no mesmo cesto, porque inviabiliza outras infraestruturas, parece o mais sensato.
Quanto ao resto, o que foi chamado de “desmultiplicação do multiusos”, já me parece que deve ser avaliado em termos de ganhos efetivos por afirmação de infraestruturas que não existem – uma piscina olímpica ou um espaço para a feira de atividades económicas (que pode albergar outras valências) – e que aportam externalidades vantajosas para a oferta da cidade, importa pois avaliar a pertinência de outras infraestruturas, como é um centro de congressos, que poderá ter custos altos de gestão e manutenção e conflituar com outra instalação de grande qualidade (CAE), que existe na cidade e que se apresenta como multifacetada, podendo quiçá aportar valor para a atividade de eventos e congressos.
Se a decisão encontrada, como parece, tem a preocupação da utilização de recursos financeiros com eficácia e eficiência, juntando-lhe a capacidade de gerar valor económico e de qualidade de vida, há que lhe reconhecer assertividade.
Contudo tenho dúvidas no que respeita à solução apresentada para os terrenos da Salmanha – porventura por falta de informação."

1 comentário:
O articulista põe o dedo na ferida:
O CAE não pode ser o tal centro de congressos? O que lhe falta? Uma pista de gelo?
Sabes?
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