domingo, 9 de setembro de 2012

Análise de medicina-legal…

Conclusão: suicídio político.

Poder dos "artistas"...

Cavaco Silva especializou-se em falar sem dizer nada. 
É uma arte que requer longa aprendizagem e experiência, ainda que por vezes, quando menos se espera, surjam lapsos de monta, em especial quando fala de pensões de reforma.
Cavaco sabe que quanto mais fala, mais se enterra,  como se diz em linguagem popular…
Por isso, aperfeiçoou ao limite a arte de abrir a boca sem que se retire do que disse qualquer conclusão válida…
Neste contexto, enquanto os portugueses, em geral,  e os comentadores políticos, em particular, entre surpreendidos e maravilhados, andam às voltas  para entender a tomada de posiçãode Cavaco Silva ao discurso da sexta-feira passada do Passos Coelho, tive um pesadelo.
Sonhei que a população portuguesa se tinha reunido para oferecer, numa  bandeja, a Presidência da República a Marcelo Rebelo de Sousa.
Vamos lá a ver o que ele,  mais logo,  vai dizer…
Presumo que  não queira  abdicar do  poder.

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A decadência…


“Queria escrever-vos hoje, nesta página pessoal, não como Primeiro-Ministro mas como cidadão e como pai, para vos dizer apenas isto: esta história não acaba assim. Não baixaremos os braços até o trabalho estar feito…”
Pelo discurso, que é o que conheço dele,  considera-se um homem e um  líder carismático, que se mantém fiel aos princípios sem transigir, que pensa que infunde respeito e admiração aos seus seguidores, sem temer os seus adversários  e  sem medo de morrer, sem medo de fazer rupturas,  sem vida para além da ideologia que aprendeu a amar, sem uma única dúvida visível.
Pelo discurso, que é o que conheço dele, considera-se  um homem e um líder carsimático, cujo traço é o da firme coerência e  a determinada fidelidade às suas convicções de sempre.
Esse homem é Pedro Passsos Coelho
Vou fazer uma confissão: estou com medo deste Portugal que caminha a passos largos  para a loucura colectiva…
Sem querer entrar na morbidez, gostaria só de partilhar que, na sexta-feira, ao escutar o discurso de Passos Coelho, olhei para o televisor e não gostei de dar conta da decadência mortal e moral do orador.
Explico porquê: o mundo de decadência estática, que vi à minha frente,  enojou-me.
A decadência,  é suposto ser uma coisa boa, à grande e à Romana.
Com cachos de uvas a escorrerem pelas goelas abaixo regadas de vinho e outras actividades lúdicas que me abstenho de descrever,  por razões de respeito para com as  pessoas que amei durante a minha vida.

Bom domingo