segunda-feira, 20 de agosto de 2018

HOMEM, COM H GRANDE, DO MEU TEMPO DE COMBATE CONTRA A DITADURA

"Quando me ponho a esquadrinhar o passado vem-me à lembrança pessoas que me marcaram. Já conhecia José Martins nas nossas lides de oposição democrática contra o regime ditatorial, no entanto empolgou-me sobremaneira o seu discurso no jantar de Comemoração do 5 de Outubro, em que estive presente, data da implantação da República, evento realizado na véspera à noite, dia 4 de Outubro de 1973, no Restaurante Tubarão, na Figueira da Foz, precisamente porque o Governo Civil de Coimbra não autorizou a sua realização no próprio dia de aniversário. Estávamos a poucos meses do 25 de Abril.
Nessas várias ocasiões, José Martins, o mestre da política e da escrita, foi-se dando a conhecer e eu a admirá-lo, nos seus animados discursos com a sua voz rouca e vigorosa e, também, com a sua verve, seu dinamismo intelectual, sua palavra precisa e contundente, sua cultura espantosa, ágil e bem fundamentada, seu espírito rigoroso e polémico que, se tanta admiração despertou, também inimizades e invejas açulou contra ele. A força do seu talento não deixava ninguém impassível: ou se lhe aderia totalmente ou se lhe opunha de maneira frontal. Essa, infelizmente, é a lei dos homens: o verdadeiro talento, por um lado atrai e deslumbra, por outro, incomoda e como que ameaça o equilíbrio reinante à sua volta. Como eu o compreendia muito bem...
Era um verdadeiro Homem de combate.
Mais tarde fundou o Jornal “Barca Nova”, de curta duração, publicação de esquerda no qual colaborei com muita honra.
Partiu muito cedo da nossa vida, mas há personalidades que resistem na nossa memória. José Martins é uma delas."
MANUEL CINTRÃO
Nota de rodapé.
As pessoas têm preço? As pessoas vendem-se? 
É claro, é óbvio, é evidente que, quase todas, sim. 
A começar pelo trabalho e a acabar naquilo em que estão a pensar, passando por uma miríade de situações. 
Daí nunca poder esquecer a grande lição de vida, entre muitas outras, que o Zé, me deixou como herança: a verticalidade.
O Zé, para mim foi O Mestre
Morreu em 28 de Abril de 2000.
Tinha nascido a 17 de Fevereiro de 1941.
Nome completo: José Alberto de Castro Fernandes Martins.
Para os Amigos, simplesmente o ZÉ.
Purista do verbo e do enredo no dissertar da pena, concebia o jornalismo como uma arte e uma missão nobre.
“Também a lança pode ser uma pena/também a pena pode ser chicote!”
Andarilho e contador de histórias vividas, passou em palavras escritas pelo Notícias da Figueira, Diário de Coimbra, Diário Popular, Jornal de Notícias, Diário de Lisboa, República, Opinião, Vértice, Mar Alto (de que foi co-fundador), Barca Nova (de que foi fundador e Director) e Linha do Oeste.
No associativismo passou pelo Ginásio Clube Figueirense e Sociedade Boa União Alhadense.
Lutador contra o regime deposto pelo 25 de Abril de 1974, teve ficha na PIDE.
Foi membro da Comissão Nacional do 3º. Congresso da Oposição Democrática que se realizou em 1969 em Aveiro.
Chegou a ser preso pela polícia política.
Com a sua morte, a Figueira perdeu uma parte do seu rosto.
Não a visível, mas a essencial.
Era crítico e exigente. Mas, ao mesmo tempo, bom, tolerante e solidário.
Mais de 18 anos depois da sua morte, quem manda na Figueira, a cidade que amou toda a vida, continua a ignorá-lo.

A Figueira tem jovens com talento e valor...

"Arquitecta figueirense conquista prémio internacional", noticia na edição de hoje o jornal AS BEIRAS.

"Ana Rute Costa, natural do Paião, juntamente com o designer, Ruben Duarte, foi a vencedora do concurso promovido pela União Internacional dos Arquitectos.
O percurso profissional de Ana Rute Costa iniciou-se em Portugal, mas tem-na levado pela Europa fora. Atualmente vive em Inglaterra, onde leciona e coordena o primeiro ano de Arquitetura na Norwich University of the Arts."

Aprender, aprender sempre!..

"Aprendam, Senhores Autarcas!!!
Não, não é no estrangeiro...é aqui, a umas dezenas de quilómetros..."
Quem gosta, não se importa de  andar toda a vida a aprender? 
Então senhores autarcas figueirenses não tenham problemas em pedir ajuda aos outros para os auxiliarem a compreender o sentido das coisas. 
Esse pedido apenas vos engrandece. 
Mais: longe de ser um sinal de fraqueza, apenas demonstra inteligência...
Foi por isso que gostei e divulgo esta postagem da Paula Simões.

Ligação directa...

"o poder e a cegada pimba"
Via O Sítio dos Desenhos

Caro Luís, faço minhas as palavras do Luís Pena: "estiveste bem pois foste fiel à declaração de princípios do PS que, infelizmente, a grande maioria dos militantes, nunca leu..."

Já agora, era o que faltava na Figueira: será que temos na forja um cacique trauliteiro?..

"Em tempos em que a intervenção cívica na Figueira da Foz está na ordem do dia, deixo aqui um exemplo de efectiva acção do Município da Figueira da Foz - quer dizer, de parte dele, mas já lá vamos.. - naquilo que à segurança das pessoas diz respeito: com efeito, desde o passado dia 16 de Agosto, quem circula na serra da Boa Viagem é avisado do estado absolutamente deplorável do troço de dois quilómetros e picos entre o farol do Cabo Mondego e o entroncamento com a estrada que liga ao miradouro da Bandeira. Como apareceram lá as referidas placas? Já que ninguém deu nota pública disso... aqui está! 
A referida estrada sofre, há anos e anos, de uma degradação galopante, com cinco ou seis crateras onde cabe um carro, de onde o alcatrão há muito desapareceu, 'substituído' por terra e pedras soltas! O perigo de um acidente grave é real, especialmente no Verão, em que circulam centenas, milhares de viaturas - incluindo autocaravanas e autocarros de turismo - na serra da Boa Viagem. Com este panorama em mente, certo de que aquela via tem jurisdição do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), entidade estatal que não consegue tomar conta da mata, quanto mais das estradas... e muitas vezes não faz nem deixa fazer... abordei, a 01 de Agosto, o vice-presidente da Câmara Municipal, Carlos Monteiro, vereador com os pelouros do Ambiente e Espaços Verdes, Obras Municipais e Trânsito, exortando-o a resolver a questão, nomeadamente a colocar lá placas avisadoras do mau estado da estrada (valha a verdade que a estrada tem é de ser arranjada, mas se o ICNF não o faz, como seria normal e até urgente, a Câmara que o faça e mande a conta, que exemplos desses há alguns pelo país). Mas, ciente de que o bom, na administração pública, tantas vezes é inimigo do óptimo... Ao menos que pusessem umas placas a avisar!
A resposta do senhor vice-presidente, confesso, surpreendeu-me! A resposta, e vou qualificá-la, de propósito, venha lá quem vier, é UM INSULTO a um munícipe, a todos os munícipes, a quem gosta da sua terra e a todos os que a visitam. Pois que não ia fazer nada porque "AQUILO NÃO É NOSSO"! 
Eu ainda argumentei, que era uma questão de segurança, que é território municipal, que as pessoas votaram no executivo municipal, não no ICNF... sem resultado! "Aquilo não é nosso!!" 
Ponto final? Não... parágrafo!!
Foi o vereador Carlos Monteiro à sua vida e, minutos depois, tive conversa idêntica com o senhor presidente da Câmara Municipal, João Ataíde! Foi uma conversa breve... porque a páginas tantas, à minha frente e alto e bom som, João Ataíde telefonou ao comandante da Protecção Civil municipal, Nuno Osório e ordenou a colocação das placas, com carácter de urgência, por ser uma questão de segurança, assinalando que embora não tendo jurisdição sobre a estrada, o município assumia essa intervenção! As placas foram feitas, os serviços camarários cumpriram a ordem e colocadas estão!!
Moral da história?? Cada um que conclua como quiser! 
Cá eu, que tenho opinião - mesmo que isso custe a uns quantos - limito-me a assinalar que quando criticamos este ou aquele, devemos estar na posse da informação toda! Ah... e admito que a gestão autárquica é algo muito difícil. Mas mesmo!"
José Luís de Sousa

"Este texto.. Para sermos rigorosos... So tem um problema... Quais plátanos?"

"Recentemente, a Figueira da Foz foi notícia por todo o país, por causa de um anunciado abate de árvores, entre elas plátanos, na freguesia de Buarcos.
Esta decisão camarária está na base de uma obra de intervenção urbana (aprovada por unanimidade em reunião de Câmara e Assembleia Municipal), que pretende requalificar uma determinada zona, transformando-a em área pedonal e de lazer. 
As árvores em causa têm motivado grandes discussões e debates por toda Europa. Através de uma pesquisa na Web, chegamos à rápida constatação que se criaram inúmeros movimentos, não contra o corte das mesmas, mas sim a reivindicar a sua substituição por outras espécies. 
Para ser correto na análise deste tema, tenho de revelar que existe uma informação da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clinica, desmentindo os perigos desta espécie na Saúde Pública. No entanto, são muitos os artigos, pareceres e informações pela Europa fora, que afirmam exatamente o contrário.
De entre as dezenas de documentos que afirmam o contrário, destaco o texto da Dra. Iolanda Miró i Vinaxia, da Academia de Ciências Médicas e da Saúde da Catalunha e Baleares, Associação Catalã de Comunicação Cientifica, Associação Espanhola de textos médicos e Associação Nacional de Informadores da Saúde, que põe bem claro os efeitos dos plátanos na saúde pública. Segundo a mesma, a polinização nestas árvores, apesar de ser curta é muito intensa, chegando a níveis elevados que podem ultrapassar os 2.000 grãos de pólen por metro cúbico de ar. Tal situação provoca um conjunto de alergias em diversas partes do corpo, bem como episódios de asma.
Em Portugal, em Maio deste ano num concelho a sul do país, a comunicação social noticiava o transporte para as urgências de 15 crianças de uma escola do ensino básico e 1º Ciclo, devido a alergias provocadas por exposição ao pólen de plátanos.
Têm sido muitas as cidades europeias, que têm optado por outras espécies de árvores em detrimento dos plátanos, única e exclusivamente por este fator.
No caso concreto da nossa cidade é importante esclarecer a população, que as intervenções urbanas em curso, vão duplicar os espaços arborizados e não diminuir. 
Quanto à contestação que todos vimos na comunicação social, é notório que existiram dois grupos. Um primeiro associado ao Movimento Parque Verde, a quem reconheço legitimidade pois ao longo dos anos têm estado na primeira linha de causas ambientais e um segundo que se aproveitou da situação para politizar o caso e angariar votos através de um possível descontentamento da população.
Apesar desta minha modesta opinião, qualquer um destes grupos, antes de vir para rua manifestar-se, deveria ter solicitado uma audiência ao Presidente na Câmara, por forma a sensibilizar o mesmo para o assunto em causa. Só depois disto e caso a posição se mantivesse, faria sentido a dita manifestação.
João Ataíde esteve bem, pois apesar de um político ter de ser firme nas suas decisões, também tem de ouvir a vontade das populações e saber recuar se necessário.
Para já o processo está suspenso para melhor análise do mesmo, mas tenho a certeza que depois de vistos os prós e os contras do referido abate e a verdadeira vontade da população, se não fizer sentido o corte dos plátanos, os mesmos não serão cortados."
João Raul Moura Portugal

Nota de rodapé.
"Sem dar por ela...sem dar por ela", dou comigo a concordar com o Luís Fidalgo: "isto é o que dá quando não se tem opinião e então se age por reação. Era de estranhar que o PS não alinhasse na senda destrutiva do ambiente que se vive na nossa cidade. Agora são as alergias. Estas arvores estão plantadas há quarenta, cinquenta anos? Tem sido numerosos os casos de pessoas com rinites alérgicas? Que fraca argumentação. 
Este senhor está mal informado. O Sr Presidente agiu porque foi obrigado e esteve muito mal ao admitir que nem o projeto conhecia. Só falta mesmo conhecer a opinião do sr. presidente da junta de Buarcos. Deve estar a arranjar outro tipo justificações para o abate das árvores que não sejam as alergias . 
Estamos bem entregues."
João Portugal, aceite o conselho do Pedro Silva: "se calhar já chega de tentar defender o indefensável, sob pena de se cair no disparate de ficar agarrado a... um plátano. Louve-se o esforço criativo e siga-se em frente, que esta poeira também não faz nada bem à saúde."

domingo, 19 de agosto de 2018

Temos décadas disto...


"O jardim Fernando Traqueia, embora desprezado, ainda atrai povo. Toda a gente procura sombras, idosos e famílias. 
Segundo me dizem, o Arquitecto Melo é um PIPI !
Sendo assim, se fosse competente, fazia projectos para o Mónaco ou Nice.....

Já me admira a posição dos vereadores que, na maioria, são de origem rural !?"
Via Casimiro Terêncio

Após  décadas a estudar e a observar a vida política local, estou em condições de pensar que permanece entre nós, década após década, uma arreigada cultura de desresponsabilização e auto-desculpabilização.
Os custos, para o concelho, são muito dificilmente calculáveis, mas andarão por um valor equivalente aos milhões, mal geridos,  desperdiçados em fundos comunitáriose destinados apenas a alimentar clientelas que, como retribuição, atestam os recusos financeirtos das campanhas eleitorais. 
Olhando para o desconforto que as árvores das nossas ruas apresentam, resta-nos ter a certeza que continuarão frondosas a darem-nos de novo a sombra e a maravilhar-nos com o seu porte altivo. 
Nada de essencial vai mudar. Nada de novo, portanto.
Quase sem "SEM DAR POR ELA... SEM DAR POR ELA!...", as coisas, tal como aconteceu na política figueirenses ao longo de décadas, lenta mas inexoravelmente, retornam ao esquema de sempre. 

Um deslumbramento raro no dia Mundial da fotografia...

O Carnaval este ano ainda é mais cedo...

PS: e o povo, pá!..

daqui

Interrogação de última hora, via Marco Figueiredo: 
"As mesas na praia sem sombras estavam todas ocupadas por esses arquitetos?"

Não se via necessidade do verde e das árvores... Porém, de repente, surge aquela rega, como vinda dos fundos dos tempos! É quase uma imagem "surreal"!..

Em 17 de Agosto de 2018. Via Luis Pena:
"Depois da nossa acção de ontem...será que teremos contribuído para uma mudança de atitude dos responsáveis locais? Vejam as fotos bem "frescas! desta tarde...
As árvores, ontem em perigo eminente de serem cortadas hoje estavam a ser regadas...
Tudo isto me parece surreal...
Só na Figueira da Foz..."

Bom domingo, os amigos não se esquecem...

Há idiossincrasias de outros que me são estranhas...

Tempos de festa...

PSD confronta o Dr. Carlos Monteiro, Vereador do Município da Figueira da Foz dos PROJETOS e OBRAS MUNICIPAIS, Ambiente, Espaços Verdes e também PRESIDENTE do PARTIDO SOCIALISTA da FIGUEIRA DA FOZ!

Dr. Carlos Monteiro, Vereador do Município da Figueira da Foz dos PROJETOS e OBRAS MUNICIPAIS, Ambiente, Espaços Verdes e também PRESIDENTE do PARTIDO SOCIALISTA da FIGUEIRA DA FOZ!
Quer manter POSTURA AUTORITÁRIA e ARROGANTE, ignorando os FIGUEIRENSES??!!
Recorte da imprensa local - Diário As Beiras , 18 de Agosto de 2018
Via PSD/FIGUEIRA DA FOZ
"O Movimento Parque Verde realizou, na manhã de quinta-feira, uma manifestação que se destinou a exigir à autarquia a paragem das obras e a compatibilização das árvores existentes com o projeto previsto para o Largo Caras Direitas. A manifestação, que contou com cerca de 50 pessoas, entre cidadãos, autarcas e dirigentes políticos, culminou com João Ataíde, presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz (CMFF), a admitir “reconfigurar o projeto, de forma a que esse património natural não fique em causa”
Partido Comunista Português (PCP) e Partido Social Democrata (PSD) mostraram-se contra o abate de 16 árvores em Buarcos e reagiram em comunicados que visaram o executivo camarário presidido por João Ataíde. Os comunistas criticaram o discurso do vice-presidente da CMFF, Carlos Monteiro, que, em declarações à Agência Lusa, pediu desculpa por “ter dado uma informação errada” que “não queria induzir ninguém em erro” quando assumiu ao PSD que não haveria corte de árvores em Buarcos, salientando que se “estava a referir ao jardim Fernando Traqueia” - fronteiro à zona em questão e que também será intervencionado - e “não à zona do mercado municipal”. 
No comunicado enviado à comunicação social, o PCP visa também, José Tavares, presidente da Junta de Freguesia de Buarcos e São Julião, perguntando se o autarca “concorda com o que se está a passar?”
Em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS, José Tavares, afirmou que “confia totalmente” no trabalho que está a ser desenvolvido pela CMFF. 
“Há alturas para tudo, até para se fazer política séria. Será que as mesmas vozes que se levantam agora, se levantaram no passado quando havia árvores a prejudicar a saúde da nossa população? Quando é que essas mesmas vozes se decidem levantar contra a poluição dos carros na nossa cidade? Esta junta é pela vida e, se pudéssemos, teríamos todo o gosto de plantar uma árvore em cada canto. Confiamos totalmente no trabalho da CMFF. Estamos a desenvolver projetos virados para a comunidade. Foi para isso que fomos eleitos”, concluiu.
“Suspensão imediata” das obras 
Em comunicado enviado à comunicação social, o PSD refere que “já contactou as diversas forças políticas assentes na Assembleia Municipal (AM) para a realização de uma AM extraordinária tendo como ponto único da ordem de trabalhos a «Intervenção no espaço público da Figueira da Foz»”. 
Os sociais-democratas exigem ainda “a suspensão imediata das obras em Buarcos, na zona antiga da cidade e no Cabedelo”, para que “as mesmas possam ser convenientemente debatidas por todos os figueirenses”, concluem." 
|Nuno Silva com Lusa

Ilações políticas a tirar, segundo Casimiro Terêncio...

Calma, isto não é em Buarcos...