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| Fotos Vânia Isabel Baptista |
sábado, 9 de junho de 2018
Mais uma trapalhada a acabar num choradinho?...
"A Feira Internacional do Mar (FIMAR) da Figueira da Foz tinha marcado o seu regresso, após várias décadas da última edição, para o próximo dia 14, na praça do Forte, partilhando o espaço e quatros dias do calendário com a Feira das Freguesias. Entretanto, depois de ter sido anunciada no programa das Festa da Cidade, a organização decidiu adiá-la, para aduzir elementos que dignificassem a “marca” e para não redundar numa tentativa falhada de fazer jus ao prestígio e à história que o certame conquistou na década de 1980.
Os organizadores, o Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Coimbra (ISCAC) e a autarquia, decidiram que o melhor seria dar mais tempo, para poderem organizar um evento digno do seu nome e da sua história.
“A escola constatou que o tempo não era suficiente para organizar uma feira com a dimensão e o prestígio da FIMAR, e optou-se por uma pausa de espera, para, com tempo, se organizar algo compatível com esse prestígio e essa dimensão”, justificou ao DIÁRIO AS BEIRAS Manuel Castelo Branco, presidente daquele instituto.
O ISCAC e a Câmara da Figueira da Foz mantêm, no entanto, o interesse em retomar a FIMAR. Ao que o DIÁRIO AS BEIRAS apurou, a feira poderá voltar a mostrar as actividades ligadas à economia do mar em setembro deste ano, de 27 a 30, podendo coincidir com a Feira Sabores Terra e Mar, organizada pela Associação Figueira com Sabor a Mar, ou em abril de 2019.
Entretanto, na próxima semana, Manuel Castelo Branco vai passar o testemunho da presidência do instituto de Coimbra a Pedro Costa, recentemente eleito para o cargo, o que significa que será o novo presidente do ISCAC a liderar o processo.
Como é que o ISCAC entrou na organização da FIMAR? O instituto, recorde-se, criou a Escola do Mar da Figueira da Foz, na antiga Casa dos Pescadores de Buarcos. Por isso, era o parceiro ideal para o evento, que também terá no programa conferências e debates sobre a economia do mar. Inicialmente, ao que foi possível apurar, terá sido convidado por um empresário local que teve a iniciativa de retomar o certame, convite, esse, que foi reiterado, e reforçado, pela autarquia, quando esta tomou o leme da organização, após a saída do privado da organização."
Via jornal AS BEIRAS
Os organizadores, o Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Coimbra (ISCAC) e a autarquia, decidiram que o melhor seria dar mais tempo, para poderem organizar um evento digno do seu nome e da sua história.
“A escola constatou que o tempo não era suficiente para organizar uma feira com a dimensão e o prestígio da FIMAR, e optou-se por uma pausa de espera, para, com tempo, se organizar algo compatível com esse prestígio e essa dimensão”, justificou ao DIÁRIO AS BEIRAS Manuel Castelo Branco, presidente daquele instituto.
O ISCAC e a Câmara da Figueira da Foz mantêm, no entanto, o interesse em retomar a FIMAR. Ao que o DIÁRIO AS BEIRAS apurou, a feira poderá voltar a mostrar as actividades ligadas à economia do mar em setembro deste ano, de 27 a 30, podendo coincidir com a Feira Sabores Terra e Mar, organizada pela Associação Figueira com Sabor a Mar, ou em abril de 2019.
Entretanto, na próxima semana, Manuel Castelo Branco vai passar o testemunho da presidência do instituto de Coimbra a Pedro Costa, recentemente eleito para o cargo, o que significa que será o novo presidente do ISCAC a liderar o processo.
Como é que o ISCAC entrou na organização da FIMAR? O instituto, recorde-se, criou a Escola do Mar da Figueira da Foz, na antiga Casa dos Pescadores de Buarcos. Por isso, era o parceiro ideal para o evento, que também terá no programa conferências e debates sobre a economia do mar. Inicialmente, ao que foi possível apurar, terá sido convidado por um empresário local que teve a iniciativa de retomar o certame, convite, esse, que foi reiterado, e reforçado, pela autarquia, quando esta tomou o leme da organização, após a saída do privado da organização."
Via jornal AS BEIRAS
Nesta nossa Figueira da Foz, há sempre algo que nos desconcerta....
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| Imagem sacada daqui |
"Exmos Senhores
Cheguei agora a casa, e um pouco mais calmo, volto ao apoio de praia em Buarcos e pensando duma maneira geral naquela infra-estrutural chego à conclusão que vocês na APA são, efectivamente INCOMPETENTES!!!!!!
Então vocês que deviam defender o ambiente aprovam um projecto que:
1. A rua de acesso não tem colector de esgotos então aprova-se, presumo eu, a implantação dum poço que terá uma bomba que bombeará os efluentes numa extensão de mais de 100 m até a caixa onde liga a Plataforma! E tudo isto na praia....
2. A rua de acesso não tem rede de gaz, então há que fazer um ramal de mais 100m enterrado na areia! É tudo isto na praia...
Lembro que naquela zona passam, no Verão, milhares de pessoas entre as quais muitas crianças!
Então vocês que deviam defender o ambiente aprovam um projecto que:
1. A rua de acesso não tem colector de esgotos então aprova-se, presumo eu, a implantação dum poço que terá uma bomba que bombeará os efluentes numa extensão de mais de 100 m até a caixa onde liga a Plataforma! E tudo isto na praia....
2. A rua de acesso não tem rede de gaz, então há que fazer um ramal de mais 100m enterrado na areia! É tudo isto na praia...
Lembro que naquela zona passam, no Verão, milhares de pessoas entre as quais muitas crianças!
Concluindo: Tenham juízo, um pouco de bom senso, e Concessionem o que reúne condições para isso! O que não tem condições não Concessionam."
Carlucci
"Há dias, uma televisão convidou-me a dar um testemunho, por ocasião da morte de Frank Carlucci, o embaixador que os americanos enviaram para Portugal, alguns meses depois do 25 de abril. Agradeci, mas não aceitei.
Faço parte de uma geração que, por algum tempo, viveu com a imagem regular de Carlucci na nossa (à época única) televisão. Aquela figura de rictus estranho, com umas patilhas de forcado, foi então uma espécie de vedeta nacional. Eu já era diplomata e tenho bem presente a sua importância na sociedade política portuguesa.
Segundo alguns historiadores, Carlucci terá convencido o chefe da diplomacia do presidente Nixon, Henry Kissinger, de que a deriva revolucionária portuguesa, subsequente ao 25 de abril, não condenava necessariamente o país a converter-se numa república socialista radical, que este via como uma espécie inevitável de "vacina" para a Europa ocidental. Para o embaixador, havia a opção de apoiar os líderes dos partidos moderados, tentando, com a ajuda de regimes pluralistas europeus, promover a instauração da democracia no país. O facto de isso ter assim sucedido é tido por muitos a crédito de Carlucci.
Por este facto, Carlucci transformou-se, aos olhos de alguns, num "herói" da democracia portuguesa, uma espécie de "santo padroeiro" do 25 de novembro. E os descendentes políticos dessa gratidão apresentaram, na Assembleia da República, votos (diferenciados) de pesar pelo passamento do político americano. Esse voto tem de ser respeitado. Quero, porém, deixar aqui claro que, se acaso fosse deputado, não me teria associado a ele, abstendo-me ou saindo da sala. Porquê? Porque não aplaudo cínicos.
Frank Carlucci apoiou os democratas portugueses, não pelo sentido humanista decorrente de uma opção a favor da vida política em liberdade no nosso país, mas exclusivamente porque esse era o interesse geoestratégico americano de ocasião. Mas não será isto um preconceito? Não creio. Em outras ocasiões, a História prova que o mesmo Frank Carlucci deu apoio, claro e deliberado, a golpes políticos conducentes à instauração de ditaduras e regimes opressivos noutras partes do Mundo. Com orgulho declarado e sem o menor remorso.
Aliás, não é necessário ir muito longe para constatar essa duplicidade: a mesma administração americana que enviou Carlucci, para substituir um diplomata que não tinha "visto chegar" a Revolução cujas consequências pretendia combater, era precisamente o mesmo que até então se mostrara plenamente confortável com o regime ditatorial de Marcelo Caetano. Desejo assim que Carlucci descanse em paz. Nada mais."
Francisco Seixas da Costa
* EMBAIXADOR
Faço parte de uma geração que, por algum tempo, viveu com a imagem regular de Carlucci na nossa (à época única) televisão. Aquela figura de rictus estranho, com umas patilhas de forcado, foi então uma espécie de vedeta nacional. Eu já era diplomata e tenho bem presente a sua importância na sociedade política portuguesa.
Segundo alguns historiadores, Carlucci terá convencido o chefe da diplomacia do presidente Nixon, Henry Kissinger, de que a deriva revolucionária portuguesa, subsequente ao 25 de abril, não condenava necessariamente o país a converter-se numa república socialista radical, que este via como uma espécie inevitável de "vacina" para a Europa ocidental. Para o embaixador, havia a opção de apoiar os líderes dos partidos moderados, tentando, com a ajuda de regimes pluralistas europeus, promover a instauração da democracia no país. O facto de isso ter assim sucedido é tido por muitos a crédito de Carlucci.
Por este facto, Carlucci transformou-se, aos olhos de alguns, num "herói" da democracia portuguesa, uma espécie de "santo padroeiro" do 25 de novembro. E os descendentes políticos dessa gratidão apresentaram, na Assembleia da República, votos (diferenciados) de pesar pelo passamento do político americano. Esse voto tem de ser respeitado. Quero, porém, deixar aqui claro que, se acaso fosse deputado, não me teria associado a ele, abstendo-me ou saindo da sala. Porquê? Porque não aplaudo cínicos.
Frank Carlucci apoiou os democratas portugueses, não pelo sentido humanista decorrente de uma opção a favor da vida política em liberdade no nosso país, mas exclusivamente porque esse era o interesse geoestratégico americano de ocasião. Mas não será isto um preconceito? Não creio. Em outras ocasiões, a História prova que o mesmo Frank Carlucci deu apoio, claro e deliberado, a golpes políticos conducentes à instauração de ditaduras e regimes opressivos noutras partes do Mundo. Com orgulho declarado e sem o menor remorso.
Aliás, não é necessário ir muito longe para constatar essa duplicidade: a mesma administração americana que enviou Carlucci, para substituir um diplomata que não tinha "visto chegar" a Revolução cujas consequências pretendia combater, era precisamente o mesmo que até então se mostrara plenamente confortável com o regime ditatorial de Marcelo Caetano. Desejo assim que Carlucci descanse em paz. Nada mais."
Francisco Seixas da Costa
* EMBAIXADOR
sexta-feira, 8 de junho de 2018
Tribunal confirma Assembleia Geral para dia 23 de junho
"A realização da Assembleia Geral do Sporting marcada para o dia 23 de junho foi confirmada esta sexta-feira por decisão do tribunal. Os juízes aceitaram a providência cautelar interposta por Jaime Marta Soares. O anúncio foi feito pelo presidente da Mesa da AG em comunicado enviado às redacções."
Para ler o comunicado na íntegra, clicar aqui.
Para ler o comunicado na íntegra, clicar aqui.
Pareciam ser uns grande optimistas, por natureza!..
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| Via Manuel Mesquita |
Assim vale a pena ser deputado...
Deixem-me ser bonzinho...
Deixem-me acreditar no Pai Natal, no Presidente da República, no 1º. Ministro, nos Ministros, no Presidente da Câmara, nos Vereadores, no Presidente da Junta...
E, nos Deputados!..
"No início de maio, a RTP, numa reportagem exclusiva, confrontou alguns deputados (de partidos à esquerda e à direita) sobre o facto de terem residência em Lisboa, viverem na capital, mas terem como morada oficial uma outra, longe bem longe de Lisboa, possibilitando incorporar no seu rendimento um subsídio de deslocação. Pese o escândalo da situação e da pouca ética demonstrada, a verdade é que não se ouviu dizer mais nada sobre o assunto. Esta questão dos deputados e das respectivas deslocações já tinha estado em debate por causa de viagens de avião.
O que a reportagem da RTP provou é que existem 159 deputados com subsídios de deslocação e, muitos deles, moram em Lisboa. Há mesmo quem more a 500 metros da Assembleia da República. Os subsídios dão, nos casos abordados pela reportagem, uns confortáveis, decerto bem vindos, dois mil e tal euros de acréscimo ao salário. Portanto, os deputados, com esta manobra, ganham mais, muito mais, do que seria de esperar e, pior ainda, os ditos subsídios não estão sujeitos a tributação.
Sempre defendi que os deputados, como representantes eleitos, deveriam ganhar o melhor possível. Uma das razões que leva a que algumas pessoas se afastem da política é precisamente a questão financeira. Mudei de ideias. Porque uma coisa são os salários e outra, completamente diferente, é a realidade que se reflecte em cada recibo de vencimento do deputado ou deputada que considera que ainda vive no norte do país, porque tem aí uma mãe com 95 anos e é aí que se desloca quando a agenda permite.
Qual é ordenado de um deputado? Tomem nota: 3.624, 42 euros. A este valor acresce uma maquia se não trabalharem em mais lado algum, outra por serem deputados, só porque sim, e ainda o tal subsídio de deslocação se, claro, tiverem mandado dizer que moram em Viseu, em Braga, em Faro e outro abono ainda por estarem eventualmente longe de casa, da família.
O subsídio de deslocação não é igual, calcula-se ao quilómetro. São 69,19 euros por dia para quem more fora de Lisboa; 23,05 euros para quem more na capital. A mim não me pagam para ir da minha residência para o meu emprego, mas claro que eu não fui eleita e tal e não conto para este campeonato.
Além da remuneração principal que recebem por serem eleitos, os deputados recebem também uma quantia para exercerem essa função na Assembleia da República, em Lisboa (a ver se não desmoralizam, coitados, um incentivo para um entusiasmo extra, será?); recebem outra parcela caso não trabalhem em mais nenhum sítio (o regime de exclusividade vale um abono fixo de 370,32 euros mensais) e ainda recebem outra parcela fixa simplesmente por serem deputados da Nação e “representarem todo o país”. A tudo isto acrescem subsídios com deslocações que variam consoante o local de residência e a sua distância até ao Parlamento e por se deslocarem ao respectivo círculo eleitoral. Estes valores somados estão isentos de impostos. Um deputado ou deputada, assim, pode ter um salário e cinco abonos? Pois pode.
Querem-me explicar como se fosse mesmo muito burra ou temos aqui um problema? Talvez seja de pedir ao Presidente da Assembleia da República que tome os deputados como alunos na escola e faça o favor de fiscalizar quem é que tem mais dinheiro por mês por morar ficcionalmente numa outra ponta do país, embora mantenha residência em Lisboa, faça aqui a sua vida, tenha família com vínculos vários a empresas, a escolas, a instituições. De resto, lamento, um esquema é um esquema, a falta de ética comportamental não atinge apenas o comum dos mortais, é praticada pelos grandes da nação."
Moro num país que exige ensino médio para um puto, mas não exige o ensino fundamental para os políticos.
Ao Pai Natal do meu país não sei o que foi exigido...
Deixem-me acreditar no Pai Natal, no Presidente da República, no 1º. Ministro, nos Ministros, no Presidente da Câmara, nos Vereadores, no Presidente da Junta...
E, nos Deputados!..
"No início de maio, a RTP, numa reportagem exclusiva, confrontou alguns deputados (de partidos à esquerda e à direita) sobre o facto de terem residência em Lisboa, viverem na capital, mas terem como morada oficial uma outra, longe bem longe de Lisboa, possibilitando incorporar no seu rendimento um subsídio de deslocação. Pese o escândalo da situação e da pouca ética demonstrada, a verdade é que não se ouviu dizer mais nada sobre o assunto. Esta questão dos deputados e das respectivas deslocações já tinha estado em debate por causa de viagens de avião.
O que a reportagem da RTP provou é que existem 159 deputados com subsídios de deslocação e, muitos deles, moram em Lisboa. Há mesmo quem more a 500 metros da Assembleia da República. Os subsídios dão, nos casos abordados pela reportagem, uns confortáveis, decerto bem vindos, dois mil e tal euros de acréscimo ao salário. Portanto, os deputados, com esta manobra, ganham mais, muito mais, do que seria de esperar e, pior ainda, os ditos subsídios não estão sujeitos a tributação.
Sempre defendi que os deputados, como representantes eleitos, deveriam ganhar o melhor possível. Uma das razões que leva a que algumas pessoas se afastem da política é precisamente a questão financeira. Mudei de ideias. Porque uma coisa são os salários e outra, completamente diferente, é a realidade que se reflecte em cada recibo de vencimento do deputado ou deputada que considera que ainda vive no norte do país, porque tem aí uma mãe com 95 anos e é aí que se desloca quando a agenda permite.
Qual é ordenado de um deputado? Tomem nota: 3.624, 42 euros. A este valor acresce uma maquia se não trabalharem em mais lado algum, outra por serem deputados, só porque sim, e ainda o tal subsídio de deslocação se, claro, tiverem mandado dizer que moram em Viseu, em Braga, em Faro e outro abono ainda por estarem eventualmente longe de casa, da família.
O subsídio de deslocação não é igual, calcula-se ao quilómetro. São 69,19 euros por dia para quem more fora de Lisboa; 23,05 euros para quem more na capital. A mim não me pagam para ir da minha residência para o meu emprego, mas claro que eu não fui eleita e tal e não conto para este campeonato.
Além da remuneração principal que recebem por serem eleitos, os deputados recebem também uma quantia para exercerem essa função na Assembleia da República, em Lisboa (a ver se não desmoralizam, coitados, um incentivo para um entusiasmo extra, será?); recebem outra parcela caso não trabalhem em mais nenhum sítio (o regime de exclusividade vale um abono fixo de 370,32 euros mensais) e ainda recebem outra parcela fixa simplesmente por serem deputados da Nação e “representarem todo o país”. A tudo isto acrescem subsídios com deslocações que variam consoante o local de residência e a sua distância até ao Parlamento e por se deslocarem ao respectivo círculo eleitoral. Estes valores somados estão isentos de impostos. Um deputado ou deputada, assim, pode ter um salário e cinco abonos? Pois pode.
Querem-me explicar como se fosse mesmo muito burra ou temos aqui um problema? Talvez seja de pedir ao Presidente da Assembleia da República que tome os deputados como alunos na escola e faça o favor de fiscalizar quem é que tem mais dinheiro por mês por morar ficcionalmente numa outra ponta do país, embora mantenha residência em Lisboa, faça aqui a sua vida, tenha família com vínculos vários a empresas, a escolas, a instituições. De resto, lamento, um esquema é um esquema, a falta de ética comportamental não atinge apenas o comum dos mortais, é praticada pelos grandes da nação."
Moro num país que exige ensino médio para um puto, mas não exige o ensino fundamental para os políticos.
Ao Pai Natal do meu país não sei o que foi exigido...
"O mundo jamais será tranquilo enquanto não se extinguir o patriotismo da raça humana" (Bernard Shaw)
José Fernando Correia, ontem no jornal AS Beiras.
"...é manifesto que estamos perante um sintoma de que algo vai mal no domínio da construção (ou da preservação) da nossa identidade colectiva, um valor que não se sobrepõe, mas que deve coabitar com a nossa individualidade. Todos sabemos que o mundo é uma “aldeia global”, que muitos das questões do mundo contemporâneo são transnacionais, etc, etc. Mas a pátria é ainda uma categoria que dá sentido e coesão a uma comunidade. E é pena que um patriotismo saudável seja mote quase abandonado no discurso político dos partidos do centro do nosso sistema político, estando remetido para o PCP e para grupúsculos da extrema-esquerda. Vem aí o 10 de Junho. Viva Portugal!"
Nota de rodapé.
"Só a fantasia permanece sempre jovem; o que nunca aconteceu nunca envelhece."
"...é manifesto que estamos perante um sintoma de que algo vai mal no domínio da construção (ou da preservação) da nossa identidade colectiva, um valor que não se sobrepõe, mas que deve coabitar com a nossa individualidade. Todos sabemos que o mundo é uma “aldeia global”, que muitos das questões do mundo contemporâneo são transnacionais, etc, etc. Mas a pátria é ainda uma categoria que dá sentido e coesão a uma comunidade. E é pena que um patriotismo saudável seja mote quase abandonado no discurso político dos partidos do centro do nosso sistema político, estando remetido para o PCP e para grupúsculos da extrema-esquerda. Vem aí o 10 de Junho. Viva Portugal!"
Nota de rodapé.
"Só a fantasia permanece sempre jovem; o que nunca aconteceu nunca envelhece."
"Reduzem-se" todos os anos!..
Este ano, desfilarão apenas três marchas figueirenses no dia 23, pelas 21.30, na Avenida 25 de Abril.
"Mulheres de Tavarede", Sociedade Filarmónica Paionense e a Marcha do Grupo Instrução e Sport da Praia de Buarcos serão as marchas a concurso.
Extra concurso, vão participar sete marchas provenientes de Ribeira de Frades, Vila Real, Miranda do Corvo, Vila Nova de Famalicão e Lisboa.
"Mulheres de Tavarede", Sociedade Filarmónica Paionense e a Marcha do Grupo Instrução e Sport da Praia de Buarcos serão as marchas a concurso.
Extra concurso, vão participar sete marchas provenientes de Ribeira de Frades, Vila Real, Miranda do Corvo, Vila Nova de Famalicão e Lisboa.
quinta-feira, 7 de junho de 2018
Dá para rir, porque chorar não remedeia nada...
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| Daqui |
Na Figueira, tudo é outra coisa...
A verdadeira cor do tecido é a que se encontra no avesso.
A propósito do Cabedelo...
Nos tempos que correm, os cidadãos que se deixam envolver na coisa política e aceitam cargos públicos, arriscam-se a destruir o prestígio de uma vida de trabalho construída arduamente ao longo dos anos.
Refiro-me a cidadãos comuns – incluindo os que são filiados em Partidos políticos – e não de políticos que fizerem da política o seu trabalho e que vão buscar a esses cidadãos comuns a mão-de-obra para a sua empresa.
Repare-se nas declarações acima, respigadas do jornal Voz da Figueira, prestadas pelo presidente da Junta de Freguesia da Aldeia, que neste momento anda em digressão americana à boleia do presidente da Câmara da cidade da Figueira da Foz.
Mais parecem vir da boca de um empregado do presidente do que seu parceiro de eleição nas últimas autárquicas!..
Sei que os poderes são ambicionados. Sei, também, que a projecção mediática e pública podem ser também motor para que os cidadãos se envolvam.
Mas, também, sei que muitos se envolvem nessas aventuras por motivos de serviço público dispondo-se a oferecer o que de melhor sabem fazer em favor do bem comum.
Aqui é o que se pode ver...
Este, é mais um caso de sacrifício dum cidadão comum a favor dos cabeças de cartaz, assacando para eles (para os cidadãos comuns) os efeitos e os males que umas declarações infelizes e despropositadas como estas não deixarão de ter a merecida resposta no local próprio.
Muita coisa terá de mudar na Aldeia e na cidade, se quisermos ter, no futuro, equipas de competência que zelem pelos nossos interesses e bem-estar.
Nota de rodapé.
Ainda a propósito do Cabedelo, também via Voz da Figueira, chamo a atenção para a imagem abaixo.

Refiro-me a cidadãos comuns – incluindo os que são filiados em Partidos políticos – e não de políticos que fizerem da política o seu trabalho e que vão buscar a esses cidadãos comuns a mão-de-obra para a sua empresa.
Repare-se nas declarações acima, respigadas do jornal Voz da Figueira, prestadas pelo presidente da Junta de Freguesia da Aldeia, que neste momento anda em digressão americana à boleia do presidente da Câmara da cidade da Figueira da Foz.
Mais parecem vir da boca de um empregado do presidente do que seu parceiro de eleição nas últimas autárquicas!..
Sei que os poderes são ambicionados. Sei, também, que a projecção mediática e pública podem ser também motor para que os cidadãos se envolvam.
Mas, também, sei que muitos se envolvem nessas aventuras por motivos de serviço público dispondo-se a oferecer o que de melhor sabem fazer em favor do bem comum.
Aqui é o que se pode ver...
Este, é mais um caso de sacrifício dum cidadão comum a favor dos cabeças de cartaz, assacando para eles (para os cidadãos comuns) os efeitos e os males que umas declarações infelizes e despropositadas como estas não deixarão de ter a merecida resposta no local próprio.
Muita coisa terá de mudar na Aldeia e na cidade, se quisermos ter, no futuro, equipas de competência que zelem pelos nossos interesses e bem-estar.
Nota de rodapé.
Ainda a propósito do Cabedelo, também via Voz da Figueira, chamo a atenção para a imagem abaixo.

Nem todas as histórias de amor de longa duração precisam de ser estragadas...
O amor, presumo, é determinante nas vidas de todos nós.
Para muitos de nós, diria que é a mola real que nos faz mover.
E o amor só pode ser entendido em toda a sua dimensão.
Há dias em que nos apetece uma história bonita e romântica.
Hoje, no jornal AS BEIRAS, Jot Alves assina uma prosa que conta uma bonita e comovedora história de amor.
Com a devida vénia, passo a citar.
"Maria Providência Marques está, aos 84 anos, a viver uma segunda vida. Depois de ter passado mais de meio ano entre a cadeira de rodas, o sofá e a cama, vai participar, no próximo domingo, na caminhada da Meia-Maratona da Figueira da Foz. A surpreendente recuperação da octogenária figueirense tem o contributo do marido, António Marques, de 87 anos. Esta é, pois, uma história de amor e superação, protagonizada por dois octogenários que prometeram viver juntos até que a morte os separe, na saúde e na doença.
De repente, uma enfermidade neurológica retirou a Maria Marques a mobilidade e outras funções motoras - deixou de andar e comer, ficando totalmente dependente. Seguiu-se o tratamento e a institucionalização no Lar de Santo António, da Misericórdia-Obra da Figueira. “Quando decidimos que o melhor era ela ir para o lar [problemas de saúde impedem a filha única, Rosa Marques, de 59 anos, de cuidar dos pais], disse logo que ia com ela. Tive de ir com ela, não podia deixá-la sozinha”, conta António Marques.
Teve de esperar algum tempo, até haver um quarto de casal livre na instituição.
Entretanto, passava os dias com ela, a dar-lhe de comer, a incentivá-la para não desistir de tentar recuperar a sua autonomia motora e ajudando-a a caminhar. “Com a ajuda dos funcionários do lar, que têm sido incansáveis”, ressalva.
Até na caminhada da meia-maratona participam os dois. “Tenho de acompanhá-la, porque precisa da minha ajuda”, ressalva António Marques. Maria Marques não garante que vai fazer o percurso completo, mas promete ir até onde puder, e já deu provas de que pode ir mais longe do que ela própria imaginava."
Para muitos de nós, diria que é a mola real que nos faz mover.
E o amor só pode ser entendido em toda a sua dimensão.
Há dias em que nos apetece uma história bonita e romântica.
Hoje, no jornal AS BEIRAS, Jot Alves assina uma prosa que conta uma bonita e comovedora história de amor.
Com a devida vénia, passo a citar.
"Maria Providência Marques está, aos 84 anos, a viver uma segunda vida. Depois de ter passado mais de meio ano entre a cadeira de rodas, o sofá e a cama, vai participar, no próximo domingo, na caminhada da Meia-Maratona da Figueira da Foz. A surpreendente recuperação da octogenária figueirense tem o contributo do marido, António Marques, de 87 anos. Esta é, pois, uma história de amor e superação, protagonizada por dois octogenários que prometeram viver juntos até que a morte os separe, na saúde e na doença.
De repente, uma enfermidade neurológica retirou a Maria Marques a mobilidade e outras funções motoras - deixou de andar e comer, ficando totalmente dependente. Seguiu-se o tratamento e a institucionalização no Lar de Santo António, da Misericórdia-Obra da Figueira. “Quando decidimos que o melhor era ela ir para o lar [problemas de saúde impedem a filha única, Rosa Marques, de 59 anos, de cuidar dos pais], disse logo que ia com ela. Tive de ir com ela, não podia deixá-la sozinha”, conta António Marques.
Teve de esperar algum tempo, até haver um quarto de casal livre na instituição.
Entretanto, passava os dias com ela, a dar-lhe de comer, a incentivá-la para não desistir de tentar recuperar a sua autonomia motora e ajudando-a a caminhar. “Com a ajuda dos funcionários do lar, que têm sido incansáveis”, ressalva.
“Amor à primeira vista”
A ginástica, a fisioterapia, a ajuda do marido e do pessoal do lar conseguiram que a antiga costureira voltasse a andar, mas, sem a sua força de vontade, o resultado não teria sido o mesmo. “Estou muito melhor, mas pensava que não ia recuperar”, afirma Maria Marques. “Ela é uma lutadora. É o resultado da nossa vida, que nos obrigou a lutar muito para conseguirmos fazer uma casa”, acrescenta o marido, antigo serralheiro mecânico. O casal trabalhou em Lisboa, tendo regressado à Figueira da Foz há 27 anos. Sempre juntos. “Foi amor à primeira vista”, afiança ele. “Pois foi”, corrobora ela. Até na caminhada da meia-maratona participam os dois. “Tenho de acompanhá-la, porque precisa da minha ajuda”, ressalva António Marques. Maria Marques não garante que vai fazer o percurso completo, mas promete ir até onde puder, e já deu provas de que pode ir mais longe do que ela própria imaginava."
A crise figueirense revela-se das mais diversas formas...
"Santos da casa", uma crónica de João Armando Gonçalves publicada no jornal AS BEIRAS.
"Inaugurou-se recentemente a 16ª Bienal de Arquitetura de Veneza. A representação portuguesa é feita por 12 projetos que procuram mostrar edifícios públicos construídos durante os anos agudos da crise económica (quando o investimento público teve de ser refreado). Álvaro Siza, Eduardo Souto Moura, Manuel e Francisco Aires Mateus estão entre os autores dos projetos escolhidos. Assim como o arquiteto figueirense Miguel Figueira, com o seu projeto do Centro Náutico de… Montemor-o-Velho.
Para além da falta de destaque deste acontecimento no contexto figueirense, esta notícia fez-me recordar outros companheiros de juventude que hoje “dão cartas” nas artes e na cultura, com reconhecimento nacional ou internacional: o arquiteto e professor Pedro Maurício Borges; o seu irmão, o ator Miguel Borges; o escritor Nuno Camarneiro (vencedor do prémio Leya e que acaba de lançar mais uma obra); o viajante-escritor Gonçalo Cadilhe; o ilustrador e artista plástico Marco Mendes (que agora podemos acompanhar diariamente no Jornal de Notícias)… Muitos outros haverá e de outras gerações. Estes singraram sobretudo pelo talento e esforço pessoais, já que não se pode dizer que estivessem estado expostos, naqueles tempos de adolescência, a um “ecosistema cultural” particularmente dinâmico. Será que as atuais jovens gerações não mereciam que fizéssemos melhor agora?
Por outro lado, será que a Figueira não podia beneficiar mais dos seus talentos e dar-lhes mais destaque? É que quando se fala de “utilização de recursos endógenos” talvez se devesse começar pelas pessoas."
"Inaugurou-se recentemente a 16ª Bienal de Arquitetura de Veneza. A representação portuguesa é feita por 12 projetos que procuram mostrar edifícios públicos construídos durante os anos agudos da crise económica (quando o investimento público teve de ser refreado). Álvaro Siza, Eduardo Souto Moura, Manuel e Francisco Aires Mateus estão entre os autores dos projetos escolhidos. Assim como o arquiteto figueirense Miguel Figueira, com o seu projeto do Centro Náutico de… Montemor-o-Velho.
Para além da falta de destaque deste acontecimento no contexto figueirense, esta notícia fez-me recordar outros companheiros de juventude que hoje “dão cartas” nas artes e na cultura, com reconhecimento nacional ou internacional: o arquiteto e professor Pedro Maurício Borges; o seu irmão, o ator Miguel Borges; o escritor Nuno Camarneiro (vencedor do prémio Leya e que acaba de lançar mais uma obra); o viajante-escritor Gonçalo Cadilhe; o ilustrador e artista plástico Marco Mendes (que agora podemos acompanhar diariamente no Jornal de Notícias)… Muitos outros haverá e de outras gerações. Estes singraram sobretudo pelo talento e esforço pessoais, já que não se pode dizer que estivessem estado expostos, naqueles tempos de adolescência, a um “ecosistema cultural” particularmente dinâmico. Será que as atuais jovens gerações não mereciam que fizéssemos melhor agora?
Por outro lado, será que a Figueira não podia beneficiar mais dos seus talentos e dar-lhes mais destaque? É que quando se fala de “utilização de recursos endógenos” talvez se devesse começar pelas pessoas."
Conferência/debate | “Alterações climáticas e erosão costeira”
A Delegação da Figueira da Foz da Ordem dos Advogados vai promover uma conferência/debate sobre o tema “Alterações climáticas e erosão costeira”.
Os oradores serão o Sr. Eng. João Vaz e o Sr. Prof. Pedro Bingre.
O evento terá lugar no próximo dia 8 de Junho, pelas 17.00h, na Assembleia Figueirense.
O evento dirige-se a todos os cidadãos em geral.
A entrada é gratuita.
quarta-feira, 6 de junho de 2018
Grande Miguel: a falar é que a gente se entende...
No passado dia 20.04.218 fomos convidados a assistir à apresentação do ESTUDO DOS CENÁRIOS DE DRAGAGENS encomendado pelo Porto da Figueira da Foz à Universidade de Aveiro, com base no qual o Porto da Figueira da Foz, a Autarquia e a Agência Portuguesa do Ambiente tencionam avançar para a execução de uma transferência de três milhões de metros cúbicos recurso a dragagem móvel a norte, transporte e deposição a sul da barra, à revelia da NG6 do Programa da Orla Costeira Ovar - Marinha Grande, aprovado pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 112/2017.
Salvo melhor opinião, só após a análise detalhada nos termos da alínea f) da NG6 - Gestão Sedimentar - que terá que incluir a avaliação da solução de transferência com dragagem fixa (BYPASS), poderá o Governo decidir sobre os processos ou sistemas de transposição a adotar.
Via SOS CABEDELO
Com a autarquia figueirense transformada numa empresa organizadora de eventos de entretenimento...
«A Autarquia está a fazer tudo o que está ao seu alcance pela prevenção contra incêndios e protecção de pessoas e bens».
Ontem, os vereadores Miguel Pereira e Carlos Monteiro, que tutelam, respectivamente, o Gabinete Técnico Florestal e o pelouro de Ambiente e Espaços Verdes, visitaram a Serra da Boa Viagem, para acompanhar, in loco, conforme pode ser visto no vídeo, os trabalhos de limpeza das faixas de gestão de combustíveis florestais.
No terreno, estão já a operar os dois equipamentos adquiridos pela autarquia da Figueira da Foz, num investimento que ronda os 140.000€ de fundos próprios: um tractor com destroçador traseiro descentrável e uma mini pá carregadora equipada com destroçador de elevada capacidade para destroçar elementos até 20cm de diâmetro, provavelmente equipamento único no país.
Recorde-se que, com a alteração do quadro legislativo, o Governo aumentou a responsabilidade dos municípios no que respeita à limpeza das faixas de Gestão de combustível.
Registe-se este esforço da Câmara Municipal da Figueira da Foz.
Todavia, a Figueira tem zonas como a que a foto mostra (para ver mais fotos, clicar aqui). ... alô, alô, New Bedford, contribuam para umas roçadoras... Ou para umas cabras, daquelas que andaram pelas Abadias...
Ontem, os vereadores Miguel Pereira e Carlos Monteiro, que tutelam, respectivamente, o Gabinete Técnico Florestal e o pelouro de Ambiente e Espaços Verdes, visitaram a Serra da Boa Viagem, para acompanhar, in loco, conforme pode ser visto no vídeo, os trabalhos de limpeza das faixas de gestão de combustíveis florestais.
No terreno, estão já a operar os dois equipamentos adquiridos pela autarquia da Figueira da Foz, num investimento que ronda os 140.000€ de fundos próprios: um tractor com destroçador traseiro descentrável e uma mini pá carregadora equipada com destroçador de elevada capacidade para destroçar elementos até 20cm de diâmetro, provavelmente equipamento único no país.
Recorde-se que, com a alteração do quadro legislativo, o Governo aumentou a responsabilidade dos municípios no que respeita à limpeza das faixas de Gestão de combustível.
Registe-se este esforço da Câmara Municipal da Figueira da Foz.
Todavia, a Figueira tem zonas como a que a foto mostra (para ver mais fotos, clicar aqui). ... alô, alô, New Bedford, contribuam para umas roçadoras... Ou para umas cabras, daquelas que andaram pelas Abadias...
Há dias em que sentimos a impotência de mudarmos o rumo das coisas... E há os outros dias
No passado domingo, dia 3 do corrente, conforme pode ser comprovado clicando aqui, publiquei uma carta de um munícipe figueirense, que tinha sido enviada, há meses. Até então, não tinha havido qualquer resposta. Nem sequer uma simples nota a acusar a recepção.
Ontem, porém, dia 5, chegou a resposta, conforme se pode comprovar pela imagem abaixo.
Nota de rodapé.
Ando há mais de 40 anos a escrever uns textos. Isso nada tem especial. É apenas algo que faço, como, por exemplo, faço caminhadas e há uns anitos atrás fazia umas corriditas de 10 ou 20 quilómetros.
Gosto, porque é um desafio e porque é possível. Há alturas em que caminhar, tal como escrever, é necessário, como se uma força interior incontrolável me empurrasse nalguma direcção e nada pudesse impedir o avanço.
Tem de ser. Não se questiona. Faz-se.
Tal como para mim não se questiona, ou explica, a importância de respirar, olhar o céu, ouvir o mar, comer um petisco regado com um tinto.
Escrevo (e vou continuar...) porque sim.
Não é para para ser reconhecido, nem para salvar a ALDEIA.
É porque sim.
Escrevo tão naturalmente, como quando entro numa sala cheia de gente e digo "bom dia".
Se alguém respode vê-se o que pode vir a partir daí.
A maior parte das vezes, não vem nada de especial.
Contudo, foi criada a possibilidade. Existiu uma oportunidade.
Afinal, escrever nada tem especial: juntam-se palavras e, por vezes, chegamos a algum lado.
Vou continuar.
Como sempre. Simplesmente, como gosto de respirar, de olhar o céu, de ouvir o mar, ou de comer um petisco regado com um tinto...
Ontem, porém, dia 5, chegou a resposta, conforme se pode comprovar pela imagem abaixo.
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| Para ver melhor, clicar na imagem |
Ando há mais de 40 anos a escrever uns textos. Isso nada tem especial. É apenas algo que faço, como, por exemplo, faço caminhadas e há uns anitos atrás fazia umas corriditas de 10 ou 20 quilómetros.
Gosto, porque é um desafio e porque é possível. Há alturas em que caminhar, tal como escrever, é necessário, como se uma força interior incontrolável me empurrasse nalguma direcção e nada pudesse impedir o avanço.
Tem de ser. Não se questiona. Faz-se.
Tal como para mim não se questiona, ou explica, a importância de respirar, olhar o céu, ouvir o mar, comer um petisco regado com um tinto.
Escrevo (e vou continuar...) porque sim.
Não é para para ser reconhecido, nem para salvar a ALDEIA.
É porque sim.
Escrevo tão naturalmente, como quando entro numa sala cheia de gente e digo "bom dia".
Se alguém respode vê-se o que pode vir a partir daí.
A maior parte das vezes, não vem nada de especial.
Contudo, foi criada a possibilidade. Existiu uma oportunidade.
Afinal, escrever nada tem especial: juntam-se palavras e, por vezes, chegamos a algum lado.
Vou continuar.
Como sempre. Simplesmente, como gosto de respirar, de olhar o céu, de ouvir o mar, ou de comer um petisco regado com um tinto...
Até sempre Senhor Nicolau
O associativismo do Concelho da Figueira da Foz ficou mais pobre.
Faleceu o Senhor Nicolau, o músico filarmónico mais antigo em Portugal e quiçá na Europa.
Faleceu com 93 anos. Foi músico ininterruptamente durante 74 anos, até ao dia da sua partida. Esteve sempre de forma abnegada ao serviço da Sociedade Boa União Alhadense.
Que exemplo de cidadania, de entrega, de união e solidariedade. Hoje os anjos estão em festa, pois, onde quer que esteja o Senhor Nicolau, não há tristeza mas sim amor.
Até sempre!
“Acho que comecei em 1940. Ou talvez em 1945…”, disse um dia o músico ao jornal AS BEIRAS.
A pandeireta foi o seu primeiro instrumento, que tocou no Ateneu Alhadense. Depois, trocou o instrumento de percussão por um de sopros, o clarinete. Mais tarde viria a substituir este por outro da mesma família, o saxofone alto.
Mas, o Senhor Nicolau não foi só músico. Ele também foi proprietário de uma das últimas e mais antigas tabernas da Figueira da Foz, onde passou os seus dias, atrás do balcão.
Pois, foi precisamente aí, na sua taberna, que eu conheci o senhor Nicolau.
Foi no já longínquo ano de 1972, ano em que comecei a trabalhar como empregado de escritório na já extinta firma Rodrigues, Pais & Cª..
Tinha 19 anos. Uma das minhas tarefas semanais, era percorrer a pé todos os clientes da cidade para realizar as cobranças… E o senhor Nicolau, que era um deles, teve uma particularidade de que nunca mais me esqueci, apesar de já terem passado 46 anos!
Ao olhar para mim, muito jovem e então “estilo copo de leite”, certamente com a malícia de um Homem já vivido e traquejado pela vida, disse-me, logo na primeira vez que me viu, depois de eu dizer ao que ia: “então o menino quer receber, não é?.. Pois só recebe, se comer um carapauzito frito e beber um tinto…”
Envergonhado e atrapalhado, comecei por recusar, mas depois acabei por achar graça e entrei no esquema…
E o senhor Nicolau começou a ser visitado à hora do lanche …
Entretanto, mudei de patrão e de vida, e há muitos anos que não visito a taberna do Senhor Nicolau…
Até sempre Senhor Nicolau.
Faleceu o Senhor Nicolau, o músico filarmónico mais antigo em Portugal e quiçá na Europa.
Faleceu com 93 anos. Foi músico ininterruptamente durante 74 anos, até ao dia da sua partida. Esteve sempre de forma abnegada ao serviço da Sociedade Boa União Alhadense.
Que exemplo de cidadania, de entrega, de união e solidariedade. Hoje os anjos estão em festa, pois, onde quer que esteja o Senhor Nicolau, não há tristeza mas sim amor.
Até sempre!
“Acho que comecei em 1940. Ou talvez em 1945…”, disse um dia o músico ao jornal AS BEIRAS.
A pandeireta foi o seu primeiro instrumento, que tocou no Ateneu Alhadense. Depois, trocou o instrumento de percussão por um de sopros, o clarinete. Mais tarde viria a substituir este por outro da mesma família, o saxofone alto.
Mas, o Senhor Nicolau não foi só músico. Ele também foi proprietário de uma das últimas e mais antigas tabernas da Figueira da Foz, onde passou os seus dias, atrás do balcão.
Pois, foi precisamente aí, na sua taberna, que eu conheci o senhor Nicolau.
Foi no já longínquo ano de 1972, ano em que comecei a trabalhar como empregado de escritório na já extinta firma Rodrigues, Pais & Cª..
Tinha 19 anos. Uma das minhas tarefas semanais, era percorrer a pé todos os clientes da cidade para realizar as cobranças… E o senhor Nicolau, que era um deles, teve uma particularidade de que nunca mais me esqueci, apesar de já terem passado 46 anos!
Ao olhar para mim, muito jovem e então “estilo copo de leite”, certamente com a malícia de um Homem já vivido e traquejado pela vida, disse-me, logo na primeira vez que me viu, depois de eu dizer ao que ia: “então o menino quer receber, não é?.. Pois só recebe, se comer um carapauzito frito e beber um tinto…”
Envergonhado e atrapalhado, comecei por recusar, mas depois acabei por achar graça e entrei no esquema…
E o senhor Nicolau começou a ser visitado à hora do lanche …
Entretanto, mudei de patrão e de vida, e há muitos anos que não visito a taberna do Senhor Nicolau…
Até sempre Senhor Nicolau.
terça-feira, 5 de junho de 2018
Dia Mundial do Ambiente, devia ser todos os dias...
Bom dia.
Todos os dias, quando acordamos, devíamos lembrar-nos, por ordem de prioridade, daquilo que precisamos para viver:
1º- oxigénio
2º- água
3º- alimento
4º- tudo o resto
Sem árvores e plantas não há oxigénio.
Poluindo e desperdiçando, deixaremos de ter água.
Sem oxigénio e sem água não haverá alimento.
É tão simples e tão fácil de entender.
Todos os dias quando nos deitamos devíamos perguntar-nos, egoisticamente, o que é que fizémos hoje, para melhorar a nossa própria hipótese de sobrevivência.
Já nem falo dos nossos filhos, das nossas famílias, das outras pessoas, dos animais, dos ecossistemas ou do planeta.
Se, ao menos, conseguíssimos perceber o que precisamos de fazer para manter a nossa própria e egoísta sobrevivência, era já um grande avanço civilizacional.
Bom dia.
Todos os dias, quando acordamos, devíamos lembrar-nos, por ordem de prioridade, daquilo que precisamos para viver:
1º- oxigénio
2º- água
3º- alimento
4º- tudo o resto
Sem árvores e plantas não há oxigénio.
Poluindo e desperdiçando, deixaremos de ter água.
Sem oxigénio e sem água não haverá alimento.
É tão simples e tão fácil de entender.
Todos os dias quando nos deitamos devíamos perguntar-nos, egoisticamente, o que é que fizémos hoje, para melhorar a nossa própria hipótese de sobrevivência.
Já nem falo dos nossos filhos, das nossas famílias, das outras pessoas, dos animais, dos ecossistemas ou do planeta.
Se, ao menos, conseguíssimos perceber o que precisamos de fazer para manter a nossa própria e egoísta sobrevivência, era já um grande avanço civilizacional.
Bom dia.
segunda-feira, 4 de junho de 2018
Alô, alô, New Bedford
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| Para ler melhor, clicar em cima da imagem |
Claro que grande parte das postagens é
o que merece. Contudo, há outras que deviam estar sempre à vista.
Uma das que eu gostava que ficasse aqui sempre bem visível para ver
se a gente não se esquece delas, são as que focam a erosão
costeira a sul do quinto molhe da Praia da Cova.
Não é por nada de especial, mas por
uma simples razão: a
situação a sul do quinto molhe na orla costeira da freguesia de S.
Pedro continua a ser branqueada e mal avaliada por quem de direito...
Mas os blogues são mesmo assim, os textos vão-se sucedendo, as ideias vão-se misturando e, aos poucos, a realidade vai sendo esquecida: o mar está a invadir a freguesia de S. Pedro.
Mas os blogues são mesmo assim, os textos vão-se sucedendo, as ideias vão-se misturando e, aos poucos, a realidade vai sendo esquecida: o mar está a invadir a freguesia de S. Pedro.
Por cá, a protecção da Orla Costeira Portuguesa continua a ser uma necessidade de primeira ordem...
Por isso tem de continuar a olhar-se, ao estado a que chegou a duna logo a seguir ao chamado “Quinto Molhe”, a sul da Praia da Cova.
Por vezes, como tenho vindo a alertar desde 2006, ao centrar-se a atenção sobre o acessório, vai-se perdendo a oportunidade de resolver o essencial para a vida quotidiana dos covagalenses...
Sofremos -
continuamos a ser apelidados de tudo e mais alguma coisa... - ataques de
personagens que vão passando pelo poder local aldeão e figueirense...
Infelizmente, porém, o que muito lamento, pois adorava ter sido eu a estar completamente enganado e fora da razão, a realidade é a que todos conhecemos: neste momento, a duna a Sul do 5º. Molhe da praia da Cova está devastada e o mar está a entrar pelo pinhal dentro...
Muita gente, que deveria ser responsável, por omissão, contribuiu para o estado a que chegámos.
Nós, aqui no Outra Margem, continuaremos a fazer aquilo que é possível: contribuir
para sensibilizar a opinião pública da nossa freguesia, do nosso
concelho, do nosso País e dos inúmeros covagalenses espalhados pela
diáspora, para um problema gravíssimo que, em última análise, pode
colocar em causa a sobrevivência dos covagalenses e dos seus bens.
Tudo foi dito, tudo se cumpriu: depois da construção do acrescento dos malfadados 400 metros do molhe norte, a erosão costeira a sul da foz do mondego tem avançado, a barra da Figueira, por causa do assoreamento e da mudança do trajecto para os barcos nas entradas e saídas, tornou-se na mais perigosa do nosso País para os pescadores, a Praia da Claridade transformou-se na Praia da Calamidade, a Figueira, mais rapidamente do que esperava, perdeu.
Tudo foi dito, tudo se cumpriu: depois da construção do acrescento dos malfadados 400 metros do molhe norte, a erosão costeira a sul da foz do mondego tem avançado, a barra da Figueira, por causa do assoreamento e da mudança do trajecto para os barcos nas entradas e saídas, tornou-se na mais perigosa do nosso País para os pescadores, a Praia da Claridade transformou-se na Praia da Calamidade, a Figueira, mais rapidamente do que esperava, perdeu.
A pesca está a definhar, o turismo já faliu - tudo nos está a ser levado...
Resta-nos a promessa dos paquetes de passageiros e os números das toneladas dos cargueiros...
Espero que, ao menos, perante a realidade possam compreender o porquê das coisas...
O que nos vale é que temos uma política bem definida para a orla costeira...Vamos a isso vereador Miguel Pereira
"O estudo que vai determinar que tipo de intervenção será feita na Lagoa da Vela já foi adjudicado, por ajusto direto, à Associação Portuguesa de Vida Selvagem, no valor de 17 mil euros. “O ajuste direto justifica-se com o facto de se tratar de uma equipa científica de renome nacional e internacional”, afiançou ao DIÁRIO AS BEIRAS o vereador Miguel Pereira. Os cientistas têm seis meses para concluir o trabalho. O autarca afi rmou, ainda, que “o compromisso verbal que existe entre todas as entidades é que, qualquer que seja o resultado do estudo técnico, ele será aplicado”. A revitalização do lago natural, na freguesia do Bom Sucesso, será candidatada a fundos comunitários."
Apesar do optimismo do vereador Miguel Pereira, creio que quem não tiver algum pulmão, para aguentar a caminhada, vai desistir....
Falta percorrer muito, mas é claro que vale a pena!
Apesar do optimismo do vereador Miguel Pereira, creio que quem não tiver algum pulmão, para aguentar a caminhada, vai desistir....
Falta percorrer muito, mas é claro que vale a pena!
Em Aveiro é assim:
Petição Pública
Salvar o Jardim do Rossio em Aveiro
1. Terreno largo, fruído em comum pelo povo.
Vimos por este meio repudiar o projecto vencedor do concurso de ideias para o Rossio de Aveiro. Pedimos ao presidente da Câmara Municipal de Aveiro e a todos os aveirenses que façam tudo o que estiver ao seu alcance para que se evite que este erro urbanístico seja executado.
Queremos um Rossio que seja um espaço fruído em comum por todos e por isso se rejeita que se faça uma obra cujo propósito é sustentar o "crescimento fortíssimo" do turismo. Queremos um Rossio que seja para os habitantes e não apenas para os turistas.
Queremos um Rossio com mais espaço verde e sombras ao invés do espaço desolado e inóspito que o querem tornar.
Não deixamos que matem este espaço nobre da cidade de Aveiro.
Nota de rodapé.
Em Aveiro, ainda há quem lute!
Cá, pela Aldeia, o povo aceita tudo...
E ainda se sente agradecido, venerando e obrigado!
Bem aventurados os pobres de espírito, que deles será o reino dos céus!
Salvar o Jardim do Rossio em Aveiro
1. Terreno largo, fruído em comum pelo povo.
Vimos por este meio repudiar o projecto vencedor do concurso de ideias para o Rossio de Aveiro. Pedimos ao presidente da Câmara Municipal de Aveiro e a todos os aveirenses que façam tudo o que estiver ao seu alcance para que se evite que este erro urbanístico seja executado.
Queremos um Rossio que seja um espaço fruído em comum por todos e por isso se rejeita que se faça uma obra cujo propósito é sustentar o "crescimento fortíssimo" do turismo. Queremos um Rossio que seja para os habitantes e não apenas para os turistas.
Queremos um Rossio com mais espaço verde e sombras ao invés do espaço desolado e inóspito que o querem tornar.
Não deixamos que matem este espaço nobre da cidade de Aveiro.
Nota de rodapé.
Em Aveiro, ainda há quem lute!
Cá, pela Aldeia, o povo aceita tudo...
E ainda se sente agradecido, venerando e obrigado!
Bem aventurados os pobres de espírito, que deles será o reino dos céus!
domingo, 3 de junho de 2018
Há dias em que sentimos a impotência de mudarmos o rumo das coisas...
Exmo. Senhor Vice - Presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz
Dr. Carlos Monteiro
Os meus cumprimentos.
Interpelo-o na sua posição de Vice-Presidente da C.M.F.F., para, na minha qualidade de nado e criado em Buarcos há mais de 54 anos, colocar ênfase em duas situações que, cabendo nos pelouros atribuídos a Vª. Exª., deveriam ser abordadas e para elas encontrada uma solução.
Primeiro, a curva do cemitério de Buarcos:
Para quem tenha idade para se lembrar ( ambos temos ), a curva do cemitério sempre foi problemática e fértil em acidentes, com algumas vidas perdidas naquele local, antes e depois da construção da marginal.
A colocação de material anti-derrapante e as lombas de regulação de velocidade ( algures nos anos 90 ou 2000 ), introduziram um grau de segurança que, tanto quanto me lembre, permitiu que desde então até à substituição operada recentemente naquele piso, o número de acidentes ( essencialmente despistes ) baixasse drasticamente, e o número de fatalidades, tanto quanto a memória me serve, fosse nulo.
Substituido que foi o piso, já no decorrer de 2017, verifiquei já e pelo menos, dois violentos acidentes ( despistes ), que resultaram em postes de iluminação colapsados, e alguns metros de muro danificados e/ou destruídos.
Não querendo nem tendo suficiente conhecimento para avançar com conclusões acerca do piso aplicado ( de todo o modo aconselho-o a experimentar travar nele, com alguma chuva ou humidade, quer na curva referida quer na rotunda do E. Leclerc ), e mesmo concedendo que em tese, o mesmo é apto ao final a que se destina, penso que é absolutamente curial que Vª. Exª. se debruce sobre a circunstância daquele passeio ser utlizado por centenas ( se não, milhares, presente remetente e destinatário incluídos ) de pessoas por dia, essencialmente numa vertente de lazer, aproveitando um dos melhores cenários de caminhada urbana que conheço em todo o mundo ( a nossa marginal oceânica ), e na tragédia que pode representar, um despiste automóvel naquela zona.
A solução, permita-me sugerir, passa por instalar um rail de protecção, segregando o passeio da faixa de rodagem, o que, podendo em tese não evitar todas as possibilidades de alguém ser atingido, mitigará grandemente a probabilidade de tal.
Não conhecendo os preços de mercado para tal obra, sabemos que tal é comportável por uma Câmara que tem quase finalizado o plano de saneamento financeiro e, mesmo que dificuldades orçamentais fossem impeditivas, parece-me que sendo a primeira missão de qualquer autarca, o bem estar e segurança dos munícipes, Vª. Exª. encontraria seguramente forma de efectivar aquele objectivo primordial.
O segundo aspecto, contende com aquilo que na opinião de muitos munícipes e também de quem nos visita regularmente, se trata de uma obra boa mas inacabada. Falo da ligação do Teimoso ao Abrigo da Montanha e ao Farol do Cabo Mondego.
Asfaltar cerca de 9.200 metros de ligações dentro da belíssima Serra da Boa Viagem, e deixar uma "nódoa" de cerca de 1.500 metros nos troços que ligam o cruzamento da Casa do Guarda ao Abrigo, e daquele local ao Farol do Cabo Mondego, é sem dúvida não ser consistente com as loas e os anúncios que a C.M.F.F. tece e concede, àquele que é, repito, um dos ex-libris da Figueira da Foz.
Faça ou lute por isso sr. Vice-Presidente. Talvez os que no elenco camarário não são da Figueira, não percebam a alma daquele local, mas eu sei que Vº. Exª., retirado o elemento político, é um Figueirense que sente a Figueira e partilha desta posição. E acredite que serão estas posições que tome agora, que as pessoas recordarão mais à frente, quando, como parece, se alcandorar a outro lugar.
Nota de rodapé.
Carta de um munícipe enviada, há meses, que não teve qualquer resposta.
Nem sequer uma simples nota a acusar a recepção.
Decididamente, quem está no poder na Figueira, há quase 9 anos, trata-nos como se fossemos parvos e não existisimos...
Lá terão as suas razões, pois as votações dão-lhes razão!
Dr. Carlos Monteiro
Os meus cumprimentos.
Interpelo-o na sua posição de Vice-Presidente da C.M.F.F., para, na minha qualidade de nado e criado em Buarcos há mais de 54 anos, colocar ênfase em duas situações que, cabendo nos pelouros atribuídos a Vª. Exª., deveriam ser abordadas e para elas encontrada uma solução.
Primeiro, a curva do cemitério de Buarcos:
Para quem tenha idade para se lembrar ( ambos temos ), a curva do cemitério sempre foi problemática e fértil em acidentes, com algumas vidas perdidas naquele local, antes e depois da construção da marginal.
A colocação de material anti-derrapante e as lombas de regulação de velocidade ( algures nos anos 90 ou 2000 ), introduziram um grau de segurança que, tanto quanto me lembre, permitiu que desde então até à substituição operada recentemente naquele piso, o número de acidentes ( essencialmente despistes ) baixasse drasticamente, e o número de fatalidades, tanto quanto a memória me serve, fosse nulo.
Substituido que foi o piso, já no decorrer de 2017, verifiquei já e pelo menos, dois violentos acidentes ( despistes ), que resultaram em postes de iluminação colapsados, e alguns metros de muro danificados e/ou destruídos.
Não querendo nem tendo suficiente conhecimento para avançar com conclusões acerca do piso aplicado ( de todo o modo aconselho-o a experimentar travar nele, com alguma chuva ou humidade, quer na curva referida quer na rotunda do E. Leclerc ), e mesmo concedendo que em tese, o mesmo é apto ao final a que se destina, penso que é absolutamente curial que Vª. Exª. se debruce sobre a circunstância daquele passeio ser utlizado por centenas ( se não, milhares, presente remetente e destinatário incluídos ) de pessoas por dia, essencialmente numa vertente de lazer, aproveitando um dos melhores cenários de caminhada urbana que conheço em todo o mundo ( a nossa marginal oceânica ), e na tragédia que pode representar, um despiste automóvel naquela zona.
A solução, permita-me sugerir, passa por instalar um rail de protecção, segregando o passeio da faixa de rodagem, o que, podendo em tese não evitar todas as possibilidades de alguém ser atingido, mitigará grandemente a probabilidade de tal.
Não conhecendo os preços de mercado para tal obra, sabemos que tal é comportável por uma Câmara que tem quase finalizado o plano de saneamento financeiro e, mesmo que dificuldades orçamentais fossem impeditivas, parece-me que sendo a primeira missão de qualquer autarca, o bem estar e segurança dos munícipes, Vª. Exª. encontraria seguramente forma de efectivar aquele objectivo primordial.
O segundo aspecto, contende com aquilo que na opinião de muitos munícipes e também de quem nos visita regularmente, se trata de uma obra boa mas inacabada. Falo da ligação do Teimoso ao Abrigo da Montanha e ao Farol do Cabo Mondego.
Asfaltar cerca de 9.200 metros de ligações dentro da belíssima Serra da Boa Viagem, e deixar uma "nódoa" de cerca de 1.500 metros nos troços que ligam o cruzamento da Casa do Guarda ao Abrigo, e daquele local ao Farol do Cabo Mondego, é sem dúvida não ser consistente com as loas e os anúncios que a C.M.F.F. tece e concede, àquele que é, repito, um dos ex-libris da Figueira da Foz.
Faça ou lute por isso sr. Vice-Presidente. Talvez os que no elenco camarário não são da Figueira, não percebam a alma daquele local, mas eu sei que Vº. Exª., retirado o elemento político, é um Figueirense que sente a Figueira e partilha desta posição. E acredite que serão estas posições que tome agora, que as pessoas recordarão mais à frente, quando, como parece, se alcandorar a outro lugar.
Nota de rodapé.
Carta de um munícipe enviada, há meses, que não teve qualquer resposta.
Nem sequer uma simples nota a acusar a recepção.
Decididamente, quem está no poder na Figueira, há quase 9 anos, trata-nos como se fossemos parvos e não existisimos...
Lá terão as suas razões, pois as votações dão-lhes razão!
Demasiadas sombras
"Foram importantes, a tomada de consciência do grave problema demográfico com que o país se depara, bem como a afirmação da necessidade de se melhorar a qualidade de emprego e de se criarem condições para conciliar a vida profissional e familiar. Estes objetivos, num contexto em que se conseguiu alguma descredibilização das "vantagens" da pobreza forçada, da precariedade e da emigração da juventude, deviam ser assumidos na sua plenitude. Entretanto, de imediato foi criado um cenário da sua desvalorização através de medidas anunciadas no "Acordo de Concertação Social" que o Governo, as confederações patronais e a UGT celebraram.
Travar a emigração e permitir o regresso de milhares de jovens que estão no estrangeiro e aqui fazem falta exige mudanças profundas, que causarão inquietação e perdas a patrões que espremem sem limites o fator trabalho; não se coadunam com as recomendações crónicas das instituições europeias; impõem bem mais que umas pequenas migalhas para os trabalhadores. E o combate à precariedade e a dinamização da contratação coletiva reclamam mais poder real para os trabalhadores e as suas organizações coletivas, nas empresas e serviços. No "Acordo" constatamos, por agora, a sua representação duvidosa, o aplauso da Direita e o tecer de condicionalismos à maioria parlamentar que sustenta o Governo. E vamo-nos interrogando sobre o que haverá de verdadeiro entre um certo "jogo de sombras" que veio a público e as implicações concretas de cada medida adotada.
A convergência dos nossos salários com os dos europeus não se alcança com acordos de encanar a perna à rã, tanto mais que tal objetivo está fora da agenda da União Europeia (UE).
Da "Europa" vêm hoje muitas sombras com impactos fortes em Portugal: as turbulências em Espanha e Itália; o euro encalhado e as pretensas reformas abandonadas; a guerra comercial à "Europa" declarada por Trump, com objetivos que incluem ataque ao setor automóvel alemão; avanços da extrema-direita em vários países; aplicação de políticas neoliberais que destroçam direitos laborais e sociais.
Os ideólogos liberais sempre pensaram o processo de integração europeia como uma libertação dos capitais e das mercadorias (e menos das pessoas) de todos os entraves e fronteiras. O comissário europeu Gunther Oettinger disse, a propósito da situação política em Itália, que "Os mercados ensinarão os italianos a votar bem". É um comentário desastroso mas revelador dos perigosos rumos trilhados pela UE. A rejeição da soberania "dos mercados" por parte dos eleitores tende a ser cada vez mais um facto, no quadro de uma UE bloqueada e de políticas nacionais que não respondem aos justos anseios das pessoas. Estes bloqueios alimentam o crescimento de forças de extrema-direita. Preparemo-nos contra todas estas sombras.
Em Portugal precisamos de seguir objetivos que o secretário-geral do PS enunciou. Governar por essa via é trabalhoso e difícil, mas foi assim que os portugueses respiraram melhor nos últimos três anos. Faça-se debate político sério, designadamente sobre o conteúdo e objetivos estratégicos do "Acordo de Concertação Social", se não queremos que tudo isto acabe num sufoco."
daqui
Travar a emigração e permitir o regresso de milhares de jovens que estão no estrangeiro e aqui fazem falta exige mudanças profundas, que causarão inquietação e perdas a patrões que espremem sem limites o fator trabalho; não se coadunam com as recomendações crónicas das instituições europeias; impõem bem mais que umas pequenas migalhas para os trabalhadores. E o combate à precariedade e a dinamização da contratação coletiva reclamam mais poder real para os trabalhadores e as suas organizações coletivas, nas empresas e serviços. No "Acordo" constatamos, por agora, a sua representação duvidosa, o aplauso da Direita e o tecer de condicionalismos à maioria parlamentar que sustenta o Governo. E vamo-nos interrogando sobre o que haverá de verdadeiro entre um certo "jogo de sombras" que veio a público e as implicações concretas de cada medida adotada.
A convergência dos nossos salários com os dos europeus não se alcança com acordos de encanar a perna à rã, tanto mais que tal objetivo está fora da agenda da União Europeia (UE).
Da "Europa" vêm hoje muitas sombras com impactos fortes em Portugal: as turbulências em Espanha e Itália; o euro encalhado e as pretensas reformas abandonadas; a guerra comercial à "Europa" declarada por Trump, com objetivos que incluem ataque ao setor automóvel alemão; avanços da extrema-direita em vários países; aplicação de políticas neoliberais que destroçam direitos laborais e sociais.
Os ideólogos liberais sempre pensaram o processo de integração europeia como uma libertação dos capitais e das mercadorias (e menos das pessoas) de todos os entraves e fronteiras. O comissário europeu Gunther Oettinger disse, a propósito da situação política em Itália, que "Os mercados ensinarão os italianos a votar bem". É um comentário desastroso mas revelador dos perigosos rumos trilhados pela UE. A rejeição da soberania "dos mercados" por parte dos eleitores tende a ser cada vez mais um facto, no quadro de uma UE bloqueada e de políticas nacionais que não respondem aos justos anseios das pessoas. Estes bloqueios alimentam o crescimento de forças de extrema-direita. Preparemo-nos contra todas estas sombras.
Em Portugal precisamos de seguir objetivos que o secretário-geral do PS enunciou. Governar por essa via é trabalhoso e difícil, mas foi assim que os portugueses respiraram melhor nos últimos três anos. Faça-se debate político sério, designadamente sobre o conteúdo e objetivos estratégicos do "Acordo de Concertação Social", se não queremos que tudo isto acabe num sufoco."
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