quinta-feira, 12 de abril de 2018

Na Figueira, quantas e quantas vezes nos sentimos vazios...

Falta-nos sempre qualquer coisa... Mas, o quê?
Até temos, uma área  preparada para desportos náuticos de praia...

BIJOU, uma casa com memórias, histórias e com História...

Via Diário de Coimbra. Para ver melhor, clicar na imagem.

Transparência: a Figueira, nestes anos de maioria absoluta, entre 2013 e 2017, passou de 1º. para o 149º. na tabela classificativa! Das duas, uma: ou a Figueira perdeu "a forma", ou os outros melhoraram muito...

O Índice de Transparência Municipal é elaborado pela Transparência e Integridade, em colaboração com a a Unidade de Investigação em Governança, Competitividade e Políticas Públicas da Universidade de Aveiro, que colaborou no processo de recolha e validação de dados.
Trata-se de uma avaliação anual da informação de interesse público disponibilizada pelos 308 municípios portugueses nos seus websites oficiais, em sete áreas distintas:

A- Informação sobre a organização, composição social e funcionamento do Município (18 indicadores);
B- Planos e Relatórios (13 indicadores);
C- Impostos, Taxas, Tarifas, Preços e Regulamentos (5 Indicadores);
D- Relação com a sociedade (8 indicadores);
E- Transparência na Contratação Pública (10 Indicadores);
F- Transparência Económico Financeira (12 indicadores);
G- Transparência na área do urbanismo (10 indicadores)

Isto, vale o que vale: para os autarcas, quando a montra os favorece, vale muito, quando os desfavorece, vale pouco.
No distrito de Coimbra, em 2017, Oliveira do Hospital lidera a tabela, seguido por Tábua (8), Mealhada (20), Cantanhede (53), Penela (56), Soure (69), Góis (76), Vila Nova de Poiares (77), Mira (80), Condeixa (85), Lousã (90), Miranda do Corvo (105), Montemor (129), Arganil (132), Figueira (149), Mortágua (160), Coimbra (196), Penacova (198) e Pampilhosa da Serra (207).

A transparência, na Figueira, é uma "coisa" muito irónica: em 4  anos, este executivo de maioria absoluta, caiu do 1º. para o 149º lugar!
Recordemos a máquina de agitação e propaganda camarária, em 4 Novembro de 2014.
"A nova página de internet da autarquia da Figueira da Foz, hoje apresentada aos jornalistas, quer ser uma referência na transparência da informação disponibilizada aos munícipes e uma ferramenta interativa de divulgação do município.
“Não deve haver no país uma página mais transparente do que esta. Quem tiver algum tempo para procurar informação, encontra-a aqui”, disse Tiago Castelo Branco, na altura chefe de gabinete do Presidente da Câmara.

Como explicar, então, o que se passou a partir daí. Vejamos os resultados do município da Figueira da Foz: 2013 - 1º; 2014 -  11º; 2015 -  32º; 2016 -  52º; 2017 - 149º!..
Será “que a Figueira não desceu muito, em termos de pontuação. Os outros municípios  é que melhoraram bastante”?..
Acabei de citar a vereadora Ana Carvalho em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS publicadas em 10 de novembro de 2014. A autarca, na altura, "explicou ainda que a queda do município no ranking deve-se ao facto de não ser sido introduzida tanta informação no site como no ano passado, por se encontrar em construção a nova página da autarquia, que ficou disponível na semana passada".
Aliás, segundo a vereadora Ana Carvalho, “o novo site está bastante melhor”, comparando-o com o anterior. E tem novos conteúdos que podem contribuir para o aumento da transparência na gestão da autarquia, como, por exemplo, o currículo e os salários dos membros do executivo camarário...
A disponibilização do site em telemóveis e tablets e a tradução em vários idiomas serão os passos seguintes, adiantou ainda a vereadora.
Perante estas declarações da vereadora Ana Carvalho, em 2014, torna-ae ainda mais complicado para o comum dos figueirenses compreender tal descalabro classificativo, na tabela do índice da Transparência Municipal.

A participação activa e informada dos cidadãos é um aspecto fulcral para o desenvolvimento de qualquer democracia, valorizando a relação entre estes e o Poder Local. 
Em Portugal, o caminho percorrido para fortalecer este envolvimento tem sido difícil, mas, aparentemente, bem-sucedido. 
Na Figueira, podíamos falar das reuniões à porta fechada e do processo de revisão do PDM. Por exemplo.
Para quê? 

Quem conhece a Figueira e os figueirenses, percebe porque é que isto é assim, mas resigna-se...
Se calhar, como dizia o outro, não pode ser de outra maneira...

Com os sacrifícios que são impostos aos "voluntários" da Festa da sardinha, já que vivemos num tempo de economicismo da "espécie", não vislumbro a eficácia e eficiência do custo/benefício da sua manutenção...(II)

 “A autarquia tem de ser exigente nos subsídios que atribui. Para algumas instituições, as propostas têm de ser acompanhadas do respectivo orçamento, mas, neste caso, não foi isso que aconteceu, daí ter votado contra”. - Ricardo Silva, vereador PSD, na oposição.
A Festa da Sardinha da Malta do Viso realiza-se de 7 a 9 de junho.
O evento, realiza-se com mão-de-obra voluntária. 
A Câmara da Figueira da Foz aprovou um apoio financeiro de quatro mil euros, a que junta o apoio logístico, para a organização de um certame gastronómico, orçado em 24 mil euros. 
“Só em sardinha gastamos oito mil euros”, diz hoje ao jornal AS BEIRAS Carlos Batista.

Vidinhas: "Montenegro facturou 400 mil euros em ajustes directos de autarquias do PSD"...

"Entre 2014 e 2018, a sociedade de advogados Sousa Pinheiro & Montenegro (detida em 50% pelo deputado do PSD) obteve 10 contratos por ajuste direto das câmaras municipais de Espinho e Vagos, ambas lideradas pelo PSD, perfazendo um valor total de 400 mil euros."

DIZEM?

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Se bem me lembro, o cemitério de Santo Amaro, não era uma "obra do regime" do orçamento e uma das promessas do vereador Carlos Monteiro?

"A população de Santo Amaro da Boiça, Figueira da Foz, está indignada após encontrar roupas de duas crianças - uma sepultada há 37 anos e outra há 18 - fora das campas. O caso foi detetado após obras, feitas por uma firma contratada pela junta de freguesia, para resolver o problema da falta de espaço no cemitério. "Atiraram as roupas com as cinzas dos anjinhos contra o muro", grita Maria da Luz, familiar. Maria de Lurdes, que é proprietária de uma das sepulturas, diz que gritou todo o dia. Os sinos da aldeia tocaram a rebate e foi chamada a GNR. Rui Ferreira, presidente da junta, diz que foi um lapso da empresa e já contactou as famílias para tentar minimizar o choque."

Via Correio da Manhã

Aqui fica o registo!..

"Selecções portuguesa e polaca de futebol de praia recebidas pelo presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz."

Nota de rodapé.
Convivência democrática.
"A reunião de câmara decorria à porta fechada. Desde que alcançara a maioria, o Presidente tinha acabado com a tradição popular do concelho, conquistada com a revolução de Abril, onde todas as sessões de câmara eram abertas ao público.
Agora, naquelas reuniões vedadas à comunidade, para além do Presidente e Vereadores, apenas é permitida a presença de funcionários e assessores autorizados e, vá-se lá saber porque razão, o Presidente da Assembleia Municipal, o qual, fora do exercício das funções do cargo eleito, com todo o respeito, não passa dum cidadão comum, sem direitos acrescidos.
O Presidente encontrava-se no uso da palavra. Contrapunha às vozes críticas lançadas em face da participação isolada e escondida do município num certame de turismo recentemente realizado na capital.
A dado momento, alude a uma distinção que tinha sido alvo naquela semana, altura em que os Vereadores da oposição, não resistindo, instintivamente e em conjunto, esboçam um ligeiro sorriso (em todo o caso, silencioso).
Era do conhecimento público que a invocada homenagem partira duma associação gastronómica (local), a qual, tinha integrado a referida comitiva municipal até Lisboa…
De semblante carregado, em jeito admonitório, o Edil disparou: - ”não se riam com esse ar jocoso e com ar de gargalhada que é manifestamente ofensivo porque nós não andamos aqui na brincadeira nem na galhofa, estamos a discutir seriamente”, e repisou: - “nós não andamos aqui na brincadeira nem na galhofa” “estamos aqui a abordar questões sérias e portanto não estamos aqui a rir uns dos outros”.
Rebateram, educadamente, os Vereadores da oposição em face do tom exaltado e do teor inadequado daquelas afirmações, pois que nenhum dos presentes tinha sido desrespeitoso e muito menos dado risos de gargalhada. Do lado dos Vereadores do Executivo pairava um silêncio sepulcral.
Recompostos os ânimos, prosseguiu o Presidente, sempre naquele seu já acostumado tom monocórdico, vangloriando-se, desta vez, com o sucesso do programa dos desportos de praia – Beach Sports -, ao anunciar o registo de “sete mil participantes” durante o mês de Julho e Agosto do ano passado. 
Interpelado por um Vereador da oposição como chegara aquele número, pois das contas existentes, admitir-se-ia, quanto muito, cerca de mil quinhentos participantes (ou seja, 80% abaixo dos valores apregoados), o Edil, uma vez mais, revelando um evidente estado de desconforto por se ver contraditado, investiu, dizendo: - “o senhor está a interromper assim com um ar e tal que já percebi e tal…” “é o seu jeito, é a sua forma de estar nisto, é ir brincando, é a brincar, é a sua forma de estar”. O visado, educadamente, apenas retorquiu que não era seu timbre brincar com assuntos da terra. 
Quinze dias depois, ou seja, na reunião seguinte, no ponto de aprovação da acta da sessão anterior, o Presidente ao ser confrontado com a transcrição daquelas, e outras, expressões por si proferidas (e gravadas), rejeitou-as terminantemente, tendo, por essa razão, a referida acta merecido o voto contrário dos Vereadores da oposição. Os relatados acontecimentos tiveram lugar no pretérito mês de Fevereiro, num município bem perto de todos nós."

Críticar, numa cidade como a Figueira, é assim como descascar cebolas. 
Arranca-se-lhes os folhos do vestidinho. Por muito meretrizes que sejam vão-se fazendo de ofendidas, e não se sabem defender senão esguichando um sumo em que, quem vê de fora, é levado a pensar que choramos com muita pena delas. 
No fim, ainda nos deixam um estúpido e persistente cheiro nos dedos...

Neste país, tal como na Figueira, é sempre carnaval...

Foto: Igor Martins / Global Imagens
A pediatria oncológica do hospital de São João do Porto funciona, há dez anos, em contentores e em "condições miseráveis".
Faltam 22 milhões para as obras!
O protocolo foi assinado há quase um ano, mas na prática continua tudo igual. No Hospital de S. João, no Porto, ainda nada foi feito para a construção de um novo centro pediátrico, onde se inclui o serviço de oncologia.
Todavia, para a Eurovisão os milhões(10,15, 20, 30?..) avançaram sem problemas.
No País, tal como na Figueira, preciso é tudo fazer para não faltar nada à idiotia nacional. 
Dinheiro não é tudo na vida
Mas, muitas das desgraças da vida acontecem, no país tal como na Figueira, por falta de dinheiro para o essencial...

"Miguel Figueira está de parabéns. O mérito é do arquitecto. O presidente da câmara e os montemorenses só podem sentir orgulho que um dos edifícios públicos do concelho tenha sido seleccionado para Bienal de Veneza” - Emílio Torrão, presidente da Câmara de Montemor-o-Velho.


"O figueirense Miguel Figueira é um dos arquitectos seleccionados para representar Portugal na 16.ª Bienal de Arquitectura de Veneza. A sua seleção fica a dever-se ao projecto do hangar do Centro Náutico de Montemor-o-Velho, um dos 12 edifícios públicos nacionais construídos na última década escolhidos para a representação portuguesa."

Via AS BEIRAS

Turismo: Baptista aspira a apear Machado

"Victor Baptista, economista, pondera candidatar-se, este ano, a presidente da entidade regional Turismo do Centro de Portugal (TCP) na expectativa de apear Pedro Machado.
O timoneiro da TCP desempenha o cargo há uma década e, de 2006 a 2008, liderou a outrora Região de Turismo do Centro (RTC), tendo ascendido à presidência na sequência do falecimento de José Manuel Alves.
Foi imediatamente impossível contactar Victor Baptista.
Ex-líder distrital do PS/Coimbra, Baptista foi governador civil, gestor e deputado à Assembleia da República. Pedro Machado, antigo vereador da Câmara Municipal de Montemor-o- Velho, presidiu à Comissão Política Distrital do PSD/Coimbra.
Por ocasião da criação da Turismo do Centro de Portugal, Pedro remeteu-se ao silêncio face à escolha de Aveiro para implantação da sede do organismo.
Em 2013, Machado hesitou entre recandidatar-se a timoneiro da TCP e perfilar-se para líder do Município de Montemor-o- Velho e por só tardiamente ter descartado prosseguir na vida autárquica foi alvo de reparos por parte de alguns companheiros de partido.
Em 2006, Pedro Machado deu a mão a Luís Vilar (PS) para ele permanecer como dirigente da RTC."

Via Campeão das Províncias.

Dinheiro não é tudo na vida. Mas, muitas das desgraças da vida acontecem por falta de dinheiro?..

"Crianças fazem quimioterapia num corredor do S. João".

O pessimista é um optimista bem informado...

Imagem Beiras
Disseram-me, recentemente,  que o meu pessimismo já me está colado à pele, pois é uma fé pessoal
Percebi o que pretendiam dizer com aquela frase, mas expliquei-lhes o absurdo de tal afirmação: fé é crença.
Um pessimista, como sabem, mais do que crente - é, sobretudo, um descrente.
Que é o que eu sou, perante uma notícia destas: "Autarquia da Figueira da Foz paga medicamentos a munícipes carenciados"...
Espero, sinceramente, não ter razão. 
Sempre que me dão razão, é porque antecipei correctamente um cenário negativo. 
Um pessimista como eu quer, sobretudo, não ter razão.

terça-feira, 10 de abril de 2018

Para já, estamos num tempo sem novidades, nem sobressaltos...

Via AS BEIRAS

Com os sacrifícios que são impostos aos "voluntários" da Festa da sardinha, já que vivemos num tempo de economicismo da "espécie", não vislumbro a eficácia e eficiência do custo/benefício da sua manutenção...

Sentir o tempo, ou a triste realidade...


A reforma que ficou por fazer...

"Baixar os custos do trabalho"...
(Pedro Passos Coelho em 9 de Abril de 2015)

Nota de rodapé.
Custo do trabalho em Portugal sobe 3% em 2017, mas continua bem abaixo da média europeia...

"Pai do ar", uma crónica de Teotónio Cavaco

Via AS BEIRAS.

"Há uma anedota antiga acerca das dificuldades que certo casal tinha em conseguir uma muito desejada criança, dado que todas as gravidezes se revelavam falsas.
Abstenho-me de contar a graçola por ser este um jornal respeitável e para não ser acusado de sexista ou politicamente incorreto, mas retiro da história o calvário do indivíduo, face à sua incapacidade de concretizar um sonho partilhado, ao seu desconforto por ser constantemente parodiado a propósito desse falhanço, à constatação que a crença da parceira, a qual, não o estando, conseguia apresentar sintomas típicos do desiderato, o fazia não merecedor da confiança que ela em si depositava, e à sua permanente exposição aos engraçadinhos que o alcunharam de “pai do ar”.
Numa altura em que são cada vez mais efetivos os passos no sentido de um certo PS de Coimbra nos querer convencer que “ao sonho de Monte Real se sobrepôs a realidade de Coimbra” no que a um aeroporto na região Centro concerne, valerá certamente a pena observar, a partir do clamoroso falhanço da CIM Região de Coimbra enquanto polo estratégico coordenado, como se alinharão as forças com possibilidade/capacidade de influenciar/decidir, e de que forma vão cumprir as promessas que, há 6 meses, fizeram ao seu eleitorado.
Não querendo fulanizar a questão, mas porque estou convicto que, com um claro e bem definido enquadramento, um aeroporto na região Centro é estratégico para a nossa afirmação ancorada numa moderna mobilidade, pergunto: no final deste processo, a quem/a quantos vamos chamar «pai do ar»?"

Até os barbeiros já foram tira-dentes...

Arquitectos e engenheiros...
Por este andar, "se a moda dos engenheiros a assinar projectos de arquitectura pega, um dia deste o nosso médico de família vai ser um veterinário."

Nota de rodapé.
Origem do nome Tiradentes.
No século XVII, não havia no Brasil uma lei que regulamentasse a prática da Odontologia. Por isso, eram os barbeiros que costumavam fazer esse trabalho. “Os médicos não queriam colocar as mãos na boca das pessoas. Aí acabou sobrando para os barbeiros se aventurarem nesse ramo, uma vez que eles já eram conhecidos por cuidar da cabeça cortando a barba e cabelo”.

O boticão, imagem do lado dirieto, era o instrumento usado na época para fazer extrações dentárias.

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Centro de dia do Ervidinho ficou às escuras

Via jornal AS BEIRAS

Cem anos da Batalha de La Lys

"Que nunca ninguém saiba os crimes deste dia 
Que eu não quero viver em tanta porcaria 
Por isso, ó morteiro te peço bem do fundo 
Dispara um tiro só, leva-me do mundo 
E o morteiro bojudo, o morteiro audaz 
Expediu um pesado...   e matou o rapaz"

"A  Batalha  de  La  Lys,  travada  no  Sul  da  Flandres  em  9  de  Abril  de   1918,   constitui  o momento mais traumático  da acidentada  participação portuguesa na Primeira Grande  Guerra.  O  seu  desenlace  feriu profundamente  a  alma nacional, chegando  a  falar-se  de  um  novo Alcácer-Quibir".
O meu avô esteve lá. Chamava-se Domingos Marçalo  e  participou neste grande  conflito  mundial como cozinheiro e combatente.
"O  Relatório  de  combate  de  9  a  12  de  Abril  de   1918    não  se  destina  a  acrescentar  pormenores  às  circunstâncias  do  combate.  Qual  mergulho  na  poeira  multiforme  dos  dramas  individuais,  o  que  nele  releva  é  a perspectiva de um  soldado, pequeno  elo de uma engrenagem  da  qual  lhe  escapa  o  conjunto  e  o  sentido.  Trata-se  de  uma  descrição  na  primeira  pessoa,  feita por alguém que  viveu  a batalha,  minuto  a minuto,  ombro  a ombro com  os  companheiros,  tomando  iniciativas,  partilhando  angústias,  vendo  cair  os  feridos  e  os  mortos  e  que  de  tudo  nos  dá  testemunho.  Apesar  de  o  tema  ser  perturbante,  o relato  é técnico,  o tom  é neutro,  só aqui  e  ali deixa aflorar alguma emoção,  e  talvez  por  isso  mais  desembaraçado  de  cargas  ideológicas.  É  uma  espécie  de fita do  tempo,  apresentando  uma  anotação  precisa  do  momento  em  que  ocorreram  os  diversos  eventos  em  que  o  protagonista  se  viu  envolvido. 
O  autor  do  relatório, Raul Pereira de Araújo, transmontano da vila de Mesão Frio  é  um jovem  alferes  que,  ao  escrever  um  caderno  de "Lembranças"  onde  reteve  fragmentos  do  vivido  na  guerra,  nos  quis  deixar  a  sua  própria  imagem." 

Clube Mocidade Covense: 79 de vida

Notícias do país real...

"Quase metade das famílias portuguesas teve dificuldade em pagar serviços de saúde em 2016, segundo dados da autoridade estatística europeia (Eurostat), divulgados esta sexta-feira, que referem que a maioria da União Europeia paga estas despesas com facilidade."

Entre os Ventos e as Marés: emissão com Adelaide Sofia

Mulher, covagalense, fadista, professora de música, pianista, compositora e cantora!
Mais uma história de vida.
Para ouvir, basta clicar aqui.

"Os contribuintes portugueses já estão calejados de serem accionistas sem cheta de bancos mais ou menos falidos. Pagam sem tugir nem mugir. Quando o buraco da banca já vai para lá dos 23 mil milhões é melhor rir do que chorar"

"E o Novo Banco era o bom..."
Bom dia e boa semana...

domingo, 8 de abril de 2018

Sportinguista me confesso...

Hoje, sinto-me algo bipolar
Esperançado, se sim... Aliviado, se não...

Muita parra e pouca uva: "documento onde consta “a proposta de requalificação” é longo ( 142 páginas) e algo repetitivo"...

"Está em discussão pública a requalificação do centro histórico de Tavarede. Diga-se que tanto quanto sabemos a discussão limita-se à consulta dos documentos na internet. Sabe a pouco para um documento com impacto na “polis”. O documento onde consta “a proposta de requalificação” é longo (142 páginas) e algo repetitivo. Os desenhos e figuras, contudo, auxiliam na visualização do que se pretende em termos genéricos. Em traços gerais, a câmara municipal quer preservar as faixas agrícolas (hortas urbanas) e o património, criar incentivos à reabilitação de edifícios (privados e públicos) e ainda implementar os modos “suaves” de mobilidade. E aqui surge a primeira preocupação, os textos da proposta são vagos quanto às formas de humanizar os espaços e reduzir a carga automóvel. A palavra “bicicleta” nunca é referida no documento. A ciclovia desenhada é mais um fragmento e tem um carácter lúdico, desligado da mobilidade. Ou seja, o compromisso da câmara é reduzido quanto à “mobilidade suave”, ilude-nos com textos sofisticados mas sem conteúdo. A forma como a rua principal que atravessa o centro de Tavarede, apertada, em mau estado, será requalificada é um mistério. Nada de concreto, haverá um ou dois sentidos? Como são integrados peões e ciclistas? Qual a forma e largura dos passeios? 
Assim, é de supor que a câmara municipal irá fazer “mais do mesmo”, obras destinadas a manter tudo como está, aplicando apenas uma camada de verniz e algum mobiliário urbano."

Nota de rodapé.
Esta crónica foi publicada ontem no jornal AS BEIRAS.

Bom domingo


sábado, 7 de abril de 2018

Para bem do Sporting...

Mas, para bem do Sporting, Bruno de Carvalho tem de perceber o óbvio:

O Figueira Na Hora completa hoje 5 anos

"O Figueira Na Hora completa hoje 5 anos a noticiar o que de mais relevante vai acontecendo no concelho da Figueira da Foz e na região.
Obrigado a quem nos tem feito companhia, desse lado, ao longo destes 5 anos.
De igual forma, obrigado a quem nos tem apoiado. Cronistas, jornalistas, fotógrafos, associações, colectividades e clubes, empresas, amigos e todos os que connosco colaboram das mais diversas formas.
A todos, sem distinção, o nosso muito obrigado!"

Parabéns meu caro Jorge Lemos: hoje é dia de aniversário. 
Cinco anitos! A criança está a crescer. Veremos como ela vai continuar a medrar!

No país em os hospitais dão lucro e os bancos dão prejuízos...

Falta de pessoal para reparação deixa comboios da CP parados

"...até 2019 metade da frota das UTE pode ficar parada por falta dessa revisão. Os serviços de Lisboa para Entroncamento e Tomar e os suburbanos Figueira da Foz – Coimbra estão em risco."

Via Público

Filmes...

Não sou especial apreciador do género, mas, por princípio, não tenho nada contra...
Simplesmente, chateia-me a previsibilidade desses filmes. 
Para mim,  em tudo, o importante não é o destino, mas a viagem.
Neste caso, não se aplica -  de todo. 
Sabe-se, antecipadamente, como aquilo vai acabar.
Com mais ou menos variações de pormenor, o que os personagens fazem para lá chegar, também nunca foge muito das rotinas habituais.

O que está escrito acima, refere-se a filmes pornográficos.
Todavia, podia ser sobre o mecanismo das comédias políticas.

sexta-feira, 6 de abril de 2018

João Ataíde

Um dia, João Ataíde Presidente da Câmara da Figueira da Foz, a propósito do Cabedelo, disse para Carlos Tenreiro, vereador da oposição: "a população de  S. Pedro está connosco".

Acredito.
Aliás, penso mesmo que, para alguns, S. Pedro está  mais interessante com Ataíde por cá.
Por mim, só espero que S. Pedro fique mais interessante por Ataíde ter  estado por cá...


Os super-presidentes também são mortais.
Nascem, crescem, amam, odeiam, são poderosos, são frágeis, definham.
E, por fim, tal como todos nós, simples mortais: morrem.

Ainda que mal pergunte: com que dinheiro?..

"A Cooperativa de Educação e Reabilitação de Crianças Inadaptadas da Figueira da Foz (CERCIFOZ) mudou-se para o antigo Colégio de Quiaios, que encerrou na sequência da revisão dos contratos de associação.
A instituição particular de solidariedade social, que tinha instalações na Figueira da Foz, transferiu para Quiaios todos os serviços, incluindo as ações de formação.
Fonte ligada à CERCIFOZ adiantou ao DIÁRIO AS BEIRAS que as instalações da antiga escola particular estão a ser utilizadas em regime de cedência, podendo evoluir para outro estatuto contratual.
A mudança recente da CERCIFOZ para Quiaios foi forçada pelo Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, que entendeu que as antigas instalações não reuniam as condições exigidas."
Via AS BEIRAS