segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

O momento não está para politiquices: a erosão costeira a sul da barra do Mondego é um assunto muito sério...

"Tempestade Doris: estes são os efeitos da tempestade que afectou a costa portuguesa nos últimos dias na Cova-Gala, na parte sul da Freguesia de São Pedro. Os acessos à praia foram em parte destruídos. O mar voltou a romper o cordão dunar e a invadir o pinhal. A situação a Sul da Freguesia de S.Pedro continua bastante preocupante."  
- Via Pedro Agostinho CruzPara ver melhor, clicar na imagem.

A praia da Figueira da Foz, o maior areal urbano do país, está a crescer, em média, 40 metros por ano, devido ao prolongamento do molhe norte do rio Mondego, afirmou um investigador do movimento das areias.
José Nunes André, geógrafo e investigador universitário, tem vindo a monitorizar a acumulação de sedimentos através de três perfis transversais, elaborados numa faixa de dois quilómetros de comprimento no areal entre a Figueira da Foz e Buarcos. "Tem dado uma média de 40 metros ao ano de crescimento da praia. E a sul [dos molhes do porto] temos o reverso da medalha, as praias estão a recuar assustadoramente. As praias da Cova Gala e da Leirosa recuaram 15 metros num ano".
De acordo com o investigador, o ritmo de crescimento do areal da Figueira da Foz é, actualmente, superior ao verificado aquando da construção original do molhe norte, nos anos 60 do século passado. A praia, cresceu cerca de 440 metros até à década de 1980 e, a partir daí, nos últimos 30 anos, a acumulação de sedimentos reduziu de intensidade e praticamente estabilizou. No entanto, com a obra de prolongamento do molhe - concluída no verão de 2010 -, o areal continuou a crescer, segundo as medições feitas por José André. 

Claude Chabrol, disse um dia o seguinte: "a estupidez é infinitamente mais fascinante que a inteligência, pois a inteligência tem os seus limites... Mas a estupidez não!" 
O meu Amigo Manuel Luís Pata, farta-se de dizer o seguinte: "há muita gente que fala e escreve sobre o mar, sem nunca ter pisado o convés de um navio".
Em 2003, lembro-me bem da sua indignação por um deputado figueirense - no caso o Dr. Pereira da Costa - haver defendido o que não tinha conhecimentos para defender: "uma obra aberrante, o prolongamento do molhe norte".
Na altura, Manuel Luís Pata escreveu e publicou em jornais, que o Dr. Pereira da Costa prestaria um bom serviço à Figueira se na Assembleia da República tivesse dito apenas: "é urgente que seja feito um estudo de fundo sobre o Porto da Figueira da Foz".
Como se optou por defender o acrescento do molhe norte, passados 14 anos, estamos precisamente como o meu velho Amigo Manuel Luís Pata previu: "as areias depositam-se na enseada de Buarcos, o que reduz a profundidade naquela zona, o que origina que o mar se enrole a partir do Cabo Mondego, tornando mais difícil a navegação na abordagem à nossa barra"
Por outro lado, o aumento do molhe levou, como Manuel Luís Pata também previu, "ao aumento do areal da praia, o que está a levar ao afastamento do mar da vida da Figueira"
Porém, e espero que isso seja tido em conta no disparate que é a projectada obra a levar a cabo pela Câmara Municipal da nossa cidade, "essa área de areia será  sempre propriedade do mar, que este quando assim o entender, virá buscar o que lhe pertence".

E não foi por falta de avisos.
Extracto de uma carta, publicada no dia 26 de Março de 2007, no “Diário de Coimbra”, pág. 8, na secção Fala o Leitor, com o título: “Erosão das Praias”:
"Foram estes “Molhes” que provocaram a erosão das praias a sul da Figueira, e foi o “ Molhe Norte” que originou a sepultura da saudosa “Praia da Claridade”, a mais bela do país. Embora seja de conhecimento geral, quão nefasto foi a construção de tais molhes teimam em querer acrescentar o “Molhe Norte”, como obra milagrosa… Santo Deus! Tanta ingenuidade e tanta teimosia!.. Quem defende tal obra, de certo sofre de oftalmia ou tem interesse no negócio das areias!...
É urgente contratar técnicos credenciados, de preferência Holandeses, para analisarem o precioso projecto elaborado pelo distinto Engenheiro Baldaque da Silva em 1913, do qual consta um Paredão a partir do cabo Mondego em direcção a Sul, a fim de construir um Porto Oceânico junto ao Cabo Mondego e Buarcos. Este Paredão, sim, será a única obra credível, não já para o tal Porto Oceânico mas sim para evitar que as areias vindas do Norte, se depositem na enseada, que depois a sucessiva ondulação arrasta-as e deposita-as na praia da Figueira, barra e rio."


Hoje, nas páginas do jornal AS BEIRAS, o SOS Cabedelo,  deixa alertas sobre as consequências do prolongamento do molhe norte e convida  os partidos a despertaram para a necessidade de se estudar a solução proposta por este movimento cívico que acredita que passa por uma realidade chamada bypass.
“Aquilo que se recomenda é que se elabore um estudo para se escolher a melhor solução”, sublinha Eurico Gonçalves, para quem “a esperança é a última a morrer”.  
“Se não for agora, será mais tarde, mas parte da areia do areal da Figueira da Foz vai ter de sair dali, porque ela não pertence àquele local”
E se das mais recentes diligências não sair uma solução? 
“Se daqui nada resultar, quem sabe o Presidente da República possa ajudar… Mas acreditamos que deverá ser desta que o problema vai ser encarado de frente”, respondeu Eurico Gonçalves.
Entretanto, o areal urbano não para de crescer. Neste momento, o mar encontra-se a cerca de 850 metros da avenida, tendo aumentado para o dobro desde o prolongamento do molhe norte.

Voltando ao senhor Manuel Luís Pata, também sempre uma das vozes discordantes do prolongamento do molhe norte.
Um dia, já distante, em finais de janeiro de 2008,  confessou-me: "ninguém ouve".
Recordo algumas frases de Pinheiro Marques numa entrevista dada à Voz da Figueira em 26 de Novembro de 2008 : “os litorais da Cova-Gala, Costa de Lavos e Leirosa vão sofrer uma erosão costeira muitíssimo maior, com o mar a ameaçar as casas das pessoas e o próprio Hospital Distrital”.
“Devido à orientação obliqua do molhe norte, os barcos pequenos, as embarcações de pesca e ao iates de recreio, vão ter de se expor ao mar de través. Poderá vir a ser uma situação desastrosa para os pescadores e os iatistas e ruinosa para o futuro das pescas e da marina de recreio”.

Não podemos esquecer  11 de abril de 2008, uma sexta-feira.
O prolongamento em 400 metros do molhe norte do porto da Figueira da Foz foi adjudicado nesse dia, um ano depois do lançamento do concurso público que sofreu reclamações dos concorrentes e atrasos na análise das propostas.
A obra, apesar dos vários alertas feitos em devido tempo e, agora, a realidade, continua a ser considerada fundamental pela tutela e comunidade portuária para a melhoria das condições de acessibilidade ao porto da Figueira da Foz.
Cerca de 9 anos depois de concluída a obra, a barra, para os barcos de pesca que a demandam está pior que nunca e a erosão, a sul, está descontrolada. 
Neste momento, pode dizer-se, sem ponta de demagogia, que é alarmante: o mar continua a “engolir” sistema dunar em S. Pedro, Costa de Lavos e Leirosa.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

O que se passa, Manel?..

"Com a aproximação das eleições autárquicas de 2017 tenho que admitir uma certa nostalgia em relação à edição de 2013 e à Coligação SOMOS FIGUEIRA (PSD/CDS/MPT/PPM). Se fosse lógico falarmos na justiça dos actos eleitorais, quase me atreveria a afirmar que foi muito injusto termos perdido umas eleições onde se fez uma campanha quase perfeita com um programa excepcional…

... e nem o bom trabalho do Vereador Miguel Almeida, na CMFF, ou a clarividência política do Deputado Municipal Teo Cavaco, foram suficientes para contrabalançar o vazio de ideias, ou de propostas alternativas, por parte da liderança da estrutura partidária que tivera sido até aí a maior força política de oposição ao executivo de João Ataíde.

Para mim, as vozes da política local que continuam a afirmar que eleições são sempre uma corrida a dois (PSD versus PS) estão totalmente baralhadas e no Concelho da Figueira da Foz um novo paradigma será apresentado aos eleitores em Outubro próximo.
Ou seja, se porventura a Coligação de 2013 (aquela que o PSD acabou por abandonar) se vier a reeditar “apenas” com a presença do CDS, MPT e PPM, acredito que sejamos todos NOVAMENTE FIGUEIRA, e que estas forças políticas assumam a responsabilidade de passar a ser a principal força de oposição ao executivo de João Ataíde, demonstrando através de propostas concretas (e de uma vez por todas) porque é que este PS não pode continuar a governar (ou a fingir que governa) uma cidade que estagnou apesar de todo o seu potencial."
Carlos Romeira, no Figueira na Hora.

Nota de rodapé.
Sejamos positivos ... 
Vem aí o verão. 
Verão,  que tudo se compõe.
Ao fim ao cabo, apesar de tudo, ainda "Somos Figueira".
Mas, estamos quase lá: "Éramos Figueira".
Daqui a mais 4  anos com a troupe do actual executivo recauchuta, seremos quase alemães...
Verão!..
Teremos, pelo menos, uma anedota em cada mês.
E mais uma em dia a acordar para ficar determinado em lei, nos anos bissextos...
Entretanto, ide até ao parque da merendas da Praia da Calamidade, outrora da Claridade...

E a crise aqui tão perto...

Durante 20 anos, vinte, na opinião dos políticos locais,  fomos os maiores da cantareira -  que o mesmo é dizer, do concelho!..
Não tivemos a crise, a recessão, não havia fome, nem desemprego! Muito menos, carências a nível de estruturas locais: é ver as piscinas e os campos sintéticos de futebol de 11 que por aí existem aos pontapés, não temos buracos nas estradas, nem nos parques de estacionamento gratuitos (onde se paga é outra loiça...). Muito menos, temos um problema chamado "erosão costeira"...
A Aldeia esteve na "vanguarda do desenvolvimento concelhio"...
Maravilha! 
Mas parece que, de repente, desabou o céu sobre as nossas cabeças. Chora meia Aldeia, enquanto eu me rio estridentemente: durante 20 anos, vinte, não se fez a unificação das Colectividades! 
Fome, crise, desemprego, tempo de espera na urgência do hospital, acidentes de viação em cruzamentos manhosos, erosão costeira, crise da política, fila e outros problemas no centro de saúde, ruas sujas e com buracos, falta de condições e recursos vários para promover a cultura e o desporto... 
Confesso-me com saudades de ouvir falar nisto! 
Obrigado Figueira, por devolveres à minha Aldeia o ego habitual...
Afinal, somos uma Aldeia de tradições!..

O parque da merendas da Praia da Calamidade, outrora da Claridade...

Ora cá está, finalmente, um parque de merendas capaz de ombrear e concorrer com o melhor que, neste ramo existe, na zona cento: o parque de merendas de S. Pedro.
Para quem não entenda a importância das câmaras municipais, aqui está um bom exemplo, dado pela maioria absoluta do doutor Ataíde, da criação e manutenção de espaços públicos ao serviço das populações, residentes e visitantes. 
Este parque de merendas, como a foto mostra, estende-se pelo areal da praia... 
Um dia, tenho esperança,  farei aqui um piquenique. 
Aqui, não vou deixar morrer a esperança, ainda passarei um dia perfeito. 
A beleza do lugar, o seu isolamento, a sonoridade que se intui, mas não se nota, a temperatura amena, a falta de vento, o apetite proporcionado pela caminhada e o espaço, que é o suficiente para um piquenique a dois!.. 
Acham que pedir mais não seria demasiado? 
Como disse, em maio de 2008, o saudoso Lídio Lopes (vereador e, na altura, conjunturalmente, presidente em exercício da Câmara Municipal da Figueira da Foz, numa cerimónia que fez lembrar outros tempos, a inauguração do "Chafariz do Casal do Rato"), "estas pequenas coisas são grandes obras para as populações”. 
Já pressinto o momento do destapar dos tachos .... 
Huummm, que cheirinho...  
Que salte, rapidamente, a rolha da garrafa...

Nota de rodapé.
João Paredes: não dês ideias...
Embora aquilo, como refeitório das equipas olímpicas, que hão-de vir aos molhos tirar rendimento do Centro de Alto Rendimento que entra este ano em actividade na Figueira da Foz, não seja assim tão má ideia!
E o melão sempre presente...

Bom domingo



Aprendam, que eu não vou durar para sempre...
O segredo é simples.
Não é preciso ter muito, para ter tudo o que se quer!
E depois, não podemos viver fora da nossa vida, toda a vida...

sábado, 4 de fevereiro de 2017

O presidente foi aos fados...

"Hoje tive o privilégio de estar com o nosso Presidente da República e com os autarcas do nosso País no concerto de Carlos do Carmo promovido pela Presidência da República", informou o presidente Ataíde na sua página de facebook.
Vou já comprar a Caras, a Lux, a Cristina, a Nova Gente e a Vip...
E não me posso esquecer da Hola!.. 
Não é por nada, mas tenho que me internacionalizar nestes assuntos do "jet set" figueirense...
Basicamente foi isto: os presidentes foram aos fados...

Bom sábado



Para haver química, não chega juntar um ácido e uma base...
E, por enquanto, não escrevo muito mais, pois não estou lá muito dado a grandes filosofias. 
Apetece-me, hoje, ir vivendo a minha vida, que é como todas: tem dias.

"destruímos sempre aquilo que mais amamos
em campo aberto, ou numa emboscada;
alguns com a leveza do carinho,
outros com a dureza da palavra;
os cobardes destroem com um beijo,
os valentes, destroem com a espada."

Oscar Wild

O segundo milhão...

Este blogue começou a 25 de Abril de 2006.
Porém, só a partir de 10 de Maio de 2010, começaram a ser contabilizadas as visualizações.
Não sei se é muito, ou se é pouco: os números são estes.
O primeiro milhão aconteceu a 8 de Março de 2015.
Um milhão, em menos de 5 anos...
Mas, OUTRA MARGEM não pára de me surpreender. 
Hoje, passados menos de 2 anos, este espaço atingiu o segundo milhão!
Só posso dizer obrigado, a quem tem passado por este espaço que, à sua maneira, tem procurado lutar contra o pensamento único vigente na Figueira.
Enquanto houver desejo, há razão para continuar.
A satisfação é a morte.
Por isso mesmo, OUTRA MARGEM continua  um espaço insatisfeito.
Se puderem olhar, vejam. 
Se puderem ver, reparem. 
Se puderem ouvir, escutem.
É isto que gostaria que continuasse a acontecer.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Associativismo na Cova e Gala em debate...


Basta um dia de levadia de mar e é isto...

Foto António Agostinho. Mais fotos aqui.
Andamos a alertar há vários anos neste espaço para o problema. 
Temos andado a pregar no deserto, mas a realidade, infelizmente, está a dar-nos razão.
Se a norte do Mondego a areia acumula, a erosão cresce nas praias a sul.
Este, é um problema que tem solução e urge ser resolvido.
José Nunes André, geógrafo e investigador universitário, tem vindo a monitorizar a acumulação de sedimentos através de três perfis transversais, elaborados numa faixa de dois quilómetros de comprimento no areal entre a Figueira da Foz e Buarcos. "Tem dado uma média de 40 metros ao ano de crescimento da praia. E a sul [dos molhes do porto] temos o reverso da medalha, as praias estão a recuar assustadoramente. As praias da Cova Gala e da Leirosa recuaram 15 metros num ano".
De acordo com o investigador, o ritmo de crescimento do areal da Figueira da Foz é, actualmente, superior ao verificado aquando da construção original do molhe norte, nos anos 60 do século passado.

aF277


Na Figueira não pode ser sempre carnaval!..

Para quem viveu e tem memória,  a ditadura de Salazar passou pelo temor de uma ida à Guerra Colonial, a fome, os presos, deportados e mortos políticos, mas, sobretudo, pelo atraso cívico e cultural em que nos deixou, que tantos anos depois, na Figueira,  ainda se respira, sente e vive.
Para quem tem já uma vida longa e viveu muito, como é possível aceitar que, numa altura em que a Câmara da Figueira continua a ter de viver com medidas de austeridade, um executivo que já leva mais de sete anos no poder, continue a governar o concelho como se fosse sempre carnaval?..
Vocês podem pensar o que quiserem sobre o assunto. 
A minha postura sempre foi simples e transparente.
Pessoalmente, nunca aceitei  que me tentassem humilhar. 
Nem a mim, nem à minha inteligência, por muito frugal e parca que ela seja.

A Doris fez das suas no Cabedelo

As previsões apontavam para ondas de entre seis e sete metros, ontem, a partir das 18H00, coincidindo com a maré alta. Por prevenção, às 17H00, a Protecção Civil Municipal fechou a marginal oceânica de Buarcos ao trânsito, entre a rotunda do jardim Fernando Traqueia e a Tamargueira.  
Entretanto, a Capitania da Figueira da Foz reforçou os meios junto aos molhes e à barra. 
Na Leirosa, na Costa de Lavos, na Cova e no Cabedelo, foi a aflição do costume.
No pico da agitação, cerca das 19 horas,  o mar  invadiu o Cabedelo, cujo acesso rodoviário havia sido cortado pela capitania. 

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

No mundo sindical também tem de ser sempre carnaval?

"Carlos Silva da UGT aconselha Arménio da CGTP a "evoluir" nas ideias"!..

Nota de rodapé.
E não que é que o sacana do Carlos Silva tem razão!..
Arménio Carlos deveria mesmo fazer como ele… 
Arranjar um patrão, assim tipo Ricardo Salgado, não fazer nada sem lhe pedir conselho, permissão e bênção, como quando foi convidado para dirigir a UGT em nome dos patrões e só avançar quando Salgado declarou que tinha o maior orgulho em ter um dos seus “colaboradores” à frente de uma central sindical…
Isso sim, Arménio Carlos, é que seria “evoluir”.
Só que, não nascemos todos ontem.
Por isso, nem todos precisamos de explicações sobre o que foi e é a CGTP.  
Não nascemos todos ontem.
Por isso,  sabemos o que foi e é a UGT...
Uma coisa fundada por Sá Carneiro e Mário Soares! 
Salvo erro, a última...

Da série, na Figueira é sempre carnaval...

"PROMESSAS!", uma crónica de CARLOS TENREIRO.
Foto Beiras
"Desde um centro de alto rendimento na praia, à iluminação do Cabedelo, passando pela remodelação da piscina praia, mais a reparação do estádio municipal, ao “ano zero” do turismo(!?) ou ainda a afectação de 9 milhões para obras, tudo isto e, muito mais, foi anunciado pela CMFF junto da comunicação social local, regional e nacional, a um ritmo estonteante e replicado durante o findo mês de Janeiro.
Com toda a ligeireza, divulgou-se agora em trinta dias aquilo que nunca foi projectado, feito ou sequer idealizado em noventa e seis meses, o equivalente a quatrocentas e dezasseis semanas, ou seja, dois mil novecentos e vinte dias de governação.
De facto, durante oito anos o areal manteve-se tal como se encontra hoje, desaproveitado; o Cabedelo sem iluminação e totalmente desprovido de infra-estruturas mínimas para a praia de surf que merecia ser; a piscina-praia como exemplo clamoroso duma gestão errática com custos incalculáveis para o erário público; o estádio municipal degradado, votado ao abandono; a cidade, uma estância turística de renome, viu o sector do turismo despromovido para uma divisão fantasma da Câmara Municipal; e, coincidência ou não, talvez por ser ano de eleições, o recurso repentino e miraculoso a 9 milhões para obras quando a população vem, desde há muito, convivendo com estradas, ruas e passeios em estado acentuado de deterioração.
Nas sobreditas promessas assenta uma pequena particularidade: tudo a concretizar a partir do ano 2018…
Há quatro anos atrás, também em véspera das eleições, entre outras promessas, foram colocados gigantescos out doors na marginal (pagos com o dinheiro todos nós) prometendo um projecto fabuloso para a praia que redundou numa enorme fraude, tomando como referencia o que por ali anda hoje em dia…
O que pode levar alguém prometer que vai fazer em quatro anos aquilo que não fez em oito? Ambição desmedida pelo poder ou falta de sentido de responsabilidade?
Diz-se que todos os políticos por altura das eleições caiem na tentação de anunciar promessas atrás de promessas para conquistarem o poder. Admitindo-o, convirá, contudo, relembrar que na Figueira da Foz apregoou-se a diferença, que tinha chegado uma nova forma de fazer politica, feita por alguém independente e distante dos partidos, imbuído em conceitos de rectidão e de compostura, um juiz… dizia-se…
Quando a nove meses das eleições a toada propagandística já comporta um tal registo de promessas, não se mostra difícil adivinhar o que nos reservarão os próximos tempos.
Não pode valer tudo!"

Petição defende desagregação da Freguesia de Buarcos e São Julião

Foto Figueira na Hora
Está a correr na Internet a petição «Por Buarcos e São Julião com Freguesias constituídas por órgãos autárquicos e territórios distintos e autónomos». Hoje de manhã, alguns dos proponentes desta petição realizaram uma acção de rua, junto ao Mercado Municipal Eng. Silva, de recolha de assinaturas.
A petição propõe “a defesa da desagregação da Freguesia de Buarcos e São Julião, a ser enviada a sua Ex.ª o Ministro-Adjunto Eduardo Cabrita, com conhecimento à Associação Nacional de Freguesias e à Assembleia Municipal da Figueira da Foz, no sentido de voltarem a ser individualizadas as Freguesias de Buarcos e de São Julião, de acordo com o anterior modelo de organização territorial das Freguesias”.
O texto (que pode ser lido e subscrito aqui) refere ainda que “a presente proposta tem por fundamento único e inquestionável o facto das anteriores Freguesias de Buarcos e de São Julião numa só freguesia, denominada Buarcos, ter sido levada a cabo à revelia das assembleias das duas freguesias supra-referidas e contra o sentir e a vontade de ambas as populações, mais tarde rectificado o nome da Freguesia de Buarcos em Assembleia de Freguesia para Buarcos e São Julião”.

Pedro Rodrigues Jorge, um dos proponentes da proposta, num texto de opinião que pode ser lido clicando aqui,  defende que “as populações destes diferentes territórios nunca foram auscultados e depende de nós, simples e humildes cidadãos, corrigir tal «crime» praticado sobre a população de São Julião e a população de Buarcos para que possamos devolver a sua identidade social, autonomia territorial e administrativas aos cidadãos de Buarcos e São Julião”.

Claro que aldrabar numa licenciatura em "desfiles carnavalescos" é um bocadinho excessivo... Mas, o princípio é o mesmo. Temos de ter currículos ricos... Porque a sociedade figueirense também gosta de ser enganada...

Imagem Pedro Agostinho Cruz/Beiras
Notícia Palhetas: Cantora Romana é a Rainha do Carnaval de Buarcos / Figueira da Foz=Rei é o figueirense Carlos Queirós "licenciado em desfiles carnavalescos"...

Nota de rodapé.
OUTRA MARGEM, sabe que só com os carnavais que não viveu, Carlos Queirós concluiu a licenciatura em Carnaval.
O canudo, que também é uma oferta de amigos, deverá chegar pelo correio, espera-se que não no domingo, pois não é a primeira vez que certos licenciados acabam por ter problemas com licenciaturas ao domingo.
O problema da Figueira nem é ter muitos problemas  -  é ter sempre os mesmos. 
Ainda o povo não está totalmente recuperado do escândalo com as licenciaturas de José Sócrates e Miguel Relvas e temos agora um figueirense "licenciado em desfiles carnavalescos" a ter de provar como se faz uma carreira carnavalesca com equivalências...

Mais do mesmo: continua o carnaval...

«Já sinto o espírito, a energia e a alegria do Carnaval»
Foi com estas palavras que sua alteza, a “rainha” Romana, se “apresentou”.
«Já chega de crise, precisamos de alegria e boa energia», diria ainda a cantora e animada participante em reality show, enaltecendo a «simpatia» do “rei”, Carlos Queirós, escolhido pelo público, num espectáculo realizado recentemente. 
A rainha «enquadra-se no perfil que pretendíamos», disse José Gouveia, presidente da Associação de Carnaval Buarcos/Figueira da Foz, a entidade organizadora. 
Tal como o previsto e anunciado, os reis do Carnaval de Buarcos/Figueira da Foz foram ontem apresentados, no posto de turismo. 
Nos dois desfiles principais, nos dias 26 e 28, a cantora Romana e o figueirense Carlos Queirós vão fazer-se acompanhar por um séquito de 1200 pessoas, entre escolas de samba (três), carros alegóricos (nove), grupos (cinco), foliões e um trio elétrico, mais 500 do que no ano passado. 
Além de fazer desfilar mais gente, a Associação de Carnaval de Buarcos/Figueira da Foz, que organiza o evento pelo segundo ano consecutivo, investiu nos carros alegóricos, alugando os atrelados a uma empresa especializada. Por outro lado, em parceria com a hotelaria local, criou o kit Carnaval para turistas, que lhes permite participar no grupo que abre o desfile. 
Mas, mais e melhor: está a preparar-se para receber excursões de vários pontos do país. A organização espera que venham à  Figueira, por causa deste evento, mais de 15 mil visitantes. 
E, espantem-se óh almas danadas, mal dizentes e daninhas, tudo isto com grande e inexcedível rigor orçamental! 
A quadra carnavalesca, começa no dia 11, com um espectáculo de samba enredo, no pavilhão do parque das Gaivotas. A chegada dos reis à estação de comboios está agendada para o dia 19. 
A festa faz-se com um orçamento de 100 mil euros, o mesmo do ano passado.
Este ano, a autarquia reforçou a verba, em seis mil euros, subindo a comparticipação para 57 mil euros
A câmara, de resto, sublinhou o vereador João Portugal, entregou a organização “a quem percebe de Carnaval”
Os reis, que vão desfilar com roupa desenhada pela estilista figueirense Lúcia Fonseca, garantiram uma participação animada: “tenho a certeza que vai ser um grande Carnaval”, disse Romana. “Vou ser um rei diferente”, prometeu Carlos Queirós. 
As entradas,ainda não está definido, poderão passar de três euros para os 3,5 ou quatro euros.
E pronto. E se o mau tempo, eventualmente e  por mero acaso, adiar o corso carnavalesco, não faz mal, é carnaval, ninguém leva a mal... 
Por cá, de resto, é carnaval todo o ano!

Nota de rodapé.
Face à invasão esperada no dia de Carnaval, é de crer, embora isso não tivesse sido anunciado, que a Figueira Parques não se irá esquecer de oferecer estacionamento gratuito nesse dia. E, já agora: quem já só conseguir estacionar apenas em segunda fila, deveria ser contemplado com um bónus...
Todos perceberíamos, facilmente, que isto não é campanha eleitoral, pois insere-se, com toda a naturalidade, na campanha do cabaz do carnaval figueirense...
No meio de tudo isto, resta-me apenas uma dúvida: porque é que os figueirenses se limitam a vestir de forma ridícula e a pregar partidas apenas 3 dias no ano, quando vivem numa cidade onde quem manda vai pregando partidas o ano inteiro?..
Figueirenses, não esqueçam: na Figueira, é sempre carnaval...

Na vida nunca se deveria cometer duas vezes o mesmo erro...

Segundo o Diário de Notícias, "Vítor Baía foi sondado pelo PSD para se candidatar à câmara de Matosinhos"... 
Já que estamos numa de devedores ao BPNna Figueira, onde o PSD parece estar em dificuldades para arranjar candidato, a escolha é óbvia...

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Agora a sério: na Figueira temos um modo diferente de fazer política!.. Por aqui, é o tempo para a fotografia...

"A boot 2017", uma crónica de Daniel Santos, publicada no jornal AS BEIRAS.
"O maior salão náutico da Europa realiza-se em janeiro de cada ano em Dusseldorf na Alemanha, uma cidade de cerca de seiscentos mil habitantes, situada no interior do país, junto às margens do Reno
A Boot 2017, como é designada, contará este ano com a presença da atleta portuguesa Joana Schenker, campeã do circuito europeu de bodybord, que irá surfar a maior onda artificial indoor. 
A iniciativa conta com o apoio da Câmara Municipal de Vila do Bispo para a divulgação da grande novidade deste ano e contribui para uma maior dinâmica e visibilidade do sector a nível internacional.
A informação regista-se em dois aspectos.
O primeiro é o facto de uma cidade do interior da Alemanha que se encontra a uma distância significativa dos mares que lhe ficam mais próximos, o Mar do Norte e o Mar Báltico, ser, apesar disso, o local onde se situa o maior evento náutico de todo o continente europeu. O segundo, é a constatação de que o surf constitui uma actividade desportiva em plena divulgação por todo o mundo, de que várias povoações do litoral português se deram já conta, aproveitando as oportunidades, organizando eventos e participando na divulgação.
Ocorre que se encontra em preparação o PEDU do Cabedelo cuja materialização se deseja apoiada por toda uma dinâmica de divulgação das potencialidades locais para cuja organização pode contribuir uma atitude de benchmarking à sua escala, neste caso com autenticidade, liberto de artificialidades."

Da série, "os boys"...

Para ler clicar na imagem
Nota de rodapé.
Mais: aqui.

Desistir é que nunca...

Para ler,  clicar na imagem
Manuel Luís Pata, noventa e dois anos - nasceu na Gala, actual freguesia de S. Pedro, no dia 22 de Novembro de 1924.
"Dos que escreveram sobre a Cova e Gala, ainda vivos,  é a fonte mais capacitada e esclarecedora. É possuidor de uma memória extraordinária e fiel e de uma vivacidade invejável"
Trago aqui, com a devida vénia, um escrito publicado na edição de 1 de fevereiro de 2017, do jornal A Voz da Figueira.
É sempre tempo, costuma dizer-se... 
E, se calhar, até é! 
Porquê, então,  desistir senhor Manuel Luís Pata?
O senhor, aí está para provar que a sabedoria dos homens é proporcional, não à sua experiência, mas à sua capacidade de adquirir experiência

Impagável!..

Segundo notícia hoje publicada no jornal AS BEIRAS, "a sede da Concelhia do PS figueirense está sem água e eletricidade desde setembro de 2016. Até àquele mês, as facturas daqueles serviços eram pagas por autarcas e dirigentes locais do partido, mas um acórdão do Tribunal Constitucional veio proibir aquela prática, a nível nacional." 
Contudo, Pedro Coimbra, presidente da Federação Distrital de Coimbra do PS, afirmou, em declarações ao mesmo jornal, "que os militantes podem continuar a pagar as facturas, através de um donativo, obtendo o respectivo recibo, emitido pelo partido."
João Portugal, presidente da Concelhia da Figueira da Foz, a cumprir o último mandato, por sua vez, "defendeu que aquele método implicava que os donativos tivessem de ser enviados para a direção nacional, que, por sua vez, encaminhá-los-ia para a Distrital, o que conduziria à mesma situação". Ou seja: as verbas não chegariam à Figueira da Foz. 
“Todos os anos a Concelhia transfere para a direcção nacional milhares de euros, cerca de 50 por cento dos quais são encaminhados para a Federação. A Federação pagou três ou quatro contas, antes das eleições para a Distrital”, afirmou João Portugal, queixando-se de que aquela estrutura não envia verbas para a Concelhia. “Se as concelhias pudessem abrir contas bancárias – os estatutos não permitem - , não nos encontraríamos nesta situação”, defendeu o dirigente figueirense, adiantando que a direção nacional do partido lhe garantiu que vai pagar a água e a luz. 
O presidente da Federação argumentou, no entanto, que a direção nacional do PS não envia verbas para a Distrital devido à situação financeira do partido. Pedro Coimbra afastou, assim, responsabilidades da estrutura que dirige em relação à situação da Figueira da Foz. Paulo Duque, o dirigente concelhio que tem feito contactos ao mais alto nível com a sede nacional do partido, por sua vez, garantiu que ainda não obteve resposta de Lisboa acerca do pagamento das facturas dos citados serviços básicos. Não foi possível apurar o valor das dívidas acumuladas. Entretanto, vários militantes socialistas queixam-se de uma “liderança ausente”, reclamando mais intervenção política da Concelhia e diálogo com as bases e os eleitos do partido. Confrontado com as críticas, João Portugal, que exerce a sua actividade profissional em Lisboa, optou por não fazer comentários. 
No entanto, o líder partidário e vereador (não remunerado e sem pelouros e tempo) adiantou que, até 15 de fevereiro, a Concelhia vai debater o processo das eleições autárquicas.

Funny sheeps... 

Face às dificuldades, como contributo completamente desinteressado, fica uma aula prática de ciência política aplicada de como continuar a ganhar eleições autárquicas na Figueira em 2017.

Nazaré...


Nazaré - Entre a Terra e o Mar from Município da Nazaré on Vimeo.

Mas que invernozinho mais chato...

Notícia sacada do jornal AS BEIRAS, edição de 01.02.2017

Vem aí mau tempo... Atenção às recomendações da Capitania

A Autoridade Marítima Nacional informa que se prevê um agravamento das condições meteorológicas no mar, a partir 12H00 de amanhã e até domingo, considerado de “elevado risco”. De acordo com as previsões, a instabilidade far-se-á notar através de “vento por vezes muito forte e uma ondulação severa”, que poderá ser superior a sete metros. “Recomenda-se evitar circular junto da orla marítima e zonas ribeirinhas, nos molhes do Porto da Figueira da Foz e nos esporões ao longo da costa, em virtude da possibilidade de galgamento do mar, o que poderá colocar em causa a segurança de pessoas”, avisa a capitania. Por outro lado, não devem ser realizadas actividades relacionadas com o mar – pesca desportiva ou desportos náuticos. A capitania recomenda, ainda, o “reforço da amarração e vigilância apertada das embarcações”. Durante aquele período de tempo, a Autoridade Marítima Local da Figueira da Foz encontra-se de prevenção, para dar resposta a eventuais situações que exijam operações de salvamento marítimo.

Coluna Social

POSTO DE TURISMO, 18H00
Realiza-se hoje uma conferência  de imprensa para apresentação dos reis do Carnaval de Buarcos/Figueira da Foz - a cantora Romana e o figueirense Carlos Rodrigues. 

JOÃO ATAÍDE EM PARIS
João Ataíde,  presidente da Câmara da Figueira da Foz viaja para Nogent sur Marne (Paris), em março, onde assina, com o seu homólogo francês, uma Carta de Amizade entre os dois municípios. 
Da "embaixada" figueirense, além de João Ataíde, fazem parte o vereador Carlos Monteiro, o presidente da Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz, Carlos Moita, a presidente da Associação Figueira com Sabor a Mar, Isabel João Brites,  dois atletas de remo do Ginásio e um representante da Associação do Bairro Novo. 
As viagens são pagas pelos convidados, enquanto os anfitriões oferecem o alojamento. 
A comitiva parte no dia 3 e regressa no dia 5.

"Sempre com Todos a Trabalhar"… CEMAR - 1995-2017...

O Centro de Estudos do Mar tem 22 anos de vida.
O Centro de Estudos do Mar e das Navegações Luís de Albuquerque - CEMAR, associação científica privada sem fins lucrativos, criada em 27.01.1995 (e, entretanto, reconhecida pelo Estado português em 06.05. 2009 como pessoa colectiva de utilidade pública), é uma organização não governamental que se define como um centro de documentação, investigação, museologia, edição, e intervenção de defesa do património cultural. Está apontado quer para a investigação científica quer para a divulgação cultural qualificada, e dedica-se a "o Mar e o que, através dele, fizeram e fazem os Portugueses".

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Iluminar o Cabedelo: a estatística dos postes...

Estes 6 postes que a foto documenta, encontram-se ao alto no Cabedelo, há vários anos, sem qualquer utilidade visível.
Todavia, passe a imodéstia, um ser arguto e perspicaz com poderes ligados à cartomância, como eu, consegue, quase sempre, vislumbrar utilidade onde o comum dos mortais nada consegue lobrigar.
Assim, neste caso concreto,  consegui ver que o que deve interessar à Câmara Municipal da Figueira é a estatística dos postes ao alto.
A Câmara deve usar  a estatística da contagem de postes ao alto no concelho, como os bêbados usam os postes: mais para apoio, do que para iluminação.
Mesmo contando com os postes de iluminação que têm lâmpadas. O que, neste caso, nem isso acontece...

Nuno Osório reconduzido no comando dos bombeiros

foto Diário de Coimbra
Termina hoje a comissão de serviço de um concurso que venceu há cinco anos e amanhã recomeça, uma vez que foi reconduzido por igual período. O comandante dos Bombeiros Municipais faz um balanço positivo destes anos, pela sua «evolução e aprendizagem constante» e porque «não poderia desejar melhor, pelo trabalho feito e por aquilo a que nos propusemos, mesmo em situações complexas». Nuno Osório recorda que não teve «nenhum incêndio em que tenham ardido mais de três hectares» e que esteve envolvido em várias acções importantes, entre as quais, no âmbito do Serviço Nacional de Protecção Civil a de «montagem da ponte do exército em Maiorca, em que nos propusemos nove dias e em sete estava montada». Além disso, fala na «internacionalização» do corpo de bombeiros, «sobretudo através do seu conhecimento», o que os levou «a serem solicitados por outros países», sem esquecer o desempenho em competições com bombeiros de todo o mundo. (Via Diário de Coimbra)
Nota de rodapé.
Como diz a canção... 
Tudo está no seu lugar!

Esta senhora lembra-me uma "rata de sacristia" - daquelas que comete pecados, mas não sai do confessionário...

O dinheiro dos cofres portugueses não vai continuar a esvair-se nos resgates aos bancos, nos milhões que são postos nas mãos de privados, com as ruinosas PPP, em sectores estratégicos e lucrativos que deviam estar ao serviço dos portugueses, ou com as pesadíssimas fugas ao fisco nacional, cometidas por muitos, nomeadamente pelo tal de benemérito do “pingo doce”, que fugiu com a sede da sua empresa para a Holanda!
Acordem e ouçam esta senhora: aquilo que vai esvair a economia portuguesa É O SALÁRIO MÍNIMO...

A Figueira teve coisas assim, simples, airosas e bonitas...

Este é o Largo de Santo António, de outros tempos...
Quando tenho tempo, gosto de me deter a olhar o que me agrada e procuro sacar um sorriso, neste caso, obviamente melancólico e algo nostálgico. 
Aconteceu isso ao deparar com esta foto no facebook do meu Amigo Luís Pena.
Ver o que é simples, airoso e bonito, é ver uma realidade diferente na Figueira. 
O que este local foi! E o que este local é!..
A Figueira nunca foi perfeita, mas era bonita e airosa na sua simpicidade... 
Esta frase resume  o que esta fotografia me fez sentir, ao olhar com tempo para um lugar simples, que era uma maravilha!..

Diz o povo: "tempo é dinheiro." Já estão a ver como serão pagas estas dívidas: "com o tempo"!..

Para ler melhor, clicar na imagem

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

o legado de Ataíde – o ataidismo e o triunfo da pessegada

o que vale a pena ser feito vale a pena ser feito bem
Nicolas Poussin
"A Figueira da Foz é, infeliz e consabidamente, uma cidade bastante pobre no que diz respeito ao património de arte pública. O pouco que tem de inegável qualidade estética deve-se mais à acção voluntariosa de alguns, poucos, cidadãos do que a iniciativa dos poderes locais instituídos - o caso, por exemplo, do pequeno busto em bronze de David de Sousa, de Leopoldo de Almeida, com arranjo arquitectónico do arquitecto Carlos Ramos, iniciativa de alguns amigos do músico. Ali, à entrada do Bairro Novo, a dimensão escatológica do desprezo público que os figueirenses votam à Arte e à Memória sublima-se no relvado fronteiro, emblematicamente transformado pelo uso num verdadeiro cagódromo canino.
A estátua de Manuel Fernandes Tomás, na praça Nova, é aliás a única excepção e a única de dimensão verdadeiramente monumental (três metros de altura de bronze sobre um pedestal também imponente). Apenas tornada possível por uma subscrição popular (em 1907, para a qual contribuiu, dizem, o próprio rei D. Carlos), desencadeada por quatro operários cujos nomes ainda lá estão, em letras de bronze, sobre a pedra do pedestal. Inaugurada em 1917, a estátua não é a habitual imagem majestática de um seráfico legislador ou de um estadista triunfante mas sim a de um revolucionário em acção, toda inconformismo, movimento e inquietação; a mesma inquietação que movia os quatro operários que a encomendaram e que inspirou a ousada sensibilidade do portuense Ferreira de Sá, um notável e quase esquecido escultor a quem posteriormente não chegaram as encomendas do Estado Novo e que morreu amargurado em 1959 porque nunca lhe permitiram sequer que ensinasse nas Belas-Artes.
Mas existe ainda, claro, o exuberante pelourinho da Praça Velha; o admirável memorial modernista a João de Barros, do arquitecto Alberto Pessoa; o busto solene de António Santos Rocha, de Raul Xavier, agora nas Abadias e, ainda de Leopoldo de Almeida, dois frizos em baixo-relevo sobre as portas da Caixa Geral de Depósitos; e dois painéis em pastilha de vidro: o de António Lino, no Tribunal, e o de Zé Penicheiro, em notório estado de degradação, na companhia das águas. Convenhamos no entanto que é muito poucochinho, e pobrezinho, mesmo para uma cidade com apenas cento e trinta anos. - Ah!, existe ainda uma soberba peça do meu amigo João Sotero, que ele, num achado genial, deu a forma de um totem a que chamou “desleixo” e que representa precisamente, com desencantada ironia, e algum sarcasmo bastamente escarninho, esta relação dos figueirenses com o seu espaço público comum...

A verdade é que o figueirinhas não gosta de História, prefere a anedota. Não aprecia o Belo, nem o Misterioso, nem o Único, nem o Autêntico - deleita-se com o bonitinho, o vulgar, a réplica, o sentimental. Detesta ópera mas adora telenovela. Abomina o que é excepcional, transcendente, elevado. Prefere tudo ao seu nível: banal, literal, raso, acessível. É a esta pitoresca estética do acessível que os poderes locais tentam agradar.

... a Figueira, um case-study da arte pública; ou vá lá, da decoração de exteriores. Hão-de cá vir sharters de especialistas para estudar o fenómeno...
...Isto parece que muda aos três."
"Mas", constata Fernando Campos e eu concordo, "a pessegada é que nunca mais acaba."

... para ajudar a quebrar as regras...

Para quem não entenda a importância de uma câmara municipal, aqui está um bom exemplo de civismo: foto de uma viatura estacionada, há pouco, cerca das 14 horas e trinta minutos, em cima do passeio, frente à estação ferroviária...