"O palmómetro – medidor do tempo de duração das palmas e da intensidade com que as mesmas são batidas, outrora detido pelos partidos comunistas para lá do Muro de Berlim, é agora propriedade da direita portuguesa.
A eleição da segunda figura do Estado – o presidente da Assembleia da República, aquele que exerce as funções presidenciais por ausência do Presidente ou pelo seu impedimento temporário, pelos deputados como manda a Constituição e não pelos directórios partidários em simpatia para com o partido com maior número de assentos parlamentares, não mereceu palmas das bancadas da direita e foi até tratada de um modo a roçar o insultuoso pelos líderes dos grupos parlamentares do PSD e do CDS.
Um primeiro-ministro de um Governo com mandato da casa da democracia – o Parlamento, para Governar, é um "primeiro-ministro vírgula", em tom insultuoso e várias vezes repetido, mostrando um total desrespeito pelo voto dos cidadãos e, na maioria dos casos, uma absoluta ignorância sobre o funcionamento do sistema parlamentar constitucional português pelos deputados eleitos pelo PSD e CDS.
Manter-se em silêncio e não aplaudir de pé o discurso da tomada de posse do Presidente oriundo do espaço político da direita, antes achincalhado pela direita e pela direita à direita da direita, com direito a alínea e tudo [!] na moção que a actual liderança do PSD levou a congresso, como exemplo do Presidente que, em caso algum devia ser Presidente, é crime de traição à Pátria no palmómetro partidário e no spin dos paineleiros-comentadeiros televisivos.
Sim senhor."
Via José Simões
sexta-feira, 11 de março de 2016
quinta-feira, 10 de março de 2016
AUTORIZADA A ABERTURA DE 26 VAGAS PARA O INSTITUTO DE SOCORROS A NÁUFRAGOS EM 2016
"O Ministério da Defesa Nacional, estrutura do Governo que tutela o Instituto de Socorros a Náufragos, preparou um diploma para o Conselho de Ministros sobre a economia do mar em que é autorizada a abertura de concurso para a admissão de trabalhadores de salvaguarda da vida humana no mar, sendo 16 para a carreira de embarcação salva-vidas - pessoal de convés -, e 10 para a carreira de motorista de embarcações salva-vidas.
Fica igualmente autorizada a abertura novos concursos para o ingresso de trabalhadores para o preenchimento de 22 vagas em 2017 - sendo 14 para pessoal de convés e 8 para motorista -, e ainda de 20 vagas para 2018 - sendo 12 para pessoal de convés e 8 para motorista.
Nos últimos 6 anos, e no âmbito da Autoridade Marítima Nacional (AMN), em especial das Capitanias dos Portos e das estações salva-vidas de si dependentes, foram realizadas, em acções de assistência e socorro a náufragos, 1515 saídas de emergência, tendo sido salvas 394 vidas e assistidas 2564 pessoas. Foram ainda salvas 138 embarcações, e assistidas mais 903 embarcações que se salvaram.
Com o objectivo de valorizar aqueles que a exercem em ambiente muito adverso e perigoso, com disponibilidade total de horário e risco da própria vida, estão-se a desenvolver estudos para a criação de uma carreira especial, que deverá estar, aquando da revisão geral das carreiras especiais em 2018.
Ainda assim a Autoridade Marítima Nacional apresentou, criteriosamente, um plano de necessidades de pessoal até 2018 por forma a colmatar a acentuada escassez de recursos especializados em salvamento marítimo costeiro e socorro a náufragos.
A prolongar-se esta situação de envelhecimento e exaurimento dos quadros comprometeria esta importantíssima obrigação do Estado.
Verificou-se que, através de consulta efectuada em outubro de 2015 à Direcção-Geral da Qualificação dos Trabalhadores em Funções Públicas, não existem trabalhadores com vínculo público com condições e o perfil necessários ao preenchimento de postos de trabalho no âmbito funcional do salvamento marítimo costeiro e socorro a náufragos e por isso se recorreu a recrutamento publico.
O facto de, morfologicamente, Portugal ter uma longa linha de costa com cerca de 2447 km de comprimento, incluindo as Regiões Autónomas, é propiciador para o desenvolvimento das mais diversas actividades ligadas à economia do mar, de que se destacam, além das actividades mercantis, as marítimo-turísticas, a pesca, a náutica de recreio, bem como outras que se perspectivam no âmbito do aproveitamento das novas energias, essenciais para uma maior dinâmica e sustentabilidade da economia nacional."
Em tempo.
1. Via Portal do Cidadão.
2. Todos nos recordamos as fragilidades que ficaram patentes no decorrer do salvamento marítimo, na última grande tragédia ocorrida nesta nossa barra: o naufrágio do arrastão Oliva Ribau.
Todos nos recordamos, também, que o Chefe do Estado-Maior da Armada, Luís Fragoso, assumiu que o Instituto de Socorros a Náufragos (ISN) não tem pessoal em número suficiente para funcionar, em prontidão, 24 horas por dia.
3. Ainda bem que vai ser feita alguma coisa. Já temos naufrágios e mortes na barra da Figueira da Foz a mais...
"A Figueira é a barra mais difícil do País...
Não podemos cortar nas questões de segurança.
Quando cortamos dá azar..."
Fica igualmente autorizada a abertura novos concursos para o ingresso de trabalhadores para o preenchimento de 22 vagas em 2017 - sendo 14 para pessoal de convés e 8 para motorista -, e ainda de 20 vagas para 2018 - sendo 12 para pessoal de convés e 8 para motorista.
Nos últimos 6 anos, e no âmbito da Autoridade Marítima Nacional (AMN), em especial das Capitanias dos Portos e das estações salva-vidas de si dependentes, foram realizadas, em acções de assistência e socorro a náufragos, 1515 saídas de emergência, tendo sido salvas 394 vidas e assistidas 2564 pessoas. Foram ainda salvas 138 embarcações, e assistidas mais 903 embarcações que se salvaram.
Carreira de esforçados perigos
O Ministério da Defesa Nacional reconhece a especificidade da carreira do pessoal que exerce funções na área da salvaguarda da vida humana no mar.Com o objectivo de valorizar aqueles que a exercem em ambiente muito adverso e perigoso, com disponibilidade total de horário e risco da própria vida, estão-se a desenvolver estudos para a criação de uma carreira especial, que deverá estar, aquando da revisão geral das carreiras especiais em 2018.
Ainda assim a Autoridade Marítima Nacional apresentou, criteriosamente, um plano de necessidades de pessoal até 2018 por forma a colmatar a acentuada escassez de recursos especializados em salvamento marítimo costeiro e socorro a náufragos.
A prolongar-se esta situação de envelhecimento e exaurimento dos quadros comprometeria esta importantíssima obrigação do Estado.
Verificou-se que, através de consulta efectuada em outubro de 2015 à Direcção-Geral da Qualificação dos Trabalhadores em Funções Públicas, não existem trabalhadores com vínculo público com condições e o perfil necessários ao preenchimento de postos de trabalho no âmbito funcional do salvamento marítimo costeiro e socorro a náufragos e por isso se recorreu a recrutamento publico.
O facto de, morfologicamente, Portugal ter uma longa linha de costa com cerca de 2447 km de comprimento, incluindo as Regiões Autónomas, é propiciador para o desenvolvimento das mais diversas actividades ligadas à economia do mar, de que se destacam, além das actividades mercantis, as marítimo-turísticas, a pesca, a náutica de recreio, bem como outras que se perspectivam no âmbito do aproveitamento das novas energias, essenciais para uma maior dinâmica e sustentabilidade da economia nacional."
Em tempo.
1. Via Portal do Cidadão.
2. Todos nos recordamos as fragilidades que ficaram patentes no decorrer do salvamento marítimo, na última grande tragédia ocorrida nesta nossa barra: o naufrágio do arrastão Oliva Ribau.
Todos nos recordamos, também, que o Chefe do Estado-Maior da Armada, Luís Fragoso, assumiu que o Instituto de Socorros a Náufragos (ISN) não tem pessoal em número suficiente para funcionar, em prontidão, 24 horas por dia.
3. Ainda bem que vai ser feita alguma coisa. Já temos naufrágios e mortes na barra da Figueira da Foz a mais...
"A Figueira é a barra mais difícil do País...
Não podemos cortar nas questões de segurança.
Quando cortamos dá azar..."
quarta-feira, 9 de março de 2016
Domingos Abrantes é o comunista membro do Conselho de Estado, onde também está o antigo ministro do Ultramar, Adriano Moreira. Nesta entrevista fala dessa ironia, mas também do acordo de esquerda...
Para ler, cliquem aqui, e leiam o Observador que cometeu a façanha de fazer uma boa entrevista a este "novo" membro do novo Conselho de Estado...
O livro "Silenciamento, Censura, Plágio e Roubo, na Historiografia e nas Comemorações dos Descobrimentos Portugueses [1994]" - Reedição Facsimilada, com Adendas [1994-1995), e Anexos [2016], de Alfredo Pinheiro Marques, foi publicado e ficou disponível...
Neste
livro, com 226 páginas [Depósito
Legal nr. 406560/16, ISBN: 978-972-97193-03-2], é
republicado o facsimile da obra original que havia sido publicada em
1994 [Depósito Legal nr. 81342/94], acrescido das respectivas
Adendas que haviam sido divulgadas em 1994-1995, e ainda um Anexo,
agora datado de 2016.
Esta
nova obra, agora publicada, em 2016, em edição do autor, teve o
apoio, para a sua preparação, do Centro de Estudos do Mar e das
Navegações Luís de Albuquerque - CEMAR (Figueira da Foz e Praia de
Mira).
Uma breve, para os que gostam de surfar a onda do anonimato...
Aqui, neste espaço, desde 25 de abril de 2006, já publiquei, com esta, 15 261 postagens.
Neste enorme caudal de mensagens, é óbvio que nem todas foram conseguidas e felizes...
Vistas à posteriori, posso mesmo confessar que nem todas me agradam, apesar de todas terem sido autênticas.
Por isso mesmo, estão todas assinadas. Toda a gente sabe quem é o autor.
Deste modo, simples e eficaz evitei, pelo menos, que fosse acusada outra pessoa.
Honestidade intelectual, é isto. Ponto final.
Neste enorme caudal de mensagens, é óbvio que nem todas foram conseguidas e felizes...
Vistas à posteriori, posso mesmo confessar que nem todas me agradam, apesar de todas terem sido autênticas.
Por isso mesmo, estão todas assinadas. Toda a gente sabe quem é o autor.
Deste modo, simples e eficaz evitei, pelo menos, que fosse acusada outra pessoa.
Honestidade intelectual, é isto. Ponto final.
Aldeia
duas ruas,
ao meio das ruas
um largo,
ao meio do largo
um poço de água fria.
Tudo isto tão parado
e o céu tão baixo
que quando alguém grita para longe
um nome familiar
se assustam pombos bravos
e acordam ecos no descampado.
O Fim (The end) (Fin) (das Ende) (Slutningen) (Slutten) (το τέλος) (Eind) (Enn) (Alla fine) (An deireadh)...
Em tempo.
Cito João Gobern Sotto-Mayor.
PS1 – Consigo manter tranquila a consciência: nunca votei, em circunstância alguma, na figura.
PS2 – Chega a hora de Marcelo Rebelo de Sousa, que – até pelo contraste - entra em estado de graça. Não quero ser desmancha-prazeres mas não resisto a deixar uma recordação: foi o Presidente que hoje inicia funções um dos que (na Nova Esperança do PSD, lado a lado com Durão Barroso, Santana Lopes e outros) ajudou a inventar o Presidente cessante, lá para os lados da Figueira da Foz. Mas, à semelhança do que diz Marco António a respeito de Brutus no notável Júlio César, filme de Mankiewicz, “argumento” de Shakespeare, “Marcelo é um homem de bem”.
Cito João Gobern Sotto-Mayor.
PS1 – Consigo manter tranquila a consciência: nunca votei, em circunstância alguma, na figura.
PS2 – Chega a hora de Marcelo Rebelo de Sousa, que – até pelo contraste - entra em estado de graça. Não quero ser desmancha-prazeres mas não resisto a deixar uma recordação: foi o Presidente que hoje inicia funções um dos que (na Nova Esperança do PSD, lado a lado com Durão Barroso, Santana Lopes e outros) ajudou a inventar o Presidente cessante, lá para os lados da Figueira da Foz. Mas, à semelhança do que diz Marco António a respeito de Brutus no notável Júlio César, filme de Mankiewicz, “argumento” de Shakespeare, “Marcelo é um homem de bem”.
terça-feira, 8 de março de 2016
É amanhã...
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| foto sacada daqui |
Mudamos?..
Não pode ser pior do que anterior.
Haja esperança...
Dia da Mulher
O que seria de nós uns sem os outros?
Portugal é grande. Cabemos cá todos...
Isto, porque hoje é o dia da Mulher.
As mulheres são extraordinárias.
E são extraordinárias o ano todo...
Portugal é grande. Cabemos cá todos...
Isto, porque hoje é o dia da Mulher.
As mulheres são extraordinárias.
E são extraordinárias o ano todo...
segunda-feira, 7 de março de 2016
Miguel Almeida, o perseverante paciente...
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| foto sacada daqui |
"Santana Lopes recolocou a Figueira da Foz no mapa", continua a defender Miguel Almeida.
Mas, passados todos estes anos, o que trouxe de especial Santana para a Figueira?
Que eu tivesse dado conta, veio o pato-bravismo e a tradicional estupidez da Direita.
Ele representa a mais estúpida da Direita portuguesa, que é populista e fútil.
O legado que deixou na Figueira, foi só um exemplo...
O Miguel, tal como Santana, para ele o Mestre, aproveita todo o oxigénio que lhe resta.
Sai do seu descanso à mínima lufada... Fica registada a valentia.
Tudo bem. Sans rancune. Cada um com a sua opinião.
É para isso que cá andamos...
Passos e Maria Luís...
| Foto sacada daqui |
1. Passo a Passos
"Pedro Passos Coelho foi reeleito com o melhor resultado dos três actos eleitorais em que foi candidato único. É manifesto que um único candidato esvazia umas eleições, mas ainda assim, e apesar de ser a quarta vez que Passos é o escolhido, a participação da militância foi surpreendente.
Passos tem o partido com ele, mas tem de saber ouvir o congresso e provocar a discussão interna. O partido precisa de ultrapassar em definitivo o trauma de ter sido apeado do poder por uma maioria de esquerda, reinventando-se, mudando de discurso e de rostos. Cedo ou tarde, os portugueses voltarão a ter de escolher um governo, e nessa altura o PSD tem de ser um farol de esperança e não um muro de lamentações."
Em tempo.
Déjà vu? Quando se ouvem declarações sobre o resultado das directas no PSD, lembramo-nos de 2011.
Antes de cair em desgraça José Sócrates ganhou o PS com 93,3% dos votos, o que correspondia a 26.713 votos. Citando o DN de 27 de Março de 2011, referindo um comunicado da Comissão Organizadora do Congresso do PS:
– “José Sócrates obteve uma vitória clara nas eleições directas para o cargo de secretário-geral do PS, conseguindo mais votos expressos e mais delegados do que em 2009, anunciou a Comissão Organizadora do XVII Congresso Nacional do partido.”
Constata-se, pelos resultados apurados, que José Sócrates é reeleito secretário-geral do Partido Socialista, verificando-se que, consegue hoje obter, mais votos expressos e mais delegados eleitos do que em 2009 no XVI Congresso Nacional”, referia ainda o comunicado.
Resultado: perdeu as eleições seguintes e saiu.
2. Pode, mas não deve
"A ex-ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, vai ser administradora não-executiva da Arrow Global, uma empresa de angariação e recuperação de dívida pública e privada. Ou seja, a ex-ministra não encontra nenhuma incompatibilidade em colaborar com uma empresa que labora na área que tutelou até há pouco mais de três meses.
Do ponto de vista legal pode, mas não deve. É eticamente reprovável e politicamente desastroso. Mas que este lamentável episódio não justifique uma onda de hipocrisia como tenho visto por aí, em que tudo se confunde.
Criem-se regras claras, mas sem ceder a modas populistas."
Em tempo.
Estes comportamentos são assunto político...
"Não admira que tanta gente do PSD esteja profundamente preocupada com as consequências da actuação de Maria Luís e com o apoio de Passos Coelho. O silêncio embaraçado das suas principais figuras são bem prova disso.
O comportamento da ex-ministra tem consequências que serão nefastas, não só para a imagem geral dos políticos mas também, e sobretudo para o partido a que pertence e para o líder que a promoveu. No fundo, cai uma máscara. E não é só a de Maria Luís."
São muitas as maneiras de fugir à responsabilidade.
Pode-se escapar a ela através da morte, da doença e, finalmente, através da estupidez...
Música...
Agora, quando se telefona para qualquer sítio, é hábito colocarem uma musiquinha irritante para queimar tempo. Normalmente, apanhamos a música clássica ou os últimos êxitos da música portuguesa.
Está na altura de responder a esta pulhice.
O facto de Portugal estar em crise não devia ter sido motivo para anular tudo o resto.
A hipocrisia da direita não tem limites e ainda pode vir a ser um tiro no próprio pé.
Não discutir o que nos levou até aqui, e discutir apenas a crise, é tornar a crise ainda mais prolongada: a crise passa a ser não só económica, política e social, mas também de carácter, de atitudes e de discussão democrática.
Chegados aqui, isto é, a “uma situação como aquela em que está a economia”, este "é o escudo, inatacável pelo senso comum, atrás do qual se escondem os patrões e os accionistas sem escrúpulos, que o exército de desempregados, mão-de-obra barata e força de pressão sobre quem trabalho e tem emprego razoavelmente remunerado, se dispõe a aceitar como dogma e que serve para manter largas franjas da[s] população[ções] no limiar da pobreza e da sujeição, porque a barriga vazia, a sua e a dos seus, vale o que vale e vale muito. Perguntem aos vossos pais e aos vossos avós e perguntem também o que já ouviam dizer aos pais deles e aos avós dos pais e assim sucessivamente, desde sempre, desde tempos imemoriais e em todas as ocasiões, perguntem."
Está na altura de responder a esta pulhice.
O facto de Portugal estar em crise não devia ter sido motivo para anular tudo o resto.
A hipocrisia da direita não tem limites e ainda pode vir a ser um tiro no próprio pé.
Não discutir o que nos levou até aqui, e discutir apenas a crise, é tornar a crise ainda mais prolongada: a crise passa a ser não só económica, política e social, mas também de carácter, de atitudes e de discussão democrática.
Chegados aqui, isto é, a “uma situação como aquela em que está a economia”, este "é o escudo, inatacável pelo senso comum, atrás do qual se escondem os patrões e os accionistas sem escrúpulos, que o exército de desempregados, mão-de-obra barata e força de pressão sobre quem trabalho e tem emprego razoavelmente remunerado, se dispõe a aceitar como dogma e que serve para manter largas franjas da[s] população[ções] no limiar da pobreza e da sujeição, porque a barriga vazia, a sua e a dos seus, vale o que vale e vale muito. Perguntem aos vossos pais e aos vossos avós e perguntem também o que já ouviam dizer aos pais deles e aos avós dos pais e assim sucessivamente, desde sempre, desde tempos imemoriais e em todas as ocasiões, perguntem."
"Cavaco está a reaprender a guiar"!..
Veio até à Figueira, para fazer a rodagem do seu novo automóvel, um dia, lá pelos idos de 1985...
Os portugueses andaram, pelo menos, 31 anos a pagar-lhe carros e motoristas para nada: até deixou de saber conduzir!..
Os portugueses andaram, pelo menos, 31 anos a pagar-lhe carros e motoristas para nada: até deixou de saber conduzir!..
Estes comportamentos são assunto político...
"Não admira que tanta gente do PSD esteja profundamente preocupada com as consequências da actuação de Maria Luís e com o apoio de Passos Coelho. O silêncio embaraçado das suas principais figuras são bem prova disso.
O comportamento da ex-ministra tem consequências que serão nefastas, não só para a imagem geral dos políticos mas também, e sobretudo para o partido a que pertence e para o líder que a promoveu. No fundo, cai uma máscara. E não é só a de Maria Luís."
São muitas as maneiras de fugir à responsabilidade.
Pode-se escapar a ela através da morte, da doença e, finalmente, através da estupidez.
O comportamento da ex-ministra tem consequências que serão nefastas, não só para a imagem geral dos políticos mas também, e sobretudo para o partido a que pertence e para o líder que a promoveu. No fundo, cai uma máscara. E não é só a de Maria Luís."
São muitas as maneiras de fugir à responsabilidade.
Pode-se escapar a ela através da morte, da doença e, finalmente, através da estupidez.
domingo, 6 de março de 2016
Foi há 95 anos
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| A vida do PCP, confunde-se com a vida do seu líder histórico, Álvaro Cunhal |
Estava fundado o Partido Comunista Português.
Parabéns.
A sede de ir ao pote aperta cada vez mais, mas tudo isto é um logro: Passos Coelho só terá qualquer hipótese de voltar a S. Bento se António Costa falhar no próximo ano.
Pedro Passos Coelho foi reeleito presidente do PSD, ontem, sábado, com 95% dos votos.
“Foi a maior votação alcançada em qualquer eleição com candidato único”, afirmou Calvão da Silva, presidente do Conselho de Jurisdição.
Num universo de 50 291 militantes sociais-democratas, Passos Coelho foi eleito com 22 161 votos dos 23 271 votantes.
Recorde-se que a 26 de março de 2010, o ex-primeiro-ministro foi eleito pela primeira vez líder dos sociais-democratas, ao derrotar Paulo Rangel, José Pedro Aguiar-Branco e Castanheira Barros, com mais de 61% dos votos. Em 2012 e 2014, foi novamente eleito com 94,65% e 88,89% dos votos respectivamente.
A direita dos interesses — esqueçam lá isso da social-democracia, pois gente como esta nunca por lá irá passar — renovou a confiança no seu líder do momento.
A votação, mais do que expressiva, foi mesmo esmagadora.
Pudera, não havia outro candidato!..
De momento, é o que a cepa dá...
Só que o regresso ao pote não parece estar assim tão fácil e a sede aperta cada vez aperta mais.
“Foi a maior votação alcançada em qualquer eleição com candidato único”, afirmou Calvão da Silva, presidente do Conselho de Jurisdição.
Num universo de 50 291 militantes sociais-democratas, Passos Coelho foi eleito com 22 161 votos dos 23 271 votantes.
Recorde-se que a 26 de março de 2010, o ex-primeiro-ministro foi eleito pela primeira vez líder dos sociais-democratas, ao derrotar Paulo Rangel, José Pedro Aguiar-Branco e Castanheira Barros, com mais de 61% dos votos. Em 2012 e 2014, foi novamente eleito com 94,65% e 88,89% dos votos respectivamente.
A direita dos interesses — esqueçam lá isso da social-democracia, pois gente como esta nunca por lá irá passar — renovou a confiança no seu líder do momento.
A votação, mais do que expressiva, foi mesmo esmagadora.
Pudera, não havia outro candidato!..
De momento, é o que a cepa dá...
Só que o regresso ao pote não parece estar assim tão fácil e a sede aperta cada vez aperta mais.
Apesar de a gente saber, há muito, que às vezes isto acontece.....
O deputado Pedro Coimbra, dirigente do PS que beneficiou de múltiplos esquemas e fraudes para ser eleito presidente da federação socialista de Coimbra em 2012, sai ileso do processo judicial que investigou a falsificação de centenas de fichas de militantes forjadas pelos seus apoiantes. Apesar de ter conseguido um lugar nas listas ao Parlamento porque conquistou a liderança da federação, não tem o lugar em risco na Assembleia da República. Por isso também não deverá ser visado nos procedimentos disciplinares que o PS pôs em marcha...
...O processo das fichas falsas em Coimbra foi a maior investigação judicial a uma fraude interna de um partido, e recaiu sobre a fase que antecedeu as eleições para aquela Federação Distrital em Junho de 2012, ganhas por Pedro Coimbra. O caso acabou por não ir a julgamento porque 18 dos arguidos, todos apoiantes activos de Coimbra, aceitaram a suspensão provisória do processo mediante um acordo com o Ministério Público, revelado há uma semana, que consistiu na prestação de trabalho comunitário ou no pagamento a instituições de solidariedade de verbas que vão até aos 1.500 euros. Foi o caso de Rui Duarte, ex-deputado, presidente da concelhia de Coimbra, um dos principais apoiantes do líder distrital. Aceitou pagar 1.500 euros a uma instituição depois de ser acusado de assinar "pelo menos 11 fichas" falsificadas, segundo a acusação. O dirigente escreveu no Facebook que "nunca, em momento algum" foi acusado "de falsificar quaisquer dados". Não é verdade. O MP foi explícito ao escrever que este arguido, em conjunto com outros apoiantes de Pedro Coimbra, "procederam à falsificação de elementos" nas fichas de militantes, "nas quais foram forjadas assinaturas e apostas moradas falsas", para beneficiar o candidato...
...Entre os arguidos que aceitaram o acordo estava Francisco Reigota (acusado de falsificar "pelo menos nove fichas"), que aparece no site do PS-Coimbra como número três do secretariado de Pedro Coimbra. António Paredes, número quatro da mesma direcção, foi acusado de falsificar pelo menos cinco fichas, assim como o seu filho David Paredes (acusado de falsificar 19)...
O escândalo tinha sido denunciado em 2012 por Cristina Martins, uma professora de Matemática e dirigente do PS que acabou expulsa do partido...
A reeleição tranquila de Passos Coelho está a tornar-se uma guerra interna no PSD, que vai passando de regional a nacional. Ontem, foi dia de directas, mas também de eleições em três distritais, e a de Aveiro está a dar problemas. A candidatura de Ulisses Pereira - cujo mandatário é o líder parlamentar Luís Montenegro - está a acusar órgãos nacionais com a confiança do líder (como é o caso do Conselho de Jurisdição Nacional) de "branqueamento" de "práticas irregulares" que "lesam a imagem do PSD".
Em comunicado, a candidatura deixa também farpas à secretaria-geral (liderada por Matos Rosa, também um cargo da confiança de Passos) dizendo que só recebeu os cadernos eleitorais "no dia 2 de março, ao final da tarde (...) quando o regulamento eleitoral dispõe que devem estar disponíveis até ao sétimo dia anterior à eleição".
A situação está a gerar desconforto junto a direcção de Passos, que vê estas acusações como uma afronta do líder parlamentar ao líder do partido. Na base de tudo isto estão as eleições no PSD-Aveiro, a suspeita de irregularidades e a decisão do Conselho de Jurisdição Nacional (CJN), tomada no dia 1 de março e assinada pelo presidente deste órgão, Calvão da Silva.
Em dois meses do último verão (junho e julho) foram inscritos 418 militantes na secção de Ovar (à qual pertence Salvador Malheiro, o candidato que enfrenta Ulisses Pereira), dos quais 271 pertencem à freguesia de Esmoriz e 80 tinham residência na Rua dos Pescadores. Além disso, 17 tinham a mesma morada e haviam 121 novos inscritos que partilham três números de telemóvel: 77 com o mesmo número, 33 com outro e 11 com outro.
Ora o CJN decidiu considerar regulares estas situações. Na deliberação, à qual o DN teve acesso, é relatada uma reunião entre Calvão da Silva e o presidente da concelhia de Ovar, Pedro Coelho, onde "foram entregues, em mão, as certidões passadas pela Junta de Freguesia de Esmoriz relativamente aos 17 militantes inscritos na Avenida Infante D. Henrique, n.º 79, e aos dez militantes inscritos na Rua dos Pescadores, n.º 379".
Além disto, explica a deliberação, os esclarecimentos foram "coadjuvados por um vídeo relativo à "morada colectiva" [que demonstra] que o número de polícia das moradas em causa serve um conjunto de residências autónomas em que habitavam as pessoas indicadas, com a mesma e única entrada comum".
O mesmo documento diz que "no tocante aos números de "telefone colectivo" o presidente do PSD-Ovar entregou os números individuais das pessoas que têm telefone próprio". Ora, após tudo isto, "o CJN é de parecer não haver razões para anulação da convocatória para a eleição dos órgãos distritais de Aveiro". Ou seja, os militantes que moravam na mesma casa e tinham o mesmo telemóvel podem votar. Não só para a distrital de Aveiro como no próprio líder do partido.
A deliberação levou à ira com um comunicado da candidatura, cujo mandatário é Luís Montenegro, acusando o CJN de ter analisado "apenas 27 [fichas] em 418", estranhando que não tenha ouvido "nenhum dos militantes em causa".
O comunicado é assinado pelo gabinete de comunicação da candidatura, pelo que não é o próprio Ulisses Pereira, vinculando mais ainda o mandatário Luís Montenegro. A situação junta-se a outras que os mais próximos de Passos vêem como marcação de território do líder parlamentar e como uma afronta a Passos que já tem sido evidente em algumas declarações, bem como em decisões na gestão da bancada, que foram tomadas sem a aprovação prévia do líder do PSD.
Amigo
![]() |
| Alexandre O'Neill |
Inaugurámos a palavra «amigo».
«Amigo» é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo,
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece,
Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!
«Amigo» (recordam-se, vocês aí,
Escrupulosos detritos?)
«Amigo» é o contrário de inimigo!
«Amigo» é o erro corrigido,
Não o erro perseguido, explorado,
É a verdade partilhada, praticada.
«Amigo» é a solidão derrotada!
«Amigo» é uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
«Amigo» vai ser, é já uma grande festa!
sábado, 5 de março de 2016
Percebe-se que estão de consciência tranquila. Será que têm consciência?..
Passos Coelho não vê problemas éticos no emprego de Maria Luís...
“Ela é candidatável a um futuro governo”...
Henrique Monteiro: "Não é falta de senso, é de consciência"...
"Já me irritei suficientemente com casos idênticos e menos graves, incluindo com amigos e pessoas que ainda hoje considero, para gastar demasiado latim com Maria Luís Albuquerque. Se ela fosse inteligente (e não me refiro a ser esperta) não aceitava. E não aceitava nem que os 13 juízes do Tribunal Constitucional e as dezenas de Conselheiros do Supremo lhe dissessem que era legal. Não aceitava porque o que fez não é decente e porque – como toda a gente decente sabe – nem tudo o que é legal é estimável."
Em tempo.
Maria Luís vive no tempo certo, o tempo em que os princípios são facilmente trocados por uma espécie de pragmatismo que se traduz numa inexorável vacuidade.
Maria Luís é produto do homem-massa, tão bem descrito por Ortega y Gasset.
O homem-massa, desprovido de princípios, sem recurso a qualquer esforço intelectual, vivendo num mundo em que só os seus têm importância, aprecia homens e mulheres como Maria Luís que, tal como ele, nada têm para oferecer para além de uma vacuidade apresentável; homem-massa que não aprecia a discussão de ideias e que, amiúde, reconhece que as medidas políticas têm que ser impostas com violência, até porque o que tem de ser tem muita força.
“Ela é candidatável a um futuro governo”...
Henrique Monteiro: "Não é falta de senso, é de consciência"...
"Já me irritei suficientemente com casos idênticos e menos graves, incluindo com amigos e pessoas que ainda hoje considero, para gastar demasiado latim com Maria Luís Albuquerque. Se ela fosse inteligente (e não me refiro a ser esperta) não aceitava. E não aceitava nem que os 13 juízes do Tribunal Constitucional e as dezenas de Conselheiros do Supremo lhe dissessem que era legal. Não aceitava porque o que fez não é decente e porque – como toda a gente decente sabe – nem tudo o que é legal é estimável."
Em tempo.
Maria Luís vive no tempo certo, o tempo em que os princípios são facilmente trocados por uma espécie de pragmatismo que se traduz numa inexorável vacuidade.
Maria Luís é produto do homem-massa, tão bem descrito por Ortega y Gasset.
O homem-massa, desprovido de princípios, sem recurso a qualquer esforço intelectual, vivendo num mundo em que só os seus têm importância, aprecia homens e mulheres como Maria Luís que, tal como ele, nada têm para oferecer para além de uma vacuidade apresentável; homem-massa que não aprecia a discussão de ideias e que, amiúde, reconhece que as medidas políticas têm que ser impostas com violência, até porque o que tem de ser tem muita força.
sexta-feira, 4 de março de 2016
Com um vestido preto, nunca me comprometo...
De ontem para hoje, parece que acordámos noutro país.
Mas, afinal, a senhora apenas mostrou que é possível deitar fora a hipocrisia!..
Está dar-lhe muita chatice, mas a senhora sabe que vai valer a pena.
Todos sabemos, que nos últimos 40 anos "sempre foi assim"...
Contudo, para a senhora, está a ser mais difícil...
A barulheira tem sido tanta, que a senhora pediu hoje à subcomissão de ética que avalie se existe alguma incompatibilidade entre a sua contratação pela Arrow Global com os actuais e antigos cargos políticos.
A vida é assim mesmo. Aguente-se...
Confesso que estou quase a mudar de opinião.
Quem ousa usar um vestido destes, parece-me que terá muita dificuldade conseguir fazer algo tendo em vista o seu próprio favorecimento...
Obrigada, Maria Luís!
Agora, a sério: chega porra!!!!!
Mas, afinal, a senhora apenas mostrou que é possível deitar fora a hipocrisia!..
Está dar-lhe muita chatice, mas a senhora sabe que vai valer a pena.
Todos sabemos, que nos últimos 40 anos "sempre foi assim"...
Contudo, para a senhora, está a ser mais difícil...
A barulheira tem sido tanta, que a senhora pediu hoje à subcomissão de ética que avalie se existe alguma incompatibilidade entre a sua contratação pela Arrow Global com os actuais e antigos cargos políticos.
A vida é assim mesmo. Aguente-se...
Confesso que estou quase a mudar de opinião.
Quem ousa usar um vestido destes, parece-me que terá muita dificuldade conseguir fazer algo tendo em vista o seu próprio favorecimento...
Obrigada, Maria Luís!
Agora, a sério: chega porra!!!!!
A ambição é o último refúgio do fracasso?..
Manuel Damásio, desde ontem à noite, está proibido de
contactar Miguel Relvas e Sérgio Monteiro.
Paulo Santana Lopes, irmão de Pedro
Santana Lopes, já estava proibido de contactar Miguel Relvas e Sérgio Monteiro.
José Veiga, também está
proibido de contactar Miguel Relvas e Sérgio Monteiro.
Há elites que nos estimulam.
São as elites que não se rendem ao
percurso da manada.
E há elites que nos envergonham...
Que é a maioria.
Resumindo...
Estamos lixados.
Até Manuela Ferreira Leite não disfarça o incómodo ...
O vice-presidente do PSD acusou a esquerda de "tentativa baixa e inaceitável de aproveitamento político" no caso Maria Luís Albuquerque. "Esta contratação em nada belisca a lei portuguesa", garante.
Esta gente não se enxerga!..
Até Manuela Ferreira Leite lança duras críticas a Maria Luís Albuquerque, por ter aceitado o cargo na empresa financeira britânica Arrow Global, poucos meses depois de sair do cargo no governo...
"Qualquer bocadinho de bom senso levaria a que a ex-ministra não aceitasse ir para uma empresa que teve ligações ao Ministério das Finanças. E, ainda por cima, ligações prejudiciais para o país."
Manuela Ferreira Leite insiste que Maria Luís Albuquerque nem deixou passar "quase tempo nenhum de nojo" para aceitar trabalhar naquela empresa que trouxe “prejuízo” ao país. Por isso, as críticas dos partidos são merecidas: “pôs-se mais do que a jeito. Estão cheios de razão”.
Numa frase: isto é "um nojo de gente".
Há por aí muitas entidades para avaliar a legalidade e transparência do primeiro emprego criado por esta senhora, por mim limito-me a sentir vergonha por uma ministra de um governo do meu país aceitar um cargo de tão baixo nível...
Esta, era a senhora que Passos Coelho só deixava ir para a Comissão Europeia se lhe fosse entregue um dossier digno da sua elevada craveira intelectual. Afinal, a senhora aceitou agora o triste dossier de um cargo não executivo que lhe pagará serviços, que não se sabe muito bem quais são.
Esta gente não se enxerga!..
Até Manuela Ferreira Leite lança duras críticas a Maria Luís Albuquerque, por ter aceitado o cargo na empresa financeira britânica Arrow Global, poucos meses depois de sair do cargo no governo...
"Qualquer bocadinho de bom senso levaria a que a ex-ministra não aceitasse ir para uma empresa que teve ligações ao Ministério das Finanças. E, ainda por cima, ligações prejudiciais para o país."
Manuela Ferreira Leite insiste que Maria Luís Albuquerque nem deixou passar "quase tempo nenhum de nojo" para aceitar trabalhar naquela empresa que trouxe “prejuízo” ao país. Por isso, as críticas dos partidos são merecidas: “pôs-se mais do que a jeito. Estão cheios de razão”.
Numa frase: isto é "um nojo de gente".
Há por aí muitas entidades para avaliar a legalidade e transparência do primeiro emprego criado por esta senhora, por mim limito-me a sentir vergonha por uma ministra de um governo do meu país aceitar um cargo de tão baixo nível...
Esta, era a senhora que Passos Coelho só deixava ir para a Comissão Europeia se lhe fosse entregue um dossier digno da sua elevada craveira intelectual. Afinal, a senhora aceitou agora o triste dossier de um cargo não executivo que lhe pagará serviços, que não se sabe muito bem quais são.
No país "dos cofres cheios", quem semeou porque é que não havia de colher?..
Maria Luís Albuquerque: "a função de administradora não executiva não tem nenhuma incompatibilidade ou impedimento legal pelo facto de ter sido Ministra de Estado e das Finanças e de ser deputada. Qualquer outra leitura que possa ser feita desta nomeação só pode ser entendida como mero aproveitamento político partidário."
A sua crispação sempre foi paralela à falta de vergonha. Associou sempre a arrogância a um evidente mau estar com a democracia.
A sua crispação sempre foi paralela à falta de vergonha. Associou sempre a arrogância a um evidente mau estar com a democracia.
É por demais evidente que para boa parte desta gente, legalidade, transparência, ética ou minudências como pagar contribuições, impostos, cumprir as exigências legais, etc., são “contos para crianças”, coisas, por assim dizer, para “tótós” - nós.
Tecnoformices, relvices, loureirices, salgadices, marquesmendices, amigos mecenas, negócios manhosos e corrupção, tráfico de influências e amiguismo, utilização criteriosa dos alçapões de uma justiça criteriosamente desenhados para efeitos de protecção dos seus interesses e outras habilidades da mesma natureza, são ferramentas diariamente usadas por esta família alargada e diversa que há décadas ocupou um largo espectro do nosso contexto político, social e económico.
Cambada de artistas, nem as moscas, às vezes, mudam. São assim as contas da partidocracia.
Em alternância pois claro. Sem alternativa, evidentemente.
Segundo a voz pop, "todo o trabalho merece recompensa".
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